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domingo, 6 de março de 2011

A Pecuária no período colonial

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista


A pecuária foi uma importante atividade econômica na América Portuguesa, muito embora tenha sido subsidiária tanto da economia açucareira quanto da economia mineradora.
O gado foi introduzido em São Vicente pela esposa de Martim Afonso de Souza, Ana Pimentel. Tomé de Souza, o primeiro governador-geral da América Portuguesa, levou o gado de São Vicente para a Bahia, em razão da sua utilidade nos trabalhos dos engenhos.
Até a edição da Carta Régia de 17o1, que determinava que as áreas de criação pastoril deveriam ser pelo menos 10 léguas distantes da costa, o gado conviveu com as plantações de cana-de-açúcar. Conflitos entre os plantadores de cana e criadores de gado, devido ao fato de o gado destruir as plantações, levaram o rei de Portugal a proibir a convivência das duas atividades econômicas.
Os resultados da Carta Régia de 1701 foram a interiorização das atividades pastoris e a ocupação dos sertões, fixando-se, neles, o povoamento.
Já a pecuária sulina, especialmente a dos Campos de Curitiba, foi estimulada pelos reiterados contatos comerciais com as áreas mineradoras. A colonização do Rio Grande do Sul deveu-se também, principalmente, à criação de gado de corte e de animais de carga, direcionada para o abastecimento das áreas de extração de metais preciosos.
Em razão das suas características - necessidade de pouco capital e reduzida mão-de-obra - essa atividade econômica pôde se expandir com relativa facilidade. No século XVII, os principais núcleos criatórios situavam-se na Bahia, com a presença de um grande número de fazendas ao longo do rio São Francisco e em Pernambuco. Da Bahia, a expansão da atividade pastoril se deu em direção ao Piauí.
Confira as principais características da Pecuária no período colonial
Contextualizando o tema estudado
Essa canção composta por Nil Bernardes, Luiz Schiavon e Marcelo Barbosa foi o tema de abertura da novela O rei do gado, exibida pela rede Globo de televisão em 1996 e serve para ilustrar o papel desempenhado pela pecuária ao longo do processo de formação histórica do Brasil.
Confira o video e a letra dessa composição musical abaixo.

O Rei do Gado
Orquestra da Terra
Sou desse chão
Onde o rei é peão
Com o laço na mão
Laça, fere, marca
Deixando a ilusão
De que tudo é seu
Com coragem de quem
Vive, luta, sonha
Vem ser mais feliz e quem sabe será
Voam livres pensamentos seus
Que vão pelo ar
O fazem sonhar
E sentir-se um deus
Sou desse chão
Sou da terra raiz
Sou a relva do campo
E pra sempre serei
Sou esse rei
Sou peão laçador
Do sertão sou senhor
Mas por força da lei
Ser mais feliz e quem sabe serei
Voam livres pensamentos meus
Vão pelo ar e me fazem sonhar
E sentir-me um Deus...
Agora que você já sabe a letra, que tal soltar a voz no videokê?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Pecuária no período colonial brasileiro
Fator essencial na ocupação e povoamento do interior, durante a colonização brasileira, a pecuária se desenvolve no vale do rio São Francisco e na região sul da colônia. As fazendas do vale do São Francisco eram latifúndios assentados em sesmarias e dedicados à produção de couro e criação de animais de carga. Muitos proprietários arrendam as regiões mais distantes e pequenos criadores. Não é uma atividade dirigida para a exportação e combina o trabalho escravo com a utilização da mão-de-obra livre: mulatos, pretos forros, índios, mestiços e brancos livres pobres. No sul, a criação de gado é destinada à produção de charque para o abastecimento da região das minas.
Contextualização
Música e História
Poeira
Sérgio Reis
O carro de boi lá vai gemendo lá no estradão
Suas grandes rodas fazendo profundas marcas no chão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do sertão
Olha seu moço a boiada, em busca do ribeirão
Vai mugindo e vai ruminando, cabeças em confusão
Vai levantando poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Olha só o boiadeiro montado em seu alazão
Conduzindo toda a boiada com seu berrante na mão
Seu rosto é só poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão
Poeira entra em meus olhos, não fico zangado não
Pois sei que quando eu morrer meu corpo vai para o chão
Se transformar em poeira, poeira vermelha, poeira
Poeira do meu sertão, poeira do meu sertão, poeira
Poeira do meu sertão