Homem coleciona cartazes de candidatos e documentos na zona norte do Rio de Janeiro.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Fronteira VulnerávelPio Penna Filho*
Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq.
A fronteira oeste é uma das mais desprotegidas do Brasil. Estrategicamente localizada, ela é uma delimitadora das zonas platina e amazônica da América do Sul. Se, por um lado, a fronteira sul é a que recebe maior atenção por parte do Estado, contando em diversos pontos com postos de fiscalização de várias agências estatais, como a Receita Federal, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA), maior presença do Exército Brasileiro, da Polícia Federal e maior contingente populacional, por outro, a fronteira norte é que possui um sistema de penetração mais poroso mas, ao mesmo tempo, com maior grau de dificuldade de penetração, além de receber também uma atenção mais especial do Estado, com forte presença das Forças Armadas, notadamente o Exército.
No meio dessas duas grandes zonas fica a fronteira do Centro Oeste, notadamente delimitadora dos territórios entre o Brasil, o Paraguai e a Bolívia. Essa zona de fronteira e seus estados limítrofes brasileiros são, também, pontos de trânsito de uma quantidade considerável de ilícitos que seguem em direção à região sudeste para o consumo interno e, daí, também para o tráfico internacional. Isso sem contar com o fato de que esses próprios estados acabam recebendo os influxos de toda essa movimentação.
Essa zona de fronteira merece atenção não só por delimitar territórios com dois Estados nos quais o crime organizado possui fortes vinculações, com são os casos de Paraguai e Bolívia, ambos fornecedores de drogas e armas para a criminalidade brasileira, destacando-se a maconha no caso do Paraguai e a cocaína e pasta base no caso da Bolívia, senão também porque são áreas relativamente desprotegidas e que causam medo e insegurança na população de suas cidades mais próximas e possibilitam, pela existência de uma malha rodoviária que faz a vinculação entre os três países, o escoamento de drogas e armas e outros produtos do crime em sentido de mão dupla.
No geral, o Brasil é um país que apresenta dificuldades naturais para um efetivo controle de suas fronteiras, sobretudo pela sua dimensão continental. Mas não só por isso. Um dos grandes problemas é a persistente falta de coordenação por parte do Estado federal no combate ao crime organizado. Isso se reflete de imediato no caso do controle das suas zonas fronteiriças que, efetivamente, carecem de uma política e de uma estratégia eficiente para impedir ou dificultar a atuação dos criminosos.
Quando analisamos o caso da Bolívia, fica patente que os interesses do Brasil naquele país são múltiplos, sem contar o fator histórico e a enorme fronteira comum entre os dois países. Deve-se levar em consideração a questão da cocaína e derivados, do fluxo migratório de bolivianos para o Brasil, especialmente para São Paulo, onde boa parte deles acaba sendo submetida a uma superexploração em condições desumanas de trabalho e também a questão relativa à segurança nas áreas de fronteira, especialmente na fronteira de Mato Grosso (mas não apenas), área onde há considerável fluxo de ilícitos, geralmente associados a roubos diversos (aviões, automóveis, motocicletas, tratores, caminhões, equipamentos agrícolas e tudo o mais que satisfaça aos vendedores e compradores de cocaína) com ligações com o tráfico internacional de drogas e que acabam explodindo e alimentando a violência urbana das grandes cidades brasileiras.
Confira no video abaixo uma mega operação na fronteira oeste do Brasil
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Esta sexta (6) foi dia de lembrar de um dos episódios mais trágicos da história, o primeiro ataque atômico do mundo. O sino da Paz soou às 8h15 na Cidade de Hiroshima, a hora em que caiu a bomba.
Sobrevivente da bomba de Hiroshima relata sua história de vida
Takashi Morita, 86 anos, é um dos sobrevieventes da bomba de Hiroshima. Na época ele tinha 21 anos e trabalhava como policial militar. Onze anos após o fim da guerra, Takashi migrou para o Brasil.
Rosa de Hiroshima, a anti-rosa atômica
Este poema é um exemplo da genialidade de Vinícius de Moraes. A banda Secos & Molhados colocou a melodia que tem a belíssima interpretação de Ney Mato Grosso.
Ouça outra canção que aborda o ataque atômico contra o Japão
Enola Gay era o nome do avião norte-americano que bombadeou a cidade de Hiroshima ao final da Segunda Guerra Mundial.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Pio Penna Filho
Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

Longe de ser uma área homogênea e com uma identidade claramente definida, a América do Sul apresenta variações regionais importantes. Além disso, não é adequado igualar países tão díspares quanto Brasil e Equador, por exemplo. Outro aspecto importante, e que mostra a diversidade da região, é o fato de que há governos com tendências políticas muito distintas, como no caso da Venezuela e do Chile, por exemplo.
Mas existem elementos em comum entre os países sul-americanos, principalmente relacionados às suas sociedades. Em maior ou menor grau, todos se defrontam com o desafio da inclusão social e com a necessidade de melhorar a distribuição da renda. Somos um subcontinente marcado pela desigualdade social e pela exclusão de vastas camadas sociais. Em síntese: uma zona de profundos contrastes sociais.
Em matéria de segurança regional, o maior problema da América do Sul continua sendo a existência das FARC na Colômbia, que promove uma grande instabilidade interna e acaba refletindo tensamente nas relações com os vizinhos, como ocorreu recentemente com o Equador e, agora, com a Venezuela.
A existência de um grupo guerrilheiro na Colômbia traz implicações também para o campo da política interna e externa daquele país. Assim, alguns políticos colombianos usam como plataforma de campanha o endurecimento no combate à guerrilha e uma quase natural aproximação com os Estados Unidos da América, trazendo-o para a região. Esse fato causa certo desconforto para boa parte dos Estados sul-americanos, que não gostariam de ver os norte-americanos e sua máquina de guerra presente no subcontintente.
À parte essa questão específica da guerrilha na Colômbia, não há, efetivamente, nenhuma matéria relacionada às tradicionais ameaças que possam levar os Estados a uma situação de guerra. Embora persistam certas disputas fronteiriças, elas não chegam a ameaçar o ordenamento sul-americano. E também não existem polarizações ideológicas importantes, embora se verifiquem projetos políticos distintos, como a proposta bolivariana comungada entre a Venezuela, o Equador e a Bolívia, e o modelo mais liberal praticado pelo Chile, por exemplo.
Enfim, o grande desafio da América do Sul continua o mesmo há décadas, qual seja: desenvolver suas economias nacionais e, ao mesmo tempo, promover distribuição de renda e inclusão social. São desafios importantes e nada fáceis de realizar, mas pelo menos os países da região gozam de certa estabilidade política e relativa harmonia entre os Estados, o que pode ser visto como um grande facilitador para melhorar as condições de vida de suas populações.
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Aprenda as principais características da Inconfidência Mineira assistindo a apresentação abaixo
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 2 - As civilizações orientais
Conheça a Mesopotâmia, o berço da civilização
Que tal conhecer a Mesopotâmia, famosa por ser chamada de “celeiro do mundo”? Ela foi muito disputada e, da sua história, fazem parte vários impérios e conquistas.
sábado, 31 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 2 - As civilizações orientais
Que tal um passeio panorâmico pelos céus da Mesopotâmia à bordo do B52's ?
O B-52's é uma banda norte-americana que fez muito sucesso na década de 1980, chegando inclusive a se apresentar no Rock in Rio de 1985. Aqui eles interpretam a canção "Mesopotâmia" ilustrando as belezas da região que é considerada o berço das civilizações.
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 2 - As civilizações orientais
Aprenda as principais características da civilização egípcia e das civilizações da Mesopotâmia
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 2 - As civilizações orientais
Saiba mais sobre a fascinante história do Egito Antigo
Nesta teleaula, você acompanhará os vários períodos da história do Egito antigo, desde o Antigo Reino até o Baixo Império.
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 2 - As civilizações orientais
Problematização do tema
Assista atentamente ao video da música "Remember the time" do cantor norte-americano Michael Jackson. Em seguida mencione as características do Egito Antigo presentes nesta superprodução do rei do pop.
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 1 - As comunidades primitivas
Veja nos slides abaixo um resumo sobre o que foi estudado neste capítulo
Segestão de filmes
2001, uma odisseia no espaço. EUA, 1968. Diretor: Stanley Kubrick. Filme complexo que aborda a trajetória da humanidade desde suas origens primatas até a conquista do espaço.
A guerra do fogo. França, 1981. Diretor: Jean-Jacques Annaud. Filme que tenta recriar a vida dos primatas que deram origem aos homens.
Para saber mais
Museu Britânico: http://www.british-museum.ac.uk/
Museu do Louvre: http://www.louvre.fr/
Museu Nacional: Quinta da Boa Vista, s/n. São Cristóvão, Rio de Janeiro, (21) 2568-8262. http://www.museunacional.ufrj.br
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Confira no video acima mais um grande sucesso que influenciou bastante a juventude brasileira dos anos 80 na interpretação dos professores de História Edenilson Morais e Celso Batista. A peça aqui apresentada é Tempo Perdido, da Banda Legião Urbana, numa cover da versão acústica.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Crimes de Guerra e ImpunidadePio Penna Filho*
Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
Alguns meses atrás escrevi um artigo nessa coluna chamando a atenção para os “Enganos” da OTAN no Afeganistão. As guerras que os americanos estão liderando, tanto no Afeganistão quanto no Iraque, são espetáculos vivos de violações aos direitos humanos. Uma quantidade impressionante de provas dessas violações e evidências de crimes de guerra foram disponibilizadas na internet pela organização Wikileaks.
Uma das revelações é a existência de um destacamento militar especial para caçar, capturar e eliminar lideranças políticas afegãs e guerrilheiros talebans, em alguns casos apenas por serem contrários à presença norte-americana no seu país. Esse destacamento age como os tribunais de exceção e se assemelha às ações israelenses de eliminar os seus opositores. Sua forma de ação é odiosa e indiscriminada, contrariando as tendências mais modernas de respeito à vida.
Mas muito mais foi revelado. Por exemplo, o fato de que centenas de mortes de civis deixaram de ser relatadas oficialmente, minimizando os “erros” da aliança militar ocidental que, indiscriminadamente, lança ferozes ataques, seja usando os modernos “drones” (pequenos aviões militares sem piloto com capacidade para lançar mísseis) ou a artilharia tradicional. O que menos conta, apesar de toda a propaganda da OTAN e dos Estados Unidos de que fazem uma guerra “limpa” e “justa” contra bárbaros terroristas, é o respeito à vida humana.
Agora, pelo menos, saímos da especulação e das hipóteses, haja vista que tudo isso já vinha sendo denunciado há algum tempo, para o campo das provas documentais. Há, portanto, um farto arsenal de documentos, vídeos, imagens e relatos para que as organizações não-governamentais que se dedicam aos direitos humanos (e também para as cortes de justiça) possam agir. Ou então, o que provavelmente acontecerá, iremos ver que essas denúncias, por mais graves que sejam, não surtem efeitos práticos quando os atos de brutalidade e selvageria são levados a efeito pelas grandes potências.
De toda forma, a publicação dos documentos oficiais sobre os atos de guerra e pelos crimes cometidos pelos Estados Unidos demonstram a maneira de agir da grande potência. Como se diz, o rei está nu. Mesmo com todas as boas intenções em termos de política internacional inicialmente difundidas com a posse do presidente Obama, nota-se que a arrogância norte-americana e européia continua a mesma, sobretudo quando se trata de suas relações com outros povos, como os afegãos e os iraquianos.
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
O tema em foco

Na imagem vemos a bandeira da Inconfidência Mineira com a frase em latim "Libertas quae sera tamen" que em português significa "liberdade ainda que tardia". A bandeira dos inconfidentes é a atual bandeira do estado de Minas Gerais.

PORTINARI, Cândido. Despojos de Tiradentes. [s.d]. Colégio Cataguases, MG

[...] Embora a morte de Tiradentes tenha horrizado a população da capitania na época, a Inconfidência Mineira ficou quase esquecida durante todo o período imperial brasileiro (1822-1889).
Tiradentes e a Inconfidência foram recuperados para a História do Brasil com o início da campanha republicana, a partir de 1870. Com a proclamação da República, em 1889, apagavam-se os últimos vestígios da presença portuguesa no governo do Brasil. E Tiradentes, que era republicano, foi sendo elevado à condição de herói. Segundo os defensores do novo regime, o alferes devia ser apresentado como o mártir que morrera para defender os interesses do Brasil contra a opressão de Portugal.
Num livro de 1927, o historiador José Lúcio dos Santos trata de Tiradentes como um homem inteligente, ativo, enérgico, cheio de iniciativa. Esse Tiradentes estava muito distante da imagem de desequilibrado, exaltado, fanático e louco atribuída ao alferes pelas autoridades portuguesas e mantida no século XIX.
ANASTÁCIA, Carla. A Inconfidência Mineira. São Paulo: Ática, 1998. pp. 36-7.
Na foto vemos o ator Humberto Martins interpretando Tiradentes no cinema.
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Análise e interpretações: versões, opiniões e fontes diversas

Leia os versos de Cecília Meireles em "O Ramanceiro da Inconfidência".
Eles recriam o clima na Capitania de Minas Gerais após a chegada do Visconde de Barbacena.Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Problematização do tema
Domingos Vidal de Barbosa, solteiro, formado em Medicina pela Universidade de Bordeux, filho do capitão Antônio Vidal e de Thereza Maria de Jesus, já falecidos, natural e assistente na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Caminho do Mato, de idade de vinte e oito, que vive das suas lavouras, testemunha a quem o dito desembargador deu o juramento dos Santos Evangelhos, e debaixo dele prometeu dizer a verdade, do que soubesse.
E perguntado pelo contéudo no auto, disse que sendo em dias do mês de março deste presente ano, estando ele testemunha em casa de seu primo Francisco Antônio de Oliveira Lopes a contar e exagerar as belas qualidades deste continente, dizendo que não só tinha ouro e diamantes, mas ferro, lãs e algodão, e que seria um país de felicidade para viver, se fosse livre [...]
Depois disto, passados dois ou três dias tornou o dito Francisco Antônio de Oliveira Lopes a encarecer as comodidades da América e a representar a boa situação da Capitania de Minas para a sua defesa e subsistência sobre si, e logo passou a dizer-lhe que lhe queria comunicar um segredo e, dizendo-lhe, ele testemunha, que dissesse, principiou, contando, que o filho do capitão-mor Álvares Maciel, que tinha vindo da Inglaterra, fizera conhecer aos deste país que nela havia, quanto era necessário para a sua substistência independente, e que ele se obrigava a pôr prontas manufaturas necessárias, e ferro, e pólvora, e que à vista disto se tratava de fazer nesta Capitania uma República, que já o cônego Luís Vieira, o desembargador Thomas Antônio Gonzaga, o doutor Cláudio Manoel da Costa tratavam de fazer as leis para o governo dela, sendo uma que os diamantes seriam livres, e outra que os dízimos seriam para os vigários, e que o mesmo cônego Luís Viera tinha o papel em que mostrava a segurança deste país, e o modo por que se devia fazer a rebelião.
Depoimento de Domingos Vidal de Barbosa. Autos da Devassa da Inconfidência Mineira (1789)

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:
1. Segundo o testemunho de Domingos Vidal de Barbosa, qual era a opinião de Francisco Antônio de Oliveira Lopes sobre a América Portuguesa?
2. Qual era o segredo que tinha o mesmo Oliveira Lopes a contar a Domingos Barbosa?
3. Em que contexto se inseriu a Inconfidência Mineira?
4. Quais foram as particularidades desse movimento?
5. Por que a Coroa viu posta em xeque sua soberania nas últimas décadas do século XVIII?
Comentário
1. De acordo com o texto, Francisco Antônio de Oliveira Lopes acreditava que o Brasil possuía belas qualidades, grandes potencialidades econômicas e que seria um país de felicidade, caso fosse livre.
2. O segredo era justamente o plano dos Inconfidentes de promover a independência da Capitania, a adoção da República e a implantação de manufaturas na região.
3. A inconfidência mineira se insere no quandro de crise do antigo sistema colonial, entre o final do século XVIII e o ínicio do século XIX, momento em que ocorria uma conflito de interesses entre os colonos e Metrópole dentro do contexto de uma nova ordem política, filosófica e rebelde que veio da Europa e influenciou os movimentos da América Portuguesa.
4. A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento a manifestar a clara intenção de rompimento dos laços de dominação metropolitana, foi liderado por elementos da elite de Minas Gerais e almejava implantar uma República e manufaturas na região.
5. Porque ocorreram movimento que tinham o objetivo de tornar o país independente, tais movimentos ocorreram em razão das lutars econômicas e políticas entre os vassalos da América Portuguesa e os interresses metropolitanos, e também porque houve a disseminação de ideais iluministas na Colônia, e ainda em razão do sucesso da Independência dos EUA e do processo revolucionário francês.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Os professores de História, Edenilson Morais e Celso Batista, que nas horas vagas se aventuram em outras áreas da cultura, tentam demonstrar um pouco de seus dotes musicais. Neste video apresentam uma versão acústica de "Have You Ever Seen The Rain", cover da banda Creedande Clearwater Revival que fez muito sucesso na década de 1970.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 1 - As comunidades primitivas
Veja na aula em video as principais caracteristicas da Pré-História
Novo Telecurso – História EM – Aula 02
Você aprenderá que o período que vai do surgimento do homem sobre a Terra até o desenvolvimento da escrita chama-se "pré-história".
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 1 - As comunidades primitivas
A origem da espécie humana
Partindo do continente africano, onde foram encontrados os fósseis mais antigos, a espécie humana deslocou-se para as diferentes e longínquas áreas do planeta.
Os primeiros ancestrais da espécie humana foram definidos como hominídeos e surgiram há praticamente 7 milhões de anos.
A árvore genealógica da espécie humana não pode ser percebida como um tronco linear e sequencial, mas sim como um "arbusto" com diferentes ramificações, que expressa uma evolução multilateral constituída por diferentes espécies.

A família biológica dos hominídeos, a partir de 2 milhoões de anos atrás, apresentava dois ramos básicos, o das espécies dos Australopithecus, que se extinguiriam por volta de 1 milhão de anos a.C., e os das espécies do gênero Homo.

Fonte: ARRUDA, José Jobson de. Atlas histórico básico. São Paulo: Ática, 2005, p. 20
Terceiro bimestre - História Geral
Coleção Pitágoras - Caderno Revisional
Capítulo 1 - As comunidades primitivas
A origem da vida
Tradicionalmente, existem duas maneiras de abordarmos o surgimento da vida, bem como a origem do planeta e do universo.
A primeira e mais antiga é defendida pelos princípios da Teoria Criacionista, desenvolvida pelos pressupostos bíblicos judaico-cristãos, contidos no Livro do Gênesis.
A segunda teoria a respeito da origem da vida e das espécies foi formulada no século XIX pelos naturalistas Jean Baptiste Lamarck e Charles Darwin.
No século XX, os cientistas Alexander Fiedmann (1920) e George Gamow (1940) afirmaram que o surgimento do universo se estabeleceu a partir da explosão definida como Big Bang, ocorrida há aproximadamente 12 bilhões de anos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Cidadania foi sendo conquistada aos poucos.
Mulheres e analfabetos foram os últimos a garantir direito.
Igor Vieira, professor de história do cursinho pH, dá uma aula sobre como o brasileiro conquistou o direito de votar.
Hoje todo cidadão com mais de 18 anos pode votar no país. A partir dos 16, o voto é facultativo. Mas nem sempre foi assim.
A Constituição de 1824 reservava o direito de voto somente aos membros da aristrocracia. A partir da Era Vargas, as mulheres ganharam o direito de votar. Apenas com a Constituição de 1988, o direito de voto foi estendido aos analfabetos.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Conheça a fascinante atuação política do Frei Caneca que se envolveu na Revolução Pernambucana de 1817 e foi um dos líderes da Confederação do Equador, em 1824
Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mas popularmente conhecido apenas como Frei Caneca (Recife, 20 de agosto de 1779 — Recife, 13 de janeiro de 1825), foi um religioso e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824). Como jornalista, esteve à frente do Typhis Pernambucano. Padre carmelita, intelectual e guerreiro, foi um liberal republicano. Participou da Revolução Pernambucana de 1817 e chefiou a Confederação do Equador em 1824. Condenado ao patíbulo, teve de ser fuzilado porque nenhum carrasco aceitou enforcá-lo.
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Professor explica os aspectos da Revolução Pernambucana de 1817
O professor de História do Colégio Notre Dame de Lourdes, Edenilson Morais aborda nesta teleaula os fatores da eclosão desse movimento, menciona os estratos sociais envolvidos, seus objetivos, bem como as consequências desta importante rebelião ocorrida no fim do período colonial brasileiro.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Saiba mais sobre a Conjuração Baiana e conheça os fatores da eclosão desse movimento
Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, uma vez que seus líderes exerciam este ofício, foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no final do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.
domingo, 18 de julho de 2010
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Tiradentes e a Inconfidência Mineira
Aprenda os principais eventos relacionados com a Inconfidência Mineira
Inconfidência Mineira. Esse é o tema da teleaula 13. Você aprenderá seu lema e suas ideias. Além disso, vai conhecer Tiradentes e saber por que ele foi enforcado.
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Assista a teleaula com os fatores da crise da República Oligárquica e eclosão do Movimento de 1930
O professor de História do Vestibulando Digital, Clides Morais apresenta nesta aula em vídeo aspectos importantes ocorridos durante a República Velha, tais como as revoltas urbanas, o movimento operário, o tenentismo, a dissidência oligárquica e a realização da chamada Revolução de 1930 que conduziu Getúlio Vargas à presidência da República.
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

Leia o texto a seguir
Assista ao video com o poema Ode ao burguês, de Mário de Andrade
3. Em que passagens do poema de Mário de Andrade está corroborando as ideias apresentadas no texto de Bertolli Filho?
No texto de Bertolli Filho, lê-se que um modernista afirmou ser preciso "assustar essa burguesia que cochila na glória de seus lucros". Mário de Andrade, em Ode ao burguês em sua primeira estrofe.
sábado, 17 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Pio Penna Filho*
A realização da Copa do Mundo de Futebol na África foi um bom momento para que os africanos mostrassem ao mundo que também são capazes de organizar um evento dessa magnitude. Um pouco antes do início do campeonato, muitas pessoas ao redor do mundo duvidavam de que isso fosse possível. Analistas de primeira hora, que nada conhecem sobre a África, foram os que mais levantaram essa lebre.
Esse pensamento seguiu um roteiro mais ou menos previsto, ou seja, prevaleceu inicialmente o que chamamos de “afropessimismo”, uma ideia preconceituosa de que quase tudo que tenha relação com o continente africano é abordado previamente de maneira negativa. Esse tipo de pensamento tem origens históricas e está estreitamente relacionado com o racismo contra as populações negras, predominantes no continente africano.
Num balanço geral, a realização da Copa na África foi positiva em muitos sentidos. Em primeiro lugar, foi uma oportunidade para mostrar ao mundo um pouco da beleza natural da África do Sul e da hospitalidade e alegria dos sul-africanos. Esse contato cultural, por si só, já serviu como um ótimo momento que certamente desfez vários dos preconceitos relativos à África e aos africanos. Muitas pessoas que nunca tinham visitado a África voltaram para os seus países com uma outra visão sobre a realidade de parte do continente e de sua população.
Em segundo lugar, o sucesso da Copa propiciou um elemento geralmente pouco considerado nas análises mais tradicionais mas que tem uma relevância inconteste. Refiro-me ao fato de que os sul-africanos em especial, e os africanos, no geral, puderam elevar a sua auto-estima ao se verem no centro de um grande evento internacional. Isso não tem preço.
Gostaria de chamar a atenção para mais um aspecto: é um equívoco tentar analisar a realização de uma Copa do Mundo seguindo apenas a lógica da economia. Muitas pessoas tentam identificar as vantagens meramente em termos econômicos, chegando a questionar se países como a África do Sul e o Brasil podem se dar ao luxo de um investimento tão elevado em infra-estrutura, sobretudo quando se considera o grande déficit social que possuímos. No caso da África, como tento argumentar, os ganhos não foram tanto em termos econômicos, mas sim em termos políticos e sociais.
Mas é preciso lembrar que a África do Sul é apenas uma parte da África, e não deve ser tomada pelo todo. Se existe um elemento que sintetize o continente africano, esse é o da diversidade. Na verdade, existem várias “Áfricas”, com povos, costumes, culturas, línguas, religiões, regimes políticos e características econômicas próprias.
No caso específico da África do Sul, a sua escolha como país sede esteve, naturalmente, relacionada ao seu desenvolvimento econômico e à existência prévia de uma boa infra-estrutura (em termos de transporte, telecomunicações, hotelaria e serviços em geral). Isso, somado à decisão das lideranças políticas de assumirem a realização da competição e ao envolvimento da população sul-africana com o evento, foram os pré-requisitos para o sucesso da Copa na África.
Pio Penna Filho
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Saiba os motivos do período ser conhecido como 'Anos Dourados.'
Campeonato de futebol e bossa nova foram elementos importantes da época.
A primeira grande marca do governo de JK foi a estabilidade política. O crescimento econômico, acelerado a partir de um Plano de Metas, foi outra importante característica.
Outro ponto a ser levado em conta é a conquista brasileira do primeiro campeonato de futebol na Copa do Mundo de 1958. A partir dessa vitória, o Brasil se projeta no mundo como uma potência no futebol.
A bossa nova, ritmo genuinamente brasileiro, também foi um importante elemento de projeção nacional da época.
Confira aula completa em vídeo.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sucessão de fatores ocasionaram movimento.
Dois importantes líderes marcaram período.
O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, dá uma aula sobre a independência da América Espanhola que ocorre nas primeiras décadas do século 19.
Segundo o professor, o movimento ocorre por uma sucessão de fatores: influência do pensamento iluminista que traz a ideia de liberdade, a Revolução Americana de 1776, a Revolução Francesa de 1789, o apoio da Inglaterra que almejava aumentar seu mercado consumidor e as Guerras Ibéricas.
Vieira diz que o movimento foi liderado por duas importantes figuras históricas: San Martín, que liberta a parte sul do continente sul-americano; e Simón Bolívar, que atua na independência da região norte.
Confira aula completa em vídeo.
terça-feira, 6 de julho de 2010

Pio Penna Filho*
A tortura é um crime hediondo. Essa parece ser uma assertiva que, infelizmente, não encontra amparo na conduta humana desde tempos muito antigos. Algumas décadas atrás vários países da América Latina, geralmente governados por regimes militares, eram severa (e justamente) acusados e condenados pelas grandes e “civilizadas” democracias do mundo ocidental como violadores dos direitos humanos. Mas, como a roda da História não para de girar, agora é a vez da acusação se voltar contra as poderosas e tradicionais potências que se sucederam como “donas” do mundo nos últimos dois séculos: Inglaterra e Estados Unidos.
Sobre a atuação ilegal e violenta dos Estados Unidos em várias partes do mundo há provas de sobra. Não bastasse a infâmia da existência da prisão de Guantánamo, frequentemente surgem novas denúncias de violações cometidas por militares, mercenários e agentes públicos a serviço do governo dos Estados Unidos ao redor do planeta. Crimes que incluem seqüestro, rapto, tortura, assassinatos... crimes hediondos e tolerados pela grande democracia norte-americana, uma vez que são cometidos em nome da Segurança Nacional (exatamente como agiam as ditaduras do Cone Sul, por exemplo).
Isso acontece não só em áreas de conflito, como no Iraque e no Afeganistão, embora lá a violação aos direitos humanos tenha se tornado uma atividade corriqueira e sempre acobertada pelo Estado. Aliás, o mesmo Estado que há poucas décadas atrás era um paladino na defesa dos direitos humanos e na acusação permanente contra a atuação dos ditadores que governavam as “republiquetas” do Terceiro Mundo.
A Inglaterra é outro Estado que se considera “civilizado” e governado por leis e instituições que visam, em última instância, a harmonia social, a justiça e a liberdade. O interessante é que esse pensamento é válido quase que apenas para os cidadãos britânicos no espaço do Reino Unido.
A atuação do Estado britânico em outras partes do mundo acaba seguindo outra lógica. A “pérfida Albion”, como era conhecida a Inglaterra nos tempos áureos do imperialismo do final do século XIX, parece ter retomado seu ímpeto agressivo, agora na posição de coadjuvante dos Estados Unidos. Com eles, os britânicos estão metidos no Iraque e no Afeganistão e, como eles, são acusados de continuamente desrespeitar os direitos humanos.
Assim como fez o presidente Obama ao assumir o poder, o primeiro ministro britânico, David Cameron, anunciou a abertura de um inquérito para investigar alguns dos crimes cometidos por oficiais britânicos no Paquistão, no Marrocos e em outros países. Em entrevista, Cameron disse que o inquérito deve ser iniciado no final do ano e promete apresentar um relatório em um ano! Eficiência britânica. E mais: autoridades britânicas já negaram as acusações e afirmaram que não “encorajam a tortura”. Ora, como isso resolvesse de pronto a situação. Nenhum governo, nem mesmo uma ditadura, assume publicamente o encorajamento ou a prática da tortura. O padrão é esse mesmo: negar, sempre negar.
A Inglaterra segue um alinhamento quase automático com os Estados Unidos em termos de política internacional. Infelizmente, esse alinhamento está também associado às brutais políticas repressivas norte-americanas contra populações insurgentes e que não aceitam os ditames de Washington. Já passou da hora do Tribunal Penal Internacional tomar iniciativas em nome dos direitos humanos também contra os ricos e poderosos.

Pio Penna Filho
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Realmente os anos 1920 foram palco de tentativas não só de se elaborarem novas bases para a nacionalidade, mas, também, de se superar o atraso e garantir o ingresso do Brasil nos tempos da modernidade.
Entenda o que foi a Semana de Arte Moderna, no video abaixo.

Um dos cartazes da Semana de Arte Moderna, satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.
