Mostrando postagens com marcador enem 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador enem 2010. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de outubro de 2010

Saiba mais sobre o Estado Novo

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - A Era Vargas
Capítulo 2
O Estado Novo
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas
Leia os versos de Wilson Batista e Henrique Alves

Meu pai trabalha tanto
Que eu já nasci cansado
Ai patrão, sou um homem liquidado
No meu barraco chove
Meu terno está furado
Ai patrão, trabalhar não quero mais
Eu não sou caranguejo
Que só sabe andar pra trás
(Nasci cansado, Wilson Batista e Henrique Alves)
O sambista Wilson Batista fez bastante sucesso na década de 1930.
A6. Analise os versos de Wilson Batista e Henrique Alves.
Resposta: Os versos representam a negação do trabalho, próprio da cultura da malandragem durante a Era Vargas (1930-1945).
O tema em foco

Em meados dos anos 40, o rádio era um veículo de comunicação consolidado e em franco processo de expansão, sobretudo entre as classes populares urbanas. No campo específico da música popular, inaugurava-se uma nova etapa, marcada pela penetração de novos gêneros estrangeiros, principalmente o bolero, a rumba, o cha-cha-cha e o cool jazz. O baião e outros gêneros “regionalis (embolada, coco, moda-de-viola) também foram ganhando espaço no rádio, tornando-se referência para além de suas regiões de origem.Na virada dos anos 40 para os 50, a cena musical era dominada por sambas-canções abolerados, de andamento lento, e músicas carnavalhescas voltadas para os segmentos mais populares. Havia também um considerável espaço para a corrente mais tradicional do samba, o "samba-de-morro", sobretudo através dos trabalhos de Wilson Batista e Geraldo Pereira e para criações mais refinadas, do ponto de vista harmônico-melódico, de Ary Barroso e Dorival Caymmi [...]
Dorival Caymmi e Ary Barroso protagonizaram grande sucesso na Era de ouro do rádio no Brasil.
Essas são as divas que disputavam o título de rainhas do rádio entre as décadas de 40 e 50 do século passado.

A era da música mais despojada, com arranjos mais leves [...] (como as de Pixinguinha, por exemplo) e interpretação vocal sutil e cheio de "bossa", como se dizia, parecia uma coisa do passado. As letras também perdiam a ironia e o humor coloquial que marcaram os anos 30 e passavam aexpressar ora um sentimentalismo mais carregado, ora uma brejeirice provinciana. A febre em torno do concurso "rainha do rádio", desde 1949, era o auge da participação desta nova audiência popular, caracterizada preconceituosamente como "macacas de auditório" que parecia dominar o cenário musical brasileiro dos anos 50. Na perspectiva de um certo elitismo cultural, elas se contrapunham ao "respeitável ouvinte" dos anos 30, quando o rádio era mais elitizado.
NAPOLITANO, Marcos. História & Música. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p. 56-7

A7. Caracterize os movimentos musicais do rádio nos anos 30 e meados dos anos 40.
Resposta: Nos anos 30 e 40 do século XX, o rádio era mais elitizado, com a penetração de novos gêneros musicais estrangeiros e "regionais", com letras irônicas e de humor coloquial.
Confira abaixo um exemplo de ritmo regional com letra irônica e humor coloquial produzida nesse período


A embolada do grande Jackson do Pandeiro, um paraibano que fez grande sucesso no Sul Maravilha durante essa referida época.
De olho no vestibular
Q1. (FEI) Sobre o Estado Novo (1937 - 1945), é incorreto afirmar que:

a) foi caracterizado por um forte intervencionismo estatal.
b) criou órgãos de censura e de repressão.
c) apoiava-se num discurso nacionalista.
d) era um regime de partido único.
e) exercia um grande controle sobre os sindicatos, tanto de trabalhadores quanto patronais.
Resposta: D

Q2. (FATEC) Considere as asserções seguintes sobre o governo de Getúlio Vargas e a industrializaçào nacional.

I. Ocorreram incentivos ao processo de industrialização, a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce.
II. Foi adotada uma política de incentivos no sistema de crédito, uma política cambial protecionista, controle de preços, incentivos fiscais e tributários e contençào salarial.
III. A Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) assegurou as condições extemas para a continuidade do processo de industrialização brasileiro, pois os países em guerra investiram praticamente toda sua produção no setor militar.
IV. O desenvolvimento do processo de industrialização, no período Vargas, trouxe para o trabalhador melhores condições de vida, principalmente pela política de aumentos salariais constantes, adotada pelo Estado, sempre que o setor industrial conseguisse alcançar bons lucros.

Das asserções acima estão corretas apenas

a) I, III e IV
b) I, II e IV.
c) I, II, e III.
d) II, III, e IV
e) II e III

Resposta: C
Q3. (FGV) Em 21 de dezembro de 1941, Getúlio Vargas recebeu Osvaldo Aranha, seu ministro das Relações Exteriores, para uma reunião. Leia alguns trechos do diário do presidente: "À noite, recebi o Osvaldo. Disse-me que o governo americano não nos daria auxílio, porque não confiava em elementos do meu governo, que eu deveria substituir. Respondi que não tinha motivos para desconfiar dos meus auxiliares, que as facilidades que estávamos dando aos americanos não autorizavam essas desconfianças, e que eu não substituiria esses auxiliares por imposições estranhas."
VARGAS, Getúlio, Diário. São Paulo / Rio de Janeiro, Siciliano/ Fundação Getúlio Vargas, 1995, vol. II, p. 443.
A respeito desse período, podemos afirmar:

a) As desconfianças norte-americanas eram completamente infundadas porque não havia nenhum simpatizante do nazi-fascismo entre os integrantes do governo brasileiro.
b) Com sua política pragmática, Vargas negociou vantagens econômicas com o governo americano e manteve em seu governo simpatizantes dos regimes
nazi-fascistas.
c) Apesar das semelhanças entre o Estado Novo e os regimes fascistas, Vargas não permitiu nenhum tipo de relacionamento diplomático entre o Brasil e os
países do Eixo.
d) No alto escalão do governo Vargas havia uma série de simpatizantes do regime comunista da União Soviética e de seu líder Joseph Stalin.
e) As pressões do governo norte-americano levaram Vargas a demitir seu ministro da Guerra, o general Eurico Gaspar Outra, admirador dos regimes nazi-fascistas.

Resposta: B
Resolução: A política pragmática adotada por Vargas foi justificada elo discurso nacionalista, ou seja, "o bem do país" independentemente das posturas ideológicas e dos interesses dos outros países. Dessa maneira Vargas negócios acordos tanto com a Alemanha, como com os EUA, alinhando-se a este país em 1942.

Q4. (MACKENZIE)Sobre o Estado Novo, implantado por Vargas em 1937, é INCORRETO afirmar que:
a) o nacionalismo econômico e o intervencionismo estatal foram traços marcantes desse período da Era Vargas.
b) a forte centralização política mantinha, por meio do DIP e do DOPS, o controle da opinião pública e a repressão aos inimigos do regime.
c) a CLT representou uma conquista nas relações entre o capital e o trabalho, embora a manipulação e o paternalismo do governo impedissem um sindicalismo livre.
d) o regime tinha, dentre suas bases de sustentação, as forças armadas e a burocracia estatal.
e) o liberalismo econômico e a neutralidade brasileira, durante a Segunda Guerra Mundial, consolidaram o governo Vargas após o conflito.
Resposta: E
Resolução: A fase do Estado Novo (1937-45) durante a Era Vargas teve caráter ditatorial. Nesse período, a economia foi marcada pela forte intervenção do Estado, e no campo da política externa, apesar da inspiração fascista, Getúlio Vargas, sob pressão dos EUA, apoiou os aliados na Segunda Guerra Mundial, contribuindo para o enfraquecimento do regime Varguista e para a redemocratização do país.

Q5. (PUC-SP) 1930: Vamos deixar como está para ver como fica. 1945: Vamos deixar como está para ver como eu fico. Máximas e mínimas do Barão de Itararé. Rio de Janeiro: Record, 1987. p.67.
As frases, atribuídas pelo humorista Barão de Itararé a G. Túlio Vargas, são evidentemente uma brincadeira com o nome do Presidente da República e com as diferenças políticas entre 1930 e 1945. As alusões à posição de Vargas em 1930 e em 1945 referem-se, respectivamente, à

a) ausência de uma proposta de reformulação constitucional e à tentativa de manter-se na Presidência num contexto de redemocratizações.
b) aliança com a política café-com-leite e à candidatura presidencial, por via direta, de Vargas.
c) manutenção do modelo econômico de base agro-exportadora e à política industrialista voltada à busca da auto-suficiência nacional.
d) reiteração da proposta federalista da Primeira República e à defesa de um Estado em que o poder estivesse centralizado nas mãos do Presidente.
e) dependência econômica em relação à Inglaterra e aos Estados Unidos e à tentativa de consolidar um Estado Nacional autônomo.

Resolução: Recém-empossado na chefia do Estado em 1930, Vargas suspendeu a Constituição de 1891 e procurou retardar ao máximo a promulgação de uma nova Carta Magna, pois assim gozaria de poderes ditatoriais. Já em 1945, com o Estado Novo em franco declínio, Vargas tentou permanecer no poder por meio do "Movimento Querenista"; acabou, no entanto, sendo derrubado por um golpe militar que levou o País a concluir o processo de redemocratização.
Resposta: A


Q6. (UNESP) Entre fins de fevereiro de 1945, quando José Américo de Almeida rompeu o cerco da censura, e 29 de outubro, com a deposição de Vargas, a sociedade brasileira, em pleno processo de democratização política e mobilizada em dois campos antagônicos, assistiu e participou de um movimento de massa, de proporções grandiosas.

(Jorge Ferreira, in O Brasil republicano: o tempo da experiência democrática.)

Esse movimento de massa de que fala o historiador, acontecido imediatamente após a deposição de Getúlio Vargas, ficou conhecido como

a) queremismo.
b) o dia do Fico de Vargas.
c) crencionismo.
d) getulismo.
e) populismo.

Resolução: Na medida em que se configura a crise do Estado Novo, organiza-se um movimento popular de apoio à Getúlio Vargas, que pregava a realização de eleições para a Assembleia Constituinte com a permanência de Vargas no poder. Os lemas desse movimento eram "Constituite com Getúlio" e "Queremos Getúlio" daí o movimento ser conhecido como "queremismo". Observa-se entretanto que o queremismo ocorre antes da deposição de Vargas. Dessa forma, contraria o enunciado da questão: "acontecido imediatamente após a deposição de Getúlio Vargas".

Resposta: A


Para saber mais
Livro
LOPEZ, Luiz Roberto. História do Brasil república. São Paulo: Contexto, 1997.
FilmesRadio Days (A Era do Rádio) Diretor: Woody Allen. 1987.
Memórias do Cárcere. Diretor: Nelson Pereira dos Santos, 1982.
Olga. Diretor: Jayme Monjardim, 2004.

Segundo Ano - CNDL
Quarto Bimestre - História do Brasil
Colégio Notre Dame de Lourdes
Coleção Pitágoras
Unidade - O Período Populista (1946-1964)
Saiba mais sobre o Populismo no Brasil

O professor de História Clides Morais apresenta nesta teleaula um apanhado com as principais características do perído populista no Brasil entre 1946 e 1964.
A República Populista
Por: Professor Jailson Marinho
A década de 30 trouxe profundas mudanças na estrutura social e econômica brasileiras. Houve um avanço na industrialização brasileira, grande desenvolvimento urbano – com aumento da população.

O urbanismo favoreceu o crescimento da burguesia industrial, da classe média e do proletariado. O fortalecimento destas novas forças sociais trouxe uma mudança no aparelho estatal: a permanência do populismo, transformado em prática política costumeira com o intuito de conquistar o apoio das massas – principalmente a urbana.

O fenômeno do populismo consiste, enfim, na manipulação – por parte do Estado ou dos políticos – dos interesses da classe trabalhadora. O período que vai de 1945 (fim do Estado Novo) até 1964 (golpe militar) apresentou as características acima.


Governo de Eurico Gaspar Dutra (1946/1951)

Marcado pela aliança política PSD/PTB, apresentou aspectos conservadores. Em setembro de 1946 foi promulgada uma nova constituição, onde manteve-se a república presidencialista e o princípio federativo. Foi instituído o voto secreto e universal e a divisão do estado em três poderes ( Executivo, Legislativo e Judiciário).

Externamente seu governo foi marcado pela aproximação com os Estados Unidos – início da guerra fria e a opção brasileira pelo capitalismo. Como reflexo desta política houve o rompimento das relações diplomáticas com a União Soviética e o Partido Comunista foi colocado na ilegalidade.

No plano interno, Dutra procurou colocar em prática o primeiro planejamento global da economia brasileira, o Plano Salte (saúde, alimentação, transporte e energia). Houve a pavimentação da rodovia Rio-São Paulo e a instalação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF).

Verificou-se uma enorme inflação, em razão do aumento da emissão de papel-moeda. Ao mesmo tempo elevava-se o preço do café e das matérias-primas, auxiliando a balança comercial brasileira.

Governo de Getúlio Vargas ( 1951/1954 )

A Segunda presidência de Vargas foi marcada pelo nacionalismo e pelo intervencionismo estatal na economia, trazendo insatisfações ao empresariado nacional e ao capital internacional.

No ano de 1951 o nacionalismo econômico de Vargas efetivou-se no projeto de estabelecer o monopólio estatal do petróleo. Esse programa, que mobilizou boa parte a população brasileira tinha como slogan “O Petróleo é nosso”, resultando na criação da Petrobrás – empresa estatal que monopolizou a exploração e o refino do petróleo no Brasil.

Vargas planejava também a criação da Eletrobrás, com o objetivo de monopolizar a geração e distribuição de energia elétrica. Propôs, no ano de 1954, um reajuste de 100% no salário mínimo, como forma de compensar as perdas salariais, em virtude da inflação.

Getúlio Vargas foi o precurssor do populismo no Brasil.


A aplicação de uma política nacionalista, bem como a aproximação de Vargas à classe trabalhadora, preocupava a classe dominante. Temia-se a criação de uma República Sindicalista, como na Argentina de Perón. O líder da oposição a Vargas era o jornalista Carlos Lacerda, que denunciava uma série de irregularidades do governo; Lacerda também era o porta-voz dos setores ligados ao capital estrangeiro.

Neste contexto ocorreu o atentado da Rua Toneleiros, uma tentativa de assassinar Carlos Lacerda. No episódio foi morto o major da aeronáutica Rubens Vaz. Os resultados da investigação apontaram que Gregório Fortunato - principal guarda-costas do presidente - como o responsável pelo acontecimento.

Embora nunca tivesse ficado provado a participação de Getúlio Vargas no episódio, este foi acusado pelos opositores como o mandante do atentado. Em 23 de agosto o vice-presidente, Café Filho rompeu com o presidente; no mesmo dia, o Exército divulga um manifesto exigindo a renúncia de Vargas. Na madrugada de 24 de agosto, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no coração.

Governo de Café Filho ( 1954/1955 )

Após a morte de Vargas, Café Filho – vice de Vargas assumiu o poder. Nas eleições de 1956, o candidato da aliança PSD-PTB – Juscelino Kubitschek – venceu. O período de governo de Café Filho apresentou uma crise política quando o coronel Bizarria Mamede, da Escola Superior de Guerra, proferiu um discurso contra a posse de JK.

O então Ministro da Guerra, general Henrique Teixeira Lott, resolveu punir o coronel – ferindo a hierarquia, pois a punição deveria ser dada pelo presidente da República – ao qual o ministro era subordinado.

Café Filho foi afastado da presidência, por motivos de saúde, assumindo o presidente da Câmara de Deputados, Carlos Luz. Este era do PSD, da ala conservadora, e inimigo político de Juscelino. Carlos Luz resolveu não punir o general Mamede – tornando-se cúmplice de suas declarações e forçando o pedido de demissão do general Lott.

Ficava claro a tentativa de um golpe e Henrique Lott, um defensor da legalidade constitucional e da posse dos candidatos eleitos, antecipou-se aos golpistas. Lott não assinou o pedido de demissão e organizou um contra-golpe. Ordenou que as tropas fossem às ruas, reassumiu o poder e afastou Carlos Luz da presidência.

A presidência foi entregue ao presidente do Senado, Nereu Ramos, que governou até a posse de Juscelino Kubitschek (31/01/56).

Governo de Juscelino Kubitschek ( 1956/1961)

Governo marcado pelo grande desenvolvimento econômico. Política econômica delineada pelo Plano de Metas, que tinha como lema “Cinqüenta anos de progresso em cinco de governo.”

A realização do Plano de Metas resultou na expansão e consolidação do "capitalismo associado ou dependente" brasileiro, pois o processo de industrialização ocorreu em torno das empresas estrangeiras ( as multinacionais ). Estas empresas controlaram os setores chaves da economia nacional – maquinaria pesada, alumínio, setor automobilístico, construção naval – ocasionando a desnacionalização econômica.

A política econômica de JK acarretou um processo inflacionário, em razão da intensa emissão monetária, e a política de abertura ao capital estrangeiro resultou em remessas de lucros e royalties ao exterior. O período de JK foi marcado, também, pela consrtrução de Brasília, pela criação da Sudene (Superitendência para o Desenvolvimento do Nordeste).

Juscelino Kubitschek e o seu Plano de Metas, sintetizado na expressão "50 anos em 5"
A era JK foi também marcada por crises políticas, ocorrendo duas tentativas de golpe: o levante de Jacareacanga e o de Aragarças – insurreições por parte de alguns militares. No final de seu governo a dívida externa brasileira aumentou consideravelmente, levando o país a recorrer ao FMI e ao seu receituário.

Em 1960 houve eleições e Jânio da Silva Quadros, então governador de São Paulo foi o vencedor, tendo como partido político a UDN e como vice-presidente João Goulart, da coligação PSD/PTB.

Governo de Jânio Quadros (1961)

Jânio Quadros assume a presidência em um contexto de grave crise financeira: intensa inflação, crescimento da dívida externa e déficit na balança de pagamentos. Visando restabelecer o equilíbrio financeiro do país, Jânio realizou um reajuste cambial, restringiu os créditos, incentivou as exportações e congelou os salários. Iniciou a apuração de denúncias de corrupção administrativa e nomeou uma comissão para definir a limitação da remessa de lucros para o exterior.

Nessa foto vemos a vassoura, símbolo da campanha eleitoral de Jânio Quadros, em 1960.


No campo externo, Jânio Quadros procurou estabelecer uma política externa independente dos Estados Unidos: aproximou-se dos países socialistas ao restabelecer as relações diplomáticas com a União Soviética, enviou o vice-presidente à China e prestigiou a Revolução Cubana, ao condecorar com a Ordem do Cruzeiro do Sul um de seus líderes, Ernesto “Che” Guevara. Semelhantes atitudes preocuparam os norte-americanos e a classe dominante nacional.

A oposição ao governo tinha em Carlos Lacerda, governador do Rio de Janeiro, seu principal
representante e que articulava um golpe de estado.

Sem apoio político Jânio acabou renunciando no dia 25 de agosto de 1961 – após sete meses de governo. Sua renúncia nunca foi satisfatoriamente explicada. A renúncia gerou uma grave crise política envolvendo a posse, ou não, de seu vice-presidente João Goulart.

Governo de João Goulart ( 1961/1964 )

João Goulart – cujo apelido nos meios sindicais era Jango – não era bem visto pela elite nacional e pelas Forças Armadas. Era tido como agitador e com tendências comunistas. Representava uma ameaça a “segurança nacional” trazendo risco às instituições democráticas do país.

Sob estas alegações, os ministros militares pediram ao Congresso Nacional a permanência de Raniere Mazzilli na presidência –que assumiu interinamente visto que Jango estava na China. Contra a tentativa de golpe o governador do Rio Grande do Sul –Leonel Brizola-, e cunhado de João Goulart liderou a chamada “campanha de legalidade”, que buscava garantir a posse de João Goulart.

Para conciliar as duas correntes – favorável e contra a posse – o congresso Nacional aprovou um ato adicional em 02 de setembro de 1961, estabelecendo o sistema parlamentarista no Brasil. Com o parlamentarismo os poderes do presidente foram limitados sendo que o primeiro-ministro é que governaria de fato.

O primeiro a ser eleito a exercer tal função foi Tancredo Neves. Diante do fracasso do parlamentarismo foi convocado um plesbicito para decidir sobre a manutenção ou não do regime. O resultado foi a volta do presidencialismo (06/01/63).

Inicia-se uma segunda fase do governo de João Goulart marcada pela execução do chamado Plano Trienal, que buscava combater a inflação e realizar o desenvolvimento econômico. O plano deveria ser acompanhado de uma série de reformas estruturais, denominadas reformas de base, que incluía a reforma agrária; a reforma eleitoral – estendendo o direito de votos aos analfabetos; a reforma universitária, ampliando o número de vagas nas faculdades públicas e a reforma financeira e administrativa, procurando limitar a remessa de lucro e os lucros dos bancos.

O descontentamento com a política do governo aumentou a partir do dia 13 de março de 1964 quando, num comício na Central do Brasil – diante de 200 mil trabalhadores – Jango radicalizou sua promessa de reforma agrária, lançou a idéia de uma “reforma urbana” e decretou a nacionalização das refinarias particulares de petróleo.

João Goulart, acompanhado de sua esposa, durante o comício da Central do Brasil, onde pregava a necessidade da efetivação de suas Reformas de Base.


A reação uniu os grandes empresários, proprietários rurais, setores conservadores da Igreja Católica e a classe média urbana que realizaram a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade.

Em seguida houve uma revolta dos marinheiros do Rio de Janeiro, servindo de pretexto para o golpe militar alegava-se que a disciplina nas Forças Armadas estava em jogo. Na noite de 31 de março de 1964 o general Olympío Mourão Filho (arquiteto do falso plano Cohen) colocou a guarnição de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro. No dia 1º de abril João Goulart foi deposto e exilou-se no Uruguai, no dia 2 de abril. Encerrava-se assim o período democrático e iniciava-se a República Militar no Brasil.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/