quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Saiba mais sobre o Comércio exterior brasileiro
O professor Diego Moreira explica como o Brasil se relaciona comercialmente com o mundo. Ele destaca a aproximação intensa com Portugal e explica o que mudou com a chegada da Família Real ao país.
Saiba mais sobre o processo de Independência política da América Espanhola


O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, dá uma aula sobre a independência da América Espanhola que ocorre nas primeiras décadas do século 19.

Segundo o professor, o movimento ocorre por uma sucessão de fatores: influência do pensamento iluminista que traz a ideia de liberdade, a Revolução Americana de 1776, a Revolução Francesa de 1789, o apoio da Inglaterra que almejava aumentar seu mercado consumidor e as Guerras Ibéricas.

Vieira diz que o movimento foi liderado por duas importantes figuras históricas: San Martín, que liberta a parte sul do continente sul-americano; e Simón Bolívar, que atua na independência da região norte.

Confira aula completa em vídeo.

Simulado de História Geral

SIMULADO DE HISTÓRIA GERAL
COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES
COLEÇÃO PITÁGORAS
TERCEIRO ANO - CNDL 2010


(Unicamp/2010) Texto para as questões 1 e 2.
Para as artes visuais florescerem no Renascimento era preciso um ambiente urbano. Nos séculos XV e XVI, as regiões mais altamente urbanizadas da Europa Ocidental localizavam-se na Itália e nos Países Baixos, e essas foram as regiões de onde veio grande parte dos artistas.
(Adaptado de Peter Burke, O Renascimento Italiano. São Paulo: Nova Alexandria, 1999, p. 64.)

1. A relação entre o Renascimento cultural e o ambiente urbano na Europa dos séculos XV e XVI justifica-se porque
a) as cidades eram centros comerciais e favoreciam o contato com a cultura árabe, cujo domínio das técnicas do retrato e da perspectiva sobrepôs-se à arte europeia, dando origem ao Renascimento.
b) a presença de artistas nas cidades atraía os investimentos de ricos burgueses em busca de prestígio social, fazendo com que as regiões que concentravam os artistas, como a Itália e os Países Baixos, se urbanizassem mais que as outras.
c) nas cidades podia-se estudar a cultura artística em universidades, dedicadas ao cultivo da tradição clássica e ao ensino de novas técnicas, como o uso do estilo gótico na arquitetura e da perspectiva na pintura.
d) a riqueza concentrada nas cidades permitia a prática do mecenato, enquanto o crescimento do comércio estimulava o encontro entre as culturas europeia e bizantina, possibilitando a redescoberta dos valores da antiguidade clássica.


2. Podemos associar ao Renascimento importantes mudanças no pensamento filosófico europeu, tais como a valorização do conceito de
a) Humanismo, que colocava o ser humano no centro do conhecimento, valorizando o homem por este ser considerado uma criação divina.
b) Iluminismo, que considerava a razão, a observação e a experimentação superiores à fé como forma de conhecimento do universo sensível.
c) Antropocentrismo, que colocava o ser humano no centro do conhecimento, contrapondo-se à filosofia Escolástica baseada nos dogmas cristãos.
d) Geocentrismo, que colocava o estudo da Terra no centro do conhecimento, ao descobrir que o planeta descrevia uma trajetória elíptica em torno do sol.



3. (UFPEL) O mapa indica a formação de universidades na Europa
a) Latina, na Alta Idade Média.
b) Anglo-Saxônica, no Renascimento.
c) Oriental, entre os séculos XIII e XIV.
d) Ocidental, durante a Idade Média.
e) Renascentista, durante o início da Idade Moderna.



Execução na fogueira por ordem do Tribunal da Inquisição, Inglaterra – 1314.

“Arrancada a confissão do réu, os inquisidores proferiam a sentença em uma sessão pública denominada sermão geral. As sentenças previam três tipos básicos de penas: confiscação de bens, prisão e morte.
A maioria dos condenados à morte eram queimados vivos numa grande fogueira. Somente a alguns permitia-se o estrangulamento antes de serem lançados ao fogo.”
COTRIM, Gilberto. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

4. (UFPEL) O texto didático faz uma análise das ações do Tribunal da Inquisição, criado pela
a) Igreja Anglicana, durante a Reforma Religiosa.
b) Religião muçulmana, no período das Cruzadas.
c) França dos Huguenotes, no período da Contra-Reforma.
d) Reforma Protestante, liderada por Lutero, no fim da Idade Média.
e) Igreja Católica Romana, durante a Idade Média.


“Os clérigos devem por todos orar
os cavaleiros sem demora devem defender e honrar
e os camponeses, sofrer
cavaleiros e clero sem falha
vivem de quem trabalha
têm grande canseira e dor
pagam primícias, corvéias, orações ou talha
e cem coisas costumeiras
e quanto mais pobre viver
mais mérito terá
das faltas que cometeu
se paga a todos o que deve
se cumpre com lealdade a sua fé
se suporta paciente o que lhe cabe: angústias e sofrimentos”.

ESTEVÃO DE FOURÈGES. In: COTRIM, Gilberto. História global: Brasil e Geral. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

5. (UFPEL) O poema está diretamente relacionado
a) à Revolução Francesa, enfatizando as obrigações servis, como a corvéia – que era a entrega da primeira colheita ao senhor.
b) à estratificação social, no feudalismo europeu, justificada pela Igreja, e composta pelo clero, pela nobreza e pelo povo.
c) ao final da Idade Média, durante a expansão colonial européia na América, com o apoio da Igreja.
d) à ideologia burguesa, nas Cruzadas, quando os cavaleiros defenderam os valores cristãos ocidentais contra os muçulmanos.
e) ao período medieval, por referir a exploração dos camponeses através de trabalho escravizado, bem como pela talha – que era o pagamento pelo uso do moinho.


Texto 1:
Durante a Idade Média européia, as estratégias matrimoniais organizavam e sustentavam as relações sociais. O casamento era antes de tudo um pacto entre famílias. Nesse ato, a mulher era ao mesmo tempo doada e recebida, como um ser passivo. Sua principal virtude, dentro e fora do casamento, deveria ser a obediência, a submissão. Solteira, era identificada sempre como filia de, soror de. Casada, passava a ser personificada como uxor de. Filha, irmã, esposa: os homens deviam ser sua referência.
MACEDO, José Rivair. A mulher na Idade Média. 5ªed. São Paulo: Contexto, 2002. [adapt.].

Texto 2 :
“O que as revistas femininas aconselhavam às leitoras :
[...] - A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos. (Jornal das Moças, 1959).
- Se o seu marido fuma, não arrume brigas pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda a casa. (Jornal das Moças, 1957).
- O lugar de mulher é no lar, o trabalho fora de casa masculiniza. (Querida, 1955). [...].”
In: COTRIM, Gilberto. História e consciência do Brasil, 7ª ed. São Paulo: Saraiva, 1999.

6. (UFPEL) Com base na leitura comparativa dos textos, constata-se que
a) o patriarcalismo medieval europeu influenciou, durante muito tempo, a cultura brasileira, tendo em comum a valorização da submissão feminina.
b) a ideologia patriarcal da Europa renascentista foi absorvida, sem alterações, pela sociedade brasileira na Ditadura Militar.
c) o Direito Romano, desde a Antigüidade, submeteu a mulher à uma inferioridade legal, que vigora na atual legislação brasileira.
d) as mulheres não possuíam direitos civis, tanto na Europa, na Idade Moderna, quanto no Brasil, na segunda metade do século XX.
e) o papel feminino está subordinado, nas duas conjunturas históricas, coisificando a mulher, contudo não existe a discriminação de gênero na sociedade brasileira atual.



Astecas vitimados por varíola. Desenho do século XVI.
“ ‘Naquele tempo, não havia doenças, nem febres, nem doenças dos ossos ou de cabeça (...). Naquele tempo, tudo estava em ordem. Os estrangeiros mudaram tudo quando chegaram.’ De fato, por mais saudosismo que possa expressar esse lamento, parece mesmo que as doenças do Velho Mundo foram mais freqüentemente mortais nas Américas do que na Europa. O missionário alemão chegou inclusive a escrever no finalzinho do século XVIII que ‘os índios morrem tão facilmente que só a visão ou o cheiro de um espanhol os fazem passar deste para outro mundo’. Umas quinze epidemias dizimaram a população do México e do Peru.”
FERRO, Marc. História das colonizações – das conquistas às independências – séculos XIII a XIX. São Paulo: Cia. das Letras,1996.

7. (UFPEL) Os documentos denunciam as doenças provocadas pelos agentes do
a) Colonialismo espanhol que dizimaram populações nativas na América, na Idade Moderna.
b) Colonialismo português em suas possessões, entre os séculos XVI e XVIII.
c) Imperialismo ibérico e dos Países Baixos exterminando as populações incas, maias e astecas, na Idade Contemporânea.
d) Mercantilismo europeu nas colônias anglo-saxônicas, desde o final da Idade Média.
e) Colonialismo lusitano no México e no Peru, a partir do século XVI.

“Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado do que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas. [...]
Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus, quebra-se quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona. Contudo, o príncipe deve-se fazer temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo.”
MAQUIAVEL, Nicolau (1469-1527). O Príncipe. Lisboa: Europa- América, 1976.

8. (UFPEL) O documento embasa
a) a organização de uma sociedade liberal, precursora dos ideais da Revolução Francesa.
b) o direito divino dos reis, reforçando as estruturas políticas e religiosas medievais.
c) o absolutismo monárquico, sob a ótica de um escritor renascentista.
d) a origem do Estado Moderno, através do Contrato Social.
e) o republicanismo como regime político, apropriado para os Estados Modernos.

9. (UFV) Sobre a Revolução Científica do século XVII, é INCORRETO afirmar que:
a) houve a superação da visão de um universo finito com corpos celestes dispostos em círculos concêntricos em favor de um universo infinito.
b) Nicolau Copérnico e Galileu foram expoentes da Revolução Científica que desafiaram a Igreja, pois defenderam o geocentrismo.
c) os cientistas desenvolveram uma nova imagem de Deus como relojoeiro ou engenheiro, que teria construído o universo segundo leis matemáticas.
d) a razão e a experimentação tornaram-se gradualmente mais valorizadas que a tradição
e a autoridade.

GABARITO
resposta da questão 1. [D]

resposta da questão 2. [C]

resposta da questão 3. [D[

resposta da questão 4. [E]

resposta da questão 5. [B]

resposta da questão 6. [A]

resposta da questão 7. [A]

resposta da questão 8. [C]

resposta da questão 9. [B]

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA
SEGUNDO ANO – CNDL 2010
COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES
1- (Mackenzie) Sobre o Estado Novo pode-se dizer que os traços marcantes foram a implantação da ditadura; a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP); a formação do Ministério do Trabalho e o controle do movimento sindical através da estrutura corporativista; a construção do trabalhismo enquanto modelo de atuação varguista, elevando Getúlio à condição de líder, guia, estadista e "pai dos pobres". Getúlio Vargas pôde, em 1937, inaugurar um novo governo, conhecido como Estado Novo. Sobre esse período, é correto afirmar que:



a) era caracterizado pelo exercício da democracia e das liberdades civis, em repúdio às idéias comunistas que ameaçavam a nação, dada a intenção desses grupos revolucionários de chegar ao poder por meio de um golpe.
b) diante da ameaça comunista, o Parlamento, as Assembléias Estaduais, assim como as Câmaras Municipais, passaram a legislar e a intervir em diversos assuntos da política nacional.
c) ocorreu a imposição de uma Constituição autoritária, influenciada pelas doutrinas fascistas que vigoravam em algumas nações européias, o que representou o início de um período de ditadura.
d) dentro do novo regime, graças à subordinação das corporações sindicais ao Estado, que passou a controlar a ação dos trabalhadores, houve a conquista de direitos trabalhistas, resultado da boa vontade das elites empresariais.
e) a conjuntura econômica internacional contribuiu para a consolidação do Estado Novo, que, diante da crise que ainda persistia no setor cafeeiro, aumentou o seu papel interventor,buscando solucionar o problema das exportações nacionais.

2- (Mackenzie) Ao mencionar questões sobre política trabalhista invariavelmente realizamos uma conexão com o governo Vargas. Sobre a política trabalhista do Estado Novo é correto afirmar que:
a) autorizava a greve e não se inspirava na Carta Del Lavoro, vigente na Itália fascista.
b) embora sendo reconhecidos os benefícios sociais do salário mínimo, da Justiça do Trabalho e da CLT, Vargas manipulava as lideranças sindicais e as relações com o Estado eram caracterizadas pelo paternalismo e pelo intervencionismo.
c) nesse período vigorou um sindicalismo autêntico, livre da figura do “pelego” ou líder sindical manipulado pelo Estado.
d) a criação do imposto sindical trouxe enormes vantagens sociais, não representando um instrumento de subordinação ao Estado.
e) Vargas procurou manter uma postura liberal, não interferindo nas relações capital e trabalho.

3. (Unicamp) Em 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas discursava à nação através do rádio: "A disputa presidencial estava levando o país à desordem. Os comunistas infiltravam-se dia a dia nas instituições nacionais. A Nação corria perigo de uma luta de classes e os partidos políticos inquietavam o nosso povo"
a) Que argumentos Vargas usou para implantar o Estado Novo?
b) Cite duas características do Estado Novo.

4. (UFG) O bonde de São Januário leva mais um sócio otário sou eu que não vou trabalhar.
BATISTA, W.; ALVES, A. In: BERCITO, Sônia de Deus Rodrigues. "Nos tempos de Getúlio": Da Revolução de 30 ao fim do Estado Novo. São Paulo: Atual, 1990. p. 43.

O trecho acima é um samba de Wilson Batista e Ataulfo Alves, composto em 1940, cuja letra evidencia uma forma de resistência política ao
a) contrapor-se à cultura do trabalho, principal foco de intervenção estadonovista.
b) associar trabalho e música na constituição da identidade nacional.
c) conciliar trabalho e cultura popular, articulando as relações entre Estado autoritário e trabalhadores.
d) estabelecer relação entre símbolos da modernização com a valorização do trabalhador.
e) criar uma relação de cumplicidade entre o Estado autoritário e os dissidentes da sociedade brasileira.


5. (UFU) Leia os trechos de documentos a seguir:
"Há doze anos que o Dr. Getúlio representa a ordem para o Brasil. Ser contra ele, se isso hoje ainda fosse possível, seria colocar-se contra si mesmo. (...) Somos das poucas terras deste planeta em que o homem tem pão, tem casa, tem assistência, tem trabalho, tem paz, tem justiça.
(Jornal O Estado de São Paulo, 19 de abril de 1942.)

"Meu pai trabalhou muito que já nasci cansado.
Ai patrão, Sou um homem liquidado.
No meu barraco chove
Meu terno está furado.
Ai patrão, Trabalhar eu não quero mais (...)
(Wilson Batista. Nasci cansado, sucesso nos anos 30.)

Os dois fragmentos acima expõem visões contraditórias a respeito do mundo do trabalho nas décadas de 1930/40 no Brasil. A esse respeito, podemos afirmar que
I - a política econômica intervencionista do governo Vargas desprezou o apoio norte-americano e aproximou-se aos países do eixo na 2ª Guerra - Alemanha e Itália - o que permitiu investimentos em infra-estrutura e na indústria de base, contrariando os interesses da burguesia nacional, defensora da modernização nas relações trabalhistas.
II - o antagonismo expresso nos dois fragmentos evidencia as dificuldades do Estado getulista em promover sua política de controle da classe trabalhadora. Apesar de a legislação sindical e social garantir determinados direitos que protegiam os trabalhadores, como o salário mínimo, a CLT criou dificuldades para a organização de greves e a legalização de sindicatos.
III - o governo estimulava o peleguismo e o assistencialismo dos sindicatos. Por esta prática, os líderes trabalhistas aceitavam sua política, dobrando-se às vontades do governo, corroborados pela distribuição das contribuições sindicais pelo Ministério do Trabalho, no sentido de esvaziar o movimento operário.
IV - a aproximação do varguismo aos fascismos europeus pode ser identificada na visão de ordem social do primeiro fragmento do jornal, responsável pela "comunhão" dos trabalhadores ao governo e ao espírito de nação. Esta visão foi, porém combatida pelos intelectuais ligados ao movimento modernista, tais como Alberto Torres, Villa-Lobos e Mário de Andrade, os quais, juntamente com a Igreja Católica, defendiam a democratização do Estado e uma aproximação ao modo de vida americano.

Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I e IV são corretas.
b) Apenas I e II são corretas.
c) Apenas II e III são corretas.
d) Apenas III e IV são corretas.
RESPOSTAS
1. C
2.B
3. a) O Plano Cohen, uma Ação Comunista para desestabilizar o país.
b) Ditadura, censura, nacionalismo, etc.
4. A
5. C
AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA

PRIMEIRO ANO - CNDL 2010
COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES

1. (Pitágoras) Observe a obra “Proclamação da Independência”, de autoria de François-René Moreaux, pintada em 1844.


FONTE: commons.wikimedia.org/wiki/File:Independencia. Acesso em 12/09/2009
A partir da análise da tela, é possível afirmar que essa representação pictórica sugere os seguintes significados:
I. O quadro foi resultado da observação direta do acontecimento histórico retratado. Nele, o príncipe D. Pedro está destacado de seus súditos, é o foco da ação e foi imortalizado como um monarca seguro de si e do país que tinha diante de si.
II. O futuro Imperador do Brasil não foi mostrado como o líder de uma população negra e mestiça.Trata-se da representação de um país branco, uma vez que nela não há negros ou indígenas.
III. A imagem foi construída com o propósito de esvaziar a participação das elites agrárias e mercantis no processo de independência, colaborando para reforçar o mito de que a independência teria sido fruto da ação individual de D. Pedro.
IV. O pintor não esteve a serviço da versão das elites cariocas acerca da emancipação e do Império; sua preocupação maior foi representar o povo como participante ativo, sempre disposto a saudar o ato memorável de D. Pedro.

Está(ao) CORRETA(S):
a) I e II
b) I e III
c) II e III
d) II e IV
e) III e IV

2. (Unesp) A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:
a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.
b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de amplo movimento popular.
c) propôs, a partir das idéias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.
d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações na estruturas econômicas e sociais do País.
e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.

3. (Fuvest) O reconhecimento da independência brasileira por Portugal foi devido principalmente:
a) à mediação da França e dos Estados Unidos e à atribuição do título de Imperador Perpétuo do Brasil a D.João VI.
b) à mediação da Espanha e à renovação dos acordos comerciais de 1810 com a Inglaterra.
c) à mediação de Lord Strangford e ao fechamento das Cortes Portuguesas.
d) à mediação da Inglaterra e à transferência para o Brasil de dívida em libras contraída por Portugal no Reino Unido.
e) à mediação da Santa Aliança e ao pagamento à Inglaterra de indenização pelas invasões napoleônicas.

4. Para se concretizar a independência do Brasil foram necessários alguns meses de luta contra as tropas portuguesas nas províncias da Bahia, Grão-Pará, Piauí e Cisplatina. Observe a ilustração abaixo e explique o significado da alegoria da ação do caboclo, símbolo do Dois de Julho de 1823, data da Independência do Brasil, na Bahia.







(NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. "História do Brasil para principiantes: de Cabral a Cardoso, quinhentos anos de novela". 2 edição, São Paulo, Ática, 1998)
5. A charge aponta para uma importante característica da Constituição outorgada de 1824, qual seja, a instituição do(a):
a) voto universal.
b) voto censitário.
c) poder moderador.
d) parlamentarismo às avessas.
e) monarquia dual.

RESPOSTAS1. C
2. E
3. D
4. Espera-se que o aluno perceba que a alegoria representa o caboclo - brasileiro - lutando contra o dragão, que encarna a tirania portuguesa.
5. C

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - Das conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 3
Os caminhos da política imperial brasileira: a formação do Estado Imperial brasileiro (1822-1831)

Ao gosto do freguês
A pintura “Proclamação da Independência” eternizou uma imagem idealizada do ato memorável de D. Pedro I
Lilia Schwarcz


[...] A tela de Moreaux representa o exato momento em que o príncipe D. Pedro I proclama a Independência do Brasil. Tal qual uma estátua equestre, imóvel no gesto que procura dar imortalidade ao acontecimento datado, o futuro imperador, com a mão direita erguida, segura e agita o seu chapéu bicorne. O artista joga luz em D. Pedro e em seu cavalo, elevando ligeiramente a real figura, com o objetivo de destacá-la das demais. Ao fundo estariam os bosques que margeiam o Rio Ipiranga. No entanto, a obra deve muito mais à imaginação do que à realidade. Era fato que as pinturas acadêmicas deveriam inspirar moralmente mais do que pretender retratar a realidade objetivamente.

Mas, neste caso, o modo idealizado como a cena é retratada é quase constrangedor. O ambiente pouco se parece com o Brasil, não fossem as poucas palmeiras devidamente sombreadas no fundo da tela. A luminosidade do céu é também bastante rebaixada, a exemplo de outros pintores de formação acadêmica e de origem francesa, que manifestavam igual dificuldade em retratar o azul luminoso dos trópicos.

A população que rodeia D. Pedro I também contribui para o aspecto idealizado do quadro. Os elementos do Exército assemelham-se a estátuas, imóveis, enquanto o povo movimenta-se muito: os figurantes congratulam-se, acenam, trocam abraços, correm... sempre de forma a saudar o ato memorável de D. Pedro.

Não há negros, e muito menos indígenas, na representação pretensamente às margens do Ipiranga. Os outros personagens que compõem a cena – um menino que corre, as mulheres com seus véus negros a cobrirem os ombros, homens com bombachas e meninas com saias abauladas – assemelham-se à população rural da Europa devidamente transposta para os trópicos por Moreaux.

Com o intuito de evitar a imagem de um Império escravocrata, os cativos ficaram afastados da pintura. Também não seria possível enfatizar a ideia de um monarca “civilizado” se este aparecesse cercado de mestiços e de negros. É possível reconhecer na representação um país branco, até italiano, à semelhança dos casamentos reais promovidos pela monarquia brasileira.

No máximo, vislumbra-se um personagem um pouco moreno, que mais parece um gaúcho, ou algum tipo inspirado nos pampas argentinos, como se a representação perdesse qualquer contorno geográfico. Ao contrário, a fronteira nos parece plenamente imaginária. Os demais circundantes, sobretudo aqueles iluminados pela luz forte que o artista joga no quadro, são brancos em seus cabelos, nas cores, roupas e costumes. [...]

Lilia Moritz Schwarcz é professora de Antropologia da Universidade de São Paulo e autora de O sol do Brasil (Companhia das Letras, 2008).

Fonte:http://www.revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=2621

Escritor fala sobre a Independência do Brasil


Laurentino Gomes fala sobre as curiosas e reais histórias da Independência com o lançamento do livro '1822'.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vinte Anos da Reunificação Alemã

Pio Penna Filho*.


Os alemães comemoraram no último domingo vinte anos da reunificação do seu país. Para eles, uma data memorável. Dividido no final da Segunda Guerra Mundial, o país voltou a ser um só em 1990, quando a ordem da Guerra Fria chegava ao fim e a União Soviética passava por um processo de desintegração.
A Alemanha já despertou muito medo e receio em outros Estados europeus. Não foi à toa que o seu processo de unificação foi tardio, se comparado à formação de boa parte dos outros Estados nacionais, ainda no século XIX.
Foi somente em 1871 que os Estados germânicos foram unificados, fato que deu lugar ao nascimento da Alemanha. Mas esse não foi um processo fácil. Os franceses, convictos de que o novo Estado seria um desafio sério no contexto europeu, de tudo fizeram para impedir o nascimento da Alemanha. Daí a guerra franco-prussiana de 1870/1871, na qual a Alemanha saiu vitoriosa e unificada.
A Primeira Guerra Mundial foi outro episódio importante na história alemã. Derrotada pela Entente cordiale, a Alemanha se viu no perigo de uma primeira divisão. Essa era a vontade dos franceses que, imbuídos do espírito revanchista que remontava à Guerra Franco-Prussiana, chegaram a propor, no âmbito de Versalhes, a divisão do país.
O impacto da Segunda Guerra Mundial foi decisivo para a divisão do país. Com uma nova ordem sendo construída pelos principais vencedores do conflito, Estados Unidos e União Soviética, ambos passaram a exercer influência sobre os territórios conquistados e tinham visões de mundo opostas, em certo sentido excludentes.
Decidiram, pois, dividir a Alemanha em zonas de influência. Surgiram, assim, a República Federativa da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA), esta última sob influência soviética. Berlim, a antiga capital, também foi dividida em duas, separada pelo infame muro que levou o nome da cidade e foi um dos maiores símbolos da Guerra Fria.
Mas o povo alemão era um só. Com a Guerra Fria se aproximando do fim, os descontentes da Alemanha oriental aumentaram os protestos até o ponto em que as autoridades comunistas não conseguiram mais controlar a pressão para a abertura política e para a reunificação.
Durante o período em que permaneceu a divisão, duas mentalidades acabaram se formando. Na Alemanha ocidental, capitalista e democrática, a participação política e as noções de cidadania acabaram por se consagrar. Já o regime da Alemanha oriental era mais fechado e dirigido com mão de ferro pelas lideranças do Partido Comunista, com muito pouca liberdade de expressão.
Do ponto de vista econômico houve também grandes diferenças. A Alemanha ocidental apresentou resultados econômicos e progressos materiais muito superiores à Alemanha oriental. Aliás, esse foi um aspecto problemático no processo de reunificação. O problema principal era como diminuir as grandes desigualdades verificadas nas duas “Alemanhas”

Embora persistam alguns problemas pontuais, o quadro atual é bastante diferente. Pode-se dizer que a reunificação está em estágio bastante avançado e consolidado, o que resultou, no fundo, na criação de uma nova Alemanha.
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista
Capítulo 1 - O Governo Dutra


Problematização do tema

Poucos conceitos são tão discutidos e tão pouco consensuais como o do populismo. Até algumas décadas atrás, o populismo era entendido como um fenômeno particular que ocorria em sociedades que faziam sua transição de tradicionais para modernas.

As massas, migrantes do campo para as cidades, atraídas pelos empregos nas indústrias emergentes, perdiam os laços de referências e da solidariedade que estabeleceram nas sociedades rurais. Tornavam-se, nos centros urbanos, “massa disponível”, pronta para ser interpelada pelos políticos populistas. Assim, o populismo era “uma forma de fazer política”, utilizada por políticos carismáticos, interessados no desenvolvimento nacional, algumas vezes oportunistas, que manipulavam as massas desorganizadas.

Atualmente, as discussões sobre o conceito de populismo se tornaram mais sofisticadas e há autores que sequer o concebem como um fenômeno político real, mas como um mito político, uma das construções míticas mais importantes do imaginário político e social do Brasil. Sua contrapartida na cena política seria a cultura do trabalhismo.
Outros o analisam como fruto de uma “matriz teológica”, originada ainda no Império Português. Nessa abordagem, o populismo apresentaria uma característica messiânica, com a espera de um “salvador” pelas massas subalternas.

Uma outra interpretação, bastante plausível, é a que entende o populismo como um tipo específico de relação entre governantes e governados. Entres esses dois autores, estabelecer-se-ia uma relação direta (e autoritária), porque não é mediada por instituições políticas.

Enfim, há inúmeras possibilidades de se analisar o conceito e deve-se sempre ter em conta os contextos históricos em que surge o populismo, porque há diferenças consideráveis entre os políticos chamados populistas. Na imagem vemos o presidente da República, Eurico Gaspar Dutra.

Nesta unidade – O período populista – você vai estudar a conjuntura histórica brasileira que se estende do governo Dutra ao golpe político civil e militar de 1964. Esse contexto, é geralmente, entendido como um momento de reordenação democrática, após a promulgação da Constituição de 1946, eleições livres e intensa competição político-partidária. No campo econômico, estabeleceu-se o debate entre a melhor adequação em se adotar um projeto nacionalista ou um projeto internacionalista para o nosso país. Esse debate e a adoção de um ou outro projeto levaram a situações políticas tensas, como no segundo governo de Vargas e às vésperas do golpe de 1964.

No que se refere à ordem mundial, o contexto que se iniciou em 1947 insere-se no quadro de disputas entre o bloco capitalista, liderado pelos EUA, e o bloco socialista, sob a liderança da URSS. A disputa pela adesão dos países da América Latina a um ou outro bloco gerou impactos significativos em suas ordens políticas, principalmente após o ingresso de Cuba na órbita da URSS. Por isso, não se pode desconsiderar a Guerra Fria, elemento importante na história do Brasil desse período.

Neste capítulo – O Governo Dutra – você vai estudar a agonia do Estado Novo que levou à renúncia de Getúlio Vargas e às eleições de dezembro de 1945. Vitorioso o candidato do PSD, General Dutra, foi desmontado todo o aparato da política econômica de Vargas, ao se adotar o projeto internacionalista, além da política extremamente repressiva de Dutra.

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

1. Como se entendia o populismo até algumas décadas atrás?

Até algumas décadas atrás, o populismo era entendido como um fenômeno particular que ocorria em sociedades que faziam sua transição de tradicionais para modernas.
2. O que significa tratar o populismo como um mito político ou como uma “matriz teológica”?
Nessa abordagem, o populismo apresentaria uma característica messiânica, com a espera de um “salvador” pelas massas subalternas.

3. Quais são as outras possibilidades de tratamento do populismo?

Como um tipo específico de relação entre governantes e governados. Entres esses dois autores, estabelecer-se-ia uma relação direta (e autoritária), porque não é mediada por instituições políticas.
4. Por que se deve levar em conta a especificidade dos contextos históricos em que surge o populismo?

Uma vez que há inúmeras possibilidades de se analisar o conceito e deve-se sempre ter em conta os contextos históricos em que surge o populismo, porque há diferenças consideráveis entre os políticos chamados populistas.


5. O que caracteriza o contexto histórico brasileiro entre o governo Dutra e o golpe de 1964?

Esse contexto, é geralmente, entendido como um momento de reordenação democrática, após a promulgação da Constituição de 1946, eleições livres e intensa competição político-partidária. No campo econômico, estabeleceu-se o debate entre a melhor adequação em se adotar um projeto nacionalista ou um projeto internacionalista para o nosso país.
6. Por que é importante considerar a Guerra Fria na análise desse período?

Pois a disputa pela adesão dos países da América Latina a um ou outro bloco gerou impactos significativos em suas ordens políticas, principalmente após o ingresso de Cuba na órbita da URSS.
7. Quais as características mais marcantes do governo Dutra?

São características marcantes do Governo Dutra (1946-1950)o desmantelamento de todo o aparato da política econômica de Vargas, ao se adotar o projeto internacionalista, além da adoção de uma política extremamente repressiva.



ANASTASIA, Carla. História: ensino médio, livro 2/ Carla Maria Junho Anastásia, Elizabeth Seabra. – 1. ed, - Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010. pp. 36-7.?

sábado, 2 de outubro de 2010

Saiba mais sobre o Estado Novo

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 2
O Estado Novo
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas
Leia os versos de Wilson Batista e Henrique Alves

Meu pai trabalha tanto
Que eu já nasci cansado
Ai patrão, sou um homem liquidado
No meu barraco chove
Meu terno está furado
Ai patrão, trabalhar não quero mais
Eu não sou caranguejo
Que só sabe andar pra trás
(Nasci cansado, Wilson Batista e Henrique Alves)
O sambista Wilson Batista fez bastante sucesso na década de 1930.
A6. Analise os versos de Wilson Batista e Henrique Alves.
Resposta: Os versos representam a negação do trabalho, próprio da cultura da malandragem durante a Era Vargas (1930-1945).
O tema em foco

Em meados dos anos 40, o rádio era um veículo de comunicação consolidado e em franco processo de expansão, sobretudo entre as classes populares urbanas. No campo específico da música popular, inaugurava-se uma nova etapa, marcada pela penetração de novos gêneros estrangeiros, principalmente o bolero, a rumba, o cha-cha-cha e o cool jazz. O baião e outros gêneros “regionalis (embolada, coco, moda-de-viola) também foram ganhando espaço no rádio, tornando-se referência para além de suas regiões de origem.Na virada dos anos 40 para os 50, a cena musical era dominada por sambas-canções abolerados, de andamento lento, e músicas carnavalhescas voltadas para os segmentos mais populares. Havia também um considerável espaço para a corrente mais tradicional do samba, o "samba-de-morro", sobretudo através dos trabalhos de Wilson Batista e Geraldo Pereira e para criações mais refinadas, do ponto de vista harmônico-melódico, de Ary Barroso e Dorival Caymmi [...]
Dorival Caymmi e Ary Barroso protagonizaram grande sucesso na Era de ouro do rádio no Brasil.
Essas são as divas que disputavam o título de rainhas do rádio entre as décadas de 40 e 50 do século passado.

A era da música mais despojada, com arranjos mais leves [...] (como as de Pixinguinha, por exemplo) e interpretação vocal sutil e cheio de "bossa", como se dizia, parecia uma coisa do passado. As letras também perdiam a ironia e o humor coloquial que marcaram os anos 30 e passavam aexpressar ora um sentimentalismo mais carregado, ora uma brejeirice provinciana. A febre em torno do concurso "rainha do rádio", desde 1949, era o auge da participação desta nova audiência popular, caracterizada preconceituosamente como "macacas de auditório" que parecia dominar o cenário musical brasileiro dos anos 50. Na perspectiva de um certo elitismo cultural, elas se contrapunham ao "respeitável ouvinte" dos anos 30, quando o rádio era mais elitizado.
NAPOLITANO, Marcos. História & Música. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p. 56-7

A7. Caracterize os movimentos musicais do rádio nos anos 30 e meados dos anos 40.
Resposta: Nos anos 30 e 40 do século XX, o rádio era mais elitizado, com a penetração de novos gêneros musicais estrangeiros e "regionais", com letras irônicas e de humor coloquial.
Confira abaixo um exemplo de ritmo regional com letra irônica e humor coloquial produzida nesse período


A embolada do grande Jackson do Pandeiro, um paraibano que fez grande sucesso no Sul Maravilha durante essa referida época.
De olho no vestibular
Q1. (FEI) Sobre o Estado Novo (1937 - 1945), é incorreto afirmar que:

a) foi caracterizado por um forte intervencionismo estatal.
b) criou órgãos de censura e de repressão.
c) apoiava-se num discurso nacionalista.
d) era um regime de partido único.
e) exercia um grande controle sobre os sindicatos, tanto de trabalhadores quanto patronais.
Resposta: D

Q2. (FATEC) Considere as asserções seguintes sobre o governo de Getúlio Vargas e a industrializaçào nacional.

I. Ocorreram incentivos ao processo de industrialização, a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce.
II. Foi adotada uma política de incentivos no sistema de crédito, uma política cambial protecionista, controle de preços, incentivos fiscais e tributários e contençào salarial.
III. A Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) assegurou as condições extemas para a continuidade do processo de industrialização brasileiro, pois os países em guerra investiram praticamente toda sua produção no setor militar.
IV. O desenvolvimento do processo de industrialização, no período Vargas, trouxe para o trabalhador melhores condições de vida, principalmente pela política de aumentos salariais constantes, adotada pelo Estado, sempre que o setor industrial conseguisse alcançar bons lucros.

Das asserções acima estão corretas apenas

a) I, III e IV
b) I, II e IV.
c) I, II, e III.
d) II, III, e IV
e) II e III

Resposta: C
Q3. (FGV) Em 21 de dezembro de 1941, Getúlio Vargas recebeu Osvaldo Aranha, seu ministro das Relações Exteriores, para uma reunião. Leia alguns trechos do diário do presidente: "À noite, recebi o Osvaldo. Disse-me que o governo americano não nos daria auxílio, porque não confiava em elementos do meu governo, que eu deveria substituir. Respondi que não tinha motivos para desconfiar dos meus auxiliares, que as facilidades que estávamos dando aos americanos não autorizavam essas desconfianças, e que eu não substituiria esses auxiliares por imposições estranhas."
VARGAS, Getúlio, Diário. São Paulo / Rio de Janeiro, Siciliano/ Fundação Getúlio Vargas, 1995, vol. II, p. 443.
A respeito desse período, podemos afirmar:

a) As desconfianças norte-americanas eram completamente infundadas porque não havia nenhum simpatizante do nazi-fascismo entre os integrantes do governo brasileiro.
b) Com sua política pragmática, Vargas negociou vantagens econômicas com o governo americano e manteve em seu governo simpatizantes dos regimes
nazi-fascistas.
c) Apesar das semelhanças entre o Estado Novo e os regimes fascistas, Vargas não permitiu nenhum tipo de relacionamento diplomático entre o Brasil e os
países do Eixo.
d) No alto escalão do governo Vargas havia uma série de simpatizantes do regime comunista da União Soviética e de seu líder Joseph Stalin.
e) As pressões do governo norte-americano levaram Vargas a demitir seu ministro da Guerra, o general Eurico Gaspar Outra, admirador dos regimes nazi-fascistas.

Resposta: B
Resolução: A política pragmática adotada por Vargas foi justificada elo discurso nacionalista, ou seja, "o bem do país" independentemente das posturas ideológicas e dos interesses dos outros países. Dessa maneira Vargas negócios acordos tanto com a Alemanha, como com os EUA, alinhando-se a este país em 1942.

Q4. (MACKENZIE)Sobre o Estado Novo, implantado por Vargas em 1937, é INCORRETO afirmar que:
a) o nacionalismo econômico e o intervencionismo estatal foram traços marcantes desse período da Era Vargas.
b) a forte centralização política mantinha, por meio do DIP e do DOPS, o controle da opinião pública e a repressão aos inimigos do regime.
c) a CLT representou uma conquista nas relações entre o capital e o trabalho, embora a manipulação e o paternalismo do governo impedissem um sindicalismo livre.
d) o regime tinha, dentre suas bases de sustentação, as forças armadas e a burocracia estatal.
e) o liberalismo econômico e a neutralidade brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial, consolidaram o governo Vargas após o conflito.
Resposta: E
Resolução: A fase do Estado Novo (1937-45) durante a Era Vargas teve caráter ditatorial. Nesse período, a economia foi marcada pela forte intervenção do Estado, e no campo da política externa, apesar da inspiração fascista, Getúlio Vargas, sob pressão dos EUA, apoiou os aliados na Segunda Guerra Mundial, contribuindo para o enfraquecimento do regime Varguista e para a redemocratização do país.

Q5. (PUC-SP) 1930: Vamos deixar como está para ver como fica. 1945: Vamos deixar como está para ver como eu fico. Máximas e mínimas do Barão de Itararé. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.67.
As frases, atribuídas pelo humorista Barão de Itararé a G. Túlio Vargas, são evidentemente uma brincadeira com o nome do Presidente da República e com as diferenças políticas entre 1930 e 1945. As alusões à posição de Vargas em 1930 e em 1945 referem-se, respectivamente, à

a) ausência de uma proposta de reformulação constitucional e à tentativa de manter-se na Presidência num contexto de redemocratizações.
b) aliança com a política café-com-leite e à candidatura presidencial, por via direta, de Vargas.
c) manutenção do modelo econômico de base agro-exportadora e à política industrialista voltada à busca da auto-suficiência nacional.
d) reiteração da proposta federalista da Primeira República e à defesa de um Estado em que o poder estivesse centralizado nas mãos do Presidente.
e) dependência econômica em relação à Inglaterra e aos Estados Unidos e à tentativa de consolidar um Estado Nacional autônomo.

Resolução: Recém-empossado na chefia do Estado em 1930, Vargas suspendeu a Constituição de 1891 e procurou retardar ao máximo a promulgação de uma nova Carta Magna, pois assim gozaria de poderes ditatoriais. Já em 1945, com o Estado Novo em franco declínio, Vargas tentou permanecer no poder por meio do "Movimento Querenista"; acabou, no entanto, sendo derrubado por um golpe militar que levou o País a concluir o processo de redemocratização.
Resposta: A


Q6. (UNESP) Entre fins de fevereiro de 1945, quando José Américo de Almeida rompeu o cerco da censura, e 29 de outubro, com a deposição de Vargas, a sociedade brasileira, em pleno processo de democratização política e mobilizada em dois campos antagônicos, assistiu e participou de um movimento de massa, de proporções grandiosas.

(Jorge Ferreira, in O Brasil republicano: o tempo da experiência democrática.)

Esse movimento de massa de que fala o historiador, acontecido imediatamente após a deposição de Getúlio Vargas, ficou conhecido como

a) queremismo.
b) o dia do Fico de Vargas.
c) crencionismo.
d) getulismo.
e) populismo.

Resolução: Na medida em que se configura a crise do Estado Novo, organiza-se um movimento popular de apoio à Getúlio Vargas, que pregava a realização de eleições para a Assembleia Constituinte com a permanência de Vargas no poder. Os lemas desse movimento eram "Constituite com Getúlio" e "Queremos Getúlio" daí o movimento ser conhecido como "queremismo". Observa-se entretanto que o queremismo ocorre antes da deposição de Vargas. Dessa forma, contraria o enunciado da questão: "acontecido imediatamente após a deposição de Getúlio Vargas".

Resposta: A


Para saber mais
Livro
LOPEZ, Luiz Roberto. História do Brasil república. São Paulo: Contexto, 1997.
FilmesRadio Days (A Era do Rádio) Diretor: Woody Allen. 1987.
Memórias do Cárcere. Diretor: Nelson Pereira dos Santos, 1982.
Olga. Diretor: Jayme Monjardim, 2004.

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista (1946-1964)
Saiba mais sobre o Populismo no Brasil

O professor de História Clides Morais apresenta nesta teleaula um apanhado com as principais características do perído populista no Brasil entre 1946 e 1964.
A República Populista
Por: Professor Jailson Marinho
A década de 30 trouxe profundas mudanças na estrutura social e econômica brasileiras. Houve um avanço na industrialização brasileira, grande desenvolvimento urbano – com aumento da população.

O urbanismo favoreceu o crescimento da burguesia industrial, da classe média e do proletariado. O fortalecimento destas novas forças sociais trouxe uma mudança no aparelho estatal: a permanência do populismo, transformado em prática política costumeira com o intuito de conquistar o apoio das massas – principalmente a urbana.

O fenômeno do populismo consiste, enfim, na manipulação – por parte do Estado ou dos políticos – dos interesses da classe trabalhadora. O período que vai de 1945 (fim do Estado Novo) até 1964 (golpe militar) apresentou as características acima.


Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946/1951)

Marcado pela aliança política PSD/PTB, apresentou aspectos conservadores. Em setembro de 1946 foi promulgada uma nova constituição, onde manteve-se a república presidencialista e o princípio federativo. Foi instituído o voto secreto e universal e a divisão do estado em três poderes ( Executivo, Legislativo e Judiciário).

Externamente seu governo foi marcado pela aproximação com os Estados Unidos – início da guerra fria e a opção brasileira pelo capitalismo. Como reflexo desta política houve o rompimento das relações diplomáticas com a União Soviética e o Partido Comunista foi colocado na ilegalidade.

No plano interno, Dutra procurou colocar em prática o primeiro planejamento global da economia brasileira, o Plano Salte (saúde, alimentação, transporte e energia). Houve a pavimentação da rodovia Rio-São Paulo e a instalação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF).

Verificou-se uma enorme inflação, em razão do aumento da emissão de papel-moeda. Ao mesmo tempo elevava-se o preço do café e das matérias-primas, auxiliando a balança comercial brasileira.

Governo de Getúlio Vargas ( 1951/1954 )

A Segunda presidência de Vargas foi marcada pelo nacionalismo e pelo intervencionismo estatal na economia, trazendo insatisfações ao empresariado nacional e ao capital internacional.

No ano de 1951 o nacionalismo econômico de Vargas efetivou-se no projeto de estabelecer o monopólio estatal do petróleo. Esse programa, que mobilizou boa parte a população brasileira tinha como slogan “O Petróleo é nosso”, resultando na criação da Petrobrás – empresa estatal que monopolizou a exploração e o refino do petróleo no Brasil.

Vargas planejava também a criação da Eletrobrás, com o objetivo de monopolizar a geração e distribuição de energia elétrica. Propôs, no ano de 1954, um reajuste de 100% no salário mínimo, como forma de compensar as perdas salariais, em virtude da inflação.

Getúlio Vargas foi o precurssor do populismo no Brasil.


A aplicação de uma política nacionalista, bem como a aproximação de Vargas à classe trabalhadora, preocupava a classe dominante. Temia-se a criação de uma República Sindicalista, como na Argentina de Perón. O líder da oposição a Vargas era o jornalista Carlos Lacerda, que denunciava uma série de irregularidades do governo; Lacerda também era o porta-voz dos setores ligados ao capital estrangeiro.

Neste contexto ocorreu o atentado da Rua Toneleiros, uma tentativa de assassinar Carlos Lacerda. No episódio foi morto o major da aeronáutica Rubens Vaz. Os resultados da investigação apontaram que Gregório Fortunato - principal guarda-costas do presidente - como o responsável pelo acontecimento.

Embora nunca tivesse ficado provado a participação de Getúlio Vargas no episódio, este foi acusado pelos opositores como o mandante do atentado. Em 23 de agosto o vice-presidente, Café Filho rompeu com o presidente; no mesmo dia, o Exército divulga um manifesto exigindo a renúncia de Vargas. Na madrugada de 24 de agosto, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no coração.

Governo de Café Filho ( 1954/1955 )

Após a morte de Vargas, Café Filho – vice de Vargas assumiu o poder. Nas eleições de 1956, o candidato da aliança PSD-PTB – Juscelino Kubitschek – venceu. O período de governo de Café Filho apresentou uma crise política quando o coronel Bizarria Mamede, da Escola Superior de Guerra, proferiu um discurso contra a posse de JK.

O então Ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, resolveu punir o coronel – ferindo a hierarquia, pois a punição deveria ser dada pelo presidente da República – ao qual o ministro era subordinado.

Café Filho foi afastado da presidência, por motivos de saúde, assumindo o presidente da Câmara de Deputados, Carlos Luz. Este era do PSD, da ala conservadora, e inimigo político de Juscelino. Carlos Luz resolveu não punir o general Mamede – tornando-se cúmplice de suas declarações e forçando o pedido de demissão do general Lott.

Ficava claro a tentativa de um golpe e Henrique Lott, um defensor da legalidade constitucional e da posse dos candidatos eleitos, antecipou-se aos golpistas. Lott não assinou o pedido de demissão e organizou um contra-golpe. Ordenou que as tropas fossem às ruas, reassumiu o poder e afastou Carlos Luz da presidência.

A presidência foi entregue ao presidente do Senado, Nereu Ramos, que governou até a posse de Juscelino Kubitschek (31/01/56).

Governo de Juscelino Kubitschek ( 1956/1961)

Governo marcado pelo grande desenvolvimento econômico. Política econômica delineada pelo Plano de Metas, que tinha como lema “Cinqüenta anos de progresso em cinco de governo.”

A realização do Plano de Metas resultou na expansão e consolidação do "capitalismo associado ou dependente" brasileiro, pois o processo de industrialização ocorreu em torno das empresas estrangeiras ( as multinacionais ). Estas empresas controlaram os setores chaves da economia nacional – maquinaria pesada, alumínio, setor automobilístico, construção naval – ocasionando a desnacionalização econômica.

A política econômica de JK acarretou um processo inflacionário, em razão da intensa emissão monetária, e a política de abertura ao capital estrangeiro resultou em remessas de lucros e royalties ao exterior. O período de JK foi marcado, também, pela consrtrução de Brasília, pela criação da Sudene (Superitendência para o Desenvolvimento do Nordeste).

Juscelino Kubitschek e o seu Plano de Metas, sintetizado na expressão "50 anos em 5"
A era JK foi também marcada por crises políticas, ocorrendo duas tentativas de golpe: o levante de Jacareacanga e o de Aragarças – insurreições por parte de alguns militares. No final de seu governo a dívida externa brasileira aumentou consideravelmente, levando o país a recorrer ao FMI e ao seu receituário.

Em 1960 houve eleições e Jânio da Silva Quadros, então governador de São Paulo foi o vencedor, tendo como partido político a UDN e como vice-presidente João Goulart, da coligação PSD/PTB.

Governo de Jânio Quadros (1961)

Jânio Quadros assume a presidência em um contexto de grave crise financeira: intensa inflação, crescimento da dívida externa e déficit na balança de pagamentos. Visando restabelecer o equilíbrio financeiro do país, Jânio realizou um reajuste cambial, restringiu os créditos, incentivou as exportações e congelou os salários. Iniciou a apuração de denúncias de corrupção administrativa e nomeou uma comissão para definir a limitação da remessa de lucros para o exterior.

Nessa foto vemos a vassoura, símbolo da campanha eleitoral de Jânio Quadros, em 1960.


No campo externo, Jânio Quadros procurou estabelecer uma política externa independente dos Estados Unidos: aproximou-se dos países socialistas ao restabelecer as relações diplomáticas com a União Soviética, enviou o vice-presidente à China e prestigiou a Revolução Cubana, ao condecorar com a Ordem do Cruzeiro do Sul um de seus líderes, Ernesto “Che” Guevara. Semelhantes atitudes preocuparam os norte-americanos e a classe dominante nacional.

A oposição ao governo tinha em Carlos Lacerda, governador do Rio de Janeiro, seu principal
representante e que articulava um golpe de estado.

Sem apoio político Jânio acabou renunciando no dia 25 de agosto de 1961 – após sete meses de governo. Sua renúncia nunca foi satisfatoriamente explicada. A renúncia gerou uma grave crise política envolvendo a posse, ou não, de seu vice-presidente João Goulart.

Governo de João Goulart ( 1961/1964 )

João Goulart – cujo apelido nos meios sindicais era Jango – não era bem visto pela elite nacional e pelas Forças Armadas. Era tido como agitador e com tendências comunistas. Representava uma ameaça a “segurança nacional” trazendo risco às instituições democráticas do país.

Sob estas alegações, os ministros militares pediram ao Congresso Nacional a permanência de Raniere Mazzilli na presidência –que assumiu interinamente visto que Jango estava na China. Contra a tentativa de golpe o governador do Rio Grande do Sul –Leonel Brizola-, e cunhado de João Goulart liderou a chamada “campanha de legalidade”, que buscava garantir a posse de João Goulart.

Para conciliar as duas correntes – favorável e contra a posse – o congresso Nacional aprovou um ato adicional em 02 de setembro de 1961, estabelecendo o sistema parlamentarista no Brasil. Com o parlamentarismo os poderes do presidente foram limitados sendo que o primeiro-ministro é que governaria de fato.

O primeiro a ser eleito a exercer tal função foi Tancredo Neves. Diante do fracasso do parlamentarismo foi convocado um plesbicito para decidir sobre a manutenção ou não do regime. O resultado foi a volta do presidencialismo (06/01/63).

Inicia-se uma segunda fase do governo de João Goulart marcada pela execução do chamado Plano Trienal, que buscava combater a inflação e realizar o desenvolvimento econômico. O plano deveria ser acompanhado de uma série de reformas estruturais, denominadas reformas de base, que incluía a reforma agrária; a reforma eleitoral – estendendo o direito de votos aos analfabetos; a reforma universitária, ampliando o número de vagas nas faculdades públicas e a reforma financeira e administrativa, procurando limitar a remessa de lucro e os lucros dos bancos.

O descontentamento com a política do governo aumentou a partir do dia 13 de março de 1964 quando, num comício na Central do Brasil – diante de 200 mil trabalhadores – Jango radicalizou sua promessa de reforma agrária, lançou a idéia de uma “reforma urbana” e decretou a nacionalização das refinarias particulares de petróleo.

João Goulart, acompanhado de sua esposa, durante o comício da Central do Brasil, onde pregava a necessidade da efetivação de suas Reformas de Base.


A reação uniu os grandes empresários, proprietários rurais, setores conservadores da Igreja Católica e a classe média urbana que realizaram a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade.

Em seguida houve uma revolta dos marinheiros do Rio de Janeiro, servindo de pretexto para o golpe militar alegava-se que a disciplina nas Forças Armadas estava em jogo. Na noite de 31 de março de 1964 o general Olympío Mourão Filho (arquiteto do falso plano Cohen) colocou a guarnição de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro. No dia 1º de abril João Goulart foi deposto e exilou-se no Uruguai, no dia 2 de abril. Encerrava-se assim o período democrático e iniciava-se a República Militar no Brasil.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/

Terceiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Caderno Revisional
A revolução Científica do século XVII

Na história da ciência, revolução científica é o período que se dá a partir do momento em que Galileu, Kepler, entre outros pensadores do século XVII iniciam suas descobertas. A partir desse período, a Ciência, que até então estava atrelada à Filosofia, separa-se desta e passa a ser um conhecimento mais estruturado e prático.

Houve muitas teorias revolucionárias que diferem na intensidade com que influenciaram o pensamento humano. Algumas representaram profundas modificações na forma do homem examinar a natureza, como por exemplo, a introdução de um tratamento matemático na descrição dos movimentos dos planetas, introduzida pelos babilônios e depois aperfeiçoada pelos gregos. Outras representaram micro-revoluções, como o sistema de classificação de seres vivos, introduzida por Aristóteles. A maior revolução científica de todos os tempos ocorreu no início do século XV e modificou a estrutura da ciência, o que poderia explicar sua grande influência no pensamento humano. As causas principais da revolução podem ser resumidas em: renascimento cultural, a imprensa, a reforma protestante e o hermetismo.

Com a referida revolução, a ciência mudou sua forma e sua função, passando a ser repensada nos moldes na nova sociedade que estava emergindo nesta época. Os objetivos do homem da ciência e da própria ciência acabaram sendo redirecionados para uma era livre das influências místicas da idade média.

O renascimento cultural trouxe como uma de suas características o humanismo. Esta corrente de pensamento e comportamento pregava a utilização de um senso crítico mais elevado e uma maior atenção às necessidades humanas ao contrário do teocentrismo da Idade Média, que pregava a atenção total aos assuntos divinos e, portanto, um senso crítico menos elevado. Este maior senso crítico exigido pelo humanismo permitiu ao homem observar mais atentamente os fenômenos naturais em vez de renegá-los à interpretação da Igreja Católica.

A imprensa, inventada neste mesmo período, desempenhou um papel fundamental na revolução científica. Assim, desapareciam os erros de interpretação e cópia que acabavam por deturpar as traduções. A impressão em língua vernácula permitiu uma maior divulgação de material se comparado aos escritos em latim, que eram compreendidos apenas pelos estudiosos desta língua.

A reforma religiosa participou de modo decisivo do desencadeamento da revolução científica. Os reformistas pregavam que uma forma de se apreciar a existência de Deus era através das descobertas na ciência e por isto estas foram incentivadas, proporcionando uma propulsão ao desenvolvimento da revolução científica.

Finalmente, o hermetismo selou a revolução, na medida em que representava um conjunto de ideias quase mágicas, mas que exaltavam a concepção quantitativa do universo, encorajando o uso da matemática para relacionar grandezas e demonstrar verdades essenciais. A difusão da matemática criou um ambiente propício para o desenvolvimento de um método científico mais rigoroso e crítico, o que modificou a forma de fazer ciência.

Não é necessário enumerar as consequências deste período na história da ciência. Todos os grandes desenvolvimentos posteriores talvez não tivessem sido possíveis sem a reestruturação científica. Como toda revolução, esta não ocorreu de maneira isolada ou por motivos próprios, mas foi consequência principalmente de uma nova sociedade imbuída em novas ideias.

Grandes nomes
Isaac Newton
Suas descobertas durante o século XVII guiaram os estudos da física pelos 200 anos seguintes;
Por trás de fenômenos aparentemente banais construiu a base de teorias revolucionárias;
Nasceu em 25 de Dezembro de 1642, em Woolsthorpe, na Inglaterra;
Em 1661, com 18 anos, ingressa na universidade de Cambridge, estudou matemática e filosofia;
Em 1668, depois de idealizar as leis de reflexão e refração de luz, construiu o primeiro telescópio reflexivo;
Em 1669, assume o cargo de professor de matemática na universidade de Cambridge;
Em 1672, é convidado para a Real Sociedade Britânica;
Em 1687, publica “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”, o famoso “Principia”, em que descreve as leis da gravidade e dos movimentos;
Em 1696, é nomeado Guardião da Casa da Moeda;
Em 1705, ele recebe um título de nobreza da rainha Anne e passa a se chamar Sir Isaac Newton; Em 1727, ele morre, no dia 20 de março e é enterrado na abadia londrina de Westminster, na Inglaterra.

Galileu Galilei
Viveu entre 1564 e 1642;
Criticava Aristóteles dizendo que “A tradição e a autoridade dos antigos sábios não são fontes de conhecimento científico” e que a única maneira de compreender a natureza é experimentando;
Achava que fazer ciência é comprovar através da experiência;
Dizia que “o livro da natureza é escrito em caracteres matemáticos”;
Foi acusado, pelas autoridades, de ser inimigo da fé. Foi julgado pelo tribunal do santo ofício, a Inquisição. Ele reconheceu diante dos inquisidores que estava “errado”, para poder terminar suas pesquisas. Segundo a lenda, ele disse baixo: "Eppur si muove", ou, “mas ela anda”, ou seja, que a Terra não é um ponto fixo no centro do universo.
A história de Galileu é um exemplo célebre de como a violação à liberdade de opinião das pessoas pode ser altamente prejudicial ao desenvolvimento das ciências.

René Descartes
Viveu entre 1596 e 1650;
Demonstrou como a matemática poderia ser utilizada para descrever as formas e as medidas dos corpos;
Inventou a geometria analítica;
Sua obra mais famosa chama-se “discurso sobre o método” (1636). Nela, Descartes procura nos convencer que o raciocínio matemático deveria servir de modelo para o pensamento filosófico e para todas as ciências;
Uma das frases mais célebres da história do pensamento filosófico é: "Penso, logo existo". Ele acreditava que dessa verdade ninguém poderia duvidar.
O raciocínio matemático é baseado, principalmente, na lógica dedutiva, em que nós partimos de uma verdade para encontrarmos outras verdades, ou seja, que uma verdade é consequência da outra.

Outros cientistas

Francis Bacon (1561 a 1626)

Mostrou a importância de um método de experimentação que reduzisse os equívocos tanto do intelecto quanto da pura experiência, aliando o melhor de ambos para a aquisição dos conhecimentos científicos. Defendeu o método indutivo nas ciências.

Nicolau Copérnico (1473 a 1543)
Mostrou que o sol fica no centro do sistema, mas, achava que a órbita da terra era uma circunferência perfeita, o que era errado, mas, o alemão Kepler (1571 a 1630) o corrigiu, mostrando que a distância da terra e do sol é variável, em forma de elipse.

Música para ouvir e refletir



Terceiro Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Avaliação de História Geral
1. (UEL) No período medieval a ordem social era organizada segundo as funções de orar, guerrear e trabalhar. Ou seja, uma sociedade hierarquicamente estratificada da seguinte maneira:
a) Evangélicos, exércitos e negociantes.
b) Padres, soldados e artífices urbanos.
c) Clero, nobreza e camponeses.
d) Santos, guerreiros e pastores.
e) Monges, oficiais e operários

2. (UFSM) A respeito do feudalismo na Europa Medieval, pode-se afirmar:
a) O trabalho era fundado na servidão, o que mantinha os trabalhadores presos à terra e subordinados a uma série de obrigações como impostos e serviços.
b) A utilização da tecnologia mais avançada no século V até o VII, como o uso do arado e a rotação de culturas, permitiu uma produção agrícola em larga escala, comercializada entre os reinos.
c) O cultivo da terra, a qual era propriedade dos servos, atendia ao consumo local; áreas restritas eram exploradas em benefício dos senhores feudais.
d) A sociedade feudal era dividida em dois grupos sociais, senhores e servos, que repartiam a terra, de forma que cada grupo ficasse com a parte que conseguia explorar.
e) O capital comercial acumulado com a produção agrícola permitiu que os Estados nacionais europeus se lançassem às grandes navegações no século XIII.

3. (Unicamp) O historiador Pierre Deyon diz: "O mercantilismo foi definido e batizado por seus adversários", ou seja, o mercantilismo, enquanto sistema de pensamento e intervenção na vida econômica, foi definido pelos liberais do século XVIII. Cite três características da política mercantilista e explique por que o liberalismo critica o mercantilismo.


4. (FGV) Analise as afirmações sobre o Ocidente na Idade Moderna.
I. Em muitos relatos, a América foi representada como o Paraíso Terrestre dada a abundância de recursos e sua população, em uma visão etnocêntrica, foi considerada bárbara, devendo ser catequizada.
II. A colonização da América Latina baseou-se, fundamentalmente, em princípios liberais cabendo às colônia fornecer metais preciosos, ferramentas e produtos primários para dinamizar o comércio europeu e enriquecer suas metrópoles.
III.Na América espanhola, predominaram formas de trabalho compulsório dos indígenas, sob o sistema de “encomienda e mita”; já na América portuguesa, a escravidão, principalmente dos negros, foi a base da economia agroexportadora e mineradora.
IV.O tráfico negreiro modificou as sociedades africanas, não apenas porque tirou do continente milhões de pessoas, mas também porque lá introduziu novos produtos, por exemplo o tabaco, que eram trocados por escravos.
V. Como resultado da rivalidade entre Espanha e Holanda e da União Ibérica, os holandeses invadiram o Nordeste brasileiro e regiões da África, a fim de controlarem a produção açucareira e fontes de mão-de-obra.

São corretas as afirmações
a) I, III e V, apenas.
b) II, IV e V, apenas.
c) I, III, IV e V, apenas
d) I, II, III e IV, apenas.
e) I, II, III, IV e V.

5. Maquiavel aconselhou aos governantes do início da Idade Moderna formas de como manter o poder:
"É de notar-se, aqui, que, ao apoderar-se de um Estado, o conquistador deve determinar as injúrias que precisa levar a efeito, e executá-las todas de uma só vez, para não ter que renová-las dia-a-dia. Deste modo, poderá incutir confiança nos homens e conquistar-lhes o apoio, beneficiando-os. Quem age por outra forma, ou por timidez ou por força de maus conselhos, tem sempre necessidade de estar com a faca na mão e não poderá nunca confiar em seus súditos, porque estes, por sua vez, não se podem fiar nele, mercê das suas recentes e contínuas injúrias. As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, tornando-se-lhes menos o gosto, ofendam menos. E os benefícios devem ser realizados pouco a pouco, para que sejam melhor saboreados."
(MAQUIAVEL, Nicolau. "O Príncipe". (Coleção Os Pensadores) 1. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 44).
Suas ideias são características da conjuntura histórica que, na Europa, favoreceu:
a) a Escolástica e as Corporações de Ofício nas cidades.
b) o Teocentrismo e a fragmentação política do Império Romano.
c) o Renascimento e a centralização política que levou à formação dos Estados Nacionais.
d) o Iluminismo e o Liberalismo Econômico.
e) o Despotismo Esclarecido e a Revolução Industrial.
RESPOSTAS
1. C
2. A
3. Intervenção do Estado na economia, protecionismo alfandegário, manutenção de balança comercial favorável.
4. C
5. C