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sábado, 25 de agosto de 2012

Teste seus conhecimentos sobre a II Guerra


 Conheça os principais aspectos da II Guerra Mundial

Orientação de estudos: A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
Questões discursivas com gabarito comentado sobre Segunda Guerra Mundial

1. (Unicamp 2009)  Os animais humanizados de Walt Disney serviam à glorificação do estilo de vida americano. Quando os desenhos de Disney já eram famosos no Brasil, o criador de Mickey chegou aqui como um dos embaixadores da Política da Boa Vizinhança. Em 1942, no filme Alô, amigos, um símbolo das piadas brasileiras, o papagaio, vestido de malandro, se transformou no Zé Carioca. A primeira cópia do filme foi apresentada a Getúlio Vargas e sua família, e por eles assistida diversas vezes. Os Estados Unidos esperavam, com a Política da Boa Vizinhança, melhorar o nível de vida dos países da América Latina, dentro do espírito de defesa do livre mercado. O mercado era a melhor arma para combater os riscos do nacionalismo, do fascismo e do comunismo.
            (Adaptado de Antonio Pedro Tota, "O imperialismo sedutor: a americanização do Brasil na época da Segunda Guerra". São Paulo: Companhia das Letras, 2000, pp. 133-138, 185-186.)
 

a) De acordo com o texto, de que maneiras os personagens de Walt Disney serviam à política externa norte-americana na época da Segunda Guerra Mundial?
b) Como o governo Vargas se posicionou em relação à Segunda Guerra Mundial?
 

Resposta da questão 1:
 a) De acordo como o texto, a importância os personagens de Walt Disney serviam para glorificar o estilo de vida americano e propagar a Política de Boa Vizinhança na defesa do livre mercado como uma forma de combater o nacionalismo, o fascismo e o comunismo.
 b) O governo Vargas procurou manter uma política de neutralidade até 1942. Porém, quando navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães, o Brasil entrou na guerra contra o Eixo. A presença brasileira no conflito se deu pelo envio de tropas da FEB para combaterem na Europa e pela permissão do governo brasileiro para a instalação de bases militares no Nordeste para as o uso forças aliadas. 

2. (Ufmg 2008)  Leia este texto:

            "A guerra estava no fim e Hiroshima permanecia intacta. A população acreditava que a cidade não seria bombardeada. Mas infelizmente no dia 6 de agosto, às 8 horas e 15 minutos, um enorme cogumelo de fogo tomou conta da cidade destruindo a vida de milhões de pessoas inocentes... A cidade acabara e, com ela, toda a referência de uma vida normal."
            http://www.nisseychallenger.com/hiroshima.html. Acesso: 4 jun. 2007.

A partir dessa leitura e considerando outros conhecimentos sobre o assunto,
a) INDIQUE e ANALISE duas razões para a escolha do Japão como alvo das bombas atômicas.
b) ANALISE os desdobramentos do lançamento das bombas atômicas sobre o Japão no contexto da Guerra Fria.
 
Resposta da questão 2:
 a) Dentre as razões para a escolha do Japão como alvo das bombas atômicas dos Estados Unidos, ao final da Segunda Guerra Mundial, pode-se destacar a intenção dos Estados Unidos de revidar o ataque japonês a Pearl Harbour e o interesse norte-americano em abreviar o fim do conflito, devido a feroz resistência dos japoneses.

b) Para muitos historiadores, o marco inicial da Guerra Fria foi o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, na Europa. Nessa perspectiva, a destruição das duas cidades nada teve a ver com o Japão, já militarmente derrotado, e sim com a divisão geopolítica do mundo.
Ao utilizar a bomba atômica nos ataques às cidades japonesas, os Estados Unidos afirmaram seu poderio bélico frente a outras nações e inauguraram uma corrida armamentista, pois a União Soviética também passou a produzir arsenal nuclear para fazer frente aos Estados Unidos.  

3. (Unicamp 2003)  A tentativa dos nazistas de dissimular suas atrocidades nos campos de concentração e de extermínio resultou em completo fracasso. Muitos sobreviventes desses campos sentiram-se investidos da missão de testemunhar e não deixaram de cumpri-la, alguns logo depois de serem libertados e outros, quarenta e até cinquenta anos mais tarde. (Adaptado de Tzvetan Todorov, "Memória do mal, tentação do bem. Indagações sobre o século XX." ARX, 2002, p. 211.)

a) Caracterize o contexto histórico em que surgiram os campos de concentração e de extermínio.
b) Que parcelas da população foram aprisionadas nesses campos?
c) Com base no texto, explique a importância do testemunho dos sobreviventes.
 
Resposta da questão 3:
 a) Implantação de regimes totalitários na Europa, durante o Período de Entre-Guerras e no contexto da polarização ideológica.
b) Minorias étnicas como judeus, ciganos e deficientes físicos e outros, adversários políticos e elementos considerados "anti-sociais", tais como deficientes mentais, homossexuais e pacifistas.
c) Preservação da memória sobre as violências e o genocídio praticados durante o período em questão. 

4. (Unesp 2003)  Sem a possibilidade que lhe foi dada de empregar
homens de nível inferior, o Ariano nunca teria podido dar os primeiros passos na estrada que devia conduzi-lo à civilização; da mesma maneira que, sem a ajuda de certos animais que possuíam as qualidades necessárias, as quais soube domesticar, ele nunca se teria tornado senhor de uma técnica que lhe permite atualmente prescindir, pouco a pouco, da ajuda desses animais. O provérbio 'o Mouro fez o que devia fazer, o Mouro pode ir-se embora' tem, infelizmente, um significado por demais profundo.
(A. Hitler, Mein Kampf (Minha Luta).)

Este texto, escrito por Adolf Hitler, explica parte de suas teorias racistas que eram também a base do regime nazista.
a) Quais as principais ideias da ideologia racista de Hitler e dos nazistas?

b) Como se pode relacionar o racismo nazista com a "teoria do espaço vital", ou seja, com o projeto de ampliação territorial e política?
 
Resposta da questão 4:
 a) Existência da desigualdade racial e superioridade da raça ariana.

b) Para os nazistas o povo alemão necessitava ampliar seu território para alcançar pleno desenvolvimento e a construção do III Reich incorporando territórios onde houvesse  populações de origem germânica, o que justificou a anexação da Áustria à Alemanha (Anschluss) e a ocupação alemã dos Sudetos no sul da Tchecoslováquia em 1938. 

5. (Unicamp 2002)  Os ataques aéreos às torres gêmeas do WTC em Nova Iorque e ao prédio do Pentágono em Washington, ocorridos nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, fizeram com que os americanos e a imprensa evocassem o ataque à base militar de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941.

a) O que foi o ataque a Pearl Harbor?

b) Qual foi a arma utilizada pelos americanos para obrigar à rendição o país que os atacou?

c) Cite duas diferenças políticas entre o ataque a Pearl Harbor e os ocorridos em 11 de setembro de 2001.

Resposta da questão 5:
 a) O ataque aéreo japonês a base militar norte-americana de Pearl Harbor no Pacífico em 1941, que precipitou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial contra as forças do Eixo (Japão, Alemanha e Itália).

b) A bomba atômica utilizada nos ataques a Hiroshima e Nagasaki em Agosto de 1945.

c) O ataque a Pearl Harbor foi motivado pelos interesses expansionistas japoneses no Pacífico e contribuiu para o envolvimento dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
    Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, simbolizaram uma ofensiva à hegemonia econômica, política, militar e cultural dos Estados Unidos no planeta, mas também revelaram a fragilidade da segurança dos Estados Unidos, quando se trata de grupos que estão dispostos a enfrentar o poder hegemônico. 

6. (Unesp 2002)  O jornal "O Estado de S. Paulo" publicou:

"Apesar de ser um tema recorrente no cinema, na mídia e na literatura, 89% dos brasileiros não sabem o que foi o holocausto (...). Em 14 países pesquisados na Europa e América Latina (...), os brasileiros ficaram na penúltima colocação, com 11% (...). Os dados no Brasil foram coletados pelo IBOPE...".
            (17.7.2001, p. A-8.)

O holocausto foi a perseguição e o massacre de judeus ocorridos no contexto da 2a Guerra Mundial.

a) Cite dois argumentos que os responsáveis pelo holocausto utilizaram na época para justificar seus atos.

b) Indique outro evento de mesma natureza, registrado pela História após 1945.

Resposta da questão 6:
 a) A defesa do arianismo (a purificação racial da Alemanha) e a vinculação dos judeus com o socialismo e a crise econômica da Alemanha pós Primeira Guerra Mundial.

b) A política de "limpeza étnica" desencadeada por Slobodan Milosevic, na Iugoslávia após o colapso do socialismo no Leste Europeu. O governo sérvio desencadeou violentas perseguições a croatas, bósnios e kosovares de origem albanesa, quando estes reivindicaram autonomia em relação à Sérvia. 

7. (Ufv 2000)  O jornal O Globo, em sua edição de 29 de julho de 1949, noticiava que: "É gravíssimo o estado do ex-marechal Petain (Philippe Petain - 1856-1951), segundo informou o advogado e defensor do ex-chefe do Governo de Vichy" na França.

Explique, no contexto da Segunda Guerra Mundial, o significado político do Governo de Vichy.
 
Resposta da questão 7:
 O governo de Vichy na França aliou-se ao nazismo consolidando a hegemonia  alemã na porção continental da Europa durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, na França a resistência foi liderada pelo general Charles De Gaule a partir de Londres que após a derrota nazista, instalou e comandou a Quarta República Francesa. 

8. (Unicamp 1996)  Por duas vezes na história, em 1812 e em 1943, os russos/soviéticos, sob um inverno rigoroso de menos 30 °C, derrotaram potências de tendência expansionista: a França de Napoleão e a Alemanha de Hitler, respectivamente. Em ambos os momentos, os russos/soviéticos adotaram técnicas semelhantes para derrotar os inimigos e foram responsáveis por mudanças decisivas nos rumos da história contemporânea.
a) Explique qual a estratégia utilizada pelos russos, em 1812, e soviéticos, em 1943, para derrotarem os seus inimigos.
b) Qual a importância da URSS na política internacional após a Segunda Guerra Mundial?
 
Resposta da questão 8:
 a) Retirada e devastação dos campos.
b) Foi a potência que polarizou, com os americanos, na chamada Guerra Fria, a hegemonia do globo. 

9. (G1 1996)  Qual a importância histórica da Batalha de Stalingrado na Segunda Guerra Mundial?
 
Resposta da questão 9:
 Na Batalha de Stalingrado, os alemães começaram a perder a guerra, quebrando-se o mito da invencibilidade alemã. 

10. (G1 1996)  O que foi o Plano Marshall?
 
Resposta da questão 10:
 Foi a ajuda econômica de 35 milhões de dólares dos Estados Unidos para reconstrução europeia após a Segunda Guerra Mundial.  

11. (Unesp 1996)  Num de seus últimos discursos, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt declarou o seguinte:

"A conferência da Criméia foi um esforço bem sucedido das três Nações principais de encontrar um terreno comum para a paz. Ela representa o fim do sistema da ação unilateral, das alianças exclusivas, das esferas de influência, do equilíbrio de forças, e de todos os outros expedientes que há séculos são experimentados - e falham."

a) Quais as "três Nações principais" a que se refere Roosevelt?
b) Caracterize sucintamente as relações internacionais do pós-guerra que contrariaram as previsões otimistas de Roosevelt.

Resposta da questão 11:
 a) Estados Unidos, Inglaterra e União Soviética.
b) Uma Nova Ordem Mundial bi-polarizada EUA x URSS. 

 
12. (Unicamp 1993)  Até 1945, o corpo do Imperador japonês era tido como sagrado e não podia ser tocado.  Quando terminou a II Guerra, o presidente dos Estados Unidos quebrou a autoridade simbólica do Imperador, no Japão, ao exigir dele um aperto de mão em público.
a) A partir do acontecimento relatado anteriormente, explique a situação político-econômica dos Estados Unidos e do Japão ao final da II Guerra Mundial.
b) Qual a situação político-econômica desses dois países atualmente?


Resposta da questão 12:
 a) Eram situações inversas. Os EUA saíram fortalecidos e uma potência hegemônica. O Japão estava destruído.
b) A nova ordem mundial mudou a relação de forças, hoje as potências são hegemônicas. 
 
13. (Fuvest 1991)  O Japão, derrotado na Segunda Guerra Mundial, apresentou a partir de 1950 acelerado crescimento econômico.
Explique:
a) os motivos desse acelerado crescimento econômico.
b) os efeitos desse processo para a economia norte-americana.

Resposta da questão 13:
 a) Os investimentos americanos e inexistência de gastos militares.
b) Os japoneses começaram a concorrer com os produtos americanos no mercado a preços mais competitivos. 

14. (Fuvest 1982)  Em 1937, o pintor Pablo Picasso retratou, em um famoso quadro, o massacre da aldeia de Guernica.
 
a) O que estava ocorrendo na Espanha naquele momento?
b) Qual a condição imposta pelo pintor para a exposição da obra na Espanha?

Resposta da questão 14:
 a) Guerra civil espanhola.
b) Restauração do estado de direito pleno. 

 
 15. (Unicamp) A charge a seguir (extraída Antonio Pedro, A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, São Paulo, Editora Atual/Campinas, Editora Unicamp (co-edição), 1986, p. 14) retrata de forma crítica a assinatura, em 23 de agosto de 1939, de um pacto de não-agressão.
 

a) Identifique os personagens do desenho e os países que respectivamente representam.
b) Relacione esse pacto à deflagração da Segunda Guerra Mundial.

resposta da questão 15:
a) Hitler (Alemanha) e Stálin (Rússia).
b)Ambos estavam interessados no leste europeu, que permitiu a partilha da Polônia e evitou um confronto armado entre os dois países.
16. (Unicamp) Em 1933, o movimento nazista assume o poder na Alemanha, transformando Hitler no chefe da nação e fundador do III Reich. O Estado alemão deixa de ser nazista somente ao fim da Segunda Guerra Mundial.
a) Quais os princípios nazistas que levaram à união do povo alemão num único Reich?
b) Qual o papel da guerra na política do III Reich?


Resposta da questão 16:
a) Nacionalismo , patriotismo e soberania.
b) A Alemanha Nazista ou Terceiro Reich foi o nome adaptado no tempo em que vigorou o regime totalitário nazista (de 1933 a 1945) na Alemanha e no império formado pelas nações por ela conquistadas.O papel da guerra na política do III Reich foi garantir o espaço para a construção da nação alemã.

17. (Unesp) "Durante o processo de descolonização afro-asiática que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, no seio do mundo muçulmano em fermentação, despontou um novo fator que complicou as relações entre os Estados do Oriente Médio, e contribuiu ainda para exaltar o sentimento de libertação e aumentar o antagonismo entre as potências dominantes." Apoiando-se no texto acima, substitua a expressão "novo fator" pelo nome do país inserido no mundo árabe e relacione os motivos que vêm contribuindo para prolongar os conflitos no Oriente Médio.


resposta da questão 17:
A ONU criou o Estado de Israel e a Posse de Territórios, conflitantes com os interesses Palestinos e Árabes. A devolução dessas terras marcam os conflitos para chegar-se aos Acordos de Paz.

18. (Unicamp) A partir da Perestroika, presenciamos um processo de abertura no leste europeu que vem modificar uma divisão de poderes entre as grandes potências, estabelecidas desde o final da Segunda Guerra Mundial. A reunificação das duas Alemanhas é parte importante destas transformações, pois modifica um regime de equilíbrio vigente há quase cinqüenta anos. Em que condições históricas a Alemanha foi dividida? Quais as conseqüências, para a política mundial, dessa divisão do mundo em dois blocos de poder?


resposta da questão 18:
No contexto do fim da 2 Guerra Mundial (conferência de Potsdam). A disputa pelo controle do território acirrou o conflito entre os países membros polarizando os interesses soviéticos e americanos/ingleses.

19. (Fuvest) Depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos conquistaram um lugar hegemônico tanto no plano mais geral da América Latina quanto no plano mais específico do Brasil. Isto ocorreu, também, na área cultural. Discorra sobre esta afirmativa, fundamentando seus argumentos.

resposta da questão 19:

Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos conquistaram na América Latina (inclusive no Brasil) uma incontestável hegemonia não só política e econômica, mas também ideológica e cultural. Essa hegemonia cultural norte-americana manifestou-se no estilo de vida nos hábitos de consumo, na importância do idioma inglês, na música, no cinema, no rádio e na televisão. A difusão dessa cultura é um poderoso instrumento de legitimação e justificação ideológica da liderança exercida pelos Estados Unidos não apenas na América Latina, mas em todo o globo.

20. (Fuvest) No processo histórico da Segunda Guerra Mundial o dia 6 de junho de 1944 é conhecido como o Dia D. Por que o Dia D foi tão importante?
 

resposta da questão 20:
Dia D foi o termo usado para o dia de desembarque real (das tropas anglo-americanas), que era dependente de aprovação final.

21 (Puc-rio 2008)  "A catástrofe humana desencadeada pela Segunda Guerra Mundial é quase certamente a maior na história humana. O aspecto não menos importante dessa catástrofe é que a humanidade aprendeu a viver num mundo em que a matança, a tortura e o exílio em massa se tornaram experiências do dia a dia que não mais notamos."
            (HOBSBAWM, Eric. "A Era dos Extremos". São Paulo: Companhia das Letras, 1995)

A partir da leitura do trecho apresentado:
a) Identifique duas consequências da Segunda Guerra Mundial para a África e Ásia.
b) Explique uma característica da "Era da Guerra Fria" iniciada após a Grande Guerra.
 
Resposta da questão 21:
 a) O candidato deverá identificar duas entre as seguintes consequências: início do processo de descolonização da África e da Ásia; início de movimentos de independência na África e na Ásia seja através de violentas guerras ou de processos de negociação; Conferência de Bandung (1955) que discutiu os problemas do colonialismo, do racismo, dos males resultantes da submissão dos povos ao jugo do estrangeiro e contribuiu para a afirmação da identidade desses novos países que surgiam no cenário mundial naquele momento; afirmação das ideias de Terceiro Mundo, autodeterminação, neutralidade e não-alinhamento; criação de organismos supranacionais de integração regional, como, por exemplo, a Organização do Tratado da Ásia do Sudeste (Otase), o Pacto de Bagdá e o Congresso Pan-Africano; disputa entre EUA e URSS para o estabelecimento de áreas de influência nestes continentes.

b) O candidato deverá explicar uma entre as seguintes características: o reconhecimento, a partir do final da Guerra, da existência de profundas divergências políticas, econômicas e ideológicas entre a União Soviética e os Estados Unidos; a formação de dois blocos políticos antagônicos: o Bloco Capitalista liderado pelos Estados Unidos e o Bloco Socialista liderado pela URSS; a disputa por áreas de influência em todo o mundo entre a União Soviética e os Estados Unidos; a luta pela manutenção dos acordos firmados nas Conferências de Ialta e Potsdã; a existência de um equilíbrio advindo do grande poderio militar (nuclear) tanto dos Estados Unidos quanto da União Soviética, que evitavam se destruir, passando a se chocar diplomaticamente e em locais onde não havia risco de conflito nuclear; a criação de organismos internacionais e a assinatura de tratados que ajudavam a conformar a existência de dois blocos antagônicos (COMECON, Plano Marshall, OTAN, Pacto de Varsóvia, por exemplo); a ocorrência de inúmeros e constantes momentos de tensão e conflito entre a URSS e os EUA (Crise de Berlim (1948/49), Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã, construção do Muro de Berlim etc.). 


22 (Ufrrj 2007)  Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.

"O que prejudicou fatalmente os velhos colonialistas foi a prova de que os brancos e seus Estados podiam ser derrotados (...). Quando os japoneses estavam para perder, as colônias voltaram-se contra eles, mas nunca esqueceram como os velhos impérios ocidentais se haviam mostrado fracos".
            (HOBSBAWM, Eric. "Era dos Extremos". São Paulo: Cia. das Letras, 2002, p. 214.)

a) Qual a importância da Segunda Guerra Mundial para os movimentos de independência das antigas regiões coloniais?
b) A independência tardia das Colônias Portuguesas esteve intimamente relacionada a um processo político importante na Metrópole. Identifique esse processo político ocorrido em Portugal.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
A história das Copas do Mundo de Futebol está, em diversos aspectos, associada às transformações que marcaram as relações internacionais contemporâneas. Gestada, como projeto, pela FIFA, no decorrer das décadas de 1910 e 1920, a primeira Copa, ocorrida em 1930, no Uruguai, contou com a participação das seleções de 13 países americanos e europeus. Realizadas, desde então, de quatro em quatro anos, vieram a ser suspensas em 1942 e 1946, e reiniciadas, com regularidade, a partir de 1950. Dessa data em diante, o número de países inscritos nas eliminatórias e de países participantes tendeu a crescer. Na Copa de 1958, na Suécia, 46 países estiveram presentes nas eliminatórias, tendo 16 disputado o campeonato. Na Copa de 1970, no México, tais números passaram, respectivamente, para 68 e 16. Em 1990, na Itália, foram 103 seleções nas eliminatórias e 24 participantes. Em 2002, na Coréia do Sul e no Japão, alcançaram-se os números de 193 países nas eliminatórias e 32 participantes. Em paralelo a esse aumento, assistiu-se, na década de 1990, à diversificação dos países inscritos. As seleções participantes foram não somente americanas e europeias, como em 1930, mas também, africanas e asiáticas. A Copa, em alguma medida, se globalizava.

Resposta da questão 22:
 a) A II Guerra Mundial está relacionada ao enfraquecimento econômico e militar dos países europeus, à tomada ou ampliação da consciência, nos países coloniais, de possibilidade de emancipação e autogoverno e à afirmação internacional do direito a autodeterminação dos povos (Carta de São Francisco).

b) O fim do Salazarismo está relacionado ao fim do colonialismo português. 

23 (Puc-rio)  Caracterize a conjuntura internacional entre 1942 e 1946, de modo a explicar a suspensão das Copas do Mundo de Futebol nesse período.
 
Resposta da questão 23:
 O aluno deve identificar a ocorrência, naquele período, 1942-1946, da Segunda Grande Guerra (1939-1945). As dimensões desse conflito, em especial a partir de 1941, expandiram-se naquilo que se referiu ao número de países diretamente envolvidos e à ampliação das áreas de enfrentamento militar. Cabe, nesse sentido, destacar, a entrada dos EUA e da ex-URSS no conflito e a formalização, em 1942, da criação do bloco dos Aliados, contando com a presença dos governos soviético, norte-americano e inglês, entre outros. Tal conjuntura, marcada pela decisão dos aliados de fortalecer a ofensiva contra os países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália), interferiu, de forma direta, na participação de outros países, americanos e asiáticos, nos enfrentamentos bélicos, no front europeu, no Pacífico e nas áreas coloniais africanas. Em um quadro de expansão da guerra e no momento imediatamente posterior ao seu fim não houve condições e recursos de organizar uma competição esportiva - Copa do Mundo de Futebol - que se pautava no entendimento e na cooperação diplomática entre os países que dela viessem a participar. 


24 [ 61359 ]. (Puc-rio)  Em 2005, completam-se 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Entre 1939 e 1945, em consequência do conflito que mobilizou o maior poderio bélico já utilizado pela humanidade, morreram mais de 40 milhões de pessoas e diversas cidades ficaram arrasadas. Devido às proporções catastróficas desse episódio, ele representou um divisor de águas na História do século XX.
a) Cite DUAS características do cenário internacional da década de 1930 cujos desdobramentos se relacionam à eclosão da Segunda Guerra Mundial.
b) Caracterize DUAS instituições criadas após a Segunda Guerra Mundial cujos objetivos eram a instauração de uma nova ordem internacional.
 
Resposta da questão 24:
 a) - a ascensão dos regimes nazi-fascistas, de cunho nacionalista, expansionista e militarista.
    - a adoção por parte de diversos países de medidas de protecionismo econômico associadas aos desdobramentos da crise de 1929.
    - os efeitos devastadores da crise de 1929, no que diz respeito à estagnação econômica e à pauperização da população.
    - a falência das estratégias diplomáticas criadas após a I Guerra Mundial, através da Liga das Nações.

b) - a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, como a instituição capaz de intermediar as relações diplomáticas internacionais.
    - a criação da UNESCO, da OIT, da FAO e de outras agências relacionadas à ONU, que atuaram em setores específicos (educação, trabalho, alimentação e outros) na proposição de medidas de cooperação internacional.
    - a criação do FMI e do Banco Mundial, que deveriam atuar no planejamento e regulação do sistema econômico internacional. 

25 (Ufrrj)  Leia o texto a seguir e responda a questão.

Cerca de 20 líderes mundiais reunidos na França deixaram de lado suas divergências políticas - sobretudo no que diz respeito à invasão do Iraque - para comemorar ontem os 60 anos do desembarque das tropas aliadas na Normandia. Nas homenagens aos mortos e aos veteranos de uma das batalhas mais decisivas da História, prevaleceu o espírito de união que garantiu a vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial.
            "JORNAL DO BRASIL", Rio de Janeiro, segunda-feira, 7 de junho de 2004. p. 20.

O texto citado faz referência a dois momentos de grande importância para a política mundial, o dia D (6 de junho de 1944) durante a 2a Guerra Mundial (1939/45) e a invasão do Iraque por tropas de uma coalizão, lideradas pelos Estados Unidos da América em 2004.

Com base nesses acontecimentos,
a) Analise a importância do desembarque dos Aliados na Normandia para a II Guerra Mundial.
b) Cite duas razões que geraram as divergências dos líderes mundiais frente à atual situação iraquiana.
 
Resposta da questão 25:
 a) Após o avanço dos exércitos soviéticos sobre as zonas ocupadas na frente oriental, na parte ocidental, articulava-se um ataque reunindo as forças inglesas e norte-americanas, na Normandia (costa norte da França) em 6 de junho de 1944, o chamado Dia D. Neste momento, iniciou-se a "corrida" entre as "democracias ocidentais" e a União Soviética para a reconquista dos territórios europeus invadidos pelos alemães e para o invasão da própria Alemanha.


b) Estados Unidos e Inglaterra de um lado a França e Alemanha, de outro divergiram sobre:
 - a comprovação da existência das armar de destruição em massa no Iraque;
- o papel da ONU;
- a colaboração do Iraque com o chamado terrorismo internacional;
- a forma de combater o terrorismo. 


26 (Ufrj)  "Somos uma raça superior e devemos governar com dureza [...] Arrancarei deste país tudo que puder. Não vim para espalhar bem-aventurança [...] A população deve trabalhar sempre [...] Não viemos para distribuir o maná [vantagens]. Viemos para criar as bases da vitória. Somos uma raça superior que precisa lembrar que o mais humilde operário alemão é, racial e biologicamente, mais valioso que a população daqui."
(Fonte: Adap. de Erich Koch, Comissário do Reich na Ucrânia em março de 1943, in: SHIRER, William L. Ascensão e queda do III Reich. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967, vol. 4, p. 13)

O Texto permite identificar alguns valores que permeavam a ação alemã na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
a) Identifique no texto dois valores da ideologia nazista.
b) Cite duas razões que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra Mundial.

Resposta da questão 26:
 a) Entre os valores da ideologia nazista que nortearam as ações alemãs na Segunda Guerra Mundial, podemos destacar a tese racista do arianismo argumentando a pretensa superioridade étnica dos alemães e o ódio ao estrangeiro (xenofobia) estimulado para atender às pretensões imperialistasdo nazismo.

b) O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial devido ao afundamento  de navios brasileiros por naus do Eixo na costa nacional e motivado pela percepção de membros do governo Vargas e de empresários brasileiros das possíveis vantagens comerciais de se aliar aos Estados Unidos e, portanto, ao lado das forças anti-Eixo.  


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:
"Quase todos os espanhóis pensavam na sua guerra civil em termos nacionais, enquanto quase todos nós, por nosso lado, pensávamos em termos internacionais. Tínhamos ambos razão".
(Herbert L. Matthews, correspondente do The New York Times na Guerra Civil Espanhola. In MATHEWS, Herbert L. Metade da Espanha morreu: uma reavaliação da Guerra Civil Espanhola. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975, p. XIV.)

A Guerra Civil Espanhola (1936-1939) resultou do acirramento de tensões internas, mas acabou por transformar-se em um conflito internacional de grandes proporções, a ponto de ser por muitos considerado como a primeira etapa da Segunda Guerra Mundial.


27 (Ufrj)  Explique um dos conflitos sociais presentes na Espanha que se manifestaram na Guerra Civil.
 
Resposta da questão 27:
 A Guerra Civil Espanhola confrontou os "nacionalistas" franquistas, apoiados por grande parte das Forças Armadas, pelos católicos tradicionalistas e pelos grandes proprietários de terra, de um lado, e os republicanos, apoiados pelos camponeses, operários, setores da classe média, estudantes e intelectuais, de outro. Do ponto de vista ideológico, opôs fascistas contra socialistas, comunistas e anarquistas.

Na Guerra Civil Espanhola manifestaram-se alguns dos conflitos sociais que há muito existiam na Espanha, dentre os quais: a oposição entre os defensores da primazia da Igreja Católica e de seus agentes e as forças que defendiam a laicização do Estado; os conflitos gerados pela distribuição das terras, opondo os grandes proprietários de terras ("tierratenientes"), notadamente da região da Extremadura, e o grande número de trabalhadores rurais sem terras. Tudo isso tendia a se expressar por meio de conflitos entre monarquistas e republicanos, fascistas e esquerdistas. 
28 (Ufrj)  Apresente um argumento que permita afirmar ter sido a Guerra Civil Espanhola uma espécie de antecipação da Segunda Guerra Mundial.
 
Resposta da questão 28:
 Na Guerra Civil Espanhola, analisada do ponto de vista das relações internacionais, participou grande número de estrangeiros nos dois lados em conflito. Do lado dos chamados "nacionais", Franco recebeu ajuda militar (tropas e armas) e financeira dos governos nazi-fascistas da Itália e da Alemanha. Os republicanos receberam ajuda da URSS (assessores militares e armamentos) e das Brigadas Internacionais (voluntários de cerca de e 50 nações).

Ocorre, assim, um primeiro confronto internacional entre as forças fascistas e as chamadas forças democráticas, como ocorreria, em maior escala, na 2a Guerra Mundial. A Guerra na Espanha serviu como teste para novos armamentos e estratégias de luta que viriam a ser usadas na 2a Guerra Mundial. 


29 (Ufrj)  "Mesmo depois de 1936, balões de ensaio em favor de uma aproximação eram continuamente lançados pelos russos, tanto em Berlim quanto em Moscou. (...) Curiosamente o corpo diplomático em Moscou parecia ter a impressão de que uma aproximação germano-soviética estava no ar."

(HILGER [alto funcionário da Embaixada alemã em Moscou], "The Incompatible Allies". Citado por Groupe de Recherche pour I'enseignement de I'Histoire et La Géographie. "D'une guerre à L'autre [1914-1939]". Paris, Hachette, 1982, p. 362

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi precedida por intensas articulações que envolveram a diplomacia e os governantes dos países que vieram a participar desse conflito. Nesse contexto de progressiva tensão internacional se deu a assinatura de um pacto de não-agressão entre a Alemanha nazista e a URSS, o que provocou perplexidade e incertezas na opinião pública internacional. Maior perplexidade, contudo, causou a decisão norte-americana de precipitar o encerramento do conflito com o Japão, lançando a bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki.
a) Explique de que maneira o uso da bomba atômica em 1945 influenciou as relações internacionais do período.
b) Cite um argumento para a assinatura do pacto germano-soviético em agosto de 1939.

Resposta da questão 29:
 a) O poder militar do país que a possuísse determinaria uma nova hegemonia mundial.

b) Divisão da Polônia, não-agressão e a Lituânia, Estônia e Letônia sob o controle soviético. 
 
30 (Ufrj)  "QUARTEL-GENERAL SUPREMO FORÇA EXPEDICIONÁRIA ALIADA.

Soldados, marinheiros e aeronautas da Força Expedicionária Aliada!

Vocês estão prestes a embarcar para a Grande Cruzada, rumo à qual temos nos esforçado durante estes muitos meses.
...........................................................................................................................................
Mas este é o ano de 1944! Muito aconteceu desde os triunfos nazistas de 1940-41.
...........................................................................................................................................
A maré virou! Os homens livres do mundo estão marchando juntos à vitória!"
        
(ORDEM DE COMBATE DO GENERAL EISENHOWER, maio de 1944 citado em FOLHA DE SÃO PAULO, S. P., 05/06/94. Caderno Especial Dia D 50 anos, p. 3)

A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)  mobilizou a atenção de toda a humanidade, seja pela dimensão alcançada, seja pelo caráter assumido pelas forças do Eixo, liderado pela Alemanha nazista.
Em 1942, o governo brasileiro, abandonando a política de aparente neutralidade, adere aos aliados, declarando guerra aos países do Eixo.
Depois de um primeiro momento, no qual a ofensiva pertenceu às forças sob a liderança hitlerista, ocorreu a reviravolta simbolizada pelo desembarque aliado na Normadia, o chamado dia D.

a) Cite duas razões que levaram à entrada do Brasil na 2a Guerra Mundial em 1942.
b) Explique uma razão que contribuiu para a liderança dos EUA na guerra contra o Eixo.


Resposta da questão 30:
 a) A pressão americana e o torpedeamento de navios brasileiros por submarinos alemães.
b) O país estava distante do palco da guerra e fornecia as armas para os aliados. 






























quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Confira a correção da prova de História Geral (Terceiro Ano)

Confira a correção da prova de História Geral - Terceiro ano
1. (Ufpr) Com o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a antiga política de equilíbrio europeu deu lugar à constituição de dois blocos de interesses rivais, liderados pelos Estados Unidos e pela União Soviética, gerando a "bipolarização" do mundo e a chamada "guerra fria".
No que consistia tal "guerra fria" e em quais circunstâncias ela colocou em risco a paz internacional?

resposta:

Consistia no conflito ideológico e militar entre capitalistas, liderados pelos EUA e socialistas, liderados pela URSS. Ameaçava a paz internacional na medida em que o confronto direto representaria o fim da existência humana e utilizavam conflitos em países de 3º  mundo para se enfrentarem indiretamente.

2. (Ufpr) Destaque os principais episódios que marcaram as tensões internacionais logo após a Segunda Guerra Mundial.

resposta:
A Guerra da Coreia, a guerra do Vietnã, a construção do muro de Berlim, a invasão norte-americana à Baia dos Porcos, a crise dos mísseis, a invasão soviética no Afeganistão.

3. (Mackenzie)
I- "A OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, vai começar sua expansão para o Leste Europeu até junho de 1997. A afirmação foi feita à Folha (...) pelo secretário-geral da entidade (...) e se refere à data na qual ele pretende que seja feito o convite oficial a novos membros para a Aliança Militar (...) Os parceiros (...) sairão da Parceria para a Paz, acordo militar entre 27 países da OTAN, Leste Europeu e Ásia, lançado em 1994. A Polônia é favorita." ("Folha de São Paulo")
II- "Mais de 900 militares americanos (...) foram mantidos como prisioneiros na Coréia do Norte, após o fim da Guerra da Coréia (...) muitos dos prisioneiros foram submetidos a experiências com drogas e depois executados. As experiências, para determinar a ação das drogas em interrogatórios, foram conduzidas por agentes Tchecoslovácos e Soviéticos." ("O Estado de São Paulo")
III- "O Vaticano não comentou ontem, alegações de que o Papa João Paulo II e o governo dos E.U.A. (CIA), trabalhavam juntos em segredo na década de 80, para apressar o fim do comunismo na Polônia. A aliança informal entre os E.U.A. e o Vaticano inclui corte de verbas do Governo Norte-Americano para programas de controle de natalidade no país e o silêncio do Papa quanto à instalação de mísseis na Europa Ocidental." ("Folha de São Paulo")

Dentre os textos anteriores, relacionam-se com a Guerra Fria:
a) somente I.
b) somente I e II.
c) I, II e III.
d) somente II e III.
e) somente I e III.

resposta:[D]

4. (Unesp) O texto refere-se ao lançamento do "Plano Marshall". "Três meses após o discurso que definia a doutrina Truman , a oração capital pronunciada na Universidade de Harvard pelo Secretário de Estado norte-americano, o General Marshall, no começo de julho de 1947, marca uma data importante na evolução das relações internacionais, não só das relações entre Estados Unidos e a Europa, mas também das relações entre as duas partes do continente europeu." 
(René Rémond, O SÉCULO XX) 

a) Dê o nome e as características da nova política internacional que ganhou forma com a doutrina Truman.
b) No que consistiu o Plano Marshall?

resposta:
a) Guerra Fria, polarização do mundo em dois blocos político-militares, um deles sobre a liderança da principal potência capitalista (EUA) e o outro comandado pela principal potência do bloco socialista (URSS).
b) Foi um programa de recuperação européia,e foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial.


5. (Unicamp) Por duas vezes na história, em 1812 e em 1943, os russos/soviéticos, sob um inverno rigoroso de menos 30 °C, derrotaram potências de tendência expansionista: a França de Napoleão e a Alemanha de Hitler, respectivamente. Em ambos os momentos, os russos/soviéticos adotaram técnicas semelhantes para derrotar os inimigos e foram responsáveis por mudanças decisivas nos rumos da história contemporânea.
a) Explique qual a estratégia utilizada pelos russos, em 1812, e soviéticos, em 1943, para derrotarem os seus inimigos.
b) Qual a importância da URSS na política internacional após a Segunda Guerra Mundial?


resposta:

a) A estratégia utilizada pelas tropas russas tanto contra Napoleão tanto contra Hitler foi a da "terra arrasada", que consiste em destruir e incendiar o próprio território, para que as tropas invasoras não consigam se manter sem recursos.
b) Além disso, o rigoroso inverno russo contribuiu para a derrota dos nazistas.
As tropas soviéticas foram as primeiras a chegar a Berlim, derrotando finalmente os nazistas.

6. (UFES) Em agosto de 1961, na "Conferência Econômica e Social de Punta Del Este", o presidente John Kennedy apresentou aos países latino-americanos o projeto da "Aliança para o Progresso", o qual previa, em linhas gerais, o aperfeiçoamento e fortalecimento das instituições democráticas, mediante a autodeterminação dos povos, a aceleração do desenvolvimento econômico e social dos países latino-americanos, a erradicação do analfabetismo e a garantia aos trabalhadores de uma justa remuneração e adequadas condições de trabalho. Situando a "Aliança para o Progresso" no contexto das relações internacionais vigentes no Pós-Guerra, constatamos que sua criação se deveu ao desejo do governo norte-americano de
a) bloquear a acentuada evasão de capitais latino-americanos, resultante da importação maciça de bens de consumo japoneses e das altas taxas de juros pagas aos países integrantes do "Pacto de Varsóvia" por conta dos empréstimos contraídos na década de 50.
b) conter o avanço dos movimentos revolucionários na América Latina, reafirmando assim a liderança exercida pelos EUA sobre o Continente, numa conjuntura de acirramento da Guerra Fria por conta da Revolução Cubana.
c) desviar, para a América Latina, parte dos investimentos previstos no "Plano Global de Descolonização Afro-Asiática", em virtude das revoluções socialistas de Angola e Moçambique, que tornaram a posição norte-americana na África insustentável.
d) impedir que a República Federal Alemã, país de orientação socialista, firmasse acordos com a finalidade de transplantar tecnologia nuclear para o Terceiro Mundo, a exemplo do que havia ocorrido no Brasil sob o governo JK.
e) reabilitar os acordos diplomáticos entre os EUA e os demais países latino-americanos, que haviam sido rompidos quando da invasão de Honduras e do Equador pelas tropas norte-americanas, fortalecendo assim a OEA.


resposta:[B]

Questão extra

1. (UFPR)No contexto da bipolarização comandada pelos Estados Unidos da América e União Soviética, levantou-se na Alemanha, em 1961, o "Muro de Berlim". Em 1989 ele foi derrubado. Qual o significado da sua construção e de sua queda, para o cenário internacional?

resposta:
Sua construção simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes e sua queda (destruição) o fim dessa divisão, dessa polarização.

domingo, 15 de maio de 2011

A crise da ordem liberal e a Segunda Guerra Mundial

Coleção Pitágoras - Terceiro Ano
Segundo Bimestre
Capítulo 4
A crise da ordem liberal e a Segunda Guerra Mundial







PICASSO, Pablo. Guernica, 1937


"Conta-se que Aberz, embaixador de Hitler em Paris, ficou tão impressionado com a obra, que teria perguntado a Picasso, apresentando desinteresse:
- É obra sua?
- Não. Sua. - Replicou o artista com frieza. [...]"
CARRASCO, Walcir. Picasso. São Paulo: Abril, 1977. p. 20. Coleção Mestres da Pintura.

Confira abaixo um resumo do que você irá estudar neste capítulo


Crise de 1929 - crash na Bolsa e New Deal



O maior período de crise econômica mundial ocorreu entre os anos de 1929 e 1933. Atingiu, em primeiro lugar, a economia norte-americana, espalhando-se em seguida para a Europa e, a seguir, para todos os continentes.


Veja, a seguir, as etapas da crise:


· Em 1929 vivia-se um momento de euforia, de intensa especulação na Bolsa de Valores dos Estados Unidos. Os valores das ações estavam em níveis elevadíssimos, fora da realidade.


· De repente, em 24 de outubro, 70 milhões de títulos foram jogados no mercado - mas não encontraram quem os comprasse. Sem demanda pelos papéis, os preços das ações e dos títulos despencaram, gerando uma onda de desconfiança irracional. O dia passou à história como "Quinta-Feira Negra".


· A desconfiança contaminou outras áreas da economia, inclusive o setor produtivo. Os bancos congelaram os empréstimos, as fábricas começaram a parar, a demanda se retraiu, os lucros despencaram.


· Como uma bola de neve, as falências se sucederam e milhões de trabalhadores perderam o emprego.


· Quando a crise atingiu proporções internacionais, o comércio mundial ficou reduzido a um terço do que era antes de 1929.


· Tentando proteger suas economias, os países aumentaram as taxas alfandegárias, o que reduziu ainda mais o comércio internacional.


· Coube aos Estados instituir mecanismos para controlar a crise e reativar a produção.


Conheça a importância da Crise de 1929



Professor de história explica causas e efeitos da maior de todas as crises do capitalismo. Aspectos podem ser comparados com a crise financeira dos últimos anos.


New Deal


· Nos EUA, o presidente Herbert Hoover preferiu deixar que o próprio mercado se regulasse, o que provocou uma crise social sem precedentes.


· Em 1933, com a eleição de Franklin Delano Roosevelt, criou-se o New Deal, um programa de intervenção estatal na economia.


· Roosevelt interveio em todo o sistema econômico. Criou um audacioso plano de obras públicas, controlou o sistema financeiro, desvalorizou o dólar (para favorecer as exportações) e criou a Previdência Social.


· O plano de Roosevelt fortaleceu e consolidou o sistema capitalista nos EUA. Nos anos de sua aplicação, o grande capital passou por um intenso processo de desenvolvimento e concentração, enquanto pequenas empresas eram eliminadas ou absorvidas.


· O período de 1929 a 1933 deixou uma lição: os mercados vivem crises periódicas - e se não ocorrem respostas rápidas para os problemas, essas crises tendem a se alastrar, afetando vários setores da economia e podendo alcançar um poder de destruição em massa.


Professor explica a Crise de 29 e o New Deal




O professor de história Rogério Athayde, do Colégio PH, no Rio de Janeiro, fala das causas e consequências da crise de 29. Ele também dá mais informações sobre o New Deal.

Violência e propaganda foram as armas de Adolf Hitler



Após a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a Alemanha foi forçada a assinar o Tratado de Versalhes, em 1919. De acordo com seus termos, o país perdeu grande parte de seu território, além de sofrer fortes restrições no campo militar. Foi proibida de desenvolver uma indústria bélica, de exigir o serviço militar obrigatório e de possuir um exército superior a cem mil homens. Para piorar, deveria pagar aos aliados uma vultosa indenização pelos danos provocados pelo conflito. O Tratado de Versalhes foi considerado humilhante pelos alemães e vigorou sobre um país arrasado e caótico, tanto no aspecto político quanto no econômico. O período de crise estendeu-se de 1919 a 1933. Nesse panorama conturbado, o nazismo surgiu e se fortaleceu. Aos poucos, chegou ao governo do país, impondo-lhe uma ditadura baseada no militarismo e no terror.


Uma república desastrosa


Diante da eminente derrota para os aliados, na Primeira Guerra, o imperador alemão, Guilherme 2º, abdicou ao trono no final de 1918. Em 9 de novembro, foi proclamada a República na Alemanha. Estabeleceu-se um governo provisório, liderado pelo Partido Social-Democrata, que assinou a paz com as outras nações e convocou eleições para uma Assembléia Nacional Constituinte. Entretanto, chefiados por Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, os comunistas alemães viam na crise uma oportunidade de tomar o poder, por meio de uma rebelião. Porém, o governo e as forças armadas acabaram sufocando o levante, cujos líderes foram mortos. Nem por isso, o governo republicano deixou de enfrentar uma oposição de esquerda e de direita, na medida em que era incapaz de lidar com a precária economia alemã, que sofria uma terrível escalada hiperinflacionária. A sociedade alemã empobrecia cada vez mais. Isso apenas fazia aumentar a tensão social e política, já muito grande. Em novembro de 1923, o marco alemão estava tão desvalorizado, que um único dólar equivalia a 4 bilhões e 200 milhões de marcos.


Inflação na Alemanha pós-guerra


O Partido Nacional-Socialista foi fundado, em 1920, por Adolf Hitler, um antigo cabo do exército alemão, de origem austríaca. Defendia exagerados ideais nacionalistas, que também se misturavam ao militarismo. Nos primeiros momentos, o grupo era inexpressivo. Reunia inconformados com a derrota alemã e os que não acreditavam no regime republicano. Em 1923, aproveitando-se dos níveis estratrosféricos da hiperinflação, Hitler e seus correligionários decidiram seguir o exemplo dos comunistas, organizando uma revolta armada na cidade de Munique. Tal como o levante socialista de 1918, porém, o golpe nazista fracassou e Hitler foi preso. Permaneceu na cadeia durante oito meses. Nesse tempo, passou suas idéias para o papel, com o auxílio de Rudolf Hess, um companheiro de partido. Assim surgiu o livro "Minha Luta" ("Mein Kampf"), que se transformaria numa espécie de Bíblia da Alemanha nazista.


Ilusões demagógicas de Hitler


Entre 1924 e 1929 as idéias de Hitler não encontraram eco na sociedade alemã. O nacional-socialismo só viria a obter respaldo popular após o advento da grande depressão mundial em 1929. Então, a já combalida economia da Alemanha entrou em colapso, com a falência de milhares de empresas, o que elevou para 6 milhões o número de desempregados. O desespero gerado pela miséria e a incerteza quanto ao futuro, a facilidade humana de acreditar na demagogia e nas soluções autoritárias, a necessidade de resgatar a autoestima nacional depois das humilhações do Tratado de Versalhes foram alguns dos fatores que fizeram da Alemanha um terreno fértil a ser semeado pelos nazistas. O discurso de um líder carismático como Adolf Hitler oferecia segurança e a perspectiva de melhores dias, com promessas e ilusões demagógicas. Além da classe média, dos camponeses e do operariado em desespero, as Forças Armadas também se identificavam com as posições nacionalistas de Hitler. Os grandes capitalistas alemães, por sua vez, acharam conveniente financiar os nazistas, que aparentavam protegê-los da ameaça comunista. Assim, de 1930 a 1932, o número de deputados do Partido Nazista no Parlamento alemão passou de 170 para 230.


Adolf Hitler e o início do 3º Reich


No Parlamento, o próprio Hitler que se mostrou competente no plano das negociações políticas. Desse modo, a 30 de janeiro de 1933, o líder nacional-socialista foi nomeado Chanceler, ou Primeiro-Ministro, o principal cargo executivo da República alemã. Popularmente, já era chamado de "Führer" (condutor). Tinha início o que os nazistas chamavam de III Reich (Terceiro Império), designação que se refere ao Sacro Império Germânico, da Idade Média, e ao Segundo Império, que se estendeu da Unificação dos Estados germânicos, em 1871, à República, em 1918.


Ricardo Carvalho comenta a ascensão do Nazismo




Confira um trecho do programa Vestibular em Foco com Ricardo Carvalho comentando sobre a ascensão de Hitler, o Nazi-Fascismo e a II Guerra Mundial.


O ditador Hitler e seu colega italiano Mussolini


Ideologicamente, Hitler se apropriou de idéias nacionalistas já em voga na Alemanha, radicalizando-as. Defendia a necessidade de unidade nacional, garantida por um Estado governado por um partido único, o Nazista, do qual ele era o líder supremo. Identificado com a própria nação, Hitler passou a ser cultuado como um super-homem pela imensa maioria do povo alemão.


Superioridade racial da raça ariana


O nazismo proclamava também a "superioridade biológica da raça ariana" (a que pertenceria o povo alemão) e, conseqüentemente, a necessidade de dominar as "raças inferiores". Entre estes, colocavam-se os judeus, os eslavos, os ciganos e os negros. Também era necessário extinguir os considerados "doentes incuráveis": homossexuais, epiléticos, esquizofrênicos, retardados, alcoólatras, etc. Com a ascensão de Hitler ao poder, a ideologia nazista passou a influenciar também a ciência do país, que se dedicou a inventar teorias supostamente biológicas para o racismo e o anti-semitismo.


A conquista do "espaço vital"


Com fundamento nesses princípios, o propósito nazista era construir um império ariano, puro e forte, centralizado em torno de Hitler. O passo decisivo para esse projeto se tornar realidade seria a expansão territorial e a integração de todas as comunidades germânicas da Europa num "espaço vital" único. Além da própria Alemanha, isso incluiria a Áustria, a Tchecoslováquia, a Prússia (oeste da Polônia) e a Ucrânia.


Concorrência comunista


Porém, para triunfar, o nazismo precisava combater seu principal concorrente ideológico, o socialismo revolucionário ou comunismo, com o qual teria de disputar a adesão popular. Igualmente totalitário, o comunismo também se arvorava a construir uma sociedade perfeita, não só na Alemanha, mas no mundo. Entretanto, no lugar de uma raça superior, colocava uma classe social - o proletariado - à frente do processo. Por isso, o anticomunismo constituía um ponto central do pensamento de Hitler. Desenvolvendo uma propaganda agressiva e eficiente, administrada por Joseph Goebbels, o Partido Nazista se infiltrou em toda a sociedade alemã e controlou a imprensa, a rádio, o teatro, o cinema, a literatura e as artes. Conseguiu incutir na mentalidade do povo a visão de mundo nazista e a devocão incondicional ao Führer. A educação da infância e juventude, em especial, foi usada como uma ferramenta do Estado, para gravar no cérebro e no coração de crianças e adolescentes o orgulho de pertencer à raça ariana, bem como a obediência e a fidelidade ao "Führer".


Sturmabteilungen (SA) e Schutzstafell (SS)


Mas a vitória do nazismo não se deveu exclusivamente ao trabalho ideológico, Hitler também empregou a força para conquistar a Alemanha. Nesse ponto manifesta-se o caráter essencialmente militarista do nacional-socialismo que, desde o início, contou com a participação de organizações paramilitares próprias.


Heinrich Himmler


Para começar, foram criadas as SA ("Sturmapteilungen"), ou Divisões de Assalto, uma espécie de milícia particular nazista. Composta por desempregados, ex-militares, desajustados de qualquer espécie e até criminosos comuns, espalhavam o terror junto aos inimigos de Hitler, por meio da surra, da tortura e do assassinato. O grupo quase saiu do controle dos líderes e precisou ser transformado numa nova instituição a SS (Schutzstafell), ou Tropas de Proteção, um grupo de elite que contava com homens selecionados e disciplinados. A partir de 1929, sob o comando de Heinrich Himmler, a SS cresceu e chegou a contar com um exército próprio, a Waffen SS (SS Armada), independente do Exército alemão. Além disso, também absorveu a Gestapo, a polícia secreta nazista, em 1939, juntamente com a qual comandaria os campos de concentração e extermínio nos países ocupados.


As vítimas preferenciais do nazismo: os judeus


Nos seis anos anteriores à Segunda Guerra Mundial, iniciada em 1939, os nazistas institucionalizaram a violência, prendendo arbitrariamente e executando seus inimigos políticos: comunistas, sindicalistas e líderes esquerdistas de modo geral. O nacional-socialismo soube manipular os instintos agressivos do ser humano e canalizou o ódio dos alemães particularmente contra os judeus, pois existia uma tradição anti-semita entre os povos nórdicos. Desse modo, os judeus serviram como bode expiatório para todos os males alemães. A partir de 1934, o anti-semitismo tornou-se uma prática do governo, além de nacional. Os judeus foram proibidos de trabalhar em repartições públicas. Suas lojas e fábricas foram expropriadas pelo governo. Além disso, eram obrigados a usar braçadeiras com a estrela de Davi, para poderem ser facilmente discriminados. A radicalização do anti-semitismo oficial forçou mais da metade da população judaico-alemã a deixar o país, à procura de exílio. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, restavam apenas 250 mil judeus na Alemanha, menos de 0,5% da população total. Com a Guerra, tanto estes quanto os judeus dos paíes ocupados por Hitler foram enviados para os campos de extermínio, o que resultou no holocausto - o massacre de 6 milhões de pessoas.


Ricardo Carvalho comenta as guerras do século XX



O professor de História do EducaBahia faz um comentário sobre as principais características das guerras do século XX


Rumo à Segunda Guerra Mundial


Inglaterra, França e Estados Unidos, as três potências democráticas, não se preocuparam em deter a ascensão do nazismo. Acreditavam que uma Alemanha forte funcionaria como um cordão de isolamento, livrando o Ocidente da influência da União Soviética. Esta, por sua vez, assinou um pacto de não-agressão com a Alemanha, em agosto de 1939, em que se comprometiam a não atacar uma à outra e se manterem neutras caso uma delas fosse atacada por uma terceira potência. Desse modo, a Alemanha logo começou a contar com crédito e recursos internacionais e passou a prosperar. Surgiram empresas industriais poderosas, de minério, petróleo, borracha, etc., da noite para o dia. Foram construídas grandes obras públicas, como estradas e aeroportos, reduzindo rapidamente e logo acabando (ou quase) com desemprego. A recuperação econômica deu cada vez mais popularidade aos nazistas. Ao mesmo tempo, o grosso da população alemã recuperava autoconfiança. Aproveitando-se disso tudo, Hitler gradativamente deixou de respeitar as cláusulas do Tratado de Versalhes. A partir de 1935, a indústria bélica foi reconstruída e o serviço militar tornou-se obrigatório.


O eixo nazi-fascista


Em 1938, Hitler aliou-se ao ditador italiano Benito Mussolini formando o eixo nazi-fascista. Ainda no mesmo ano, passou a controlar a totalidade das finanças alemãs, colocando-se à frente do Banco do Reich. Também anexou a Áustria e os Sudetos, na Tchecoslováquia. Eram regiões de numerosa população germânica, ricas em matérias-primas e complexos industriais. As potências democráticas e a URSS mantinham-se na passiva posição de simples observadores, mas os acontecimentos se precipitavam rapidamente na direção de uma Segunda Guerra Mundial.
A Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, possibilitou o desenvolvimento pleno de tendências sociais latentes no mundo, após a Primeira Guerra Mundial. Envolveu interesses econômicos, mas foi marcada também pela defesa de interesses ideológicos que punham em disputa várias visões sobre a política, o homem e a sociedade. O mundo estava tomado pelas doutrinas do fascismo, na Itália, do nazismo e do anti-semitismo na Alemanha e do comunismo na União Soviética. A guerra refletiu a disputa econômica e política dos grandes países industrializados, mas também um confronto em torno do melhor modelo ideológico capaz de orientar, naquele momento histórico, o desenvolvimento da humanidade. Em campos diferentes se defrontavam três sistemas políto-econômicos: as democracias liberais capitalistas, os nazi-fascistas e os comunistas.
No âmbito das relações exteriores o mundo apresentava um equilíbrio precário, desde o fim da Primeira Guerra, em 1918. Este foi testado ao extremo diante da política expansionista alemã liderada por Hitler, ao mesmo tempo em que se consolidava o regime comunista na União Soviética. Em 1938, a Alemanha ocupou a Áustria e, posteriormente, a região de Sudetos na Tchecoslováquia, deixando claro que os planos militares de Hitler não se limitavam aos territórios de língua alemã. O nazismo, que até então era visto como uma possível defesa contra o comunismo pelas democracias liberais, começava a revelar-se uma faca de dois gumes.


Conferência de Munique


Diante dessa ofensiva, os chefes de Estado da Inglaterra, da França, da Itália e da Alemanha reuniram-se na cidade de Munique (Conferência de Munique). O resultado dessa negociação foi o reconhecimento do direito alemão de anexar a região dos Sudetos, cuja população tinha origem germânica em sua maioria. Assim, o nazismo parecia estar com o caminho aberto para seus objetivos expansionistas e nacionalistas. Há historiadores que analisam a Conferência de Munique como uma forma de a França e a Inglaterra "empurrarem" a Alemanha contra a União Soviética, já que a reunião legitimou a invasão alemã de um território que dava passagem à Rússia. Ao perceber a complacência francesa e inglesa, Hitler ganhou mais confiança. Ao mesmo tempo, assinou um pacto de não-agressão com o ditador russo Josef Stálin. Em setembro de 1939, tropas alemãs invadiram a Polônia, dando início à guerra que, até seu final, em 1945, mataria cerca de 40 milhões de pessoas.


As idéias racistas e de superioridade germânica difundidas pelo nazismo desde 1933, quando Hitler subiu ao poder, foram o fermento ideológico que uniu fortemente o povo alemão em torno dessa verdadeira cruzada, empreendida em nome da construção de um império ariano.


Ações de extermínio


A Polônia foi o exemplo mais trágico dos objetivos e das disposições da política nazista. Cerca de 5,8 milhões de poloneses foram exterminados pelos alemães, e destes apenas 123 mil eram militares. Ou seja, o alvo dos alemães eram principalmente os civis judeus, que formavam parte significativa da população polonesa. Assim, desde a invasão da Polônia de 1939, ficou claro que, para a Alemanha, essa seria uma guerra de extermínio dos povos que o nazismo considerava inferiores ou indesejáveis: além dos judeus, os eslavos e ciganos, sem falar em homossexuais e nos deficientes físicos e mentais.
Para eles, foram criados campos de concentração, como Treblinka, Auschwitz, Birkenau e Sobibor, onde os "indesejáveis" eram exterminados em ritmo industrial. Havia, inclusive, a preocupação das autoridades alemãs em criar métodos mais eficientes e baratos de matar um maior número de pessoas no menor tempo possível. Vale lembrar também que o dinheiro e os bens dessas pessoas - em especial dos judeus - eram expropriados pelos nazistas, que tentaram lucrar inclusive com os cadáveres, fabricando sabão com gordura humana e botões com ossos.


A guerra na Europa


Depois da rápida vitória sobre a Polônia, as tropas alemãs não pararam mais. Atacaram primeiramente a França, que também sucumbiu em poucos dias, e depois a Inglaterra, que resistiu heroicamente e enfrentaria os alemães e seus aliados, italianos e japoneses, até o fim da guerra, na Europa, no norte da África e no Oriente. O primeiro-ministro britânico Winston Churchill foi o primeiro estadista ocidental a perceber a ameaça nazista e a ela se opor tenazmente, malgrado, Hitler, a princípio, manifestasse interesse num armistício com os ingleses.
Em meados de 1941, rompendo o acordo com Stálin, Hitler decidiu atacar a União Soviética. Contrariando as estratégias de seus generais, que queriam primeiro tomar Moscou, fez questão de invadir Leningrado, símbolo da Revolução Russa de 1917. No entanto, Leningrado resistiu bravamente, embora a cidade tenha ficado sem luz e sem suprimentos, sob um cerco que durou 900 dias.
Os russos, porém, não se rendiam e contaram com a aliança com seu inverno austero, ao qual os alemães não estavam acostumados. Ainda assim, as tropas nazistas chegaram a 30 quilômetros de Moscou, decididos a tomar a cidade. Foi quando se deu a virada no chamado front oriental europeu. O general Zukhov, comandante do exército vermelho, conevenceu Stálin a trazer para a Europa as tropas russas estacionadas na Ásia, o extremo oriente da União Soviética, por temora uma invasão japonesa. Esses reforços tiveram um papel decisivo na contenção dos nazistas. No Oriente, onde o Japão já desenvolvia uma política expansionista análoga à de Hitler, outro fato veio reverter os rumos da guerra, a partir do bombardeio japonês à ilha de Pearl Harbour, pertencente aos Estados Unidos, no final de 1941. Atacados por um aliado de Hitler, os americanos tinham agora um motivo para intervir diretamente na guerra, em vez de apenas prestar apoio econômico aos ingleses.


A partir daí, a guerra se estendeu pelo mundo inteiro. Assistiu-se também a um velocíssimo desenvolvimento bélico norte-americano, o que colocaria o país na posição de maior potência militar ao longo do século 20.
Na Europa, a guerra envolvia a população civil, além da militar, e provocou uma grande devastação humana operada pelo avanço nazi-fascista. Já nos oceanos Pacífico e Índico, as batalhas se travavam entre navios e aviões ou em territórios cuja população local - muitas vezes indígena - não se envolvia no conflito. Mesmo assim, o número de mortos e feridos foi grande entre os militares, em especial do Japão e dos Estados Unidos, os principais protagonistas das batalhas nessa região.


Batalha de Stalingrado
O cerco alemão à União Soviética teve que retroceder no fim de 1941, mas Hitler retomou seus planos em setembro de 1942, dando início à batalha de Stalingrado, que se estendeu até fevereiro de 1943, com a vitória dos soviéticos. Esta batalha deu início à contra-ofensiva soviética que mudaria os rumos da guerra. A partir de então, os russos pressionariam os alemães de volta para seu país, enquanto, na Europa ocidental, americanos e ingleses reconquistavam posições na Itália e na França. Em 6 junho de 1944 (o chamado Dia D), sob o comando geral do general americano Dwight Eisenhower, ocorreu o desembarque das tropas aliadas na Normandia (França), a partir do que os alemães se viram pressionados nos dois lados da Europa. Ao mesmo tempo, as populações dos países invadidos pelos nazistas organizavam movimentos de resistência à ocupação, sabotando os alemães e cooperando com os aliados.

Derrota do Eixo


O chamado Eixo, formado pela Alemanha, Itália e Japão, foi derrotado em 1945, depois de seis anos de conflito. Isso aconteceu em duas etapas. Na Alemanha, ocupada pelos aliados, Hitler suicidou-se e seus generais se renderam incondicionalmente em 8 de maio. O Japão resistiu mais alguns meses, até que as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram destruídas pelas bombas atômicas norte-americanas, em agosto. Foi a primeira vez que se usou armas nucleares num conflito e seu poder de devastação obrigou os japoneses à rendição.


Julgamento dos nazistas em Nuremberg
Em novembro de 1945, os líderes nazistas capturados foram julgados no tribunal internacional de Nuremberg, em razão dos crimes cometidos contra a humanidade. Calcula-se que cerca de 6 milhões de judeus tenham sido mortos nos campos de extermínio e nos guetos. A guerra deixou, ainda, um saldo de 18 milhões de russos mortos, 5,8 milhões de poloneses e 4,2 milhões de alemães, sem falar nos outros povos diretamente envolvidos, cujas mortes também se contam aos milhares.
Muitos criminosos nazistas, porém, não se deixaram julgar, Hermann Göering, um dos principais comandantes nazistas, sucidou-se na prisão antes de ir ao tribunal. Kurt Franz, o comandante do campo de Treblinka, responsável direto pela morte de 600 mil judeus, foi condenado à prisão perpétua, mas foi indultado antes da morte, em 1993. Gustav Franz Wagner, comandante de Sobibor, culpado da morte de 250 mil pessoas, fugiu e escondeu-se em Atibaia (SP), onde viveu tranquilamente até ser descoberto e suicidar-se, em 1980.


Herança do conflito


Novas relações mundiais se configuraram após a guerra, já que seus principais vencedores - os Estados Unidos e a União Soviética - eram adversários ideológicos e possuíam uma capacidade bélica equivalente, o que os impedia de partir para um conflito aberto. Teve início a chamada Guerra Fria: o mundo foi dividido em dois blocos, o comunista e o capitalista, ambos com suas promessas de desenvolvimento, paz e prosperidade para seus cidadãos, assim como suas fragilidades, crises e fracassos sociais e econômicos.