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sábado, 20 de agosto de 2011

Confira a correção do Simulado 1 do Terceiro Bimestre

SIMULADO DE HISTÓRIA

PRIMEIRO ANO

01. (ENEM)

I — Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro.

CARVALHO, J. M. C. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

I — Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão!

É Tiradentes quem passa / Deixem passar o Titão.

ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In: CARVALHO, J. M. C. A formação das almas. O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

A República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heróica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime. Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

a) Ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, evidenciado nas ideias e na atuação de Tiradentes.

b) à identificação da Conjuração Mineira como o movimento precursor do positivismo brasileiro.

c) Ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.

d)à semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, a um povo católico como o brasileiro, uma fácil identificação.

e) Ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves, terem liderado movimentos separatistas no Nordeste e no Sul do país.

Resposta: [C]

02. (UFTPR) Os principais movimentos que refletiram a crise do sistema colonial brasileiro tiveram vários pontos em comum, mas apenas um deles discutiu a abolição da escravatura e contava com a participação das camadas mais pobres.

Esse enunciado se refere à:

a) Inconfidência Mineira.

b) Sabinada.

c) Confederação do Equador.

d) Conjuração Baiana.

e) Cabanagem.

resposta:[D]

03. (UFPR) "Herói desequilibrado, paladino da liberdade, falastrão, corajoso, imprudente, bode expiatório, patrono da República [...]. Os olhares sobre Tiradentes são tão variados quanto os olhares sobre a Inconfidência Mineira, em particular, e sobre o próprio passado do Brasil."

(Dossiê Tiradentes na Berlinda. In: "Revista de História da Biblioteca Nacional". Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, Ano 2, n¡. 19, abr. 2007, p. 17.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o episódio da Inconfidência Mineira, considere as afirmativas a seguir:

1. A Inconfidência Mineira teve a sua influência teórica limitada ao ideário iluminista preconizado pela Revolução Francesa, apesar da diversidade social verificada entre os conspiradores.

2. A conversão de Tiradentes em herói nacional foi amplamente utilizada pelos setores à esquerda e à direita do quadro político brasileiro, o que aponta para a discussão sobre o papel social da construção e da apropriação dos mitos.

3. Ao examinar o período colonial brasileiro, vale lembrar que, além da Inconfidência Mineira de 1789, Minas Gerais foi palco de vários outros motins e conspirações.

4. O desfecho desfavorável aos inconfidentes pode ser atribuído a dois fatores centrais: a desistência da cobrança da derrama pelo governo português e a delação da conspiração às autoridades da época.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

resposta:[E]

04. (UNESP) Leia os itens a respeito da Revolução Pernambucana de 1817.

I. Possuiu forte sentimento anti-lusitano, resultante do aumento dos impostos e dos grandes privilégios concedidos aos comerciantes portugueses.

II. Teve a participação apenas de sacerdotes e militares, não contando com o apoio de outros segmentos da população.

III. Foi uma revolta sangrenta que durou mais de dois meses e deixou profundas marcas no Nordeste, com os combates armados passando de Recife para o sertão, estendendo-se também a Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

IV. A revolta foi sufocada apenas dois anos depois por tropas aliadas, reunindo forças armadas portuguesas, francesas e inglesas.

V. Propunha a República, com a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, mas não previa a abolição da escravidão.

É correto apenas o afirmado em

a) I, II e III.

b) I, III e V.

c) I, IV e V.

d) II, III e IV.

e) II, III e V.

resposta:[B]

HISTÓRIA

SEGUNDO ANO

01. (UFRJ) A charge abaixo tematiza o sistema político oligárquico, a respeito do qual é correta a afirmação:

(Storni, Careta., ano 18, nº 897, 29 de agosto de 1905)

a) representou a força dos partidos regionais que disputavam com São Paulo e Minas Gerais o controle da presidência da república;

b) significou o controle da presidência da república pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, que alternavam-se a cada eleição, subjugando os partidos regionais destituídos de qualquer participação política;

c) o sistema oligárquico, ironizado pela charge, manteve-se inalterado até a revolução de 1930, que representou o fim definitivo do poder das oligarquias regionais;

d) a charge expressa de maneira irônica as críticas das oligarquias regionais ao poder de São Paulo e Minas Gerais, que através de um sistema altamente intervencionista reduziu o poder regional desses grupos;

e) a charge tematiza o sistema político oligárquico da República Velha construído a partir do poder de partidos políticos regionais e de alianças que asseguravam no plano nacional o poder dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

resposta: [C]

02. (UNESP 2011) (...) 2.º Que seja respeitado do modo mais absoluto o direito de associação para os trabalhadores;

3.º Que nenhum operário seja dispensado por haver participado ativa e ostensivamente no movimento grevista;

4.º Que seja abolida de fato a exploração do trabalho dos menores de 14 anos nas fábricas;

(...)

6.º Que seja abolido o trabalho noturno das mulheres;

7.º Aumento de 35% nos salários inferiores a 5$000 e de 25% para os mais elevados;

(...)

10.º Jornada de oito horas (...)

(O que reclamam os operários. A Plebe, 21.07.1917. Apud Paulo Sérgio Pinheiro e Michael Hall. A classe operária no Brasil, 1889-1930 – Documentos, 1979.)

As reivindicações dos participantes da greve geral de 1917, em São Paulo, indicam que

a) os governos da Primeira República aceitavam os movimentos sociais, permitindo o convívio harmonioso e democrático entre as classes sociais.

b) o Brasil não dispunha de legislação trabalhista e as condições de vida e trabalho dos operários eram, na maioria dos casos, ruins.

c) os trabalhadores já haviam conquistado o direito pleno de associação e de greve, mas ainda se submetiam a longas jornadas diárias de trabalho.

d) o Estado assumia o papel de intermediário nas negociações trabalhistas, mantendo neutralidade diante de conflitos sociais.

e) os sindicatos operários eram rigorosamente proibidos, devendo os trabalhadores reivindicar aumentos salariais diretamente aos patrões.

resposta: [B]

03. (UFRJ) A Semana de Arte Moderna de 1922 representou uma profunda ruptura com os cânones estéticos vigentes na arte brasileira. Assinale a imagem que NÃO representa a produção artística desse importante movimento:

a)

b)

c)

d)







e)

resposta: [B]

04. (UFPEL) E a tal façanha de amarrar os cavalos no obelisco?

A charge refere-se ao simbólico episódio, ocorrido com as tropas de Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, no movimento denominado

a) Revolução de 1923.

b) Revolução Constitucionalista.

c) Estado Novo.

d) "Queremismo".

e) Revolução de 1930.

resposta:[E]

HISTÓRIA

TERCEIRO ANO

01. (UFSM) "No populismo, o principal motor e instrumento, o povo, é entendido como uma realidade homogênea, sem qualquer especificidade classista (...) o conceito de povo não é racionalizado, predominando sempre a emotividade. Isso possibilita, muitas vezes, a associação do populismo ao nacionalismo, bem como a existência de líderes carismáticos."

AZEVEDO, A. "Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos". 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 331.

A partir desse conceito, pode-se dizer que Getúlio Vargas, em sua atuação de 1930-45,

a) inaugurou o populismo no Brasil como prática que desmobilizou politicamente a população apesar de buscar atender às suas necessidades mais imediatas.

b) contradiz o conceito, porque valorizou a organização popular e incentivou as manifestações dos diversos grupos da sociedade brasileira.

c) organizou o populismo através das atividades de diversos grupos, estimulando a unidade nacional a favor das nações européias.

d) atendeu ao populismo porque priorizou os interesses dos cafeicultores como grupo que assumiria o poder pós-1930, aproveitando a proximidade que esse grupo tinha com a população.

e) não foi um populista porque concedeu favores a determinadas classes, em detrimento de outras.

resposta:[A]

02. (ENEM - 2010) De março de 1931 a fevereiro de 1940, foram decretadas mais de 150 leis novas de proteção social e de regulamentação do trabalho em todos os seus setores.

Todas elas têm sido simplesmente uma dádiva do governo. Desde aí, o trabalhador brasileiro encontra nos quadros gerais do regime o seu verdadeiro lugar.

DANTAS, M. A força nacionalizadora do Estado Novo. Rio de Janeiro: DIP, 1942. Apud BERCITO, S. R. Nos Tempos de Getúlio: da revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990.

A adoção de novas políticas públicas e as mudanças jurídico-institucionais ocorridas no Brasil, com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, evidenciam o papel histórico de certas lideranças e a importância das lutas sociais na conquista da cidadania. Desse processo resultou a

a) criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, que garantiu ao operariado autonomia para o exercício de atividades sindicais.

b) legislação previdenciária, que proibiu migrantes de ocuparem cargos de direção nos sindicatos

c) criação da Justiça do Trabalho, para coibir ideologias consideradas perturbadoras da "harmonia social".

d) legislação trabalhista que atendeu reivindicações dos operários, garantido-lhes vários direitos e formas de proteção.

e) decretação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que impediu o controle estatal sobre as atividades políticas da classe operária.

resposta: [D]

03. (UFF) A partir de 1945 e até a década de 50, observaram-se intensas transformações na esfera política brasileira, impulsionadas pelos resultados da 2 Guerra Mundial. Dentre tais transformações, destaca-se:

a) o processo de "redemocratização" baseado no multipartidarismo oriundo do fim do Estado Novo;

b) a modernização industrial sob a liderança das oligarquias nordestinas;

c) a manutenção da economia agro-exportadora brasileira com o fim do processo de substituição de importações;

d) a industrialização regional do Vale do Cariri fortalecida pela ação do Estado Novo;

e) a consolidação dos poderes locais determinada pelos projetos de modernização industrial do Governo Dutra.

resposta:[A]

04. (UFPEL) "[...] Depois de decênios de domínios e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. [...] A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade individual na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. [...] Lutei contra a exploração do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. [...] Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."

"Carta Testamento de Getúlio Vargas" - 24/08/1954.

O documento expressa uma política de

a) liberalismo econômico e nacionalismo, características do período em que governou provisoriamente.

b) estatização, restrição ao capital externo e financeiro, que corresponde ao período no qual foi eleito diretamente pelo povo.

c) abertura ao capital externo, criação de empresas estatais, como a Eletrobrás e a Petrobrás, representando o período do Estado Novo.

d) protecionismo estatal e populismo, sintetizando a ditadura legalizada pela constituição "polaca", momento político no qual a Carta foi redigida.

e) assistência aos trabalhadores e liberalismo, que ensejava o "Estado mínimo", durante o seu Governo Constitucional".

resposta:[B]

domingo, 12 de setembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL

Colégio Notre Dame de Lourdes

Coleção Pitágoras

Terceiro bimestre - História do Brasil

Capítulo 2

Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil

Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas



Leia o texto a seguir.



O quadro político e institucional da independência do Brasil não é menos conturbado e contraditório do que foi a transição econômica, e a ambiguidade da passagem do Brasil de colônia para nação independente é melhor exemplificada na enigmática pessoa de D. Pedro e dos abortados planos de reformas propostos por José Bonifácio. D. Pedro era, a uma só vez, o herói que havia emancipado o Brasil de Portugal e o governante temporário que no prazo de uma década voltou para Portugal para lutar na guerra civil contra seu irmão, assegurando, assim, que sua filha se tornasse a rainha de Portugal. Ele era um rei demasiado “liberal” para os padrões da Santa Aliança na Europa, mas muito “despótico” para muitos brasileiros, sobretudo para os republicanos de Pernambuco que se insurgiram em duas ocasiões para repudia-lo. Seu papel, conforme o perfil traçado pela historiografia portuguesa, é de um defensor do “constitucionalismo”, de uma imagem totalmente incompatível com aquela traçada pela historiografia brasileira, em que ele foi o governante que rejeitou a Constituição e demitiu José Bonifácio e seus irmãos, líderes da pequena minoria de brasileiros que queriam reformas fundamentais.



Charge de Dom Pedro, às vésperas Independência do Brasil.



Charge alusiva à disputa entre D. Pedro e D. Miguel pelo trono português.

É vital reconhecer, portanto, que no 7 de setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, nos arredores de São Paulo, quando D. Pedro, herdeiro do trono português, gritou “Independência ou Morte”, estava exagerando. A questão, em setembro de 1822, não era certamente a “morte” e, apenas indiretamente, a “independência”. O Brasil havia sido independente, para todas as intenções de propósitos, desde 1808: desde 16 de dezembro de 1815 fazia parte de um reino unido, em pé de igualdade com Portugal. O que estava em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilidade, continuidade e integridade territorial do que revolução colonial [...]

A questão importante a respeito do Brasil é, portanto, que ele se tornou econômica e politicamente independente entre 1808 e 1820, enquanto desempenhava o papel de centro do Império Luso-Brasileiro. Tornou-se “independente” em 1822 apenas depois do fracasso da experiência de centro imperial, ao qual dos súditos da monarquia portuguesa na Europa, África e Ásia voltavam o olhar em busca de liderança. Essa circunstância pouco comum explica por que em 1820 foi Portugal que declarou sua “independência” de Portugal. O “Manifesto da Nação Portuguesa aos soberanos e povos da Europa”, que foi promulgado pelos rebeldes do Porto em 1820, soava como muitas declarações de independência dos estados coloniais e continha muitas das mesmas queixas; a única diferença era que esse manifesto fora promulgado por rebeldes de uma cidade na Europa, e não por rebeldes de algum porto colonial na América. O manifesto do Porto declarava: Os portugueses começam a perder as esperanças para com o único recurso e meio de salvação que lhes foi deixado em meio à ruína que quase consumiu sua querida terra natal. A ideia do stutus de colônia ao qual Portugal tem sido como efeito reduzido, aflige profundamente todos aqueles cidadãos que ainda conservam o sentimento de dignidade a partir do Brasil para os povos leais da Europa, o que implica numa distância de duzentas léguas e excessivo custo e demora [...].



MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000, p. 186-8.

5. O autor apresenta uma tese bastante inovadora em relação à independência do Brasil. Explique a posição do autor tanto no que se refere ao Brasil quanto no diz respeito a Portugal no processo de emancipação de nosso país.

Resposta: Na opinião do autor. o Brasil já estava independente de Portugal desde 1808 e de 1815. Em 1820, foi Portugal que declarou sua independência do Brasil.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil

Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Há exatos 202 anos, a Família real fazia chegava na Bahia após uma fuga estratégica de Portugal. Conheça a história de Dom Pedro e como ele se tornou importante no processo de independência.

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil





Documentário produzido por universitárias enfocando aspectos relativos a Independência do Brasil.



Conheça o Museu do Ipiranga, o símbolo do 7 de Setembro





Cercado de verde, o Museu do Ipiranga é um marco na história do Brasil, pois é o local onde D. Pedro I declarou a independência do Brasil. O lugar reúne muita história e natureza.






O tema em foco




Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reinado desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal.


Suas funções comerciais ampliaram-se, já que o porto do Rio de Janeiro era o principal escoadouro da produção da região centro-sul do Brasil desde o auge da exploração aurífera no século XVIII.



As novas funções administrativas de que se investiu a cidade já foram sentidas desde o desembarque da frota joanina. Nessa ocasião, dezenas de imóveis foram desapropriados pela Coroa para alojar os milhares de cortesãos e burocratas recém-chegados, quando se instalou no Rio de Janeiro a onerosa e inoperante máquina administrativa colonial.


Assistiu-se a uma grande transformação nos hábitos dos brasileiros devido ao contato com os adventícios. A vida cultural intensificou-se. Instalou-se a Real Biblioteca e a Imprensa Régia (1810). Em 1811, desembarcou no Rio o compositor e maestro Marcos Antônio Portugal, acompanhado por cantores e músicos, que assumiria as funções de Mestre da Capela Real e da Real Câmara.


Começaram a circular os primeiros jornais, como a Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808, e O Patriota, em 1813. Nesse mesmo ano, inaugurava-se o Real Teatro de São João, com acomodação para mil e vinte pessoas na plateia e mais cento e doze camarotes.


Várias festividades alteraram pomposamente a rotina da cidade-capital, com a coração de D. João VI, a 6 de fevereiro de 1818. Naturalistas e artistas europeus puderam finalmente, por causa da abertura, partir para a exploração do inóspito território brasileiro, chegando aos milhares em expedições geralmente custeadas por seus países de origem. Somente entre 1808 e 1831, passaram pelo Brasil nomes como os ingleses Henry Koster, John Luccok, os exploradores alemães Sellow e Freyreiss, os austríacos (com o apoio da princesa D. Leopoldina) Von Spix e Von Martius, Emmanuel Pohl, Langsdorff e os pintores Debret, Rugendas, Taunay e Tomas Ender.


Entre os empreendimentos mais notáveis desse período, encontram-se as políticas para implantação da máquina de governo na sede do até então vice-reino, como a criação do primeiro Banco do Brasil, da Mesa de Consciência e Ordem e o Desembargo do Paço: as empresas "civilizatórias" com as quais o regente tentou criar um ambiente digno de sua pessoa e de sua família, como a construção do Real Teatro de São João (1813), por onde passaram importantes artistas europeus para deleite do espírito do príncipe.



Fundamental para a emancipação política brasileira foi a aproximação das elites do centro-sul com a coroa. D. João não economizou títulos de nobreza e cartas de sesmarias para os ricos nativos, principalmente os comerciantes de grosso trato envolvidos na mercancia de almas e no crédito, em troca de apoio político. A abertura das fronteiras rumo a um interior habitado por diversas etnias indígenas - contra as quais o Estado declarou guerra desde D. João - foi empreendida, além dos novos nobres da terra, por fidalgos e burocratas portugueses, muitos dos quais não relutaram em permanecer no Brasil mesmo após o retorno da Corte para Portugal.




MALERBA, Jurandir. O Brasil imperial. Maringá: Eduem, 1999. pp. 9-11.






3. Cite 5 (cinco) resultados da instalção da Corte portuguesa no Rio de Janeiro.


R.a) Crescimento populacional;
b) Ampliação das funções comerciais;
c) Transformação dos hábitos brasileiros;
d) Intensificação da vida cultural;
e) Desenvolvimento da administração.


4. Explique como D. João conseguiu o apoio político da elite do centro-sul do país.
R. Através da concessão de títulos de nobreza e de cartas de sesmarias para os brasileiros ricos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil


Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

Leia o documento a seguir

Dom João, por Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal e dos Algarves daquém e dalém mar, em África de Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia etc. Faço saber aos que a presente Carta de Lei virem, que, tendo constantemente em Meu Real ânimo os mais vivos desejos de fazer prosperar os Estados, a Providência Divina confiou ao meu Soberano Regime e dando ao mesmo tempo a importância devida à vastidão e localidade de meus domínios da América, à cópia e variedade dos preciosos elementos de riqueza que eles em si contêm e outros e Reconhecendo quanto seja vantajosa aos meus fiéis vassalos em geral uma perfeita união e identidade entre os meus reinos de Portugal, e dos Algarves e os meus domínios do Brasil, erigindo estes àquela graduação e categoria políitica, que pelos Plenipotenciários das Potências que formaram o Congresso de Viena, assim no Tratado de Aliança, concluído aos 8 de abril do corrente ano, como no Tratado Final do mesmo Congresso: Sou, portanto, Servido, e Me apraz Ordenar o seguinte:
1º que dada a publicação desta Carta de Lei o Estado do Brasil seja elevado à dignidade, preeminência e denominação de REINO DO BRASIL.
2º Que os meus reinos de Portugal, Algarves e Brasil formam agora em diante um só e único Reino debaixo do título de REINO UNIDO DE PORTUGAL E DO BRASIL, E ALGARVES.
3º Que os títulosinerente à Coroa de Portugal, e de que até agroa Hei feito uso, se substitua em todos os diplomas, Cartas de lei, Alvarás, Provisões e Atos Público o novo título de PRÍNCIPE REGENTE DO REINO UNIDO DE PORTUGAL, E DO BRASIL E ALGARVES DAQUÉM E DE ALÉM MAR, EM ÁFRICA, DE GUINÉ, E DA CONQUISTA, NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DA ETIÓPIA, ARÁBIA, PÉRSIA, E DA ÍNDIA.

Trecho do documento de Elevação do Brasil a Reino Unido, 16 de dezembro de 1815.




1. Apresente, com base no exposto nesse documento, as razões alegadas por D. João para elevar o Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves.

De acordo com as informações apresentadas no documento histórico é possível afirmar que D. João resolver elevar o Brasil à categoria de Reino Unido em razões de suas riquezas e pelas vantagens de se unir Portugal e o Brasil.





2. Leia o texto.

Debandada real
Portugal foi abandonado a frágeis e mal aparelhadas tropas invasoras que jamais conseguiram se apoderar-se totalmente do país. Uma resoluta resistência de D. João e dos exércitos lusitanos teria posto fim rapidamente à invasão. No momento da partida, D. João ordenou aos governadores que nomera que muito bem recebessem, aquartelassem e assisteissem os franceses que vinham chegando. Para muitos liberais, os soldados de Napoleão entravam em Portugal como libertadores. Nesse sentido, a família real escapava das tropas francesas e sobretudo da revolução burguesa que estremecia a Europa desde 1789. A coroa e a aristocracia lusitana temiam que os liberais portugueses fizessem o mesmo que o Terceiro Estado fizera na França. Após uma parada em Salvador da Bahia, o comboio real chegou meio desgarrado na cidade do Rio de Janeiro, a 7 de março de 1808.
A transferência da Família Real para o Novo Mundo não constituiu apenas uma fuga diante das tropas invasoras e do liberalismo europeu. Como vimos, migrando para o Brasil, a aristocracia lusitana fazia da necessidade, virtude, e transferia a sede da administração real para a "melhor parte" do Império lusitano. Em uma das mais olímpicas demonstrações de absoluta falta de raízes e sentimentos nacionais, a grande aristocracia preferia expatriar-se para melhor defender seus privilégios sociais e econômicos [...].

MAESTRI, Mário. Império. São Paulo: Contexto, 2002. pp. 20-1.

a) Apresente a tese do autor para a transferência da Família Real para o Brasil.

Segundo o autor, os portugueses poderiam muito bem tem enfrentado, com sucesso, os francesses. Todavia, estavam temeros das ideias liberais e dos acontecimentos na França e preferiram partir. Sendo assim, a tranferência da Corte para o Brasil constituiu uma fuga diante das tropas invasoras e do liberalismo europeu, mas também representou uma "virtude" dos portugueses que migraram para a melhor parte do império. O autor critica a absoluta falta de raízes e de sentimentos nacionais dos portugueses que preferiram expatriar-se para dessa foram garantir seus privilégios políticos e econômicos.
b) Explique o que o autor quer dizer com transferir a seda da administração real para a "melhor parte" do império lusitano.

Em fins do século 18, a economia da colônia portuguesa já se apresentava em melhores condições que aquela da metrópole portuguesa. O tratado entre Portugal e Inglaterra (Methuen, 1703) apontava nesta direção. Agravada a crise política na Europa no início do séculos 19, as possessões coloniais apresentavam também melhores condições para a manutenção da própria monarquia lusa ameaçada externa e internamente.



Conheça a história de Dom Miguel: o irmão reservado de Dom Pedro

Conheça a história do filho mais conservador de Dom João. Há mais de 200 anos, a Família Real chegou ao Brasil em uma fuga de Napoleão.

sábado, 28 de agosto de 2010



Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Objetivos específicos do capítulo
* Discutir a questão da verdade na História.
* Discutir a questão da construção do discurso histórico.
* Analisar as razões da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil.
* Identificar as medidas adotadas por D. João após a vinda da Corte.
* Avaliar os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte Portuguesa.
* Analisar o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo da Revolução Liberal do Porto.
* Analisar a conjuntura da Regência de D. Pedro e o momento da Independência.


Conceitos fundamentais: historiografia; independência; emancipação; elites políticas; centralismo; monopólio colonial; revolução; liberalismo; absolutismo.

Este capítulo se inicia com a questão da construção do discurso histórico a partir da análise de duas fontes iconográficas relativas à Independência do Brasil. O que se pretende é mostrar versões para a Independência com base na análise dessas imagens. Esse é um tipo de problematização que pode e deve ser utilizado em outros capítulos, seja por meio de iconografia, seja por meio de documentos escritos.




VIANNA, Armando. Chegada de D. João à Igreja do Rosário no Rio de Janeiro, [s.d]. Museu da Cidade, RJ.


O primeiro tema do conteúdo a ser tratado no capítulo é o da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, ressaltando que essa transferência não foi fortuita como geralmente se pensa. Examinam-se as medidas adotadas por D. João após a sua chegada ao Brasil, com especial ênfase à abertura dos portos, que transformou a cidade do Rio de Janeiro. Se, por um lado, com a entrada de mercadorias estrangeiras, a cidade adquiriu ares europeus e sofisticados, por outro lado permaneceu a face colonial do Rio. Essas rupturas e permanências devem ser exploradas para que o aluno não reconheça apenas os impactos da chegada da Corte no Brasil. Na seção 'Análise e interpretação', foi apresentado trechos do Decreto de Elevação do Brasil a Reino Unido de 16 de dezembro de 1815, nos quais se explicitam as razões da vinda da Corte para o Brasil, apresentando uma visão mais crítica dessa transferência. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um texto sobre os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte tanto no campo social quanto político.
O capítulo segue com a abordagem da independência do Brasil. São examinadas a Revolução Liberal do Porto, a regência de D. Pedro, com a inserção de um texto de Iara Lis de Souza, da declaração da independência. Na seção 'Análise e interpretação', foi escolhido um texto de Kenneth Maxwell que faz uma leitura inovadora do processo de independência, apresentando, assim, mais uma possibilidade de análise do tema. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um verbete da emancipação política do Brasil que, além de tratar de eventos desse processo, faz uma crítica historiográfica importante, contribuindo para os propósitos do capítulo.
Na seção 'Construindo habilidades e competências', solicita-se ao aluno, separado em grupos, a elaboração de um jornal sobre a independência do Brasil.


Problematização do tema

Observe as duas imagens e leia o texto a seguir.

ALBUQUERQUE, Georgina de. Sessão do Conselho de Estado. [s.d]. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.



AMÉRICO, Pedro. Independência ou Morte! [s.d]. Museu Paulista, São Paulo.

Georgina de Albuquerque, artista profissional e reconhecida, com sua tela Sessão do Conselho de Estado, se opôs à célebre pintura Independência ou Morte! (1888), de autoria de Pedro Américo, hoje instalada no Museu Paulista, conhecido também como Museu do Ipiranga. Esta obra, constitutiva do nosso imaginário sobre a ruptura política com Portugal, até hoje é amplamente veiculada, inclusive em livros didáticos, e muitas vezes tomada como registro fidedigno do que ocorrera em 7 de setembro de 1822 e não apenas uma interpretação. Nela, D. Pedro I figura no centro, com armas em punho, tendo ao seu redor soldados fiéis, postados nas colinas do riacho do Ipiranga, no momento em que declarava a independência.



"Sessão do Conselho de Estado" apresenta uma interpretação oposta à de Pedro Américo. Primeiro por celebrar um outro momento. Baseando-se na obra História do Brasil, de Rocha Pombo, a artista identificou na reunião do Conselho de Estado, presidido pela Princesa Leopoldina, a ocasião em que de fato seria decidida a independência. No canto esquerdo, sentada, regendo o evento, está a princesa Leopoldina. À sua frente, um grupo de conselheiros, liderado por José Bonifácio, um dos mentores da emancipação, que expõe os fatos justificadores da decisão de se romper com a metrópole. Em contraste com a tela Independência ou Morte!, não se trata de cena belicosa, mas de um fato construído politicamente. Não há soldados, fardas ou armas, mas sim a ideia de um processo amplamente refletido e em nada impetuoso, no qual a protagonista é uma mulher.
SIMONI, Ana Paula Cavalcanti. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque.
Nossa História, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, n.5. mar. 2004. p. 24.
As imagens anteriores e o texto que as analisa mostram bem como a questão da verdade na história é complexa. Você observou duas fontes iconográficas e obteve duas interpretações diferentes para a independência do Brasil.
O quadro de Pedro Américo foi concluído em 1888, um ano antes da proclamação da República. O artista fez uma ampla pesquisa, consultando historiadores, estudando objetos e visitando o local do grito. Apesar disso, achava que não deveria ficar "preso à verdade". Assim, entre outros aspectos, alterou a topografia, para realçar o riacho do Ipiranga e a colina; escolheu raças de cavalos que dessem maior elegância ao príncipe D. Pedro e à sua comitiva; definiu características de trajes e chapéus; e promoveu a incorporação anacrônica da Guarda de Honra do Imperador, regimento criado, como o próprio nome sugere, tempos depois do 7 de Setembro, explica Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da Universidade de São Paulo (USP).

As muitas independências. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, set. 2004. n. 11. p. 14.

Assim como outros eventos históricos, há muitas independências. Nesse capítulo, você vai estudar o processo que levou o Brasil a se emancipar de Portugal. Iniciado com a chegada da Corte e, a partir daí, os desdobramentos que acabaram levando o Brasil à sua independência política. Na medida do possível, vamos apresentar algumas das múltiplas interpretações desse processo.




Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Na sua leitura iconográfica das duas imagens do início do capítulo, qual delas lhe parece representar melhor a independência do Brasil? Por quê?


2. Você acredita que a independência do Brasil foi um acontecimento pacífico acontecido em uma reunião palaciana?



3. Qual a sua opinião sobre a atitude de Pedro Américo ao retratar a independência do Brasil?



4. Qual o papel da vinda da Corte Portuguesa no processo de emancipação do Brasil?



A transferência da Corte Portuguesa



A transferência da corte portuguesa para o Brasil não foi improvisada, como é comum entendê-la. Ela já havia sido cogitada várias vezes.


Concebida, desde o século XVII, como solução de emergência em situações de crise, a mudança da Corte para a América voltou a ser considerada pelo anglófilo Rodrigo de Souza Coutinho às vésperas de sua demissão da pasta de secretário da Marinha e Ultramar, em 1803, mas somente entrou na pauta governamental do dia quando sucessivas ameaças da França evidenciaram, a partir de 1807, a iminência da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Convencido de que a integridade da monarquia somente seria assegurada por meio da preservação dos domínios americanos, cujos recursos naturais e humanos superavam os do reino, D. João e a Corte partiram de Lisboa em 29 de novembro de 1807, compondo uma comitiva de 15 mil pessoas, incluindo apenas uma pequena parte da alta nobreza lusitana.


VAINFAS, Ronaldo, (org.) Transmigrassão da Corte. Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 557.


A chegada da família real portuguesa no Brasil



A comitiva chegou à Bahia em janeiro de 1808. Imediatamente, o príncipe regente decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas e seguiu para o Rio de Janeiro onde aportou em 7 de março do mesmo ano.


Além da abertura dos portos, ainda no ano de 1808, o Príncipe Regente criou o Tribunal Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação do Estado do Brasil.

O alvará de 1785, que proibia a existência de manufaturas no Brasil, foi revogado.

A abertura dos portos em 1808 aumentou as possibilidades de articulação da América Portuguesa com o comércio internacional e incentivou migrações internas. As cidades cresceram e adotaram hábitos de consumo mais sofisticados. O maior exemplo foi a cidade do Rio de Janeiro, que se transformou com a presença da Corte Portuguesa. Apesar de conservar algumas das características das vilas coloniais, a cidade ganhou ares europeus após 1808.



DEBRET, Jean Baptiste. Os refrescos no Largo do Palácio. Viagem Pitoresca e Histórica através do Brasil. Paris/França, 1835/39.

Assista a aula sobre os principais acontecimentos do governo de D. João VI no Brasil

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações

Professor ressalta a importânica histórica da Revolução Pernambucana de 1817


O professor de História do CNDL, Edenilson Morais apresenta nesta tele-aula um comentário a respeito dos principais aspectos referente ao movimento ocorrido na Capitania de Pernambuco que almejava a independência e a proclamação da República.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações

Aprenda as principais características da Inconfidência Mineira assistindo a apresentação abaixo


terça-feira, 27 de julho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações

O tema em foco

Na imagem vemos a bandeira da Inconfidência Mineira com a frase em latim "Libertas quae sera tamen" que em português significa "liberdade ainda que tardia". A bandeira dos inconfidentes é a atual bandeira do estado de Minas Gerais.

PORTINARI, Cândido. Despojos de Tiradentes. [s.d]. Colégio Cataguases, MG





3. Apresente a sua leitura dessa obra de Portinari, tendo como parâmetro as informações documentais do texto.
Resolução comentada
É importante que o aluno perceba que o quadro de Cândido Portinari é uma interpretação da sentença de morte de Tiradentes e mostra claramente a exposição dos despojos, ou seja, das partes do corpo de Tiradentes que foram colocados em postes ao longo do caminho das Minas para servir de exemplo e desestimular novas revoltas.




Saiba como Tiradentes virou herói




[...] Embora a morte de Tiradentes tenha horrizado a população da capitania na época, a Inconfidência Mineira ficou quase esquecida durante todo o período imperial brasileiro (1822-1889).
Tiradentes e a Inconfidência foram recuperados para a História do Brasil com o início da campanha republicana, a partir de 1870. Com a proclamação da República, em 1889, apagavam-se os últimos vestígios da presença portuguesa no governo do Brasil. E Tiradentes, que era republicano, foi sendo elevado à condição de herói. Segundo os defensores do novo regime, o alferes devia ser apresentado como o mártir que morrera para defender os interesses do Brasil contra a opressão de Portugal.
Num livro de 1927, o historiador José Lúcio dos Santos trata de Tiradentes como um homem inteligente, ativo, enérgico, cheio de iniciativa. Esse Tiradentes estava muito distante da imagem de desequilibrado, exaltado, fanático e louco atribuída ao alferes pelas autoridades portuguesas e mantida no século XIX.

ANASTÁCIA, Carla. A Inconfidência Mineira. São Paulo: Ática, 1998. pp. 36-7.Na foto vemos o ator Humberto Martins interpretando Tiradentes no cinema.
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Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações


Análise e interpretações: versões, opiniões e fontes diversas

Leia os versos de Cecília Meireles em "O Ramanceiro da Inconfidência". Eles recriam o clima na Capitania de Minas Gerais após a chegada do Visconde de Barbacena.Por ódio, cobiça, inveja,
vai sendo inferno traçado
os reis querem seus tributos
- mas não se encontram vassalos.
Mil bateias vão rodando
mil bateias sem cansaço.

Mil galerias desabam;
mil homens ficam sepultos;
mil intrigas e enredos
prendem culpados e justos;
já ninguém dorme tranquilo
que a noite é um mundo de sustos.
Descem fantasmas dos morros
Vêm almas dos cemitérios:
Todos pedem ouro e prata
E estendem punhos severos
Mas vão sendo fabricadas
Muitas algemas de ferro
1. Depois da leitura dos versos de Cecília Meireles, apresente, em prosa e com suas palavras, o contexto que antecedeu o movimento de 1789.
SÁ, Eduardo. Leitura da Sentença dos Inconfidentes. Óleo sobre tela, s/d. Museu Padre Toledo, Tiradentes/Minas Gerais.
Na devassa, o processo para apuração do crime da inconfidência, Tiradentes apresentou a seguinte justificativa para o movimento:
[...] porque poderia assim suceder que esta terra se fizesse uma República, e ficasse livre dos governos que só vêm cá ensopar-se em riquezas de três em três anos, e quando eles são desinteressados sempre têm uns criados, que são uns ladrões, e que as potências estrangeiras se adminiravam de que a América Portuguesa se não subtraísse da sujeição de Portugal [...]
2. Explique as razões apresentadas por Tiradentes para justificar o movimento.
In: ANASTÁCIA, Carla Maria Junho. História: ensino médio, livro 2. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010, p. 73.
Resolução e comentários
1) Espera-se que o aluno apresente o contexto de opressão e de exagerada tributação por parte da Metrópole.
2) Tiradentes esperava que se proclamasse uma República em Minas Gerais, livrando-se da metrópole e dos seus interesses tributários, além de autoridades corruptas que serviam nas Minas Gerais. De acordo com o inconfidente, em razão dessa opressão, as nações estrangeiras admiravam-se do fato de a América Portuguesa ainda não tivesse se livrado definitivamente de Portugal.
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Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações

Problematização do tema


Domingos Vidal de Barbosa, solteiro, formado em Medicina pela Universidade de Bordeux, filho do capitão Antônio Vidal e de Thereza Maria de Jesus, já falecidos, natural e assistente na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Caminho do Mato, de idade de vinte e oito, que vive das suas lavouras, testemunha a quem o dito desembargador deu o juramento dos Santos Evangelhos, e debaixo dele prometeu dizer a verdade, do que soubesse.
E perguntado pelo contéudo no auto, disse que sendo em dias do mês de março deste presente ano, estando ele testemunha em casa de seu primo Francisco Antônio de Oliveira Lopes a contar e exagerar as belas qualidades deste continente, dizendo que não só tinha ouro e diamantes, mas ferro, lãs e algodão, e que seria um país de felicidade para viver, se fosse livre [...]
Depois disto, passados dois ou três dias tornou o dito Francisco Antônio de Oliveira Lopes a encarecer as comodidades da América e a representar a boa situação da Capitania de Minas para a sua defesa e subsistência sobre si, e logo passou a dizer-lhe que lhe queria comunicar um segredo e, dizendo-lhe, ele testemunha, que dissesse, principiou, contando, que o filho do capitão-mor Álvares Maciel, que tinha vindo da Inglaterra, fizera conhecer aos deste país que nela havia, quanto era necessário para a sua substistência independente, e que ele se obrigava a pôr prontas manufaturas necessárias, e ferro, e pólvora, e que à vista disto se tratava de fazer nesta Capitania uma República, que já o cônego Luís Vieira, o desembargador Thomas Antônio Gonzaga, o doutor Cláudio Manoel da Costa tratavam de fazer as leis para o governo dela, sendo uma que os diamantes seriam livres, e outra que os dízimos seriam para os vigários, e que o mesmo cônego Luís Viera tinha o papel em que mostrava a segurança deste país, e o modo por que se devia fazer a rebelião.

Depoimento de Domingos Vidal de Barbosa. Autos da Devassa da Inconfidência Mineira (1789)
Comentário
Como você percebeu esse documento faz referência à Inconfidência Mineira, movimento que visava a separação da Capitania de Minas Gerais em relação à Portugal. Nesse documento histórico vemos um trecho do depoimento de Domingos Vidal de Barbosa, em que o mesmo delata os envolvidos nesse movimento. Esse citado depoimento consta dos Autos da Devessa, processo criminal contra os inconfidentes.
O texto apresenta a formação acadêmica do depoente, sua filiação e ocupação nas Gerais, relata ainda que o primo do referido depoente, Francisco Antônio de Oliveira Lopes contava entusiadamente as maravilhas da América Portuguesa, e afirmava também que este seria um ótimo país de se viver, se fosse livre de Portugal. Apresentava também as boas condições da Capitania das Minas para sua defesa e subsistência, instalando ainda, manufaturas e adotando o regime republicano. Menciona ainda o documento os nomes de alguns intelectuais que lideraram a Inconfidência Mineira.

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Segundo o testemunho de Domingos Vidal de Barbosa, qual era a opinião de Francisco Antônio de Oliveira Lopes sobre a América Portuguesa?

2. Qual era o segredo que tinha o mesmo Oliveira Lopes a contar a Domingos Barbosa?

3. Em que contexto se inseriu a Inconfidência Mineira?

4. Quais foram as particularidades desse movimento?

5. Por que a Coroa viu posta em xeque sua soberania nas últimas décadas do século XVIII?

Comentário

1. De acordo com o texto, Francisco Antônio de Oliveira Lopes acreditava que o Brasil possuía belas qualidades, grandes potencialidades econômicas e que seria um país de felicidade, caso fosse livre.

2. O segredo era justamente o plano dos Inconfidentes de promover a independência da Capitania, a adoção da República e a implantação de manufaturas na região.

3. A inconfidência mineira se insere no quandro de crise do antigo sistema colonial, entre o final do século XVIII e o ínicio do século XIX, momento em que ocorria uma conflito de interesses entre os colonos e Metrópole dentro do contexto de uma nova ordem política, filosófica e rebelde que veio da Europa e influenciou os movimentos da América Portuguesa.

4. A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento a manifestar a clara intenção de rompimento dos laços de dominação metropolitana, foi liderado por elementos da elite de Minas Gerais e almejava implantar uma República e manufaturas na região.

5. Porque ocorreram movimento que tinham o objetivo de tornar o país independente, tais movimentos ocorreram em razão das lutars econômicas e políticas entre os vassalos da América Portuguesa e os interresses metropolitanos, e também porque houve a disseminação de ideais iluministas na Colônia, e ainda em razão do sucesso da Independência dos EUA e do processo revolucionário francês.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Conheça a fascinante atuação política do Frei Caneca que se envolveu na Revolução Pernambucana de 1817 e foi um dos líderes da Confederação do Equador, em 1824





Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mas popularmente conhecido apenas como Frei Caneca (Recife, 20 de agosto de 1779 — Recife, 13 de janeiro de 1825), foi um religioso e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824). Como jornalista, esteve à frente do Typhis Pernambucano. Padre carmelita, intelectual e guerreiro, foi um liberal republicano. Participou da Revolução Pernambucana de 1817 e chefiou a Confederação do Equador em 1824. Condenado ao patíbulo, teve de ser fuzilado porque nenhum carrasco aceitou enforcá-lo.

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Professor explica os aspectos da Revolução Pernambucana de 1817





O professor de História do Colégio Notre Dame de Lourdes, Edenilson Morais aborda nesta teleaula os fatores da eclosão desse movimento, menciona os estratos sociais envolvidos, seus objetivos, bem como as consequências desta importante rebelião ocorrida no fim do período colonial brasileiro.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Saiba mais sobre a Conjuração Baiana e conheça os fatores da eclosão desse movimento




Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, uma vez que seus líderes exerciam este ofício, foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no final do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.

domingo, 18 de julho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações

Tiradentes e a Inconfidência Mineira
Aprenda os principais eventos relacionados com a Inconfidência Mineira

Inconfidência Mineira. Esse é o tema da teleaula 13. Você aprenderá seu lema e suas ideias. Além disso, vai conhecer Tiradentes e saber por que ele foi enforcado.


sábado, 26 de junho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Tiradentes e a Inconfidência Mineira
Entrevista com o Professor Ricardo Carvalho sobre a figura histórica de Tiradentes e a Inconfidência Mineira.
Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Unidade - Das Conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 1 - Os vassalos contra a metrópole: as Conjurações



Objetivos específicos do capítulo
* Analisar o contexto da Inconfidência Mineira.
* Analisar as razões dos inconfidentes.
* Avaliar a repressão metropolitana ao movimento de Minas Gerais.
* Analisar o contexto da Inconfidência Baiana (Revolta dos Alfaiates ou dos Búzios).
* Analisar o contexto da Revolução Pernambucana de 1817.
* Analisar as razões dos revolucionários de 1817.
* Conceituar "Pátria" e "patriota" como empregado no movimento de 1817.
* Avaliar a repressão ao movimento de 1817,
* Definir a ALCA.
* Caracterizar os debates a respeito da implantação da ALCA.


Neste capítulo, são tratados três movimentos, considerados os mais importantes na chamada crise do sistema colonial: a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana (Revolta dos Alfaiates ou dos Búzios0 e a Revolução de 1817, esta última já no contexto da presença da Corte Portuguesa no Brasil.


A Inconfidência Mineira, ocorrida em Minas Gerais entre 1788 e 1789 envolveu homens poderosos da capitania, que haviam sido introduzidos na máquina administrativa da América Portuguesa pelo Marquês de Pombal, além de ricos contratadores. No capítulo, mostra-se que mesmo Tiradentes não era um homem pobre, mas um proprietário de terras e escravos. A mudança na conjuntura, com a morte de D. José I e a Viradeira em Portugal, destituiu Pombal do poder, que foi substituído por D. Maria I com planos de revigorar a opressão metropolitana na área mineradora. A chegada do Visconde de Barbacena e as arbitrariedades cometidas pelas autoridades desagradavam profundamente os vassalos, já acostumados com o andamento da máquina administrativa e o respeito aos direitos costumeiros. Dessa forma, os inconfidentes planejaram a conjuração para tornar Minas Gerais independente e se livrar da opressão exacerbada da metrópole.
Ao longo do referido capítulo, com o objetivo de fazer com que os alunos entrassem no clima da Capitania de Minas Gerais, após a chegada do Visconde de Barbacena, os autores utilizaram-se dos versos do Romanceiro da Inconfidência na seção ‘Análise e interpretação’. Nessa mesma seção, foi apresentada a justificativa dada por Tiradentes para o movimento, que reforça a ideia da opressão metropolitana. Na seção ‘O tema em foco’, examinaram-se trechos da sentença de morte de Tiradentes e o ritual de purificação pelo sal, além de uma leitura iconográfica do quadro de Cândido Portinari, ‘Despojos de Tiradentes’, que retrata a pena imposta ao réu pela sentença.
A Inconfidência Mineira teve seu ideário influenciado pela Revolução Americana. Por outro lado, a Conjuração Baiana foi influenciada pelas ideias francesas, com grande preocupação para o princípio da igualdade, ausente em Minas Gerais.
No capítulo, são analisados o contexto do movimento baiano e o processo do evento. Na seção ‘Análise e interpretação’, trabalhou-se com dois documentos: o panfleto afixado em vários locais de Salvador, exaltando a liberdade e a felicidade; e trecho do relatório de D. Fernando José com críticas que desqualificam o panfleto e os suspeitos de tê-lo escrito, além de denunciar a probabilidade de uma conspiração. Na seção ‘O tema em foco’ foi apresentado um texto de Antônia Garcia, do Instituto Búzios, que tem uma preocupação peculiar com a causa dos menos favorecidos. O texto, de certa forma, retoma algumas informações do texto principal, mas vai além, com informações bastante interessantes sobre os participantes do movimento, o que nos levou os autores do material didático a escolhê-lo.
Assim como em Minas Gerais e na Bahia, as ideias de autogoverno, fim das tiranias, as experiências revolucionárias da França e da América do Norte eram amplamente discutidas em Pernambuco. A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil não solucionou os graves problemas que os pernambucanos enfrentavam e que faziam crescer neles um forte sentimento antilusitano. Esse movimento conseguiu a implantação de um governo republicano, com a adesão do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Novos tratamentos, nova bandeira, novos costumes foram adotados. Na seção ‘Análise e interpretação’, apresentou-se o ‘Manifesto dos pernambucanos’, dando conta da Revolução que houve em Recife e da instalação do Governo Provisório, “composto de cinco Patriotas, de diferentes classes”. Já na seção ‘O tema em foco’, foi escolhido um texto que apresenta o manifesto de adesão da Paraíba, pouco estudado, e que nos pareceu interessante.
Uma vez que as Conjurações estudadas lutaram contra a espoliação da metrópole, acreditamos ser plausível discutir, na seção ‘Construindo habilidades e competências’, o tema da ALCA. Foi construído um pequeno texto introdutório em que se situa a questão, solicitando-se ao aluno pesquisar algumas questões novas relativas ao tema, redigir um relatório e debater as conclusões em sala de aula.

Leitura Complementar
ANASTACIA, Carla. A Inconfidência Mineira. São Paulo: Ática, 1998.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. A crise do colonialismo luso na América Portuguesa. In: LINHARES, Maria Yedda, (org) História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
FRAGOSO, João L. R; FLORENTINO, Manolo. O arcaísmo como projeto. Rio de Janeiro: Diadorim, 1993.
FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.
JANCSÓ, Itsván; PIMENTA, João Paulo G. Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
JANCSÓ, Itsván. A sedução da liberdade: cotidiano e contestação política no final do século XVIII. In: SOUZA, Laura de Mello e, org. História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v.1.
MAXWELL, Kenneth. Marquês de Pombal. Paradoxo do Iluminismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
MAXWELL, Kenneth. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, Maria Beatriz Nizza, (org.) O Império luso-brasileiro 1750-1882. Lisboa: Estampa, 1986.
MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
MOTA, Carlos Guilherme. A ideia de revolução no Brasil. 1780-1801. São Paulo: Cortez, 1989.
MOTA, Carlos Guilherme. Ideias de Brasil: formação e problemas (1817-1850). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
NOVAIS, Fernando Antônio. Estrutura e dinâmica do Antigo Sistema Colonial (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Brasiliense, 1986.
PRADO JR, Caio. Evolução política do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1963.
RUSSEL-WOOD, A. J. R. Precondições e precipitações do movimento de independência da América Portuguesa. In: FURTADO, Junia Ferreira, (org.) Diálogos oceânicos. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
SILVA, Rogério Forastieri. Colônia e nativismo. A História como “Biografia da Nação”. São Paulo: HUCITEC, 1997.
SOUZA, Laura de Mello e. Norma e conflito. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999.
SOUZA, Laura de Mello e . Tensões sociais em Minas Gerais na segunda metade do século XVIII. In: NOVAES, Adauto, (org.) Tempo e História. São Paulo: Ática, 1995.
TAVARES, Luis Henrique Dias, Bahia, 1798. São Paulo: Ática, 1995.
VILLALTA, Luiz Carlos. 1789-1808. O império luso brasileiro e os Brasis. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.