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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Terceiro Ano Capítulo 6 -
A independência das colônias afro-asiáticas

página 170
Assembleia dos países participantes da Conferência de Bandung (1955), na Indonésia.
Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

1. Leia o texto a seguir.
"A Assembleia do Terceiro Mundo elaborou um documento em que condenava o colonialismo, a discriminação racial e a corrida armamentista. No parágrafo 62 da declaração final, pedia 'a abstenção de toda a participação em acordos de defesa coletiva que sirvam aos interesses de uma grande potência'. Num mundo dividido pela guerra fria, os povos da Ásia e da África proclamaram sua neutralidade, sua equidistância entre os sistemas sociais que se mostravam antagônicos e a vontade de manter-se afastados de controvérsias alheias a seus interesses (...) . Os povos que agora conquistaram sua liberdade sabem que existe um neocolonialismo que o mundo desenvolvido exerce atraves de seus interesses econômicos. Já não basta a independência política. O direito de poder dispor dos recursos econômicos é mais importante que o uso de um hino ou de uma bandeira."
PERNAUL, José. História Mundial desde 1939, Rio de Janeiro: Salvat, 1979, p. 127. (fragmento)

a) Identifique as situações condenadas pela Assembleia do Terceiro Mundo.
Condenava o colonialismo, a discriminação racial e a corrida armamentista.

b) De que maneira a Assembleia do Terceiro Mundo justificava a 'política de não alinhamento'.
Proclamavam sua neutralidade em relação ao antagonismo da guerra fria, controvérsias alheias aos seus interesses.

domingo, 23 de maio de 2010

Terceiro Ano
Capítulo 6

A independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista

Crianças fogem dos bombardeios promovidos pelos norte-americanos contra os guerrilheiros vietcongs.

O líder Mahatma Gandhi, defensor da resistência pacífica durante o processo de independência da Índia

Problematização do tema


1. Que fatores estão associados ao processo de independência das colônias afro-asiáticas?
O enfraquecimento das metrópoles europeias após a II Guerra Mundial, o apoio decisivo da ONU na legitimação dos novos países, a geopolítica da Guerra Fria e o crescimento do sentimento nacionalista nas colônias.

2. Através de quais estratégias os povos afro-asiáticos asseguravam a independência de seus respectivos territórios?
As estratégicas dos povos afro-asiáticos na luta pela independência ocorreram através de acordos diplomáticos, como o caso da Índia, e através de movimentos militarizados, à exemplo da Indochina.
3. O que permitiu a incorporação das regiões do Oriente Médio ao domínio europeu?
Historicamente, a região do Oriente Médio era parte integrante do Antigo Império Turco Otomano. Durante a I Guerra Mundial, o Império Turco aliou-se ao II Reich alemão e ao Império Austro-Húngaro, na luta contra a Tríplice Entente. Derrotado na guerra, o império turco foi fragmentado em áreas de influência britânicas e francesas, que se estabeleceram no Oriente Médio atraídos pelo rico potencial petrolífero.
4. De que maneira os conflitos dessa região impactam nas relações políticas internacionais?
Devido à importância estratégica que a região do Oriente Médio possui em virtude de suas ricas jazidas petrolíferas.




Terceiro Ano
Capítulo 6

A independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista


Este capítulo tem como tema central o processo de independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialistas. Na primeira seção do capítulo, 'Problematização do tema', como elemento presente motivador, são apresentadas imagens relacionadas às estratégias de luta desenvolvidas pelas colônias afro-asáticas, como forma de estimular a atitude crítica e investigativa do aluno em relaçao à abordagem do tema.

Observe na apresentação das imagens a distinção das respectivas estratégias, estabelecendo um paralelo entre a luta armada travada na guerra de unificação do Vietnã e o processo de resistência pacífica desenvolvido por Gandhi para a independência da Índia.

No subtítulo "Raízes do processo: Do sentimento nacionalista à Conferência de Bandung" percebemos o sentimento nacionalista como elemento deflagrador do processo, enquando resposta política ao secular domínio e exploração das potências europeias sobre os povos do continente.

Fundamental nesse processo foi o posicionamento da ONU em favor do princípio da 'autodeterminação dos povos' e os interesses das potências protagonistas da Guerra Fria, que percebiam nesse contexto, a possibilidade de ampliação de suas respectivas áreas de influência.

Adquire grande importância a Conferência de Bandung (1955), enfocada por meio do texto de José Pernaul a política de 'não-alinhamento', defendida pelos povos afro-asiáticos em relação à conjuntura deflagrada pela Guerra Fria.

A luta contra o domínio estrangeiro foi conduzida por setores da elite colonial, que inspirada no sentimento nacionalista chamaram para si o comando do processo separatista. Não obstante, a vitória dos movimentos separatistas, e os novos dirigentes não conseguiram alterar alterar a infraestrutura herdada do período colonial e nem tampouco o quadro de dependência econômica que os uniam anteriormente às antigas metrópoles.

Nesse sentido, aprofunda-se a abordagem por meio da análise e da reflexão sobre o texto de Letícia Bicalho Canedo, que adverte para o viés neocolonialista remanescente nas relações entre os novos países e as antigas metrópoles europeias.

O subtítulo "Estratégias do processo: dos acordos diplomáticos às guerrilhas socialistas", por sua vez, explora por meio do texto da Revista Paz e Terra, os fundamentos da resistência pacífica adota por Gandhi para a independência da Índia em relação ao Império Britânico.

Situações que estão historicamente diretamente relacionadas à essa estratégia, por exemplo, o movimento pelos direito civis nos Estados Unidos, conduzidos na década de 1960 por Martin Luther King.

Como contraponto à estratégica pacífica de Gandhi, podemos mencionar a rebelião nacionalista conduzida pela guerrilha socialista comandada por Ho Chi Min, para a independência do Vetnã.

Aprofundando-se o foco dessa estratégia, o capítulo explora também a posterior guerra pela unificação do país, destacando o confronto com as tropas norte-americanas, que sem sucesso tentaram assegurar a manutenção do governo capitalista de Saigon.

A partir do texto de Nelson Bacic Olic, é explorada a importância dos movimentos protagonizados, em especial, pela juventude que, em favor do término do conflito, conseguiram articular a opinião pública contra a permanência dos soldados norte-americanos na região.

Nesse sentido, é reforçada a importância do protagonismo juvenil, enfocado também em outras situações onde o engajamento da juventude foi oportuno e saudável para a afirmação dos valores dos direitos humanos, da ética e da cidadania.

No subtítulo "Oriente Médio: Nacionalismos e Disputas Territoriais", o enfoque inicial são nas raízes contemporâneas do domínio europeu sobre a regiões do Oriente Médio.

Nesse sentido, reporte-se aos resultados da I guerra mundial, onde através do Tratado de Sèvres, assinado em 10 de outubro de 1920, Inglaterra e França, potências vitoriosas no conflito, promoveram o desmembramento do Império Turco Otomano, instituindo a tutela europeia, sobre as estratégicas regiões do petróleo do Oriente Médio.

Na luta contra a tutela europeia, destaca-se inicialmente, nas décadas de 1920 e 1930, a independência do Egito, Iraque e da Jordânia. Ressalte-se a importância fundamental da criação da Liga Árabe, que entre 1945 e 1960, empenhou-se em proteger e reafirmar a soberania e os interesses dos povos dessa região.

Outro aspecto relevante é que a região tornou-se no pós II Guerra, palco de diferenciados tipos de conflitos, que refletem ainda hoje, questões de disputas fronteiriças, envolvendo o controle sobre os estratégicos espaços petrolíferos ali situados (Guerra Irã X Iraque; Guerra do Golfo) além de questões de ordem nacionalista, envolvendo as 'nações sem pátria' (curdos; armênios; árabes palestinas).

Atenção para o agravamento do clima de tensão no Oriente, a partir do 11 de setembro de 2001, atribuído ao grupo terrorista Al Quaeda, dirigido pelo saudita Osama Bin Laden. Destaque nesse sentido a deflagração da politica de 'ataques preventivos' defendida pelo governo norte-americano responsável pela operação militar anglo-americana que sem a devida autorização das Nações Unidas, invadiu o Iraque, suposto fabricante de armas de destruição em massa, provocando a queda do governo de Saddam Hussein.

A comparação entre a Guerra do Iraque e a Guerra do Vietnã, enfocando a nova situação de 'atoleiro' da política externa norte-americana, e as repercussões internas e externas da presença norte-americana no território iraquiano.

Na abordagem da Independência das colônias francesas, é fundamental a desconstrução da ideia de passividade no que se refere à conduta dos povos africanos em relação aos conquistadores europeus. Reflita a partir do texto de Márcio Senne de Moraes, a polêmica questão relativa ao tráfico negreiro e as possíveis propostas de reparação por parte do mundo ocidental.

A estratégia de guerrilhas nacionalis teve forte influência no processo separatista das ex-colônias africanas. Destaque, nesse sentido, foi o processo de independência da Argélia, principal colônia francesa no continente além dos movimentos guerrilheiros deflagrados em Angola e Moçambique, comandados por lideranças comprometidas com a proposta socialista de governo.

Digno de enfoque também, é o quadro atual marcado pelas disputas intertribais e guerras civis, decorrentes historicamente da divisão promovida pelas potências que imperializaram o continente, que não levaram em consideração os agrupamentos étnicos do território.

A importância da luta desenvolvida na África do Sul contra o regime do 'Apartheid', conduzida, entre outras lideranças, por Nelson Mandela, bem com o significado dessa luta para os povos africanos, secularmente dominados pelos grupos de minoria branca europeia.

Concluindo a a reflexão sobre a independência das colônias africanas, há uma análise com base na matéria jornalística que encerra a seção, a realidade presente na África Subsaariana, destacando as relações de permanência e de ruptura do processo histórico do continente.

Finalizando o capítulo, temos a atividade 09, que exige que o aluno redija um texto conclusivo sobre a 'Independência das colônias afro-asiáticas e os movimentos de inspiração socialista", por meio de questões apresentadas na seção 'Problematização do Tema'.

Na seção, "Construindo competências e habilidades", o enfoque é a vitória do movimento pacifista conduzido pro Mahatma Gandhi que se coloca sobre um leão, símbolo do imperialismo britânico, tendo a bandeira da Índia ao fundo (Atividade 10). A exploração da imagem que apresenta em Washigton, ciceroneados pelo presidente Bill Clinton, o primeiro ministro de Israel, Ytzak Rabin e o líder da OLP, Yasser Arafat, celebrando o acordo de Oslo.

Há também no capítulo um gráfico para análise dos índices de expectativa de vida dos povos sul-africanos.

A última seção, 'De olho no vestibular', encerra o capítulo, permitindo o aprofundamento do tema analisado por meio da apresentação de questões objetivas e abertas de diferentes instituições universitárias do país.


Filmografia

* A batalha de Argel (ITA - 1965)

* Antes da chuva (FRA/ING - 1994)

* Apocalipse now (EUA - 1979)

* Bom dia, Vietnã (EUA - 1987)

* Bopha, à flor da pele (EUA - 1993)

* Corações e mentes (EUA - 1975)

* Exodus (EUA - 1960)

* Gandhi (ING - 1982)

* Indochina (FRA - 1992)

* O ano que vivemos em perigo (Austrália - 1983)

* O poder de um jovem (FRA/ALE/EUA - 1992)

* Platoon (EUA - 1986)

* Tempos de viver (CHI - 1993)

* Um grito de liberdade (EUA - 1987)