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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Segundo Ano
Capítulo 4
Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial

Construindo habilidades e competências
A tradicional figura do malandro carioca do início do século passado




Leia o texto




[...] No Rio de Janeito, a imensa maioria das pessoas que vivia na pobreza era constituída de negros e mulatos, originários da própria cidade ou vindos principalmente do Vale do Paraíba. Desde a decadência da produção cafeeira naquela região, por volta de 1860, um número considerável de negros se dirigia à capital em busca de trabalho. Assim, no Rio Rio de Janeiro, a pobreza era logo identificada com a cor da pele dos ex-escravos, criando na cidade uma íntima relação entre pobreza e população negra.


As condições de trabalho para essa gente, mesmo para quem tinha emprego regular na indústria ou no setor terceário, eram extremamente difíceis e penosas. Por isso, de acordo com Fernando Henrique Cardoso, "o negro livre tinha de optar entre continuar trabalhando nas mesmas condições que antes, com status formal de cidadão, ou reagir a tudo o que o trabalho desqualificado pela própria escravidão significava, passando a viver na ociosidade e no desregramento". Assim, muitos iriam optar justamente pelo desregramento e pela ociosidade, produzindo uma espécie de "marginal" tipicamente carioca do início do século, o malandro. Sem trabalho formal, esse sujeito, vivendo de pequenos expedientes (jogos, carteados, bicho, pequenos golpes, etc) foi cantado de diversas maneiras por inúmeros compositores da nossa música popular [...]




MORAES, José Geraldo V de. Cidade e cultura na Primeira República. São Paulo: Atual, 1994. p. 42-3.










Elza Soares - Malandro
Composição: Jorge Aragão e Jotabê

Malandro, eu ando querendo falar com você
Você tá sabendo que o Zeca morreu por causa
De brigas que teve com a lei, malandro
Eu sei que você nem se liga no fato
De ser capoeira moleque mulato
Perdido no mundo morrendo de amor
Malandro, sou eu que te falo em nome
Daquela que na passarela é porta estandarte
E lá na favela tem nome de flor
Malandro, só peço favor de que tenhas
Cuidado as coisas não andam tão
Bem pro seu lado assim você mata
A Rosinha de dor
Lá, laiá, laiá, laiá, laia laia
Malandro

Esse malandro que vivia nos morros do Rio de janeiro, cantado em prosa e verso, personagem que foi inclusive apropriada pela nacionalidade estadonovista, se contapõe aos traficantes que controlam os morrros cariocas na atualidade, amedrontando a população do Rio de janeiro, mas que também são cantados pelas músicas do movimento hip hop.


Rap das Armas
Cidinho e Doca

Parapapapapapapapapa
Paparapaparapapara clack bum
Parapapapapapapapapa
Morro do Dendê é ruim de invadir
Nós, com os Alemão, vamo se diverti
Porque no Dendê eu vo dizer como é que é
Aqui não tem mole nem pra DRE
Pra subir aqui no morro até a BOPE treme
Não tem mole pro exército civil nem pra PM
Eu dou o maior conceito para os amigos meus
Mais Morro Do Dendê
Também é terra de Deus
Fé em Deus, DJ
Vamo lá
Parapapapapapapapapa
Parapapapapapapapapa
Paparapaparapapara clack bum
Parapapapapapapapapa
Morro do Dendê é ruim de invadir
Nois, com os alemão, vamo se divertir
Porque no Dendê eu vo dizer como é que é
Aqui não tem mole nem pra DRE
Pra subir aqui no morro até a BOPE treme
Não tem mole pro exército civil nem pra PM
Eu dou o maior conceito para os amigos meus
Mas morro do Dendê também é terra de Deus
Vem um de AR15 e outro de 12 na mão
Vem mais um de pistola e outro com 2 oitão
Um vai de URU na frente escotando o camburão
Tem mais dois na retaguarda mas tão de Glock na mão
Amigos que eu não esqueço nem deixo pra depois
Lá vem dois irmãozinho de 762
Dando tiro pro alto só pra fazer teste
De ina-ingratek, pisto-uzi ou de winchester
É que eles são bandido ruim e ninguém trabalha
De AK47 e na outra mão a metralha
Esse rap é maneiro eu digo pra vocês,
Quem é aqueles cara de M16
A vizinhaça dessa massa já diz que não agüenta
Nas entradas da favela já tem ponto 50
E se tu toma um pá, será que você grita
Seja de ponto 50 ou então de ponto 30
Mas se for Alemão eu não deixo pra amanhã
Acabo com o safado dou-lhe um tiro de pazã
Porque esses Alemão são tudo safado
Vem de garrucha velha dá dois tiro e sai voado
E se não for de revolver eu quebro na porrada
E finalizo o rap detonando de granada
Parapapapapapapapapa, valeu
Paparapaparapapara clack bum
Vem um de AR15 e outro de 12 na mão
Vem mais um de pistola e outro com 2 oitão
Um de URU na frente escotando o camburão
Tem mais dois na retaguarda mas tão de Glock na mão
Amigos que eu não esqueço nem deixo pra depois
Lá vem dois irmãozinho de 762
Dando tiro pro alto só pra fazer teste
De ina-ingratek, pisto uzi ou de winchester
A vizinhaça dessa massa já diz que não aguenta
Nas entradas da favela já tem ponto 50
E se tu toma um pá será que você grita
Seja de ponto 50 ou então de ponto 30
Esse rap é maneiro eu digo pra vocês
Quem é aqueles cara de M16
Mas se for Alemão eu não deixo pra amanhã
Acabo com o safado dou-lhe um tiro de pazã
Porque esses Alemão são tudo safado
Vem de garrucha velha dá dois tiro e sai voado
E se não for de revolver eu quebro na porrada
E finalizo o rap detonando de granada

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Segundo Ano
Capítulo 4
Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial
página 63


Observe os quadros.








5. Apresente as conclusões sobre a distribuição da população brasileira a que se é possível chegar pela análise dos dados constantes dos quadros.




Pela análise dos dados constantes nos quadros nota-se que a população brasileira apresentou um grande crescimento entre 1770 e 1825. A população das capitanias/províncias de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro concentravam cerca de 75% do total da população do país em 1772-82, e apresentou um decréscimo pra aproximadamente 63%, em 1823, ainda assim continuaram a concentrar a maioria esmagadora da população brasileira no período mencionado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Segundo Ano
Cap. 4 Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial

página 60

a) Explique por que a música e as danças afro-brasileiras apresentavam-se como resultantes de uma prática social.

Porque quase todas essas atividades eram realizadas pelos negros ao som de suas músicas. A onipresença dos ritmos afro-brasileiros derivava da onipresença da escravidão afro-brasileira.

b) Pesquise os instrumentos utilizados nas baterias das escolas de samba. Eles são os mesmos e/ou parecidos com aqueles utilizados no Império na músia afro-brasileira?
Sim, são instrumentos de percussão tais como tambores, agogôs, cuícas e outros.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Segundo Ano - Capítulo 4 pp. 59-60

Leia o texto a seguir.
Tela produzida pela Expedição Langsdorff no interior do Brasil.

"Em 1808, abrem-se os portos da colônia portuguesa na América do Sul e, consequentemente, ocorre a derrocada do antigo sistema colonial. Superado o exclusivismo português, inúmeros estrangeiros podem finalmente visitar a desconhecida terra, tão promissora em riquezas naturais. Sérgio Buarque de Holanda refere-se a um "novo descobrimento do Brasil" empreitado por comerciantes, artistas, imigrantes, naturalistas, diplomatas, mercenários, educadores vindos de diferentes regiões do Velho Mundo e dos Estados Unidos.

Trata-se, pois, de um dos aspectos do processo de "internacionalização" pelo qual o Brasil estava passando, chegando a emprestar aos principais centros da ex-colônia, especialmente os portuários, um "caráter cosmopolita". Entre os estrangeiros, a presença dos ingleses é a mais expressiva, em decorrência dos privilégios comerciais que desfrutavam no Brasil, desde o Tratado de 1810. Não é difícil compreender que eles exerceram significativa influência tanto sobre a economia quanto sobre o campo da ideias, estando, nesse momento, entre os primeiros a lançar publicações sobre o Brasil no Velho Mundo. Apesar do predomínio inglês, que se estende ao longo do século, outras nacionalidades voltaram seus interesses ao país e deixaram igualmente importantes registros de suas viagens ou estadias em forma de releto, compêndio, estatística, epístola, conferência, diário e material iconográfico, contribuindo para a produção de imagens sobre o país e para a sua inserção no concerto das nações europeias (...)

Em suma, nos escritos desses forasteiros estão sendo avaliados as potencialidades econômicas, sociais e naturais do país. Em jogo estão a conquista, a ampliação e a manutenção de novos mercados e coleta de amostras da natureza. Daí uma das razões da variedade temática que caracteriza a literatura de viagem. De comerciantes, aventureiros, diplomatas, artistas a mercenários, todos estudavam, com maior ou menor afinco, a fauna e a flora, os recursos naturais; observavam a vida social, tanto rural quanto urbana; investigavam as relações de trabalho, de produção, a economia e as questões escravistas e indígenas. E, dependendo dos objetivos da viagem, a ênfase nos assuntos é diferente. É evidente que os naturalistas, particularmente, aprofundaram os temas da história natural: botânica, zoologia, geografia, mineralogia, paleontologia, astronomia, meteorologia (...). "


LISBOA, Karen Macknow. Olhares estrangeiros sobre o Brasil do século XIX. IN: MOTA, Carlos Guilherme, org. Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Senac, 2000. p. 267-9 (Fragmento).


2. b) Relacione a presença dos viajantes com a inserção do Brasil no concerto das nações europeias no século XIX.

Foram os viajantes que apresentaram o Brasil à Europa, no que se refere à sua população, hábitos, costumes e tradições, e ainda as riquezas naturais e as potencialidades da fauna e da flora. A partir daí, as nações europeias voltam as suas atenções para o que mais lhes interessava no Brasil.
Segundo Ano

Capítulo 4
O tema em foco

Observe a tela "Autorretrato em aquarela, numa estalagem, 1816", de Jean-Baptiste Debret.

2. a) A partir da pintura faça uma leitura da visão do artista acerca da sociedade imperial. Identifique elementos que podem ser relacionados aos argumentos que você pretende defender.
O exercício de se fazer uma leitura iconográfica é bastante subjetivo, contudo alguns elementos podem ser apontados, por exemplo, repare no escravo ao fundo da tela, demonstra que se trata de uma sociedade escravista, o mobiliário é bastante escasso denotando a falta de conforto nessa estalagem, a religiosidade é outro traço marcante presente na obra, o santo na pilastra confirma essa tese.
Segundo Ano

Capítulo 4



Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas


Leia o texto.

É difícil saber se a "missão artística" foi um plano estratégico da Corte de D. João ou uma espécie de afastamento compulsório de artista ligados a Napoleão. Parece ter existido uma convergência de interesses. De um lado, artistas formados pela Academia francesa inesperadamente desempregados.

De outro, uma monarquia estacionada na América e carente de representação oficial. Foi a partir da conjucação dessas situações que surgiu aquela que é hoje conhecida como a "Missão Francesa de 1816".

A versão oficial sustenta que em 1815 o governo encarregou D. Pedro José Joaquim Vito de Menezes Coutinho (c. 1775-1823) o marquês de Marialva, embaixador extraordinário de Portugal na França, de contratar diversos artistas reconhecidos em seu meio, a fim de criar uma escola para a formação artística e de trabalhadores industriais. Mas por que a Corte selecionaria justamente os franceses, ainda mais os ligados a Napoleão, responsável direto pela tranferência da família real para o Brasil? Mesmo que as relações entre os dois países fossem oficialmente amigáveis desde 1814, havaia no mercado artistas italianos, paisagistas holandeses, retratistas ingleses e pintores portugueses e nacionais à disposição. Com certeza, trariam menos embaraços políticos.

Além do mais, o marquês de Marialva mal teve tempo de se inteirar do tema, uma vez que deixou o cargo em 1815, sendo substituído por Francisco José Maria de Brito. Sabe-se qua o novo ministro trocou intensa correspondência com Joachim Lebreton (1760-1819), administrador das obras de arte no Museu do Louvre e secretário perpétuo da Classe de Belas-Artes do Instituto de França. A iniciativa de formar um grupo de artistas para servir à Corte portuguesa pode ter sido toda do influente Lebreton, e não do Estado português.

De onde veio, então, a teoria de uma "missão" convocada por D. João? Começou com um membro do grupo, Jean-Baptiste Debret, que no terceiro volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil se refere a um "convite". A versão virariam tese quando Araújo Porto Alegre, discípulo dileto de Debret, sustentou a interpretação do mestre. Em diversos textos mencionou a "colônia artística", inspirando outras análises consagradas, como o artigo de Araújo Viana "Das artes plásticas no Brasil em geral e na cidade do Rio de Janeiro em particular" (1915).

Mas o grupo ainda não era definido como uma "missão". Foi Afonso Taunay quem adotou a expressão em seu longo artigo "A Missão Artística de 1816", na edição de 1912 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Bisneto de Nicolas Taunay, o historiador afirma que "a colônia americana vivia abandonada, esquecida e ignorada pelo mundo culto", e só contava com pintores e escultores "medíocres". A vinda dos pintores franceses tiraria "a colônia da modorra secular". Em 1916, o próprio IHGB promoveria uma série de comemorações por conta do centenário da chegada do grupo. Juntava-se o prestígio da família Taunay com a tradição do IHGB, e a "colônia de artistas" passou a ser entendida como uma "missão". Tal interpretação receberia estatuto de verdade com a publicação do ensaio de Taunay em livro, em 1956.


SCHWARCZ, Lília. Eram os franceses mercenários? Revista de História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, nº 36, set. 2008.

1. A historiografia tem afirmado que a "Missão Francesa" veio para o Brasil contratada por D. João. Hoje, essa tese é discutida.

a) Apresente quais eram as razõe para que D. João não contratasse ou convidasse artistas franceses para vir ao Brasil.

Com tantos artistas no mercado - italianos, holandeses, ingleses, portugueses - era inexplicável que D. João fosse convidar ou contratar logo franceses, próximos de Napoleão, responsável direto pela transferência da família real para o Brasil.

b) Explique de onde veio a ideia de uma "missão" convocada por D. João.

Essa ideia começou com Debret que se referiu a um "convite" no 3º volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. A versão virou tese, quando seu discípulo Araújo Porto Alegre, sustentou a interpretação do mestre, inspirando outras análises consagradas como a de Araújo Viana.

Segundo Ano


Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


D. João e sua esposa Carlota Joaquina
Problematização do tema

1. Por que a cidade do Rio de Janeiro não estava preparada para receber a Corte Portuguesa, em 1808?
O Rio de Janeiro naquela época era ainda um centro urbano com características coloniais, assim como a maioria das cidades brasileiras, com ruelas estreitas, frequentadas por negros de ganho, muita sujeira e pouco conforto para os que para lá se dirigiam e para os que lá viviam.

2. Como se deu a acolhida dos nobres da comitiva de D. João?
D. João e sua família se intalaram na Casa dos Governadores. Os nobres foram instalados no prédio da Cadeia e no Convento do Carmo. Entretanto, esses prédios eram claramente insuficientes pra abrigar toda a comitiva de D. João que, então, ordenou que as melhores residências da cidade fossem desapropriadas para acolher os portugueses.

3. Quais as mudanças mais marcantes puderam ser observadas na região Sudeste?
A presença da Corte contribuiu para a difusão de hábitos mais sofisticados entre os da elite da cidade, ainda que esses novos hábitos convivessem com a pobreza, a desordem e a crimanilidade. As cidades cresceram e se modernizaram, os progressos urbanos se avolumaram, tais como os bondes, iluminação à gás, praças, chafarizes, hotéis, teatros, bibliotecas, confeitarias, lojas em estilo parisiense, etc.

4. Qual a importância do desenvolvimento das ferrovias?
As ferrovias diminuiram as distâncias e aumentaram a circulação de mercadorias e ideias.

5. Em que medida a estrutura populacional se tornava mais complexa no Brasil?
Nas cidades a população se diversificava: negros libertos, homens livres pobres, imigrantes, proprietários rurais e empresários de ramos variados.

terça-feira, 18 de maio de 2010



Segundo Ano


Capítulo 4


Sociedade, cotidiano e cultura no Brasil Imperial



Objetivos específicos

* Conhecer as condições do Rio de Janeiro na conjuntura da chegada da Corte portuguesa nessa cidade.

* Analisar as mudanças culturais no Brasil após a chegada da Corte portuguesa no país.

* Definir Missão Francesa.

* Avaliar o desenvolvimento da imprensa no Brasil.

* Identificar estilos literários importados da Europa no século XIX.

* Diferenciar os gostos culturais das elites letradas daqueles das classes populares.

* Avaliar as mudanças ocorridas na transformação do entrudo no carnaval.

* Analisar as permanências e mudanças no processo de urbanização e no cotidiano das cidades do Brasil imperial.

* Analisar transgressões cometidas no Brasil imperial, principalmente a capoeira e os jogos de azar.

Segundo Ano
Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


Este capítulo apresenta as mudanças e permanências na sociedade, cultura e no cotidiano brasileiro, sobretudo no Rio de Janeiro, após a instalação da Corte Portuguesa, em 1808. Nessa medida, aborda as características da cidade do Rio de Janeiro antes da chegada da Corte; o cotidiano dessa cidade com a presença de D. João VI; as mudanças culturais com a importação de estilos literários, criação da imprensa, desenvolvimento do teatro, da música erudita e dos ritmos populares. Analisa-se, ainda no capítulo, o processo de urbanização do Brasil imperial, destacando-se também, as permanências coloniais das cidades do país.

O capítulo trata ainda, da desordem na corte, enfatizando os capoeiras, que amedrontaram a população carioca durante décadas e os jogos de azar, realizados nos chamados public houses , lugar da prostituição, da vadiagem, da desordem, combatida de forma tenaz pelas autoridades policiais da capital do império.

As atividades, além de buscar desenvolver habilidades cognitivas mais sofisticadas, tratam também de introduzir novas teses como. por exemplo, na seção "Análise e interpretação", relativa oa subtítulo "Mudanças culturais após a chegada da Corte Portuguesa", que examina a inovadora questão de que a Missão Artística Francesa não foi trazida ao Brasil por D. João. Nesse mesmo subtítulo, pede-se, na seção "O tema em foco", uma análise iconográfica do auto-retrato de Debret e solicita-se a leitura de um texto sobre os viajantes, que vieram para o Brasil após a chegada da Corte. Pede-se, ainda, a leitura de um texto de Luiz Felipe de Alencastro sobre a música no Império, onde predominou os ritmos afro-brasileiros.

No subtítulo "O desenvolvimento da urbanização", tratou-se, na seção "Análise e interpretação", das permanências coloniais nas cidades brasileiras, além da apresentação de quadros com números da população brasileira para serem analisados pelos alunos. Essas atividades acessam habilidades cognitivas operacionais, fugindo da mera evocação. Na seção "O tema em foco", um texto de Mário Maestri analisa os aspectos da urbanização e da arquitetura do Império, com ênfase nas mudanças nos conjuntos arquitetônicos.

No subtítulo "A desordem na Corte", trata-se de examinar, na seção Análise e interpretação, o verbete "capoeira". A seção "O tema em foco" aborda o jogo, outra forma de contravenção no Império, praticado nas chamadas public houses onde se generalizava a prostituição e o crime.

Na seção "Construindo habilidades e competências", apresenta-se um texto sobre o "marginal" da cidade do Rio de Janeiro, morador dos morros, que foi cantado em prosa e verso naquela época. Pede-se ao aluno que compare os malandros daquela época com os traficantes de hoje, também cantados pelo hip hop. Analisadas as músicas de ambas as épocas, os alunos deverão debater, em sala de aula, as mudanças no conceito de marginalidade.

Fonte: Rede Pitágoras - ANASTÁCIA, Carla Maria Junho, História: ensino médio, 2º ano, livro 1. 1ª ed. - Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010. (Manual do Professor, pp. 29-30)