Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1
A construção de um Brasil novo
Aprenda os aspectos da Era Vargas ao som de uma paródia da música WMCA do grupo Village People
O Professor Chico mostra uma maneira criativa de ensinar história. Confira a letra da paródia que aborda aspectos da Era Vargas.
Vargas, assumiu o poder com um golpe
Paraiba, Minas e Rio Grande
vieram a formar a Aliança Liberal
teve, primeiro o Governo Provisório
no Constitucional é notório
mulher vota e agora trabalho tem que ter lei
Chiquinho explica o que é o Plano Cohen
lá vem o golpe Estado novo já vem
Populismo vai ter, com o DIP a valer
Nacionalismo e a CLT (2x)
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 2
O Estado Novo

No dia 10 de novembro de 1937, o presidente Getúlio Vargas anunciava o Estado Novo, em cadeia de rádio. Iniciava-se um período de ditadura na História do Brasil.
Alegando a existência de um plano comunista para a tomada do poder ( Plano Cohen ) Getúlio fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como "Polaca" por ter se inspirado na Constituição da Polônia, de tendência fascista.
O Golpe de Getúlio Vargas foi articulado junto aos militares e contou com o apoio de grande parcela da sociedade, pois desde o final de 1935 o governo havia reforçado sua propaganda anti comunista, amedrontando a classe média, na verdade preparando-a para apoiar a centralização política que desde então se desencadeava.
A partir de novembro de 1937 Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu inimigos políticos, adotou medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política trabalhista com a criação da CLT em 1943.
O principal acontecimento na política externa foi o desenvolvimento da 2º Guerra Mundial (39-45), responsável pela grande contradição do governo Vargas, que dependia economicamente dos EUA e possuía uma política semelhante à alemã. A derrota do Nazi fascismo contribuiu decisivamente para o fim do Estado Novo.
Em 1939, durante o Estado Novo, Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), inicialmente sob a direção do jornalista Lourival Fontes.
As funções do Departamento, conforme própria cartilha interna explica, eram de "centralizar, coordenar, orientar e superintender a propaganda nacional, interna ou externa (...) fazer a censura do Teatro, do Cinema, de funções recreativas e esportivas (...) da radiodifusão, da literatura (...) e da imprensa (...) promover, organizar, patrocinar ou auxiliar manifestações cívicas ou exposições demonstrativas das atividades do Governo".
Para enviar aos jornais as notícias sobre os atos do governo, criou-se uma subdivisão do DIP, a Agência Nacional, que fornecia cerca de 60% das matérias publicadas na imprensa, destacando a organização do Estado e os valores nacionalistas, ou seja, responsável por uma propaganda essencialmente ideológica O DIP foi uma das estruturas fundamentais para a manutenção da ditadura varguista, sendo que a propaganda desenvolvida por ele foi responsável por difundir a imagem do progresso e do desenvolvimento associados diretamente à figura de Vargas. A valorização da imagem do líder é uma das características dos regimes fascistas, assim como dos governantes populistas.
Entenda o que foi Estado Novo
Nesta teleaula você verá que, no governo Getúlio Vargas, a criação dos direitos sociais fez parte de um projeto político de construção nacional que restringia a cidadania política, privando os brasileiros do direito de manifestação, de participação, de voto e de organização partidária.
Conheça a política econômica do Estado Novo




O historiador Boris Fausto acredita que o movimento de 1930 não foi liderado por novos seguimentos sociais: a classe média ou a burguesia industrial. Segundo Fausto, a classe média, muito embora tenha apoiada a Aliança Liberal, era muito heterogênea e subordinada às forças agrárias para que pudesse, sozinha, apresentar um programa político próprio. Já os industriais, ainda de acordo com Fausto, apresentavam fortes diferenças regionais. Por exemplo, no que se refere à burguesia industrial paulista, o historiador acredita que, em São Paulo, já havia uma certa diferenciação entre essa classe e o setor agrário, que se expressou na fundação do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo, em 1928. Entretanto, essa diferenciação não foi capaz de colocar um ponto final, em nome dos intelectuais paulistas, no acordo em que existia entre os membros da classe dominante. Os grandes industriais contavam com o apoio do Partido Republicano Paulista (PRP), no qual estavam representados, e não tinham razões para apoiar a oposição que os criticava reiteradamente. Por isso, segundo Boris Fausto, não se deve estranhar o apoio aberto dos industriais paulistas, à candidatura de Júlio Prestes. Nessa medida, adverte o historiador, simplista é a tese de o movimento de 1930 ter significado a tomada direta do poder por essa ou aquela classe social. 


Assista ao video com o poema Ode ao burguês, de Mário de Andrade





