terça-feira, 16 de novembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Saiba mais sobre o governo Jango (1961-1964)


Nesta tele aula veremos como funcionou o parlamentarismo no seu curto período de existência, veremos ainda que a implantação do parlamentarismo e as tentativas de superar a crise política não foram suficientes para impedir a crescente radicalização dos grupos políticos e sociais e que essa radicalização acabou levando à derrubada do presidente João Goulart, em 1964.
Entenda o processo que levou ao golpe militar de 1964

Neste video são abordados os fatores que contribuíram para a derrubada do presidente João Goulart. A discussão em torno das Reformas de Base e a oposição de grupos conservadores e das forças armadas.
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Quarto Bimestre - História do Brasil
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Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Propaganda eleitoral do candidato Jânio Quadros na TV


Conheça os aspectos principais da presidência de Jânio Quadros





O professor de História Ulisses Aron apresenta nesta videoaula uma abordagem sobre as principais características do período populista, além da campanha eleitoral de Jânio Quadros e sua breve administração presidencial.

sábado, 13 de novembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Da esperança à repressão: o golpe de 64


Saiba o que as consequências da renúncia de Jânio Quadros trouxe para a nossa história, e como foi o período parlamentarista no Brasil, que teve como presidente João Goulart. Entenda o golpe militar de abril de 1964.
Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
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Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Saiba mais sobre o governo de Juscelino Kubistchek




O professor de história Igor Vieira fala sobre o período considerado Anos Dourados, que foram marcados pela estabilidade política e pelo Plano de Metas.
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Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Saiba mais sobre o polêmico período de governo Jânio Quadros





Governo Jânio Quadros (1961)
Mandato polêmico de sete meses

Na eleição presidencial de 1960, a vitória coube a Jânio Quadros, candidato da União Democrática Nacional (UDN). Naquela época, as regras eleitorais estabeleciam chapas independentes para a candidatura a vice-presidente, por esse motivo, João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi reeleito.

A gestão de Jânio Quadros na presidência da República foi breve, durou sete meses e encerrou-se com a renúncia. Neste curto período, Jânio Quadros praticou uma política econômica e uma política externa que desagradou profundamente os políticos que o apoiavam, setores das Forças Armadas e outros segmentos sociais.

A renúncia de Jânio Quadros desencadeou uma crise institucional sem precedentes na história republicana do país, porque a posse do vice-presidente João Goulart não foi aceita pelos ministros militares e pelas classes dominantes.


A crise política
O governo de Jânio Quadros perdeu sua base de apoio político e social a partir do momento em que adotou uma política econômica austera e uma política externa independente. Na área econômica, o governo se deparou com uma crise financeira aguda devido a intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa. O governo adotou medidas drásticas, restringindo o crédito, congelando os salários e incentivando as exportações.

Mas foi na área da política externa que o presidente Jânio Quadros acirrou os animos da oposição ao seu governo. Jânio nomeou para o ministério das Relações Exteriores Afonso Arinos, que se encarregou de alterar radicalmente os rumos da política externa brasileira. O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas. O governo brasileiro restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).

As atitudes menores também tiveram grande impacto, como as condecorações oferecidas pessoalmente por Jânio ao guerrilheiro revolucionário Ernesto "Che" Guevara (condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul) e ao cosmonáuta soviético Yuri Gagarin, além da vinda ao Brasil do ditador cubano Fidel Castro.


Independência e isolamento
De acordo com estudiosos do período, o presidente Jânio Quadros esperava que a política externa de seu governo se traduzisse na ampliação do mercado consumidor externo dos produtos brasileiros, por meio de acordos diplomáticos e comerciais.

Porém, a condução da política externa independente desagradou o governo norte-americano e, internamente, recebeu pesadas críticas do partido a que Jânio estava vinculado, a UDN, sofrendo também veemente oposição das elites conservadoras e dos militares.

Ao completar sete meses de mandato presidencial, o governo de Jânio Quadros ficou isolado politica e socialmente. Jânio Quadros renunciou a 25 de agosto de 1961.


Política teatral
Especula-se que a renúncia foi mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio. Com ela, o presidente petenderia causar uma grande comoção popular, e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém. A renúncia foi aceita e a população se manteve indiferente.

Vale lembrar que as atitudes teatrais eram usadas politicamente por Jânio antes mesmo de chegar à presidência. Em comícios, ele jogava pó sobre os ombros para simular caspa, de modo a parecer um "homem do povo". Também tirava do bolso sanduíches de mortadela e os comia em público. No poder, proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume, criando polêmicas com questões menores, que o mantinham sempre em evidência, como um presidente preocupado com o dia-a-dia do brasileiro.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
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Unidade - O Período Populista
Capítulo 3 - De Juscelino a Goulart

Problematização do tema

O Governo JK

O governo JK, apesar de enfrentar algumas crises, foi um dos períodos mais tranqüilos da história do Brasil. Juscelino foi um dos poucos presidentes da República, eleito pela via direta, que cumpriu integralmente seu mandato.
Com a morte de Getúlio, assumiu o governo o vice-presidente Café Filho. A eleição presidencial, marcada para 1955, foi mantida, apesar da oposição da UDN.
Nas eleições, saíram vitoriosos Juscelino Kubitschek para presidente, candidato da coligação PSD-PTB, com 36% dos votos e, para vice-presidente, João Goulart, do PTB. Apresentados os resultados das eleições, a golpista UDN tentou impedir a posse de Juscelino e Goulart, alegando que os mesmos não haviam obtido a maioria dos votos exigidos pela Constituição, além de denunciar que a vitória da coligação PSD-PTB havia sido fruto da corrupção eleitoral. O que acontecia, na verdade, era que a UDN não aceitava a vitória de João Goulart, herdeiro de Vargas e, por isso, incitava as Forças Armadas a darem um golpe para impedir a posse dos eleitos.
Em novembro de 1955, o presidente Café Filho ficou doente e foi substituído pelo presidente da Câmara, Carlos Luz, favorável ao golpe defendido pela UDN. Entretanto, o general Lott, Ministro da Exército, na defesa da obediência à Constituição, afastou Carlos Luz da presidência, impediu a volta de Café Filho e empossou no cargo o presidente do Senado, Nereu Ramos. A situação foi contornada até que os eleitos tomassem posse em seus respectivos cargos.
Imediatamente após a posse, oficiais da Aeronáutica rebelaram-se, com o apoio da UDN. JK, com sua conhecida habilidade política, anistiou todos aqueles que haviam conspirado contra o governo, abortando o conflito em seu início. Além disso, Juscelino praticou uma política da boa vizinhança com o Exército, aliando-se ao General Lott e colocando militares em cargos importantes da administração pública.

A oposição udenista a JK acabou neutralizando as oposições mais duras ao seu governo. Entretanto, Juscelino enfrentou greves de trabalhadores, o surgimento das Ligas Camponesas, organização dos camponeses que defendiam a reforma agrária, e índices inflacionários crescentes. Como bom populista, JK compensava a crescente inflação com constantes reajustes salariais, conseguindo o apoio dos trabalhadores urbanos.
Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:
1. Quais as razões de, novamente, a UDN tentar impedir a posse de um presidente da República, desta vez JK?
A UDN tentou impedir a posse de Juscelino e Goulart, sob a alegação de que os mesmos não haviam obtido a maioria dos votos exigidos pela Constituição, além de denunciar que a vitória da coligação PSD-PTB havia sido fruto da corrupção eleitoral. O que acontecia, na verdade, era que a UDN não aceitava a vitória de João Goulart, herdeiro de Vargas e, por isso, incitava as Forças Armadas a darem um golpe para impedir a posse dos eleitos.
2. Quais as características de Juscelino que lhe permitiram enfrentar com sucesso as crises do ínicio do seu governo?
Juscelino conseguiu enfrentar com sucesso as crises do ínicio de seu governo graças a sua conhecida habilidade política, anistiando os militares envolvidos na conspiração contra o governo, estabelecendo uma política de boa vizinhança com o Exército, e ainda, colocando militares em cargos estratégicos da administração pública.
3. Apesar da tranquilidade do governo JK, após as crises iniciais, Juscelino enfrentou problemas sociais no seu mandato. Quais foram eles?
Entre os problemas sociais enfrentados por JK estão as greves trabalhistas, o surgmento das Ligas Camponesas lutando pela reforma agrária e os crescentes índices inflacionários.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
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Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Veja esta charge animada com dois grandes personagens de nossa história

Já imaginaram se Lula fosse conselheiro de Dom Pedro nos tempos do Brasil Império?!
Primeiro Ano - CNDL
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Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)
Saiba mais sobre a abdicação e o início do Período Regencial


O professor de História Edenilson Morais faz uma abordagem sobre o processo que levou à abdicação de D. Pedro I, em 1831 e ainda comenta alguns aspectos relevantes do período histórico denominado de Regências (1831-1840). Confira a aula em video.

A Reforma do Conselho de Segurança

Pio Penna Filho*
Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

Em recente visita à Índia o presidente Barack Obama retomou, mesmo que de forma superficial, um importante tema da política internacional contemporânea, qual seja: a discussão sobre a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Esse assunto interessa diretamente ao Brasil, uma vez que somos candidatos a uma vaga como membro permanente do Conselho.

O Conselho de Segurança tem um considerável poder nos assuntos internacionais. Na estrutura das Nações Unidas, o Conselho é a instância superior que delibera sobre assuntos relativos à segurança internacional contando, para tanto, com diversos instrumentos coercitivos contra os Estados que estejam quebrando as regras de convívio determinadas pela comunidade internacional.

Atualmente existem cinco países que são membros permanentes do Conselho. No total, são quinze os membros, sendo que dez possuem mandatos temporários e tem um poder de decisão mais restrito do que os cinco permanentes. Esses cinco (Estados Unidos, China, França, Inglaterra e Rússia) podem vetar pautas contrárias aos seus interesses e acabam definindo as agendas mais importantes, daí o seu poder superior com relação aos demais.

Entre os fortes candidatos a entrarem como membros permanentes numa eventual reforma do Conselho de Segurança figuram os seguintes países: Brasil, Índia, Japão, Alemanha e África do Sul. Mas não há consenso em torno dessa lista.

Na América do Sul, por exemplo, ainda se verificam algumas resistências contra a admissão do Brasil, sobretudo na Argentina. No continente africano, outros candidatos também lembrados são a Nigéria e o Egito, sendo que este último poderia exercer, simultaneamente,o papel de membro africano e uma espécie de representante do Oriente Médio.

No contexto asiático as divergências são maiores. Não interessa tanto à China ter que compartilhar o papel de membro permanente com dois outros “representantes” regionais. Assim, as candidaturas da Índia e do Japão enfrentam maiores resistências. No caso da Índia há que se levar em conta que a sua candidatura também desagrada ao Paquistão, potência nuclear que rivaliza em vários campos com os indianos.

Mesmo na Europa não há consenso em torno da Alemanha. A Itália, por exemplo, tem uma visão distinta sobre a reforma do Conselho. Para os italianos, que seguem uma posição que desagrada a boa parte dos europeus, o assento permanente deveria ser da União Européia, e não desse ou daquele Estado.

Embora exista a compreensão de que uma reforma do Conselho de Segurança seja necessária, não há consenso em torno de como realizar essa reforma. O assunto, portanto, ainda será discutido durante muitos anos, principalmente porque se trata de matéria envolvendo a redistribuição do poder entre os Estados e, nesse campo, ninguém deseja perder poder ou mesmo compartilhar o poder.

Confira as avaliações de História do quarto bimestre 2010

Avaliações de História
CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes

Primeiro Ano

Temas abordados:
* Processo de Independência do Brasil;
* Consolidação da Independência do Brasil;
* Constituição de 1824;
* O Primeiro Reinado (1822-1831)


1. (UFMG) Analise estas duas representações do chamado Grito do Ipiranga, de 7 de setembro de 1822:





A partir da análise dessas duas representações e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que, em ambas,
a) a disposição dos atores - coletivos e individuais -, bem como dos aspectos que compõem o cenário, é diferenciada e expressa uma visão particular sobre D. Pedro - na primeira, como o protagonista central; na segunda, como líder de uma ação popular.
b) as mesmas concepções históricas e estéticas fundamentam e explicam a participação dos mesmos grupos sociais e personagens históricos - o príncipe, militares, mulheres, camponeses e crianças.
c) D. Pedro, embora seja o protagonista, se destaca de modo diferente - na primeira, ele recebe o apoio de diversos grupos sociais; na segunda, a participação das camadas populares é mais restrita.
d) os artistas conseguem causar um mesmo efeito - descrever a Indepêndencia do Brasil como um ato solene, grandioso, sem participação popular e protagonizado por D. Pedro.

resposta da questão 1:[A]


2. (UFPEL) Art. 91 - Têm voto nestas eleições primárias: 1¡. - os cidadãos brasileiros que estão no gozo de seus direitos políticos. [...] Art. 92 - São excluídos de votar nas assembléias paroquiais: [...] 5¡. - os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou empregos. [...] Art. 94 - Podem ser eleitores e votar nas eleições dos Deputados, Senadores e membros dos Conselhos de Província os que podem votar na Assembléia Paroquial. Excetuam-se: 1¡. - os que não tiverem de renda líquida anual duzentos mil réis por bens de raiz, indústria, comércio ou emprego. [...]. Art. 95 - Todos os que podem ser eleitores são hábeis para serem nomeados Deputados. Excetuam-se : 1¡. - os que não tiverem quatrocentos mil réis de renda líquida, na forma dos artigos 92 e 94. [...] 3¡. - os que não professarem a religião do Estado."

(Constituição Política do Império do Brasil, de 25 de março de 1824.)

De acordo com o texto e seus conhecimentos, é correto afirmar que a constituição
I. era democrática, considerando-se que os cargos para o poder Legislativo eram ocupados através do voto universal e secreto.
II. adotava o chamado "voto censitário".
III. garantia a liberdade religiosa a todos os residentes no Brasil, inclusive para os candidatos a cargos eletivos.
IV. foi outorgada por D. Pedro I.

Estão corretas apenas:
a) I e II.
b) II e III.
c) I e IV.
d) II e IV.
e) III e IV.

Resposta da questão 2: [D]
3. (UNESP) Brasileiros do norte! Pedro de Alcântara, filho de d. João VI, rei de Portugal, a quem vós por uma estúpida condescendência com os brasileiros do sul aclamastes vosso imperador, quer descaradamente escravizar-nos (...). Não queremos um imperador criminoso, sem fé nem palavras; podemos passar sem ele! Viva a Confederação do Equador! Viva a constituição que nos deve reger! Viva o governo supremo, que há de nascer de nós mesmos! (Proclamação de Manuel Paes de Andrade, presidente da Confederação do Equador, 1824.) A proclamação de Manuel Paes de Andrade deve ser entendida
a) no contexto dos protestos desencadeados pelo fechamento da Assembleia Constituinte e da outorga, por D. Pedro I, da Carta Constitucional.
b) como um desabafo das lideranças da região norte do país, que não foram consultadas sobre a aclamação de D. Pedro.
c) no âmbito das lutas regionais que se estabeleceram logo após a partida de D. João VI para Portugal.
d) como resposta à tentativa de se estabelecer, após 1822, um regime controlado pelas câmaras municipais.
e) como reação à política adotada pelo Conselho de Estado, composto em sua maioria por portugueses.
Resposta da questão 3: [A]

4. (UNESP) "Brasileiros! Salta aos olhos a (...) perfídia, são patentes os reiterados perjuros do Imperador, e está conhecida a nossa ilusão ou engano em adotarmos um sistema de governo defeituoso em sua origem e mais defeituoso ainda em suas partes componentes. As constituições, as leis e todas as instituições humanas são feitas para os povos e não os povos para elas. Eis, pois, brasileiros, tratemos de constituir-nos de um modo análogo às luzes do século em que vivemos (...), desprezemos as instituições oligárquicas, só cabidas na encanecida Europa."

(MANIFESTO DOS REVOLUCIONÁRIOS DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR, 1824)

Com base no texto, indique:
a) o tipo de governo qualificado como "defeituoso";

b) o sistema de governo proposto pelos revoltosos.
resposta da questão 4:

a) Monarquia.

b) República.

5. (UFC) Em 07 de abril de 1831, o Imperador D. Pedro I renunciou ao trono do Brasil, deixando como herdeiro seu filho de apenas cinco anos de idade, o futuro D. Pedro II.

a) Cite quatro elementos que provocaram a renúncia de D. Pedro I.

b) Como ficou conhecido o sistema de governo que vigorou no período entre a abdicação de D. Pedro I e a coroação de D. Pedro II?


resposta da questão 5:

No início da década de 1830, a continuidade do reinado de D. Pedro I tornou-se insustentável. A crise financeira, desencadeada pelo declínio das exportações, pelo crescente endividamento externo e pelos gastos com a Guerra da Cisplatina, resultou em um aumento da inflação e no agravamento da pobreza. A isso somou-se a insatisfação com a centralização do poder e o autoritarismo do Imperador, levando a intensos conflitos entre facções favoráveis (em sua maioria ligados ao Partido Português) e contrárias (em sua maioria ligados ao Partido Brasileiro) ao Imperador. Outro fator importante foi o empenho do Imperador na luta a favor de seu irmão, D. Miguel, o qual disputava, com a própria filha, D. Maria II, a sucessão do trono português, após a morte de D. João VI. A junção destes elementos provocou a renúncia do Imperador ao trono brasileiro em favor de seu filho, o príncipe D. Pedro de Alcântara. A menoridade do herdeiro, que tinha, à época da abdicação, apenas cinco anos de idade, o impossibilitou de governar. Por esse motivo, foi estabelecido um governo regencial, que deveria dirigir o Império até que o príncipe atingisse a maioridade. Entrementes, alguns fatores ligados à disputa política entre Regressistas (depois chamados Conservadores) e Progressistas (depois chamados Liberais) e às revoltas e rebeliões que ocorriam nas províncias, fomentaram o "golpe da maioridade", antecipando a coroação do príncipe, que foi declarado Imperador do Brasil, sob o título de D. Pedro II, em 1840, quando tinha apenas 14 anos de idade. Foram causas imediatas disso: a ascensão dos Regressistas ao poder, com a regência de Pedro Araújo Lima (1837) e o conseqüente alijamento dos Progressistas; a limitação da autonomia provincial, com a aprovação da Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840); a articulação entre liberais e palacianos ou áulicos em favor da antecipação da maioridade do príncipe herdeiro; o interesse dos grandes proprietários rurais em restabelecer a "ordem social", convulsionada pelos sucessivos levantes populares ocorridos no período regencial, como a Revolta dos Malês (1835); o desejo das elites políticas de evitar que a unidade territorial brasileira fosse quebrada por movimentos separatistas, como a Farroupilha (1835) e a Sabinada (1837).


AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO SEGUNDO ANO


Temas abordados:

* A Era Vargas (1930-1945)

1. (PUC) "O meu candidato é o Eurico. Mas, se houver oportunidade, eu mudo uma letra: Eu fico."
A anedota popular, muito em voga nos anos 40 no Brasil, quando estava em curso o processo de democratização do país, reflete:

a) vontade do ditador Getúlio Vargas de permanecer no poder com o apoio da população brasileira, diante da vitória dos países aliados na Segunda Guerra.
b) estratégia política de Vargas para conseguir o apoio da oposição liderada pela UDN (União Democrática Nacional) para sua candidatura à Presidência da República.
c) manobra do governo para anunciar ao povo brasileiro a ameaça representada pelo candidato Dutra, contrário à abertura democrática.
d) pretexto utilizado por Vargas para manter a ditadura do Estado Novo vencendo a resistência da oposição, que apoiava a candidatura Dutra.

resposta da questão 1: [A]

2. (Cftce) Getúlio Vargas foi normalmente considerado um governante populista. Explique o que foi o populismo.

resposta da questão 2:

O populismo foi uma prática política desenvolvida não somente no Brasil, mas em quase toda a América latina como forma de amenizar os avanços do movimento trabalhista em prol de mudanças consideráveis das suas condições de trabalho. Na transição de poder das oligarquias agrárias para o empresariado o populismo continha os ânimos do operariado. No Brasil, o populismo consistiu na concessão de relativos benefícios aos trabalhadores, na condição de paliativos, a fim de entretê-los e desviá-los das questões centrais dos seus problemas. Foi o que Getúlio Vargas fez, sendo daí chamado de "pai dos pobres", mas também "mãe dos ricos".


3. (PUC) Leia atentamente trechos da entrevista que o jornalista Villas-Bôas Corrêa concedeu à revista Nossa História, em agosto de 2004 (n.10, p. 39-40): "Os jornais eram todos muito hostis a Vargas, faziam uma campanha extremamente violenta". "A notícia do suicídio [24 de agosto de 1954] explodiu quando eu estava na altura da [rua] Uruguaiana. Bem na minha frente estava uma senhora negra, baixota, gorda, com duas sacas na mão. Ela parou e parecia inchar. De repente, berrou com violência: Canalhas, ladrões, mataram nosso amigo, mataram o velhinho! ." O depoimento de Villas-Bôas Corrêa caracteriza algumas ambigüidades, explicitando rejeições e apoios, associadas à figura do Presidente Getúlio Vargas.

a) Caracterize UM motivo para a hostilidade de muitos órgãos de imprensa durante segundo Governo Vargas.

b) Caracterize UM motivo para o apoio popular a Vargas.
resposta da questão 3:

a) - o posicionamento político de boa parte da grande imprensa contra o nacionalismo econômico e o trabalhismo defendidos pelo Governo Vargas. - a crítica ao financiamento público, pelo Banco do Brasil, à criação do jornal varguista Última Hora. - a acusação e o temor generalizado na grande imprensa da retomada de práticas autoritárias provenientes do Estado Novo, com destaque para as ações de censura. b) - o reconhecimento em relação à implementação das leis trabalhistas advindas do 1º Governo Vargas e atualizadas neste momento. - o apoio às medidas relacionadas ao nacionalismo econômico, expresso, por exemplo, na criação da Petrobrás.



4. (UFMG) Observe esta figura:



(TEIXEIRA, Francisco M. P. "Brasil: História e sociedade". São Paulo: Ática, 2000. p. 274.)

Essa figura está relacionada
a) à campanha eleitoral de 1950, quando Getúlio se apresentou como um candidato democrático apoiado pela massa de trabalhadores.
b) à propaganda da Aliança Liberal, que defendia a coligação dos tenentes com a oligarquia gaúcha, tendo Getúlio Vargas como seu líder.
c) ao culto do regionalismo político, que os órgãos de propaganda do Estado Novo alimentaram usando a origem gaúcha de Getúlio Vargas.
d) ao movimento conhecido como queremismo, que, ao final do Estado Novo, uniu comunistas e trabalhistas na luta pela Constituinte com Getúlio.

resposta: [A]

5. (UFV) "Aos operários da construção civil: Companheiros - Que Deus e Vargas estejam convosco. A mim ambos desamparam; mas o momento não é de queixas, e sim de luta. Não me dirijo a toda a vossa classe, pois não sou um demagogo. Sou um homem vulgar, e vejo apenas (mal) o que está diante de meus olhos. Estou falando, portanto, com todos aqueles dentre vós que trabalham na construção em frente de minha janela. Um carrega quatro grandes tábuas ao ombro; outro grimpa, com risco de vida, a precária torre do enguiçado elevador; qual bate o martelo, qual despeja nas formas o cimento, qual mira a planta, qual usa a pá, qual serra (o bárbaro) os galhos de uma jovem mangueira, qual ajusta, neste momento, um pedaço de madeira na serra circular. ... Ouvi-me, pois, insensatos; ouvi-me a mim e não a essa infame e horrenda serra que a vós e a mim tanto azucrina. Vamos para a praia. E se o proprietário vier, se o banqueiro vier, se o governo vier, e perguntar com ferocidade: estais loucos? - nós responderemos: Não, senhores, não estamos loucos; estamos na praia jogando peteca. E eles recuarão, pálidos e contrafeitos."
(RUBEM BRAGA, julho de 1951)

Quais fatos históricos fizeram com que o autor da crônica anterior associasse a figura do Presidente Vargas a Deus e aos operários?
resposta:Paternalismo de Getúlio Vargas, em relação aos trabalhadores, sintetizado no título "Pai dos Pobres", em decorrência da instituição dos direitos trabalhistas durante a chamada Era Vargas , destacando-se a CLT e o Salário Mínimo.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Simulado - Quarto Bimestre
História do Brasil
CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano

1. (Unirio)



(LAERTE, FOLHA DE SÃO PAULO 06/09/98 TV FOLHA p.4 domingo.)
A caricatura anterior nos faz refletir sobre os atos dos governantes e a correspondente falta de participação popular que tem marcado a História do Brasil. No contexto da independência do Brasil, podemos citar como exemplo de exclusão de participação política nos moldes liberais a:
a) adesão aos ideais da Confederação do Equador e o voto de cabresto.
b) criação de poder Moderador e o voto universal.
c) dissolução da Assembléia Constituinte de 1823 e o voto aberto.
d) manutenção da escravidão e o voto censitário.
e) manutenção do autoritarismo e o voto distrital.

2. (ENEM)

Constituição de 1824:
“Art. 98. O Poder Moderador é a chave de toda a organização política, e é delegado privativamente ao Imperador (…) para que incessantemente vele sobre a manutenção da Independência, equilíbrio, e harmonia dos demais poderes políticos (...) dissolvendo a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvação do Estado.”

Frei Caneca:
“O Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. Por ele, o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a representante do povo, ficando sempre no gozo de seus direitos o Senado, que é o representante dos apaniguados do imperador.”
(Voto sobre o juramento do projeto de Constituição)

Para Frei Caneca, o Poder Moderador definido pela Constituição outorgada pelo Imperador em 1824 era

a) adequado ao funcionamento de uma monarquia constitucional, pois os senadores eram escolhidos pelo Imperador.
b) eficaz e responsável pela liberdade dos povos, porque garantia a representação da sociedade nas duas esferas do poder legislativo.
c) arbitrário, porque permitia ao Imperador dissolver a Câmara dos Deputados, o poder representativo da sociedade.
d) neutro e fraco, especialmente nos momentos de crise, pois era incapaz de controlar os deputados representantes da Nação.
e) capaz de responder às exigências políticas da nação, pois supria as deficiências da representação política.



(UFRN) Em 1824, D. Pedro I assim se pronunciou: Chegou o momento em que o véu da impostura, com que os demagogos, inimigos do Império e da nossa felicidade, vos têm até agora fascinado, vai cair por terra. Para iludirem vossa boa-fé, inflamarem vossa imaginação a poderem arrastar-vos cegamente a sistemas políticos reprovados pelas lições da experiência, absolutamente incompatíveis com a vossa situação, e em que só eles ganhavam, separando-vos da união geral de todas as províncias, indispensável para a consolidação e segurança da nossa Independência, fizeram-vos crer que uma facção vendida a Portugal dirigia as operações políticas deste Império para submetê-lo ao antigo domínio dos Portugueses e ao despotismo do seu governo.
Apud COSTA, F. A. Pereira da. "Anais pernambucanos". 2. ed. Recife: FUNDARPE, 1983. v.9. p.52-53.
No discurso acima, o imperador D. Pedro I pronunciou-se sobre a Confederação do Equador. É correto afirmar que essa Confederação
a) opunha-se à pretensão de D. Pedro I de unir as coroas portuguesa e brasileira, o que representaria a recolonização do Brasil.
b) desejava instalar uma monarquia parlamentarista, estabelecendo limites aos poderes absolutistas de D. Pedro I.
c) posicionava-se contra os privilégios portugueses, incluídos por D. Pedro I no projeto constitucional de 1823.
d) pretendia implantar uma República independente no Nordeste, contrariando o projeto de unidade nacional centrado em D. Pedro I.



(UFV) O mapa abaixo retrata o contorno do território brasileiro logo após a Declaração de Independência. Em 1828 esse contorno sofreu grandes modificações em virtude de uma revolução de caráter separatista fomentada pela Argentina. Esse episódio, além de mudar o contorno do território brasileiro, deu origem a um novo país, o Uruguai, que hoje se integra ao Brasil, Argentina e Paraguai na constituição do MERCOSUL.


O episódio ocorrido em 1828 e que deu origem ao Uruguai ficou conhecido como:
a) Revolução Farroupilha.
b) Revolta do Chaco.
c) Guerra da Cisplatina.
d) Guerra dos Farrapos.
e) Confederação do Equador.



GABARITO.
1. D
2. C
3. D
4. C

SEGUNDO ANO



(Retrato do Brasil. São Paulo: Edicora Três/Política Editora, 1984.)
1. (UERJ) As gravuras acima ressaltam aspectos da propaganda oficial sobre as prioridades políticas do primeiro período Vargas, principalmente do Estado Novo, que simbolizou o coroamento de um ideal de modernização. A característica econômica do período que pode ser identificada como predominante nas duas gravuras é a ênfase na:
a) indústria de base
b) rede de transportes
c) agricultura de exportação
d) produção de combustíveis





2. (FUVEST)
"Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho
Faz a gente se animar, oi
Eu já botei o meu
E tu não vais botar?
Já enfeitei o meu
E tu vais enfeitar?
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar"
(RETRATO DO VELHO, de Mário Pinto e Haroldo Lobo)
Esse samba, muito popular na época, foi utilizado como instrumento de propaganda pelo movimento político que visava o retorno do seu líder. Identifique esse movimento e seu líder.
a) Jacobinismo e Floriano Peixoto.
b) Monarquismo e D. Pedro II.
c) Janismo e Jânio Quadros.
d) Queremismo e Getúlio Vargas.
e) Tenentismo e Luís Carlos Prestes.



ORAÇÃO GETULISTA
Creio em Getúlio Vargas, todo poderoso, criador das leis trabalhistas. Creio no Brasil e no seu filho, nosso patrono, o qual foi concebido pela revolução de 30. (...) Creio em seu retorno ao palácio do Catete, na comunhão dos pensamentos, na sucessão Presidencial. Amém.
NOTA – Para o bem da nação tire cópias desta oração e envie a seus amigos patriotas.


CARDOSO, Oldimar

3. (Ufpel) O panfleto, ao se referir ao retorno de Vargas ao Palácio do Catete, demonstra ter sido propaganda da campanha eleitoral de
a) 1930, utilizada pela Aliança Liberal.
b) 1934, após o presidente ter sido deposto pela Revolução Constitucionalista de 1932.
c) 1950, quando o gaúcho foi eleito com um projeto nacionalista.
d) 1937, quando o PTB seguiu as determinações da Constituição “polaca”.
e) 1945, período que instaurou a democratização do país.

4. (ENEM) Zuenir Ventura, em seu livro “Minhas memórias dos outros” (São Paulo: Planeta do Brasil, 2005), referindo-se ao fim da “Era Vargas” e ao suicídio do presidente em 1954, comenta: Quase como castigo do destino, dois anos depois eu iria trabalhar no jornal de Carlos Lacerda, o inimigo mortal de Vargas (e nunca esse adjetivo foi tão próprio). Diante daquele contexto histórico, muitos estudiosos acreditam que, com o suicídio, Getúlio Vargas atingiu não apenas a si mesmo, mas o coração de seus aliados e a mente de seus inimigos. A afirmação que aparece “entre parênteses” no comentário e uma conseqüência política que atingiu os inimigos de
Vargas aparecem, respectivamente, em:

a) a conspiração envolvendo o jornalista Carlos Lacerda é um dos elementos do desfecho trágico e o recuo da ação de políticos conservadores devido ao impacto da reação popular.
b) a tentativa de assassinato sofrida pelo jornalista Carlos Lacerda por apoiar os assessores do presidente que discordavam de suas idéias e o avanço dos conservadores foi intensificado pela ação dos militares.
c) o presidente sentiu-se impotente para atender a seus inimigos, como Carlos Lacerda, que o pressionavam contra a ditadura e os aliados do presidente teriam que aguardar mais uma década para concretizar a democracia progressista.
d) o jornalista Carlos Lacerda foi responsável direto pela morte do presidente e este fato veio impedir definitivamente a ação de grupos conservadores.
e) o presidente cometeu o suicído para garantir uma definitiva e dramática vitória contra seus acusadores e oferecendo a própria vida Vargas facilitou as estratégias de regimes autoritários no país.

GABARITO
1. A
2. D
3. C
4. A

TERCEIRO ANO

1. (Mackenzie) A burguesia tinha como projeto político a defesa da propriedade privada e os camponeses defendiam a propriedade coletiva. Ambas as classes combatiam a ordem monárquica absolutista, que lutou pelos interesses da aristocracia que a sustentava. O principal ideólogo do pensamento burguês da época foi John Locke que afirmava: "A preservação da propriedade é o grande e principal objetivo da união dos homens em comunidade, colocados sob governo." Assinale a alternativa que corresponde a essa etapa do processo de consolidação da burguesia.
a) Revolução Francesa
b) Revolução Inglesa
c) Revolução Russa
d) Revolução Americana
e) Revolução Alemã


resposta:[B]

2. (UFRJ) Em meados do século XVII, a Inglaterra mergulhou em uma guerra civil conhecida como Revolução Inglesa de 1640. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO está relacionada com esse contexto histórico.
a) No ápice da Revolução, o rei Carlos I foi executado, e a República proclamada. Oliver Cromwell tornou-se o dirigente máximo da Inglaterra. Com o fim da guerra civil, Cromwell instituiu um governo democrático, supervisionado pelo conjunto do Parlamento, no qual os direitos humanos passaram a ser respeitados e as classes populares encontraram voz ativa.
b) Os puritanos, grupo político que desejava recuperar os valores do cristianismo primitivo e que recusava a autoridade do rei em matéria de fé, constituíram-se nos principais adversários das idéias absolutistas.
c) Após a morte de Elisabeth Tudor em 1603, ascendeu ao trono da Inglaterra a dinastia escocesa dos Stuart, os quais careceram da habilidade política necessária para negociar com o Parlamento inglês.
d) Uma das medidas da Revolução foi o estabelecimento do Ato de Navegação de 1651, que se tornou uma das bases da prosperidade comercial da Inglaterra. O Ato pretendeu obter para os navios ingleses o comércio de transportes da Europa e excluir do comércio com as colônias inglesas todos os rivais.
e) A queda da monarquia inglesa abriu caminho para o surgimento de reivindicações radicais, como a dos niveladores, que defendiam a abertura do Parlamento às classes populares, ou a dos escavadores, que aspiravam a uma redistribuição de terras que contemplasse os pequenos produtores.


resposta:[A]

3. (CESGRANRIO) "... o pretenso direito da autoridade real de suspender as leis ou a sua execução é ilegal... o pretenso direito da autoridade real de se dispensar das leis ou da sua execução é ilegal..."
(Declaração de Direitos, 1689)

A Revolução Gloriosa, ocorrida na Inglaterra entre 1688 e 1689, cujos pressupostos podem ser ilustrados pelo trecho acima, assumiu um importante significado no conjunto das transformações da sociedade inglesa manifestadas historicamente ao longo do século XVII porque provocou a:
a) vitória do projeto liberal dos segmentos burgueses e urbanos, liderados por Oliver Cromwell, que proclamaram a República Puritana na Inglaterra;
b) extinção da organização política do Estado senhorial inglês, baseada na divisão dos poderes judiciário e legislativo, a qual vigorava na Inglaterra desde a instituição da Magna Carta;
c) substituição do absolutismo monárquico por um regime de governo monárquico que submetia o soberano inglês ao Parlamento;
d) supremacia política e administrativa da aristocracia senhorial e feudal inglesa no controle econômico do país e de suas possessões territoriais fora da Europa;
e) consolidação da nobreza fundiária na liderança da Inglaterra através de sua aliança política com os segmentos de comerciantes que controlavam o comércio internacional e colonial inglês.

Resposta: C

4. (ENEM) A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.

Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com

a) a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.
b) a expressiva diminuição da oferta de mão-de-obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.
c) a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.
d) o crescimento do Estado ao mesmo tempo que diminuía a representação operária nos parlamentos.
e) a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais européias.
Resolução


Resposta: Letra C

5. (UFRRJ) Observe os dados da tabela a seguir.



Com base nesses dados, pode-se afirmar que
a) o processo de urbanização no século XIX tem relação direta com o grau de estabilidade política vivida por cada um dos países, o que explicaria a queda dos números da Rússia e do Império Austro-Húngaro, sacudidos permanentemente por insurreições urbanas ligadas ao processo de industrialização e que geraram um fenômeno de "fuga das cidades".
b) o crescimento do número de cidades com mais de 50 mil pessoas nos Estados Unidos, país muito pouco industrializado, é uma conseqüência direta da crise agrícola relacionada a pragas e a condições climáticas desfavoráveis que se abatem sobre estados do sul e do meio-oeste, gerando fome e fuga em massa para as cidades.
c) o crescimento do número de cidades com mais de 50 mil habitantes na França e na Alemanha tem relação direta com a chamada Segunda Revolução Industrial e com o processo de crescimento das cidades de regiões industriais.
d) tanto a Rússia quanto os Estados Unidos iniciam um processo de industrialização em meados do século XI, sendo que, enquanto as indústrias russas concentram-se em regiões carboníferas, longe dos centros urbanos, as americanas concentram-se em torno dos centros urbanos, o que explicaria a diferença de desenvolvimento de cidades com mais de 50 mil habitantes no período dado.
e) O desenvolvimento do capitalismo no Império Austro-Húngaro e na Alemanha apresenta tendências opostas. Enquanto, em meados do século XIX, os investimentos no Império Austro-Húngaro são realizados exatamente em atividades agrícolas de grande porte, no segundo investe-se pesadamente na indústria têxtil, característica da Segunda Revolução Industrial.

resposta:[C]

6. (FGV) A Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, gerou profundas transformações, econômicas e sociais. Entre essas transformações, pode-se apontar
a) a retração do mercado consumidor nos países industrializados.
b) a superação do conflito capital-trabalho em face dos acordos sindicais.
c) a dominação de todas as etapas da produção pelo trabalhador.
d) a proliferação do trabalho doméstico nas áreas mais mecanizadas.
e) a redução dos custos de produção, ampliando o mercado consumidor.


resposta:[E]

7. (UNESP) Dentre as condições determinantes da Revolução Industrial na Inglaterra, podem ser citadas
a) a conquista de mercados internos futuros, a acumulação de capitais, a existência de mercados fornecedores de bens semi-duráveis e a transformação da estrutura agrária.
b) a conquista de mercados coloniais consumidores, a poupança forçada dos trabalhadores urbanos, a existência de mercados fornecedores de matérias-primas e a transformação da estrutura do setor terciário.
c) a conquista de mercados semi-internos, a acumulação de capitais, a existência de mercados fornecedores de manufaturados e a transformação da estrutura agrária.
d) a conquista de mercados coloniais consumidores, a poupança induzida dos trabalhadores rurais, a existência de mercados fornecedores de matérias-primas e a transformação da estrutura de serviços.
e) a conquista de mercados coloniais consumidores, a acumulação de capitais, a existência de mercados fornecedores de matérias-primas e a transformação da estrutura agrária.


resposta:[E]

8. (ENEM) “... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; ...”
(SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985).




A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.
II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.
III. Ambos contêm a idéia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas

(A) I está correta.
(B) II está correta.
(C) III está correta.
(D) I e II estão corretas.
(E) I e III estão corretas.
Resolução


Resposta: Letra E

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Caderno Revisional
O Iluminismo e as revoluções liberais do século XVIII

O Iluminismo e as Revoluções Burguesas


Nesta videoaula o professor Edenilson Morais apresentada algumas das características do Iluminismo e seus principais representantes na Inglaterra e na França. O pensamento de John Locke, Adam Smith, Voltaire, Montesquieu e Rousseau.
Alguns aspectos do despotismo esclarecido também são abordados. E ainda, a importância histórica do Iluminismo é ressaltada.


A importância da Revolução Paradigmática



Videoaula com o professor Ricardo Carvalho sobre a importância do Iluminismo e a eclosão da Revolução Francesa, em 1789.

A Revolução Americana



Este video apresentado pelo professor Licio mostra atraves de mapas como foi o desenrolar da independencia dos EUA.

Independência política da América Espanhola



O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, dá uma aula sobre a independência da América Espanhola que ocorre nas primeiras décadas do século 19.

Segundo o professor, o movimento ocorre por uma sucessão de fatores: influência do pensamento iluminista que traz a ideia de liberdade, a Revolução Americana de 1776, a Revolução Francesa de 1789, o apoio da Inglaterra que almejava aumentar seu mercado consumidor e as Guerras Ibéricas.

Vieira diz que o movimento foi liderado por duas importantes figuras históricas: San Martín, que liberta a parte sul do continente sul-americano; e Simón Bolívar, que atua na independência da região norte.

Confira aula completa em vídeo.
Questões propostas
1. (UFU) O fim maior e principal para os homens unirem-se em sociedades políticas e submeterem-se a um governo é a conservação de suas propriedades, ou seja, de suas vidas, liberdades e bens. Adaptado de LOCKE, John. "Dois Tratados sobre o Governo". São Paulo: Martins Fontes, 1998, p.495. A autoproteção constitui a única finalidade pela qual se garante à humanidade, individual ou coletivamente, interferir na liberdade de ação de qualquer um. O único propósito de se exercer legitimamente o poder sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra sua vontade, é evitar dano aos demais.
Adaptado de MILL, J.Stuart. "A Liberdade". São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.17.
Os trechos anteriores referem-se aos fundamentos do pensamento liberal. Sobre esse tema, assinale a alternativa que apresenta a explicação INCORRETA.
a) Em defesa da razão e da liberdade, vários pensadores europeus inspiraram uma série de transformações sociais, econômicas e políticas, principalmente a partir do século XVIII, cujas conseqüências estão presentes até hoje na sociedade contemporânea.
b) As bases filosóficas e políticas da sociedade civil e do Estado liberal moderno formaram-se, primeiramente, na Inglaterra no século XVII, tendo como um de seus principais idealizadores John Locke.
c) A defesa da liberdade e da propriedade como direitos legítimos do indivíduo foi importante na formação do ideário liberal, comum a dois importantes movimentos político-sociais europeus nos séculos XVII e XVIII: a Revolução Gloriosa na Inglaterra e a Revolução Francesa.
d) Os princípios do liberalismo, defendidos por Locke e Stuart Mill, excluem os direitos do indivíduo na sociedade ao justificarem a adoção de punições em função de ameaças à liberdade e à propriedade.



resposta: [D] A afirmação D é incorreta porque os filósofos identificados representam a filosofia liberal que defende o indivíduo em seus direitos sob todos os aspectos.
2. (PUC-RIO)Em 1784, Kant assim caracterizou o Iluminismo: A saída do homem de sua minoridade, do qual é ele próprio o responsável. Minoridade, isto é, incapacidade de se servir do seu entendimento sem a direção de outrem (...) Tem a coragem de te servires do teu próprio entendimento. Eis aí a divisa do Iluminismo.
Tendo como referência o texto apresentado, é correto afirmar que:
I - para os iluministas, o entendimento humano era viabilizado pela razão e pelo saber científico.
II - a "divisa do Iluminismo" representou, entre outros aspectos, a extinção dos regimes monárquicos, no mundo europeu da época.
III - a "coragem de se servir de seu próprio entendimento" foi associada à concepção da liberdade como um direito universal do homem.
IV - a "saída do homem de sua minoridade" correspondeu, na prática, à defesa do ideal de uma civilização livre de quaisquer práticas religiosas.
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
d) Apenas a afirmativa IV está correta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
resposta: [B] A razão e a liberdade são valores defendidos pela filosofia liberal, também genericamente identificada como iluminista, por interpretar que, com o uso da razão, o homem se iluminou para compreender a sua existência e a natureza.
3. (UFPI)Com relação à Independência dos Estados Unidos, em 1776, é correto afirmar que:
a) a primeira constituição dos Estados Unidos adotou a república federalista e presidencial como modelo de governo.
b) a Declaração de Independência defendeu a implantação de uma monarquia constitucional para dirigir politicamente a futura nação.
c) a França negou ajuda aos norte-americanos, visto que pretendia manter sua parceria com a Inglaterra na exploração comercial da América do Norte.
d) a Espanha negou ajuda aos norte-americanos, dado que com a derrota da Holanda poderia intensificar seus acordos comerciais com os colonos do sul.
e) a luta dos norte-americanos divulgou a perspectiva de se construir a unidade continental americana, baseada no ideal iluminista de liberdade e igualdade social.


resposta:[A] Reflexo dos princípios liberais, a Constituição norte-americana, pela primeira vez no mundo ocidental, regulamentou um tipo de organização em que os estados-membros têm mais liberdade (federalismo), e governante é indivíduo eleito pelos cidadãos (república).

4. (UFC)Leia o texto a seguir. "Tanto o liberalismo quanto a revolução social, tanto a burguesia quanto, potencialmente, o proletariado, tanto a democracia (em qualquer de suas versões) quanto a ditadura encontram seus ancestrais na extraordinária década que começou com a convocação dos Estados-Gerais, a Tomada da Bastilha e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão."
HOBSBAWM, Eric. "Ecos da Marselhesa. Dois séculos revêem a Revolução Francesa". São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 81.
A partir do texto e dos seus conhecimentos, assinale a alternativa correta.
a) A Revolução Francesa teve como conseqüência a derrota da classe burguesa e de seus valores liberais.
b) Os princípios democráticos inspiraram os países que invadiram a França logo após a revolução de 1789.
c) A Tomada da Bastilha representou, simbolicamente, a revanche da nobreza frente ao avanço da revolução popular.
d) Os sans-culottes , que formavam o grupo mais radical da Revolução Francesa, podem ser considerados os ancestrais do proletariado.
e) A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão , aprovada na França em 1789, apesar de formalmente democrática, defendia a legitimidade das ditaduras.


resposta:[D] O historiador Eric Hobsbawn mostra que a sociedade de classes se configurou no ambiente da Revolução Francesa em que se distinguiram na Assembleia os representantes dos patrões dos empregados.

5. (UEL)Leia o texto a seguir: "A independência política e a formação dos Estados Nacionais na América Latina ocorreram a partir do rompimento do sistema colonial e foram dirigidos por setores dominantes da colônia descontentes com a impossibilidade de usufruir as novas vantagens que o capitalismo do novo século lhes oferecia. Portanto, essas características peculiares distanciam o processo latino-americano do processo pelo qual a Europa passou. Além disso, aqui havia, antes da colonização espanhola e portuguesa, culturas autóctones, que se rebelaram e lutaram para sobreviver depois do impacto da chegada dos europeus. E junto a elas estavam os negros africanos, que também foram incorporados a este continente. Espanha e Portugal quiseram se sobrepor e engolir as demais culturas, num processo de homogeneização praticado por meio da língua, da religião, dos padrões econômicos. Foram vencedores em parte: essa simbiose constituiu o cimento das futuras nações latino-americanas".
Fonte: PRADO, M. L. "A formação das nações latino-americanas". São Paulo: Atual, 1994. p. 2. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que:
a) As diferentes formas de conquista e exploração das colônias contribuíram para a fragmentação desse "novo mundo", denominado América, em diversas "Américas". A de colonização hispânica apoiou-se, principalmente, na servidão indígena, enquanto a portuguesa baseou-se na exploração da mão-de-obra escrava africana.
b) Independentes, as colônias espanhola e portuguesa optaram por uma república democrática, que contemplasse em suas constituições a idéia de igualdade e liberdade para os diferentes povos que habitavam essas excolônias.
c) A utilização da escravidão africana e indígena contribuiu para formatar as características das sociedades que foram constituídas nas Américas hispânica e portuguesa, em relação à prática da reciprocidade entre esses povos e ao sentimento de solidariedade entre os países no que diz respeito às práticas políticas.
d) A exploração colonial originada com a conquista e colonização da América Espanhola e América Portuguesa, embora tenha acontecido em períodos diferentes, foi baseada na escravidão negra, aproveitando a demanda do tráfico de mão-de-obra vinda da África.
e) O Brasil e os países hispano-americanos configuram-se em exemplos de alteridade e prosperidade em função do projeto de colonização empreendido nesses espaços.


resposta:[A] Com os interesses das metrópoles mais as características das regiões de exploração econômica, diversificou-se o uso de mão de obra compulsória.

6. (FUVEST) Nas reivindicações dos movimentos políticos que levaram à independência dos países da América Espanhola, encontram-se alguns traços comuns. Entre eles, a
a) proposta de igualdade social e étnica.
b) proposição de aliança com a França revolucionária.
c) defesa da liberdade de comércio.
d) adoção do voto universal masculino.
e) decisão de separar o Estado da Igreja.


resposta:[C] Nas três Américas, a defesa de liberdade de comércio foi fator para a reação dos colonos contra as exigências das metrópoles. Essa atividade sempre se constituiu no meio de auto-afirmação econômico-financeira.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Conheça a trajetória política de Getúlio Vargas

Vargas dominou a política brasileira durante 18 anos: como chefe de uma revolução, presidente constitucional, ditador, ditador deposto e silencioso, presidente eleito e presidente suicida.


Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 2 - O Segundo Governo Vargas

O suicídio de Vargas e a carta-testamento

Nesta teleaula você vai ver que, desde o começo do seu segundo governo, Getúlio Vargas foi pressionado o tempo todo a renunciar. Além disso, acompanhará o que estava acontecendo no Brasil nos momentos que antecederam ao suicídio e saberá o significado da carta-testamento que Vargas deixou.


A morte do presidente Getúlio Vargas


De olho no vestibular

Q1. (UNIFESP) ... E a elevação do salário mínimo a nível que, nos grandes centros do país, quase atingirá o dos vencimentos máximos de um [militar] graduado, resultará, por certo, se não corrigida de alguma forma, em aberrante subversão de todos os valores profissionais, estancando qualquer possibilidade de recrutamento, para o Exército, de seus quadros inferiores.

(Memorial dos Coronéis, de fevereiro de 1954.)
Sobre o documento, é correto afirmar que expressava:
A) o ponto de vista de todos os coronéis, que estavam preocupados com os baixos salários pagos aos militares.
B) a posição dos coronéis contrários ao presidente Vargas e à sua política econômica, incluindo a elevação do salário mínimo.
C) o mal-estar generalizado existente nas fileiras do Exército brasileiro com a política industrial do presidente Vargas.
D) o descontentamento dos coronéis nacionalistas pelo fato de o salário mínimo não contemplar os trabalhadores rurais.
E) a luta surda que então existia entre coronéis, de um lado, inimigos de Vargas, e tenentes, de outro, que apoiavam o presidente.
Alternativa B
Questão de interpretação, favorecida pela data – 1954 – período de crise e de forte oposição ao populismo varguista. Setores militares criticavam a política presidencial com relação ao movimento operário.


Q2. (UNESP) O segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) terminou com o suicídio do presidente. Contribuiu para a crise política desse governo

a) o fechamento do Congresso, que acabou por unir, numa frente ampla, os defensores dos ideais democráticos.
b) o apoio do presidente aos políticos da UDN (União Democrática Nacional), favoráveis à organização de um golpe para mantê-lo no poder.
c) a política econômica adotada, de cunho nacionalista, da qual um dos marcos foi a criação da Petrobrás, em 1953.
d) a série de convulsões sociais provocadas pela inflação, com movimentos grevistas organizados pelo Partido Comunista, então na legalidade.
e) a ruptura entre civis e militares, que culminou com o assassinato do político e jornalista Carlos Lacerda.

Resposta: C

Q4. (MACKENZIE) Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

Carta Testamento de Getúlio Vargas. O suicídio do Presidente Vargas ocorreu em 24 de agosto de 1954; entre as causas do trágico desfecho, destacamos:

a) o apoio da U.D.N. aos projetos nacionalistas e intervencionistas de Vargas, que gerou a oposição do Partido Comunista.

b) o atentado a Carlos Lacerda e os graves problemas econômicos que impediam a continuidade do modelo nacionalista e paternalista.

c) a tentativa frustrada de um novo golpe, liderado por Vargas, para se consolidar no poder.

d) o fracasso de projetos nacionalistas implantados pelo governo Vargas, como a Petrobrás.

e) o forte apoio norte-americano, sobretudo devido ao envio de tropas brasileiras à Guerra da Coréia, fato que atraiu a ira dos nacionalistas.

Resposta: B
Um dos principais inimigos de Vargas, Carlos Lacerda, sofre um atentado (05/08/1954)no qual perde a vida o major da Aeronáutica Rubem Vaz. Abre-se então uma grave crise política, pois as investigações resultam em associar a figura do presidente ao atentado. Um dos desfechos dessa crise foi o suicídio de Vargas.

Q4. (UNIFAL) A criação da Petrobras e o monopólio estatal da exploração do petróleo no território brasileiro decorrem da ampla mobilização nacionalista na chamada "Campanha do Petróleo". Tal campanha ocorreu durante
a) o governo João Goulart.
b) o governo JK.
c) o regime militar.
d) o segundo governo Vargas.
e) o Estado Novo.

Resposta: D Foi durante o segundo governo Vargas que ocorreu a campanha da nacionalização do petróleo no Brasil que culminou com a criação da Petrobras, em 1953.
Q5. (UFMG)O segundo Governo Vargas (1951-1954) caracterizou-se por forte orientação nacionalista. Entre as iniciativas que marcaram esse período, destaca-se a criação da Petróleo Brasileiro S.A., a Petrobras, mediante a Lei n. 2.004, aprovada pelo Congresso em 3 de outubro de 1953. É CORRETO afirmar que essa Lei
a) deu origem à campanha "O petróleo é nosso", o que reforçou o sentimento nacionalista entre os brasileiros e fez crescer o apoio a Vargas.
b) foi o estopim da crise política que levou ao suicídio de Vargas, pois a Lei deixou a distribuição do petróleo nas mãos de empresas estrangeiras.
c) motivou a crítica, por parte do escritor paulista Monteiro Lobato, à criação da empresa estatal de petróleo.
d) teve como eixo a imposição do monopólio estatal sobre a produção de petróleo, considerado condição necessária para a soberania nacional.



resposta:[D]


Últimos episódios da crise de agosto de 1954

Pressão político-militar chega a um nível sufocante. Em reunião dramática com o Ministério, Getúlio Vargas decide sair licenciado. Às 8h26m de 24 de agosto de 1954, ouve-se um tiro no Catete.


Para saber mais

www.revistadehistoria.com.br
www2.uol.com.br/historiaviva;
http://revistagalileu.globo.com
www.historianet.com.br
www.cpddoc.fgv.br

RODRIGUES, Marly. A década de 50. Populismo e metas desenvolvimentistas no Brasil. São Paulo: Ática, 2003 (Série Princípios).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Caderno Revisional
A Revolução Industrial








O sistema capitalista, enquanto forma específica de se ordenar as relações no campo sócio-econômico, ganhou suas feições mais claras quando – durante o século XVI – as práticas mercantis se fixaram no mundo europeu. Dotadas de colônias espalhadas pelo mundo, principalmente em solo americano, essas nações acumulavam riquezas com a prática do comércio.

Na especificidade de seu contexto, observaremos que a história britânica contou com uma série de experiências que fez dela o primeiro dos países a transformar as feições do capitalismo mercantilista. Entre tais transformações históricas podemos destacar o vanguardismo de suas políticas liberais, o incentivo ao desenvolvimento da economia burguesa e um conjunto de inovações tecnológicas que colocaram a Inglaterra à frente do processo hoje conhecido como Revolução Industrial.

Com a Revolução Industrial, a qualidade das relações de trabalho no ambiente manufatureiro se transformou sensivelmente. Antes, os artesãos se agrupavam no ambiente da corporação de oficio para produzirem os produtos manufaturados. Todos os artesãos dominavam integralmente as etapas do processo de produção de um determinado produto. Dessa forma, o trabalhador era ciente do valor, do tempo gasto e da habilidade requerida na fabricação de certo produto. Ou seja, ele sabia qual o valor do bem por ele produzido.


Gravura da Revolução Industrial.
As inovações tecnológicas oferecidas, principalmente a partir do século XVIII, proporcionaram maior velocidade ao processo de transformações da matéria-prima. Novas máquinas automatizadas, geralmente movidas pela tecnologia do motor a vapor, foram responsáveis por esse tipo de melhoria. No entanto, além de acelerar processos e reduzir custos, as máquinas também transformaram as relações de trabalho no meio fabril. Os trabalhadores passaram por um processo de especialização de sua mão-de-obra, assim só tinham responsabilidade e domínio sob uma única parte do processo industrial.

Dessa maneira, o trabalhador não tinha mais ciência do valor da riqueza por ele produzida. Ele passou a receber um salário pelo qual era pago para exercer uma determinada função que, nem sempre, correspondia ao valor daquilo que ele era capaz de produzir. Esse tipo de mudança também só foi possível porque a própria formação de uma classe burguesa – munida de um grande acúmulo de capitais – começou a controlar os meios de produção da economia.

O acesso às matérias primas, a compra de maquinário e a disponibilidade de terras representavam algumas modalidades desse controle da burguesia industrial sob os meios de produção. Essas condições favoráveis à burguesia também provocou a deflagração de contradições entre eles e os trabalhadores. As más condições de trabalho, os baixos salários e carência de outros recursos incentivaram o aparecimento das primeiras greves e revoltas operárias que, mais tarde, deram origem aos movimentos sindicais.

Charles Chaplin no clássico "Tempos Modernos".

Com o passar do tempo, as formas de atuação do capitalismo industrial ganhou outras feições. Na segunda metade do século XIX, a eletricidade, o transporte ferroviário, o telégrafo e o motor a combustão deram início à chamada Segunda Revolução Industrial. A partir daí, os avanços capitalistas ampliaram significativamente o seu raio de ação. Nesse mesmo período, nações asiáticas e africanas se inseriram nesse processo com a deflagração do imperialismo (ou neocolonialismo), capitaneado pelas maiores nações industriais da época.

Durante o século XX, outras novidades trouxeram diferentes aspectos ao capitalismo. O industriário Henry Ford e o engenheiro Frederick Winslow Taylor incentivaram a criação de métodos onde o tempo gasto e a eficiência do processo produtivo fossem cada vez mais aperfeiçoados. Nos últimos anos, alguns estudiosos afirmam que vivemos a Terceira Revolução Industrial. Nela, a rápida integração dos mercados, a informática, a microeletrônica e a tecnologia nuclear seriam suas principais conquistas.


Charqe inglesa simbolizando a exploração dos trabalhadores das indústrias

A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas. Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida. Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza. Dessa forma, não podemos fixar o modo de vida urbano e integrado à demanda do mundo industrial como uma maneira, um traço imutável da nossa vida quotidiana.

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-industrial.htm


Intertexto do processo de Revolução Industrial e suas consequências através obra prima de Charles Chaplin, Tempos Modernos e da magnifica letra de Renato Russo, Fábrica.





Fábrica
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço -
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão.

Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.

De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?

O céu já foi azul, mas agora é cinza
O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo,
Que venha o fogo então.

sábado, 23 de outubro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 2 - O Segundo Governo Vargas
Ouça a música que se transformou no hino do retorno de Vargas à Presidência



Retrato do Velho
Francisco Alves

Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar
Eu já botei o meu
E tu não vais botar
Eu já enfeitei o meu
E tu não vais enfeitar
O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar.



Governo Vargas (1951-1954)
Suicídio de Getúlio pôs fim à Era Vargas

Renato Cancian*
Cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais, é autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política -1972-1985"

Em 1951, Getúlio Vargas retornou a presidência da República, dessa vez por meio do voto popular. Vargas se candidatou pelo PTB e recebeu apoio do Partido Social Progressista (PSP), vencendo o pleito de 1950 com 48,7% dos votos. O segundo mandato presidencial de Getúlio Vargas foi marcado por importantes iniciativas nas áreas social e econômica.

Na fase final do seu governo, porém, as pressões de grupos oposicionistas civis e militares desencadearam uma aguda crise política que levou Vargas a interromper seu mandato com um ato que atentou contra sua própria vida: o suicídio.


Nacionalismo e intervencionismo
Sem dúvida, um dos maiores legados do varguismo foi a implementação de um projeto desenvolvimentista baseado na forte presença do Estado em áreas consideradas cruciais para o desenvolvimento do país. Atuando como regulador ou empreendedor de certas atividades econômicas, a intervenção estatal tinha por objetivo estimular a industrialização e modernização do país.

Este tipo de política desenvolvimentista começou a ser posta em prática na década de 1930, e praticamente todos os governos que vieram depois adotaram algum tipo de planejamento econômico conferindo ao Estado papel preponderante e central. Foi com esse objetivo que, em seu segundo mandato, Vargas elaborou uma política desenvolvimentista baseada no fortalecimento da indústria de base: siderurgia, petroquímica, energia e transportes.

No primeiro ano de seu governo, Vargas estabeleceu o monopólio estatal sobre o petróleo, a partir de uma campanha de cunho nacionalista que recebeu forte apoio popular. A campanha foi denominada de "O petróleo é nosso", e conseguiu galvanizar o apoio do povo ao governo federal. A partir dela, criou-se a empresa estatal Petrobrás, que monopolizou as atividades de exploração e refino do todas as reservas de petróleo encontrado em território brasileiro.


Populismo e dominação de classe
Umas das principais características políticas do período histórico que abrange o segundo governo de Getúlio Vargas até a queda do governo João Goulart, em 1964, foi o "populismo". O populismo foi um fenômeno que vigorou em praticamente todos os países do continente latino-americano.

De forma sintética, podemos entender o fenômeno do populismo a partir da relação entre o Estado e a sociedade num contexto de regime democrático, onde os líderes políticos e governantes buscam o apoio popular para obterem vitórias eleitorais e implementar seus projetos políticos. A contrapartida dessa política é concessão de benefícios econômicos e sociais para as camadas populares mobilizadas.

Em seu aspecto pejorativo ou alienante, o populismo pode ser caracterizado também como política demagógica de manipulação das classes sociais subalternas, porque seu êxito depende da quase completa desorganização das massas populares, que preferem confiar a defesa de seus interesses e aspirações a líderes políticos carismáticos. As massas populares se prestavam à manipulação devido à pouca experiência de participação política e familiaridade com o sistema de sufrágio eleitoral.


Modernização acelerada
O acelerado processo de modernização do país provocou vertiginosas ondas migratórias do campo para as cidades, fazendo surgir um expressivo contingente de trabalhadores urbanos, ou seja, operariado e classe medias. Foram essas classes sociais que formaram a base de sustentação do populismo. Enquanto os governantes e líderes políticos foram capazes de controlar essas camadas sociais, e o Estado foi capaz de responder plenamente às demandas populares, o populismo funcionou de forma estável.

O governo Vargas, porém, se deparou com situações em que a necessidade de implementação de reformas econômicas e projetos desenvolvimentistas comprometeram a capacidade do Estado de fornecer respostas adequadas aos anseios e interesses populares, como por exemplo, aumento de salários, direitos sociais, etc.

Por outro lado, diversos setores das camadas populares, principalmente o operariado, passaram a se organizar autonomamente, dificultando a manipulação política de seus interesses por líderes demagógicos.

Quando assumiu a presidência da República, Vargas se deparou com um operariado que rapidamente se reorganizava e buscava definir seus interesses e agir autonomamente. No transcurso de seu governo, inúmeras greves de trabalhadores e movimentos sociais tendo como motivação básica exigências de aumento salariais e denúncias do alto custo de vida ocorreram por todo o país.


A crise política e o fim
A ascensão e radicalização dos movimentos populares fora do controle estatal são considerados os principais fatores desencadeadores da crise política que levaria ao fim o governo Vargas. De acordo com essa linha interpretativa, as classes dominantes ficaram temerosas com o avanço dos movimentos populares e discordaram do modo como o governo respondeu às exigências e demandas sociais que irromperam no cenário político.

A oposição ao governo varguista foi crescendo paulatinamente à medida que o país era agitado por manifestações de protesto e greves trabalhistas. Críticas e pressões oposicionistas minaram rapidamente a estabilidade governamental. Na área da política institucional, os principais grupos oposicionistas ao governo de Getúlio Vargas faziam parte da União Democrática Nacional (UDN), que o acusavam constantemente de planejar um golpe em conluio com líderes sindicais objetivando criar um regime socialista no país.

Na área da imprensa, o antigetulismo ganhou força com a atuação do jornalista Carlos Lacerda, que em seus pronunciamentos e artigos denunciava recorrentes casos de corrupção e desmandos administrativos do governo federal.

O presidente se defendia das críticas argumentando que grupos subalternos ligados a interesses internacionais e nacionais se uniram na tentativa de impedir que o governo avançasse na área de proteção ao trabalho, limitações de remessa de lucros das empresas multinacionais para o estrangeiro e fortalecimento das empresas públicas, sobretudo ligadas a área de energia.


Crime da rua Toneleros
Em 1954, a crise política desestabilizou o governo Vargas. No início do ano, o então ministro do Trabalho, João Goulart, concedeu um aumento salarial de 100 por cento aos que recebiam salário mínimo. As pressões de grupos oposicionistas contrárias à medida foram tão violentas que o governo recuou, e o ministro João Goulart foi obrigado a renunciar ao cargo.

O episódio desencadeador da crise final do governo Vargas ocorreu com o atentado fracassado contra a vida do jornalista Carlos Lacerda. Esse episódio ficou conhecido como "o crime da rua Toneleros". Carlos Lacerda apenas se feriu, mas o major da aeronáutica Rubens Vaz morreu.

Nunca foi esclarecido quem foi o mentor do atentado, mas sabe-se que pessoas ligadas a Getúlio estavam envolvidas. As investigações apontaram, porém, que o responsável pela tentativa de assassinato foi Gregório Fortunato, principal guarda-costas do presidente Getúlio Vargas.


O suicídio de Getúlio
Depois do episódio da rua Toneleros, os grupos oposicionistas exigiram o afastamento de Vargas da presidência da República. Setores das Forças Armadas e da sociedade civil se uniram aos grupos de oposição e exigiam que Vargas renunciasse. No dia 24 de agosto, um ultimato dos generais, assinado pelo ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, foi entregue a Vargas.

O presidente se encontrava no Palácio do Catete, quando redigiu uma carta-testamento e suicidou-se com um tiro no peito. O impacto provocado pela notícia do suicídio de Vargas e a divulgação da carta-testamento foi intenso e acabou se voltando contra a oposição. Grandes manifestações populares de apoio ao ex-presidente estouraram em várias cidades do país.

Comícios organizados por líderes sindicais e políticos ligados ao getulismo responsabilizavam a UDN e o governo norte-americano pelo fim dramático de Getúlio. Órgãos de imprensa, como o jornal "O Globo" entre outros, e a embaixada dos Estados Unidos foram alvo de ataques populares. Greves de trabalhadores também ocorreram como forma de protesto. Depois de algumas semanas, as manifestações e agitações populares cessaram.

Com a morte de Vargas, assumiu o governo o vice-presidente Café Filho, que ficou encarregado de completar o mandato até o fim de 1955. O suicídio de Vargas, porém, acabou sendo muito explorado, tanto por políticos que o apoiavam como grupos da oposição, nas disputas eleitorais legislativas e presidencial seguintes.
fonte:http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u62.jhtm