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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sempre em frente, não temos tempo a perder...



Confira no video acima mais um grande sucesso que influenciou bastante a juventude brasileira dos anos 80 na interpretação dos professores de História Edenilson Morais e Celso Batista. A peça aqui apresentada é Tempo Perdido, da Banda Legião Urbana, numa cover da versão acústica.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Passatempo para relaxar dos estudos



Os professores de História, Edenilson Morais e Celso Batista, que nas horas vagas se aventuram em outras áreas da cultura, tentam demonstrar um pouco de seus dotes musicais. Neste video apresentam uma versão acústica de "Have You Ever Seen The Rain", cover da banda Creedande Clearwater Revival que fez muito sucesso na década de 1970.

domingo, 9 de maio de 2010

Tardes morenas de Mato Grosso




Liu e Léu
Tardes morenas de Mato Grosso
Composição: Goiá
Com a rainha do meu destino fui conhecer o jardim de Alá
Onde nas flores nas madrugadas ainda canta o sabiá
Tardes morenas de Mato Grosso a paz do mundo achei por lá
Árvores lindas e bem cuidadas
Soltando flores amareladas sobre as calçadas de Cuiabá
Domingo triste da despedida chora a viola lá do "Crispim"
Deixei o Mato Grosso querido mas pela Deusa chorando eu vim
Eu fiz pra ela um simples verso, o universo sorriu pra mim
Minha viola brilhou nos campos
Devido aos bandos de pirilampos nos verdes campos de lá Coxim
A novo aurora tão radiosa aconteceu e segui além
Em Campo Grande passei pensando porque será que quero outro alguém
Mais um amor assim repentino as vezes vale por mais de cem
Tratei do modo tão caprichoso
Aquele lindo rosto charmoso, olhar manhoso de quem quer bem
Adeus rainha matogrossense não sei se foi meu bem ou meu mal
Só sei que nunca na minha vida eu conheci outro amor igual
Adeus gatinha tão carinhosa estatua viva escultural
Adeus menina de fala franca
Que tem a graça pureza e panca da garça branca do pantanal!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Poesia Romântica

Eu te amo



Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Como a onda irresoluta
Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Você é a onda, eu a ilha nua
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu concordo
Eu te amo
Eu te amo
Oh sim eu te amo
E eu mais ainda
Oh, meu amor ...
Como a onda irresoluta
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu me seguro
Eu te amo
E eu mais ainda
Eu te amo
E eu mais ainda
Segure-me
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meus rins
Você vai e você vem
Entre meus rins
Não! agora!
Venha!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Um video que entrou pra História
Video clip da banda norte-americana Soul Asylum mostra fotos de crianças desaparecidas nos EUA. Depois disso, várias novelas e programas de televisão fizeram o mesmo aqui no Brasil.
Soul Asylum - Runaway Train
Call you up in the middle of the night
Like a firefly without a light
You were there like a slow torch burning
I was a key that could use a little turning
So tired that I couldn't even sleep
So many secrets I couldn't keep
Promised myself I wouldn't weep
One more promise I couldn't keep
It seems no one can help me now
I'm in too deep
There's no way out
This time I have really led myself astray
CHORUS
Runaway train never going back
Wrong way on a one way track
Seems like I should be getting somewhere
Somehow I'm neither here no there
Can you help me remember how to smile
Make it somehow all seem worthwhile
How on earth did I get so jaded
Life's mystery seems so faded
I can go where no one else can go
I know what no one else knows
Here I am just drownin' in the rain
With a ticket for a runaway train
Everything seems cut and dry
Day and night, earth and sky
Somehow I just don't believe it
CHORUS
Bought a ticket for a runaway train
Like a madman laughin' at the rain
Little out of touch, little insane
Just easier than dealing with the pain
CHORUS
Runaway train never comin' back
Runaway train tearin' up the track
Runaway train burnin' in my veins
Runaway but it always seems the same
Voa canarinho, voa

Hit da copa do mundo de 1982 na Espanha, interpretada pelo craque Junior da seleção canarinho, música que chegou a se tornar uma verdadeira febre naquele campeonato mundial e embalava a torcida brasileira dentro e fora dos estádios espanhóis.

A arte de viver com fé
Alagados, da banda Paralamas do Sucesso, música que pode ser contextualizada com o atual problema vivenciado no Rio de Janeiro
Paralamas do Sucesso - Alagados
Composição: Herbert Viana/ Bi Ribeiro

Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Todo dia o sol da manhã
Vem e lhes desafia
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade que tem braços abertos
Num cartão postal
Com os punhos fechados na vida real
Lhe nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
Alagados, Trenchtown, Favela da Maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Mas a arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê
A arte de viver da fé
O Rappa - Suplica cearense



Súplica Cearense
O Rappa

Composição: Luiz Gonzaga

Oh! Deus,
perdoe esse pobre coitado,
que de joelhos rezou um bocado,
pedindo pra chuva cair,
cair sem parar.
Oh! Deus,
será que o senhor se zangou,
e é só por isso que o sol se arretirou,
fazendo cair toda chuva que há.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta,uma planta no chão.
Oh! Meu Deus,
se eu não rezei direito,
a culpa é do sujeito,
desse pobre que nem sabe fazer a oração.
Meu Deus,perdoe encher meus olhos d'água,
e ter-lhe pedido cheio de mágoa,
pro sol inclemente,se arretirar, retirar.
Desculpe, pedir a toda hora,
pra chegar o inverno e agora,
o inferno queima o meu humilde Ceará.
Oh! Senhor,
pedi pro sol se esconder um pouquinho,
pedi pra chover,
mas chover de mansinho,
pra ver se nascia uma planta no chão,planta no chão.
Violência demais,
chuva não tem mais,
corrupto demais,
política demais,
tristeza demais.
O interesse tem demais!
Violência demais,
fome demais,
falta demais,
promessa demais,
seca demais,
chuva não tem mais!
Lá no céu demais,
chuva tem,
tem, tem, não tem,
não pode tem,
é demais.
Pobreza demais,
como tem demais!(Falta demais),
é demais,
chuva não tem mais,
seca demais,
roubo demais,
povo sofre demais.
Oh! demais.
Oh! Deus.
Oh! Deus.
Só se tiver Deus.
Oh! Deus.
Oh! fome.
Oh! interesse demais,
falta demais...!
Legião Urbana - Perfeição



Perfeição
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar
Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E sequestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passadoDe absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Música gaúcha e a Guerra dos Farrapos



Os Serranos
Mercedita

Que dulce encanto tienen
Tus recuerdos mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez
La conoci en el campo
Alla muy llejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de santa fé
Y asi nació nuestro querer
Con ilusion, con mucha fé
Pero no se porque la flor
Se marchitó y moriendo fué
Y amandola con loco amor
Asi llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazon
Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel adios
Pero apesar del tiempo
Transcurrido es mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostalgica cancion
Y asi nació nuestro querer
Con ilusion, con mucha fé
Pero no se porque la flor
Se marchitó y moriendo fué
Y amandola con loco amor
Asi llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazon
Contextualização com o apogeu da lavoura cafeeira no Brasil, entre 1870 e 1930
Grande sucesso da dupla Cascatinha & Inhana, "Flor do cafezal", que se constitui em uma excelente canção para se estabelecer uma releção de intertexto com a expansão da lavoura cafeeira no país.
Cascatinha & Inhana
Flor Do Cafezal
Música do álbum A Saudade É Demais - Vol. 3
Compositor: Luiz Carlos Paraná
Meu cafezal em flor!
Quanta flor, meu cafezal!
Meu cafezal em flor!
Quanta flor, meu cafezal!
Ai, menina, meu amor!
Minha flor do cafezal!
Ai, menina, meu amor!
Branca flor do cafezal!
Era a florada
Lindo véu de branca renda
Se estendeu sobre a fazenda
Qual um manto nupcial!
E de mãos dadas
Fomos juntos pela estrada
Toda branca e perfumada
Pela flor do cafezal.
Meu cafezal em flor...
Passa-se a noite
Vem o sol ardente e bruto
Morre a flor e nasce o fruto
No lugar de cada flor;
Passa-se o tempo
Em que a vida é todo encanto
Morre o amor e nasce o pranto
Fruto amargo de uma dor.
Meu cafezal em flor...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais uma que abalou as estruturas, no final da chamada década perdida
Canção do grupo brasileiro Kongo, uma comparação entre a grande Babilônia da Antiguidade Oriental e as muitas babilônias brasileiras contemporâneas


Um dos hinos da juventude brasileira no final dos anos 80
Canção que expressa as angústias, inquietações, dramas e anseios dos jovens brasileiros no período da transição democrática no Brasil

Dias de Luta
IRA!
Composição: Edgard Scandurra
Só depois de muito tempo
Fui entender aquele homem
Eu queria ouvir muito
Mas ele me disse pouco...
Quando se sabe ouvir
Não precisam muitas palavras
Muito tempo eu levei
Prá entender que nada sei
Que nada sei!...
Só depois de muito tempo
Comecei a entender
Como será meu futuro
Como será o seu...
Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...
Só depois de muito tempo
Comecei a refletir
Nos meus dias de paz
Nos meus dias de luta...
Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?...(2x)
Cantar depois!...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pérola sertaneja, poesia e canção sublimes

Caminheiro
Liu e Léu
Composição: Noé Eustáquio Borges

Caminheiro que lá vai indo, no rumo da minha terra,
Por favor faça parada na casa branca da serra.
Ali mora uma velhinha chorando um filho seu,
Esta velha é minha mãe
E o seu filho sou eu.
Óh! caminheiro, leva este recado meu!
Por favor, diga pra mãe zelar bem do que é meu,
Cuidar bem do meu cavalo que o finado pai me deu,
O meu cachorro campeiro, meu galo índio brigador,
Minha velha espingarda e o violão chorador.
Óh! caminheiro, me faça este favor!
Caminheiro, diga pra mãe, para não se preocupar,
Se Deus quiser este ano eu consigo me formar,
Eu pegando meu diploma vou trazer ela pra cá,
Mas se eu for mau nos estudos vou deixar tudo e volto pra lá.
Óh! caminheiro, não esqueça de avisar! (4x)
Um grande hit da dupla Simon & Garfunkel, uma verdadeira obra prima da poesia de Paul Simon.
Cenas do filme Forest Gump, o contador de histórias, com Tom Hanks.





The Sound of Silence
Paul Simon

Hello darkness, my old friend,
I've come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while i was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.
In restless dreams i walked alone
Narrow streets of cobblestone,
'neath the halo of a street lamp,
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence.
And in the naked light i saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence.
'fools' said i, 'you do not know
Silence like a cancer grows.
Hear my words that i might teach you,
Take my arms that i might reach to you.
'But my words like silent as raindrops fell,
And echoedIn the wells of silence
And the people bowed and prayed
To the neon god they made.
And the sign flashed out its warning,
And the words that it was forming.
And the sign said, 'the words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls.
'Whispered in the sound of silence
Genival Lacerda - Galeguim do zói azul



Um galeguim do zoi azu, um galeguim do zói azu,
Um galeguim do zói azu, um galeguim do zói azu,
Zeca é preta que só carvão e Zefa é preta que só quixaba,
A famílica de Zeca é da cor de jaboticaba,
Todos parentes de Zeca são da cor de urubu,
mas nasceu na casa dele um galeguim do zói azu,
Um galeguim do zói azu, um galeguim do zói azu
Um galeguim do zói azu, um galeguim do zói azu
Um galeguim do zói azu, um galeguim do zói azu
Um galeguim do zói azu, um galeguim do zói azu
Zeca todo aperreado, foi falar com o capelão,
Entrou triste na igreja, coçando a testa com a mão,
Seu vigário foi dizendo, não me meta nesse angu,
Mas traga pra batizar seu galeguim do zói azu.
Repete tudo mais 1X

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A visão do caipira sobre a deturpação dos valores familiares em nossa contemporaneidade
Nesta música o intérprete mostra a deturpação dos valores familiares, a própria desagregação da família é atestada na letra da canção.

A Vaca Já Foi Pro Brejo
Tião Carreiro e Pardinho
Mundo velho está perdido
Já não endereita mais
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fimJá estou vendo sinais
Metade da mocidade estão virando marginais
É um bando de serpente
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás...
Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestaçãoPara o filho passear
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
Ouvi um filho dizer
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar...
O filho parece reiFilha parece rainha
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a bocaCoitada fica quietinha
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
Cantando agora eu falo
Terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha...
Pra ver a filha formadaUm grande amigo meu
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formouFoi só desgosto que deu
Ela disse assim pro pai: "quem vai embora sou eu"
Pobre pai banhado em pranto
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu...
Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pauEu mato e não apedrejo
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
Estamos no fim do respeito
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Chico Buarque o movimento operário
Linha de Montagem
Chico Buarque

Linha linha de montagem
A cor a coragem
Cora coração
Abecê abecedário
Ópera operário
Pé no pé no chão
Eu não sei bem o que seja
Mas sei que seja o que será
O que será que será que se veja
Vai passar por lá
Pensa pensa pensamento
Tem sustém sustento
Fé café com pão
Com pão com pão companheiro
Pára paradeiro
Mão irmão irmão
Na mão, o ferro e ferragem
O elo, a montagem do motor
E a gente dessa engrenagente
Dessa engrenagente
Dessa engrenagente
Dessa engrenagente sai maior
As cabeças levantadas
Máquinas paradas
Dia de pescar
Pois quem toca o trem pra frente
Também de repente
Pode o trem parar
Eu não sei bem o que seja
Mas sei que seja o que será
O que será que será que se veja
Vai passar por lá
Gente que conhece e prensa
A brasa da fornalha
O guincho do esmeril
Gente que carrega a tralha
Ai, essa tralha imensa
Chamada Brasil
Samba samba São Bernardo
Sanca São Caetano
Santa Santo André
Dia-a-dia Diadema
Quando for, me chame
Pra tomar um mé
A letra da música enfoca a atividade industrial na região do grande ABCD, na Grande São Paulo.
É dado ainda um enfoque sobre o cotidiano do operário brasileiro.
O trecho "as cabeças levantadas/máquinas paradas/dia de pescar/pois quem toca o trem pra frente/também de repente/pode o trem parar" fala da greve de trabalhadores, 'trem' pode significar a produção da indústria, como se o operário fosse condutor do trem, o que faz a máquina funcionar. É interessante notar que o ritmo repetitivo da música pode sugerir o ritmo repetitivo do trabalho do operário nas máquinas. Pode-se contextualizar também a luta do movimento operário no Brasil nas décadas finais do século XX, inclusive podemos fazer um intertexto com a ascensão de um líder operário, Luis Inácio Lula da Silva, à presidência da República nas eleições de 2002.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um exemplo de manifestação poética da música sertaneja



Seguindo seus Passos
Peão Carreiro e Zé Paulo
Composição: Peão Carreiro/Zé Paulo


Se eu fosse um invisível
Estaria sempre perto de você
Dirigindo pelas mãos da mente
Seguindo seus passos
Sem ninguém me ver
Seria seu anjo da guarda
Para que ninguém a tomasse de mim
Ouviria-se a cada segundo
A frase de amor mais linda do mundo
Como a voz do vento
Lhe dizendo assim
Te amo te amo te amo
Te amo te amo te amo
No quarto em que você dorme
Eu iria ser o seu despertador
E acordando todas as manhas
Banhando o seu corpo
Com a loção de amor
Cada passo que você mudasse
Estaria mais junto de mim
Bem pertinho do seu coração
Na ternura da minha paixão
Como a voz do vento
Lhe dizendo assim
Te amo te amo te amo
Te amo te amo te amo
Oralidade, lendas e tradições da cultura popular
O reflexo da "visão de mundo" das camadas subalternas do interior do Brasil


Serafim e Seus Filhos
Sérgio Reis

Composição: Ruy Maurity

São três machos e uma fêmea, por sinal Maria
Que com todos se parecia
Todos de olhar esperto para ver bem de perto
Quem de muito longe é que vinha
Filhos de dois juramentos, todos dois sangrentos
Em noite clarinha
Ê A Ô
O João quebra toco
Mané Quindim, Lourenço e Maria
Noite alta de silêncio e lua
Serafim o bom pastor de casa saía
Dos quatro meninos, dois levavam rifles
Outros dois levavam fumo e farinha
Bandoleros de los campos verdes
Dom Quixotes de nuestro desierto
Ê A Ô
Serafim bom de corte
Mané, João, Lourenço e Maria
Mas o tal Lourenço, dos quatro o mais novo
Era quem dos quatro tudo sabia
Resolveu deixar o bando e partir pra longe
Onde ninguém lhe conhecia
Serafim jurou vingança
Filho meu não dança, conforme a dança
Ê A Ô
E mataram Lourenço
Em noite alta de lua mansa
Todo mundo dessas redondezas
Conta que o tal Lourenço não deu sossego
Fez cair na vida sua irmã Maria
E os outros dois matou só de medo
Serafim depois que viu o filhos
LobisomemPerdeu o juízo
Ê A Ô
E morreu sete vezes
Até abrir caminho pro paraíso