Mostrando postagens com marcador Segundo Ano CNDL Terceiro Bimestre História do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segundo Ano CNDL Terceiro Bimestre História do Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1
A construção de um Brasil novo

Aprenda os aspectos da Era Vargas ao som de uma paródia da música WMCA do grupo Village People


O Professor Chico mostra uma maneira criativa de ensinar história. Confira a letra da paródia que aborda aspectos da Era Vargas.

Vargas, assumiu o poder com um golpe
Paraiba, Minas e Rio Grande
vieram a formar a Aliança Liberal
teve, primeiro o Governo Provisório
no Constitucional é notório
mulher vota e agora trabalho tem que ter lei

Chiquinho explica o que é o Plano Cohen
lá vem o golpe Estado novo já vem
Populismo vai ter, com o DIP a valer
Nacionalismo e a CLT (2x)



Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 2
O Estado Novo






No dia 10 de novembro de 1937, o presidente Getúlio Vargas anunciava o Estado Novo, em cadeia de rádio. Iniciava-se um período de ditadura na História do Brasil.
Alegando a existência de um plano comunista para a tomada do poder ( Plano Cohen ) Getúlio fechou o Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que ficaria conhecida depois como "Polaca" por ter se inspirado na Constituição da Polônia, de tendência fascista.
O Golpe de Getúlio Vargas foi articulado junto aos militares e contou com o apoio de grande parcela da sociedade, pois desde o final de 1935 o governo havia reforçado sua propaganda anti comunista, amedrontando a classe média, na verdade preparando-a para apoiar a centralização política que desde então se desencadeava.


A partir de novembro de 1937 Vargas impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade política, perseguiu e prendeu inimigos políticos, adotou medidas econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política trabalhista com a criação da CLT em 1943.
O principal acontecimento na política externa foi o desenvolvimento da 2º Guerra Mundial (39-45), responsável pela grande contradição do governo Vargas, que dependia economicamente dos EUA e possuía uma política semelhante à alemã. A derrota do Nazi fascismo contribuiu decisivamente para o fim do Estado Novo.

Em 1939, durante o Estado Novo, Vargas criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), inicialmente sob a direção do jornalista Lourival Fontes.
As funções do Departamento, conforme própria cartilha interna explica, eram de "centralizar, coordenar, orientar e superintender a propaganda nacional, interna ou externa (...) fazer a censura do Teatro, do Cinema, de funções recreativas e esportivas (...) da radiodifusão, da literatura (...) e da imprensa (...) promover, organizar, patrocinar ou auxiliar manifestações cívicas ou exposições demonstrativas das atividades do Governo".


Para enviar aos jornais as notícias sobre os atos do governo, criou-se uma subdivisão do DIP, a Agência Nacional, que fornecia cerca de 60% das matérias publicadas na imprensa, destacando a organização do Estado e os valores nacionalistas, ou seja, responsável por uma propaganda essencialmente ideológica O DIP foi uma das estruturas fundamentais para a manutenção da ditadura varguista, sendo que a propaganda desenvolvida por ele foi responsável por difundir a imagem do progresso e do desenvolvimento associados diretamente à figura de Vargas. A valorização da imagem do líder é uma das características dos regimes fascistas, assim como dos governantes populistas.



Entenda o que foi Estado Novo

Nesta teleaula você verá que, no governo Getúlio Vargas, a criação dos direitos sociais fez parte de um projeto político de construção nacional que restringia a cidadania política, privando os brasileiros do direito de manifestação, de participação, de voto e de organização partidária.


Conheça a política econômica do Estado Novo


domingo, 5 de setembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1
A construção de um Brasil novo


Confira a análise de Boris Fausto sobre a Era Vargas

O fato histórico refere-se ao passado, mas conforme seja sua dimensão, tem impacto no presente. É tarefa do historiador interpretar e explicar o fato histórico".

Neste contexto, Boris Fausto trata a "Era Vargas" no momento da conquista poder, independente das circunstâncias que Vargas torna-se um líder centralizador, modernista e autoritário. Essas características lhe proporcionaram um logo período como Presidente da República.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Segundo Ano - CNDL

Terceiro Bimestre - História do Brasil

Colégio Notre Dame de Lourdes

Coleção Pitágoras

Unidade - A Era Vargas

Capítulo 1

A construção de um Brasil novo






Saiba mais sobre a Revolução Constitucionalista de São Paulo (1932)



A Revolução de 1930 tirou a autonomia dos governos estatais e pôs fim à República Velha, que tinha uma política mais voltada para o setor agropecuário devido à grande produção de café.



Os paulistanos ficaram indignados com a decisão de Getúlio Vargas em nomear um interventor que não era de São Paulo para governar o estado; tal ato significava a quebra da Constituição republicana de 1891. Para bater de frente, os civis paulistanos organizaram um movimento armado que culminou na Revolução Constitucionalista de 1932.



O estopim do conflito se deu quando quatro jovens, dentre muitos outros que lutavam pela constituição, morreram em batalha. Os jovens de destaque eram: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, conhecidos como mártires da resistência que formaram a sigla MMDC.









Os paulistas buscaram o apoio de outros estados para tirar Getúlio Vargas do poder. Conseguiram a adesão de Mato Grosso e parte do Rio de Janeiro. Formaram um levante no dia 9 de julho de 1932, data simbólica do movimento, com uma multidão de civis, entre homens e mulheres estudantes, políticos, jornalistas, industriais e oposicionistas. Porém, não conseguiram o apoio efetivo de outros estados porque os governistas bloquearam o porto de Santos e as fronteiras de São Paulo. Ou seja, os paulistas lutaram praticamente sozinhos contra o Exército federal.



Aderiram aos oposicionistas de Vargas alguns militares, entre eles os generais Euclides de Figueiredo, Isidoro de Dias Lopes e Bertoldo Klinger. Eles organizaram uma marcha até a sede do governo federal para negociar a saída de Getúlio Vargas da presidência. Entretanto, o Exército governista era mais numeroso e impediu que os planos dos constituintes fosse adiante.







Sem apoio de outros estados e sem força para bater de frente com o Exército varguista, os insurgentes paulistas se renderam em outubro de 1932. Apesar da derrota dos paulistas, a Revolução Constitucionalista é um marco histórico porque impediu que o país fosse governado de forma inconstitucional. Sua maior contribuição foi a pressão para que um novo texto da Constituição fosse formulado dois anos mais tarde, o que permitiu que as mulheres votassem nas eleições, além de dar o direito do cidadão escolher secretamente seu candidato nas urnas.



Crianças encontram granada da Revolução de 1932







sábado, 28 de agosto de 2010

Segundo Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Caderno 2
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1 - A construção de um Brasil novo

Assista ao video a seguir onde o professor Ricardo Carvalho apresenta as repercussões da dita revolução de 1930 e as principais características da chamada Era Vargas (1930-1945)




Confira o video abaixo os reflexos da chamada Revolução de 1930 no Brasil




Assista agora a segunda parte do video com as transformações políticas, econômicas e sociais implantadas ao longo da Era Vargas



Nesta teleaula você vai estudar um pouco mais a Revolução de 30. Verá quais foram as forças políticas e econômicas que saíram vitoriosas e conhecerá as principais transformações que essa revolução provocou no país. Além disso, entenderá como Getúlio Vargas conseguiu ficar no poder durante 15 anos seguidos.
Este capítulo trata das diretrizes econômicas, do governo provisório e do constitucional de Vargas, além do golpe de 10 de novembro de 1930, portanto se fará uma abordagem do contexto histórico situado entre 1930 e 1937. O ponto principal a ser exposto é a definição do que foi a Era Vargas: uma mudança na ordem política, econômica e social do Brasil. Essas questões estão bem definidas no texto do capítulo. É possível que se tenha alguma dificuldade ao estudar a questão das políticas econômicas - o processo de alteração do padrão de acumulação capitalista no Brasil - que é um assunto mais árido. Para tanto necessita-se de um reforço nas ideias trabalhadas no capítulo, tais como a construção dos conceitos, com exemplos que materializarem o processo estudado, comparações com outros momentos da história do Brasil.
Há que se trabalhar com a construção de alguns conceitos importantes para o desenvolvimento desse capítulo, tais como os de capitalismo liberal, mercado autoregulado, Estado interventor, substituição de importações, corporativismo. São conceitos decisivos para se entender a mudança na acumulação capitalista no Brasil.
No exame do governo provisório, ênfase especial deve ser conferida ao Código Eleitoral que estabelecia o voto universal, secreto e facultativo, inclusive às mulheres. Também deve ser abordada a Revolução Constitucionalista de 1932, para o que foi escolhido um manifesto em que se explicam as razões de os paulistas enfrentarem o governo central.
Pelo menos dois contextos internacionais devem ser abordados: a crise de 1929 e o período entre-guerras com a ascensão do nazi-fascismo, que influenciou decisivamente a criação da Ação Integralista Brasileira. A atuação do Partido Comunista - a partir de uma política de internacionalização do socialismo - ajuda a explicar a criação da Aliança Nacional Libertadora e sua atuação no Brasil, nos anos 1930. Sobre a ANL foi escolhido um texto que mostra a sua vinculação com o Partido Comunista. Como se sabe a ANL era formada por setores variados, mas novas pesquisas enfatizam a sua forte vinculação como o PCB. O levante dos aliancistas foi motivo para que Vargas instalasse o estado de sítio e um ótima desculpa para o golpe de 1937 como mostra o trecho do documento escolhido para a análise dos alunos.

domingo, 15 de agosto de 2010


Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Capítulo 2
Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
João Pessoa - Honra lavada vira revolução


Presidente da Paraíba de 22 de outubro de 1928 a 26 de julho de 1930 e candidato a vice na chapa de Getúlio Vargas, João Pessoa (1878-1930) era contra tomar o poder à força caso perdesse a eleição presidencial de 1930."Prefiro dez Júlio Prestes (candidato adversário) a uma revolução", declarou quando da passagem da Caravana da Aliança Liberal pela Paraíba a fim de conclamar a Região Norte para a a sublevação. Prestes foi o vencedor, e apesar da insatisfação com o modelo econômico e político do país e a alternância de São Paulo e Minas Gerais no poder, Vargas se encaminhava para aceitar a derrota. Mas o assassinato de João Pessoa serviu de estopim para o início da revolução.




O crime estava mais relacionado com questões locais do que nacionais. João Pessoa havia tomado medidas contra os coronéis, líderes políticos locais, o que levou um deles, José Pereira, a iniciar uma revolta no município de Princesa em 28 de fevereiro de 1930. No início de julho, o advogado João Dantas (1888-1930), que seria ligado a Pereira, teve o seu escritório-residência arrombado pelas forças do governo. Sentindo-se humilhado, assassinou o presidente do Estado a tiros no dia 26 de julho, na Confeitaria Glória, no Recife.


A comoção causada pelo crime serviu para mobilizar partidários de Vargas, que tomaram o poder em 3 de outubro. "João Pessoa vivo foi uma voz contra a revolução. Mas João Pessoa morto foi o verdadeiro rearticulador do movimento revolucionário", definiu o jornalista Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000).



INÊS CAMINHA LOPES RODRIGUES É PROFESSORA APOSENTADA DA UFPB E AUTORA DE A REVOLTA DE PRINCESA: PODER PRIVADO X PODER INSTITUÍDO (BRASILIENSE, 1981).

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 5, nº 59 agosto 2010, pp. 38-9.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil

Coleção Pitágoras
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930




A Revolução de 1930 contra São Paulo e os paulistas
Confira nos videos abaixo uma interessante leitura do cenário político nacional do início da década de 1930. Na primeiro video temos uma canção enfocando a turbulenta definição do candidato da oligarquia cafeeira à sucessão de Washingon Luis. A escolha de Júlio Prestes, da oligarquia paulista acabou contribuindo para o rompimento definitivo da política do café-com-leite.

O candidato dos paulistas Dr. Júlio Prestes vence as eleições mas não leva. Na abertura uma multidão sauda Júlio Prestes.

A guerra contra os paulistas

Narrando as eleições de 1930 ao estilo de futebol. A revolução de 1930 contra são paulo e os paulistas, júlio prestes ganha mas não leva.
Neste video temos uma canção que enfoca a disputa presidencial de 1930 que apresentava Júlio Prestes, candidato da situação e Getúlio Vargas, pela Aliança Liberal. Também é enfoca o desencadear da chamada Revolução de 1930, golpe que levou à deposição de Washington Luis, o impedimento da posse de Júlio Prestes e que conduziu o gaúcho Getúlio Vargas ao Palácio do Catete.

sábado, 14 de agosto de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Coleção Pitágoras
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Aprenda como foi a República Velha para a maioria do povo e de que maneira a Primeira República sucumbiu



Você vai saber que os movimentos populares na luta pela cidadania tiveram muita importância durante a primeira república. Grande parte da população mais pobre vivia à margem do processo político.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil

Coleção Pitágoras
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas



Cartaz alusivo ao movimento de 1930 que conduziu Getúlio Vargas à Presidência da República.
Leia uma das análises sobre o movimento do 1930

O historiador Boris Fausto acredita que o movimento de 1930 não foi liderado por novos seguimentos sociais: a classe média ou a burguesia industrial. Segundo Fausto, a classe média, muito embora tenha apoiada a Aliança Liberal, era muito heterogênea e subordinada às forças agrárias para que pudesse, sozinha, apresentar um programa político próprio. Já os industriais, ainda de acordo com Fausto, apresentavam fortes diferenças regionais. Por exemplo, no que se refere à burguesia industrial paulista, o historiador acredita que, em São Paulo, já havia uma certa diferenciação entre essa classe e o setor agrário, que se expressou na fundação do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo, em 1928. Entretanto, essa diferenciação não foi capaz de colocar um ponto final, em nome dos intelectuais paulistas, no acordo em que existia entre os membros da classe dominante. Os grandes industriais contavam com o apoio do Partido Republicano Paulista (PRP), no qual estavam representados, e não tinham razões para apoiar a oposição que os criticava reiteradamente. Por isso, segundo Boris Fausto, não se deve estranhar o apoio aberto dos industriais paulistas, à candidatura de Júlio Prestes. Nessa medida, adverte o historiador, simplista é a tese de o movimento de 1930 ter significado a tomada direta do poder por essa ou aquela classe social.
Foto da vitória do movimento de 1930, com Getúlio Vargas e sua esposa Darci Vargas, ao centro.
Deve-se lembrar que a chamada "Revolução" de 193o foi liderada por segmentos sociais heterogêneos, tanto político quanto socialmente. Esses diversos segmentos uniram-se contra um mesmo inimigo, embora movidos por interesses diferentes. Os velhos oligarcas não desejavam transformações, apenas defendiam um melhor atendimento às suas demandas e maior soma pessoal de poder. Os quadros civis mais jovens aliaram-se aos tenentes, oficiais de baixa patente, na busca de uma reformulação do sistema político. O movimento tenentista, visto como uma ameaça pela alta oficialidade do Exército, defendia a centralização do poder e a implementação de algumas reformas sociais. Já o Partido Democrático - porta-voz da classe média tradicional - pretendia o governo do estado de São Paulo e a adoção de princípios liberais que, segundo Fausto, aparentemente asseguraria seu predomínio.
Contudo, entre esses , quais setores conseguiram predominar na cena política? Segundo Fausto, ocorreu uma troca de elite no poder sem grandes transformações. Os derrotados foram os quadros oligárquicos tradicionais. Subiram ao poder os militares, os técnicos, os jovens políticos e, um pouco mais tarde, os industriais.


Carla Junho Anastácia.


Getúlio Vargas liderando o movimento que o levou ao poder em 1930.


Apresente os argumentos utilizados por Boris Fausto para desautorizar outras teses sobre o movimento de 1930.

Resolução Comentada: Boris Fausto afirma que a Revolução de 1930 não foi um movimento das classes médias urbanas, na medida em que estas eram muito heterogêneas e subordinadas às forças agrárias e, não podiam, portanto, ter um projeto político próprio. e muito menos dos industriais que apresentavam fortes diferenças regionais. Em especial, os industriais paulistas apoiavam Júlio Prestes e não os candidatos da Aliança Liberal.
Leia o texto a seguir.
O golpe de outubro de 1930 resultou no deslocamento da tradicional oligarquia paulista do epicentro do poder, enquanto os demais setores sociais a ele articulados e vitoriosos não tiveram condições de individualmente, nem de legitimar o novo regime, nem , tampouco, de solucionar a crise econômica. O período de 1930-1937 pode, por isso mesmo, ser definido como de crise política aberta, sem que nenhuma das facções das classes envolvidas lograsse tornar-se hegemônica em sucessão à burguesia cafeeira, o que acabou garantindo ao Estado - a burocracia estatal - a possibilidade de atuar com relativa margem de autonomia face aos interesses em disputa.

MONTEIRO, Hamilton de Mattos. Da República Velha ao Estado Novo. In: LINHARES, Maria Yedda, org. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campos, 199o. p. 237.

Compare a tese de Monteiro com a de Boris Fausto, apresentando as suas semelhanças e/ou diferenças.

Resolução Comentada: Há uma diferença importante entre a tese de Boris Fausto e o texto de Monteiro. Para Fausto, há um remanejamento oligárquico na política brasileira, para Monteiro, em razão de os vários segmentos que apoiaram a revolução de 1930 não conseguirem a hegemonia política, esta acabou por ser exercida pelo Estado, ou seja, pela burocracia estatal.




O tema em foco

Na foto vemos uma manifestação de apoio ao lançamento da Aliança Liberal que apresentou a chapa presidencial Getúlio Vargas e João Pessoa.



Leia o texto que trata da Aliança Liberal.


[Era clara] a diversidade das forças que se haviam aglutinado em torno da Aliança Liberal, a coligação partidária oposicionista que em 1929 lançou a candidatura de Getúlio Vargas à presidência da República. Enquanto alguns que aderiram à Aliança Liberal faziam oposição sistemática ao regime, outros ali ingressaram apenas por discordarem do encaminhamento dado pelo então presidente Washington Luis à sucessão presidencial. Conhecidos como "oligarcas dissidentes", alguns aliancistas eram ex-presidentes da República, como Arthur Bernardes, Epitácio Pessoa e Venceslau Brás, governadores ou ex-governadores de estado, como Antônio Carlos Andrada, Olegário Maciel, João Pessoa e o próprio Getúlio Vargas. Também participavam da Aliança Liberal os rebeldes "tenentes", um grupo de jovens oficiais do Exército que, a partir do início da década de 1920, tentava, através das armas, derrubar o regime em vigor desde 1889. Defendendo a educação pública obrigatória, a reforma agrária, a adoção do voto secreto, os tenentes se difiniram como antioligárquicos e propunham um novo lugar para o Exército na sociedade brasileira. Embora o líder maior do tenentismo, Luis Carlos Prestes, não tivesse aderido à Aliança, ali estavam lideranças tenentistas expressivas como Juarez Távora, Miguel Costa, João Alberto, Siqueira Campos e Cordeiro de Farias. A despeito de sua heterogeneidade, no ideário da Aliança Liberal estavam presentes temas relacionados com justiça social e liberdade política. Os aliancistas propunham reformas no sistema político, a adoção do voto secreto e o fim das fraudes eleitorais. Pregavam anistia para os perseguidos políticos e defendiam direitos sociais, como jornada de oito horas de trabalho, férias, salário mínimo, regulamentação do trabalho das mulheres e dos menores. Propunham também a diversificação da economia, com a defesa de outros produtos agrícolas além do café, e diminuição das disparidades regionais.
PANDOLFI, Dulce. Os anos 1930: as incertezas do regime. In: FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucília de Almeida Neves. O Brasil Republicano. O tempo do nacional-estatismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. v.2. p. 16

Explique a razão de a autora considerar heterogênea a composição da Aliança Liberal.

Resolução comentada: Vários setores se aglutinaram na Aliança Liberlal: oligarcas dissidentes, tenentes. Alguns aderiram a ela para fazer oposição sistemática ao regime, outros estavam ali apenas por discordarem do encaminhamento tomado pelo presidente Washinton Luis de apoiar um candidato paulista (Júlio Prestes) à sucessão presidencial.

Compare o ideário dos tenentes com o ideário da Aliança Liberal.

Resolução comentada: Embora o programa da Aliança Liberal fosse mais amplo do que o dos tenentes, as reivindicações tenentistas como educação pública obrigatória e adoção do voto secreto estavam contidas no seu programa. Em termos sociais, o programa da Aliança Liberal foi muito mais consistente que o dos tenentes.
Confira abaixo um video que aborda os fatos relacionados à Revolução de 1930, movimento que levou Vargas ao poder


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Confira a análise do historiador Boris Fausto sobre a Revolução de 1930


Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Saiba mais sobre os aspectos que contribuiram para a eclosão da Revolução de 1930 e o início da chamada Era Vargas


domingo, 18 de julho de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Assista a teleaula com os fatores da crise da República Oligárquica e eclosão do Movimento de 1930




O professor de História do Vestibulando Digital, Clides Morais apresenta nesta aula em vídeo aspectos importantes ocorridos durante a República Velha, tais como as revoltas urbanas, o movimento operário, o tenentismo, a dissidência oligárquica e a realização da chamada Revolução de 1930 que conduziu Getúlio Vargas à presidência da República.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas


Leia o texto abaixo

Leia o texto a seguir

Assista ao video com o poema Ode ao burguês, de Mário de Andrade






3. Em que passagens do poema de Mário de Andrade está corroborando as ideias apresentadas no texto de Bertolli Filho?

No texto de Bertolli Filho, lê-se que um modernista afirmou ser preciso "assustar essa burguesia que cochila na glória de seus lucros". Mário de Andrade, em Ode ao burguês em sua primeira estrofe.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
A Semana de Arte Moderna


Como afirma o jornalista Oscar Pilagallo, "Semana de Arte Moderna é um divisor de águas, um ponto para o qual convergiram várias estéticas e do qual emergiram outras tantas. Pode-se dizer, nesse sentido, que foi o modernismo que desembocou na Semana e não o contrário. A partir daí, a cultura brasileira passou a ser, simplesmente, moderna".



Realmente os anos 1920 foram palco de tentativas não só de se elaborarem novas bases para a nacionalidade, mas, também, de se superar o atraso e garantir o ingresso do Brasil nos tempos da modernidade.Entenda o que foi a Semana de Arte Moderna, no video abaixo.


O tema da nação e seus desdobramentos vão repercutir no movimento modernista. Em um primeiro momento, ser moderno significou ser civilizado, cosmopolita, estar aualizado com o mundo. A cidade era o tema privilegiado, o grande tema poético. A partir de 1924, ser moderno é ser brasileiro. A modernidade passa a ser buscada através da diferença, da singularidade. Os intelectuais se autoelegeram executores de uma missão: encontrar a identidade nacional, rompendo com um passado de dependência cultural.



Os modernistas passaram a se interessar pelo interior do Brasil. fazendo inúmeras viagens, em busca do genuíno, dos elementos que compunham uma cultura nacional. Tratava-se não de operar uma ruptura, mas de conciliar-se com a tradição, estabelecendo uma amálgama entre o antigo e o novo.

Um dos cartazes da Semana de Arte Moderna, satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Segundo Ano – CNDL
Terceiro Bimestre – História do Brasil
Capítulo 2

Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

Leia o trecho do documento.

Manifesto da Coluna Prestes em Porto Nacional

Concidadãos:
Depois de 15 meses de luta encarniçada [...] temos hoje, ao chegar ao coração do Brasil, às margens do potentoso Tocatins, o feliz ensejo de, mais uma vez, reafirmar à nossa pátria que a cruzada patriótica, iniciada aos 5 de julho na capital gloriosa de São Paulo e engrossada, mais tarde, pelos gloriosos filhos da terra gaúcha, ainda não expirou e nem expiará, esmagada pelas baionetas da tirania.
Apesar dessa longa perigrinação de sacrifícios, anima-nos ainda a mesma fé inabalável dos dias de jornada, alicerçada na certeza de que a maioria do povo brasileiro, comungando conosco os ideais da revolução, anseia por que o Brasil se reintegre nos princípios liberais, consagrados pela nossa Constituição – hoje espezinhada por um sindicato de políticos sem escrúpulos, que se apoderaram dos destinos do país para malbaratar a sua fortuna, ensangüentar o seu território e vilipendiar o melhor das suas tradições.
E o povo pode ficar certo de que os soldados revolucionários não enrolarão a bandeira da liberdade enquanto não se modificar esse ambiente de despotismo e intolerância que asfixia, num delírio de opressão, os melhores anseios da consciência nacional!

LIMA, Lourenço Moreira. A coluna Prestes.P. 572. Apud BERTOLLI FILHO, Cláudio. A República velha e a revolução de 30. São Paulo: Àtica, 1999, p. 41.

1. Apresente os pontos levantados pelo Manifesto que explicam a motivação do movimento denominado Coluna Prestes.
No Manifesto, os membros da Coluna Prestes afirmam que mantêm acesa que os levou à cruzada patriótica iniciada em 5 de julho em São Paulo e que, apesar das dificuldades e sacrifícios, continua esperando que o Brasil se reintegre aos princípios liberais, consagrados pela Constituição de 1891, desrespeitada por políticos sem escrúpulos. Continuam reiterando que continuarão a cruzada até que o ambiente de despotismo e intolerância tenha sido ultrapassado.



O tema em foco

2. Analise a marcha da Coluna Prestes de acordo com os dados contidos no mapa.

Pela análise do mapa, espera-se que o aluno perceba que a Coluna Prestes percorreu vários estados da Federação em uma longa jornada pela interior do Brasil, travando batalhas contra as forças legalistas e estabelecendo contato com as populações de vilarejos e cidades interioranas brasileiras.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

1920: uma década movimentada

O tenentismo



O tenentismo foi um movimento de oficiais do Exército de baixa patente, apesar de ter contado também com a participação de oficiais mais graduados. Tal movimento protestava contra os desmandos políticos, a situação econômica e a exclusão social vigentes na República Velha. Especificamente, protestavam contra as fraudes eleitorais, o poder corrupto das oligarquias, a corrupção administrativa, a falta de liberdade de imprensa, o alto custo de vida e a pouca participação política da sociedade brasileira.
Os tenentes, contudo, não apresentavam um programa consolidado. Eram vagamente nacionalistas, defendiam o voto secreto e as reformas sociais. Entretanto, o seu movimento tinha um viés pouco democrático. Acreditavam firmemente que as mudanças necessárias para alterar a ordem vigente deveriam vir "de cima para baixo".

A primeira revolta dos tenentes eclodiu no Rio de Janeiro, em 1922, e foi denominada "Os 18 do Forte de Copacabana". Iniciou-se como um protesto à candidatura de Arthur Bernardes à presidência da República. Bernardes teria publicado na imprensa cartas com críticas violentas aos militares. Com a vitória de Bernardes, foram planejadas rebeliões em várias unidades militares do Rio de Janeiro, com o intuito de impedir sua posse.




A articulação dos tenentes fracassou, resultando apenas 17 rebeldes do Forte de Copacabana que receberam o apoio de um civil. A repressão foi brutal e, dos revoltosos, apenas dois sobreviveram.
Novamente os tenentes se rebelaram em 1924, em São Paulo, contra o governo de Arthur Bernardes. Após ocuparem a cidade por 22 dias, foram duramente combatidos por forças federais e retiraram-se para o Paraná. Nesse estado, reuniram-se com os tenentes gaúchos, que também haviam se revoltado em 1924, dando origem à denominada Coluna Prestes.



A partir de julho de 1925, durante dezoito meses, a coluna Prestes, expedição militar liderada por Luís Carlos Prestes e formada por oficiais e soldados que se opunham à ordem vigente no Brasil, em especial, ao governo Arthur Bernardes, percorreu cerca de 25 mil km, entrando em contato com as mais diversas populações, moradoras em pequenos vilarejos, fazendas e cidades de vários estados da Federação. Aos poucos, a Coluna foi se desfazendo e, em 1927, seus últimos componentes asilaram-se na Bolívia.
É interessante sublinhar o fato de que, até se asilar na Bolívia, Luís Carlos Prestes nunca tivera contato com o ideário comunista. Os primeiros contatos de Prestes com essa ideologia aconteceram na Bolívia, por intermédio do secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Astrojildo Pereira. Astrojildo foi à Bolívia com o intuito de atrair pra seus quadros o carismático líder da Coluna. Prestes acabou se convertendo ao comunismo e foi o único tenente de projeção que não participou do movimento de 1930.


Saiba mais sobre a Coluna Prestes no video abaixo

domingo, 27 de junho de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Problematização do tema
"Um charuto gigante surgiu no céu do Rio de Janeiro em maio de 1930. Era o dirigível Graf Zeppelin - a quintessência da tecnologia alemã - em sua viagem inaugural à capital do país. Para os brasileiros, no entanto, que aplaudiram incrédulos as manobras desse monstro voador de mais de 200 metros e quase 60 toneladas, era bem mais do que o primeiro voo regular entre a América Latina e a Europa. Tratava-se, isso sim, do início de novos tempos. O futuro estava à vista.
Símbolo de tudo o que se considerava moderno, o Graf Zeppelin bem que poderia servir de marco para o fim de um ciclo no Brasil. Por uma dessas coincidências que, em retrospecto, acrescentam significados insuspeitos aos eventos, sua aparição antecipou o começo de um novo período histórico."
PILAGALLO, Oscar. A história do Brasil no século XX. (1920-1940). São Paulo: Publifolha, 2002. p. 8.



A chegada do dirigível alemão ao Rio de Janeiro pode mesmo ser usada como uma simbologia para a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década - a de 1920 - que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.

Foi ao longo dessa década que se definiu claramente a reivindicação por uma legislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras. A década de 1920 foi também a conjuntura da expressão da insatisfação da sociedade brasileira com as fraudes e corrupção vigentes no sistema político-eleitoral e com a exclusão do povo da participação política desde o início da República Velha. Essas insatisfações foram canalizadas pelo movimento tenentista, pela Semana de Arte Moderna, pelo Partido Comunista Brasileiro que, criado em 1922, conseguiu mobilizar as camadas operárias.

Enfim, se a chegada do dirigível em 1930 anunciava o início de novos tempos, a sua viagem entre a Alemanha e o Rio de Janeiro era a condição necessária para o término da jornada, como o foi a década de 1920 para se chegar ao movimento de 1930.

Neste capítulo, além da turbulenta década de 1920, vamos estudar o movimento de 1930 que colocou Getúlio Vargas no poder. Poucos movimentos foram tão estudados e apresentam interpretações tão diferentes, como poderemos constatar adiante em nossos estudos.

Pense sobre o que acabou de ler.

1. Por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil?

Porque ao longo da década de 1920 se definiu claramente a reivindicação por uma ligeislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras, além disso foi durante esse período que ocorreram diversos movimentos de insatisfação em relação à política vigente na República Velha, tais como o movimento Tenentista, a Semana de Arte Moderna, a Coluna Prestes, a fundação do Partido Comunista Brasileiro e a formação da Aliança Liberal.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Unidade 2 - A nova ordem republicana no Brasill
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Objetivos específicos do capítulo

* Reconhecer a importância da década de 1920 como a conjuntura em que se explicitaram os problemas acumulados ao longo da República Velha.

* Definir Tenentismo.

* Analisar as motivações dos tenentes para se rebelarem contra a ordem oligárquica.

* Relacionar a ideologia tenentista e os interesses das classes médias urbanas, na década de 1920.

* Analisar o impacto da criação do Partido Comunista nos movimentos populares da década de 1920.

* Definir Semana de Arte Moderna.

* Analisar a ideia de identidade nacional dos modernistas.

* Construir e/ou descontruir o conceito de identidade nacional.

* Analisar o processo histórico da formação da Aliança Liberal e do movimento de 1930.

* Apreender que a História é um discurso historiográfico construído a partir de outros discursos elaborados no passado que são as fontes documentais nas suas diversas linguagens.

* Analisar a contracultura contemporânea fazendo uma ponte com a Semana de 1922.

Esse capítulo pretende fazer a transição entre a República Velha e a nova ordem política, econômica e social instaurada pelo movimento de 1930. Como se afirmou no seu início, foi na década de 1920 que os problemas acumulados ao longo da Primeira República tornaram-se explícitos nas várias manifestações de diversos segmentos sociais brasileiros: o tenentismo, a Semana de Arte Moderna, as greves dos trabalhadores já sob hegemonia do Partido Comunista Brasileiro.

Todos esses problemas prenunciavam mudanças necessárias na República, o que acabou por acontecer em razão de uma crise política entre as oligarquias, levando à formação da Aliança Liberal, com a candidatura de Getúlio Vargas, e, com sua derrota nas urnas, ao movimento de 1930.

O que é importante nesse capítulo, além da análise dos movimentos dos anos 1920, é mostrar ao aluno as várias interpretações a respeito da Revolução de 1930. Existe uma extensa literatura sobre esse tema que apresenta inúmeras possibilidades de análise do movimento, com a participação de atores políticos diferentes, o que permite ao professor trabalhar com o aluno a constatação de que não há uma verdade absoluta na História e que as várias versões são discursos de sua época, que são as fontes utilizadas pelo historiador. É uma chance para que o aluno compreenda que ele não pode recuperar o passado, mas, sim, estudas os discursos, nas suas diversas linguagens, feito no e sobre o passado.

Nessa medida, apesar da importância da análise do conteúdo histórico específico, esse capítulo tem a função teórico-metodológica que deve ser levada em consideração.

As atividades do capítulo, distribuídas nas seções "Análise e interpretação" e "O tema em foco", tratam do Manifesto da Coluna Prestes e da marcha dos tenentes rebeldes pelo Brasil até a Bolívia; da Semana de Arte Moderna; de interpretação do Movimento de 1930, comparada a outras teses apresentadas no capítulo; da formação da Aliança Liberal; do documento de posse de Getúlio Vargas no Governo Provisório. São atividades que complementam o texto principal do capítulo e desenvolvem atividades cognitivas operacionais e globais, permitindo um eficaz processo de aprendizagem se bem conduzidas.

Na seção "Construindo habilidades e competências", sugere-se uma comparação entre os princípios da Semana da Arte Moderna, principalmente os estéticos e musicais, e os princípios dos rappers que quebram as noções de que a música deve ter uma harmonia e uma melodia.

Esse capítulo pode se beneficiar das informações muito ricas - documentos escritos, orais e iconográficos - do site www.cpdoc.fgv.br, que podem ser exibidos nas aulas expositivas com o recurso do data show, tornando as aulas mais motivadoras.

Bibliografia

BERTOLLI FILHO, Cláudio. A república velha e a revolução de 1930. São Paulo: Ática, 1999.

CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados. Escritos de história política. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.

DECCA, Edgar de. O silêncio dos vencidos. São Paulo: Brasiliense, 1997.

FAUSTO, Boris, org. O Brasil republicano. Estrutura de poder e economia. 1889-1930. São Paulo: Bertrand Brasil, 1989 (Coleção História Geral da Civilização Brasileira, t. III. V. 1)

FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. Brasil republicano. O tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. v. 1.

IGLÉSIAS, Francisco. Trajetória política do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

LINHARES, Maria Yedda, org. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1993.

PENNA, Lincoln de Abreu. República brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

VIANNA, Luiz Werneck. Liberalismo e sindicato no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O teatro das oligarquias. Uma revisão da "política do café-com-leite". Belo Horizonte: C/Arte, 2001.