terça-feira, 30 de março de 2010

Os “Enganos” da OTAN
Pio Penna Filho*


De tanto ver a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pedir desculpas públicas por “erros” e “enganos” cometidos em sua campanha militar no Afeganistão, ou melhor, contra o Afeganistão, resolvi escrever esse artigo. O primeiro aspecto que chama a atenção é a repetição de tais fatos, que aliás vem de antes, pelo menos desde a época da campanha na Iugoslávia, durante a década de 1990, quando centenas (talvez milhares) viraram alvos dos bombardeios “cirúrgicos” desfechados por sofisticados aviões da coalizão liderada pelos Estados Unidos da América. Agora a história se repete e os comandantes da OTAN não se intimidam: lançam intensos ataques aéreos e atingem a população civil do Afeganistão sem a menor crise de consciência. Mas, como é preciso dar uma explicação para a opinião pública dos países europeus (parece que os norte-americanos não padecem desse tipo de “crise de consciência”), geralmente emitem pedidos de desculpas, embora não se saiba exatamente para quem, se para o público interno da “civilizada” Europa, se para os pobres e “bárbaros” afegãos, que viraram os vilões da vez, tenham ou não tenham ligação com quaisquer grupos ditos “terroristas”.O inimigo está em toda a parte, essa parece ser a doutrina da Organização. E, pelo visto, está mesmo. Muitos afegãos ainda não entendem porque forças estrangeiras insistem em lhes punir por terem optado por um estilo de vida diferente do padrão ocidental. A determinação desse povo é tamanha que, tal qual os vietnamitas durante a Guerra do Vietnã, estão sendo um páreo duro para uma das mais formidáveis máquinas de guerra já criadas.Embora utilizando toda a sofisticação tecnológica disponível para atividades bélicas e tropas bem adestradas, ou seja, profissionais, a OTAN tem avançado muito pouco na guerra contra o Afeganistão. O que os membros da OTAN tem conseguido produzir, de fato, é a instabilidade política permanente do país e a situação de penúria geral de sua população, que não tem perspectiva nenhuma de futuro em termos de curto e médio prazos.Isso nos faz refletir sobre qual é a verdade por trás da intervenção no Afeganistão e por que o OTAN tem sido tão incompetente diante de um inimigo aparentemente desprovido de recursos e de uma clara e racional orientação política. Pelo menos essa é a perspectiva destacada pela imprensa internacional sobre os “bárbaros e atrasados afegãos”. Poucas pessoas se dão ao trabalho de pensar sobre como pode um povo pobre e vivendo um estilo de vida tribal enfrentar uma coalizão internacional que envolve os mais ricos (e belicosos) países do planeta e, mesmo assim, demonstrar um vigor e uma determinação tão impressionantes.Voltando ao ponto de partida: o principal erro da OTAN é querer exercer uma política de tipo imperial para impor a sua vontade sobre um povo que zela pela sua tradição e pelos seus costumes. Os afegãos não são esses “bárbaros terroristas” pintados pela imprensa ocidental. A OTAN erra, portanto, não só quando despeja bombas sobre populações civis indefesas que nem sabem a razão de tamanha ira. Seu erro é de princípio, uma vez que sua missão principal é tentar enquadrar o mundo de acordo com a visão que tem dele os Estados Unidos e seus aliados europeus, como se a vontade dos outros não contasse.
* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
A Provocação Israelense
Pio Penna Filho*


O anúncio da construção de 1.600 casas em Jerusalém oriental para servirem de moradas para judeus é uma provocação inaceitável do estado judaico. Trata-se de um despropósito para a causa da paz no Oriente Médio e a comunidade internacional não deveria perder a ocasião para denunciar os abusos que as autoridades israelenses vem cometendo contra o povo palestino.As críticas contra Israel vem até mesmo dos Estados Unidos, tradicionais aliados e um dos pilares que dão sustentação a toda a arquitetura de dominação erigida em torno dos territórios conquistados, anexados ou sob ocupação israelense. De toda forma, é difícil saber se são críticas sinceras ou se apenas revelam o descontentamento pelo anúncio do projeto de construção das moradas em plena visita do vice presidente norte-americano ao país.Israel é um dos Estados que mais sofreram pressões internacionais ao longo dos últimos 50 anos, sendo votadas e aprovadas uma quantidade razoável de resoluções na Assembléia Geral das Nações Unidas contra sua política externa, principalmente com relação ao trato com os palestinos e a sua intransigência em aceitar uma divisão realista do território. Enfim, não fosse a sustentação norte-americana, as pressões internacionais teriam consequências mais graves para o país.Não é possível que a comunidade internacional continue aceitando a intransigência e as provocações de Israel. A sensação que se tem é de que os israelenses tudo podem quando se trata da palestina. Uma coisa é o direito à existência do Estado de Israel, fato aceito há muito tempo pela maioria da comunidade internacional, inclusive pela maioria do povo palestino. Ou seja, se houve um momento em que Israel lutava pela sua sobrevivência enquanto Estado, isso já é coisa do passado. Não há mais, portanto, motivo para que se continue uma política agressiva e intransigente, que não leva em consideração nada além do egoísmo dos interesses de certos setores mais nacionalistas e ortodoxos judaicos. Agora as autoridades israelenses estão centrando fogo no Irã, visto como um inimigo em potencial. Nesse caso, alegam que os iranianos são belicosos e amantes da violência. Uma crítica dessa natureza jamais poderia vir das autoridades de um Estado que prima pela violência desmedida contra um povo inteiro. Israel já é um Estado consolidado, em muitos sentidos desenvolvido e com plena capacidade de se defender em caso de ameaça, venha de onde vier. Causa estranheza, portanto, que suas autoridades não consigam avançar no processo de paz.Em meio à polêmica em torno da nova iniciativa israelense, o presidente Lula está visitando a região. Historicamente, a posição do Brasil foi pela condenação do sionismo como uma política de cunho racista e o país deu velado apoio à causa dos palestinos, reconhecendo o seu direito a um Estado soberano, aliás tal qual reconheceu e reconhece o direito dos judeus a um Estado próprio. A situação na palestina é complexa e é muito difícil acreditar que o Brasil possa colaborar efetivamente para o encaminhamento da paz na região.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mineração e violência no período colonial mato-grossense

Abordagem acerca do caráter violento presente na sociedade mineradora do período colonial em Mato Grosso e Goiás, locais em que roubos, raptos, assassinatos eram constantes. Além da atuação dos bandoleiros e salteadores, existia o perigo iminente do ataques de índios bravios e de escravos quilombolas.
Os Estados Unidos e os Subsídios Agrícolas

Pio Penna Filho*

A Organização Mundial do Comércio (OMC) deu ganho de causa ao Brasil numa disputa comercial com os Estados Unidos, autorizando que o país exerça o direito a retaliação comercial, a título de medidas compensatórias. O montante chega a 830 milhões de dólares e pode ser aplicado na forma de aumento de impostos de importação sobre uma série de produtos norte-americanos. Tal decisão da OMC e, principalmente, a atitude do governo brasileiro de colocar em prática a retaliação, chamou a atenção de diversos analistas internacionais.
A atitude brasileira, todavia, não é vista de forma positiva por vários analistas. Alguns discordam da decisão de retaliar, chamando a atenção para o risco potencial de que ela possa desencadear uma “guerra comercial” com os Estados Unidos, o que traria grandes prejuízos à economia brasileira. Noutro caminho, existem aqueles que acham mais do que justo que a retaliação seja aplicada, uma vez que quem está desrespeitando as regras liberais da economia mundial são os Estados Unidos, e não o Brasil.
No centro da discórdia entre os dois países está a usual prática norte-americana (e também européia) de utilização em larga escala da política de subsídios agrícolas, prática que afeta enormemente a economia dos países menos desenvolvidos e que tem na agricultura um dos pilares de suas economias nacionais. Nesse sentido, não é só o Brasil que se sente prejudicado pelos subsídios agrícolas. Há uma vasta legião de descontentes que, infelizmente, ainda não tiveram força suficiente para reverter essa tendência num espectro mais amplo.
É curioso, na verdade até mesmo contraditório, que os países mais ricos do mundo são aqueles que mais subsídios destinam ao setor agrícola. A contradição está no fato de pregarem a liberalização econômica global ao mesmo tempo em que estimulam a defesa do setor menos produtivo de suas economias, que no caso é o agrícola. Esses países, dentre eles os Estados Unidos, gastam bilhões de dólares anualmente para manter a competitividade de sua produção agrícola, que de outra forma não suportaria a concorrência internacional.
O caso em questão está vinculado à produção do algodão. Os norte-americanos foram acusados pelo Brasil de dificultarem e prejudicarem as exportações brasileiras ao manterem seus preços competitivos de maneira artificial.
O setor algodoeiro é seleto, uma vez que a maior parte da produção mundial está concentrada em apenas 7 países. Juntos, China, Estados Unidos, Índia, Paquistão, Uzbequistão, Brasil e Turquia respondem por cerca de 80% da produção mundial. Outros países, por sua vez, dependem muito da receita do algodão na formação do seu produto interno bruto, como é o caso de Burkina Faso, Chade, Mali e Benin na África, apenas para citarmos alguns mais pobres e que são muito prejudicados no comércio mundial por causa dos subsídios dos ricos.
No caso do Brasil é evidente a participação de Mato Grosso como grande Estado produtor de algodão. Certamente, o Estado pode sair beneficiado a longo prazo, uma vez que um dos objetivos da reivindicação brasileira junto a OMC é conseguir manter uma pressão sobre os países ricos para que mudem suas legislações nacionais e as tornem adequadas ao mundo liberal que tanto prezam.






* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Morre soldado da foto-símbolo da vitória da URSS sobre Hitler na Segunda Guerra
Abdoulkhakim Ismailov morreu aos 93 anos no Daguestão.Foto da bandeira soviética sobre o Reichstag pode ter sido encenada.
Da AFP

Um dos três soldados da extinta URSS imortalizados numa fotografia que mostra a bandeira soviética hasteada no telhado do Reichstag, a sede do Parlamento alemão, em Berlim, em maio de 1945, morreu aos 93 anos, anunciaram nesta quarta-feira (17) as autoridades russas.
Abdoulkhakim Ismailov, que foi declarado herói da União Soviética, morreu na terça-feira em Khassaviourt, Daguestão, república do Cáucaso russo, informou a prefeitura da cidade em seu site.
"Sua enorme experiência de vida e os serviços que prestou à pátria ficaram para sempre gravados nas memórias de gerações de hoje e de amanhã", segundo o comunicado.
Ismailov, que serviu ao Exército Vermelho desde 1939, chegou a participar da terrível batalha de Estalingrado (1942-1943), vencida pela URSS e que marcou o início do recuo das tropas nazistas de Adolf Hitler.



AP
A foto de Evgueni Khaldei registrando a tomada do Reichstag pelas tropas soviéticas.

Mas, foi nas ruínas de Berlim que se encontrou com a História, tornando-se um dos três soldados fotografados pelo jornalista da agência TASS, Evgueni Khaldei, quando agitava a bandeira soviética sobre o Reichstag.
A foto tornou-se símbolo da derrota do Terceiro Reich de Adolf Hitler. Mas historiadores afirmam que ela pode ser uma montagem e que teria sido tirada dias depois da tomada da cidade, com objetivo de propaganda.
A imagem é comparada, com frequência, com a fotografia que mostra seis soldados americanos fincando a bandeira estrelada em fevereiro de 1945 na Ilha de Iwo Jima no Japão.

fonte: www.g1.globo.com

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre a Coluna Prestes, movimento militar que abalou os alicerces da República Velha
Descrição das características da Coluna Prestes que percorreu cerca de 25 mil quilômetros do território brasileiro combatendo as forças militares leais ao governo da República Velha. Sob a liderança do "cavaleiro da esperança", Luis Carlos Prestes, a Coluna Prestes constitui-se numa verdadeira epopéia, uma vez que é uma das maiores marchas da história da humanidade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A visão do caipira sobre a deturpação dos valores familiares em nossa contemporaneidade
Nesta música o intérprete mostra a deturpação dos valores familiares, a própria desagregação da família é atestada na letra da canção.

A Vaca Já Foi Pro Brejo
Tião Carreiro e Pardinho
Mundo velho está perdido
Já não endereita mais
Os filhos de hoje em dia já não obedece os pais
É o começo do fimJá estou vendo sinais
Metade da mocidade estão virando marginais
É um bando de serpente
Os mocinhos vão na frente, as mocinhas vão atrás...
Pobre pai e pobre mãe
Morrendo de trabalhar
Deixa o coro no serviço pra fazer filho estudar
Compra carro a prestaçãoPara o filho passear
Os filhos vivem rodando fazendo pneu cantar
Ouvi um filho dizer
O meu pai tem que gemer, não mandei ninguém casar...
O filho parece reiFilha parece rainha
Eles que mandam na casa e ninguém tira farinha
Manda a mãe calar a bocaCoitada fica quietinha
O pai é um zero à esquerda, é um trem fora da linha
Cantando agora eu falo
Terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha...
Pra ver a filha formadaUm grande amigo meu
O pão que o diabo amassou o pobre homem comeu
Quando a filha se formouFoi só desgosto que deu
Ela disse assim pro pai: "quem vai embora sou eu"
Pobre pai banhado em pranto
O seu desgosto foi tanto que o pobre velho morreu...
Meu mestre é Deus nas alturas
O mundo é meu colégio
Eu sei criticar cantando: Deus me deu o privilégio
Mato a cobra e mostro o pauEu mato e não apedrejo
Dragão de sete cabeças também mato e não alejo
Estamos no fim do respeito
Mundo velho não tem jeito, a vaca já foi pro brejo...
Mapa dinâmico da expansão romana

Assita no video acima, uma breve descrição do mapa dinâmico da expansão geográfica dos limítes do Império Romano.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre a atuação de agentes externos na superfície terrestre
Entre os agentes estão o clima, a temperatura e a umidade.Professor de geografia explica o que é intemperismo e erosão.
Do G1, em São Paulo

Numa aula em vídeo, o professor de geografia Robertson Costa, do Curso pH, no Rio de Janeiro, explica a atuação de agentes externos na superfície terrestre.
“A configuração da superfície terrestre obedece a duas fases: a fase de formação e a de transformação contínua”, afirma.
Segundo ele, a fase de formação se associa à atuação dos agentes endógenos ou internos, resultantes de movimentos tectônicos.
“Após a formação na superfície, nós temos uma transformação contínua, realizada pelos agentes externos ou exógenos, constituídos pela própria natureza, como o clima, a temperatura, a umidade, os ventos, a água dos rios e do mar.”
Essa atuação conjunta dos elementos externos promove uma série de transformações nas superfícies, nos compartimentos rochosos e de solo. “São transformações que acontecem no âmbito físico, químico e biológico. Isso é chamado de intemperismo.”
O intemperismo fragiliza e transforma o compartimento rochoso de uma maneira que ele fica suscetível a deslocamentos ou movimentações, que são chamados de erosão.

fonte: www.g1.globo.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Brasil e o Haiti

Pio Penna Filho*

O terremoto que atingiu o Haiti tornou a situação do país ainda mais grave do que já era. Marcado por um processo histórico conturbado, no qual prevaleceram figuras ditatoriais e regimes de exceção, os haitianos estão agora sofrendo os efeitos de uma catástrofe natural com poucos precedentes históricos.
O Haiti é o país mais pobre das Américas e o único considerado como estado falido, ou seja, aquele em que seu governo não consegue controlar o seu próprio território exercendo sobre ele sua autoridade, incluindo aí o monopólio do uso legítimo da violência e o provimento de serviços públicos, além de outros fatores.
Em sua história mais recente, a crise se agravou no início do segundo mandato do presidente Jean Bertrand Aristide, um padre que chegou ao poder pela primeira vez no início da década de 1990 prometendo executar uma verdadeira revolução social no país, mas que saiu sob fortes suspeitas de corrupção, fraude eleitoral e conexões com o narcotráfico internacional. Registre-se, todavia, que essa é a versão “oficial” da história. O padre, por sua vez, alega que foi deposto por um movimento organizado de fora, sob os auspícios dos Estados Unidos. Hoje, vive exilado na África do Sul.
O Brasil entra na história em 2004, quando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas resolveu criar a Minustah, ou Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, e convidou o governo brasileiro para assumir o comando da nova missão que estava sendo criada.
O objetivo principal da Minustah era estabilizar a situação política e social e evitar que o Haiti se desintegrasse como país, como havia ocorrido, na prática, com a Somália. É claro que há um interesse direto dos Estados Unidos na questão, uma vez que a proximidade geográfica com o território norte-americano proporciona a milhares de haitianos uma possibilidade concreta de migração e isso estava, de fato, ocorrendo. Não fosse isso, é difícil acreditar que os Estados Unidos iriam se preocupar com a sorte dos haitianos.
Em 2004, o governo brasileiro identificou na atuação frente a Minustah uma possibilidade de projetar internacionalmente o país. Como um dos objetivos da política externa brasileira é conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, nada melhor do que uma demonstração de sua capacidade de atuação internacional numa situação de conflito e reconstrução de uma nação.
Desde então o Brasil tem investido bastante na missão de paz no Haiti. Estima-se que até o primeiro semestre de 2009 o tesouro brasileiro gastou quase R$577 milhões, sendo que aproximadamente 40% desse valor retornou a título de reembolso por parte das Nações Unidas.
Agora a situação mudou dramaticamente. Não se trata mais de operar num território com um governo desprovido de condições institucionais e de governabilidade. Se trata de atuar num território desprovido de quase tudo e no qual de uma hora para outra as já enormes demandas sociais se multiplicaram de forma assustadora. A missão da comunidade internacional deve, também, mudar. Caso contrário, o Brasil, que já se via numa situação delicada no Haiti, irá se confrontar com uma situação sem solução, uma vez que sozinho, ou associado a outros poucos países, não tem condições de fazer frente a nova realidade.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre o processo histórico de Mato Grosso



São apresentadas algumas características do processo de formação histórica do território matogrossense ao longo dos séculos 18 e19, além do delineamento de suas potencialidades econômicas ao longo dos séculos 20 e 21.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

História de Mato Grosso - Bandeirantes e mineração
O ínicio da exploração econômica de Mato Grosso com a penetração do território pelos bandeirantes, que à procura de índios para a escravidão, acabaram encontrando ouro em Cuiabá. São apresentadas também, algumas características das bandeiras e a consequente expansão territorial brasileira no século 18.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Saiba mais sobre os fatores de repulsão e os fatores de atração que atuam decisivamente nos fluxos migratórios
O professor de geografia do curso PH André Freitas explica os fatores que levam à migração. Segundo ele, é uma boa dica de estudos para quem vai enfrentar vestibulares. De acordo com o professor, o migrante é aquele que se desloca, geralmente buscando melhores condições de vida através dessa viagem. A migração ocorre a partir dos fatores de repulsão: fome, guerras, epidemias, desemprego, entre outros; e de atração: emprego, oferta de melhores salários, disponibilidade de terras, democracias, liberdade religiosa. "Os fatores de atração direcionam o fluxo migratório", diz.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Chico Buarque o movimento operário
Linha de Montagem
Chico Buarque

Linha linha de montagem
A cor a coragem
Cora coração
Abecê abecedário
Ópera operário
Pé no pé no chão
Eu não sei bem o que seja
Mas sei que seja o que será
O que será que será que se veja
Vai passar por lá
Pensa pensa pensamento
Tem sustém sustento
Fé café com pão
Com pão com pão companheiro
Pára paradeiro
Mão irmão irmão
Na mão, o ferro e ferragem
O elo, a montagem do motor
E a gente dessa engrenagente
Dessa engrenagente
Dessa engrenagente
Dessa engrenagente sai maior
As cabeças levantadas
Máquinas paradas
Dia de pescar
Pois quem toca o trem pra frente
Também de repente
Pode o trem parar
Eu não sei bem o que seja
Mas sei que seja o que será
O que será que será que se veja
Vai passar por lá
Gente que conhece e prensa
A brasa da fornalha
O guincho do esmeril
Gente que carrega a tralha
Ai, essa tralha imensa
Chamada Brasil
Samba samba São Bernardo
Sanca São Caetano
Santa Santo André
Dia-a-dia Diadema
Quando for, me chame
Pra tomar um mé
A letra da música enfoca a atividade industrial na região do grande ABCD, na Grande São Paulo.
É dado ainda um enfoque sobre o cotidiano do operário brasileiro.
O trecho "as cabeças levantadas/máquinas paradas/dia de pescar/pois quem toca o trem pra frente/também de repente/pode o trem parar" fala da greve de trabalhadores, 'trem' pode significar a produção da indústria, como se o operário fosse condutor do trem, o que faz a máquina funcionar. É interessante notar que o ritmo repetitivo da música pode sugerir o ritmo repetitivo do trabalho do operário nas máquinas. Pode-se contextualizar também a luta do movimento operário no Brasil nas décadas finais do século XX, inclusive podemos fazer um intertexto com a ascensão de um líder operário, Luis Inácio Lula da Silva, à presidência da República nas eleições de 2002.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Um exemplo de manifestação poética da música sertaneja



Seguindo seus Passos
Peão Carreiro e Zé Paulo
Composição: Peão Carreiro/Zé Paulo


Se eu fosse um invisível
Estaria sempre perto de você
Dirigindo pelas mãos da mente
Seguindo seus passos
Sem ninguém me ver
Seria seu anjo da guarda
Para que ninguém a tomasse de mim
Ouviria-se a cada segundo
A frase de amor mais linda do mundo
Como a voz do vento
Lhe dizendo assim
Te amo te amo te amo
Te amo te amo te amo
No quarto em que você dorme
Eu iria ser o seu despertador
E acordando todas as manhas
Banhando o seu corpo
Com a loção de amor
Cada passo que você mudasse
Estaria mais junto de mim
Bem pertinho do seu coração
Na ternura da minha paixão
Como a voz do vento
Lhe dizendo assim
Te amo te amo te amo
Te amo te amo te amo
Oralidade, lendas e tradições da cultura popular
O reflexo da "visão de mundo" das camadas subalternas do interior do Brasil


Serafim e Seus Filhos
Sérgio Reis

Composição: Ruy Maurity

São três machos e uma fêmea, por sinal Maria
Que com todos se parecia
Todos de olhar esperto para ver bem de perto
Quem de muito longe é que vinha
Filhos de dois juramentos, todos dois sangrentos
Em noite clarinha
Ê A Ô
O João quebra toco
Mané Quindim, Lourenço e Maria
Noite alta de silêncio e lua
Serafim o bom pastor de casa saía
Dos quatro meninos, dois levavam rifles
Outros dois levavam fumo e farinha
Bandoleros de los campos verdes
Dom Quixotes de nuestro desierto
Ê A Ô
Serafim bom de corte
Mané, João, Lourenço e Maria
Mas o tal Lourenço, dos quatro o mais novo
Era quem dos quatro tudo sabia
Resolveu deixar o bando e partir pra longe
Onde ninguém lhe conhecia
Serafim jurou vingança
Filho meu não dança, conforme a dança
Ê A Ô
E mataram Lourenço
Em noite alta de lua mansa
Todo mundo dessas redondezas
Conta que o tal Lourenço não deu sossego
Fez cair na vida sua irmã Maria
E os outros dois matou só de medo
Serafim depois que viu o filhos
LobisomemPerdeu o juízo
Ê A Ô
E morreu sete vezes
Até abrir caminho pro paraíso
A sabedoria do caipira na poesia de Rolando Boldrin





Eu, a Viola e Deus
Rolando Boldrin

Eu vim-me embora
E na hora cantou um passarinho
Porque eu vim sozinho
Eu, a viola e Deus
Vim parando assustado, espantado
Com as pedras do caminho
Cheguei bem cedinho
A viola, eu e Deus
Esperando encontrar o amor
Que é das velhas toadas canções
Feito as modas da gente cantar
Nas quebradas dos grandes sertões
A poeira do velho estradão
Deixou marcas no meu coração
E nas palmas da mão e do pé
Os catiras de uma mulher, ei...
Essa hora da gente ir-se embora é doída
Como é dolorida,
Eu, a viola e Deus
Eu vou-me embora
E na hora vai cantar um passarinho
Porque eu vou sozinho
Eu, a viola e Deus
Vou parando assustado, espantado
Com as pedras do caminho
Vou chegar cedinho
A viola, eu e Deus

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A música caipira nas aulas de História
A problemática do êxodo rural e suas terríveis implicações





Dino Franco e Mouraí
Caboclo na cidade
Composição: Dino Franco e Nhô Chico

Seu moço eu já fui roceiro
No triângulo mineiro
Onde eu tinha o meu ranchinho.
Eu tinha uma vida boa
Com a Isabel minha patroa
E quatro barrigudinhos.
Eu tinha dois boi carreiros
Muito porco no chiqueiro
E um cavalo bom, arriado.
Espingarda cartucheira
Quatorze vaca leiteira
E um arrozal no banhado.
Na cidade eu só iaA cada quinze ou vinte dias
Para vender queijo na feira.
E no demais estava folgado
Todo dia era feriado, pescava a semana inteira.
Muita gente assim me diz
Que não tem mesmo raíz
Essa tal felicidade
Então aconteceu isso
Resolvi vender o sítio
Pra vir morar na cidade.
Minha filha Sebastiana
Que sempre foi tão bacana
Me dá pena da coitada.
Namorou um cabeludo
Que dizia Ter de tudo
Mas foi ver não tinha nada.
Se mandou para outras bandas
Ninguém sabe onde ele anda
E a filha está abandonada.
Como dói meu coração
Ver a sua situação
Nem solteira e nem casada.
Até mesmo a minha velha
Já está mudando de idéia
tem que ver como passeia.
Vai tomar banho de praia
Está usando mini-saia
E arrancando a sombrancelha.
Nem comigo se incomoda
Quer saber de andar na moda
Com as unhas todas vermelhas.
Depois que ficou madura
Começou a usar pintura
Credo em cruz que coisa feia.
Voltar "pra" Minas Gerais
Sei que agora não dá mais
Acabou o meu dinheiro.
Que saudade da palhoça
Eu sonho com a minha roça
No triângulo mineiro.
Nem sei como se deu isso
Quando eu vendi o sítio
Para vir morar na cidade.
Seu moço naquele dia
Eu vendi minha família
E a minha felicidade!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"À TODA COMUNIDADE POBRE DA ZONA SUL"
Racionais Mc's
Chegou fim de semana todos querem diversão
Só alegria nós estamos no verão, mês de Janeiro São Paulo Zona Sul
Todo mundo a vontade calor céu azul
Eu quero aproveitar o sol
Encontrar os camaradadas prum basquetebol
Não pega nada Estou à 1 hora da minha quebrada
Logo mais, quero ver todos em paz
Um dois três carros na calçada
Feliz e agitada toda "prayboyzada"
As garagens abertas eles lavam os carros
Desperdiçam a água, eles fazem a festa
Vários estilos vagabundas, motocicletas
Coroa rico boca aberta, isca predileta
De verde florescente queimada sorridente
A mesma vaca loura circulando como sempre
Roda a banca dos playboys do Guarujá
Muitos manos se esquecem mas na minha não cresce sou assim e estou legal,
até me leve a mal malicioso e realista sou eu Mano Brown
Me dê 4 bons motivos pra não ser
Olha meu povo nas favelas e vai perceber
Daqui eu vejo uma caranga do ano
Toda equipada e o tiozinho guiando
Com seus filhos ao lado estão indo ao parque
Eufóricos brinquedos eletrônicos
Automaticamente eu imagino
A molecada lá da área como é que tá
Provalvelmente correndo pra lá e pra cá
Jogando bola descalços nas ruas de terra
É, brincam do jeito que dá
Gritando palavrão é o jeito deles
Eles não tem video-game às vezes nem televisão
Mas todos eles tem um dom São Cosme São Damião
A única proteção. No último natal papai Noel escondeu um brinquedo
Prateado, brilhava no meio do mato
Um menininho de 10 anos achou o presente,
Era de ferro com 12 balas no pente
E fim de ano foi melhor pra muita gente
Eles também gostariam de ter bicicleta
De ver seu pai fazendo cooper tipo atleta
Gostam de ir ao parque e se divertir ê que alguém os ensinasse a dirigir
Mas eles só querem paz e mesmo assim é um sonho
Fim de semana do Parque Sto. Antônio.
Refrão:Vamos passear no Parque
Deixa o menino brincar
Fim de Semana no parque
Vou rezar pra esse domingo não chover
Olha só aquele clube que da hora.
Olha aquela quadra, olha aquele campo Olha,
Olha quanta gente
Tem sorveteria cinema piscina quente
Olha quanto boy, olha quanta mina
Afoga essa vaca dentro da piscina
Tem corrida de kart dá pra ver é igualzinho o que eu ví ontem na TV,
Olha só aquele clube que da hora,
Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora nem se lembra do dinheiro que tem que levar
Pro seu pai bem louco gritando dentro do bar nem se lembra de ontem de onde o futuro ele apenas sonha através do muro...
Milhares de casas amontoadas ruas de terra esse é o morro a minha área me espera
gritaria na feira (vamos chegando!)
Pode crer eu gosto disso mais calor humano
Na periferia a alegria é igual é quase meio dia a alegria é geral
É lá que moram meus irmãos meus amigos
E a maioria por aqui se parece comigo
E eu também sou bam bam bam e o que manda
O pessoal desde às 10 da manhã está no samba
Preste atenção no repique atenção no acorde (Como é que é Mano Brown ?)
Pode crer pela ordem
A número número 1 em baixa-renda da cidade Comunidade Zona Sul é dignidade
Tem um corpo no escadão a tiazinha desse o morro
Polícia a morte, polícia socorro
Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo
Pra molecada frequentar nenhum incentivo
O investimento no lazer é muito escasso
O centro comunitário é um fracasso
Mas aí se quiser se destruir está no lugar certo
Tem bebida e cocaína sempre por perto
A cada esquina 100 200 metrosNem sempre é bom ser esperto
Schimth, Taurus, Rossi, Dreyer ou Campari
Pronúncia agradável estava inevitável
Nomes estrangeiros que estão no nosso morro pra matar e M.E.R.D.A.
Como se fosse hoje ainda me lembro 7 horas sábado 4 de Dezembro
Uma bala uma moto com 2 imbecis
Mataram nosso mano que fazia o morro mais feliz
E indiretamente ainda faz, mano Rogério esteja em paz
Vigiando lá de cima
A molecada do Parque Regina
Refrão
Tô cansado dessa porra de toda essa bobagem
Alcolismo,vingança treta malandragem Mãe angustiada, filho problemático
Famílias destruídas fins de semana trágicos
O sistema quer isso a molecada tem que aprender
Fim de semana no Parque Ipê
Refrão
"Pode crer Racionais Mc's e Negritude Junior juntos
Vamos investir em nós mesmos mantendo distância das Drogas e do alcool.
Aí rapaziada do Parque Ipê, Jd. São Luiz, Jd. Ingá, Parque Ararí, Váz de Lima,
Morro do Piolho e Vale das Virtudes e Pirajussara
É isso aí mano Brown (é isso ai Netinho paz à todos)"

domingo, 31 de janeiro de 2010

Colonialismo X Neocolonialismo

Aprenda as diferenças entre o Colonialismo e o Neocolonialismo

O professor de história do CPV Eduardo Duique dá uma aula em vídeo sobre as diferenças entre colonialismo e neocolonialismo.



"Estamos falando de momentos diferentes da história, o colonialismo tem seu grande momento no século 16. O neocolonialismo se concentra nos séculos 19 e 20", diz. Enquanto o primeiro surge dentro do contexto do capitalismo comercial e mercantil e é estruturado e apoiado pelos estados absolutistas europeus da idade moderna, o neocolonialismo está relacionado à segunda revolução industrial e ao capitalismo financeiro e monopolista. O apoio, neste segundo, vem dos estados burgueses e liberais da Europa contemporânea, dos Estados Unidos da América e do Japão.
fonte: g1.com

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Saiba mais sobre o desenvolvimento da pecuária brasileira
Professor explica diferença entre pecuária extensiva e intensiva. Maior destaque é a pecuária bovina e, em especial, o gado zebu.
Do G1, em São Paulo
O desenvolvimento da pecuária brasileira é bastante diversificada e inclui, além de bovinos, ovelhas, caprinos e bubalinos, segundo o professor de geografia Ricardo Nunes Libório, do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro.
Segundo o professor, o maior destaque é a pecuária bovina e, em especial, o gado zebu. “Tradicionalmente, o criatório no Brasil é comum para o gado comum.”
Na chamada pecuária extensiva, o gado procura as suas próprias pastagens. “No país, há pastagens variadas, desde o clima tropical até a variação de climas subtropicais, com grande qualidade, principalmente no Sul”, afirma.
Libório explica que há uma diferença na relação entre o gado de corte e o leiteiro. “O gado leiteiro é criado dentro de estábulos e currais, onde recebe alimentação específica para engorda.” Ele comenta ainda os cuidados e os custos para manter gado leiteiro (confira o vídeo).

“Toda vez que se falar em pecuária extensiva para corte, o destaque é para a região Centro-Oeste, Sudeste e Sul, nesta ordem. No caso da leiteira, o foco é nas regiões Sudeste e Sul”, diz.
Fonte: g1.com
Uma letra que fala por si mesma

A valorização da sabedoria e da inspiração dos compositores populares que se valem da oralidade e da simplicidade dos caboclos para conceber verdadeiras obras de arte.
Peão Carreiro e Zé Paulo
Porta do mundo
O som da viola bateu no meu peito doeu meu irmão
Assim eu me fiz cantador sem nenhum professor aprendi a lição
São coisas divinas do mundo que vem num segundo a sorte mudar
trazendo pra dentro da gente as coisas que a mente vai longe buscar
trazendo pra dentro da gente as coisas que a mente vai longe buscar
Em versos se fala e canta o mal se espanta e a gente é feliz
No mundo das rimas e trovas eu sempre dei provas das coisas que fiz
Por muitos lugares passei mas nunca pisei em falso no chão
Cantando e interpreto a poesia
Levando a alegria onde há solidão
Cantando e interpreto a poesia
Levando a alegria onde há solidão
O destino é o meu calendário, o meu dicionário é a inspiração
A porta do mundo é aberta, minha alma desperta buscando a canção
Com minha viola no peito meus versos são feitos pro mundo cantar
é a luta de um velho talento menino por dentro sem nunca cansar
é a luta de um velho talento menino por dentro sem nunca cansar
Música de Julinho Marassi e Gutemberg, homenageando alguns artistas da MPB
Canção que resume bem a mentalidade da classe média brasileira
Max Gonzaga e Banda Marginal - Classe média
CRÔNICA
Dente por dente

O mais curto conto que escrevi possui uma única palavra. Na verdade, são seis, se o considerarmos desde o título. Confira: “Nunca mais vimos ele sorrir. Banguela.” Apesar do título longo, não dá pra negar a concisão do enredo: é um texto bastante curto. No que se refere ao conteúdo, pode-se imaginar inúmeras situações a partir de suas poucas palavras. Há um humor pungente ali. Dói.
Não vou explicar qual era a minha intenção ao escrevê-lo. Nem me pergunte nada, leitor, para que a gente não fique mal na fita. Mário Quintana dizia que “quando alguém pergunta ao autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro”. Aforismos à parte, verdade é que o simples fato de tentar explicá-lo, faria com que o texto perdesse absolutamente a graça. Perder a graça é força de expressão, pois, exceto no caso de humoristas profissionais, nunca consegui enxergar motivo de riso num sujeito sem dentes.
Rola um vídeo na internet no qual Wagner Montes, apresentador do programa Balanço Geral, da Record, perde a sua prótese (me refiro ao dente) ao vivo e, pego de surpresa, não pode ao menos exibir um sorriso amarelo. Com o perdão do trocadilho. Era um de seus dentes frontais.




Situação não menos vexatória passara, em 2007, a ex-senadora Heloísa Helena, atual presidente do PSOL. Durante um debate sobre reforma política, em um programa ao vivo da TV Cultura, Heloisa Helena se viu em uma verdadeira saia justa, muito diferente das quais costuma usar. Enquanto discursava, a senadora ficou subitamente desfalcada de seu pivô. Teve por isso que encerrar a sua fala de forma sucinta. Algo raro, mas compreensível. Ficar sem um pivô pode ser tão prejudicial quanto perder um zagueiro depois de ter feito a terceira substituição.




Falei de casos ilustres (e pitorescos) ocorridos na alta sociedade, mas estes acontecem, principalmente, entre a ralé. Rubem Fonseca tem um conto exemplar que ilustra um fato semelhante em "O Cobrador" (Nova Fronteira, RJ, 1979). No conto homônimo, um favelado se dirige ao consultório do dentista. Aguarda, com o dente latejando, durante meia hora até ser atendido. Ao ser examinado, o dentista pergunta como é que ele tinha deixado os seus dentes ficarem em estado tão deplorável. Indiferente às questões sociais, trata o sujeito com completo descaso: “Vou ter que arrancar”, ele disse, “o senhor já tem poucos dentes e se não fizer um tratamento rápido vai perder todos os outros, inclusive estes aqui.”
É. Tempos atrás a dor também era sentida no bolso dos que se sentavam na cadeira do dentista. Recentemente, porém, com a proliferação dos planos odontológicos populares a coisa começou a mudar. Já reparou quantas pessoas estão usando aparelhos nos dentes? De todas as classes sociais, de todas as idades. Me lembro que usar aparelho dentário já foi sinal de distinção social, assim como possuir um aparelho celular. Mas isso foi no século passado, quando a gente presenciava, até com certa frequencia, cenas constrangedoras protagonizadas por amigos que não iam com regularidade ao dentista.
Um vizinho certa vez perdeu o dente brincado com irmão mais novo no quintal de casa. Após um arremate de primeira do irmãozinho, ele pode certificar-se do estrago causado por uma bola de plástico. Ironicamente, conhecida por dente-de-leite. Aquele dente traiçoeiro escondia um problema gravíssimo. Apodrecera por dentro, sem dar alarmes. E, sem ninguém para diagnosticá-lo, um dia simplesmente caiu. Acompanhamos a partir de então a ruína de seu sorriso. Em outra ocasião, este mesmo desafortunado vizinho (não apenas no sentido financeiro), ao gargalhar em cima de uma árvore perdeu sua prótese. Que, por sinal, não era boa. Pra piorar, sua casa estava em reformas. Havia cascalho espalhado por todo o quintal. Embora ele nos implorasse para ajudá-lo, foi impossível achar a agulha no palheiro. Não quero aqui fazer propaganda odontológica, mas não custa nada lembrar. Visite regularmente o seu dentista.

Odair de Morais é escritor e colabora com o DC Ilustrado
professor_odair@hotmail.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Entenda o que é macrocefalia urbana
Do G1, São Paulo
A macrocefalia urbana se caracteriza pela concentração de atividades e população em espaço limitado. Quem define é o professor de geografia do Curso pH, Robertson Costa. "Os grandes centros urbanos de países periféricos e semiperiféricos são a perfeita manifestação da macrocefalia urbana. Podemos citar, por exemplo, o caso do Brasil. Segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], o país possui, atualmente, mais de cinco mil cidades. Porém 22 delas concentram funções econômicas, culturais, administrativas, políticas deixando as demais dependentes do que acontece nessas 22", diz.
fonte: g1.com

Professor fala sobre muros de fronteiras existentes em pleno século 21
'Muros da vergonha' ainda restringem a circulação de pessoas.Acontece entre EUA e México e na Cisjordânia, cita professor.
Do G1, em São Paulo

O professor de geografia do curso PH, André Freitas, dá uma aula sobre os muros de fronteiras, existentes em pleno século 21.

"Com a nova ordem mundial, esperava-se mais liberdade para a circulação de pessoas, mais liberdade no mundo. Isso, de fato, em algum grau aconteceu. Mas ainda há manutenão de alguns muros", diz. "Com a queda do muro de Berlim, em 1989, caiu também a velha ordem mundial. Foram 20 anos marcados pela divisão de dois modelos ideológicos. O muro de Berlim não dividiu apenas a Alemanha, mas o mundo ao meio", ensina.

De acordo com o professor, a nova ordem mundial preza pela polaridade e democracia, mas ainda restringe a circulação de pessoas. "Parece que o ser humano ainda é menos importante do que o fluxo de capital para esse sistema em que vivemos".

André cita alguns exemplos que comprovam essa avaliação: em pleno século 21, ainda existe um muro que divide o sul dos Estados Unidos e o norte do México, na fronteira entre os dois países.

"Há, ainda, um muro bastante controverso construído pelos israelenses para impedir o livre deslocamento de palestinos dentro da Cisjordânia", diz. "São muros apelidados de 'muros da vergonha' e contradizem a nova ordem mundial". Veja mais no vídeo.
fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saiba mais sobre marxismo



Eduardo Duique, professor de história do cursinho CPV, explica um dos temas mais importantes dentro da construção do mundo contemporâneo no mundo das idéias, o Marxismo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Heranças coloniais - parte da história do Brasil Colônia está preservada no interior de Sergipe


Riachão do Dantas foi um importante produtor de cana durante os séculos XVIII e XIX. A arquitetura da região conta um pouco da história do Brasil Colonial. A comida também faz parte desta tradição.
Cultura yorubá faz parte da história do Brasil



A língua yorubá é predominante na Nigéria, no oeste da África. Chegou ao Brasil com a vinda de escravos trazidos dessa região. Esse período triste da história ajudou a formar a cultura brasileira.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Compreenda os fatores da crise do Império Romano



O professor de História, do EducaBahia, Ricardo Carvalho comenta as razões do enfraquecimento do Império Romano do Ocidente, a crise interna, o avanço do cristianismo, queda do escravismo e por fim as invasões bárbaras, fatores combinados que implodiram o poderoso império. Comenta também o surgimento de um novo modelo econômico, político e social, cumumente denominado de Feudalismo.
Entenda o que é a crise alimentar


Professor de geografia do Anglo, em São Paulo, Reinaldo Scazaretto, explica o significado da crise alimentar no mundo.






fonte: g1.com.br/vestibular
Entenda o processo de descolonização afro-asiática



O professor de história do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro Jefferson Santos explica como se deu a descolonização da África e da Ásia.
Vestibular: professor de história fala sobre a Revolução Industrial
Os estudantes se preparam para primeira fase do vestibular. Alguns adoram uma determinada matéria e não gostam de outras. O importante é se concentrar na disciplina que ele tem mais dificuldade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Cuitelinho: história oral e identidade nacional
Transmitida por gerações, a canção Cuitelinho manifesta aspectos culturais de um povo, nos quais se inclui sua forma de falar, além de registrar um momento histórico. Depreende-se disso que a importância em preservar a produção cultural de uma nação consiste no fato de que produções como a canção Cuitelinho evidencia formação da identidade nacional por meio da tradição oral.
A canção “Cuitelinho” representa uma proposta de construção da identidade nacional, no sentido de resgate do registro oral: “Onde as onda se espaia, “E os oio se enche d’água”, etc.
Cuitelinho
Cheguei na bera do porto
Onde as onda se espaia.
As garça dá meia volta,
Senta na bera da praia.
E o cuitelinho não gosta
Que o botão da rosa caia.
Quando eu vim da minha terra,
Despedi da parentaia.
Eu entrei em Mato Grosso,
Dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
Enfrentei fortes bataia.
A tua saudade corta
Como o aço de navaia.
O coração fica aflito,
Bate uma e outra faia.
E os oio se enche d’água
Que até a vista se atrapaia.
Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó.
BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004.
Professor do pH fala sobre a Segunda Guerra Mundial




Rogério Athayde explica como começou o conflito que devastou a Europa no século XX. Segundo ele, a Segunda Guerra Mundial levou o homem a questionar sua própria noção de humanidade.
Professor fala sobre a retomada do programa nuclear brasileiro



A retomada foi impulsionada pela crise energética. Com os apagões, o governo passou a pensar nas usinas termonucleares como alternativas de energia. A dica é do professor de geografia, André Freitas.
Cultura brasileira nos anos 1960-70

A resistência da sociedade civil ao regime militar ocorreu também através das expressões culturais. Foi apresentada a resistência cultural, principalmente aquele liderada pelos Centros Populares de Cultura (CPCs). Os movimentos culturais da época, como a Jovem Guarda e a Tropicália, não foram esquecidos.
É possível trabalhar esse conteúdo de várias maneiras. Há filmes que podem ser indicados para os alunos assistirem previamente, desde que acompanhados por um roteiro, gerando um debate posterior em sala de aula. Há também documentários e minisséries que podem ser editados e apresentados no bojo das aulas expositivas, utilizando como recurso o data-show, por exemplo.
Continuação da aula sobre a cultura brasileira nos anos 1960

Da revolução política à revolução dos costumes

Da revolução política à revolução dos costumesDurante os anos 60, dois movimentos culturais predominavam no Brasil: o dos engajados, que acreditavam que só a revolução poderia mudar o País, e o Tropicalismo, que fazia uma crítica dos comportamentos como caminho para mudança social. De que maneira o humor se transformou em um instrumento para driblar a censura dos militares.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pecuária no período colonial brasileiro
Fator essencial na ocupação e povoamento do interior, durante a colonização brasileira, a pecuária se desenvolve no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. As fazendas do vale do São Francisco eram latifúndios assentados em sesmarias e dedicados à produção de couro e criação de animais de carga. Muitos proprietários arrendam as regiões mais distantes e pequenos criadores. Não é uma atividade dirigida para a exportação e combina o trabalho escravo com a utilização da mão-de-obra livre: mulatos, pretos forros, índios, mestiços e brancos livres pobres. No sul, a criação de gado é destinada à produção de charque para o abastecimento da região das minas.
Contextualização
Música e História
Poeira
Sérgio Reis
O carro de boi lá vai gemendo lá no estradão
Suas grandes rodas fazendo profundas marcas no chão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do sertão
Olha seu moço a boiada, em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando, cabeças em confusão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Olha só o boiadeiro montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Poeira entra em meus olhos, não fico zangado não
Pois sei que quando eu morrer meu corpo vai para o chão
Se transformar em poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão, poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Professor explica o que mudou com o golpe do Estado Novo



Getúlio Vargas deu o golpe que criou o Estado Novo em 1937 e ficou no poder até 1945. “Alguns autores também chamam de estado totalitário, pelas semelhanças em relação aos regimes europeus daquela época”, diz o professor Rogério Athayde, do curso PH. Durante o período em que esteve no poder, Vargas consolidou algumas das principais leis trabalhistas que o Brasil conhece. “São 199 [leis] ao longo de toda a Era Vargas”, diz Athayde. Por conta das leis criadas, ele acabou consolidando sua imagem como o ‘pai dos pobres’ durante os anos em que esteve no poder. “Vargas também fez reaparelhamento do Estado, criou departamentos, instituições, autarquias e empresas estatais importantes como a CSN e a Vale”, conta o professor.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Saiba mais sobre os Estados totalitários

O professor de história Rogério Athayde, do Colégio PH, no Rio de Janeiro, fala sobre a ascensão de Mussolini, Hitler, Salazar e Franco ao poder na Europa dos anos 20 e 30



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Aula de Brasil Colônia, Parte 2/2

Video-aula de Brasil (Período Colonial - 1ª parte)
Retrata desde o chamado período pré-colonial do Brasil (1500 a 1530) até o periodo colonial, em que houve a "organização" das capitanias hereditárias, governo geral, o mundo do açucar, entre outros aspectos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mortos na tragédia do Haiti podem passar de 100 mil
O presidente, René Préval, disse que o país foi devastado. Coordenador de projetos da ONG Viva Rio, André D'Ávila, descreveu a situação em Porto Príncipe.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Veja o comercial da Semp Toshiba com uma analogia da invenção da roda

Uma letra fantástica, fruto da brilhante parceria de dois dos maiores nomes da MPB na década de 1980, Rita Lee e Cazuza nos legaram essa verdadeira pérola musical que vale a pena recordar e refletir
Perto do Fogo
Rita Lee
Composição: Rita Lee - Cazuza



Perto do fogo
Como faziam os hippies
Perto do fogo
Como na Idade Média
Quero queimar minha erva
Eu quero estar perto do fogo
Perto do fogo
Quando tudo explodir
Mas não vai explodir nada
Vão ficar os homens se olhando
E dizendo:
O momento está chegando
Perto do fogo, meu amor
Perto do fogo
Eu queria ficar perto do fogo
No umbigo do furacão
E no peito um gavião
No coração da cidade
Defendendo a liberdade
Eu quero ser uma flor
Nos teus cabelos de fogo
Quero estar perto do poder
Eu quero estar perto do fogo
Perto do fogo, meu amor...
Tava aqui pensando,
Pensando, pensando...
No ano 2020 eu vou ter o quê
72/73 anos...
Vai ser tudo igual
Tudo tudo igual
Perto do fogo
Eu queria ficar perto do fogo
No umbigo do furacão
E no peito um gavião
Gavião, gavião...
Perto do fogo
Eu queria ficar perto do fogo
E no peito um gavião...
O ANJO PORNOGRÁFICO - A vida de Nelson Rodrigues
Ruy Castro

Ruy Castor, autor do livro "O anjo pornográfico - A vida de Nelson Rodrigues"



A vida de Nelson Rodrigues (1912-1980) foi mais espantosa do que qualquer uma de suas histórias. E olhe que ele escreveu peças como Vestido de noiva e Boca de ouro, romances como Asfalto selvagem e O casamento e os milhares de contos de A vida como ela é... . Mas foi de sua vida, e da vida de sua trágica família, que Nelson Rodrigues extraiu a obsessão pelo sexo e pela morte.Gênio ou louco? Tarado ou santo? Reacionário ou revolucionário? Nenhum outro escritor brasileiro foi tão polêmico em seu tempo.Para escrever O anjo pornográfico, Ruy Castro, autor do consagrado Chega de saudade, realizou centenas de entrevistas com 125 pessoas que conheceram intimamente Nelson Rodrigues e sua família. Elas o ajudaram a reconstituir essa assombrosa história, capaz de arrancar risos e lágrimas.

Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Capa

Assista abaixo uma cena do filme "Bonitinha, mas ordinária" uma adaptação da obra homônima de Nelson Rodrigues.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Helena Meireles, a rainha da viola caipira

Nasceu numa fazenda no pantanal do Mato Grosso do Sul e cresceu rodeada de peões, comitivas e violeiros. Fascinada pelas violas caipiras, a família não permitia que aprendesse a tocar, o que acabou fazendo por conta própria, às escondidas. Aos poucos ficou conhecida entre os boiadeiros da região. Casou-se por imposição dos pais aos 17 anos, abandonando o marido pouco tempo depois para juntar-se a um paraguaio que tocava violão e violino. Separou-se novamente e, resolvida a tocar viola em bares e farras, deixou os filhos dos dois casamentos com pais adotivos e ganhou a estrada até encontrar o terceiro marido, com quem está junto há mais de 35 anos. Depois de desaparecer por mais de 30 anos, foi encontrada bastante doente por uma irmã, que a levou para São Paulo, onde foi "descoberta pela mídia" a partir de uma matéria elogios a na revista norte-americana "Guitar Player". Apresentou-se em um teatro pela primeira vez aos 67 anos, e gravou discos em seguida. Foi escolhida em 1993 pela Guitar Player como uma das "100 mais" por sua atuação nas violas de 6, 8, 10 e 12 cordas.
Saiba mais sobre a Reforma Pereira Passos

O professor Cláudio Falcão, professor de geografia do Colégio PH, explica aos internautas o que foi a reforma promovida no Rio de Janeiro pelo prefeito Pereira Passos.

fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1171011-7823-SAIBA+MAIS+SOBRE+A+REFORMA+PEREIRA+PASSOS,00.html





domingo, 3 de janeiro de 2010

Confira 7 frases que marcaram o ano de 2009

Algumas frases foram marcantes em 2009. José Sarney, Hosmany Ramos e Marcelo Yuka são alguns de seus autores.



Saiba mais sobre a Constituição de 1988

O professor de história Jefferson Santos, do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro, explica o contexto em que a Constituição de 1988 foi escrita.


fonte: http://video.globo.com

Conheça as causas e consequências da Revolução Cubana

O professor de história Rogério Athayde, do Colégio PH, no Rio de Janeiro, fala do golpe comandado por Fidel Castro e que depôs o ditador Fulgêncio Batista.

fonte:http://video.globo.com