sábado, 11 de agosto de 2012
Confira a correção da prova de História (Terceiro Ano)
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
Confira as provas de História (P1) do Terceiro Bimestre
AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA
PRIMEIRO ANO
1. (CNDL) Observe atentamente as imagens abaixo.
Pedro Américo. Tiradentes Esquartejado.
Cândido Portinari. Despojos de Tiradentes.
Apresente a leitura das obras mencionadas acima enfatizando o tema em comum retratado nas mesmas e explicando os motivos que levaram a Coroa Portuguesa a estabelecer uma pena tão severa contra esta personagem da História do Brasil.
Resposta: As telas mostram a morte e esquartejamento de Tiradentes. A punição da Coroa portuguesa foi severa para desencorajar a eclosão de novas revoltas coloniais.
2. É característica comum das três últimas rebeliões do Período Colonial – Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana e Revolução Pernambucana
b) defenderem a adoção do mesmo tipo de governo revolucionário.
c) apresentarem medidas reivindicatórias, sem oferecerem um projeto de separação política de Portugal.
d) sofrerem influências de ideais políticos externos, principalmente franceses e norte-americanos.
Resposta: [D]
3. (PITÁGORAS) Leia o fragmento abaixo.
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
Ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus -pois se atreveram' .
a falar em liberdade
(que ninguém sabe o que seja).
(...)
(Liberdade -essa palavra
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência.
O trecho acima refere-se à Conjuração Mineira. Sobre ela é correto afirmar, EXCETO
A) o movimento foi influenciado pelas ideias iluministas.
B) o movimento propunha acabar com a escravidão no Brasil.
C) os planos dos inconfidentes foram delatados e desta forma o movimento foi abafado.
D) os inconfidentes propunham a independência de Minas e não da colônia como um todo.
E) o movimento foi reprimido violentamente e a pena exemplar foi imposta a Tiradentes sendo este executado.
resposta: [B]
4. (PITÁGORAS) Leia o texto abaixo.
“Os sentimentos antilusitanos presentes durante todo o período colonial baseavam-se, entre outros motivos, nos interesses conflitantes entre os proprietários de terras e os comerciantes portugueses. Se esses sentimentos não eram novos, a situação agravou-se a partir de 1815 com a crise econômica nordestina derivada da baixa do preço do açúcar e do algodão no mercado internacional a que se aliou uma intensa seca que prejudicou ainda mais os proprietários rurais nordestinos. Insatisfeitos os nordestinos rebelaram contra o governo português sediado no Rio de Janeiro”.
Fonte: ANASTASIA, Carla Maria Junho. História - Ensino Médio. 1ª Série. Belo Horizonte. Ed. Educacional.
O texto faz REFERÊNCIA à
A) Revolta de Beckman
B) Guerra dos Mascates
C) Confederação do Equador
D) Guerra dos Emboaba
E) Revolução de 1817
Resposta: [E]
5. (PITÁGORAS) O texto e a charge abaixo fazem referências a um movimento de insatisfação ocorrido no Brasil na segunda metade do século XVIII. Após analisá-los responda à questão.
"Na mineração, como de resto em qualquer atividade econômica da colônia, a força de trabalho era basicamente escrava, havendo, entretanto grupos de trabalhadores livres ou semilivres. Dificilmente o homem livre e pobre poderia se manter como proprietário, sobretudo em Minas, região que, apesar de tida tradicionalmente como rica e democrática, apresentava possibilidades favoráveis apenas a um pequeno número de pessoas, mesmo assim a Metrópole mantinha um rígido aparato fiscal e repressor na região."
(DESCLASSIFICADOS DO OURO, Laura de Mello e Souza)
Fonte: NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 1998. P. 122.
Relacione a imagem e o fragmento do texto ao movimento emancipacionista ocorrido na região mineradora.
QUESTÃO DESAFIO
(PITÁGORAS)
Aviso ao povo Bahiense
Ó vós, Homens cidadãos; ó vós, Povos curvados, e abandonados pelo Rei, pelos seus despotismos, pelos seus Ministros.
Ó vós, Povo, que nascesteis para sereis livre e para gozares dos bons efeitos da Liberdade, ó vós Povos que viveis flagelado com o pleno poder do indigno coroado, esse mesmo rei que vós criastes; esse mesmo rei tirano é quem se firma no trono para vos veixar; para vos roubar e para vos maltratar.
Homens, o tempo é chegado para a vossa ressurreição, sim para ressuscitareis do abismo da escravidão, para levantareis a sagrada Bandeira da Liberdade.
A Conjuração Baiana foi um movimento separatista ocorrido na Bahia em 1798. Sobre este movimento pode-se AFIRMAR
A) O movimento foi influenciado pelos ideais de liberdade defendidos pelas Revoluções Puritana e Gloriosa ocorridas na Inglaterra.
B) Os revoltosos defendiam a transformação da colônia brasileira em uma República autônoma, governada por integrantes da elite agrária açucareira.
C) A Conjuração Baiana influenciou outros movimentos revolucionários como a Guerras dos Emboabas e a Guerra dos Mascates.
D) O movimento não deu resultado pelo fato das lideranças não terem chegado ao consenso sobre a questão da escravidão.
E) O movimento foi influenciado pelas ideias da loja maçônica Cavaleiros da Luz, que defendiam a república, a liberdade e a igualdade entre os homens.
Resposta: [E]
SEGUNDO ANO
1. (FUVEST) A expressão “política do café com leite” é muito utilizada para caracterizar a Primeira República no Brasil. Sobre essa política, descreva
a) seu funcionamento.
b) seu colapso na década de 1920.
Resposta:
a) A Política do Café com Leite caracterizou-se pelo domínio das oligarquias paulista e mineira na política nacional, com a alternância de poder entre seus representantes. Para garantir esse predomínio foi indispensável a montagem e manutenção de um sistema eleitoral que permitisse o controle do eleitorado e conseqüentemente a garantia do resultado das eleições, isso se dava através do “voto de cabresto” e da “Política dos Governadores”.
b) O colapso da “Política do café com leite” é percebida ao longo da década de 20, a partir de um conjunto de manifestações contrárias ao predomínio das oligarquias e que refletem a crescente urbanização do país, como a manutenção das mobilizações operárias e do movimento sindical, o movimento militar tenentista que se colocou frontalmente contra os mecanismos de poder vigentes, o Movimento Modernista, que questionou os valores culturais e comportamentais, e a organização do empresariado urbano com o apoio crescente da pequena classe média. Soma-se a essa situação a crise de superprodução agravada na década, que foi responsável pela ruptura eleitoral entre o PRP e o PRM, manifestada na escolha de Julio Prestes como candidato em 1930, em um momento onde se faziam sentir os primeiros efeitos da quebra da Bolsa de valores de Nova York.
2. (UNESP) Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo a Semana de Arte Moderna. Segundo Mário de Andrade, as mudanças ocorridas a partir da Semana de 22 e do Movimento Modernista significaram a fusão de três princípios: o direito permanente à pesquisa estética, a atualização da inteligência artística brasileira e a estabilização de uma consciência criadora nacional. Está inteiramente correto considerar como consequências da Semana de Arte Moderna:
a) a formação de uma geração de artistas que romperam com a arte barroca; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas do Renascimento Italiano; a formação de grupos de artistas e salões de arte moderna em todo o Brasil.
b) a formação de uma geração de artistas acadêmicos; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas da Missão Artística Francesa; a formação de grupos de artistas e de salões de arte neoclássicos.
c) a formação de uma geração de artistas que romperam com a estética modernista; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas contemporâneas; a formação de grupos de artistas e salões de arte em São Paulo e no Rio de Janeiro destinados a exposições de arte moderna.
d) a formação de uma geração de artistas que romperam com os ditames acadêmicos; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas dos primitivos; a formação de grupos de artistas, tais como o Clube dos Artistas Modernos e a Sociedade Pró Arte Moderna de São Paulo.
e) a formação de uma geração de artistas que romperam com o estilo clássico; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas do estilo Rococó; a formação de grandes exposições de Arte, como a Bienal de São Paulo.
Resposta: [D]
3. (UFSC/adaptada) Na década de 1920, eclode no Brasil um descontentamento de um setor militar, o qual ficou conhecido como “tenentismo”. Em relação a este assunto, é CORRETO afirmar que:
a) o movimento tenentista pregava a moralização da vida pública, o combate a corrupção e a defesa dos interesses nacionais e da implantação do voto secreto.
b) dentre sua liderança destacou-se Luís Carlos Prestes, que liderou a “Coluna Prestes” e percorreu mais de 24.000 km pelo interior do Brasil. Seu maior objetivo era depor o governo de Getúlio Vargas.
c) a “Coluna Prestes” propunha criar mecanismos de sustentação ao presidente Artur Bernardes e da República Oligárquica.
d) o movimento tenentista foi fortalecido no sertão nordestino com o apoio decisivo de “Lampião”, líder dos cangaceiros.
e) a “Coluna Prestes” sempre foi derrotada pelas tropas do exército, por esse motivo, internou-se na Bolívia onde se dispersou em 1927. Seu líder maior, Luís Carlos Prestes, ficou conhecido como “Cavaleiro da Esperança”.
Resposta: [A]
4. (Mackenzie) Contribuíram para a eclosão da Revolução de 1930:
a) o programa da Aliança Liberal, francamente favorável aos setores rurais e oligárquicos da República Velha.
b) a oposição de João Pessoa aos políticos aliancistas, fato que culminou com seu assassinato.
c) O apoio do Tenentismo ao governo de Washington Luís e a política oligárquica.
d) A vitória de Getúlio Vargas nas eleições e a ameaça de golpe pelos situacionistas.
e) A ruptura da Política do Café com Leite nas eleições de 1930, em decorrência da crise econômica que afetou o setor cafeeiro.
Resposta: [E]
5. (UECE-2008) "A década de 1920 terminou presenciando uma das poucas campanhas eleitorais da Primeira República em que houve autêntica competição para o cargo da Presidência".
(FONTE: CARVALHO, José Murilo. Marco Divisório. In "Cidadania no Brasil: o longo caminho". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, pp.89-126.)
Assinale a alternativa que contém os nomes dos dois candidatos que disputaram a Presidência da República, na ocasião.
a) Washington Luis e Getúlio Vargas.
b) Washington Luis e Júlio Prestes.
c) Hermes da Fonseca e Getulio Vargas.
d) Getúlio Vargas e Júlio Prestes.
Resposta: [D]
QUESTÃO DESAFIO
(CNDL) No início da década de 1930 ocorreu a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década – a de 1920 – que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.
Explique por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil e mencione o nome de três importantes movimentos ocorridos nessa época no país.
TERCEIRO ANO
1. (UFF) “A Revolução de 1930 pôs fim à hegemonia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil no sistema capitalista internacional”.
(Fausto, Bóris. A revolução de 30: Historiografia e História. SP, Brasiliense, 1972, p.112).
a) Vários fatores sociais determinaram este processo revolucionário. Cite dois deles.
b) Analise os desdobramentos da Revolução de 1930 na industrialização brasileira.
Resposta: Na alternativa “a” você tem uma ampla gama de personagens que podem ser citados, dentre eles os tenentes, as oligarquias dissidentes, as oligarquias não cafeeiras, os tenentes civis, os setores médios urbanos, as classes médias (expressas pelo tenentismo), a Aliança Liberal, a oligarquia gaúcha, a dissidência de Minas Gerais e os setores operários.
Na “b” você pode responder que com a derrota da oligarquia cafeeira ou com a saída da burguesia paulista do poder, o Estado procurou reorientar a economia para o desenvolvimento da indústria pesada, de modo a superar a dependência do país das exportações do café. A burguesia industrial alinhou-se às forças vitoriosas, já que a política de câmbio baixo, favorável às exportações cafeeiras, lhe era desfavorável. O novo Estado, postulando a estabilidade cambial, criou uma conjuntura favorável à industrialização, pois assim tornava-se mais barata e fácil a importação de máquinas e equipamentos industriais. Assim, a partir dos efeitos negativos da crise de 29 sobre o preço do café, o que deixou evidente a situação precária do país em manter-se na dependência estrita da exportação de um só produto-chave, o governo passa a estimular o desenvolvimento industrial, fosse pelo favorecimento do câmbio alto, fosse pelo fato de o próprio Estado passar a investir em indústrias de base, tais como siderúrgica, de álcalis, de motores, hidrelétricas etc.
2. (ENEM) O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de ser um gênio político.
CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).
Segundo as ideias de Francisco Campos,
a) os eleitores, políticos e juízes seriam mal-intencionados.
b) o governo Vargas seria um mal necessário, mas transitório.
c) Vargas seria o homem adequado para implantar a democracia de partidos.
d) a Constituição de 1937 seria a preparação para uma futura democracia liberal.
e) Vargas seria o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.
Resposta: [E]
(UERJ-modificada) Reza a lenda que, numa noite chuvosa de agosto de 39, Ary estava na sua sala, jogando conversa fora com a patroa e um casal de cunhados. De repente, levantou do sofá e disse, indo pro piano (...): vou fazer um samba cheio de inovações. Começou imitando no teclado a batida de um tamborim e, meia hora depois, música e letra estavam prontas. O cunhado foi o primeiro a esboçar um protesto que acompanharia a canção até hoje: coqueiro que dá coco, Ary? E você queria que ele desse o quê?!? Ary não deu bola. (...) Ele, esperto como sempre foi, sabia que estava inventando um gênero, o samba-exaltação. Com sua letra que cantava o bom e o belo dessa terra, estava inaugurando uma nova era, numa época onde marchas e sambas, como diria Noel Rosa, só falavam de mulher, malandragem e prontidão (falta de grana). (...) O fato é que nunca se descobriu se a Aquarela foi mesmo composta ou não sob encomenda de Getúlio.
Em 2003, comemorou-se o centenário do nascimento de um dos maiores compositores da Música Popular Brasileira, Ary Barroso. O samba-exaltação, sua criação, foi utilizado como peça de propaganda pelo Estado Novo.
Explique de que forma o Estado Novo utilizou-se de manifestações da cultura popular, como o samba, em seu projeto de legitimação.
Resposta : O Estado Novo apropriou-se dessas manifestações para exaltar o nacionalismo e consolidar ideias de uma só cultura e de uma só nação, propiciando, assim, a incorporação social e a valorização dos trabalhadores urbanos, necessários ao processo de industrialização como cidadãos.
4. (ENEM) A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).
Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para
a) conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
b) promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
c) estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
d) consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
e) aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.
Resposta: [D]
5. Observe a charge abaixo.

NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO César. História de Brasil para principiantes. Ática. 2003, p. 230.
Assinale a alternativa que explica a importância do rádio durante o Estado Novo (1937-1945).
a) O rádio era um bem de consumo de fácil acesso, portanto um meio de comunicação de massa.
b) O rádio divulgava, em todo o território nacional os novos produtos que surgiam com a industrialização.
c) O rádio levava as mensagens de Vargas ao povo brasileiro, criando uma imagem positiva do presidente.
d) O rádio contribuiu para popularizar a música norte-americana em todo o país.
e) O rádio foi responsável pela divulgação de programas jornalísticos, diante da falta de novelas e programas humorísticos.
Resposta: [C]
QUESTÃO DESAFIO
(Fuvest 2010) O conceito de revolução, aplicado ao movimento de 1930 no Brasil, e alvo de polêmica entre historiadores. Independentemente da controvérsia, não há como negar que houve mudanças importantes, nessa década, com relação as diretrizes da política econômica e a questão social.
Explique as mudanças no que se refere a
a) política econômica.
b) questão social.
a) Durante a Era Vargas, decorrente do movimento de 1930, a política econômica concentrou-se no estimulo a diferentes atividades produtivas, visando minimizar os efeitos da hegemonia da cafeicultura e, sobretudo promover a industrialização com vistas à substituição das importações.
b) No plano social, no início do governo Vargas foram concedidos os primeiros direitos trabalhistas e mais tarde, foram criadas a Previdência Social e a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Também foram legalizados os sindicatos, porém mantidos sob a tutela do Estado no que se convencionou chamar de “peleguismo”. Verifica-se ainda na Era Vargas, o início da aceleração do processo de urbanização.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Era Vargas: a construção de um Brasil novo
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Conheça a importância da Constituição de 1934
Professor de história do COC explica as principais mudanças introduzidas.
Consequência direta da Revolução Constitucionalista de 32, a Constituição brasileira de 1934 foi a mais liberal da Era Vargas (1930-1945).
Foi a segunda constituição republicana e a que menos durou em toda a história do país (somente por três anos), até uma nova outra constituição ser outorgada em 1937 por Getulio Vargas, transformando o presidente em ditador.
Apesar disso, a Constituição de 34 foi inovadora porque realizou mudanças progressistas, principalmente em relação à parte educacional e à legislação trabalhista, como a criação do salário mínimo e a redução da carga horária de trabalho para 8 horas diárias.
A nova lei eleitoral também permitiu a adoção do voto secreto e direto para todos aqueles maiores de 21 anos, incluindo as mulheres. Somente os analfabetos, soldados, padres e mendigos não poderiam ter direito ao voto.
Washington Simões, professor de história da unidade Paraíso do cursinho COC, em São Paulo, explica numa aula em vídeo as principais mudanças introduzidas pela Constituição de 32 (confira o vídeo acima).
fonte: g1.globo.com
sábado, 25 de junho de 2011
Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Problematização do tema
"Um charuto gigante surgiu no céu do Rio de Janeiro em maio de 1930. Era o dirigível Graf Zeppelin - a quintessência da tecnologia alemã - em sua viagem inaugural à capital do país. Para os brasileiros, no entanto, que aplaudiram incrédulos as manobras desse monstro voador de mais de
Símbolo de tudo o que se considerava moderno, o Graf Zeppelin bem que poderia servir de marco para o fim de um ciclo no Brasil. Por uma dessas coincidências que, em retrospecto, acrescentam significados insuspeitos aos eventos, sua aparição antecipou o começo de um novo período histórico."
PILAGALLO, Oscar. A história do Brasil no século XX. (1920-1940). São Paulo: Publifolha, 2002. p.
A chegada do dirigível alemão ao Rio de Janeiro pode mesmo ser usada como uma simbologia para a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década - a de 1920 - que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.
Foi ao longo dessa década que se definiu claramente a reivindicação por uma legislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras. A década de 1920 foi também a conjuntura da expressão da insatisfação da sociedade brasileira com as fraudes e corrupção vigentes no sistema político-eleitoral e com a exclusão do povo da participação política desde o início da República Velha. Essas insatisfações foram canalizadas pelo movimento tenentista, pela Semana de Arte Moderna, pelo Partido Comunista Brasileiro que, criado em 1922, conseguiu mobilizar as camadas operárias.
Enfim, se a chegada do dirigível em 1930 anunciava o início de novos tempos, a sua viagem entre a Alemanha e o Rio de Janeiro era a condição necessária para o término da jornada, como o foi a década de 1920 para se chegar ao movimento de 1930.
Neste capítulo, além da turbulenta década de 1920, vamos estudar o movimento de 1930 que colocou Getúlio Vargas no poder. Poucos movimentos foram tão estudados e apresentam interpretações tão diferentes, como poderemos constatar adiante em nossos estudos.
Pense sobre o que acabou de ler.
1. Por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil?
Porque ao longo da década de 1920 se definiu claramente a reivindicação por uma ligeislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras, além disso foi durante esse período que ocorreram diversos movimentos de insatisfação em relação à política vigente na República Velha, tais como o movimento Tenentista, a Semana de Arte Moderna, a Coluna Prestes, a fundação do Partido Comunista Brasileiro e a formação da Aliança Liberal.
1920: uma década movimentada
O tenentismo
O tenentismo foi um movimento de oficiais do Exército de baixa patente, apesar de ter contado também com a participação de oficiais mais graduados. Tal movimento protestava contra os desmandos políticos, a situação econômica e a exclusão social vigentes na República Velha. Especificamente, protestavam contra as fraudes eleitorais, o poder corrupto das oligarquias, a corrupção administrativa, a falta de liberdade de imprensa, o alto custo de vida e a pouca participação política da sociedade brasileira.
Os tenentes, contudo, não apresentavam um programa consolidado. Eram vagamente nacionalistas, defendiam o voto secreto e as reformas sociais. Entretanto, o seu movimento tinha um viés pouco democrático. Acreditavam firmemente que as mudanças necessárias para alterar a ordem vigente deveriam vir "de cima para baixo".

A primeira revolta dos tenentes eclodiu no Rio de Janeiro, em 1922, e foi denominada "Os 18 do Forte de Copacabana". Iniciou-se como um protesto à candidatura de Arthur Bernardes à presidência da República. Bernardes teria publicado na imprensa cartas com críticas violentas aos militares. Com a vitória de Bernardes, foram planejadas rebeliões em várias unidades militares do Rio de Janeiro, com o intuito de impedir sua posse.
A articulação dos tenentes fracassou, resultando apenas 17 rebeldes do Forte de Copacabana que receberam o apoio de um civil. A repressão foi brutal e, dos revoltosos, apenas dois sobreviveram.
Novamente os tenentes se rebelaram em 1924, em São Paulo, contra o governo de Arthur Bernardes. Após ocuparem a cidade por 22 dias, foram duramente combatidos por forças federais e retiraram-se para o Paraná. Nesse estado, reuniram-se com os tenentes gaúchos, que também haviam se revoltado em 1924, dando origem à denominada Coluna Prestes.A partir de julho de 1925, durante dezoito meses, a coluna Prestes, expedição militar liderada por Luís Carlos Prestes e formada por oficiais e soldados que se opunham à ordem vigente no Brasil, em especial, ao governo Arthur Bernardes, percorreu cerca de 25 mil km, entrando em contato com as mais diversas populações, moradoras em pequenos vilarejos, fazendas e cidades de vários estados da Federação. Aos poucos, a Coluna foi se desfazendo e, em 1927, seus últimos componentes asilaram-se na Bolívia.

É interessante sublinhar o fato de que, até se asilar na Bolívia, Luís Carlos Prestes nunca tivera contato com o ideário comunista. Os primeiros contatos de Prestes com essa ideologia aconteceram na Bolívia, por intermédio do secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Astrojildo Pereira. Astrojildo foi à Bolívia com o intuito de atrair pra seus quadros o carismático líder da Coluna. Prestes acabou se convertendo ao comunismo e foi o único tenente de projeção que não participou do movimento de 1930.
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas
Leia o trecho do documento.
Manifesto da Coluna Prestes em Porto Nacional
Concidadãos:
Depois de 15 meses de luta encarniçada [...] temos hoje, ao chegar ao coração do Brasil, às margens do potentoso Tocatins, o feliz ensejo de, mais uma vez, reafirmar à nossa pátria que a cruzada patriótica, iniciada aos 5 de julho na capital gloriosa de São Paulo e engrossada, mais tarde, pelos gloriosos filhos da terra gaúcha, ainda não expirou e nem expiará, esmagada pelas baionetas da tirania.
Apesar dessa longa perigrinação de sacrifícios, anima-nos ainda a mesma fé inabalável dos dias de jornada, alicerçada na certeza de que a maioria do povo brasileiro, comungando conosco os ideais da revolução, anseia por que o Brasil se reintegre nos princípios liberais, consagrados pela nossa Constituição – hoje espezinhada por um sindicato de políticos sem escrúpulos, que se apoderaram dos destinos do país para malbaratar a sua fortuna, ensangüentar o seu território e vilipendiar o melhor das suas tradições.
E o povo pode ficar certo de que os soldados revolucionários não enrolarão a bandeira da liberdade enquanto não se modificar esse ambiente de despotismo e intolerância que asfixia, num delírio de opressão, os melhores anseios da consciência nacional!
LIMA, Lourenço Moreira. A coluna Prestes. p. 572. Apud BERTOLLI FILHO, Cláudio. A República velha e a revolução de 30. São Paulo: Àtica, 1999, p. 41.
1. Apresente os pontos levantados pelo Manifesto que explicam a motivação do movimento denominado Coluna Prestes.
No Manifesto, os membros da Coluna Prestes afirmam que mantêm acesa que os levou à cruzada patriótica iniciada em 5 de julho em São Paulo e que, apesar das dificuldades e sacrifícios, continua esperando que o Brasil se reintegre aos princípios liberais, consagrados pela Constituição de 1891, desrespeitada por políticos sem escrúpulos. Continuam reiterando que continuarão a cruzada até que o ambiente de despotismo e intolerância tenha sido ultrapassado.
O tema em foco
2. Analise a marcha da Coluna Prestes de acordo com os dados contidos no mapa.

Pela análise do mapa, espera-se que o aluno perceba que a Coluna Prestes percorreu vários estados da Federação em uma longa jornada pela interior do Brasil, travando batalhas contra as forças legalistas e estabelecendo contato com as populações de vilarejos e cidades interioranas brasileiras.
Confira um resumo do tema estudado neste capítulo da Coleção Pitágoras
A década de 1920 e a Revolução de 1930
Veja também os resultados da vitória do ideário da Aliança Liberal pós-1930
Dica de estudos
neiro, com o intui
De olho no vestibular
Sobre a década de 1920 no Brasil, é CORRETO afirmar que houve:
a) um levante conhecido como Intentona Comunista, logo após a fundação do Partido Comunista do Brasil, que congregou um grande número de operários e intelectuais.
b) duas das mais importantes revoltas do movimento denominado tenentista, que queria moralizar a vida política, pôr fim à corrupção eleitoral e promover reformas sociais.
c) a Revolta da Vacina, em que o Rio de Janeiro transformou-se num campo de batalha, com a formação de barricadas e violentos choques entre populares e tropas do governo.
d) duas greves gerais nos principais centros urbanos do país, sob a liderança de industriais e comerciantes insatisfeitos com a política governamental de valorização dos produtos agrícolas.
e) o movimento modernista, durante a realização da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em São Paulo em 1922, cujo manifesto defendeu o fim do voto de cabresto e da política dos governadores.
resposta: [B]
2. (Unifesp-2008) A política do Estado brasileiro, depois da Revolução de 1930, nas palavras do cientista político Décio Saes, “será combatida, pelo seu caráter ‘intervencionista’ e pelo ‘artificialismo’ dos seus efeitos; de outro lado, a política de reconhecimento das classes trabalhadoras urbanas será criticada pelo seu caráter ‘demagógico’, ‘massista’ e ‘antielitista’”. (in: História Geral da Civilização Brasileira, III, 3, 1981, p. 463.)
As críticas ao Estado brasileiro pós-1930 eram formuladas por setores que defendiam
A) os interesses dos usineiros e, no plano político, o coronelismo.
B) posições afinadas com o operariado e, no plano político, o populismo.
C) os interesses agro-exportadores e, no plano político, o liberalismo.
D) as burguesias comercial e financeira e, no plano político, o conservadorismo.
E) posições identificadas com as classes médias e, no plano político, o tenentismo.
O grupo agrário exportado foi o primeiro a combater a política econômica varguista, pois foi alijado do poder. Essa oposição, no entanto, não se deve a política intervencionista como propõe o enunciado, pois esse setor sempre foi beneficiado pela política governamental intervencionista
anterior. A política trabalhista foi combatida pelos grupos sociais mais conservadores, que defendiam o liberalismo político no sentido de se contraporem a “proteção aos trabalhadores”.
3. (UECE-2008) “A década de 1920 terminou presenciando uma das poucas campanhas eleitorais da Primeira República em que houve autêntica competição para o cargo da Presidência”.
FONTE: CARVALHO, José Murilo. Marco Divisório. In Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, pp.89-126.
Assinale a alternativa que contém os nomes dos dois candidatos que disputaram a Presidência da República, na ocasião.
A) Washington Luis e Getúlio Vargas.
B) Washington Luis e Júlio Prestes.
C) Hermes da Fonseca e Getulio Vargas.
D) Getúlio Vargas e Júlio Prestes.
resposta:[D]
4. (UEMG) Leia atentamente o texto e, a seguir, responda:
“Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.”
Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola. Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004. Cd-rom.
A gripe de 1918, também conhecida como gripe espanhola, tornou-se uma pandemia no segundo semestre daquele ano. No Brasil, foram registradas cerca de 300 mil mortes. Dentre as vítimas ilustres da doença, o presidente Rodrigues Alves e a educadora Anália Franco. Na década de 1910, algumas transformações sociais possibilitaram a formação de condições ideais para a propagação da doença.
Assinale, a seguir, o processo histórico que NÃO está relacionado com a propagação da gripe espanhola, no Brasil:
A) As cidades brasileiras do Sudeste no início da década de 10 tiveram um forte período de crescimento, sem, no entanto, implementar reformas urbanas estruturais, dificultando a prevenção da doença entre os mais pobres.
B) Com o incremento da produção de café, vários grupos financeiros expandiram suas atividades econômicas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, provocando um forte empobrecimento, expandindo o número de contaminados no meio rural.
C) O processo de urbanização acelerado pela implantação das primeiras fábricas de produtos têxteis e alimentícios no Brasil concentrou várias famílias de trabalhadores em cortiços e moradias insalubres.
D) Os trabalhadores das fábricas eram contratados num regime assalariado de baixa renda, incompatível com as nascentes necessidades da vida urbana.
resposta:[B]
5. (Unesp-2007) A Semana de Arte Moderna de 1922, que reuniu em São Paulo escritores e artistas, foi um movimento:
a) influenciado pelo cinema internacional e pelas idéias propagadas nas Universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro
b) de renovação das formas de expressão com a introdução de modelos norte-americanos;
c) de contestação aos velhos padrões estéticos, as estruturas mentais tradicionais e um esforço de repensar a realidade brasileira;
d) desencadeado pelos regionalismos nordestinos e gaúcho, que defendiam os valores tradicionais;
e) de defesa do realismo e do naturalismo contra as velhas tendências românticas.
resposta: [C]
6. (Fuvest - 2008)A revolução de 1924, movimento tenentista, relacionou-se:
a) aos desejos de reformas econômicas e sociais de caráter socialista que acarretassem a superação da República oligárquica e elitista.
b) à violência praticada pelos governos republicanos controlados pelas oligarquias paulista e mineira contra lideranças operárias e camponesas.
c) aos anseios por reformas políticas moralizadoras de cunho liberal que não se chocavam com os princípios de ordenação constitucionais da República.
d) ao caráter conservador do governo Epitácio Pessoa, cuja política repressiva desencadeou o movimento de intervenção federal nos estados oposicionistas.
e) à luta pela superação de caráter espoliativo e dependente da economia brasileira, visando obter maior prestígio no concerto internacional.
resposta:[C]
7. (Fuvest-2009) No Brasil, a década de 20 foi um período em que:
a) velhos políticos da República, como Rui Barbosa, Pinheiro Machado e Hermes da Fonseca, alcançaram grande projeção nacional.
b) as forças de oposição às chamadas "oligarquias carcomidas" se organizaram, sem contudo apresentar alternativas de mudança.
c) as propostas de reforma permanecendo letra morta, não se configurou nenhuma polarização político-ideológica.
d) a aliança entre os partidos populares e as dissidências oligárquicas culminou com a derrubada da República Velha nas eleições de 1.o de março de 1930.
e) ocorreram agitações sociais e políticas, movimentos armados, entre eles a Coluna Prestes, e várias propostas de reforma foram debatidas.
resposta : [E]

