domingo, 12 de setembro de 2010

Aprenda mais sobre as origens do Islamismo

Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
O Islão

Introdução

A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. A religião muçulmana é monoteísta, ou seja, tem apenas um Deus: Alá.
Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.



Vida do profeta Maomé

Muhammad (Maomé) nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais.
Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.










Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica.
Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.

Livros Sagrados e doutrinas religiosas

O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão.



Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.
A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.
Preceitos religiosos

A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao comportamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve seguir cinco princípios:

- Aceitar Deus como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta;
- Dar esmola (Zakat) de no mínimo 2,5% de seus rendimentos para os necessitados;
- Fazer a peregrinação à cidade de Meca pelo menos uma vez na vida, desde que para isso possua recursos;
- Realização diária das orações;
- Jejuar no mês de Ramadã com objetivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

Locais sagrados

Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.

Figura 1: Árabes em torno do templo da Caaba.

Divisões do Islamismo

Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.


Conquistas territoriais



A expansão islâmica foi motivada pelos interesses mercantis dos grupos de comerciantes árabes e pela possibilidade de pilhagens e conquistas de terras férteis, favorecendo os interesses dos povos beduínos. Além disso, atribui-se a ela o enfraquecimento do Império Persa e a propagação da fé islâmica, obrigação pregada pelos descendentes de Maomé.
No primeiro século de existência, os árabes definiram um processo de expansão responsável pela formação de um vasto império territorial que se estendia da Península Ibérica, norte da África e do Oriente Médio, chegando inclusive às fronteiras da China e da Índia.

Economia, religião e cultura

As principais atividades econômicas, desenvolvidas pelos povos árabes foram o comércio e a indústria. As caravanas árabes estendiam os seus contatos até as regiões da Índia e do Extremo Oriente. Além das especiarias provenientes do Oriente, os árabes permitiam ao mundo ocidental o contato com as invenções dos chineses, como a pólvora, a bússola e o papel e com as dos hindus, como os algarismos, que passaram a ser chamados de algarismos arábicos. Os principais produtos orientais comercializados pelos povos árabes eram porcelana, musselina, tapetes, marfim, sedas, ouro, jóias, além de escravos.
Na atividade agrícola, da criação da curva de nível, os árabes desenvolveram técnicas assimiladas de diferentes povos. Boa parte das terras do império eram divididas em pequenas propriedades, exploradas pelos próprios donos. Nas grandes propriedades, era comum a presença de escravos, servos e rendeiros livres.
No campo religioso, o islamismo, doutrina criada por Maomé, possuía como princípios fundamentais a crença em Alá, como único Deus, e em Maomé, como seu legítimo profeta. Além disso, o islâmico é obrigado a orar cinco vezes ao dia, voltado para Meca; visitar Meca, pelo menos uma vez na vida; jejuar no mês do Ramadã (o nono mês lunar dos islâmicos) além de promover a caridade. A religião islâmica prega a crença no paraíso, no Juízo Final, na imortalidade da alma e na existência dos anjos. Segundo as orientações contidas no Alcorão, o livro sagrado com os ensinamentos de Maomé, os muçulmanos devem se abster da bebida, da carne de porco e dos jogos de azar. O Alcorão condena o roubo, o homicídio e a reprodução da figura humana. Admite, por outro lado, a escravidão e a poligamia.



A capacidade de assimilar e a de reelaborar o patrimônio cultural das diferentes civilizações com as quais tiveram contato fizeram dos árabes uma civilização que em muito se notabilizou no campo científico.
Aos árabes se deve a tradução da obra do astrônomo grego Ptolomeu, conhecida como Almagesto, e a criação de importantes laboratórios em Damasco, em Córdoba e no Cairo. Desenvolveram paralelamente os primeiros estudos de alquimia, com o objetivo de produzir a pedra filosofal, substância que poderia transformar todos os metais em ouro. Nessa época, acabaram descobrindo várias substâncias, como o álcool, o ácido sulfúrico e o salitre. Os estudos árabes sobre a alquimia contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento da química como ciência. Foram também os árabes que promoveram a descrição dos processos de destilação, filtração e sublimação.
No campo da medicina, os árabes estabeleceram o diagnóstico de doenças como a varíola e o sarampo. A obra Cânon, do médico Avicena, foi utilizada como manual de medicina na Europa até o século XVII.
Na matemática, os árabes desenvolveram os estudos de álgebra e de trigonometria, além da propagação do sistema numérico arábico, na verdade de origem hindu.
Na literatura, rica e imaginativa, os árabes desenvolveram importantes obras como o Rubayat, contendo as poesias de Omar Kayaman, além da obra em prosa As mil e uma noites, coleção de histórias, fábulas e contos eróticos e aventuras, inspirados na literatura dos povos egípcio e persa. Ibn Khaldum foi o mais importante historiador árabe, considerado os fatores de ordem material fundamentais, para o entendimento do processo civilizatório.
A pintura e a escultura foram antes menos desenvolvidas devido às restrições do Alcorão, que proíbe a retratação da figura humana. Destaca-se, no entanto, a originalidade da arte dos arabescos como recurso decorativo.
A arquitetura foi a principal arte desenvolvida, apresentando a combinação dos estilos bizantino e persa. Os árabes construíram palácios e mesquitas utilizando nesses obras a técnica de cripta em foram de bulbo, os minaretes, os arcos em ferradura, os arabescos e os mosaicos. Destacam-se como obras notáveis dos povos árabes a Mesquita de Omar, os palácios de Alhambra em Granada e Alcaçar em Sevilha.
Na filosofia, destaca-se a influência dos pensadores gregos, como Platão e Aristóteles. Avicenas e Averrois sobressaíram-se pela preservação e divulgação do racionalismo grego no Ocidente.
Finalmente, é importante ressaltar a influência árabe na língua portuguesa, em função da prolongada presença desses povos na região da Península Ibérica (século VII ao XV).




Saiba mais sobre a Civilização Muçulmana

Nesta teleaula você verá como o império muçulmano começou sua expansão na Península Arábica, onde a religião do Islã foi revelada ao profeta Maomé. Além disso, aprenderá que este império se dividia em três califados.

Conheça a força da religião islâmica




Atividades
1. Explique o que caracterizava politicamente a Arábia Pré-Islâmica.

Resposta: Politicamente, era caracterizada pela ausência de um Estado que abrigasse a nação existente na Península Arábica. Os povos árabes estavam fragmentados politicamente em 335 tribos dispersas na região litorânea (Arábia Feliz) e no interior da península (Arábia desértica), independentes entre si e dedicados à religião politeísta.


2. Qual era a importância da Caaba para os povos pré-islâmicos.

Resposta: A Caaba representava o principal templo dos povos pré-islâmicos na medida em que abrigava os inúmeros ídolos de adoração das diversas tribos que ocupavam a Península Arábica, entre eles a Pedra Negra.


3. Explique a importância histórica da Hégira para civilização árabe.

Resposta:A Hégira, fuga de Maomé para a cidade de Yatreb em 622, representa o ínicio do calendário muçulmano.

4.Identifique os aspectos culturais em que os povos árabes mais se destacaram.

Resposta: Além da contribuição religiosa, atribuem-se aos árabes os primeiros estudos de alquimia, que permitiram a descoberta de importantes substâncias químicas. Diagnosticaram, na Medicina, doenças como varíola e sarampo. Desenvolveram, na Matemática, os estudos de álgebra e de trigonometria. Na prosa literária, destacaram-se coma a obra As mil e uma noites, além da obra poética de Rubayt. Desenvolveram grandiosa arquitetura com a construção de palácios e mesquitas.

Questões propostas

Gabarito
1.a
2.c
3.e
4.a
5.e
6.b
7.a
8.e
9.d
10.a
11.c
12.e
13.01+ 02+ 04 +08
14.V;V;V;V;V



Conheça as músicas que marcaram época nas campanhas políticas


Os políticos tem hoje um monte de ferramentas para fazer campanha: TV, jornal, revista, rádio, internet, comício. Mas nenhum desiste do jingle, aquela musiquinha que nunca mais vai sair da sua cabeça.
Primeiro Ano - CNDL

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Coleção Pitágoras

Terceiro bimestre - História do Brasil

Capítulo 2

Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil

Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas



Leia o texto a seguir.



O quadro político e institucional da independência do Brasil não é menos conturbado e contraditório do que foi a transição econômica, e a ambiguidade da passagem do Brasil de colônia para nação independente é melhor exemplificada na enigmática pessoa de D. Pedro e dos abortados planos de reformas propostos por José Bonifácio. D. Pedro era, a uma só vez, o herói que havia emancipado o Brasil de Portugal e o governante temporário que no prazo de uma década voltou para Portugal para lutar na guerra civil contra seu irmão, assegurando, assim, que sua filha se tornasse a rainha de Portugal. Ele era um rei demasiado “liberal” para os padrões da Santa Aliança na Europa, mas muito “despótico” para muitos brasileiros, sobretudo para os republicanos de Pernambuco que se insurgiram em duas ocasiões para repudia-lo. Seu papel, conforme o perfil traçado pela historiografia portuguesa, é de um defensor do “constitucionalismo”, de uma imagem totalmente incompatível com aquela traçada pela historiografia brasileira, em que ele foi o governante que rejeitou a Constituição e demitiu José Bonifácio e seus irmãos, líderes da pequena minoria de brasileiros que queriam reformas fundamentais.



Charge de Dom Pedro, às vésperas Independência do Brasil.



Charge alusiva à disputa entre D. Pedro e D. Miguel pelo trono português.

É vital reconhecer, portanto, que no 7 de setembro de 1822, nas margens do Ipiranga, nos arredores de São Paulo, quando D. Pedro, herdeiro do trono português, gritou “Independência ou Morte”, estava exagerando. A questão, em setembro de 1822, não era certamente a “morte” e, apenas indiretamente, a “independência”. O Brasil havia sido independente, para todas as intenções de propósitos, desde 1808: desde 16 de dezembro de 1815 fazia parte de um reino unido, em pé de igualdade com Portugal. O que estava em jogo no início da década de 1820 era mais uma questão de monarquia, estabilidade, continuidade e integridade territorial do que revolução colonial [...]

A questão importante a respeito do Brasil é, portanto, que ele se tornou econômica e politicamente independente entre 1808 e 1820, enquanto desempenhava o papel de centro do Império Luso-Brasileiro. Tornou-se “independente” em 1822 apenas depois do fracasso da experiência de centro imperial, ao qual dos súditos da monarquia portuguesa na Europa, África e Ásia voltavam o olhar em busca de liderança. Essa circunstância pouco comum explica por que em 1820 foi Portugal que declarou sua “independência” de Portugal. O “Manifesto da Nação Portuguesa aos soberanos e povos da Europa”, que foi promulgado pelos rebeldes do Porto em 1820, soava como muitas declarações de independência dos estados coloniais e continha muitas das mesmas queixas; a única diferença era que esse manifesto fora promulgado por rebeldes de uma cidade na Europa, e não por rebeldes de algum porto colonial na América. O manifesto do Porto declarava: Os portugueses começam a perder as esperanças para com o único recurso e meio de salvação que lhes foi deixado em meio à ruína que quase consumiu sua querida terra natal. A ideia do stutus de colônia ao qual Portugal tem sido como efeito reduzido, aflige profundamente todos aqueles cidadãos que ainda conservam o sentimento de dignidade a partir do Brasil para os povos leais da Europa, o que implica numa distância de duzentas léguas e excessivo custo e demora [...].



MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000, p. 186-8.

5. O autor apresenta uma tese bastante inovadora em relação à independência do Brasil. Explique a posição do autor tanto no que se refere ao Brasil quanto no diz respeito a Portugal no processo de emancipação de nosso país.

Resposta: Na opinião do autor. o Brasil já estava independente de Portugal desde 1808 e de 1815. Em 1820, foi Portugal que declarou sua independência do Brasil.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil

Primeiro Ano - CNDL
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Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Conheça as histórias e os amores de Dom Pedro





Há exatos 202 anos, a Família real fazia chegava na Bahia após uma fuga estratégica de Portugal. Conheça a história de Dom Pedro e como ele se tornou importante no processo de independência.

Saiba mais sobre o processo de Independência do Brasil





Documentário produzido por universitárias enfocando aspectos relativos a Independência do Brasil.



Conheça o Museu do Ipiranga, o símbolo do 7 de Setembro





Cercado de verde, o Museu do Ipiranga é um marco na história do Brasil, pois é o local onde D. Pedro I declarou a independência do Brasil. O lugar reúne muita história e natureza.






O tema em foco




Nenhuma região brasileira sentiu mais a chegada da Corte do que o Rio de Janeiro, sede do vice-reinado desde 1763, escolhida para ser a capital provisória do Império luso-brasileiro. Para se ter uma ideia, a população cresceu de sessenta mil habitantes em 1808 para cento e doze mil em 1821, quando a família real regressou a Portugal.


Suas funções comerciais ampliaram-se, já que o porto do Rio de Janeiro era o principal escoadouro da produção da região centro-sul do Brasil desde o auge da exploração aurífera no século XVIII.



As novas funções administrativas de que se investiu a cidade já foram sentidas desde o desembarque da frota joanina. Nessa ocasião, dezenas de imóveis foram desapropriados pela Coroa para alojar os milhares de cortesãos e burocratas recém-chegados, quando se instalou no Rio de Janeiro a onerosa e inoperante máquina administrativa colonial.


Assistiu-se a uma grande transformação nos hábitos dos brasileiros devido ao contato com os adventícios. A vida cultural intensificou-se. Instalou-se a Real Biblioteca e a Imprensa Régia (1810). Em 1811, desembarcou no Rio o compositor e maestro Marcos Antônio Portugal, acompanhado por cantores e músicos, que assumiria as funções de Mestre da Capela Real e da Real Câmara.


Começaram a circular os primeiros jornais, como a Gazeta do Rio de Janeiro, em 1808, e O Patriota, em 1813. Nesse mesmo ano, inaugurava-se o Real Teatro de São João, com acomodação para mil e vinte pessoas na plateia e mais cento e doze camarotes.


Várias festividades alteraram pomposamente a rotina da cidade-capital, com a coração de D. João VI, a 6 de fevereiro de 1818. Naturalistas e artistas europeus puderam finalmente, por causa da abertura, partir para a exploração do inóspito território brasileiro, chegando aos milhares em expedições geralmente custeadas por seus países de origem. Somente entre 1808 e 1831, passaram pelo Brasil nomes como os ingleses Henry Koster, John Luccok, os exploradores alemães Sellow e Freyreiss, os austríacos (com o apoio da princesa D. Leopoldina) Von Spix e Von Martius, Emmanuel Pohl, Langsdorff e os pintores Debret, Rugendas, Taunay e Tomas Ender.


Entre os empreendimentos mais notáveis desse período, encontram-se as políticas para implantação da máquina de governo na sede do até então vice-reino, como a criação do primeiro Banco do Brasil, da Mesa de Consciência e Ordem e o Desembargo do Paço: as empresas "civilizatórias" com as quais o regente tentou criar um ambiente digno de sua pessoa e de sua família, como a construção do Real Teatro de São João (1813), por onde passaram importantes artistas europeus para deleite do espírito do príncipe.



Fundamental para a emancipação política brasileira foi a aproximação das elites do centro-sul com a coroa. D. João não economizou títulos de nobreza e cartas de sesmarias para os ricos nativos, principalmente os comerciantes de grosso trato envolvidos na mercancia de almas e no crédito, em troca de apoio político. A abertura das fronteiras rumo a um interior habitado por diversas etnias indígenas - contra as quais o Estado declarou guerra desde D. João - foi empreendida, além dos novos nobres da terra, por fidalgos e burocratas portugueses, muitos dos quais não relutaram em permanecer no Brasil mesmo após o retorno da Corte para Portugal.




MALERBA, Jurandir. O Brasil imperial. Maringá: Eduem, 1999. pp. 9-11.






3. Cite 5 (cinco) resultados da instalção da Corte portuguesa no Rio de Janeiro.


R.a) Crescimento populacional;
b) Ampliação das funções comerciais;
c) Transformação dos hábitos brasileiros;
d) Intensificação da vida cultural;
e) Desenvolvimento da administração.


4. Explique como D. João conseguiu o apoio político da elite do centro-sul do país.
R. Através da concessão de títulos de nobreza e de cartas de sesmarias para os brasileiros ricos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
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Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil


Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

Leia o documento a seguir

Dom João, por Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal e dos Algarves daquém e dalém mar, em África de Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e da Índia etc. Faço saber aos que a presente Carta de Lei virem, que, tendo constantemente em Meu Real ânimo os mais vivos desejos de fazer prosperar os Estados, a Providência Divina confiou ao meu Soberano Regime e dando ao mesmo tempo a importância devida à vastidão e localidade de meus domínios da América, à cópia e variedade dos preciosos elementos de riqueza que eles em si contêm e outros e Reconhecendo quanto seja vantajosa aos meus fiéis vassalos em geral uma perfeita união e identidade entre os meus reinos de Portugal, e dos Algarves e os meus domínios do Brasil, erigindo estes àquela graduação e categoria políitica, que pelos Plenipotenciários das Potências que formaram o Congresso de Viena, assim no Tratado de Aliança, concluído aos 8 de abril do corrente ano, como no Tratado Final do mesmo Congresso: Sou, portanto, Servido, e Me apraz Ordenar o seguinte:
1º que dada a publicação desta Carta de Lei o Estado do Brasil seja elevado à dignidade, preeminência e denominação de REINO DO BRASIL.
2º Que os meus reinos de Portugal, Algarves e Brasil formam agora em diante um só e único Reino debaixo do título de REINO UNIDO DE PORTUGAL E DO BRASIL, E ALGARVES.
3º Que os títulosinerente à Coroa de Portugal, e de que até agroa Hei feito uso, se substitua em todos os diplomas, Cartas de lei, Alvarás, Provisões e Atos Público o novo título de PRÍNCIPE REGENTE DO REINO UNIDO DE PORTUGAL, E DO BRASIL E ALGARVES DAQUÉM E DE ALÉM MAR, EM ÁFRICA, DE GUINÉ, E DA CONQUISTA, NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DA ETIÓPIA, ARÁBIA, PÉRSIA, E DA ÍNDIA.

Trecho do documento de Elevação do Brasil a Reino Unido, 16 de dezembro de 1815.




1. Apresente, com base no exposto nesse documento, as razões alegadas por D. João para elevar o Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves.

De acordo com as informações apresentadas no documento histórico é possível afirmar que D. João resolver elevar o Brasil à categoria de Reino Unido em razões de suas riquezas e pelas vantagens de se unir Portugal e o Brasil.





2. Leia o texto.

Debandada real
Portugal foi abandonado a frágeis e mal aparelhadas tropas invasoras que jamais conseguiram se apoderar-se totalmente do país. Uma resoluta resistência de D. João e dos exércitos lusitanos teria posto fim rapidamente à invasão. No momento da partida, D. João ordenou aos governadores que nomera que muito bem recebessem, aquartelassem e assisteissem os franceses que vinham chegando. Para muitos liberais, os soldados de Napoleão entravam em Portugal como libertadores. Nesse sentido, a família real escapava das tropas francesas e sobretudo da revolução burguesa que estremecia a Europa desde 1789. A coroa e a aristocracia lusitana temiam que os liberais portugueses fizessem o mesmo que o Terceiro Estado fizera na França. Após uma parada em Salvador da Bahia, o comboio real chegou meio desgarrado na cidade do Rio de Janeiro, a 7 de março de 1808.
A transferência da Família Real para o Novo Mundo não constituiu apenas uma fuga diante das tropas invasoras e do liberalismo europeu. Como vimos, migrando para o Brasil, a aristocracia lusitana fazia da necessidade, virtude, e transferia a sede da administração real para a "melhor parte" do Império lusitano. Em uma das mais olímpicas demonstrações de absoluta falta de raízes e sentimentos nacionais, a grande aristocracia preferia expatriar-se para melhor defender seus privilégios sociais e econômicos [...].

MAESTRI, Mário. Império. São Paulo: Contexto, 2002. pp. 20-1.

a) Apresente a tese do autor para a transferência da Família Real para o Brasil.

Segundo o autor, os portugueses poderiam muito bem tem enfrentado, com sucesso, os francesses. Todavia, estavam temeros das ideias liberais e dos acontecimentos na França e preferiram partir. Sendo assim, a tranferência da Corte para o Brasil constituiu uma fuga diante das tropas invasoras e do liberalismo europeu, mas também representou uma "virtude" dos portugueses que migraram para a melhor parte do império. O autor critica a absoluta falta de raízes e de sentimentos nacionais dos portugueses que preferiram expatriar-se para dessa foram garantir seus privilégios políticos e econômicos.
b) Explique o que o autor quer dizer com transferir a seda da administração real para a "melhor parte" do império lusitano.

Em fins do século 18, a economia da colônia portuguesa já se apresentava em melhores condições que aquela da metrópole portuguesa. O tratado entre Portugal e Inglaterra (Methuen, 1703) apontava nesta direção. Agravada a crise política na Europa no início do séculos 19, as possessões coloniais apresentavam também melhores condições para a manutenção da própria monarquia lusa ameaçada externa e internamente.



Conheça a história de Dom Miguel: o irmão reservado de Dom Pedro

Conheça a história do filho mais conservador de Dom João. Há mais de 200 anos, a Família Real chegou ao Brasil em uma fuga de Napoleão.

domingo, 5 de setembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
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Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1
A construção de um Brasil novo


Confira a análise de Boris Fausto sobre a Era Vargas

O fato histórico refere-se ao passado, mas conforme seja sua dimensão, tem impacto no presente. É tarefa do historiador interpretar e explicar o fato histórico".

Neste contexto, Boris Fausto trata a "Era Vargas" no momento da conquista poder, independente das circunstâncias que Vargas torna-se um líder centralizador, modernista e autoritário. Essas características lhe proporcionaram um logo período como Presidente da República.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Segundo Ano - CNDL

Terceiro Bimestre - História do Brasil

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Unidade - A Era Vargas

Capítulo 1

A construção de um Brasil novo






Saiba mais sobre a Revolução Constitucionalista de São Paulo (1932)



A Revolução de 1930 tirou a autonomia dos governos estatais e pôs fim à República Velha, que tinha uma política mais voltada para o setor agropecuário devido à grande produção de café.



Os paulistanos ficaram indignados com a decisão de Getúlio Vargas em nomear um interventor que não era de São Paulo para governar o estado; tal ato significava a quebra da Constituição republicana de 1891. Para bater de frente, os civis paulistanos organizaram um movimento armado que culminou na Revolução Constitucionalista de 1932.



O estopim do conflito se deu quando quatro jovens, dentre muitos outros que lutavam pela constituição, morreram em batalha. Os jovens de destaque eram: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, conhecidos como mártires da resistência que formaram a sigla MMDC.









Os paulistas buscaram o apoio de outros estados para tirar Getúlio Vargas do poder. Conseguiram a adesão de Mato Grosso e parte do Rio de Janeiro. Formaram um levante no dia 9 de julho de 1932, data simbólica do movimento, com uma multidão de civis, entre homens e mulheres estudantes, políticos, jornalistas, industriais e oposicionistas. Porém, não conseguiram o apoio efetivo de outros estados porque os governistas bloquearam o porto de Santos e as fronteiras de São Paulo. Ou seja, os paulistas lutaram praticamente sozinhos contra o Exército federal.



Aderiram aos oposicionistas de Vargas alguns militares, entre eles os generais Euclides de Figueiredo, Isidoro de Dias Lopes e Bertoldo Klinger. Eles organizaram uma marcha até a sede do governo federal para negociar a saída de Getúlio Vargas da presidência. Entretanto, o Exército governista era mais numeroso e impediu que os planos dos constituintes fosse adiante.







Sem apoio de outros estados e sem força para bater de frente com o Exército varguista, os insurgentes paulistas se renderam em outubro de 1932. Apesar da derrota dos paulistas, a Revolução Constitucionalista é um marco histórico porque impediu que o país fosse governado de forma inconstitucional. Sua maior contribuição foi a pressão para que um novo texto da Constituição fosse formulado dois anos mais tarde, o que permitiu que as mulheres votassem nas eleições, além de dar o direito do cidadão escolher secretamente seu candidato nas urnas.



Crianças encontram granada da Revolução de 1932







terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Violência no México

Pio Penna Filho*

O assassinato de 72 pessoas no norte do México recolocou o país no centro das atenções internacionais. Não se trata de uma nova onda de violência, mas da violência continuada. O próprio governo mexicano estima em mais de vinte e três mil o número de pessoas mortas desde 2006 como conseqüência da violência promovida pelo crime organizado. Não é, definitivamente, pouco. E há estimativas ainda piores, talvez mais realistas.
O crime organizado atua em praticamente todo o território nacional. Algumas organizações possuem ramificações internacionais e estão presentes em outros países da América Central, como Guatemala e El Salvador, isso sem contar as evidentes conexões na Colômbia, no Peru e nos Estados Unidos, este último o objetivo principal dessas organizações.


Los Zetas, Cartel do Golfo, Cartel de Sinaloa, Cartel de Juárez, Cartel de Tijuana e La Família estão entre as mais conhecidas organizações criminosas que atuam no México. As atividades do crime organizado são antigas no país e há registros que remontam à época da Segunda Guerra Mundial, período de formação do que ficou mais tarde conhecido como Cartel de Sinaloa, o mais antigo grupo em atividade. Desde essa época, portanto, já ocorria a venda de drogas para os Estados Unidos, principalmente maconha e heroína.
O crime organizado no México cresceu dessa forma justamente pela proximidade do país com o rico mercado norte-americano. É claro que essa característica por si só não explica a dimensão das atividades criminosas no México.
Além de uma estrutura social precária, marcada pela desigualdade e pela falta de oportunidades e pela falta de inclusão social, a responsabilidade maior deve ser atribuída ao Estado mexicano que falhou, e continua falhando, tanto em matérias sociais quanto na prevenção e na repressão ao crime organizado.


O resultado é esse clima de insegurança generalizada e ameaça frontal ao Estado e à sociedade, que vive o drama de ter que conviver com organizações criminosas extremamente violentas. A pressão sobre o Estado é enorme, tendo a corrupção atingido níveis alarmantes. Estima-se, por exemplo, que cerca de 10% da força policial já foi corrompida. E mais: está cada vez mais evidente a associação entre o crime organizado e importantes setores políticos, o que torna o problema substancialmente mais grave.


O México já é visto por especialistas como um dos cinco países no ranking internacional de Estados mais assolados pelo crime organizado. Perde apenas dos seguintes países: Afeganistão, Guiné Equatorial, Nigéria e Paquistão. Todos são mundialmente conhecidos pela incapacidade de lidar com as organizações criminosas que atuam em seus territórios.
Enfim, o problema do México é grave e afeta todo o seu entorno. A insegurança se dissemina em todas as direções, tanto é que se fala até no nascimento de uma “narcorregião”, envolvendo a América Central e o Caribe. Diante desse quadro, o crime organizado no Brasil parece estar no jardim da infância.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

sábado, 28 de agosto de 2010



Primeiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Terceiro bimestre - História do Brasil
Capítulo 2
Os caminhos da política imperial: da transferência da Corte à Independência do Brasil
Objetivos específicos do capítulo
* Discutir a questão da verdade na História.
* Discutir a questão da construção do discurso histórico.
* Analisar as razões da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil.
* Identificar as medidas adotadas por D. João após a vinda da Corte.
* Avaliar os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte Portuguesa.
* Analisar o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo de independência do Brasil.
* Reconhecer o processo da Revolução Liberal do Porto.
* Analisar a conjuntura da Regência de D. Pedro e o momento da Independência.


Conceitos fundamentais: historiografia; independência; emancipação; elites políticas; centralismo; monopólio colonial; revolução; liberalismo; absolutismo.

Este capítulo se inicia com a questão da construção do discurso histórico a partir da análise de duas fontes iconográficas relativas à Independência do Brasil. O que se pretende é mostrar versões para a Independência com base na análise dessas imagens. Esse é um tipo de problematização que pode e deve ser utilizado em outros capítulos, seja por meio de iconografia, seja por meio de documentos escritos.




VIANNA, Armando. Chegada de D. João à Igreja do Rosário no Rio de Janeiro, [s.d]. Museu da Cidade, RJ.


O primeiro tema do conteúdo a ser tratado no capítulo é o da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, ressaltando que essa transferência não foi fortuita como geralmente se pensa. Examinam-se as medidas adotadas por D. João após a sua chegada ao Brasil, com especial ênfase à abertura dos portos, que transformou a cidade do Rio de Janeiro. Se, por um lado, com a entrada de mercadorias estrangeiras, a cidade adquiriu ares europeus e sofisticados, por outro lado permaneceu a face colonial do Rio. Essas rupturas e permanências devem ser exploradas para que o aluno não reconheça apenas os impactos da chegada da Corte no Brasil. Na seção 'Análise e interpretação', foi apresentado trechos do Decreto de Elevação do Brasil a Reino Unido de 16 de dezembro de 1815, nos quais se explicitam as razões da vinda da Corte para o Brasil, apresentando uma visão mais crítica dessa transferência. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um texto sobre os impactos na cidade do Rio de Janeiro da chegada da Corte tanto no campo social quanto político.
O capítulo segue com a abordagem da independência do Brasil. São examinadas a Revolução Liberal do Porto, a regência de D. Pedro, com a inserção de um texto de Iara Lis de Souza, da declaração da independência. Na seção 'Análise e interpretação', foi escolhido um texto de Kenneth Maxwell que faz uma leitura inovadora do processo de independência, apresentando, assim, mais uma possibilidade de análise do tema. Na seção 'O tema em foco', foi apresentado um verbete da emancipação política do Brasil que, além de tratar de eventos desse processo, faz uma crítica historiográfica importante, contribuindo para os propósitos do capítulo.
Na seção 'Construindo habilidades e competências', solicita-se ao aluno, separado em grupos, a elaboração de um jornal sobre a independência do Brasil.


Problematização do tema

Observe as duas imagens e leia o texto a seguir.

ALBUQUERQUE, Georgina de. Sessão do Conselho de Estado. [s.d]. Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro.



AMÉRICO, Pedro. Independência ou Morte! [s.d]. Museu Paulista, São Paulo.

Georgina de Albuquerque, artista profissional e reconhecida, com sua tela Sessão do Conselho de Estado, se opôs à célebre pintura Independência ou Morte! (1888), de autoria de Pedro Américo, hoje instalada no Museu Paulista, conhecido também como Museu do Ipiranga. Esta obra, constitutiva do nosso imaginário sobre a ruptura política com Portugal, até hoje é amplamente veiculada, inclusive em livros didáticos, e muitas vezes tomada como registro fidedigno do que ocorrera em 7 de setembro de 1822 e não apenas uma interpretação. Nela, D. Pedro I figura no centro, com armas em punho, tendo ao seu redor soldados fiéis, postados nas colinas do riacho do Ipiranga, no momento em que declarava a independência.



"Sessão do Conselho de Estado" apresenta uma interpretação oposta à de Pedro Américo. Primeiro por celebrar um outro momento. Baseando-se na obra História do Brasil, de Rocha Pombo, a artista identificou na reunião do Conselho de Estado, presidido pela Princesa Leopoldina, a ocasião em que de fato seria decidida a independência. No canto esquerdo, sentada, regendo o evento, está a princesa Leopoldina. À sua frente, um grupo de conselheiros, liderado por José Bonifácio, um dos mentores da emancipação, que expõe os fatos justificadores da decisão de se romper com a metrópole. Em contraste com a tela Independência ou Morte!, não se trata de cena belicosa, mas de um fato construído politicamente. Não há soldados, fardas ou armas, mas sim a ideia de um processo amplamente refletido e em nada impetuoso, no qual a protagonista é uma mulher.
SIMONI, Ana Paula Cavalcanti. Sessão do Conselho de Estado, de Georgina de Albuquerque.
Nossa História, Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, n.5. mar. 2004. p. 24.
As imagens anteriores e o texto que as analisa mostram bem como a questão da verdade na história é complexa. Você observou duas fontes iconográficas e obteve duas interpretações diferentes para a independência do Brasil.
O quadro de Pedro Américo foi concluído em 1888, um ano antes da proclamação da República. O artista fez uma ampla pesquisa, consultando historiadores, estudando objetos e visitando o local do grito. Apesar disso, achava que não deveria ficar "preso à verdade". Assim, entre outros aspectos, alterou a topografia, para realçar o riacho do Ipiranga e a colina; escolheu raças de cavalos que dessem maior elegância ao príncipe D. Pedro e à sua comitiva; definiu características de trajes e chapéus; e promoveu a incorporação anacrônica da Guarda de Honra do Imperador, regimento criado, como o próprio nome sugere, tempos depois do 7 de Setembro, explica Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da Universidade de São Paulo (USP).

As muitas independências. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, set. 2004. n. 11. p. 14.

Assim como outros eventos históricos, há muitas independências. Nesse capítulo, você vai estudar o processo que levou o Brasil a se emancipar de Portugal. Iniciado com a chegada da Corte e, a partir daí, os desdobramentos que acabaram levando o Brasil à sua independência política. Na medida do possível, vamos apresentar algumas das múltiplas interpretações desse processo.




Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Na sua leitura iconográfica das duas imagens do início do capítulo, qual delas lhe parece representar melhor a independência do Brasil? Por quê?


2. Você acredita que a independência do Brasil foi um acontecimento pacífico acontecido em uma reunião palaciana?



3. Qual a sua opinião sobre a atitude de Pedro Américo ao retratar a independência do Brasil?



4. Qual o papel da vinda da Corte Portuguesa no processo de emancipação do Brasil?



A transferência da Corte Portuguesa



A transferência da corte portuguesa para o Brasil não foi improvisada, como é comum entendê-la. Ela já havia sido cogitada várias vezes.


Concebida, desde o século XVII, como solução de emergência em situações de crise, a mudança da Corte para a América voltou a ser considerada pelo anglófilo Rodrigo de Souza Coutinho às vésperas de sua demissão da pasta de secretário da Marinha e Ultramar, em 1803, mas somente entrou na pauta governamental do dia quando sucessivas ameaças da França evidenciaram, a partir de 1807, a iminência da invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas. Convencido de que a integridade da monarquia somente seria assegurada por meio da preservação dos domínios americanos, cujos recursos naturais e humanos superavam os do reino, D. João e a Corte partiram de Lisboa em 29 de novembro de 1807, compondo uma comitiva de 15 mil pessoas, incluindo apenas uma pequena parte da alta nobreza lusitana.


VAINFAS, Ronaldo, (org.) Transmigrassão da Corte. Dicionário do Brasil colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000. p. 557.


A chegada da família real portuguesa no Brasil



A comitiva chegou à Bahia em janeiro de 1808. Imediatamente, o príncipe regente decretou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas e seguiu para o Rio de Janeiro onde aportou em 7 de março do mesmo ano.


Além da abertura dos portos, ainda no ano de 1808, o Príncipe Regente criou o Tribunal Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação do Estado do Brasil.

O alvará de 1785, que proibia a existência de manufaturas no Brasil, foi revogado.

A abertura dos portos em 1808 aumentou as possibilidades de articulação da América Portuguesa com o comércio internacional e incentivou migrações internas. As cidades cresceram e adotaram hábitos de consumo mais sofisticados. O maior exemplo foi a cidade do Rio de Janeiro, que se transformou com a presença da Corte Portuguesa. Apesar de conservar algumas das características das vilas coloniais, a cidade ganhou ares europeus após 1808.



DEBRET, Jean Baptiste. Os refrescos no Largo do Palácio. Viagem Pitoresca e Histórica através do Brasil. Paris/França, 1835/39.

Assista a aula sobre os principais acontecimentos do governo de D. João VI no Brasil

Segundo Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Caderno 2
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 1 - A construção de um Brasil novo

Assista ao video a seguir onde o professor Ricardo Carvalho apresenta as repercussões da dita revolução de 1930 e as principais características da chamada Era Vargas (1930-1945)




Confira o video abaixo os reflexos da chamada Revolução de 1930 no Brasil




Assista agora a segunda parte do video com as transformações políticas, econômicas e sociais implantadas ao longo da Era Vargas



Nesta teleaula você vai estudar um pouco mais a Revolução de 30. Verá quais foram as forças políticas e econômicas que saíram vitoriosas e conhecerá as principais transformações que essa revolução provocou no país. Além disso, entenderá como Getúlio Vargas conseguiu ficar no poder durante 15 anos seguidos.
Este capítulo trata das diretrizes econômicas, do governo provisório e do constitucional de Vargas, além do golpe de 10 de novembro de 1930, portanto se fará uma abordagem do contexto histórico situado entre 1930 e 1937. O ponto principal a ser exposto é a definição do que foi a Era Vargas: uma mudança na ordem política, econômica e social do Brasil. Essas questões estão bem definidas no texto do capítulo. É possível que se tenha alguma dificuldade ao estudar a questão das políticas econômicas - o processo de alteração do padrão de acumulação capitalista no Brasil - que é um assunto mais árido. Para tanto necessita-se de um reforço nas ideias trabalhadas no capítulo, tais como a construção dos conceitos, com exemplos que materializarem o processo estudado, comparações com outros momentos da história do Brasil.
Há que se trabalhar com a construção de alguns conceitos importantes para o desenvolvimento desse capítulo, tais como os de capitalismo liberal, mercado autoregulado, Estado interventor, substituição de importações, corporativismo. São conceitos decisivos para se entender a mudança na acumulação capitalista no Brasil.
No exame do governo provisório, ênfase especial deve ser conferida ao Código Eleitoral que estabelecia o voto universal, secreto e facultativo, inclusive às mulheres. Também deve ser abordada a Revolução Constitucionalista de 1932, para o que foi escolhido um manifesto em que se explicam as razões de os paulistas enfrentarem o governo central.
Pelo menos dois contextos internacionais devem ser abordados: a crise de 1929 e o período entre-guerras com a ascensão do nazi-fascismo, que influenciou decisivamente a criação da Ação Integralista Brasileira. A atuação do Partido Comunista - a partir de uma política de internacionalização do socialismo - ajuda a explicar a criação da Aliança Nacional Libertadora e sua atuação no Brasil, nos anos 1930. Sobre a ANL foi escolhido um texto que mostra a sua vinculação com o Partido Comunista. Como se sabe a ANL era formada por setores variados, mas novas pesquisas enfatizam a sua forte vinculação como o PCB. O levante dos aliancistas foi motivo para que Vargas instalasse o estado de sítio e um ótima desculpa para o golpe de 1937 como mostra o trecho do documento escolhido para a análise dos alunos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas
A civilização romana
Atividades


12. "A luta entre patrícios e plebeus estabeleceu-se como um dos principais elementos sociais da República Romana."
a) Justifique a eclosão dos conflitos entre patrícios e plebeus no período republicano.

Resposta: Os plebeus, apesar de serem considerados livres, eram destituídos de direitos políticos além de serem obrigados a pagar impostos e servir o exército. A marginalização política, a discriminação social e a desigualdade econômica imposta à plebe provocaram a reação política contra os setores aristocráticos.

b) Apresente um desdobramento político desse conflito.
Resposta: A decretação da Lei das 12 Tábuas, instituindo a igualdade jurídica entre patrícios e plebeus.

13. Explique a importância das Guerras Púnicas para a República Romana.
Resposta: As Guerras Púnicas contra Cartágo, permitiram a Roma a consolidação do seu domínio marítimo-comercial sobre o Mediterrâneo Ocidental.

14. Analise a importância social das reformas propostas por Tibério e Caio Graco.
Resposta: A importância da atuação dos tribunos da plebe, Tibério e Caio Graco, definiu-se pela defesa de medidas de caráter social voltadas para os interesses das camadas populares, como a proposta de reforma agrária e a Lei Frumentária.

15. Explique o que permitiu a "Pax Romana" durante o governo de Otávio Augusto.
Resposta: A "Pax Romana" foi possibilitada, externamente, pela substituição do expansionismo militar pela melhoria da administração das províncias e internamente pela melhoria da administração das províncias e internamente pela prosperidade econômica e social além de grandes realizações artísticas e culturais.


16. Analise os fatores responsáveis pela desagregação do Império Romano.
Resposta: A crise do Império Romano está relacionada, entre outros fatores, à crise do modo de produção escravista, decorrente da diminuição das conquistas militares, provocando a retração dos setores produtivos. As intrigass palacianas responsáveis pelo agravamento do quadro de instabilidade política e econômica e ao processo das invasões bárbaras sobre as fronteiras do Império.

17. Explique as origens e a importância histórica do Direito Romano.
Resposta: O legado cultural mais importante de Roma estabeleceu-se no campo do Direito. Suas origens estabeleceram-se na luta de classes entre plebeus e patrícios ocorridas durante o período republicano. Dessa luta, definiu-se, entre outras conquistas, a Lei das 12 Tábuas. As leis escritas do Direito Romano deram origem ao Corpus Juris Civilis ou Código de Justiniano, imperador bizantino, que inspirou a legislação e o Direito moderno do mundo ocidental.

QUESTÕES PROPOSTAS
1. (UFC-CE) A concentração de terras produtivas nas mãos da aristocracia grega gerou uma série de crises e conflitos sociais relacionados à posse da terra entre os séculos VIII a.C. e VII a.C., período de formação da polis grega. Constituiu solução adotada para superar as tensões sociais nesse período a:
A) venda dos homens livres sem terra como escravos para outros povos, como os fenícios.
B) adoção da tirania como forma de conter as revoltas sociais que se manifestavam no governo
democrático.
C) diminuição do número de escravos para ampliar as possibilidades de trabalho para os homens gregos livres.
D) colonização de novas terras por grupos de colonos gregos com o intuito de fundar novas poleis e organizar uma economia autônoma.
E) ampliação do comércio após a tomada das rotas comerciais dos egípcios a fim de deslocar a mão de obra grega para a atividade comercial.

2. (Fuvest) Comparando-se as civilizações da Antiguidade Ocidental (Grécia e Roma) com as da Antiguidade Oriental (Egito e Mesopotâmia), constata-se que ambas conheceram as mesmas instituições básicas, muitas das quais, aliás, o Ocidente tomou do Oriente. Contudo, houve um setor original e específico da civilização greco-romana. Trata-se do:
a) econômico,com novas formas de indústrias e comércio que permitiram o surgimento de centros urbanos.
b) social, com novas formas de trabalho compulsório e hierarquias sociais baseadas no nascimento e na riqueza.
c) religioso, como aparecimento de divindades com representação antropomórfica e poderes ilimitados.
d) cultural, com o desenvolvimento das artes plásticas e de expressões artísticas derivadas do uso da escrita.
e) político, com a instituição de práticas participativas no poder e instituições republicanas de governo.

3. (UFC) A democracia ateniense possui algumas características que a tornam diferente das democracias modernas, ainda que estas se inspirem nela para se constituírem.

CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. v. 1 e 2. ed. São Paulo, Brasiliense, 1994. p. 111.

Dentre as peculiaridades da democracia ateniense, podemos destacar:

01. Os estrangeiros (metecos) são excluídos da democracia.

02. Os escravos domésticos gozam de direitos civis e políticos.

04. Os direitos da cidadania restringem-se a uma parcela da população: os cidadãos.

08. Mulheres e crianças estão excluídas da cidadania que existe apenas para os homens livres, adultos naturais de Atenas.

16. A democracia ateniense representa um avanço, se comparada às formas políticas das monarquias orientais.

4.(FUVEST) "A história da Antiguidade Clássica é a história das cidades, porém, de cidades baseadas na propriedade da terra e na agricultura." K. Marx. Formações econômicas pré-capitalistas. Em decorrência da frase de Marx, é correto afirmar que

a) os comerciantes eram o setor urbano com maior poder na Antigüidade, mas dependiam da produção agrícola.
b) o comércio e as manufaturas eram atividades desconhecidas nas cidades em torno do Mediterrâneo.
c) as populações das cidades greco-romanas dependiam da agricultura para a acumulação de riqueza monetária.
d) a sociedade urbana greco-romana se caracterizava pela ausência de diferenças sociais.
e) os privilégios dos cidadãos das cidades gregas e romanas se originavam da condição de proprietários rurais.

5. (UFC) A respeito da Grécia, podemos dizer que

01. a Gerúsia era o nome atribuído ao Conselho dos Anciãos espartanos.

02. a rivalidade entre Atenas e Esparta provocou a Guerra do Peloponeso.

04. a cultura helenística era expressão da fusão de elementos gregos e orientais.

08. o apogeu da democracia ateniense ocorreu durante o governo de Péricles.

16. a diarquia foi consolidada pelos democratas atenienses.

32. a cidade-Estado foi uma criação da política grega.

6. (UFBA) Em relação ao legado cultural dos romanos à Civilização Ocidental, pode-se afirmar:

(01) Esse legado foi transmitido à civilização moderna e contemporânea através dos povos "bárbaros", os quais, assimilados à cultura romana, lançaram as bases das modernas nações europeias.

(02) Conhecimentos científicos sobre matemática e ciências naturais foram amplamente aprofundados pelos romanos, constituindo-se posteriormente na base para os avanços realizados durante o Renascimento.

(04) A estrutura administrativa dos romanos, no que se refere aos governos locais e ao papel dos edis, ofereceu subsídios para a moderna administração municipal.

(08) O esforço dos romanos no sentido de sistematizar suas leis, através do Corpus Juris Civilis, foi totalmente perdido, após as alterações provocadas pelos povos "bárbaros", no Império.

(16) A religião cristã, aceita sem dificuldades pelo Império Romano, foi utilizada como instrumento de poder e dominação daquele povo sobre os árabes, os judeus e os germanos.

7. (UFPE)"Em Roma, a civilização, a cultura, a literatura, a arte e a própria religião provieram quase inteiramente dos gregos ao longo de quase meio milênio de aculturação".

Paul Veyne, in HISTÓRIA DA VIDA PRIVADA.

Com relação à cultura greco-romana assinale a alternativa incorreta:
a) Pode-se afirmar que de Gibraltar ao Indo, região dominada pelo Império Romano, reinava a civilização helenística.
b) O aparelho de estado romano não se espelhou na política grega devido às diferentes perspectivas que tinham os romanos sobre duas questões: a riqueza e o poder.
c) Apesar de copiarem a arte grega, os romanos foram originais no que diz respeito ao ato de retratar, tanto através de pintura quanto da escultura.
d) Assim como em Atenas, a posição da mulher romana era de grande poder político e prestígio social.
e) No início do período republicano, a vida familiar entrou em crise: adultério e divórcio, cultos orientais e gregos tomaram o lugar da religião formalista, patriótica e do culto aos antepassados.

8. (UFC) O Império Romano caiu em finais do século V. A sociedade romana foi destruída por motivos internos e externos ao próprio Império. As complexas causas de sua crise foram precipitadas pelo movimento dos escravos, dos colonos e das conquistas dos bárbaros.

Podemos afirmar que os bárbaros eram

a) povos comerciantes do Mediterrâneo.

b) tribos seminômades pastoris e guerreiras que viviam agrupadas em clãs.

c) grupos internos ao Império, descontentes com a crise iniciada no século III.

d) um conjunto de povos portadores de novas tecnologias agrárias.

e) tribos descendentes dos antigos etruscos que habitavam o Lácio.

9. (UFPE) A cristianização do Império Romano é decorrente de que fato?

a) Tendência dos romanos às fantasias da imaginação mística.

b) Processo de expansão romana na direção do Oriente Próximo.

c) Deificação do Imperador Augusto.

d) Cultos secretos: os mistérios Elêusis e Orfismo.

e) Práticas religiosas pagãs da família patriarcal romana.

GABARITO:

01. D

02. E

03. Verdadeiras: 01, 04, 08, 16

04. E

05. Verdadeiras: 01, 02, 04, 08

06. Verdadeiras: 01, 04

07. D

08. B

09. B

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas
A civilização romana
O mundo Romano: da monarquia a República





Nesta teleaula você conhecerá a lenda que se mistura com a história da fundação de Roma e saberá como a cidade passou de monarquia a República. Além disso, verá que, durante as guerras púnicas, os romanos destruíram a cidade de Cartago e se tornaram donos do norte da África.

Assista também a segunda parte da aula O mundo Romano: da monarquia a República


Da Crise da República ao Fim do Império Romano

Nesta teleaula você verá que as desigualdades sociais provocaram uma crise na república romana e que o partido senatorial impedia reformas propostas pelo partido popular. Além disso, aprenderá que o império romano caiu devido aos seus vícios internos e às invasões dos povos bárbaros.

Assista também a segunda parte da aula Da Crise da República ao Fim do Império Romano



Saiba mais sobre a decadência do Império Romano

O professor de História do Vestibular em Foco, Carballal explica os fatores que levaram ao colapso do poderoso império romano.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas

A civilização romana

Introdução
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.



Origem de Roma : explicação mitológica
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

Origens de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ).






O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.

Religião politeísta
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.

República Romana (509 a.C. a 27 a.C)




Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

Formação e Expansão do Império Romano
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C).



Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.






Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.






Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).







Luta de gladiadores: pão e circo
Pão e Circo



Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.


Cultura Romana
A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

Religião Romana
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

Crise e decadência do Império Romano
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.


Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

fonte: www.suapesquisa.com/imperioromano



Terceiro Ano - CNDL
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Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas - A civilização romana
Confira, na apresentação abaixo,aspectos marcantes da história romana



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Terceiro Ano - CNDL
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Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas - A civilização grega

Músicas que enfocam a temática da Grécia Antiga

Mulheres de Atenas, de Chico Buarque




Mulher nova, bonita e carinhosa, de Zé Ramalho e Otacílio Batista


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

As civilizações clássicas - A civilização grega

Terceiro Ano - CNDL
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Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas - A civilização grega

Atividades

1. Explique de que forma ocorreu a organização social da civilização grega.
A civilização grega organizou-se através da fusão de diferentes povos de origem indo-europeia que se estabeleceram na Península Balcânica, a partir de 2000 a.C., como os aqueus, jônios, eólios e dórios.
2. Analise a importância das obras de Homero para o estudo da civilização grega.
Por meio das obras de Homero, Ilíada e Odisseia, é possível compreender os aspectos da civilização grega do período que se estende da invasão dos dórios (séc. XII a.C.) ao processo de desagregação dos genos (séc. VIII a.C.).


3. Apresente os fatores responsáveis pela destruição do sistema gentílico e seus desdobramentos para a sociedade grega.
O crescimento demográfico da população dos genos; a disputa pelas terras cultiváveis.
A diluição do poder e autoridade do pater entre seus descendentes, os eupátridas; a instituição da propriedade privada; a prática das relações escravistas.
4. Construa um conceito para o termo Polis.
Segundo os gregos, corresponde à cidade que usufrui de autonomia política e administrativa (cidade-estado).

5. Explique o que contribuiu para a expansão da economia grega no período Arcaico.
Nesse período, as polis gregas, como Atenas, Corinto, Megane e Eubeia, promoveram a expansão colonialista sobre as regiões da Ásia Menor e do Mediterrâneo, suprindo as necessidades agrícolas do território grego.


6. A partir de 506 a. C., várias reformas administrativas e políticas foram implementadas em Atenas. Tais reformas estabeleceram o que os historiadores denominam democracia escravista. Sobre essa democracia responda:


a) Que nome recebia o lugar reservado na polis para os debates públicos?
Eclésia.

b) O que significa, para os historiadores, o conceito de democracia escravista ateniense?
Uma democracia excludente e elitista controlada por uma minoria de elementos considerados cidadãos que exploravam a imensa maioria de trabalhadores destituídos de direitos políticos.



7. Estabeleça um paralelo entre a organização social de Atenas e de Esparta.
Esparta: sociedade de perfil militarista e voltada para atividades econômicas agrícolas. Constituía-se de espartanos (cidadãos); periecos (homens livres, mas destituídos de direitos políticos); hilotas (servos do Estado).

Atenas: sociedade de perfil cultural e artístico mais desenvolvido e voltada para as atividades econômicas marítimas e mercantis. Constituia-se de eupátridas (cidadãos); metecos (estrangeiros e destituídos de direitos políticos) e escravos.


8. Analise a importância do governo de Péricles para a sociedade ateniense.
O governo de Péricles possibilitou o aperfeiçoamento da democracia ateniense; promoveu obras públicas para o embelezamento da cidade além de se destacar por um notável progresso no campo artístico e literário.

9. Apresente os fatores responsáveis pela desagregação da Civilização Grega.
A Guerra do Peloponeso entre Atenas e Esparta, líder da Liga de Delos, e Esparta, líder da Liga do Peloponeso, responsável pelo enfraquecimento da cidades-estado; a invasão de Felipe II, rei da Macedônia sobre o território grego.
10. Identifique e Explique a importância do fenômeno cultural desenvolvido a partir do Império de Alexandre Magno.
Helenismo. O helenismo correspondeu à tentativa de Alexandre Magno ao promover a fusão dos valores da cultura grega com os valores da cultura oriental.
11. Analise a importância da cultura grega para os fundamentos da civilização moderna.

Os fundamentos da civilização moderna foram fortemente influenciados pelos valores racionalistas da cultura grega. Dos gregos a civilização moderna também herdou as concepções artísticas e os valores literários.
Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
As civilizações clássicas - A civilização grega

O Mundo Grego: Grécia Antiga Clássica e Helenística

Nesta teleaula você aprenderá que as duas cidades mais poderosas da Grécia Antiga eram a militarista Esparta e a democrática Atenas, onde as artes se desenvolveram muito. Além disso, verá como o enfraquecimento dos gregos foi aproveitado pelos macedônios, que, com Alexandre Magno, conquistaram um grande império e difundiram a cultura grega no Oriente.




Assista a segunda parte da teleaula sobre a Civilização Grega