quarta-feira, 9 de março de 2011

Saiba mais sobre a expansão marítima europeia



Após a deflagração da Revolução de Avis, Portugal passou por um processo de mudanças onde a nacionalização dos impostos, leis e exércitos favoreceram a ascendência das atividades comerciais de sua burguesia mercantil. A prosperidade material alcançada por meio desse conjunto de medidas ofereceu condições para o investimento em novas empreitadas mercantis.

Nesse período, as principais rotas comerciais estavam voltadas no trânsito entre a Ásia (China, Pérsia, Japão e Índia) e as nações mercantilistas européias. Parte desse câmbio de mercadorias era intermediada pelos muçulmanos que, via Mar Mediterrâneo, introduziam as especiarias orientais na Europa. Pelas vias terrestres, os comerciantes italianos monopolizavam a entrada de produtos orientais no continente.

A burguesia portuguesa, buscando se livrar dos altos preços cobrados por esses intermediários e almejando maiores lucros, tentaram consolidar novas rotas marítimas que fizessem o contato direto com os comerciantes orientais. Patrocinados pelo interesse do infante Dom Henrique, vários navegadores, cartógrafos, cosmógrafos e homens do mar foram reunidos na região de Sagres, que se tronou um grande centro da tecnologia marítima da época.

Em 1415, a Conquista de Ceuta iniciou um processo de consolidação de colônias portuguesas na costa africana e de algumas ilhas do Oceano Atlântico. Esse primeiro momento da expansão marítima portuguesa alcançou seu ápice quando os navios portugueses ultrapassaram o Cabo das Tormentas (atual Cabo da Boa Esperança), que até então era um dos limites do mundo conhecido.

É interessante notar que mesmo com as inovações tecnológicas e o grande interesse comercial do mundo moderno, vários mitos Antigos e Medievais faziam da experiência ultramarina um grande desafio. Os marinheiros e navegadores da época temiam a brutalidade dos mares além das Tormentas. Diversos relatos fazem referência sobre as temperaturas escaldantes e as feras do mar que habitavam tais regiões marítimas.
No ano de 1497, o navegador Vasco da Gama empreendeu as últimas explorações que concretizaram a rota rumo às Índias, via a circunavegação do continente africano. Com essa descoberta o projeto de expansão marítima de Portugal parecia ter concretizado seus planos. No entanto, o início das explorações marítimas espanholas firmou uma concorrência entre Portugal e Espanha que abriu caminho para um conjunto de acordos diplomáticos (Bula Intercoetera e Tratado de Tordesilhas) que preestabeleceram os territórios a serem explorados por ambas as nações.

O processo de expansão marítima português chegou ao seu auge quando, em 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral anunciou a descoberta das terras brasileiras. Mesmo alegando a descoberta nessa época, alguns historiadores defendem que essa descoberta foi estabelecida anteriormente. Anos depois, com a ascensão do processo de expansão marítima de outras nações européias e a decadência dos empreendimentos comercias portugueses no Oriente, as terras do Brasil tornaram-se o principal foco do mercantilismo português.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

Saiba mais sobre a importância do café no Segundo Reinado

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial

Saiba mais sobre a importância do café no Segundo Reinado





O café reorganizou o cenário econômico brasileiro do século XIX e XX.

domingo, 6 de março de 2011

A Economia Cafeeira

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial

A Economia Cafeeira


O café reorganizou o cenário econômico brasileiro do século XIX e XX.

A história da economia durante o Segundo Reinado perpassa inevitavelmente pelo processo de expansão de um novo gênero agrícola: o café. Desde os meados do século XVIII esse produto era considerado uma especiaria entre os consumidores europeus. Ao longo desse período, o seu consumo ganhou proporções cada vez mais consideráveis. De acordo com alguns estudiosos, essa planta chegou ao Brasil pela Guiana Francesa nas mãos do tenente-coronel Francisco de Melo Palheta.

Na segunda metade do século XVIII, por volta de 1760, foram registrados os primeiros relatos noticiando a formação de plantações na cidade do Rio de Janeiro. Na região da Baixada Fluminense as melhores condições de plantio foram encontradas ao longo de uma série de pântanos e brejos ali encontrados. No final desse mesmo século, as regiões cariocas da Tijuca, do Corcovado e do morro da Gávea estavam completamente tomadas pelas plantações de café.

O pioneirismo das plantações cariocas alcançou toda a região do Vale do Paraíba, sendo o principal espaço de produção até a década de 1870. Reproduzindo a mesma dinâmica produtiva do período colonial, essas plantações foram sustentadas por meio de latifúndios monocultores dominados pela mão-de-obra escrava. As propriedades contavam com uma pequena roça de gêneros alimentícios destinados ao consumo interno, sendo as demais terras inteiramente voltadas para a produção do café.

A produção fluminense, dependente de uma exploração sistemática das terras, logo começaria a sentir seus primeiros sinais de crise. Ao mesmo tempo, a proibição do tráfico de escravos, em 1850, inviabilizou os moldes produtivos que inauguraram a produção cafeeira do Brasil. No entanto, nesse meio tempo, a região do Oeste Paulista ofereceu condições para que a produção do café continuasse a crescer significativamente.

Os cafeicultores paulistas deram uma outra dinâmica à produção do café incorporando diferentes parcelas da economia capitalista. A mentalidade fortemente empresarial desses fazendeiros introduziu novas tecnologias e formas de plantio favoráveis a uma nova expansão cafeeira. Muitos deles investiam no mercado de ações, dedicavam-se a atividades comerciais urbanas e na indústria. Para suprir a falta de escravos atraíram mão-de-obra de imigrantes europeus e recorriam a empréstimos bancários para financiar as futuras plantações.

O curto espaço de tempo em que a produção cafeeira se estabeleceu foi suficiente para encerrar as constantes crises econômicas observadas desde o Primeiro Reinado. Depois de se fixar nos mercados da Europa, o café brasileiro também conquistou o paladar dos norte-americanos, fazendo com que os Estados Unidos se tornassem nosso principal mercado consumidor. Ao longo dessa trajetória de ascensão, o café, nos finais do século XIX, representou mais da metade dos ganhos com exportação.

A adoção da mão-de-obra assalariada, na principal atividade econômica do período, trouxe uma nova dinâmica à nossa economia interna. Ao mesmo tempo, o grande acúmulo de capitais obtido com a venda do café possibilitou o investimento em infra-estrutura (estradas, ferrovias...) e o nascimento de novos setores de investimento econômico no comércio e nas indústrias. Nesse sentido, o café contribuiu para o processo de urbanização do Brasil.

A predominância desse produto na economia nacional ainda apresenta resultados significativos no cenário econômico contemporâneo. Somente nas primeiras décadas do século XX que o café perdeu espaço para outros ramos da economia nacional. Mesmo assinalando um período de crescimento da nossa economia, o café concentrou um grande contingente de capitais, preservando os traços excessivamente agrários e excludentes da economia nacional.

Por Rainer Sousa

Mestre em História

Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/economia-cafeeira.htm

As origens e a expansão da lavoura cafeeira no século XIX

Banco de questões de História

Confira um ótimo resumo sobre o período colonial brasileiro

Video da programa Vestibulando Digital com o professor de História Clides Moraes abordando aspectos relevantes do período colonial brasileiro.

A montagem da área de produção açucareira

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista


A montagem da área de produção açucareira



Entre as razões pelas quais o açúcar foi escolhido como o produto responsável pelo início da colonização sistemática da América portuguesa estão o fato de ser esse um produto tropical com mercado garantido na Europa e com possibilidades de gerar altos lucros para a metrópole portuguesa. Além disso, havia o interesse dos comerciantes holandeses em investir na área de produção, existiam condições geográficas favoráveis ao desenvolvimento da lavoura canavieira e ainda o recurso possível para a obtenção da mão de obra escrava. E principalmente porque os portugueses já possuíam experiência com a produção de açúcar nas ilhas africanas do Atlântico.

O engenho colonial

A grande propriedade de produção açucareira acabou assimilando a denominação de engenho, que era apenas um de seus elementos. A propriedade englobava as terras de plantação de cana-de-açúcar, o setor agrícola da plantation, e o engenho propriamente dito, o setor fabril da plantation, responsável pela transformação da cana em açúcar.
O termo plantation substitui a tradicional denominação tripé da agricultura de exportação: latifúndio, monocultura e escravidão. O que diferencia a plantation de outras culturas agrícolas é a existência, nela, de um setor fabril para o beneficiamento da produção.

O setor agrícola da unidade de produção açucareira compunha-se de dois setores que se articulavam: o setor agroexportador, responsável pela produção da mercadoria destinada à exportação, e um setor camponês, produtor de alimentos, subordinado ao primeiro, exercido pelos próprios escravos casados por meio de seu trabalho autônomo em lotes concedidos pelos seus senhores em usofruto. Esse sistema escravista protocamponês era chamado nessa época de brecha camponesa, muito embora muito historiadores defendam a ideia de que o sistema era muito mais que uma mera brecha e, sim, bastante generalizado na América portuguesa.



Esse sistema permitia que os escravos produzissem e comercializassem excedentes que eram aplicados na compra de sua alforria e de sua família ou mesmo na compra de escravos para trabalharem em suas roças.

A economia açucareira, embora tenha passado por uma grave crise na conjuntura da expulsão dos holandeses, se soergueu e, no século XVIII, comparada com o ouro em termos de libras esterlinas, foi mais rentável que o metal.

Essa é uma das razões de evitarmos a ideia de “ciclos” da economia colonial, pois as culturas permanecem e convivem com novas atividades que surgem, tornando equivocada a ideia de que uma atividade perece quando uma outra aparece.

Confira o vídeo sobre a produção de açúcar no período colonial

A Pecuária no período colonial

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista


A pecuária foi uma importante atividade econômica na América Portuguesa, muito embora tenha sido subsidiária tanto da economia açucareira quanto da economia mineradora.
O gado foi introduzido em São Vicente pela esposa de Martim Afonso de Souza, Ana Pimentel. Tomé de Souza, o primeiro governador-geral da América Portuguesa, levou o gado de São Vicente para a Bahia, em razão da sua utilidade nos trabalhos dos engenhos.
Até a edição da Carta Régia de 17o1, que determinava que as áreas de criação pastoril deveriam ser pelo menos 10 léguas distantes da costa, o gado conviveu com as plantações de cana-de-açúcar. Conflitos entre os plantadores de cana e criadores de gado, devido ao fato de o gado destruir as plantações, levaram o rei de Portugal a proibir a convivência das duas atividades econômicas.
Os resultados da Carta Régia de 1701 foram a interiorização das atividades pastoris e a ocupação dos sertões, fixando-se, neles, o povoamento.
Já a pecuária sulina, especialmente a dos Campos de Curitiba, foi estimulada pelos reiterados contatos comerciais com as áreas mineradoras. A colonização do Rio Grande do Sul deveu-se também, principalmente, à criação de gado de corte e de animais de carga, direcionada para o abastecimento das áreas de extração de metais preciosos.
Em razão das suas características - necessidade de pouco capital e reduzida mão-de-obra - essa atividade econômica pôde se expandir com relativa facilidade. No século XVII, os principais núcleos criatórios situavam-se na Bahia, com a presença de um grande número de fazendas ao longo do rio São Francisco e em Pernambuco. Da Bahia, a expansão da atividade pastoril se deu em direção ao Piauí.
Confira as principais características da Pecuária no período colonial
Contextualizando o tema estudado
Essa canção composta por Nil Bernardes, Luiz Schiavon e Marcelo Barbosa foi o tema de abertura da novela O rei do gado, exibida pela rede Globo de televisão em 1996 e serve para ilustrar o papel desempenhado pela pecuária ao longo do processo de formação histórica do Brasil.
Confira o video e a letra dessa composição musical abaixo.

O Rei do Gado
Orquestra da Terra
Sou desse chão
Onde o rei é peão
Com o laço na mão
Laça, fere, marca
Deixando a ilusão
De que tudo é seu
Com coragem de quem
Vive, luta, sonha
Vem ser mais feliz e quem sabe será
Voam livres pensamentos seus
Que vão pelo ar
O fazem sonhar
E sentir-se um deus
Sou desse chão
Sou da terra raiz
Sou a relva do campo
E pra sempre serei
Sou esse rei
Sou peão laçador
Do sertão sou senhor
Mas por força da lei
Ser mais feliz e quem sabe serei
Voam livres pensamentos meus
Vão pelo ar e me fazem sonhar
E sentir-me um Deus...
Agora que você já sabe a letra, que tal soltar a voz no videokê?

Violência contra escravos é tema de aula de história

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial
Violência contra escravos é tema de aula de história
Trabalhadores eram punidos em público no pelourinho.
Os que tinham mais cicatrizes valiam menos.





O professor de história do cursinho Oficina do Estudante, Marcus Vinícius de Morais, dá uma aula sobre o controle do comportamento escravo.

Segundo ele, a mais famosa política de dominação era a violência. No entanto, as punições do cotovelo para baixo, do joelho para baixo e no rosto estavam proibidas por ordenação real.

Isso ocorria porque ferir o escravo nestas regiões poderia inviabilizá-lo ao trabalho, o que geraria prejuízo. Por isso as punições eram dadas no peito, na coxa ou nas nádegas, sempre em um local específico das cidades coloniais: o pelourinho.

As punições eram públicas e ocorriam nos lugares mais movimentados da cidade. Escravos com muitas cicatrizes valiam menos, pois isso representava que eles se rebelavam mais.

Confira aula completa em vídeo.

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/violencia-contra-escravos-e-tema-de-aula-de-historia.html

Colonização portuguesa, escravismo e atividades econômicas: breve balanço historiográfico


Colonização portuguesa, escravismo e atividades econômicas: breve balanço historiográfico
Davidson de Oliveira Rodrigues
O presente texto procura sintetizar alguns dos principais debates acerca das estruturas econômicas da América Portuguesa. A pretensão é de mostrar como as diversas tendências historiográficas avaliaram as atividades econômicas da principal colônia de Portugal. A primeira consideração a ser feita é que algumas abordagens enfatizaram o funcionamento interno da colônia, ao passo que outras deram maior ênfase na sua ligação com a metrópole.
A obra de Caio Prado Júnior (Formação do Brasil Contemporâneo, 1942) apresenta a colônia brasileira como totalmente submissa à metrópole portuguesa. A economia era estruturada objetivando somente a transferência de lucros para Portugal e sua base se assentava na exportação, monocultura e trabalho escravo. O mercado interno na colônia era praticamente inexistente.
Para Celso Furtado a colônia se organizava em função do mercado externo. Assim como Caio Prado Júnior, desqualificou o mercado interno e também se deteve na monocultura, latifúndio e escravidão. Esses autores, embora não neguem a existência de um mercado interno, atribuem-lhe uma baixa complexidade, identificando-o como uma forma rudimentar de subsistência.
O principal teorizador das relações entre as colônias e suas metrópoles foi Fernando Novais que cunhou, nos anos sessenta, o conceito de Antigo Sistema Colonial. Novais é o autor que irá supervalorizar o tráfico de escravos ao considerá-lo vital para o processo de concentração de rendas nas principais potências européias de então, através do fenômeno histórico chamado acumulação de capitais, que, por sua vez, acabará por desembocar na Revolução Industrial.
De uma certa forma, as obras desses três autores são complementares, principalmente se tomarmos Caio Prado e Fernando Novais. Para o primeiro a colonização tinha um claro sentido, que era o fluxo de matéria-prima da colônia para Portugal. Já Novais vê a colonização como instrumentos de poder do Estado, uma vez que ela possibilitaria enriquecimento e fortalecimento do Estado. Sua perspectiva polarizou as relações entre Europa e Novo Mundo em metrópole e colônia, sendo que a relação entre essas era unívoca, total dependência da segunda para com a primeira.
Essas abordagens foram popularizadas através dos livros didáticos e acabaram por construir uma representação do “passado colonial do Brasil”. Para esses autores, problemas como o latifúndio, o atraso econômico e a dependência ao mercado externo – presentes à época em que escreveram seus livros – tiveram sua origem nas relações entre a colônia e a metrópole portuguesa.
Essas interpretações tiveram a sua validade na medida em que delinearam alguns dos primeiros pilares da estrutura econômica da colônia brasileira. Uma série de conceitos derivou dessas abordagens, como, por exemplo, a noção de exclusivismo metropolitano e pacto colonial, que serviram para indicar os mecanismos que as metrópoles se valiam para subjugar seus anexos territoriais. Todavia, a partir dos anos 70, alguns autores começaram a repensar a idéia de excessiva dependência das colônias para com suas metrópoles. Passa a ser discutido a necessidade de se atentar para os processos internos das colônias. Ciro Flamarion Cardoso e Jacob Gorender discutirão a lógica interna das colônias. No âmbito das discussões marxistas surge o conceito de Modo de Produção Escravista Colonial, indicativo de que o foco desses autores se encontra nas formas de produção existentes nas colônias americanas.
A circulação de capitais e produtos no interior das colônias passa a ser estudado, preocupação que não se observa em estudos anteriores. Esses autores não concordam inteiramente entre si. Ambos atribuirão diferentes graus de autonomia às colônias, sendo que o de Gorender será mais restrito.
Ciro Flamarion Cardoso constatou dois setores agrícolas distintos, um voltado para exportação e outro destinado ao mercado interno, que abasteceria a própria população residente na colônia. O autor sutilmente relativiza o modelo da grande plantation, que até então era tomado como uma unidade produtora voltada exclusivamente para monocultura e exportação. Porém em publicações posteriores o questionamento de Flamarion será mais contundente ao denunciar a “obsessão plantacionista”. A idéia de monocultura e grande lavoura voltada para a exportação recebem suas primeiras críticas. Mas é Jacob Gorender que caracterizará mais detalhadamente o modo de produção escravista colonial. Sua discordância com Ciro Flamarion (ora em aspectos pontuais, ora em aspectos mais gerais) criará uma intensa polêmica, propiciando uma série de debates historiográficos. Gorender, assim como Flamarion, admitirá a concentração de renda na própria colônia (acumulação endógena), mas atribui menor importância ao mercado interno.
Quanto a plantation, Gorender considerou que apesar de especializada e voltada para o mercado externo, possui um espaço para a produção de alimentos, direcionado para o consumo interno. Uma necessidade estrutural que não alterou o fato da plantation ser componente da indústria agroexportadora. Desta forma Gorender foi o defensor do modelo da plantation.
Sem dúvida a plantation é um modelo teórico que privilegia as relações entre a unidade produtora colonial e o mercado externo. No caso do Nordeste ela está diretamente imbricada ao engenho. O “tipo ideal” do engenho é a fábrica de açúcar ligado à monocultura canavieira. Via de regra se associa a plantation e o engenho à imagem da casa-grande e da senzala com centos de escravos. Jacob Gorender, por exemplo, defende que a escravaria dos engenhos era numerosa.
O modelo clássico do engenho foi favorecido pela leitura, um tanto descuidada, de Cultura e Opulência no Brasil (1711) de Antonil. Nesse livro, o jesuíta descreve um grande engenho, com cerca de 150 a 200 escravos. Porém as observações de Antonil foram generalizadas e tidas como padrão, sem que outras fontes fossem consultadas. Hoje já é tido como certo que o engenho descrito é atípico. Porém em perspectivas anteriores o engenho era tomado como uma unidade de grandes proporções, com alto número de cativos e produção de açúcar considerável. A noção clássica de engenho, assim como a plantation, no entanto, não resistiu as evidências documentais. A unidade produtiva de açúcar existiu em variados tamanhos (há vários tipos de engenhos, sendo que destes o maior é o engenho real), mas de um modo geral com um pequeno a médio contingente de escravos. Simon Shwartz mostrou que os engenhos, em sua maioria, possuíam em média uns 60 escravos.
Como pode ser claramente percebido, esses dois conceitos (plantation e engenho), originalmente foram pensados a partir de uma lógica externa. Eles estavam diretamente ligados ao comércio do ultramar e a acumulação de capitais por parte da metrópole. Porém, a partir de uma problematização, ambos nos ajudam a compreender as especificidades das colônias, especialmente o Nordeste nos séculos XVIII e inícios do XIX.
Como já foi percebido, em Ciro Flamarion Cardoso, o modelo de grande lavoura sofreu um abalo. O mesmo autor foi também um dos primeiros a constatar uma maior diversidade de ocupações do escravo no sistema colonial, com a chamada brecha camponesa. Em meio a uma sociedade polarizada entre senhores e escravos se descobre a possibilidade de um outro espaço, através do proto-campesinato negro e indígena. O portocamponês seria o cativo que trabalha em uma situação de relativa autonomia, em uma condição próxima ao do camponês, ao ter a possibilidade de escolher o que plantar e aonde vender. A sua condição de escravo não é apagada, apenas amenizada.
A brecha camponesa era o espaço na plantation destinado a produção de alimentos para o consumo interno. O escravo produzia os seus provimentos e os do seu senhor, o que a princípio era favorável ao proprietário já que diminuía os gastos com a escravaria. Porém tal brecha no sistema escravista acabou por permitir ao escravo uma maior autonomia, já que ele acabou tendo a possibilidade de plantar não só para sua subsistência, mas também para o comércio, podendo inclusive se afastar do engenho para trocas comerciais. De um modo geral o proto-camponês não residia nas senzalas, mas em habitações próprias, a margem das plantations.
Esse espaço que o escravo passou a reivindicar foi alvo de tensões com os senhores de engenho, que tentavam se apropriar dos rendimentos dos cativos. Mas a possibilidade do escravo plantar para o comércio e acumular um pecúlio acabaou por se constituir em um direito, tornando a brecha camponesa constituinte do sistema escravista.
O que deve ficar claro é que o proto-campesinato, não foi uma forma dos escravos contestarem a ordem escravocrata, mas sim se adaptar a ela. Nesse sentido a brecha foi extremamente favorável para os senhores de escravos, já que ela funcionava como elemento de apaziguamento, evitando que o cativo – agora com próprios rendimentos, possibilitando uma possível alforria – fugisse ou se rebelasse.
Gorender (para variar) discorda de Ciro Flamarion Cardoso quanto à utilização do conceito de brecha camponesa10. Insiste no aspecto secundário da produção interna de alimentos e do seu mercado. Não podendo considerar o comércio de produtos realizado pelos escravos como estrutural, pois estes fatalmente seriam redirecionados para a lavoura e engenho nos momentos cruciais da produção açucareira. Assim a plantação e comércio feito pelos escravos tinham um aspecto sazonal, possível somente nos momentos em que as lavouras e usinas de açúcar não demandassem muitos braços.
Gorender quer acentuar o caráter terrificante da escravidão e enfatizar a predominância do mercado externo. Porém inúmeras outras pesquisas acabarão por se aproximar de algumas das premissas de Flamarion Cardoso. Na verdade este historiador é modesto no que diz respeito à amplitude da brecha, pois esta, na verdade é um “arrombo” que não se limita unicamente ao meio rural. A diversidade de ocupações dos escravos, em atividades desligadas dos setores de exportação, ajudou a delinear as configurações do mercado interno. José Newton Coelho Meneses, em um breve balanço historiográfico, apresenta dois autores que discordaram das perspectivas adotadas por Ciro Flamarion e Jacob Gorender. João Manuel Cardoso de Mello que discorda da existência de uma lógica própria na colônia, já que está inserida no modo de produção capitalista europeu. O outro historiador apresentado por Meneses é Jobson Arruda que discorda do conceito de modo de produção escravista colonial já que na colônia não há uma reprodução das relações de produção.
Importante observar a atualidade de Flamarion e Gorender nas discussões acerca da economia colonial, seja para defender ou questionar o vigor do mercado interno. O trabalho de João Luis Ribeiro Fragoso retoma, na década de noventa, algumas das preocupações de Ciro Flamarion. Em seu livro Homens de grossa ventura12, ele analisa os mecanismos da economia colonial que permitiram uma acumulação endógena em fins do século XVIII e início do XIX. Porém suas posições serão, em um segundo momento, seriamente criticadas.
Em um artigo escrito por pós-graduandos13 da UNICAMP inadequações e generalizações serão apontadas na obra de Fragoso e Manolo Florentino. A principal conclusão que se tira das críticas a Homens de grossa ventura é um questionamento da independência da colônia em relação à economia européia. Algumas generalizações são bem procedentes, pois a pesquisa de Fragoso se refere ao Rio de Janeiro após a Vinda da Corte, todavia as observações sobre essa conjuntura específica acabam sendo estendidas para todo o período e espaço colonial.
De qualquer maneira a obra de Fragoso faz parte de uma onda historiográfica seriamente preocupada em entender a dinâmica interna da colônia. Dentro dessas perspectivas foram fecundas as pesquisas acerca do abastecimento alimentar nas Minas Gerais, principalmente o século XVIII.
Na verdade pesquisas nessa temática já podem ser encontradas na década de 70, quando não na de 50 com o livro de Mafalda Zemella. Mas é de fato com o trabalho de Carlos Magno Guimarães e Liana Reis14 que a produção agrícola na região das Minas ganhou atenção. Esses autores serão os primeiros a apresentar a importância das pequenas plantações nas áreas de mineração. Mostram que com o declínio da mineração a agricultura tem um crescimento ainda maior, não sendo um mero apêndice da região mineradora.
Outros trabalhos, como o de Cláudia Chaves15 darão continuidade ao estudo da produção alimentar na Capitania das Minas Gerais. A historiadora recuperou uma série de ofícios ligados a produção e ao abastecimento de alimentos na capitania, como os atravessadores e as negras de tabuleiro, mostrando a diversificação da economia e sua relação com a área de mineração. O trabalho da autora está em consonância com estudos que demonstraram intensa circulação comercial na capitania.
Essas pesquisas, entre tantas outras, acabaram por demolir definitivamente as afirmações mais clássicas da historiografia, que consideravam a produção agrícola como de subsistência e deficitária. Em Formação do Brasil Contemporâneo, Caio Prado considera a produção interna pouco desenvolvida e voltada somente para auto-subsistência. Outro livro superado pelas recentes pesquisas é Desclassificados do Ouro, de Laura de Mello e Souza, com suas premissas da pobreza e carestia das Minas.
A historiadora considerou que a maior parte do lucro obtido com a exploração aurífera migrava para Portugal. Nessa perspectiva a impossibilidade de acumulação endógena adicionada a ausência de núcleos de abastecimento que suprisse as demandas da população, tornava a mineração uma atividade pouco rendosa para os diretamente envolvidos em sua atividade. Portanto a idéia de falso fausto, já que o valor dos alimentos eram altíssimos uma vez que grande parte dos provimentos tinham que ser importados.
Flávio Marcus da Silva 18em um artigo analisou a preocupação das autoridades em fomentar a produção e circulação de alimentos já que ondas de fome poderiam promover levantes e motins. Esse trabalho, embora modesto, é mais um exemplo da necessidade da existência de núcleos produtores dentro da própria capitania. Porém é o livro de Meneses que explicitará a complexidade da produção alimentar na capitania. Meneses procura focalizar o produtor rural em seu mundo rústico, a produção e a circulação de alimentos.
Esses trabalhos foram aos poucos eliminando a imagem cristalizada de uma capitania coberta de ouro, mas faminta. O “falso fausto” não corresponde plenamente à verdade histórica já que a agricultura e agropecuária da capitania foram suficientes para seu abastecimento, além do que existia o comércio com outras capitanias (como Bahia), o que supria eventuais deficiências.
Curioso é que a preocupação com a produção agrícola nas Minas acabou por concentrar a atenção da maioria dos historiadores. Com efeito, a mineração foi colocada em segundo plano, o que ilustra uma ênfase maior nos processos internos da colônia. Arrisco o palpite de que as pesquisas acerca da produção mineral no século XVIII vêm sendo seriamente negligenciadas.
Se analisarmos com atenção as atuais pesquisas dialogam muito com os debates de Gorender e Flamarion Cardoso. Ambos pensaram, na década de 70, na intensidade do comércio interno, porém tomaram como complementar à indústria agro-exportadora. Duas décadas depois a situação se inverteu, o trabalho proto-camponês não é mais tido como uma singularidade, pois a diversidade de pequenos proprietários (brancos e mestiços ricos e pobres, cativos e libertos) trouxe a tona um mercado interno dinâmico, mesmo que dependente da economia metropolitana. Meneses, por exemplo, mostra que economia de subsistência e mercantil podem conviver simultaneamente (94-100).
Os argumentos que tentam enfatizar a preponderância do mercado interno ou externo estão em constante embate na historiografia econômica sobre o período. Embora seja óbvio, mas necessário de dizer, a economia colonial só pode ser compreendida a luz da historiografia.

Referências Bibliográficas
CARDOSO, Ciro Flamarion. As concepções acerca do “Sistema Econômico Mundial e do Antigo sistema Colonial”; a preocupação obsessiva com a “Extração de excedente”. In:
LAPA, José Roberto do Amaral. Modos de produção e realidade brasileira. Petrópolis: Vozes, 1980.
CARDOSO, Ciro Flamarion. Escravo ou camponês? O proto-campesinato negro nas Américas. São Paulo: Brasiliense, 1987.
CHAVES, Claudia Maria das Graças. Comerciantes das minas setecentistas: a diverdidade de atuação no mercado colonial. Caderno de Filosofia e Ciências Humanas. Belo Horizonte, n. 10, p. 135-143, 1998.
FRAGOSO, João Luis. Homens de grossa ventura: acumulação e hierarquia na praça do Rio de Janeiro, 1790-1830. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
FURTADO, Celso. Formação do Brasil Contemporâneo. 15.ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1977.
GORENDER, Jacob. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1978.
GUIMARÃES, Carlos Magno & REIS, Liana Maria. Agricultura e Caminhos de Minas (1700-1750). Revista do Departamento de História da FAFICH/UFMG. 2 (1986): 7-36.
MARIUTTI, Eduardo; NOGUEROL, Luiz Paulo Ferreira; DANIEL NETO, Mário. Mercado interno colonial e grau de autonomia: crítica as propostas de João Luís Fragoso e Manolo Florentino. Estudos Econômicos, São Paulo, v. 31 (2): 369-393.
MENESES José Newton Coelho. O continente rústico. Abastecimento nas Minas Gerais setecentistas. Diamantina: Maria Fumaça, 2000.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: período colonial. São Paulo: Brasiliense, 1973.
SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial. São Paulo: Cia das Letras, 1988.
SILVA, Flávio Marcus da. Agricultura e Pecuária em Minas Gerais no século XVIII: uma abordagem política. História & perspectivas. 20/21 (1999): 9-31.
SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do ouro. Rio de Janeiro: Graal, 1982.
VAINFAS, Ronaldo. Dicionário de Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000

A Plantation Escravista

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL

PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL
Capítulo 2 - A Plantation Escravista

A montagem da área de produção açucareira
O açúcar foi o produto escolhido para iniciar, em 1534, a colonização sistemática do Brasil. Era um produto tropical com mercado garantido na Europa e com possibilidade de gerar altos lucros para a Metrópole portuguesa. Além do que, havia o especial interesse dos flamengos, investirem na nova área de produção, um tipo de solo favorável à cultura canavieira em Pernambuco, e o recurso possível ao trabalho compulsório, inicialmente dos indígenas e, posteriormente, os africanos. E, principalmente, os portugueses já tinham experiência com o produto, uma vez que o cultivavam nas ilhas oceânicas das costas do Atlântico. Em 1498, comerciantes genoveses e portugueses vendiam açúcar da ilha da Madeira até Constantinopla e, nos séculos XV e XVI, quase todas as ilhas africanas do Atlântico exportavam açúcar para o mercado europeu. Sendo assim, a extensão do cultivo para o Brasil era mais do que natural.


Aprenda as características da produção açucareira no Brasil colonial


O professor de História do EducaBahia, Ricardo Carvalho faz neste video-aula uma abordagem das principais características da produção açucareira na América Portuguesa durante o século XVI.


sábado, 5 de março de 2011

Confira o Simulado Notrevest com as questões de História do Brasil (Primeiro bimestre)

Questões simulado CNDL – PRIMEIRO BIMESTRE 2011


PRIMEIRO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL

1. (UFRS) As Câmaras municipais foram instituições fundamentais em todos os lugares onde houve a presença do Império ultramarino lusitano. Na América portuguesa não foi diferente, pois nas principais aglomerações urbanas elas exerciam um papel político essencial.

Considere as seguintes afirmações, referentes à caracterização dessas instituições. ´

I - Eram os canais de expressão política das elites locais, dos "homens bons" residentes nas diferentes vilas coloniais. Através da ocupação dos cargos na Câmara, essas elites expressavam suas demandas junto aos poderes centrais, como os governadores e a própria Coroa.

II - Eram órgãos legislativos dedicados à aplicação das Ordenações Filipinas, sendo a eleição para os cargos camarários feita pelo voto direto e democrático do conjunto da população.

III - Eram corpos deliberativos para os quais podia ser elegível a maior parte da população, excetuando-se somente os escravos africanos e os indígenas. Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas III.

c) Apenas I e II.

d) Apenas I e III.

e) Apenas II e III.



2. (UNESP) O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues (...) [a] um grupo diversificado, no qual havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a Coroa. (Boris Fausto, "História do Brasil".)

No texto, o historiador refere-se às

a) câmaras setoriais.

b) sesmarias.

c) colônias de povoamento.

d) capitanias hereditárias.

e) controladorias.



3. (UFMG) Leia este trecho do documento:







Eu el-rei faço saber a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes [...]


É CORRETO afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência




a) à criação do Governo Geral, com sede na Bahia.

b) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro.

c) à implementação da Capitania-sede em São Vicente.

d) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no Nordeste.

GABARITO


1. A

2. D

3. A





SEGUNDO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL



1. (UNESP) Sobre as revoltas do Período Regencial (1831-1840), é correto afirmar que

a) indicavam o descontentamento de diferentes setores sociais com as medidas de cunho liberal e antiescravista dos regentes, expressas no Ato Adicional.

b) algumas, como a Farroupilha (RS) e a Cabanagem (PA), foram organizadas pelas elites locais e não conseguiram mobilizar as camadas mais pobres e os escravos.

c) provocavam a crise da Guarda Nacional, espécie de milícia que atuou como poder militar da Independência do país até o início do Segundo Reinado.

d) a Revolta dos Malês (BA) e a Balaiada (MA) foram as únicas que colocaram em risco a ordem estabelecida, sendo sufocadas pelo Duque de Caxias.

e) expressavam o grau de instabilidade política que se seguiu à abdicação, o fortalecimento das tendências federalistas e a mobilização de diferentes setores sociais.

2. (ENEM) Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.

CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).


O imperialismo inglês, "destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre". Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão. DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).

Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre

a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.

b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.

c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.

d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.

e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.

3. (ENEM) O texto a seguir foi extraído de uma crônica de Machado de Assis e refere-se ao trabalho de um escravo:

Um dia começou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, João repicava e dobrava, dobrava e repicava pelos mortos e pelas vitórias. Quando se decretou o ventre livre dos escravos, João é que repicou. Quando se fez a abolição completa, quem repicou foi João. Um dia proclamou-se a República. João repicou por ela, repicaria pelo Império, se o Império retornasse. (Machado de Assis. Crônica do escravo João, 1897.)

A leitura do texto permite afirmar que o sineiro João:

a) Por ser escravo, tocava os sinos, às escondidas, quando ocorriam fatos ligados à Abolição.

b) Não poderia tocar os sinos pelo retorno do Império, visto que era escravo.

c) Tocou todos os sinos pela República, proclamada pelos abolicionistas que vieram libertá-lo.

d) Tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume fazê-lo.

e) Tocou os sinos pelo retorno do Império, comemorando a volta da Princesa Isabel.

4. (UFMG) Analise estas duas imagens:





Relacionando-se essas imagens à crise da ordem imperial brasileira, é CORRETO afirmar que elas expressam

a) a força dos ideais contrários à abolição da escravidão e à república, que retardou a crise da ordem imperial brasileira após a Guerra do Paraguai.

b) a fusão dos ideais monárquicos e republicanos, o que ajudou a acelerar a abolição da escravidão no final do século XIX.

c) o militarismo predominante no Império do Brasil, indicado pela presença marcante dos militares - inclusive o próprio Imperador - no poder.

d) os efeitos da Guerra do Paraguai sobre a ordem imperial e a crescente influência do republicanismo no cenário político brasileiro.


GABARITO

1. E

2. D

3. D

4. D

TERCEIRO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL




Nova História Crítica da América, São Paulo, Editora Atual, 1996, p. 36.





1. A charge acima está relacionada a um importante problema da estrutura social e econômica brasileira. Marque a alternativa que melhor traduz o conteúdo da charge.

a) A charge faz referência à concentração de terra no Brasil, problema que tem suas raízes na estrutura agrária criada no período da colonização.

b) A charge faz referência ao processo da escravidão no período colonial e mantido durante a fase monárquica brasileira.

c) A charge analisa, de forma irônica, o processo de divisão das terras, iniciado a partir de 1850, com a lei de terras.

d) Os personagens da charge são colonos preocupados em defender os seus interesses agrários, por isso recebem apoio de um grande proprietário.

2. (ENEM) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.

Disponível em http://www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 27 nov. 2008.

A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à

a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.

b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.

c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.

d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.

e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.


3. “Em breve, todos os aspectos “culturais” da empresa colonial lusitana foram entregues aos jesuítas, encarregados também da conversão dos “gentios” na Índia (e em toda a Ásia) e no Brasil. As colônias, especialmente o Brasil, se desenvolveram sem livros, sem universidade, sem imprensa, sem debates e inquietações culturais: em uma palavra, sem o frescor do humanismo renascentista.” (BUENO, Eduardo, Brasil: Uma História - Cinco séculos de um país em construção, São Paulo: Editora Leya, 2010, p.55)

A situação do Brasil colonial descrita no texto está relacionada:

a) à presença dos holandeses no Brasil e da sua intolerância religiosa.

b) ao avanço das práticas capitalistas e do fortalecimento do catolicismo nos países do norte da Europa.

c) a uma preocupação da preservação da cultura indígena no Brasil.

d) às iniciativas da Igreja Católica no processo da contrarreforma iniciadas no Concílio de Trento.


4. “A coroa portuguesa e outros estados europeus devastaram a África, marcando para sempre a sua história. Estimularam guerra entre seus habitantes e praticaram o escambo de produtos manufaturados, aguardente, fumo e tecidos por cativos de tribos rivais. Até o século XIX, enquanto durou a escravidão no novo mundo, milhões de africanos foram retirados do continente e encaminhados para as plantations americanas, em torno de 5 milhões só para a América Portuguesa. O comércio de seres humanos foi um dos mais lucrativos negócios do mercado mundial nesse período e garantiu o acúmulo de capital necessário para o posterior desenvolvimento do sistema capitalista.”(Campos, Flavio de. A escrita da história. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p.213.)

Com base no texto anterior e nos conhecimentos acerca do escravismo, é correto afirmar:

a) Antes da expansão comercial e ultramarina europeia que teve início no século XV, as tribos africanas já utilizavam a prática do escravismo. Os conflitos intertribais redundavam na perda da liberdade por parte dos vencidos.

b) A partir do século XV, os europeus passaram a comprar escravos provenientes da África através dos caravaneiros árabes que controlavam as rotas do Saara, utilizando-as para introduzir na Europa a mão de obra adquirida no continente africano.

c) A escravização dos negros da terra era referenda por religiosos e teólogos indignados com a injustificada escravização dos negros da Guiné.

d) Apesar da escravidão ter contribuído para a desestruturação das tribos e estados africanos, tal processo, por outro lado, possibilitou a plena inserção dos negros africanos na sociedade européia da Idade Moderna.

e) A democracia racial existente no Brasil durante a vigência do período colonial flexibilizou e criou um ambiente favorável à convivência harmônica entre negros e brancos.

5. (UFPI) Algumas décadas depois da chegada de Cabral à América, os portugueses viram-se na necessidade de efetivar a ocupação das suas descobertas territoriais. Sobre o processo de colonização implementado pelos lusitanos na América, podemos afirmar que:

a) Foi viabilizado pela descoberta de ouro e diamantes no interior, particularmente, em terras hoje pertencentes aos Estados de Minas Gerais e Goiás.

b) Teve, no cultivo da cana para a fabricação de açúcar a ser comercializado no mercado europeu e na utilização do trabalho escravo, fatores centrais.

c) Teve, na exploração do pau-brasil, na utilização da mão-de-obra africana e na criação de um sistema colonial centrado na vida urbana, elementos vitais para o sucesso inicial do empreendimento colonial.

d) Teve, na Coroa Espanhola e nos mercadores da Nova Lusitânia, parceiros vitais para o êxito do empreendimento.

e) Só foi efetivamente viabilizado com a unificação da Península Ibérica em 1580.



6. O gráfico acima pode indicar que:

a) a exportação de açúcar, no final do século XVI, diminuiu em razão da política metropolitana adotada após a União Ibérica.
b) a produção açucareira manteve-se regular durante todo o século XVII, pois o investimento feito pelos holandeses garantiu o comércio do açúcar na Europa.
c) o declínio das exportações de açúcar no final do século XVII pode ser creditado ao avanço do comércio inglês nesse setor.
d) a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas pode explicar o declínio das exportações brasileiras na segunda metade do século XVII.



7. (UFSM) Observe a figura e assinale a resposta que NÃO é correta.




Escravos trabalhando num engenho de açúcar no Nordeste. (Gravura de C. J. Visscher, 1640).
a) A organização da produção açucareira ocorreu de forma intensificada, com divisão de tarefas e utilização da tecnologia do período.
b) A atividade açucareira no Brasil foi principalmente realizada por escravos negros, envolvidos em todas as etapas da produção.
c) A escravidão estabeleceu-se na América a fim de sustentar atividades altamente lucrativas para a metrópole, ou seja, o tráfico e a produção de açúcar.
d) As condições de trabalho implantadas na atividade açucareira ocupavam a mão-de-obra de forma intensiva, durante o período de produção.
e) A utilização de mão-de-obra indígena originária da América foi definidora na organização produtiva implantada nas várias etapas do fabrico do açúcar.



GABARITO

1. A

2. C

3. D

4. A

5. B

6.D

7. E






SOCIOLOGIA - PRIMEIRO ANO

1. Quando a Sociologia, no século XIX, se desenvolve enquanto disciplina, ocorreu uma separação entre este conhecimento científico e o senso comum. Sobre esta realidade, NÃO seria correto afirmar que

a) o senso comum se caracteriza por opiniões subjetivas e generalizantes, sem fundamentação científica.

b) ao contrário do senso comum, a atitude científica sobre as interpretações do comportamento humano é expressa na Sociologia.

c) faz parte desta atitude científica a constatação de um problema social, observar os fatos e a realidade dos indivíduos e grupos, suas relações, formular uma hipótese de explicação e, ao final, pronunciar leis ou tendências de que um fato ocorre por motivos específicos.

d) para a Sociologia, seria desnecessária a preocupação com a investigação de causas e efeitos, relações entre os fatos e acontecimentos assim como com o contexto histórico dos fatos analisados.

e) diferentemente do senso comum, a Sociologia não parte para generalizações, ao primeiro contato com um fenômeno social.


2. O contexto histórico de surgimento da Sociologia, a Europa dos séculos XVIII e XIX, foi marcado pela ascensão da burguesia ao poder. Tomando por base essa afirmação, podemos constatar que os principais fatos históricos e sociais que propiciaram o surgimento da sociologia foram a(as)

a) unificação italiana e a revolução francesa.

b) revolução industrial e a independência dos Estados Unidos.

c) revolução francesa e a revolução industrial.

d) unificações alemã e italiana.

e) revolução industrial e a Primavera dos Povos.

3. Émile Durkheim (1858-1917) é considerado o fundador da Sociologia moderna; dentre suas obras, destacam-se As Regras do Método Sociológico (1894) e O Suicídio (1897). Para Durkheim, a Sociologia

a) depende, diretamente, da Filosofia.

b) não deve dar ênfase aos fenômenos coletivos.

c) percebe que as causas de um fenômeno social são irrelevantes para o sociólogo.

d) não deve se ocupar do estudo dos fatos sociais, privilegiando as manifestações culturais.

e) tem por objeto de estudo os fatos sociais que deveriam ser estudados como uma realidade específica.


GABARITO

1. D 2. C 3. E


SOCIOLOGIA - SEGUNDO ANO

1. (UEL) Ao receber um convite para uma festa de aniversário, é comum que o convidado leve um presente. Reciprocamente, na festa de seu aniversário, este indivíduo espera receber presentes de seus convidados. Do mesmo modo, se o vizinho nos convida para o casamento de seu filho, temos certa obrigação em convidá-lo para o casamento do nosso filho. Nos aniversários, nos casamentos, nas festas de amigo-secreto e em muitas outras ocasiões, trocamos presentes. Segundo o sociólogo francês Marcel Mauss, a prática de “presentear” é algo fundamental a todas as sociedades: segundo ele, a relação da troca, esta obrigatoriedade de dar, de receber e de retribuir é mais importante que o bem trocado.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.

I. O ato de presentear instaura e reforça as alianças e os vínculos sociais.

II. A troca de presentes cria e alimenta um circuito de comunicação nas sociedades.

III. O lucro obtido a partir dos bens trocados é o que fundamenta as relações de troca de presentes.

IV. O presentear como prática social originou-se quando da consolidação do modo capitalista de produção.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.

b) I e III.

c) III e IV.

d) I, II e IV.

e) II, III e IV.

2. Observe as imagens a seguir. Elas retratam ícones femininos de épocas diferentes.



a) Em cada época a cultura determina os padrões de beleza e de comportamento das pessoas.

b) As fotos das modelos e atrizes, ao longo das décadas, demonstram as permanências nos hábitos da sociedade.

c) Percebe-se que os hábitos alimentares e a preocupação com a saúde permaneceram inalterados.

d) Apesar das novas tecnologias os hábitos das pessoas continuaram os mesmos do início do século XX.

e) A beleza estética da figura feminina sempre esteve associada à gordura, pois representava as pessoas que viviam na ociosidade e não faziam trabalho braçal.


3. Observe as imagens abaixo e analise as proposições.


fig. 1. e-mail (correio eletrônico)




fig. 2. carta convencional





I - Os dois instrumentos de comunicação cumprem seu objetivo, mas destacam-se as diferenças: velocidade da comunicação, emprego de tecnologia avançada, utilização da escrita e do teclado, linguagem mais formal e linguagem codificada.
II - Os avanços tecnológicos provocaram mudanças nos hábitos de linguagem, comunicação em tempo real, acesso à internet que proporciona o acesso a diversas informações e o estabelecimento de amizades via redes sociais.
III - O crescente uso da internet trouxe a possibilidade de comunicação à longa distância a baixo custo e em tempo real fazendo com que a utilização do instrumento carta fosse completamente abolida do cotidiano das pessoas.
IV - Ocorreu uma transformação nos hábitos das pessoas fazendo com que as mesmas se tornassem dependentes da internet.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

GABARITO
1. A
2. A
3. D








SOCIOLOGIA – TERCEIRO ANO

1. (ENEM)
Você está fazendo uma pesquisa sobre a globalização e lê a seguinte passagem, em um livro:
A SOCIEDADE GLOBAL
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.

Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca-Cola no Mc Donald's. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes.

Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA.

Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas.
Adap. Praxedes et alli, 1997. O MERCOSUL. SP, Ed. Ática, 1997.

Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a resposta correta.

a) O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da terra.
b) A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador das novas nações.
c) A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista.
d) O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte.
e) Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.


(ENEM)
Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o Relatório do Desenvolvimento Humano, do qual foi extraído o trecho abaixo.
[...]
Nos últimos anos da década de 1990, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada tinha:
¬* 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
¬* 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
¬* 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%;
¬* 93,3% das conexões com a internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%.
A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres - que era de 30 para 1, em 1960 - passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1, em 1997.

De acordo com esse trecho do relatório, o cenário do desenvolvimento humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela:
a) diminuição da disparidade entre as nações.
b) diminuição da marginalização de países pobres.
c) inclusão progressiva de países no sistema produtivo.
d) crescente concentração de renda, recursos e riqueza.
e) distribuição equitativa dos resultados das inovações tecnológicas.



A tira aborda uma situação presente na economia mundial e sua mensagem indica que:


a) A globalização beneficia as nações mais ricas e não oferece as mesmas vantagens aos
países pobres na competição por mercados.
b) Com a mundialização da economia, a competitividade se torna igual para todos os países do globo.
c) A exclusão dos países mais pobres no processo de globalização se deve a ausência de
parques industriais nestas economias.
d) O desenvolvimento da sociedade mais pobre ocorre no mundo globalizado de forma mais lenta e gradativa em relação à sociedade mais abastada.
e) Inexiste diferença no tratamento das nações mais ricas e mais pobres no processo de globalização da economia.

GABARITO
1. A
2. D
3. A