domingo, 23 de maio de 2010

Terceiro Ano
Capítulo 6

A independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista

Crianças fogem dos bombardeios promovidos pelos norte-americanos contra os guerrilheiros vietcongs.

O líder Mahatma Gandhi, defensor da resistência pacífica durante o processo de independência da Índia

Problematização do tema


1. Que fatores estão associados ao processo de independência das colônias afro-asiáticas?
O enfraquecimento das metrópoles europeias após a II Guerra Mundial, o apoio decisivo da ONU na legitimação dos novos países, a geopolítica da Guerra Fria e o crescimento do sentimento nacionalista nas colônias.

2. Através de quais estratégias os povos afro-asiáticos asseguravam a independência de seus respectivos territórios?
As estratégicas dos povos afro-asiáticos na luta pela independência ocorreram através de acordos diplomáticos, como o caso da Índia, e através de movimentos militarizados, à exemplo da Indochina.
3. O que permitiu a incorporação das regiões do Oriente Médio ao domínio europeu?
Historicamente, a região do Oriente Médio era parte integrante do Antigo Império Turco Otomano. Durante a I Guerra Mundial, o Império Turco aliou-se ao II Reich alemão e ao Império Austro-Húngaro, na luta contra a Tríplice Entente. Derrotado na guerra, o império turco foi fragmentado em áreas de influência britânicas e francesas, que se estabeleceram no Oriente Médio atraídos pelo rico potencial petrolífero.
4. De que maneira os conflitos dessa região impactam nas relações políticas internacionais?
Devido à importância estratégica que a região do Oriente Médio possui em virtude de suas ricas jazidas petrolíferas.




Terceiro Ano
Capítulo 6

A independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista


Este capítulo tem como tema central o processo de independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialistas. Na primeira seção do capítulo, 'Problematização do tema', como elemento presente motivador, são apresentadas imagens relacionadas às estratégias de luta desenvolvidas pelas colônias afro-asáticas, como forma de estimular a atitude crítica e investigativa do aluno em relaçao à abordagem do tema.

Observe na apresentação das imagens a distinção das respectivas estratégias, estabelecendo um paralelo entre a luta armada travada na guerra de unificação do Vietnã e o processo de resistência pacífica desenvolvido por Gandhi para a independência da Índia.

No subtítulo "Raízes do processo: Do sentimento nacionalista à Conferência de Bandung" percebemos o sentimento nacionalista como elemento deflagrador do processo, enquando resposta política ao secular domínio e exploração das potências europeias sobre os povos do continente.

Fundamental nesse processo foi o posicionamento da ONU em favor do princípio da 'autodeterminação dos povos' e os interesses das potências protagonistas da Guerra Fria, que percebiam nesse contexto, a possibilidade de ampliação de suas respectivas áreas de influência.

Adquire grande importância a Conferência de Bandung (1955), enfocada por meio do texto de José Pernaul a política de 'não-alinhamento', defendida pelos povos afro-asiáticos em relação à conjuntura deflagrada pela Guerra Fria.

A luta contra o domínio estrangeiro foi conduzida por setores da elite colonial, que inspirada no sentimento nacionalista chamaram para si o comando do processo separatista. Não obstante, a vitória dos movimentos separatistas, e os novos dirigentes não conseguiram alterar alterar a infraestrutura herdada do período colonial e nem tampouco o quadro de dependência econômica que os uniam anteriormente às antigas metrópoles.

Nesse sentido, aprofunda-se a abordagem por meio da análise e da reflexão sobre o texto de Letícia Bicalho Canedo, que adverte para o viés neocolonialista remanescente nas relações entre os novos países e as antigas metrópoles europeias.

O subtítulo "Estratégias do processo: dos acordos diplomáticos às guerrilhas socialistas", por sua vez, explora por meio do texto da Revista Paz e Terra, os fundamentos da resistência pacífica adota por Gandhi para a independência da Índia em relação ao Império Britânico.

Situações que estão historicamente diretamente relacionadas à essa estratégia, por exemplo, o movimento pelos direito civis nos Estados Unidos, conduzidos na década de 1960 por Martin Luther King.

Como contraponto à estratégica pacífica de Gandhi, podemos mencionar a rebelião nacionalista conduzida pela guerrilha socialista comandada por Ho Chi Min, para a independência do Vetnã.

Aprofundando-se o foco dessa estratégia, o capítulo explora também a posterior guerra pela unificação do país, destacando o confronto com as tropas norte-americanas, que sem sucesso tentaram assegurar a manutenção do governo capitalista de Saigon.

A partir do texto de Nelson Bacic Olic, é explorada a importância dos movimentos protagonizados, em especial, pela juventude que, em favor do término do conflito, conseguiram articular a opinião pública contra a permanência dos soldados norte-americanos na região.

Nesse sentido, é reforçada a importância do protagonismo juvenil, enfocado também em outras situações onde o engajamento da juventude foi oportuno e saudável para a afirmação dos valores dos direitos humanos, da ética e da cidadania.

No subtítulo "Oriente Médio: Nacionalismos e Disputas Territoriais", o enfoque inicial são nas raízes contemporâneas do domínio europeu sobre a regiões do Oriente Médio.

Nesse sentido, reporte-se aos resultados da I guerra mundial, onde através do Tratado de Sèvres, assinado em 10 de outubro de 1920, Inglaterra e França, potências vitoriosas no conflito, promoveram o desmembramento do Império Turco Otomano, instituindo a tutela europeia, sobre as estratégicas regiões do petróleo do Oriente Médio.

Na luta contra a tutela europeia, destaca-se inicialmente, nas décadas de 1920 e 1930, a independência do Egito, Iraque e da Jordânia. Ressalte-se a importância fundamental da criação da Liga Árabe, que entre 1945 e 1960, empenhou-se em proteger e reafirmar a soberania e os interesses dos povos dessa região.

Outro aspecto relevante é que a região tornou-se no pós II Guerra, palco de diferenciados tipos de conflitos, que refletem ainda hoje, questões de disputas fronteiriças, envolvendo o controle sobre os estratégicos espaços petrolíferos ali situados (Guerra Irã X Iraque; Guerra do Golfo) além de questões de ordem nacionalista, envolvendo as 'nações sem pátria' (curdos; armênios; árabes palestinas).

Atenção para o agravamento do clima de tensão no Oriente, a partir do 11 de setembro de 2001, atribuído ao grupo terrorista Al Quaeda, dirigido pelo saudita Osama Bin Laden. Destaque nesse sentido a deflagração da politica de 'ataques preventivos' defendida pelo governo norte-americano responsável pela operação militar anglo-americana que sem a devida autorização das Nações Unidas, invadiu o Iraque, suposto fabricante de armas de destruição em massa, provocando a queda do governo de Saddam Hussein.

A comparação entre a Guerra do Iraque e a Guerra do Vietnã, enfocando a nova situação de 'atoleiro' da política externa norte-americana, e as repercussões internas e externas da presença norte-americana no território iraquiano.

Na abordagem da Independência das colônias francesas, é fundamental a desconstrução da ideia de passividade no que se refere à conduta dos povos africanos em relação aos conquistadores europeus. Reflita a partir do texto de Márcio Senne de Moraes, a polêmica questão relativa ao tráfico negreiro e as possíveis propostas de reparação por parte do mundo ocidental.

A estratégia de guerrilhas nacionalis teve forte influência no processo separatista das ex-colônias africanas. Destaque, nesse sentido, foi o processo de independência da Argélia, principal colônia francesa no continente além dos movimentos guerrilheiros deflagrados em Angola e Moçambique, comandados por lideranças comprometidas com a proposta socialista de governo.

Digno de enfoque também, é o quadro atual marcado pelas disputas intertribais e guerras civis, decorrentes historicamente da divisão promovida pelas potências que imperializaram o continente, que não levaram em consideração os agrupamentos étnicos do território.

A importância da luta desenvolvida na África do Sul contra o regime do 'Apartheid', conduzida, entre outras lideranças, por Nelson Mandela, bem com o significado dessa luta para os povos africanos, secularmente dominados pelos grupos de minoria branca europeia.

Concluindo a a reflexão sobre a independência das colônias africanas, há uma análise com base na matéria jornalística que encerra a seção, a realidade presente na África Subsaariana, destacando as relações de permanência e de ruptura do processo histórico do continente.

Finalizando o capítulo, temos a atividade 09, que exige que o aluno redija um texto conclusivo sobre a 'Independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista", por meio de questões apresentadas na seção 'Problematização do Tema'.

Na seção, "Construindo competências e habilidades", o enfoque é a vitória do movimento pacifista conduzido pro Mahatma Gandhi que se coloca sobre um leão, símbolo do imperialismo britânico, tendo a bandeira da Índia ao fundo (Atividade 10). A exploração da imagem que apresenta em Washigton, ciceroneados pelo presidente Bill Clinton, o primeiro ministro de Israel, Ytzak Rabin e o líder da OLP, Yasser Arafat, celebrando o acordo de Oslo.

Há também no capítulo um gráfico para análise dos índices de expectativa de vida dos povos sul-africanos.

A última seção, 'De olho no vestibular', encerra o capítulo, permitindo o aprofundamento do tema analisado por meio da apresentação de questões objetivas e abertas de diferentes instituições universitárias do país.


Filmografia

* A batalha de Argel (ITA - 1965)

* Antes da chuva (FRA/ING - 1994)

* Apocalipse now (EUA - 1979)

* Bom dia, Vietnã (EUA - 1987)

* Bopha, à flor da pele (EUA - 1993)

* Corações e mentes (EUA - 1975)

* Exodus (EUA - 1960)

* Gandhi (ING - 1982)

* Indochina (FRA - 1992)

* O ano que vivemos em perigo (Austrália - 1983)

* O poder de um jovem (FRA/ALE/EUA - 1992)

* Platoon (EUA - 1986)

* Tempos de viver (CHI - 1993)

* Um grito de liberdade (EUA - 1987)

sábado, 22 de maio de 2010

Terceiro Ano
Capítulo 8

A independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista


Objetivos específicos

* Caracterizar as condições responsáveis pelo processo de independência das colônias afro-asiáticas.
* Relacionar os interesses políticos das potências protagonistas da Guerra Fria no processo de independência das colônias afro-asiática.
* Comprovar, com fatos e dados, as explicações referentes ao estudo da independência das colônias afro-asiáticas.
* Analisar as estratégias propostas no contexto do processo de independência da região afro-asiática.
* Analisar as condições históricas responsáveis pela emergência do conflito entre os árabes do território da Palestina e os judeus do Estado de Israel.
* Discutir os princípios propostos pelos povos afro-asiáticos a partir da Conferência de Bandung.
* Discutir o quadro político e econômico da África atual, relacionando-o às diversas deixadas pelo sucular domínio europeu na região.
* Avaliar as realidades decorrentes do processo de descolonização a partir da análise de situações atuis.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Conheça alguns aspectos importantes da Guerra dos Emboabas


Primeiro Ano - Capítulo 4 - Motins, sedições e resistência escrava
A guerra dos Emboadas ocorrida em Minas Gerais
A palavra emboaba, de origem tupi, significava “pinto calçudo”, aquele que usava calçado. Era a alcunha empregada pelos paulistas constituíam um grupo muito peculiar, dotado de uma identidade cultural formada ao longo de dois séculos. Naturais das vilas de São Paulo, orgulhavam-se de ter descoberto as primeiras minas de ouro em ao sertão inóspito, e por essa razão reivindicavam para si o direito de conquista – isto é, a posse e o domínio sobre a região mineradora. Em meio à multidão de forasteiros vindos de todas as partes da América Portuguesa, os paulistas preservavam a identidade de grupo. Falavam a língua geral, de origem indígena, tinha práticas culturais mestiças, como a arte de sobrevivência nos matos, vestiam-se de forma estranha, recusando-se a usar calçados, e mais importante, pautavam-se por um código de valores assentado em ideais de bravura e honra.
Isolados pela Serra do Mar, desligados do circuito da economia açucareira e voltados para o apresamento de índios, os homens da vila de São Paulo e Campo de Piratininga se organizavam em clãs e parentelas, que disputavam entre si a honra e o prestígio social.
Mas não era só isso que fazia dos paulistas um grupo à parte. Desde o início do século XVIII, eles encarnavam a mais formidável máquina de guerra da América portuguesa, acionada nos momentos em que a Coroa necessitava de sertanejos, experientes nas artes de sobrevivência e luta no mato. Adeptos das técnicas de guerrilhas, apreendidas com os índios, sabiam como poucos derrotar inimigos insidiosos como quilombolas de Palmares e bárbaros das Guerras do Açu – grande levante de índios, ocorrido no Nordeste durante a segunda metade do século XVII.

ROMEIRO, Adriana. Uma guerra no sertão. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Ed. Vera Cruz, nº 25, Nov. 2005. P. 71 (fragmento)
5.
a) Defina o "direito de conquista" reivindicado pelos paulistas.
Os paulistas reivindicavam a posse e o domínio da região das minas uma vez que eles a haviam descoberto.
b) Apresente os traços definidores da identidade cultural peculiar dos paulistas.
Os paulistas falavam a língua geral do Brasil, de origem indígena, tinham práticas culturais mestiças, como a arte da sobrevivência nos matos, vestiam-se de forma estranha, recusavam-se a usar calçados e pautavam-se por códigos de valores assentados em iedais de bravura e honra.
c) Em que circunstâncias os paulistas eram requisitados pela Coroa Portuguesa?
Eles eram requisitados pela Coroa no momento em que esta precisava de sertanejos, experientes nas artes de sobrevivência e lutas no mato.
Mouros, cristãos e povos do Oriente


Nesta teleaula você vai testemunhar a importância que tiveram, para a humanidade, os viajantes árabes e mouros. Vai entender como eles espalharam pelo mundo muitas informações da região que hoje chamamos Oriente. E vai se surpreender ao constatar como essas informações acabaram por enriquecer culturas tão distantes, chegando ao nosso Brasil, através de Portugal. Vai, ainda, reconhecer a grande importância e a riqueza das civilizações do Oriente.
Confira a parte final desta teleaula

Origens dos povos indígenas das Américas

Esta teleaula abre a primeira unidade do curso de História, que estudará a história dos povos indígenas da América, do seu encontro com os europeus no século XV, das relações que, a partir daí, se estabeleceram. Vamos conhecer a importância dos povos da África e do oriente na formação de Portugal e a história desses europeus antes de chegarem à América Portuguesa, o futuro Brasil. Entenderemos, também, o que trouxe os portugueses aqui e aprenderemos sobre a formação do Brasil quando ainda era América Portuguesa.



Assista a segunda parte da teleaula nº 2 sobre a História dos povos indígenas da América


Que História é essa?
Este é o tema da primeira teleaula do curso de História.
Você vai aprender qual é o método utilizado pelos historiadores para estudar a História e vai ver ainda como o curso se dividirá em Unidades.
Confira também a segunda parte da teleaula

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Primeiro Ano - Capítulo 4
Motins, sedições e resistência escrava
O tema em foco




2. Leia o texto a seguir.
Quem eram os mascates?
Da expulsão dos holandeses (1654) até o fim do século, muitos portugues imigraram para o Brasil. Alguns vinham morar na colônia a conselho de parentes que já estavam aqui. Outros vieram como comissários volantes, isto é, como comerciantes temporários que, ao fim de várias viagens, resolveram fixar residência no Brasil. Muitos também chegavam como funcionários da Coroa, empregados na cobrança de impostos e em outras funções da administração colonial. Havia ainda, aqueles que se transferiram para cá como militares de tropas pagas pela metrópole.
Aos poucos, essas pessoas foram ocupando posições de destaque na sociedade colonial, sobretudo através do comércio. Muitos desses comerciantes portugueses passaram a financiar a produção açucareira e vender açúcar para a Europa. Outros começaram a trazer produtos de Portugal para revendê-los na Colônia. E outros ainda, passaram a explorar o tráfico de escravos africanos para o Brasil.
3. Em que medida essas novas funções dos comerciantes portugueses foram determinantes para a eclosão da Guerra dos Mascates?


A importância cada vez maior adquirida pelos comerciantes moradores do Recife que desejavam a elevação à condição de Vila. Os olindenses não concordavam com isso pois poderiam perder a condição de centro de poder em Pernambuco. Esse foi um dos principais motivos da eclosão da chamada Guerra dos Mascates.

Primeiro Ano - Capítulo 4


Motins, sedições e resistência escrava




Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversos

Aldeia dos tapuias, Rugendas.

1. Um dos resultados da Revolta de Beckman está representado na imagem acima. Apresente a leitura da imagem, destacando qual foi o resultado da revolta.

A imagem mostra os índios em uma redução (missão) sob a tutela dos padres jesuítas. Após a Revolta de Beckman, os jesuítas que haviam sido expulsos do Maranhão pelos revoltosos retornaram e continuaram fiéis aos seus princípios de não escravização dos indígenas pelos colonos.

Primeiro Ano - Capítulo 4
Motins, sedições e resistência escrava

Guerra dos Emboabas, obra de Carybé.

Problematização do tema

1. Quais as motivações das revoltas que eclodiram na América Portuguesa?

Algumas das revoltas que eclodiram na América Portuguesa estão intimamente ligadaa às políticas metropolitanas adotadas para a colônia. Outras derivaram de interesses específicos dos colonos, tais como disputas de terras, por territórios de mando, enfrentamento de grandes potentados, reações às políticas das câmaras, entre outros motivos.

2. Quais são as interpretações historiográficas acerca das relações entre colônia e metrópole?

Na visão reducionista acreditava-se que que a colônia estava totalmente submissa em relação à metrópole e não possuía vida própria. Essa interpretação dizia que as colônias só faziam responder os interesses econõmicos metropolitanos, essa tese torna difícil explicar a razão da eclosão das revoltas. Uma outra versão revisionista aponta que havia interesses específicos dos colonos em jogo, ou seja, a colônia possuía uma dinâmica interna baseada nas relações de poder, de trabalho e na socialidade entre as populações coloniais, essa perspectiva torna fácil explicar a ocorrência de revoltas. Ainda, há uma outra versão historiográfia que aponta para a existência de uma espécie de convenção entre o Rei de Portugal e seus vassalos na América Portuguesa com o objetivo de manter a paz na colônia, entretanto muitas vezes, essas convenções foram desrespeitadas.

3. Na sua opinião, qual dessas interpretações historiográficas explica melhor a eclosão das revoltas na América Portuguesa?

Resposta pessoal, entretando espera-se que o aluno argumente que a visão revisionista das revoltas coloniais é a que melhor explica a ocorrência das mesmas.

4. Por que não se usa mais opor movimentos de constestação dos movimentos de oposição?

Todas as revoltas coloniais tiveram muitas faces. Elas não foram só de contestação ou só de oposição. É importante estudar os movimentos nas suas especificidades, sem contruir tipologias que engessem a análise de cada um deles.

5. Por que a análise da resistência escrava é diferente daquela feita para as revoltas dos vassalos?

No que se refere à resistência escrava, a análise é bem diferente. Não havia convenções entre o soberano e os cativos que, embora tivessem direitos, muitas vezes eram vítimas de extrema violência de seus senhores. Não obstante seja preciso relativizar a posição de vítima que a historiografia marxista conferiu ao escravo e relevar as negociações e as acomodações entre os cativos e seus senhores, muitos escravos negaram o sistema escravista e procuraram formas de escapar da escravidão ou enfrentá-la de forma violenta.

Primeiro Ano - Capítulo 4
Motins, sedições e resistência escrava


Objetivos específicos

* Conhecer as novas posições historiográficas sobre o tema;

* Analisar as revoltas do norte e nordeste da América Portuguesa;

* Analisar a violência e as revoltas nas regiões mineradoras;

* Caracterizar as principais medidas do Regimento de 1702;

* Conhecer a política tributária das Minas;

* Definir revoltas antifiscais;

* Avaliar as peculiaridades dos paulistas;

* Definir direito de conquista;

* Definir quilombo;

* Definir formas individuais de resistência escrava;

Motins, sedições e resistência escrava

Primeiro Ano

Capítulo 4

Motins, sedições e resistência escrava


Integra esse capítulo, em primeiro lugar, uma análise das resistências dos vassalos a determinadas medidas metropolitanas, como a Revolta de Beckman e a Guerra dos Mascate, no norte da América Portuguesa. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas há duas atividades. A primeira é uma leitura iconográfica na qual se pede que o aluno deduza da imagem que um dos resultados da Revolta de Beckman foi a redução do gentio pelos jesuítas e a segunda uma questão a partir da leitura de um texto sobre quem eram os mascates.

Segue-se a análise da violência e das revoltas nas regiões mineradoras. A Guerra dos Emboabas está intimamente ligada ao ethos paulista e a firme convicção do povo de São Paulo de seu direito de conquista das minas da região da extração do ouro. Na região mineradora, predominaram as revoltas antifiscais, fruto do apetite metropolitano em relação aos tributos. Examina-se, portanto, essa política tributária da Minas de uma voracidade sem precedentes que levou sistematicamente ao levantamento dos povos. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas, apresenta-se um texto sobre fiscalidade na América portuguesa e pede-se atividades sobre a carga tributária e a reforma tributária no presente. A seção O tema em foco trata da tese revisionista de Adriana Romeiro sobre a Guerra dos Emboabas e coloca questão para os aluno a partir do texto apresentado.

Examina-se, também, nesse capítulo, a resistência escrava, que atesta a negação da escravidão por parte do plantel de cativos. A resistência escrava odia tomar diversas formas como os quilombos, as tentativas de revolas, a feitiçaria, os batuques e os tumultos. Todas essas formas são examinadas no capítulo. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas é examinado um fragmento de um texto de Ronaldo Vainfas sobre o Quilombo dos Palmares, que trata das tentativas de negociação dos atores coloniais com os quilombolas. Já na seção O tema em foco, é apresentado um texto de Douglas Cole Libby e Eduardo França Paiva sobre a resistência escrava.

Na seção Construindo habilidades e competências, é tratado o racismo, nas suas ambiguidades. O tema é introduzido por um texto de Lilia Moritz Schwarcz e, a partir dele, são colocadaas questões para os alunos. Contudo, a atividade de fundo é a pesquisa que deve ser feita acerca da presença dos negros em altos cargos no Brasil, com a elaboração de um relatório e debate em sala de aula.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Segundo Ano - Capítulo 4 pp. 59-60

Leia o texto a seguir.
Tela produzida pela Expedição Langsdorff no interior do Brasil.

"Em 1808, abrem-se os portos da colônia portuguesa na América do Sul e, consequentemente, ocorre a derrocada do antigo sistema colonial. Superado o exclusivismo português, inúmeros estrangeiros podem finalmente visitar a desconhecida terra, tão promissora em riquezas naturais. Sérgio Buarque de Holanda refere-se a um "novo descobrimento do Brasil" empreitado por comerciantes, artistas, imigrantes, naturalistas, diplomatas, mercenários, educadores vindos de diferentes regiões do Velho Mundo e dos Estados Unidos.

Trata-se, pois, de um dos aspectos do processo de "internacionalização" pelo qual o Brasil estava passando, chegando a emprestar aos principais centros da ex-colônia, especialmente os portuários, um "caráter cosmopolita". Entre os estrangeiros, a presença dos ingleses é a mais expressiva, em decorrência dos privilégios comerciais que desfrutavam no Brasil, desde o Tratado de 1810. Não é difícil compreender que eles exerceram significativa influência tanto sobre a economia quanto sobre o campo da ideias, estando, nesse momento, entre os primeiros a lançar publicações sobre o Brasil no Velho Mundo. Apesar do predomínio inglês, que se estende ao longo do século, outras nacionalidades voltaram seus interesses ao país e deixaram igualmente importantes registros de suas viagens ou estadias em forma de releto, compêndio, estatística, epístola, conferência, diário e material iconográfico, contribuindo para a produção de imagens sobre o país e para a sua inserção no concerto das nações europeias (...)

Em suma, nos escritos desses forasteiros estão sendo avaliados as potencialidades econômicas, sociais e naturais do país. Em jogo estão a conquista, a ampliação e a manutenção de novos mercados e coleta de amostras da natureza. Daí uma das razões da variedade temática que caracteriza a literatura de viagem. De comerciantes, aventureiros, diplomatas, artistas a mercenários, todos estudavam, com maior ou menor afinco, a fauna e a flora, os recursos naturais; observavam a vida social, tanto rural quanto urbana; investigavam as relações de trabalho, de produção, a economia e as questões escravistas e indígenas. E, dependendo dos objetivos da viagem, a ênfase nos assuntos é diferente. É evidente que os naturalistas, particularmente, aprofundaram os temas da história natural: botânica, zoologia, geografia, mineralogia, paleontologia, astronomia, meteorologia (...). "


LISBOA, Karen Macknow. Olhares estrangeiros sobre o Brasil do século XIX. IN: MOTA, Carlos Guilherme, org. Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Senac, 2000. p. 267-9 (Fragmento).


2. b) Relacione a presença dos viajantes com a inserção do Brasil no concerto das nações europeias no século XIX.

Foram os viajantes que apresentaram o Brasil à Europa, no que se refere à sua população, hábitos, costumes e tradições, e ainda as riquezas naturais e as potencialidades da fauna e da flora. A partir daí, as nações europeias voltam as suas atenções para o que mais lhes interessava no Brasil.
Segundo Ano

Capítulo 4
O tema em foco

Observe a tela "Autorretrato em aquarela, numa estalagem, 1816", de Jean-Baptiste Debret.

2. a) A partir da pintura faça uma leitura da visão do artista acerca da sociedade imperial. Identifique elementos que podem ser relacionados aos argumentos que você pretende defender.
O exercício de se fazer uma leitura iconográfica é bastante subjetivo, contudo alguns elementos podem ser apontados, por exemplo, repare no escravo ao fundo da tela, demonstra que se trata de uma sociedade escravista, o mobiliário é bastante escasso denotando a falta de conforto nessa estalagem, a religiosidade é outro traço marcante presente na obra, o santo na pilastra confirma essa tese.
Segundo Ano

Capítulo 4



Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas


Leia o texto.

É difícil saber se a "missão artística" foi um plano estratégico da Corte de D. João ou uma espécie de afastamento compulsório de artista ligados a Napoleão. Parece ter existido uma convergência de interesses. De um lado, artistas formados pela Academia francesa inesperadamente desempregados.

De outro, uma monarquia estacionada na América e carente de representação oficial. Foi a partir da conjucação dessas situações que surgiu aquela que é hoje conhecida como a "Missão Francesa de 1816".

A versão oficial sustenta que em 1815 o governo encarregou D. Pedro José Joaquim Vito de Menezes Coutinho (c. 1775-1823) o marquês de Marialva, embaixador extraordinário de Portugal na França, de contratar diversos artistas reconhecidos em seu meio, a fim de criar uma escola para a formação artística e de trabalhadores industriais. Mas por que a Corte selecionaria justamente os franceses, ainda mais os ligados a Napoleão, responsável direto pela tranferência da família real para o Brasil? Mesmo que as relações entre os dois países fossem oficialmente amigáveis desde 1814, havaia no mercado artistas italianos, paisagistas holandeses, retratistas ingleses e pintores portugueses e nacionais à disposição. Com certeza, trariam menos embaraços políticos.

Além do mais, o marquês de Marialva mal teve tempo de se inteirar do tema, uma vez que deixou o cargo em 1815, sendo substituído por Francisco José Maria de Brito. Sabe-se qua o novo ministro trocou intensa correspondência com Joachim Lebreton (1760-1819), administrador das obras de arte no Museu do Louvre e secretário perpétuo da Classe de Belas-Artes do Instituto de França. A iniciativa de formar um grupo de artistas para servir à Corte portuguesa pode ter sido toda do influente Lebreton, e não do Estado português.

De onde veio, então, a teoria de uma "missão" convocada por D. João? Começou com um membro do grupo, Jean-Baptiste Debret, que no terceiro volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil se refere a um "convite". A versão virariam tese quando Araújo Porto Alegre, discípulo dileto de Debret, sustentou a interpretação do mestre. Em diversos textos mencionou a "colônia artística", inspirando outras análises consagradas, como o artigo de Araújo Viana "Das artes plásticas no Brasil em geral e na cidade do Rio de Janeiro em particular" (1915).

Mas o grupo ainda não era definido como uma "missão". Foi Afonso Taunay quem adotou a expressão em seu longo artigo "A Missão Artística de 1816", na edição de 1912 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Bisneto de Nicolas Taunay, o historiador afirma que "a colônia americana vivia abandonada, esquecida e ignorada pelo mundo culto", e só contava com pintores e escultores "medíocres". A vinda dos pintores franceses tiraria "a colônia da modorra secular". Em 1916, o próprio IHGB promoveria uma série de comemorações por conta do centenário da chegada do grupo. Juntava-se o prestígio da família Taunay com a tradição do IHGB, e a "colônia de artistas" passou a ser entendida como uma "missão". Tal interpretação receberia estatuto de verdade com a publicação do ensaio de Taunay em livro, em 1956.


SCHWARCZ, Lília. Eram os franceses mercenários? Revista de História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, nº 36, set. 2008.

1. A historiografia tem afirmado que a "Missão Francesa" veio para o Brasil contratada por D. João. Hoje, essa tese é discutida.

a) Apresente quais eram as razõe para que D. João não contratasse ou convidasse artistas franceses para vir ao Brasil.

Com tantos artistas no mercado - italianos, holandeses, ingleses, portugueses - era inexplicável que D. João fosse convidar ou contratar logo franceses, próximos de Napoleão, responsável direto pela transferência da família real para o Brasil.

b) Explique de onde veio a ideia de uma "missão" convocada por D. João.

Essa ideia começou com Debret que se referiu a um "convite" no 3º volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. A versão virou tese, quando seu discípulo Araújo Porto Alegre, sustentou a interpretação do mestre, inspirando outras análises consagradas como a de Araújo Viana.

Segundo Ano


Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


D. João e sua esposa Carlota Joaquina
Problematização do tema

1. Por que a cidade do Rio de Janeiro não estava preparada para receber a Corte Portuguesa, em 1808?
O Rio de Janeiro naquela época era ainda um centro urbano com características coloniais, assim como a maioria das cidades brasileiras, com ruelas estreitas, frequentadas por negros de ganho, muita sujeira e pouco conforto para os que para lá se dirigiam e para os que lá viviam.

2. Como se deu a acolhida dos nobres da comitiva de D. João?
D. João e sua família se intalaram na Casa dos Governadores. Os nobres foram instalados no prédio da Cadeia e no Convento do Carmo. Entretanto, esses prédios eram claramente insuficientes pra abrigar toda a comitiva de D. João que, então, ordenou que as melhores residências da cidade fossem desapropriadas para acolher os portugueses.

3. Quais as mudanças mais marcantes puderam ser observadas na região Sudeste?
A presença da Corte contribuiu para a difusão de hábitos mais sofisticados entre os da elite da cidade, ainda que esses novos hábitos convivessem com a pobreza, a desordem e a crimanilidade. As cidades cresceram e se modernizaram, os progressos urbanos se avolumaram, tais como os bondes, iluminação à gás, praças, chafarizes, hotéis, teatros, bibliotecas, confeitarias, lojas em estilo parisiense, etc.

4. Qual a importância do desenvolvimento das ferrovias?
As ferrovias diminuiram as distâncias e aumentaram a circulação de mercadorias e ideias.

5. Em que medida a estrutura populacional se tornava mais complexa no Brasil?
Nas cidades a população se diversificava: negros libertos, homens livres pobres, imigrantes, proprietários rurais e empresários de ramos variados.

terça-feira, 18 de maio de 2010



Segundo Ano


Capítulo 4


Sociedade, cotidiano e cultura no Brasil Imperial



Objetivos específicos

* Conhecer as condições do Rio de Janeiro na conjuntura da chegada da Corte portuguesa nessa cidade.

* Analisar as mudanças culturais no Brasil após a chegada da Corte portuguesa no país.

* Definir Missão Francesa.

* Avaliar o desenvolvimento da imprensa no Brasil.

* Identificar estilos literários importados da Europa no século XIX.

* Diferenciar os gostos culturais das elites letradas daqueles das classes populares.

* Avaliar as mudanças ocorridas na transformação do entrudo no carnaval.

* Analisar as permanências e mudanças no processo de urbanização e no cotidiano das cidades do Brasil imperial.

* Analisar transgressões cometidas no Brasil imperial, principalmente a capoeira e os jogos de azar.

Segundo Ano
Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


Este capítulo apresenta as mudanças e permanências na sociedade, cultura e no cotidiano brasileiro, sobretudo no Rio de Janeiro, após a instalação da Corte Portuguesa, em 1808. Nessa medida, aborda as características da cidade do Rio de Janeiro antes da chegada da Corte; o cotidiano dessa cidade com a presença de D. João VI; as mudanças culturais com a importação de estilos literários, criação da imprensa, desenvolvimento do teatro, da música erudita e dos ritmos populares. Analisa-se, ainda no capítulo, o processo de urbanização do Brasil imperial, destacando-se também, as permanências coloniais das cidades do país.

O capítulo trata ainda, da desordem na corte, enfatizando os capoeiras, que amedrontaram a população carioca durante décadas e os jogos de azar, realizados nos chamados public houses , lugar da prostituição, da vadiagem, da desordem, combatida de forma tenaz pelas autoridades policiais da capital do império.

As atividades, além de buscar desenvolver habilidades cognitivas mais sofisticadas, tratam também de introduzir novas teses como. por exemplo, na seção "Análise e interpretação", relativa oa subtítulo "Mudanças culturais após a chegada da Corte Portuguesa", que examina a inovadora questão de que a Missão Artística Francesa não foi trazida ao Brasil por D. João. Nesse mesmo subtítulo, pede-se, na seção "O tema em foco", uma análise iconográfica do auto-retrato de Debret e solicita-se a leitura de um texto sobre os viajantes, que vieram para o Brasil após a chegada da Corte. Pede-se, ainda, a leitura de um texto de Luiz Felipe de Alencastro sobre a música no Império, onde predominou os ritmos afro-brasileiros.

No subtítulo "O desenvolvimento da urbanização", tratou-se, na seção "Análise e interpretação", das permanências coloniais nas cidades brasileiras, além da apresentação de quadros com números da população brasileira para serem analisados pelos alunos. Essas atividades acessam habilidades cognitivas operacionais, fugindo da mera evocação. Na seção "O tema em foco", um texto de Mário Maestri analisa os aspectos da urbanização e da arquitetura do Império, com ênfase nas mudanças nos conjuntos arquitetônicos.

No subtítulo "A desordem na Corte", trata-se de examinar, na seção Análise e interpretação, o verbete "capoeira". A seção "O tema em foco" aborda o jogo, outra forma de contravenção no Império, praticado nas chamadas public houses onde se generalizava a prostituição e o crime.

Na seção "Construindo habilidades e competências", apresenta-se um texto sobre o "marginal" da cidade do Rio de Janeiro, morador dos morros, que foi cantado em prosa e verso naquela época. Pede-se ao aluno que compare os malandros daquela época com os traficantes de hoje, também cantados pelo hip hop. Analisadas as músicas de ambas as épocas, os alunos deverão debater, em sala de aula, as mudanças no conceito de marginalidade.

Fonte: Rede Pitágoras - ANASTÁCIA, Carla Maria Junho, História: ensino médio, 2º ano, livro 1. 1ª ed. - Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010. (Manual do Professor, pp. 29-30)


A Diplomacia Brasileira e a questão Nuclear do Irã

Pio Penna Filho*

A diplomacia brasileira está comemorando o acordo envolvendo o polêmico programa nuclear iraniano. Como amplamente noticiado, Brasil e Turquia conseguiram o que parecia impossível, ou seja, fazer com que o Irã aceite enriquecer o seu urânio nos países credenciados pela Agência Internacional de Energia Atômica, abrindo mão da plena autonomia do seu programa de enriquecimento.
Mas mesmo esse acordo parece insuficiente para aplacar a ira do “Ocidente” contra o Irã. Poucas horas após a divulgação do acordo entre as autoridades dos três países envolvidos, os céticos ocidentais já estavam com o discurso pronto para acusar Teerã de buscar tão somente ganhar tempo com essa iniciativa, como se o esforço e a participação brasileira e turca fossem dignas de desconfiança. O fato é que as mais graduadas autoridades norte-americanas e os seus subordinados tradicionais não querem admitir sequer a possibilidade de que o Irã pode tratar com responsabilidade o seu programa nuclear.
Chama atenção do fato de que quase ninguém questiona o fato de que tropas norte-americanas estão estacionadas em dois países que fazem fronteira com o Irã (no Iraque e no Afeganistão). Afinal de contas, quem está ameaçando quem? Os norte-americanos, que estão com suas tropas circundando o Irã, ou o incipiente programa nuclear iraniano? O Irã, é preciso dizer, é um dos poucos países do mundo que não aceita a hegemonia norte-americana global e, muito menos, no contexto do Oriente Próximo.
O fato de o Brasil ter disponibilizado a sua diplomacia para buscar uma solução pacífica e negociada com os iranianos é um verdadeiro contraste com a política deliberadamente agressiva e pouco construtiva que os Estados Unidos desempenham naquela região.
É notório que as barbaridades cometidas por Israel, por exemplo, contra os palestinos, só acontecem na escala que o mundo assiste por conta do apoio que o governo israelense recebe dos Estados Unidos. Se os norte-americanos estivessem, de fato, comprometidos com a paz, como querem fazer crer as suas suspeitas autoridades, eles deveriam começar por quem de fato é uma ameaça real e concreta para a estabilidade regional.
Outro ponto importante é observar que o Brasil não tem nada a perder colocando os seus bons ofícios a serviço da paz mundial. A diplomacia brasileira agiu com lisura em todo esse processo e sua atitude não busca apenas projetar a imagem do país no contexto internacional. No fundo, há também uma preocupação, mesmo que não explicitada, com as imperfeições do sistema internacional e as injustiças derivadas da estrutura de poder mundial. Quem pode garantir que daqui alguns anos não será a nossa vez de enfrentar os tradicionais “donos do mundo” e sua sede infinita de poder?
Enfim, mesmo que o ceticismo das potências ocidentais prevaleça sobre o arranjo conseguido pelo Brasil e pela Turquia com relação ao programa nuclear iraniano e que os Estados Unidos consigam impor suas almejadas sanções contra o Irã, pelo menos agora ficará mais evidente de onde parte a boa vontade e de onde parte o desejo de vingança e do exercício desmedido do poder.
Guerra Fria é resultado do fim da Segunda Guerra Mundial
Estados Unidos e União Soviética disputam hegemonia mundial.
Confira a aula de história em vídeo.
O professor Igor Vieira, do cursinho pH, explica as principais características da Guerra Fria, que durou de 1947 a 1991.
Essa guerra foi o sistema geopolítico do imediato pós-Segunda Guerra Mundial. O assunto é relevante porque se conecta com outros assuntos do vestibular, como a descolonização afro-asiática.
A lógica era simples, um mundo bipolar dividido entre duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética.
De um lado, os Estados Unidos defendiam o modelo de organização capitalista. Do outro, a União Soviética pretendia impor ao mundo o sistema socialista de organização.
Dentro dessa lógica, há uma grande disputa pela hegemonia mundial. Os dois querem controlar o planeta.
Veja a aula completa em vídeo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entenda os primeiros contatos entre europeus e os povos nativos do continente americano entre o final do século XV e o início do século XVI
Nesta teleaula você conhecerá a história da chegada dos europeus na terra que, depois, foi chamada de América. Além disso, aprenderá que lá existiam civilizações desenvolvidas e ouvirá um pouco das dificuldades que os antigos navegantes tinham que enfrentar quando saíam com suas caravelas no mar.
Confira a segunda parte da teleaula sobre a chegada dos europeus no Novo Mundo e a colonização do continente no video abaixo
CRÔNICA

Crônicas da vida alheia


Odair de Morais

Especial para o Diário de Cuiabá


Tempos atrás escrevi duas ou três croniquetas inspiradas em fatos que tinham sido protagonizados por conhecidos meus. Estou me especializando em matéria de vida alheia. Não que isso evidencie certa preferência por determinados assuntos ou uma vocação para fofoqueiro, como me escreve uma curiosa leitora, investigadora e estudante de Letras. Não é nada disso, boneca. Lá pelas tantas ela me pergunta ainda se eu realmente precisava me valer de tal expediente. Conforme avalia, tudo não passa de um recurso linguístico utilizado para contar mais uma historia “até engraçadinha”, na opinião dela. Fernando Sabino certa vez escreveu que para se tornar escritor é preciso estar decidido a contar mentiras. Deve ter sido o Sabino. Mas, se não foi, não faz a menor diferença. Tenho um amigo que me esculacha veementemente quando faço uma citação. Qualé?, ele me diz: Vai ficar tirando uma de intelectual agora? E está cheio de razão. Bobeira a gente querer agradar os críticos sem, primeiramente, pensar no leitor. O lance é dar risada, minha senhora, e gozar a vida. Tanto que, por causa daqueles textos que despretensiosamente narravam as peripécias de meus conhecidos, alguns chegados meus começaram a me parar na rua (ou mesmo me telefonar) para perguntar se o que haviam lido de fato se confirmava. Alguns, inclusive, chegaram a me contar suas histórias. E até quiseram vê-las aqui publicadas. Manoel, por exemplo, me abordou às vésperas do jogo decisivo entre Corinthians e Flamengo pela Libertadores: “Viu o que a torcida do Flamengo aprontou com o Ronaldo no Maracanã? Contratou vinte travestis, os quais chamaram de ronaldetes, pra recepcionar e desestabilizar o Fenômeno em campo. Imagina vinte travestis te enchendo o saco e gritando o seu nome.
Não sou homofóbico, cara, mas uma vez, saindo da faculdade, saca só o que aconteceu. Eu tava aguardando o ônibus, 11h da noite, quando dois gays apareceram. Sabe-se lá de onde. Aproximaram de mim e puxaram conversa. Perguntaram coisas triviais como: Tal ônibus já passou? Que ônibus cê tá esperando? Opa!, estranhei. Será que demora? Disseram que eram cabeleireiros. Até me deram um cartão, que, segundo eles, valia um corte “completamente de graça”. Meu, os caras já estavam incomodando... Cada vez mais invasivos, tocavam meu ombro como se eu tivesse dado confiança. Eu não tava gostando daquilo, mas fazer o que? Não sou de briga. Quando o ônibus se aproximou, fiz sinal para que o motorista parasse. Assim que entrei, os caras também subiram. Falavam alto, gesticulavam excessivamente e faziam alvoroço. Na hora em que iam passando a roleta, fingi que ia tirar uma dúvida com o motorista e desci imediatamente. Pensa que me livrei dos caras? Na mesma hora em que me viram fora do ônibus, os dois se puseram a gritar: Para, motorista. Pelo amor de Deus. Motorista, para. Nossa colega ficou! Pra quê? O ônibus entrou em polvorosa: todo mundo correu pra janela na intenção de ver o que tava acontecendo.” Este meu amigo costuma dizer que tem Manoel que não é mané, mas tem Odair (é só um exemplo) que é. No dia em que isso ocorreu, no entanto, ele afirma que se sentiu constrangido, um verdadeiro mané. Se tivesse denunciado, o inusitado logo se constataria. Os papéis de agressor e vítima (algo raro) estavam invertidos. Um caso fabuloso pra justiça brasileira: o lobo em pele de ovelha – longe de qualquer maledicência ou atitude politicamente incorreta.


*Odair de Morais é escritor e colabora com o DC Ilustrado

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Entenda como ocorreu o processo de descolonização afro-asiática
Independência nessas regiões se intensificou após a 2ª Guerra Mundial.Confira a aula de história em vídeo.
O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, explica o processo de independência das colônias européias na África e na Ásia.
A luta pela independência nessas regiões se intensificou logo após a Segunda Guerra Mundial.
A crise das potências colonialistas, que entraram em franca decadência após a guerra, é uma das principais razões da descolonização. Essa queda abriu espaço para a luta pela autonomia nacional nas colônias.
Outro motivo é que a nova lógica dos pós-guerra, que é a lógica da Guerra Fria, é marcada pela luta por áreas de influência. Estados Unidos e União Soviética passam a estimular a descolonização afro-asiática, buscando ampliar seus domínios.
Além disso, há o desenvolvimento do sentimento nacionalista nas colônias. Os três tipos de descolonização são: pacífico, como ocorreu na Índia; violento, como é o caso da Indochina e tardio, como ocorreu no território de Angola.
Confira a aula completa em vídeo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As grandes navegações
Nesta teleaula você aprenderá que Portugal soube aproveitar sua posição geográfica privilegiada para estabelecer uma nova rota de comércio até as Índias, pelo Oceano Atlântico. Além disso, verá que, para se aventurar no mar, era preciso conhecer e dominar as técnicas de navegação e que o dinheiro para se fazer isso dependia do poder do rei.
Saiba mais sobre a expansao maritima europeia
Os Tempos Modernos e o Renascimento



Nesta teleaula você aprenderá que nos dois últimos séculos da idade média, começaram a aparecer os sinais dos novos tempos, que revolucionariam a vida da humanidade a partir do século XV. Além disso, verá como os chamados descobrimentos ampliaram os espaços geográficos dos europeus, e você vai entender como todas estas transformações que marcaram o início dos tempos modernos, tem muito a ver com a situação do mundo de hoje.

terça-feira, 11 de maio de 2010

África do Sul: o país da Copa

Pio Penna Filho*

A África do Sul será a sede da Copa do mundo de futebol de 2010. No país, que possui a economia mais avançada do continente africano, as expectativas são grandes. A Copa tem um significado muito especial para os sul-africanos, sobretudo para os negros, que elegeram o futebol como um dos seus esportes preferidos. Depois de passar pela terrível experiência do apartheid os sul-africanos estão agora eufóricos e ansiosos para mostrar ao mundo um pouco da sua riqueza cultural e do seu belo país.
A maior parte das pessoas que passa pela África do Sul fica impressionada com as belas paisagens do país e com a diversidade étnica e cultural do seu povo. Mesmo tendo sofrido as agruras e o barbarismo da discriminação racial imposta pela minoria branca, a maioria dos sul-africanos demonstra uma grande vivacidade e otimismo com o futuro do país. Há algo de alegre e contagiante no povo da África que também está presente entre os sul-africanos.
A diversidade cultural é um traço marcante da África do Sul. Existem onze línguas predominantes e os vários grupos étnicos que juntos formam a população do país vivem em harmonia. Embora existam territórios com predominância étnica, há também muitos grupos vivendo em espaços próximos ou comuns, incluindo os brancos. Isso geralmente se dá em grandes cidades, como em Joanesburgo e na Cidade do Cabo.

A economia sul-africana é bem diversificada e possui uma importante base industrial. O produto interno bruto do país é, de longe, o mais elevado do continente. Hoje, situa-se em torno de 470 bilhões de dólares, sendo a renda per capita estimada em pouco mais de 10 mil dólares. O dinamismo econômico faz da África do Sul um Estado estratégico para toda a região austral do continente africano, uma vez que ajuda a estimular a economia regional.
Mas nem tudo no país da Copa vai bem. Existem muitos problemas sociais e o governo encontra enormes dificuldades para conseguir implementar políticas de inclusão social. É fato que a pressão social é muito grande, em parte porque há uma demanda reprimida que vem dos tempos da segregação racial (apartheid), quando a maior parte da população estava excluída ou semi-excluída das políticas públicas. O panorama atual pode ser resumido da seguinte forma: apesar de existir vontade política para promover mudanças e dar atenção especial à população historicamente marginalizada (principalmente os negros), faltam recursos para atender a uma demanda tão grande. O resultado é que, por vezes, a insatisfação popular se exacerba.
Mas mesmo com todos os seus problemas a África do Sul segue adiante. Não gostaria, nesse breve artigo, de replicar apenas as mazelas e os problemas sociais que o país enfrenta. Penso que o mais importante agora é olhar com otimismo todo o significado que o esporte e, em especial, o futebol, tem para a população sul-africana que, carinhosamente, chama o seu selecionado de “Bafana Bafana”, o que em português poderia ser traduzido como “garotos”.
Aqueles que terão oportunidade de conhecer o país da Copa certamente voltarão da África com outra visão do país e do continente, uma vez que é praticamente impossível não admirar sua diversidade cultural, suas belezas naturais e, sobretudo, o jeito de ser otimista e alegre do africano.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq.
Rumo à época moderna
Nesta teleaula você aprenderá que o período conhecido como Idade Moderna foi uma época de grandes transformações na Europa. Além disso, verá que o Renascimento foi um movimento de renovação no campo das idéias, nas artes e na cultura e que o aumento da circulação de moeda e os lucros do comércio fizeram com que a Europa tivesse um enorme crescimento econômico.
O Sacro-Império Romano-Germânico e o cristianismo feudal



Nesta teleaula você conhecerá o feudalismo. Entenderá porque, durante esse modo de organização social, a Europa perdeu a noção de Estado, se dividindo em muitos reinos. Além disso, aprenderá que na Idade Média a Igreja Católica era o maior poder organizado que existia e que as Cruzadas foram expedições militares organizadas pelos papas para conquistar a Terra Santa: a Palestina.
O Sacro-Império Romano-Germânico e o cristianismo
Saiba mais sobre as invasões Holandesas no Brasil
Reportagem especial do programa Humanidades, com Ricardo Carvalho falando sobre as Invasões Holandesas no Brasil. Esse programa teve a participação do Professor Yomar Seixas.
Saiba mais sobre a importância histórica da cidade de Salvador, a primeira capital do Brasil


Nesta teleaula, o professor de História, Ricardo Carvalho analisa os principais aspectos da cidade de Salvador e sua importância fundamental na administração colonial da América Portuguesa. É analisada ainda a posição geográfica estratégica da sede administrativa da colônia e a chegada de seu fundador, Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil. Aborda-se também a polêmica acerca da data oficial da fundação da cidade e a história do personagem histórico, Caramuru, a primeira versão da integração racial do país, sendo inclusive o primeiro sesmeiro da Bahia. A Bahia de Todos os Santos sempre teve uma importância histórica dentro do mercantilismo português na América.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A África antes do século XV
Nesta teleaula você constará que nem sempre as imagens que chegam até nós falando da África refletem a complexidade e a riqueza da sua História. Aprenderá que este continente é considerado o berço da humanidade, pois, ali, os primeiros humanos começaram a migrar e povoar a Terra. Além disso, verá que a África produziu povos e civilizações de grande importância cultural e econômica que marcaram a Antiguidade, como o Egito, o reino de Kush e a cidade de Cartago.


Caracteristicas das sociedades que habitavam o continente africano antes da chegada dos colonizadores europeus

Nesta teleaula você conhecerá a origem das múltiplas línguas do continente africano e suas influências inclusive na América Portuguesa. Aprenderá aspectos da migração banta pela África, bem como a influência da religião muçulmana nesta região.

domingo, 9 de maio de 2010

A Civilização Muçulmana
Nesta teleaula você verá como o império muçulmano começou sua expansão na Península Arábica, onde a religião do Islã foi revelada ao profeta Maomé. Além disso, aprenderá que este império se dividia em três califados.
Saiba um pouco mais sobre a expansão do islamismo na Idade Média
Saiba mais sobre o Império Bizantino


Nesta teleaula você verá como Constantinopla conseguiu manter o império romano no Oriente e como Carlos Magno formou seu império na Europa. Além disso, você saberá como ficou este continente depois da queda do império romano no ocidente.
Veja as principais características do Reino Franco, também conhecido como Império Carolíngio
O coronelismo no interior do Brasil

O professor de História do CNDL, Edenilson Morais faz um breve comentário sobre o fenômeno do Coronelismo nas primeiras décadas da República brasileira. Nas primeiras décadas da República em Mato Grosso, ocorreram intensas disputas políticas, tendo como marca o fenômeno do coronelismo. A violência utilizada nas lutas políticas regionais será marca indelével da política das oligarquias e dos coronéis, em quase todos os estados brasileiros.
Tardes morenas de Mato Grosso




Liu e Léu
Tardes morenas de Mato Grosso
Composição: Goiá
Com a rainha do meu destino fui conhecer o jardim de Alá
Onde nas flores nas madrugadas ainda canta o sabiá
Tardes morenas de Mato Grosso a paz do mundo achei por lá
Árvores lindas e bem cuidadas
Soltando flores amareladas sobre as calçadas de Cuiabá
Domingo triste da despedida chora a viola lá do "Crispim"
Deixei o Mato Grosso querido mas pela Deusa chorando eu vim
Eu fiz pra ela um simples verso, o universo sorriu pra mim
Minha viola brilhou nos campos
Devido aos bandos de pirilampos nos verdes campos de lá Coxim
A novo aurora tão radiosa aconteceu e segui além
Em Campo Grande passei pensando porque será que quero outro alguém
Mais um amor assim repentino as vezes vale por mais de cem
Tratei do modo tão caprichoso
Aquele lindo rosto charmoso, olhar manhoso de quem quer bem
Adeus rainha matogrossense não sei se foi meu bem ou meu mal
Só sei que nunca na minha vida eu conheci outro amor igual
Adeus gatinha tão carinhosa estatua viva escultural
Adeus menina de fala franca
Que tem a graça pureza e panca da garça branca do pantanal!

sábado, 8 de maio de 2010

A música caipira nas aulas de História



Chora Viola
Tião Carreiro e Pardinho
Composição: Lourival dos Santos / Tião Carreiro

Eu não caio do cavalo nem do burro e nem do galho
Ganho dinheiro cantando a viola é meu trabalho
No lugar onde tem seca, eu de sede lá não caio
Levanto de madrugada e bebo o pingo de orvalho
Chora Viola

Não Como gato por lebre , não compro cipó por laço
Eu não durmo de botina não dou beijos sem abraço
Fiz um ponto lá na mata caprichei e dei um nó
Meus amigos eu ajudo, inimigo eu tenho dó
Chora Viola

A Lua é dona da noite o sol é dono do dia
Admiro as mulheres que gostam de cantorias
Mato a onça e bebo o sangue, furo a terra e tiro o ouro
Quem sabe aguentar saudade não aguenta desaforo
Chora Viola

Eu ando de pé no chão piso por cima da brasa
Quem não gosta de viola que não ponha o pé lá em casa
A viola está tinindo, o cantador tá de pé
Quem não gosta de viola, brasileiro bom não é
Chora Viola
A música caipira nas aulas de História



Tião Carreiro e Pardinho
Pagode em Brasília

Quem tem mulher que namora
quem tem burro impacador
quem tem a roça no mato me chame que jeito eu dou
eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
e o burro impacador eu corto ele de espora
e a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora

Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
tem muita sogra increnqueira e tem violeiro embruião
pro prisioneiro inocente eu arranjo adevogado
e a sogra increnqueira eu dou de laço dobrado
e os violeiro embruião com meus versos estão quebrado

Bahia deu Rui Barbosa
Rio Grande deu Getúlio
Em minas deu Juscelino
de São Paulo eu me orgulho
baiano não nasce burro e gaucho é o rei das cochilhas
Paulista ninguém contesta é um brasileiro que brilha
Quero ver cabra de peito pra fazer outra Brasília

No Estado de Goiás meu pagode está mandando
No Bazar do Vardomiro em Brasília é o soberano
No repique da viola balancei o chão goiano
Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano
Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Poesia Romântica

Eu te amo



Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Como a onda irresoluta
Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Você é a onda, eu a ilha nua
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu concordo
Eu te amo
Eu te amo
Oh sim eu te amo
E eu mais ainda
Oh, meu amor ...
Como a onda irresoluta
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu me seguro
Eu te amo
E eu mais ainda
Eu te amo
E eu mais ainda
Segure-me
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meus rins
Você vai e você vem
Entre meus rins
Não! agora!
Venha!
Saiba mais sobre a decadência do Império Romano

Aula sobre a queda do império romano com o Professor Henrique Carballal.