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segunda-feira, 26 de julho de 2010

HISTÓRIA NA MÍDIA
Livro conta nova versão sobre a morte de Tancredo


Autor Luis Mir faz revelações sobre o estado de saúde do primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar.
HISTÓRIA NA MÍDIA

Homem encontra moedas antigas que valem fortuna




Dave Crisp é chefe de cozinha de um hospital em Devizes, mas nas horas vagas se transforma em caçador de tesouros. Ele achou 52.503 moedas dos tempos do Império Romano que podem valer R$9 milhões.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

HISTÓRIA NA MÍDIA

Lula sanciona Estatuto da Igualdade Racial



A lei torna obrigatório o estudo da história da África e da população negra no país, além de reconhecer o direito à propriedade aos remanescentes de quilombos.
HISTÓRIA NA MÍDIA

Chávez manda exumar corpo de Bolívar por desconfiar dos livros de História


O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desconfia da versão contada nos livros de História, de que o militar responsável pela independência de vários países sul-americanos tenha morrido de tuberculose.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

história na mídia

Nazista é julgado por morte 27.900 judeus na Polônia

O suposto criminoso nazista ucraniano John Demjanjuk, de 89 anos e entregue pelos Estados Unidos à Alemanha em maio, responde a partir de hoje, na Audiência de Munique, por cumplicidade no assassinato de 27.900 judeus no campo de extermínio de Sobibór, na Polônia.
Demjanjuk, que foi guarda voluntário da SS (as tropas de proteção do partido nazista alemão), responde por acusações feitas pela Promotoria de Munique e apoiadas por testemunhos de sobreviventes e 30 familiares das vítimas.
Será um julgamento por indícios, já que quase não há mais testemunhas do ocorrido nos seis meses em que Demjanjuk supostamente atuou como Trawniki (guarda voluntário) em Sobibór.
Trata-se do último grande processo na Alemanha por delitos do nazismo, devido à avançada idade tanto dos criminosos quanto de suas vítimas, além de ser também o primeiro julgamento de um estrangeiro no país. Demjanjuk é ucraniano.
A principal prova contra ele é um carteira de identidade das SS com o número 1393, segundo a qual prestou serviços no campo e durante o período em que morreram 27.900 judeus em Sobibór.
Demjanjuk, que nasceu em Dobowoije (Ucrânia) em 1920, nega ter trabalhado como guarda voluntário e foi recrutado pelo Exército Vermelho para lutar contra as tropas de Hitler, mas, em 1942, foi capturado pelas SS.
Segundo a acusação, foi treinado até se tornar um dos 150 Trawniki do campo.


fonte: Agência EFE http://www.yahoo.com.br/ acesso em 30/11/2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

HISTÓRIA NA MÍDIA


Maluf e Tuma responderão por ocultar mortos na ditadura

Foto de 1990 mostra um funcionário colocando em sacos algumas das 1500 ossadas encontradas no Cemitério Dom Bosco em Perus, zona oeste de São Paulo. O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ofereceu nesta quinta-feira denúncia à Justiça Federal contra o ex-governador de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por ocultação de cadáveres durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985).
O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ofereceu hoje denúncia à Justiça Federal contra o ex-governador de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por ocultação de cadáveres durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Além dos dois parlamentares, foram denunciados em duas ações civis públicas o ex-prefeito da capital paulista Miguel Colasuonno, o médico legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo Harry Shibata, e o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno.
O MPF-SP requer na Justiça que os cinco percam suas funções públicas e o direito à aposentadoria, bem como sejam condenados a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um. Por se tratar de ações civis públicas, a iniciativa não ameaça os mandatos de Tuma e Maluf, protegidos pela Constituição Federal. A procuradora responsável pelo caso, Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, propôs que as indenizações sejam revertidas em medidas que preservem a memória das vítimas da ditadura.
Nas ações entregues à Justiça, o MPF-SP afirma que desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, na capital paulista, de forma "ilegal" e "clandestina", com a participação do IML e da Prefeitura de São Paulo. Segundo a procuradora, ambos contribuíram para que as ossadas permanecessem sem identificação em valas comuns dos cemitérios e atestaram falsos motivos de morte a vítimas de tortura. De acordo com a denúncia, o legista Harry Shibata teria ocultado os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, como, por exemplo, do jornalista Vladimir Herzog.
O MPF-SP aponta que Paulo Maluf, quando era prefeito, ordenou a construção do cemitério de Perus. De acordo com as ações, algumas valas do recinto tinham quadras marcadas específicas para receber a ossada de "terroristas". Os documentos entregues à Justiça apontam ainda que o projeto original do cemitério previa um crematório, mas a Prefeitura desistiu após a empresa contratada ter estranhado o plano, que não previa um hall para orações. De acordo com o MPF-SP, o governo municipal chegou a fazer sugestões buscando mudar a legislação para dispensar a autorização da família para realizar procedimento, o que possibilitaria que indigentes fossem cremados.
As denúncias salientam ainda a participação nas operações de agentes do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Deops, órgão estadual de repressão que teve como chefe o atual senador Romeu Tuma. Segundo o MPF-SP, há documentos que comprovam a ocorrência de interrogatórios "sob tortura" na instituição e que demonstram que Tuma tinha conhecimento das várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais do Deops, mas não as comunicou aos familiares dos mortos.
As ações civis públicas oferecidas hoje pelo MPF não são as primeiras que procuram responsabilizar o Estado pela ocultação da ossada de perseguidos políticos. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na ofensiva do governo para exterminar a guerrilha na década de 1970. No Rio Grande do Sul, o MPF pediu a abertura de inquérito para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.
"Depois de 39 anos, abordar de forma leviana um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula", disse Maluf, em nota. A reportagem procurou Tuma, mas o senador estava em voo. Segundo sua assessoria, Tuma ainda não recebeu informações sobre a denúncia.