Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2: Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Confira a análise do historiador Boris Fausto sobre a Revolução de 1930

Mas existem elementos em comum entre os países sul-americanos, principalmente relacionados às suas sociedades. Em maior ou menor grau, todos se defrontam com o desafio da inclusão social e com a necessidade de melhorar a distribuição da renda. Somos um subcontinente marcado pela desigualdade social e pela exclusão de vastas camadas sociais. Em síntese: uma zona de profundos contrastes sociais.
Em matéria de segurança regional, o maior problema da América do Sul continua sendo a existência das FARC na Colômbia, que promove uma grande instabilidade interna e acaba refletindo tensamente nas relações com os vizinhos, como ocorreu recentemente com o Equador e, agora, com a Venezuela.
A existência de um grupo guerrilheiro na Colômbia traz implicações também para o campo da política interna e externa daquele país. Assim, alguns políticos colombianos usam como plataforma de campanha o endurecimento no combate à guerrilha e uma quase natural aproximação com os Estados Unidos da América, trazendo-o para a região. Esse fato causa certo desconforto para boa parte dos Estados sul-americanos, que não gostariam de ver os norte-americanos e sua máquina de guerra presente no subcontintente.
À parte essa questão específica da guerrilha na Colômbia, não há, efetivamente, nenhuma matéria relacionada às tradicionais ameaças que possam levar os Estados a uma situação de guerra. Embora persistam certas disputas fronteiriças, elas não chegam a ameaçar o ordenamento sul-americano. E também não existem polarizações ideológicas importantes, embora se verifiquem projetos políticos distintos, como a proposta bolivariana comungada entre a Venezuela, o Equador e a Bolívia, e o modelo mais liberal praticado pelo Chile, por exemplo.
Enfim, o grande desafio da América do Sul continua o mesmo há décadas, qual seja: desenvolver suas economias nacionais e, ao mesmo tempo, promover distribuição de renda e inclusão social. São desafios importantes e nada fáceis de realizar, mas pelo menos os países da região gozam de certa estabilidade política e relativa harmonia entre os Estados, o que pode ser visto como um grande facilitador para melhorar as condições de vida de suas populações.
Problematização do tema
Assista atentamente ao video da música "Remember the time" do cantor norte-americano Michael Jackson. Em seguida mencione as características do Egito Antigo presentes nesta superprodução do rei do pop.
Crimes de Guerra e Impunidade


Na foto vemos o ator Humberto Martins interpretando Tiradentes no cinema.

Eles recriam o clima na Capitania de Minas Gerais após a chegada do Visconde de Barbacena.
Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:
1. Segundo o testemunho de Domingos Vidal de Barbosa, qual era a opinião de Francisco Antônio de Oliveira Lopes sobre a América Portuguesa?
2. Qual era o segredo que tinha o mesmo Oliveira Lopes a contar a Domingos Barbosa?
3. Em que contexto se inseriu a Inconfidência Mineira?
4. Quais foram as particularidades desse movimento?
5. Por que a Coroa viu posta em xeque sua soberania nas últimas décadas do século XVIII?
Comentário
1. De acordo com o texto, Francisco Antônio de Oliveira Lopes acreditava que o Brasil possuía belas qualidades, grandes potencialidades econômicas e que seria um país de felicidade, caso fosse livre.
2. O segredo era justamente o plano dos Inconfidentes de promover a independência da Capitania, a adoção da República e a implantação de manufaturas na região.
3. A inconfidência mineira se insere no quandro de crise do antigo sistema colonial, entre o final do século XVIII e o ínicio do século XIX, momento em que ocorria uma conflito de interesses entre os colonos e Metrópole dentro do contexto de uma nova ordem política, filosófica e rebelde que veio da Europa e influenciou os movimentos da América Portuguesa.
4. A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento a manifestar a clara intenção de rompimento dos laços de dominação metropolitana, foi liderado por elementos da elite de Minas Gerais e almejava implantar uma República e manufaturas na região.
5. Porque ocorreram movimento que tinham o objetivo de tornar o país independente, tais movimentos ocorreram em razão das lutars econômicas e políticas entre os vassalos da América Portuguesa e os interresses metropolitanos, e também porque houve a disseminação de ideais iluministas na Colônia, e ainda em razão do sucesso da Independência dos EUA e do processo revolucionário francês.


Fonte: ARRUDA, José Jobson de. Atlas histórico básico. São Paulo: Ática, 2005, p. 20
A origem da vida
Tradicionalmente, existem duas maneiras de abordarmos o surgimento da vida, bem como a origem do planeta e do universo.
A primeira e mais antiga é defendida pelos princípios da Teoria Criacionista, desenvolvida pelos pressupostos bíblicos judaico-cristãos, contidos no Livro do Gênesis.
A segunda teoria a respeito da origem da vida e das espécies foi formulada no século XIX pelos naturalistas Jean Baptiste Lamarck e Charles Darwin.
No século XX, os cientistas Alexander Fiedmann (1920) e George Gamow (1940) afirmaram que o surgimento do universo se estabeleceu a partir da explosão definida como Big Bang, ocorrida há aproximadamente 12 bilhões de anos.
Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mas popularmente conhecido apenas como Frei Caneca (Recife, 20 de agosto de 1779 — Recife, 13 de janeiro de 1825), foi um religioso e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824). Como jornalista, esteve à frente do Typhis Pernambucano. Padre carmelita, intelectual e guerreiro, foi um liberal republicano. Participou da Revolução Pernambucana de 1817 e chefiou a Confederação do Equador em 1824. Condenado ao patíbulo, teve de ser fuzilado porque nenhum carrasco aceitou enforcá-lo.
O professor de História do Vestibulando Digital, Clides Morais apresenta nesta aula em vídeo aspectos importantes ocorridos durante a República Velha, tais como as revoltas urbanas, o movimento operário, o tenentismo, a dissidência oligárquica e a realização da chamada Revolução de 1930 que conduziu Getúlio Vargas à presidência da República.

Leia o texto a seguir
Assista ao video com o poema Ode ao burguês, de Mário de Andrade
3. Em que passagens do poema de Mário de Andrade está corroborando as ideias apresentadas no texto de Bertolli Filho?
No texto de Bertolli Filho, lê-se que um modernista afirmou ser preciso "assustar essa burguesia que cochila na glória de seus lucros". Mário de Andrade, em Ode ao burguês em sua primeira estrofe.
Num balanço geral, a realização da Copa na África foi positiva em muitos sentidos. Em primeiro lugar, foi uma oportunidade para mostrar ao mundo um pouco da beleza natural da África do Sul e da hospitalidade e alegria dos sul-africanos. Esse contato cultural, por si só, já serviu como um ótimo momento que certamente desfez vários dos preconceitos relativos à África e aos africanos. Muitas pessoas que nunca tinham visitado a África voltaram para os seus países com uma outra visão sobre a realidade de parte do continente e de sua população.
Em segundo lugar, o sucesso da Copa propiciou um elemento geralmente pouco considerado nas análises mais tradicionais mas que tem uma relevância inconteste. Refiro-me ao fato de que os sul-africanos em especial, e os africanos, no geral, puderam elevar a sua auto-estima ao se verem no centro de um grande evento internacional. Isso não tem preço.
Gostaria de chamar a atenção para mais um aspecto: é um equívoco tentar analisar a realização de uma Copa do Mundo seguindo apenas a lógica da economia. Muitas pessoas tentam identificar as vantagens meramente em termos econômicos, chegando a questionar se países como a África do Sul e o Brasil podem se dar ao luxo de um investimento tão elevado em infra-estrutura, sobretudo quando se considera o grande déficit social que possuímos. No caso da África, como tento argumentar, os ganhos não foram tanto em termos econômicos, mas sim em termos políticos e sociais.
Mas é preciso lembrar que a África do Sul é apenas uma parte da África, e não deve ser tomada pelo todo. Se existe um elemento que sintetize o continente africano, esse é o da diversidade. Na verdade, existem várias “Áfricas”, com povos, costumes, culturas, línguas, religiões, regimes políticos e características econômicas próprias.
No caso específico da África do Sul, a sua escolha como país sede esteve, naturalmente, relacionada ao seu desenvolvimento econômico e à existência prévia de uma boa infra-estrutura (em termos de transporte, telecomunicações, hotelaria e serviços em geral). Isso, somado à decisão das lideranças políticas de assumirem a realização da competição e ao envolvimento da população sul-africana com o evento, foram os pré-requisitos para o sucesso da Copa na África.
Pio Penna Filho
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com


Entenda o que foi a Semana de Arte Moderna, no video abaixo.


Pela análise do mapa, espera-se que o aluno perceba que a Coluna Prestes percorreu vários estados da Federação em uma longa jornada pela interior do Brasil, travando batalhas contra as forças legalistas e estabelecendo contato com as populações de vilarejos e cidades interioranas brasileiras.
O tenentismo foi um movimento de oficiais do Exército de baixa patente, apesar de ter contado também com a participação de oficiais mais graduados. Tal movimento protestava contra os desmandos políticos, a situação econômica e a exclusão social vigentes na República Velha. Especificamente, protestavam contra as fraudes eleitorais, o poder corrupto das oligarquias, a corrupção administrativa, a falta de liberdade de imprensa, o alto custo de vida e a pouca participação política da sociedade brasileira.
Os tenentes, contudo, não apresentavam um programa consolidado. Eram vagamente nacionalistas, defendiam o voto secreto e as reformas sociais. Entretanto, o seu movimento tinha um viés pouco democrático. Acreditavam firmemente que as mudanças necessárias para alterar a ordem vigente deveriam vir "de cima para baixo".
A primeira revolta dos tenentes eclodiu no Rio de Janeiro, em 1922, e foi denominada "Os 18 do Forte de Copacabana". Iniciou-se como um protesto à candidatura de Arthur Bernardes à presidência da República. Bernardes teria publicado na imprensa cartas com críticas violentas aos militares. Com a vitória de Bernardes, foram planejadas rebeliões em várias unidades militares do Rio de Janeiro, com o intuito de impedir sua posse.

