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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

É muita história, com Eduardo Bueno

Fantástico - Independência do Brasil - parte 01




Fantástico - Independência do Brasil - parte 02

Conheça os significados da Independência do Brasil

Conheça os significados da Independência do Brasil

Como movimento foi elitista, não houve mudanças estruturais.

Assista ao vídeo


Rogério Bonfá, professor de história do cursinho Oficina do Estudante, dá uma aula sobre os significados da Independência do Brasil.

Bonfá explica que o movimento não foi popular, e sim, extremamente elitista. Por isso, segundo ele, não houve mudanças estruturais no governo. A monarquia foi mantida, assim como a escravidão e o latifúndio.

Confira aula completa em vídeo.

sábado, 16 de abril de 2011

Confira a avalição de História do Brasil (terceiro ano) P1 Segundo Bimestre

CNDL - COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES

COLEÇÃO PITÁGORAS

TERCEIRO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL

A CRISE DO SISTEMA COLONIAL

A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL

O PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL


1. (FUVEST)

"Atrás de portas fechadas, à luz de velas acesas,

entre sigilo e espionagem

acontece a Inconfidência."

(Cecília Meireles. ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA)

Explique:


a) Por que a Inconfidência, acima evocada, não obteve êxito?

Resposta 1a: Faltou organização militar e apoio popular.



b) Por que, não obstante seu fracasso, tornou-se o movimento emancipacionista mais conhecido da história brasileira?

Resposta 1 b: Foi a primeira tentativa de emancipação política no Brasil e também devido ao fato de ter sido um movimento elitista e republicano. Além disso, não podemos esquecer que após a Proclamação da República no Brasil (1889) Tiradentes foi alçado à condição de herói como forma de legitimar o novo regime que naquela ocasião se fundava.


2. (UFF) A conspiração que teve lugar nas Minas Gerais em final do século XVIII, e que culminou com a execução de Joaquim José da Silva Xavier, pode ser vista com mais um dos momentos de rebeldia colonial contra o monopólio metropolitano.

Sobre a Inconfidência Mineira, é correto afirmar ter sido:


a) um movimento de caráter revolucionário, visando a abolição da escravatura na zona mineradora e a constituição de uma república igualitária.


b) um movimento inspirado na revolução americana de 1776 e no pensamento ilustrado da época, de caráter antimonopolista, e que pretendia estabelecer, em condições escravistas, o pleno controle da sociedade mineira pelos proprietários.


c) um movimento isolado, sem nenhuma vinculação com o estado de espírito existente na Europa e na América naquela época, e por isso fracassou.


d) uma reação contra a penetração de interesses econômicos britânicos na região mineradora e favorável ao restabelecimento dos reais interesses lusitanos na área, mas não contou com o apoio da Coroa portuguesa.


e) em parte, fruto da ação de agentes americanos, que pretendiam com isso estabelecer influência sobre a região mineradora das Minas Gerais; de outro lado, expressou a mobilização dos setores escravizados, parte essencial do movimento conspiratório.

Resposta 2: B


3. (UFCE) Texto 1

Animai-vos, povo bahiense! Esta por chegar o tempo feliz da nossa libertação! O tempo que seremos todos irmãos; tempo que seremos todos iguais. Vamos lutar para que não haja mais diferença entre a cor branca, parda e preta. Seremos todos felizes, sem exceção de pessoas. (Fonte: PAIVA, Miguel e SCHWARCZ, Lilia Moritz. Da Colônia ao Império: um Brasil para Inglês ver... e latifundiário nenhum botar defeito. São Paulo, Brasiliense, s/d, p. 27.)


Texto 2

Cada um, soldado e cidadão, mormente os homens pardos e pretos que vivem encornados e abandonados, serão iguais, não haverá diferença, só haverá liberdade, igualdade e fraternidade.

(Fonte: NADAI, Elza e NEVES, Joana. História do Brasil: da Colônia a República. São Paulo, Saraiva, 1993. p. 119.)


Os textos 1 e 2 são parte integrante de panfletos de líderes revolucionários que expressam o ideário de um importante movimento social ocorrido no Brasil, no contexto da crise do sistema colonial, e que contou corn expressiva participação popular. Estamos nos referindo a:


a) Balaiada.


b) Sabinada.


c) Revolta dos Alfaiates.


d) Revolta dos Cabanos.


e) Revolta dos Escravos Males.

Resposta 3: C. Os textos caracterizam a Conjunração Baiana, movimento também conhecido como Revolta dos Alfaiates.



4. (UERJ) "Possa este, para sempre memorável dia, ser celebrado com universal júbilo por toda a América Portuguesa, por uma dilatada série de séculos, como aquele em que começou a raiar a aurora da felicidade, prosperidade e grandeza, a que algum dia o Brasil se há de elevar, sendo governado de perto pelo seu soberano. Sim, nós já começamos a sentir os saudáveis efeitos da paternal presença de tão ótimo príncipe, que [...] nos deu as mais evidentes provas, que muito alentam as nossas esperanças, de que viera ao Brasil a criar um grande Império."


Luís Gonçalves dos Santos "Memórias para servir à História do reino do Brasil". Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, São Paulo: EDUSP, 1981.


O texto acima revela o entusiasmo e as esperanças daqueles que assistiram à chegada da família real portuguesa ao Brasil. Indique duas inovações de caráter científico ou cultural decorrentes da política de D. João. Indique também uma mudança política ou econômica observada durante a permanência da Corte e sua respectiva conseqüência para o Brasil.


Resposta 4: Duas das inovações:

• Biblioteca Real, atual Nacional

• Academia Real Militar

• Impressão Régia

• Gazeta do Rio de Janeiro

• aulas de Comércio

• Real Horto, atual Jardim Botânico

• Intendência de Polícia

• vinda da Missão Artística Francesa

Uma das mudanças e sua respectiva consequência:

• abertura dos portos às nações amigas – rompimento com o pacto colonial

• assinatura dos tratados de 1810 com a Inglaterra – aprofundamento da influência comercial britânica

• elevação do Brasil a Reino Unido – fim do status de colônia da América Portuguesa

• estabelecimento do Rio de Janeiro como capital do Império luso-brasileiro – inversão de papéis entre Portugal e Brasil

5. (FUVEST) Procure interpretar a "charge" de Miguel Paiva, analisando sua versão da Independência do Brasil.

Resposta 5: A interpretação da charage de MiguePaiva permite concluir que a Independência do Brasil foi feita pelas classes dominantes interessadas em preservar a estrutura existente desde o Período Colonial, ou seja, basicamente o latifúndio e a escravidão.



Questão desafio (UNICAMP) A respeito da Independência na Bahia, o historiador João José Reis afirmou o seguinte:


Os escravos não testemunharam passivamente a Independência. Muitos chegaram a acreditar, às vezes de maneira organizada, que lhes cabia um melhor papel no palco político. Os sinais desse projeto dos negros são claros. Em abril de 1823, dona Maria Bárbara Garcez Pinto informava seu marido em Portugal, em uma pitoresca linguagem: "A crioulada fez requerimentos para serem livres". Em outras palavras, os escravos negros nascidos no Brasil (crioulos) ousavam pedir, organizadamente, a liberdade!



(Adaptado de O Jogo Duro do Dois de Julho: o "Partido Negro" na Independência da Bahia, em João José Reis e Eduardo Silva, Negociação e Conflito. A resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Cia das Letras, 1988, p. 92). a) A partir do texto, como se pode questionar o estereótipo do "escravo ignorante"?


Resposta a: A partir do texto, percebe-se que os escravos não eram apenas parte integrante, mas também atuante nos processos revolucionários, expressando seus próprios interesses, tais como o fim da escravidão.



b) Identifique dois motivos pelos quais a atuação dos escravos despertava temor entre os senhores. Resposta b: Os motivos que levaram os senhores a temer a atuação dos escravos eram de ordem econômica sócio-política: os temor era de os negros conquistarem a liberdade, o que poderia ocasionar grandes prejuízos, além de colocar em risco o poder dos senhores.


c) De que maneira esse enunciado problematiza a versão tradicional da Independência do Brasil? Resposta c: Na versão tradicional da independência do Brasil, tal episódio aparece como tendo ocorrido de maneira pacífica e sem a participação popular. No entanto, a participação dos negros nas guerras contra as tropas portuguesas na Bahia mostra que tal fato não foi pacífico e contou com a participação popular de escravos negros.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Veja esta charge animada com dois grandes personagens de nossa história

Já imaginaram se Lula fosse conselheiro de Dom Pedro nos tempos do Brasil Império?!

sábado, 23 de outubro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Primeiro Reinado: os percalços de D. Pedro I

Entenda os fatores que levaram a abdicação de D. Pedro I


O professor Edenilson Morais faz um breve comentário sobre o contexto histórico que levou a abdicação de D. Pedro I, em 1831. Confira a aula em video.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Ao gosto do freguês
A pintura “Proclamação da Independência” eternizou uma imagem idealizada do ato memorável de D. Pedro I
Lilia Schwarcz


[...] A tela de Moreaux representa o exato momento em que o príncipe D. Pedro I proclama a Independência do Brasil. Tal qual uma estátua equestre, imóvel no gesto que procura dar imortalidade ao acontecimento datado, o futuro imperador, com a mão direita erguida, segura e agita o seu chapéu bicorne. O artista joga luz em D. Pedro e em seu cavalo, elevando ligeiramente a real figura, com o objetivo de destacá-la das demais. Ao fundo estariam os bosques que margeiam o Rio Ipiranga. No entanto, a obra deve muito mais à imaginação do que à realidade. Era fato que as pinturas acadêmicas deveriam inspirar moralmente mais do que pretender retratar a realidade objetivamente.

Mas, neste caso, o modo idealizado como a cena é retratada é quase constrangedor. O ambiente pouco se parece com o Brasil, não fossem as poucas palmeiras devidamente sombreadas no fundo da tela. A luminosidade do céu é também bastante rebaixada, a exemplo de outros pintores de formação acadêmica e de origem francesa, que manifestavam igual dificuldade em retratar o azul luminoso dos trópicos.

A população que rodeia D. Pedro I também contribui para o aspecto idealizado do quadro. Os elementos do Exército assemelham-se a estátuas, imóveis, enquanto o povo movimenta-se muito: os figurantes congratulam-se, acenam, trocam abraços, correm... sempre de forma a saudar o ato memorável de D. Pedro.

Não há negros, e muito menos indígenas, na representação pretensamente às margens do Ipiranga. Os outros personagens que compõem a cena – um menino que corre, as mulheres com seus véus negros a cobrirem os ombros, homens com bombachas e meninas com saias abauladas – assemelham-se à população rural da Europa devidamente transposta para os trópicos por Moreaux.

Com o intuito de evitar a imagem de um Império escravocrata, os cativos ficaram afastados da pintura. Também não seria possível enfatizar a ideia de um monarca “civilizado” se este aparecesse cercado de mestiços e de negros. É possível reconhecer na representação um país branco, até italiano, à semelhança dos casamentos reais promovidos pela monarquia brasileira.

No máximo, vislumbra-se um personagem um pouco moreno, que mais parece um gaúcho, ou algum tipo inspirado nos pampas argentinos, como se a representação perdesse qualquer contorno geográfico. Ao contrário, a fronteira nos parece plenamente imaginária. Os demais circundantes, sobretudo aqueles iluminados pela luz forte que o artista joga no quadro, são brancos em seus cabelos, nas cores, roupas e costumes. [...]

Lilia Moritz Schwarcz é professora de Antropologia da Universidade de São Paulo e autora de O sol do Brasil (Companhia das Letras, 2008).

Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2621

Escritor fala sobre a Independência do Brasil


Laurentino Gomes fala sobre as curiosas e reais histórias da Independência com o lançamento do livro '1822'.

sábado, 2 de outubro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)










As muitas independências

A família real fugiu às pressas das tropas de Napoleão? Sete de Setembro sempre foi o Dia da Independência: Nossa separação de Portugal foi imediata ou pacífica? Especialistas comentam o que há de verdade no censo comum sobre a Independência

A fuga da família real







Acredita-se:
A vinda da família real portuguesa para o Brasil foi uma fuga desordenada, que só aconteceu porque as tropas napoleônicas estavam às portas de Lisboa. Uma frase atribuída à rainha d. Maria I (“Não corram tanto, ou pensarão que estamos fugindo”) reforça essa ideia.

O que pensam os historiadores?
Ainda que a ideia de uma fuga apressada diante de uma invasão francesa não esteja errada, o professor Guilherme Pereira das Neves, da Universidade Federal Fluminense (UFF), considera que essa é uma visão muito pobre, que não dá conta de várias outras dimensões do episódio. Desde o século XVII, explica, havia discussões em que se defendia a transferência do trono para a América. Além disso, o Brasil ocupava no início do século XIX uma posição de grande importância entre os domínios portugueses, dando margem a planos de criação de um Império luso-brasileiro. Chamar a transferência da corte de “fuga”, diz o professor, parece ter origem no mesmo ressentimento contra o colonizador que gerou as inúmeras piadas de português. Essa visão desmerece a ousadia do príncipe d. João, que, ao vir para o Brasil, escapou de ser deposto por Napoleão Bonaparte, como aconteceu com o rei da Espanha, Fernando VII. “Enxergar o fato dessa forma substitui o alcance dos efeitos positivos causados pela medida por uma certa depreciação dos portugueses, que parecem, assim, medroso e covardes”, conclui Neves.

D. João VI e o reconhecimento da Independência



Acredita-se: Tinha predileção pelo Brasil e se recusava a retornar a Portugal. Quando isso se tornou inevitável, disse, ao partir, a célebre frase de que seria melhor que o Brasil ficasse com o filho Pedro, em vez de cair nas mãos de um aventureiro.
O que pensam os historiadores?
Para o professor Braz Augusto Broncasto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, d. João tinha interesse em preservar para a Casa de Bragança o poder no Brasil. A frase “Pedro, se o Brasil se separar, antes que seja para ti, que hás de me respeitar, que para algum desses aventureiros” é provavelmente autêntica. D. Pedro I, numa carta escrita ao pai após a Independência, referiu-se a ela, dizendo ainda “lembro perfeitamente quando vossa majestade falou ao partir”. D. João, diz o professor, morreu na esperança de uma monarquia dual e o próprio reconhecimento da Independência trazia a ideia de um dia as duas Coroas terem o mesmo monarca. D. Pedro enfatizou essa continuidade da Casa de Bragança ao marcar sua coroação para o dia 1º de dezembro de 1822, aniversário da revolta de 1640, que rompeu o domínio espanhol sobre Portugal, a União Ibérica, e levou a dinastia de Bragança ao trono.

Dia do Fico

Acredita-se: D. Pedro, contrariando as ordens das Cortes de Lisboa, interessadas em “recolonizar o Brasil”, decidiu, por amor à terra, permanecer no Brasil, dando início ao processo que levou à Independência.
O que pensam os historiadores? Apesar de o chamado Dia do Fico, 9 de janeiro de 1822, ser considerado o ponto de partida para a “revolução da independência do Brasil”, a professora Lúcia Neves, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), lembra que, segundo fontes da época, a contribuição do Fico no desencadeamento de um ideal separatista não estava tão clara. “Não faltaram queixas contra os atos arbitrários das Cortes de Lisboa, mas na percepção daquele momento, a permanência do Príncipe Regente no Brasil assegurava a preservação da ideia de um único Império luso-brasileiro”, diz ela. Apesar da pressão para sua permanência, d. Pedro, no início, ainda hesitava, como indicou sua resposta imprecisa e dúbia, dada através de um edital do Senado da Câmara do dia 9 de janeiro, lido e afixado nos lugares públicos: “Convencido de que a presença de minha pessoa no Brasil interessa ao bem de toda a nação portuguesa e conhecendo que a vontade de algumas províncias o requer, demorarei minha saída até que as Cortes e meu augusto pai e senhor deliberem a este respeito com perfeito conhecimento das circunstâncias que têm ocorrido.” Todavia, no dia seguinte, outro edital do Senado veio à luz, declarando ter publicado na véspera, “com notável alteração de palavras”, a resposta do príncipe regente. Só então se divulgaram, como sendo originais, as palavras que ficaram famosas: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico.”

José Bonifácio



Acredita-se: O “Patriarca da Independência” sempre teve como meta separar o Brasil de Portugal.
O que pensam os historiadores?
Figura central nas articulações que resultaram no rompimento com Portugal, José Bonifácio de Andrada e Silva não tinha, segundo Ana Rosa Cloclet, doutora em História pela Unicamp, um projeto que levasse à separação total. “Fiel à identidade portuguesa e a um projeto de Império luso-brasileiro, mas também consciente da superioridade do Brasil em relação ao ‘decadente’ Portugal, José Bonifácio se convence, progressivamente, que essa união era insustentável sem uma Constituição garantidora da paridade de direitos entre as partes e sem um centro de força interno ao Brasil”, diz ela. O Patriarca da Independência era contrário aos regimes democráticos, que via como revolucionários. Para ele, a Monarquia Constitucional era a única forma de governo capaz de barrar os extremos da “anarquia” e do “despotismo”. Por isso, combateu todos os projetos alternativos, entre eles a ideia da convocação de uma Assembléia Legislativa no Brasil, defendida pelo grupo de Joaquim Gonçalves Ledo. Esse embate, na avaliação da professora, cristalizou um outro mito: a oposição Monarquia e República, associadas, respectivamente, a José Bonifácio e Ledo. “Na verdade, o que alimentou tal rivalidade foi o conflito ideológico entre um projeto nacional com base numa representação popular, e o projeto andradino, fundado na legitimidade dinástica e consagrador da soberania do Rei e da Nação, diz Ana Rosa.


Quadro Independência ou morte!


Acredita-se:
O “Grito do Ipiranga” como é conhecido, é a imagem clássica do ato da Independência, tendo D. Pedro como figura central.
O que pensam os historiadores?
O quadro de Pedro Américo foi concluído em 1888, um ano antes da Proclamação da República. O artista fez uma ampla pesquisa, consultando historiadores, estudando objetos e visitando o local do grito. Apesar disso, achava que não deveria ficar “preso à verdade”. Assim, entre outros aspectos, alterou a topografia, para realçar o riacho do Ipiranga e a colina; escolheu raças de cavalos que dessem maior elegância ao príncipe D. Pedro e à sua Guarda de Honra do Imperador, regimento criado, como o próprio nome sugere, tempos depois do 7 de Setembro”, explica Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da Universidade de São Paulo (USP).

O Sete de Setembro


Acredita-se: Foi desde 1822 a data da Independência, comemorada, como hoje, como feriado nacional e com paradas militares.
O que pensam os historiadores?
A transformação do Sete de Setembro em data nacional só aconteceu a partir de 1870, refletindo, segundo a professora Cecília Helena, a consolidação do Estado Nacional e o crescimento da importância política e econômica de São Paulo. Na época, diz a professora Lúcia Neves, o único jornal a dar destaque ao “Grito do Ipiranga” foi O Espelho, que circulou no Rio de Janeiro entre 1821 e 1823, editado pela Imprensa Nacional. A publicação exaltava, em 20 de setembro, o “Independência ou morte!”, como “o grito [que] acorde todos os brasileiros”. A professora explica que o jornal, além de louvar o ato de d. Pedro, atacava duramente o Congresso de Lisboa, que “sacrificou a união de dois hemisférios ao seu orgulho e à sua ambição”. Ao longo do século XIX, outras datas foram celebradas, especialmente a aclamação de d. Pedro (12 de outubro, também aniversário do Imperador), a coroação (primeiro de dezembro) e a outorga da primeira Constituição (25 de março de 1824). “O 1º de dezembro é uma espécie de ‘data absolutista’, pois a coroação obedeceu a ritos tipicamente de Antigo Regime e conferiu legitimidade ao imperador com base em sua origem dinástica”, dia Marco Morel, professor da UERJ.

D. Pedro I



Acredita-se:
Nosso primeiro imperador sempre foi visto aqui como herói libertador, e considerado pelos portugueses um traidor que lhes tirou a maior colônia.
O que pensam os historiadores? D. Pedro era um homem de dois mundos. Ainda durante sua vida, a visão que se tinha dele dos dois lados do Atlântico era bem diferente, como explica Lúcia Neves.
Em 1822, ele despertava para os portugueses o fantasma do despotismo, enquanto levantava no Brasil a bandeira liberal. Nove anos depois, abdicou do trono brasileiro com a fama de despótico e foi para Portugal restaurar o trono da filha, Maria II, usurpado pelo irmão d. Miguel. Sua vitória assegurou o liberalismo em Portugal. “Ao contrário do que ocorreu em Portugal, d. Pedro foi depreciado pela historiografia brasileira, por longo tempo, tendo começado somente na década de 1950, com Otávio Tarquínio de Souza, até hoje seu principal biógrafo, uma revisão do papel que teve na emancipação do país e da rica e contraditória personalidade que o distinguiu”, diz a professora.



A Independência foi pacífica

Acredita-se: A Independência foi aceita sem resistências em todas as antigas capitanias.
O que pensam os historiadores?
A Independência não foi aceita imediatamente em todo o país. Salvador, que estava ocupada por tropas portuguesas, demorou a reconhecer a separação, como conta o professor Hendrik Kraay, especialista em História do Brasil na Universidade de Calgary, no Canadá. “Já as câmaras do recôncavo, sem a pressão militar, tinham reconhecido d. Pedro como ‘Defensor perpétuo do Brasil’, mostrando uma predileção em aderir ao movimento”, explica. Comandadas por Luís Madeira de Melo, as tropas portuguesas na capital baiana foram acusadas de promover vários tumultos as ruas.
Em Pernambuco, diz o historiador Evaldo Cabral de Mello, o problema foi a existência de uma tendência separatista anterior a 1822. “A Independência atropelou esse processo. Aconteceu então uma oposição entre o movimento local e o projeto de José Bonifácio, de um país centralizado sob o governo monárquico”, explica.

Monarquia ou República?



Acredita-se: O Brasil seguiu um caminho oposto ao dos países da América Latina, tornando-se um Monarquia, enquanto os vizinhos adotaram a República, como uma simples solução de continuidade.

O que pensam os historiadores? O Império não foi uma solução pronta, mas construída, uma vez que havia focos de republicanismo no Brasil. Entretanto, segundo o professor Marco Morel, essa opção não ignorou a América Espanhola. “ Ao contrário, os partidários do Império usavam as experiências republicanas enfatizando os seus aspectos ‘negativos’. A República, apontada como sinônimo de desordem política, foi usada para justificar um Império centralizado que acabaria com as diferenças regionais”, diz ele. No entanto, o processo de consolidação do Império foi longo e sangrento, a partir da década de 1830, com as revoltas regenciais.

Independência ou morte. In: Nossa História. Ano I, nº 11, setembro de 2004. Biblioteca Nacional. pp 14-18.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Primeiro Ano - CNDL

Quarto Bimestre - História do Brasil

Colégio Notre Dame de Lourdes

Coleção Pitágoras

Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I

Capítulo 3

Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)





Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas




Leia o texto a seguir




Guerras de Independência








Quando, em outubro de 1822, D. Pedro I foi aclamado imperador, a unidade política do Império ainda não se consolidara. Se, a essa altura, o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através de ofícios e proclamações enviados pelas Câmaras Municipais, já haviam apoiado a Independência, Pernambuco somente veio a prestar essa adesão posteriormente, ainda que desde setembro tivesse escolhido deputados para a Assembleia Constituinte. Em virtude das dificuldade de comunicação, Goiás e Mato Grosso acabaram por pronunciar o juramento de fidelidade ainda mais tarde, em janeiro de 1823.



Em seguida foi a vez do Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe. No entanto, as quatro províncias do Norte - Pará, Maranhão, Piauí e Ceará - juntamente com parte da Bahia e da província Cisplatina, permaneciam fiéis às cortes de Lisboa. Essas atitudes refratárias estimulavam o ressentimento contra os portugueses e, para o governo de D. Pedro, indicavam a iminência de uma guerra civil, além de ampliara os temores quanto à invasão do litorla brasileiro por tropas portuguesas - o que nunca ocorreu. Porém, ao contrário do que afirmou a historiografia tradicional, uma grande efusão de sangue decorreu dos conflitos nas terras da América entre os partidários das cortes em Lisboa e aqueles que apoiavam o imperador no Rio de Janeiro.




As lutas mais importantes dessa guerra de independência foram travadas na Bahia, Maranhão e na Cisplatina, ao sul. Na Bahia, os partidários das cortes, dominantes desde 1821, contavam com o apoio das tropas comandadas pelo brigadeiro Luís Madeira de Melo. Em meados de 1822, porém, a Junta Governativa da cidade de Cachoeira, no Recôncavo, proclamou a adesão ao príncipe D. Pedro. Com o apoio de outras povoações e participação de escravos, estimulados pela promessa de alforria, intensos conflitos surgiram, então, com as tropas portuguesas. Contratado para reforçar a incipiente Marinha de Guerra do Brasil, o oficial britânico Thomas Cochrane estabeleceu o bloqueio do porto de Salvador, enquanto as tropas de terra, cujo comando passara do francês Pedro Labatut paa José Joaquim de Lima e Silva, apertaram o cerco à cidade, que não resistiu. Com a retirada das tropas portuguesas e dos que escolheram permanecer fiéis às cortes, a separação se consumou, em 2 de Julho de 1823, e a data passou a comemorar a Independência da Bahia.

















No extremo norte, as comunicações por efeito das correntes e dos ventos, eram mais regulares com Lisboa do que com o Rio de Janeiro e, no Maranhão, no início de 1823, a Junta Governativa ainda procedia à eleição de deputados para as cortes ordinárias portuguesas. Em maio, a Junta do Pará solicitou a Lisboa que enviasse uma delegação com poderes executivos a fim de acalmar os ânimos dos setores partidários de D. Pedro. Diante dessa situação, após a adesão da Bahia, Cochrane rumou para o norte e, em julho de 1823, entrou no porto de São Luís arvorando a bandeira portuguesa e alertando a iminente chegada da esquadra brasileira. Ludibriada pelo estratagema, a Junta capitulou no dia 28 do mesmo mês. Em 11 de agosto, um outro oficial inglês, Grenfell, subordinado a Cochrane, submeteu o Pará, recorrrendo ao mesmo ardil, mas acabou responsável por um dos mais violentos episódios da guerra de Independência, quando quase todos os 254 civis e soldados presos no acanhado porão de um navio morreram por asfixia.




Na Cisplatina, ocupada por ordem de D. João em 1816-17, a maioria dos militares conservou-se fiel ao governo de Lisboa, mas alguns defernderam a incorporação da província ao Império. Embora o cabildo de Montevidéu se mostrasse contrário à integração, o impasse permaneceu atém novembro de 1823, quando, ao convencer-se da impossibilidade de receber reforços de Portugal, o comandante português decidiu retirar-se, assumindo as tropas brasileiras o controle da situação.



Dessa forma, somente no final de 1823 definiu-se a unidade territorial do Império do Brasil, à custa de muito sangue e de inúmeros conflitos violentos nas cidades, inclusive no Rio de Janeiro, motivado pelo ressentimento contra os portugueses, o que invalida a visão ufanista da historiografia tradicional de que a Independência foi realizada sem os "horrorres da guerra civil e da anarquia". [..]
NEVES, Lúcia Bastos Pereira das. Guerras da Independência. In: VAINFAS, Ronaldo, (dir.) Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. pp. 328-9.












1. Apresente os graves resultados da atitude refratária das provínciass do Norte e da Cisplatina para a consolidação do Império brasileiro.
As atitudes refratárias das províncias estimularam o ressentimento contra os portugueses e, para o governo de D. Pedro, indicavam a iminência de uma guerra civil, além de ampliar os temores quanto à invasão do litoral brasileiro por tropas portuguesas.




2. Explique o porquê da critica enfática da autora à historiografia tradicional sobre a Independência do Brasil.
A autora critica a historiografia tradicional que confere um caráter pacífico à independência, quando houve, nas guerras de independência "uma grande efusão de sangue" e confrontos violentos em muitas cidades do Império.




O tema em foco
Leia o texto a seguir.




A independência chegou mais tarde na Bahia, e acompanhada de muita luta. No dia 2 de julho de 1823, quase dez meses após o Grito da Independência, as tropas portuguesas, sob o comando de Inácio Luís Madeira de Melo, deixaram Salvador, abrindo caminho para que as forças patriotas, o Exército Pacificador, ocupassem cidades. Desde 1824, o Dois de Julho é comemorado em Salvador - ano após ano, poucos se importavam com o Sete de Setembro, mas milhares iam às ruas para comemorar "o sempre memorável dia 2 de julho". Nos ruidosos festejos do século XIX, os baianos construíram sua identidade como patriotas brasileiros e baianos e questionavam a histórias oficiais da independência. Hoje, o Dois de Julho é ainda a mais importante festa cívica da Bahia, apesar de ter passado por muitas mudanças desde o final do Império.
Havia muito o que comemorar em 1824. A guerra de 1822 a 1823 fora longa e cruenta. Mais de 15 mil baianos lutaram contra Madeira de Melo, e a organização do Exército Pacificador implicou uma maciça mobilização popular antiportuguesa que chegou a alcançar até os escravos (algumas centenas deles foram recrutados em 1823). Não se sabe quantos morreram, mas, para muitos baianos, a independência foi uma conquista em que eles participaram pessalmente.
Tal vitória não podia ser comemorada como nas tradicionais festas cívicas coloniais, com apenas um Te Deum (ofício religioso de ação de graças), desfile militar, continências ao retrato do monarca e uma gala no teatro. Embora haja poucos documentos da década de 1820 sobre o Dois de Julho, sabe-se com certeza que, em 1827, realizou-se pela primeira vez um desfile popular, que começou na Lapinha (nos arredores da cidade) e seguiu até o centro, percorrendo o mesmo caminho das tropas patriotas. Em 1830, o cônsul francês relatou que nada menos de 3 mil pessoas participaram do desfile.
















Por essa época - não se sabe com certeza em que ano - surguiu pela primeira vez o caboclo, a estátua de um índio que, com uma lança na mão, mata a serpente [...]. Colocado numa carreta capturada durante a guerra, o caboclo (e seu carro alegórico) logo se trornou o símbolo máximo do Dois de Julho. Na década de 1840, ganhou uma companheira cabocla, uma figura mais pacífica que não usa armas.

Na década de 1830, as comemorações tomaram sua forma característica. Na última semana de junho, a câmara municipal emitia uma proclamação para convidar os habitantes da cidade a participarem de atividades patrióticas legítimas. Na véspera do dia 2 de julho, reuniam-se na Lapinha para velar os carros alegóricos. No dia, a grande parada serpenteava até o centro pelas ruas estreitas da cidade, enfeitadas de arcos triunfais pelos moradores. Dela participavam autoridades civis e militares, tropas do Exército e da Guarda Nacional, e bandas de música. Batalhões patrióticos também se destacavam no desfile. Lembravam blocos carnavalhescos por serem organizações voluntárias que se reuniam para desfilar durante os festejos (acompanhados sempre de músicas). Vestiam-se de branco e usavam chapéus de palha enfeitados de folhas verde-amarelas. Muitos populares também se juntavam ao cortejo.
KRAAY, Hendrik. Independência Baiana. Nossa História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional nº 21, jul. 2005. pp. 60-61.








3. Por que o Sete de Setembro não é comemorado na Bahia?
Porque a independência na Bahia se deu quase dez meses após o 7 de setembro, no dia 2 de julho de 1823, quando as forças patriotas, o Exército Pacificador, ocuparam as cidades baianas.
4. Com base no texto anterior, explique a alegoria da ação do caboclo, símbolo do Dois de Julho, na Bahia.

A elegoria representa o caboclo - brasileiro - lutando contra o dragão, que encarna a tirania portuguesa.





Saiba mais sobre a importância do 2 de julho na Bahia





O professor Ricardo Carvalho explica a relevância desta data cívica no estado da Bahia.

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)


DEBRET, Jean Baptiste. Cerimônia de consagração de D. Pedro I, Imperador do Brasil. Viagem Pitoresca e Histórica através do Brasil. Paris/França, 1835-39.

Problematização do tema

Vários interesses e projetos estiveram envolvidos no processo de emancipação política do Brasil. Entretanto o projeto vencedor foi o das elites brasileiras, que defendeu e apoiou uma independência política sem alterações sociais. Assim, como na maioria das ex-colônias latino-americanas, o Brasil optou pela liberdade política sem igualdade social.

A sociedade brasileira manteve as características coloniais. A escravidão e o latifúndio permaneceram. Apesar de um relativo crescimento das atividades comerciais e a da vida urbana (provocado pela abertura econômica do Brasil em 1808), a população continuava concentrada nas zonas rurais, onde ainda prevalecia a produção agrária de exportação.

A população total do Brasil, nessa época, era de, aproximadamente, três milhões e meio de pessoas, e grande parte delas era constituída de escravos e de trabalhadores livres pobres.

Os grandes proprietários de terras, embora fossem uma minoria, possuíam absoluto controle sobre a população urbana e rural. Formavam uma elite, um grupo de pessoas com privilégios sociais e políticos. Haviam apoiado o Príncipe no processo de Independência e pretendiam construir o Estado brasileiro de acordo com os seus interesses.

Outras questões são as da integridade do território brasileiro; as diversas soluções políticas das elites e a firme convicção de que o trabalho escravo seria mantido.

Neste capítulo, você vai estudar a política do Império brasileiro entre 1822, quando se proclamou a independência do Brasil, e 1831, ano da abdicação de D. Pedro I. Além do papel desempenhado pelo Príncipe e pelas elites brasileiras na elaboração da Constituição de 1824, você vai aprender que a independência não foi um processo tranquilo e pacífico como comumente se afirma.

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Qual foi o projeto vencedor no processo de emancipação política do Brasil?

O projeto defendido pelas elites brasileiras foi o vencedor no processo de emancipação brasileira.

2. O que esse projeto defendia?

Manutenção das condições sócio-econômicas brasileiras.

3. Como se estruturava a sociedade brasileira à época da Independência?

A socedade brasileira manteve as características coloniais do latífundio monocultor visando à exportação e utilizando-se da mão de obra escrava. A maioria da população era formadas por escravos e trabalhadores livres pobres. Os latifundiário tinha grande prestígio político e econômico nesse período.

4. Quais eram as maiores preocupações das elites brasileira:

As elites se preocupação com a manutenção de seus privilégios sociais e econômicos, além da integridade territorial brasileira e da preservação do trabalho escravo.

5. Como terá sido o processo político entre 1822 e 1831?

Nesse período ocorreu a consolidação da Indepedência e a construção do Estado Imperial brasileiro, ocorreram as guerras pela independência, a outorga da Constituição de 1824 e todo o processo que desgatou o governo de D. Pedro I levando à sua abdicação, em 1831.

DEBRET, Jean Baptiste. Aclamação de D. Pedro I no Campo de Sant'ana. Viagem Pitoresca e Histórica através do Brasil. Paris/França, 1835/39.

ANASTASIA, Carla Maria Junho. História: ensino médio, livro 2 / Carla Maria Junho Anastasia, Guilherme Batista Amaral, Elizabeth Seabra. - 1ª edição - Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010, pp. 99-100.

domingo, 12 de setembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL

Colégio Notre Dame de Lourdes

Coleção Pitágoras

Terceiro bimestre - História do Brasil

Capítulo 2

Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil

Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas



Leia o texto a seguir.



O quadro político e institucional da independência do Brasil não é menos conturbado e contraditório do que foi a transição econômica, e a ambiguidade da passagem do Brasil de colônia para nação independente é melhor exemplificada na enigmática pessoa de D. Pedro e dos abortados planos de reformas propostos por José Bonifácio. D. Pedro era, a uma só vez, o herói que havia emancipado o Brasil de Portugal e o governante temporário que no prazo de uma década voltou para Portugal para lutar na guerra civil contra seu irmão, assegurando, assim, que sua filha se tornasse a rainha de Portugal. Ele era um rei demasiado “liberal” para os padrões da Santa Aliança na Europa, mas muito “despótico” para muitos brasileiros, sobretudo para os republicanos de Pernambuco que se insurgiram em duas ocasiões para repudia-lo. Seu papel, conforme o perfil traçado pela historiografia portuguesa, é de um defensor do “constitucionalismo”, de uma imagem totalmente incompatível com aquela traçada pela historiografia brasileira, em que ele foi o governante que rejeitou a Constituição e demitiu José Bonifácio e seus irmãos, líderes da pequena minoria de brasileiros que queriam reformas fundamentais.



Charge de Dom Pedro, às vésperas Independência do Brasil.



Charge alusiva à disputa entre D. Pedro e D. Miguel pelo trono português.

É vital reconhecer, portanto, que no 7 de setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, nos arredores de São Paulo, quando D. Pedro, herdeiro do trono português, gritou “Independência ou Morte”, estava exagerando. A questão, em setembro de 1822, não era certamente a “morte” e, apenas indiretamente, a “independência”. O Brasil havia sido independente, para todas as intenções de propósitos, desde 1808: desde 16 de dezembro de 1815 fazia parte de um reino unido, em pé de igualdade com Portugal. O que estava em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilidade, continuidade e integridade territorial do que revolução colonial [...]

A questão importante a respeito do Brasil é, portanto, que ele se tornou econômica e politicamente independente entre 1808 e 1820, enquanto desempenhava o papel de centro do Império Luso-Brasileiro. Tornou-se “independente” em 1822 apenas depois do fracasso da experiência de centro imperial, ao qual dos súditos da monarquia portuguesa na Europa, África e Ásia voltavam o olhar em busca de liderança. Essa circunstância pouco comum explica por que em 1820 foi Portugal que declarou sua “independência” de Portugal. O “Manifesto da Nação Portuguesa aos soberanos e povos da Europa”, que foi promulgado pelos rebeldes do Porto em 1820, soava como muitas declarações de independência dos estados coloniais e continha muitas das mesmas queixas; a única diferença era que esse manifesto fora promulgado por rebeldes de uma cidade na Europa, e não por rebeldes de algum porto colonial na América. O manifesto do Porto declarava: Os portugueses começam a perder as esperanças para com o único recurso e meio de salvação que lhes foi deixado em meio à ruína que quase consumiu sua querida terra natal. A ideia do stutus de colônia ao qual Portugal tem sido como efeito reduzido, aflige profundamente todos aqueles cidadãos que ainda conservam o sentimento de dignidade a partir do Brasil para os povos leais da Europa, o que implica numa distância de duzentas léguas e excessivo custo e demora [...].



MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000, p. 186-8.

5. O autor apresenta uma tese bastante inovadora em relação à independência do Brasil. Explique a posição do autor tanto no que se refere ao Brasil quanto no diz respeito a Portugal no processo de emancipação de nosso país.

Resposta: Na opinião do autor. o Brasil já estava independente de Portugal desde 1808 e de 1815. Em 1820, foi Portugal que declarou sua independência do Brasil.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil

Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Há exatos 202 anos, a Família real fazia chegava na Bahia após uma fuga estratégica de Portugal. Conheça a história de Dom Pedro e como ele se tornou importante no processo de independência.

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil





Documentário produzido por universitárias enfocando aspectos relativos a Independência do Brasil.



Conheça o Museu do Ipiranga, o símbolo do 7 de Setembro





Cercado de verde, o Museu do Ipiranga é um marco na história do Brasil, pois é o local onde D. Pedro I declarou a independência do Brasil. O lugar reúne muita história e natureza.






O tema em foco




Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reinado desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal.


Suas funções comerciais ampliaram-se, já que o porto do Rio de Janeiro era o principal escoadouro da produção da região centro-sul do Brasil desde o auge da exploração aurífera no século XVIII.



As novas funções administrativas de que se investiu a cidade já foram sentidas desde o desembarque da frota joanina. Nessa ocasião, dezenas de imóveis foram desapropriados pela Coroa para alojar os milhares de cortesãos e burocratas recém-chegados, quando se instalou no Rio de Janeiro a onerosa e inoperante máquina administrativa colonial.


Assistiu-se a uma grande transformação nos hábitos dos brasileiros devido ao contato com os adventícios. A vida cultural intensificou-se. Instalou-se a Real Biblioteca e a Imprensa Régia (1810). Em 1811, desembarcou no Rio o compositor e maestro Marcos Antônio Portugal, acompanhado por cantores e músicos, que assumiria as funções de Mestre da Capela Real e da Real Câmara.


Começaram a circular os primeiros jornais, como a Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808, e O Patriota, em 1813. Nesse mesmo ano, inaugurava-se o Real Teatro de São João, com acomodação para mil e vinte pessoas na plateia e mais cento e doze camarotes.


Várias festividades alteraram pomposamente a rotina da cidade-capital, com a coração de D. João VI, a 6 de fevereiro de 1818. Naturalistas e artistas europeus puderam finalmente, por causa da abertura, partir para a exploração do inóspito território brasileiro, chegando aos milhares em expedições geralmente custeadas por seus países de origem. Somente entre 1808 e 1831, passaram pelo Brasil nomes como os ingleses Henry Koster, John Luccok, os exploradores alemães Sellow e Freyreiss, os austríacos (com o apoio da princesa D. Leopoldina) Von Spix e Von Martius, Emmanuel Pohl, Langsdorff e os pintores Debret, Rugendas, Taunay e Tomas Ender.


Entre os empreendimentos mais notáveis desse período, encontram-se as políticas para implantação da máquina de governo na sede do até então vice-reino, como a criação do primeiro Banco do Brasil, da Mesa de Consciência e Ordem e o Desembargo do Paço: as empresas "civilizatórias" com as quais o regente tentou criar um ambiente digno de sua pessoa e de sua família, como a construção do Real Teatro de São João (1813), por onde passaram importantes artistas europeus para deleite do espírito do príncipe.



Fundamental para a emancipação política brasileira foi a aproximação das elites do centro-sul com a coroa. D. João não economizou títulos de nobreza e cartas de sesmarias para os ricos nativos, principalmente os comerciantes de grosso trato envolvidos na mercancia de almas e no crédito, em troca de apoio político. A abertura das fronteiras rumo a um interior habitado por diversas etnias indígenas - contra as quais o Estado declarou guerra desde D. João - foi empreendida, além dos novos nobres da terra, por fidalgos e burocratas portugueses, muitos dos quais não relutaram em permanecer no Brasil mesmo após o retorno da Corte para Portugal.




MALERBA, Jurandir. O Brasil imperial. Maringá: Eduem, 1999. pp. 9-11.






3. Cite 5 (cinco) resultados da instalção da Corte portuguesa no Rio de Janeiro.


R.a) Crescimento populacional;
b) Ampliação das funções comerciais;
c) Transformação dos hábitos brasileiros;
d) Intensificação da vida cultural;
e) Desenvolvimento da administração.


4. Explique como D. João conseguiu o apoio político da elite do centro-sul do país.
R. Através da concessão de títulos de nobreza e de cartas de sesmarias para os brasileiros ricos.

sábado, 28 de agosto de 2010



Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Objetivos específicos do capítulo
* Discutir a questão da verdade na História.
* Discutir a questão da construção do discurso histórico.
* Analisar as razões da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil.
* Identificar as medidas adotadas por D. João após a vinda da Corte.
* Avaliar os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte Portuguesa.
* Analisar o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo da Revolução Liberal do Porto.
* Analisar a conjuntura da Regência de D. Pedro e o momento da Independência.


Conceitos fundamentais: historiografia; independência; emancipação; elites políticas; centralismo; monopólio colonial; revolução; liberalismo; absolutismo.

Este capítulo se inicia com a questão da construção do discurso histórico a partir da análise de duas fontes iconográficas relativas à Independência do Brasil. O que se pretende é mostrar versões para a Independência com base na análise dessas imagens. Esse é um tipo de problematização que pode e deve ser utilizado em outros capítulos, seja por meio de iconografia, seja por meio de documentos escritos.




VIANNA, Armando. Chegada de D. João à Igreja do Rosário no Rio de Janeiro, [s.d]. Museu da Cidade, RJ.


O primeiro tema do conteúdo a ser tratado no capítulo é o da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, ressaltando que essa transferência não foi fortuita como geralmente se pensa. Examinam-se as medidas adotadas por D. João após a sua chegada ao Brasil, com especial ênfase à abertura dos portos, que transformou a cidade do Rio de Janeiro. Se, por um lado, com a entrada de mercadorias estrangeiras, a cidade adquiriu ares europeus e sofisticados, por outro lado permaneceu a face colonial do Rio. Essas rupturas e permanências devem ser exploradas para que o aluno não reconheça apenas os impactos da chegada da Corte no Brasil. Na seção 'Análise e interpretação', foi apresentado trechos do Decreto de Elevação do Brasil a Reino Unido de 16 de dezembro de 1815, nos quais se explicitam as razões da vinda da Corte para o Brasil, apresentando uma visão mais crítica dessa transferência. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um texto sobre os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte tanto no campo social quanto político.
O capítulo segue com a abordagem da independência do Brasil. São examinadas a Revolução Liberal do Porto, a regência de D. Pedro, com a inserção de um texto de Iara Lis de Souza, da declaração da independência. Na seção 'Análise e interpretação', foi escolhido um texto de Kenneth Maxwell que faz uma leitura inovadora do processo de independência, apresentando, assim, mais uma possibilidade de análise do tema. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um verbete da emancipação política do Brasil que, além de tratar de eventos desse processo, faz uma crítica historiográfica importante, contribuindo para os propósitos do capítulo.
Na seção 'Construindo habilidades e competências', solicita-se ao aluno, separado em grupos, a elaboração de um jornal sobre a independência do Brasil.


Problematização do tema

Observe as duas imagens e leia o texto a seguir.

ALBUQUERQUE, Georgina de. Sessão do Conselho de Estado. [s.d]. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.



AMÉRICO, Pedro. Independência ou Morte! [s.d]. Museu Paulista, São Paulo.

Georgina de Albuquerque, artista profissional e reconhecida, com sua tela Sessão do Conselho de Estado, se opôs à célebre pintura Independência ou Morte! (1888), de autoria de Pedro Américo, hoje instalada no Museu Paulista, conhecido também como Museu do Ipiranga. Esta obra, constitutiva do nosso imaginário sobre a ruptura política com Portugal, até hoje é amplamente veiculada, inclusive em livros didáticos, e muitas vezes tomada como registro fidedigno do que ocorrera em 7 de setembro de 1822 e não apenas uma interpretação. Nela, D. Pedro I figura no centro, com armas em punho, tendo ao seu redor soldados fiéis, postados nas colinas do riacho do Ipiranga, no momento em que declarava a independência.



"Sessão do Conselho de Estado" apresenta uma interpretação oposta à de Pedro Américo. Primeiro por celebrar um outro momento. Baseando-se na obra História do Brasil, de Rocha Pombo, a artista identificou na reunião do Conselho de Estado, presidido pela Princesa Leopoldina, a ocasião em que de fato seria decidida a independência. No canto esquerdo, sentada, regendo o evento, está a princesa Leopoldina. À sua frente, um grupo de conselheiros, liderado por José Bonifácio, um dos mentores da emancipação, que expõe os fatos justificadores da decisão de se romper com a metrópole. Em contraste com a tela Independência ou Morte!, não se trata de cena belicosa, mas de um fato construído politicamente. Não há soldados, fardas ou armas, mas sim a ideia de um processo amplamente refletido e em nada impetuoso, no qual a protagonista é uma mulher.
SIMONI, Ana Paula Cavalcanti. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque.
Nossa História, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, n.5. mar. 2004. p. 24.
As imagens anteriores e o texto que as analisa mostram bem como a questão da verdade na história é complexa. Você observou duas fontes iconográficas e obteve duas interpretações diferentes para a independência do Brasil.
O quadro de Pedro Américo foi concluído em 1888, um ano antes da proclamação da República. O artista fez uma ampla pesquisa, consultando historiadores, estudando objetos e visitando o local do grito. Apesar disso, achava que não deveria ficar "preso à verdade". Assim, entre outros aspectos, alterou a topografia, para realçar o riacho do Ipiranga e a colina; escolheu raças de cavalos que dessem maior elegância ao príncipe D. Pedro e à sua comitiva; definiu características de trajes e chapéus; e promoveu a incorporação anacrônica da Guarda de Honra do Imperador, regimento criado, como o próprio nome sugere, tempos depois do 7 de Setembro, explica Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da Universidade de São Paulo (USP).

As muitas independências. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, set. 2004. n. 11. p. 14.

Assim como outros eventos históricos, há muitas independências. Nesse capítulo, você vai estudar o processo que levou o Brasil a se emancipar de Portugal. Iniciado com a chegada da Corte e, a partir daí, os desdobramentos que acabaram levando o Brasil à sua independência política. Na medida do possível, vamos apresentar algumas das múltiplas interpretações desse processo.




Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Na sua leitura iconográfica das duas imagens do início do capítulo, qual delas lhe parece representar melhor a independência do Brasil? Por quê?


2. Você acredita que a independência do Brasil foi um acontecimento pacífico acontecido em uma reunião palaciana?



3. Qual a sua opinião sobre a atitude de Pedro Américo ao retratar a independência do Brasil?



4. Qual o papel da vinda da Corte Portuguesa no processo de emancipação do Brasil?



A transferência da Corte Portuguesa



A transferência da corte portuguesa para o Brasil não foi improvisada, como é comum entendê-la. Ela já havia sido cogitada várias vezes.


Concebida, desde o século XVII, como solução de emergência em situações de crise, a mudança da Corte para a América voltou a ser considerada pelo anglófilo Rodrigo de Souza Coutinho às vésperas de sua demissão da pasta de secretário da Marinha e Ultramar, em 1803, mas somente entrou na pauta governamental do dia quando sucessivas ameaças da França evidenciaram, a partir de 1807, a iminência da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Convencido de que a integridade da monarquia somente seria assegurada por meio da preservação dos domínios americanos, cujos recursos naturais e humanos superavam os do reino, D. João e a Corte partiram de Lisboa em 29 de novembro de 1807, compondo uma comitiva de 15 mil pessoas, incluindo apenas uma pequena parte da alta nobreza lusitana.


VAINFAS, Ronaldo, (org.) Transmigrassão da Corte. Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 557.


A chegada da família real portuguesa no Brasil



A comitiva chegou à Bahia em janeiro de 1808. Imediatamente, o príncipe regente decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas e seguiu para o Rio de Janeiro onde aportou em 7 de março do mesmo ano.


Além da abertura dos portos, ainda no ano de 1808, o Príncipe Regente criou o Tribunal Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação do Estado do Brasil.

O alvará de 1785, que proibia a existência de manufaturas no Brasil, foi revogado.

A abertura dos portos em 1808 aumentou as possibilidades de articulação da América Portuguesa com o comércio internacional e incentivou migrações internas. As cidades cresceram e adotaram hábitos de consumo mais sofisticados. O maior exemplo foi a cidade do Rio de Janeiro, que se transformou com a presença da Corte Portuguesa. Apesar de conservar algumas das características das vilas coloniais, a cidade ganhou ares europeus após 1808.



DEBRET, Jean Baptiste. Os refrescos no Largo do Palácio. Viagem Pitoresca e Histórica através do Brasil. Paris/França, 1835/39.

Assista a aula sobre os principais acontecimentos do governo de D. João VI no Brasil