
quarta-feira, 9 de março de 2011
Saiba mais sobre a expansão marítima europeia

Saiba mais sobre a importância do café no Segundo Reinado
CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção PitágorasCapítulo 2 - A economia no Brasil Imperial
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
O café reorganizou o cenário econômico brasileiro do século XIX e XX.
domingo, 6 de março de 2011
A Economia Cafeeira
CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção PitágorasCapítulo 2 - A economia no Brasil Imperial
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
A Economia Cafeeira
A história da economia durante o Segundo Reinado perpassa inevitavelmente pelo processo de expansão de um novo gênero agrícola: o café. Desde os meados do século XVIII esse produto era considerado uma especiaria entre os consumidores europeus. Ao longo desse período, o seu consumo ganhou proporções cada vez mais consideráveis. De acordo com alguns estudiosos, essa planta chegou ao Brasil pela Guiana Francesa nas mãos do tenente-coronel Francisco de Melo Palheta.
Na segunda metade do século XVIII, por volta de 1760, foram registrados os primeiros relatos noticiando a formação de plantações na cidade do Rio de Janeiro. Na região da Baixada Fluminense as melhores condições de plantio foram encontradas ao longo de uma série de pântanos e brejos ali encontrados. No final desse mesmo século, as regiões cariocas da Tijuca, do Corcovado e do morro da Gávea estavam completamente tomadas pelas plantações de café.
O pioneirismo das plantações cariocas alcançou toda a região do Vale do Paraíba, sendo o principal espaço de produção até a década de 1870. Reproduzindo a mesma dinâmica produtiva do período colonial, essas plantações foram sustentadas por meio de latifúndios monocultores dominados pela mão-de-obra escrava. As propriedades contavam com uma pequena roça de gêneros alimentícios destinados ao consumo interno, sendo as demais terras inteiramente voltadas para a produção do café.
A produção fluminense, dependente de uma exploração sistemática das terras, logo começaria a sentir seus primeiros sinais de crise. Ao mesmo tempo, a proibição do tráfico de escravos, em 1850, inviabilizou os moldes produtivos que inauguraram a produção cafeeira do Brasil. No entanto, nesse meio tempo, a região do Oeste Paulista ofereceu condições para que a produção do café continuasse a crescer significativamente.
Os cafeicultores paulistas deram uma outra dinâmica à produção do café incorporando diferentes parcelas da economia capitalista. A mentalidade fortemente empresarial desses fazendeiros introduziu novas tecnologias e formas de plantio favoráveis a uma nova expansão cafeeira. Muitos deles investiam no mercado de ações, dedicavam-se a atividades comerciais urbanas e na indústria. Para suprir a falta de escravos atraíram mão-de-obra de imigrantes europeus e recorriam a empréstimos bancários para financiar as futuras plantações.
O curto espaço de tempo em que a produção cafeeira se estabeleceu foi suficiente para encerrar as constantes crises econômicas observadas desde o Primeiro Reinado. Depois de se fixar nos mercados da Europa, o café brasileiro também conquistou o paladar dos norte-americanos, fazendo com que os Estados Unidos se tornassem nosso principal mercado consumidor. Ao longo dessa trajetória de ascensão, o café, nos finais do século XIX, representou mais da metade dos ganhos com exportação.
A adoção da mão-de-obra assalariada, na principal atividade econômica do período, trouxe uma nova dinâmica à nossa economia interna. Ao mesmo tempo, o grande acúmulo de capitais obtido com a venda do café possibilitou o investimento em infra-estrutura (estradas, ferrovias...) e o nascimento de novos setores de investimento econômico no comércio e nas indústrias. Nesse sentido, o café contribuiu para o processo de urbanização do Brasil.
A predominância desse produto na economia nacional ainda apresenta resultados significativos no cenário econômico contemporâneo. Somente nas primeiras décadas do século XX que o café perdeu espaço para outros ramos da economia nacional. Mesmo assinalando um período de crescimento da nossa economia, o café concentrou um grande contingente de capitais, preservando os traços excessivamente agrários e excludentes da economia nacional.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/historiadobrasil/economia-cafeeira.htm
As origens e a expansão da lavoura cafeeira no século XIXConfira um ótimo resumo sobre o período colonial brasileiro

Video da programa Vestibulando Digital com o professor de História Clides Moraes abordando aspectos relevantes do período colonial brasileiro.
A montagem da área de produção açucareira
A montagem da área de produção açucareira

Entre as razões pelas quais o açúcar foi escolhido como o produto responsável pelo início da colonização sistemática da América portuguesa estão o fato de ser esse um produto tropical com mercado garantido na Europa e com possibilidades de gerar altos lucros para a metrópole portuguesa. Além disso, havia o interesse dos comerciantes holandeses em investir na área de produção, existiam condições geográficas favoráveis ao desenvolvimento da lavoura canavieira e ainda o recurso possível para a obtenção da mão de obra escrava. E principalmente porque os portugueses já possuíam experiência com a produção de açúcar nas ilhas africanas do Atlântico.
O engenho colonial
A grande propriedade de produção açucareira acabou assimilando a denominação de engenho, que era apenas um de seus elementos. A propriedade englobava as terras de plantação de cana-de-açúcar, o setor agrícola da plantation, e o engenho propriamente dito, o setor fabril da plantation, responsável pela transformação da cana em açúcar. 
O termo plantation substitui a tradicional denominação tripé da agricultura de exportação: latifúndio, monocultura e escravidão. O que diferencia a plantation de outras culturas agrícolas é a existência, nela, de um setor fabril para o beneficiamento da produção.
O setor agrícola da unidade de produção açucareira compunha-se de dois setores que se articulavam: o setor agroexportador, responsável pela produção da mercadoria destinada à exportação, e um setor camponês, produtor de alimentos, subordinado ao primeiro, exercido pelos próprios escravos casados por meio de seu trabalho autônomo em lotes concedidos pelos seus senhores em usofruto. Esse sistema escravista protocamponês era chamado nessa época de brecha camponesa, muito embora muito historiadores defendam a ideia de que o sistema era muito mais que uma mera brecha e, sim, bastante generalizado na América portuguesa.

Esse sistema permitia que os escravos produzissem e comercializassem excedentes que eram aplicados na compra de sua alforria e de sua família ou mesmo na compra de escravos para trabalharem em suas roças.
A economia açucareira, embora tenha passado por uma grave crise na conjuntura da expulsão dos holandeses, se soergueu e, no século XVIII, comparada com o ouro em termos de libras esterlinas, foi mais rentável que o metal.
Essa é uma das razões de evitarmos a ideia de “ciclos” da economia colonial, pois as culturas permanecem e convivem com novas atividades que surgem, tornando equivocada a ideia de que uma atividade perece quando uma outra aparece.
Confira o vídeo sobre a produção de açúcar no período colonial
A Pecuária no período colonial
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista
O Rei do Gado
Orquestra da Terra
Vem ser mais feliz e quem sabe será
Sou desse chão
Ser mais feliz e quem sabe serei
Violência contra escravos é tema de aula de história
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
O professor de história do cursinho Oficina do Estudante, Marcus Vinícius de Morais, dá uma aula sobre o controle do comportamento escravo.
Segundo ele, a mais famosa política de dominação era a violência. No entanto, as punições do cotovelo para baixo, do joelho para baixo e no rosto estavam proibidas por ordenação real.
Isso ocorria porque ferir o escravo nestas regiões poderia inviabilizá-lo ao trabalho, o que geraria prejuízo. Por isso as punições eram dadas no peito, na coxa ou nas nádegas, sempre em um local específico das cidades coloniais: o pelourinho.
As punições eram públicas e ocorriam nos lugares mais movimentados da cidade. Escravos com muitas cicatrizes valiam menos, pois isso representava que eles se rebelavam mais.
Confira aula completa em vídeo.
Colonização portuguesa, escravismo e atividades econômicas: breve balanço historiográfico

A Plantation Escravista
COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL
A montagem da área de produção açucareira
sábado, 5 de março de 2011
Confira o Simulado Notrevest com as questões de História do Brasil (Primeiro bimestre)
PRIMEIRO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL
1. (UFRS) As Câmaras municipais foram instituições fundamentais em todos os lugares onde houve a presença do Império ultramarino lusitano. Na América portuguesa não foi diferente, pois nas principais aglomerações urbanas elas exerciam um papel político essencial.
Considere as seguintes afirmações, referentes à caracterização dessas instituições. ´
I - Eram os canais de expressão política das elites locais, dos "homens bons" residentes nas diferentes vilas coloniais. Através da ocupação dos cargos na Câmara, essas elites expressavam suas demandas junto aos poderes centrais, como os governadores e a própria Coroa.
II - Eram órgãos legislativos dedicados à aplicação das Ordenações Filipinas, sendo a eleição para os cargos camarários feita pelo voto direto e democrático do conjunto da população.
III - Eram corpos deliberativos para os quais podia ser elegível a maior parte da população, excetuando-se somente os escravos africanos e os indígenas. Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.
2. (UNESP) O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues (...) [a] um grupo diversificado, no qual havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a Coroa. (Boris Fausto, "História do Brasil".)
No texto, o historiador refere-se às
a) câmaras setoriais.
b) sesmarias.
c) colônias de povoamento.
d) capitanias hereditárias.
e) controladorias.
3. (UFMG) Leia este trecho do documento:
Eu el-rei faço saber a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes [...] |
É CORRETO afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência
a) à criação do Governo Geral, com sede na Bahia.
b) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro.
c) à implementação da Capitania-sede em São Vicente.
d) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no Nordeste.
2. D
1. (UNESP) Sobre as revoltas do Período Regencial (1831-1840), é correto afirmar que
a) indicavam o descontentamento de diferentes setores sociais com as medidas de cunho liberal e antiescravista dos regentes, expressas no Ato Adicional.
b) algumas, como a Farroupilha (RS) e a Cabanagem (PA), foram organizadas pelas elites locais e não conseguiram mobilizar as camadas mais pobres e os escravos.
c) provocavam a crise da Guarda Nacional, espécie de milícia que atuou como poder militar da Independência do país até o início do Segundo Reinado.
d) a Revolta dos Malês (BA) e a Balaiada (MA) foram as únicas que colocaram em risco a ordem estabelecida, sendo sufocadas pelo Duque de Caxias.
e) expressavam o grau de instabilidade política que se seguiu à abdicação, o fortalecimento das tendências federalistas e a mobilização de diferentes setores sociais.
CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).
O imperialismo inglês, "destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre". Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão. DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).
Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre
a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.
b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.
Um dia começou a guerra do Paraguai e durou cinco anos, João repicava e dobrava, dobrava e repicava pelos mortos e pelas vitórias. Quando se decretou o ventre livre dos escravos, João é que repicou. Quando se fez a abolição completa, quem repicou foi João. Um dia proclamou-se a República. João repicou por ela, repicaria pelo Império, se o Império retornasse. (Machado de Assis. Crônica do escravo João, 1897.)
A leitura do texto permite afirmar que o sineiro João:
a) Por ser escravo, tocava os sinos, às escondidas, quando ocorriam fatos ligados à Abolição.
b) Não poderia tocar os sinos pelo retorno do Império, visto que era escravo.
c) Tocou todos os sinos pela República, proclamada pelos abolicionistas que vieram libertá-lo.
d) Tocava os sinos quando ocorriam fatos marcantes porque era costume fazê-lo.
e) Tocou os sinos pelo retorno do Império, comemorando a volta da Princesa Isabel.

Relacionando-se essas imagens à crise da ordem imperial brasileira, é CORRETO afirmar que elas expressam
a) a força dos ideais contrários à abolição da escravidão e à república, que retardou a crise da ordem imperial brasileira após a Guerra do Paraguai.
b) a fusão dos ideais monárquicos e republicanos, o que ajudou a acelerar a abolição da escravidão no final do século XIX.
c) o militarismo predominante no Império do Brasil, indicado pela presença marcante dos militares - inclusive o próprio Imperador - no poder.
d) os efeitos da Guerra do Paraguai sobre a ordem imperial e a crescente influência do republicanismo no cenário político brasileiro.
GABARITO
1. E
2. D
3. D
4. D
TERCEIRO ANO – HISTÓRIA DO BRASIL
Nova História Crítica da América, São Paulo, Editora Atual, 1996, p. 36.
a) A charge faz referência à concentração de terra no Brasil, problema que tem suas raízes na estrutura agrária criada no período da colonização.
b) A charge faz referência ao processo da escravidão no período colonial e mantido durante a fase monárquica brasileira.
c) A charge analisa, de forma irônica, o processo de divisão das terras, iniciado a partir de 1850, com a lei de terras.
d) Os personagens da charge são colonos preocupados em defender os seus interesses agrários, por isso recebem apoio de um grande proprietário.
2. (ENEM) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de "tropa" que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do-reino, café, fubá e coité (um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.
Disponível em http://www.tribunadoplanalto.com.br. Acesso em: 27 nov. 2008.
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à
a) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.
b) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.
c) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.
d) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.
e) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.
3. “Em breve, todos os aspectos “culturais” da empresa colonial lusitana foram entregues aos jesuítas, encarregados também da conversão dos “gentios” na Índia (e em toda a Ásia) e no Brasil. As colônias, especialmente o Brasil, se desenvolveram sem livros, sem universidade, sem imprensa, sem debates e inquietações culturais: em uma palavra, sem o frescor do humanismo renascentista.” (BUENO, Eduardo, Brasil: Uma História - Cinco séculos de um país em construção, São Paulo: Editora Leya, 2010, p.55)
A situação do Brasil colonial descrita no texto está relacionada:
a) à presença dos holandeses no Brasil e da sua intolerância religiosa.
b) ao avanço das práticas capitalistas e do fortalecimento do catolicismo nos países do norte da Europa.
c) a uma preocupação da preservação da cultura indígena no Brasil.
d) às iniciativas da Igreja Católica no processo da contrarreforma iniciadas no Concílio de Trento.
4. “A coroa portuguesa e outros estados europeus devastaram a África, marcando para sempre a sua história. Estimularam guerra entre seus habitantes e praticaram o escambo de produtos manufaturados, aguardente, fumo e tecidos por cativos de tribos rivais. Até o século XIX, enquanto durou a escravidão no novo mundo, milhões de africanos foram retirados do continente e encaminhados para as plantations americanas, em torno de 5 milhões só para a América Portuguesa. O comércio de seres humanos foi um dos mais lucrativos negócios do mercado mundial nesse período e garantiu o acúmulo de capital necessário para o posterior desenvolvimento do sistema capitalista.”(Campos, Flavio de. A escrita da história. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p.213.)
Com base no texto anterior e nos conhecimentos acerca do escravismo, é correto afirmar:
a) Antes da expansão comercial e ultramarina europeia que teve início no século XV, as tribos africanas já utilizavam a prática do escravismo. Os conflitos intertribais redundavam na perda da liberdade por parte dos vencidos.
b) A partir do século XV, os europeus passaram a comprar escravos provenientes da África através dos caravaneiros árabes que controlavam as rotas do Saara, utilizando-as para introduzir na Europa a mão de obra adquirida no continente africano.
c) A escravização dos negros da terra era referenda por religiosos e teólogos indignados com a injustificada escravização dos negros da Guiné.
d) Apesar da escravidão ter contribuído para a desestruturação das tribos e estados africanos, tal processo, por outro lado, possibilitou a plena inserção dos negros africanos na sociedade européia da Idade Moderna.
e) A democracia racial existente no Brasil durante a vigência do período colonial flexibilizou e criou um ambiente favorável à convivência harmônica entre negros e brancos.
5. (UFPI) Algumas décadas depois da chegada de Cabral à América, os portugueses viram-se na necessidade de efetivar a ocupação das suas descobertas territoriais. Sobre o processo de colonização implementado pelos lusitanos na América, podemos afirmar que:
a) Foi viabilizado pela descoberta de ouro e diamantes no interior, particularmente, em terras hoje pertencentes aos Estados de Minas Gerais e Goiás.
b) Teve, no cultivo da cana para a fabricação de açúcar a ser comercializado no mercado europeu e na utilização do trabalho escravo, fatores centrais.
c) Teve, na exploração do pau-brasil, na utilização da mão-de-obra africana e na criação de um sistema colonial centrado na vida urbana, elementos vitais para o sucesso inicial do empreendimento colonial.
d) Teve, na Coroa Espanhola e nos mercadores da Nova Lusitânia, parceiros vitais para o êxito do empreendimento.
e) Só foi efetivamente viabilizado com a unificação da Península Ibérica em 1580.
6. O gráfico acima pode indicar que:
a) a exportação de açúcar, no final do século XVI, diminuiu em razão da política metropolitana adotada após a União Ibérica.
b) a produção açucareira manteve-se regular durante todo o século XVII, pois o investimento feito pelos holandeses garantiu o comércio do açúcar na Europa.
c) o declínio das exportações de açúcar no final do século XVII pode ser creditado ao avanço do comércio inglês nesse setor.
d) a concorrência do açúcar produzido pelos holandeses nas Antilhas pode explicar o declínio das exportações brasileiras na segunda metade do século XVII.
7. (UFSM) Observe a figura e assinale a resposta que NÃO é correta.

Escravos trabalhando num engenho de açúcar no Nordeste. (Gravura de C. J. Visscher, 1640).
a) A organização da produção açucareira ocorreu de forma intensificada, com divisão de tarefas e utilização da tecnologia do período.
b) A atividade açucareira no Brasil foi principalmente realizada por escravos negros, envolvidos em todas as etapas da produção.
c) A escravidão estabeleceu-se na América a fim de sustentar atividades altamente lucrativas para a metrópole, ou seja, o tráfico e a produção de açúcar.
d) As condições de trabalho implantadas na atividade açucareira ocupavam a mão-de-obra de forma intensiva, durante o período de produção.
e) A utilização de mão-de-obra indígena originária da América foi definidora na organização produtiva implantada nas várias etapas do fabrico do açúcar.
GABARITO
3. D
SOCIOLOGIA - PRIMEIRO ANO
1. Quando a Sociologia, no século XIX, se desenvolve enquanto disciplina, ocorreu uma separação entre este conhecimento científico e o senso comum. Sobre esta realidade, NÃO seria correto afirmar que
a) o senso comum se caracteriza por opiniões subjetivas e generalizantes, sem fundamentação científica.
b) ao contrário do senso comum, a atitude científica sobre as interpretações do comportamento humano é expressa na Sociologia.
c) faz parte desta atitude científica a constatação de um problema social, observar os fatos e a realidade dos indivíduos e grupos, suas relações, formular uma hipótese de explicação e, ao final, pronunciar leis ou tendências de que um fato ocorre por motivos específicos.
d) para a Sociologia, seria desnecessária a preocupação com a investigação de causas e efeitos, relações entre os fatos e acontecimentos assim como com o contexto histórico dos fatos analisados.
e) diferentemente do senso comum, a Sociologia não parte para generalizações, ao primeiro contato com um fenômeno social.
2. O contexto histórico de surgimento da Sociologia, a Europa dos séculos XVIII e XIX, foi marcado pela ascensão da burguesia ao poder. Tomando por base essa afirmação, podemos constatar que os principais fatos históricos e sociais que propiciaram o surgimento da sociologia foram a(as)
a) unificação italiana e a revolução francesa.
b) revolução industrial e a independência dos Estados Unidos.
c) revolução francesa e a revolução industrial.
d) unificações alemã e italiana.
e) revolução industrial e a Primavera dos Povos.
3. Émile Durkheim (1858-1917) é considerado o fundador da Sociologia moderna; dentre suas obras, destacam-se As Regras do Método Sociológico (1894) e O Suicídio (1897). Para Durkheim, a Sociologia
a) depende, diretamente, da Filosofia.
b) não deve dar ênfase aos fenômenos coletivos.
c) percebe que as causas de um fenômeno social são irrelevantes para o sociólogo.
d) não deve se ocupar do estudo dos fatos sociais, privilegiando as manifestações culturais.
e) tem por objeto de estudo os fatos sociais que deveriam ser estudados como uma realidade específica.
GABARITO
1. D 2. C 3. E
SOCIOLOGIA - SEGUNDO ANO
1. (UEL) Ao receber um convite para uma festa de aniversário, é comum que o convidado leve um presente. Reciprocamente, na festa de seu aniversário, este indivíduo espera receber presentes de seus convidados. Do mesmo modo, se o vizinho nos convida para o casamento de seu filho, temos certa obrigação em convidá-lo para o casamento do nosso filho. Nos aniversários, nos casamentos, nas festas de amigo-secreto e em muitas outras ocasiões, trocamos presentes. Segundo o sociólogo francês Marcel Mauss, a prática de “presentear” é algo fundamental a todas as sociedades: segundo ele, a relação da troca, esta obrigatoriedade de dar, de receber e de retribuir é mais importante que o bem trocado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, considere as afirmativas a seguir.
I. O ato de presentear instaura e reforça as alianças e os vínculos sociais.
II. A troca de presentes cria e alimenta um circuito de comunicação nas sociedades.
III. O lucro obtido a partir dos bens trocados é o que fundamenta as relações de troca de presentes.
IV. O presentear como prática social originou-se quando da consolidação do modo capitalista de produção.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
2. Observe as imagens a seguir. Elas retratam ícones femininos de épocas diferentes.

b) As fotos das modelos e atrizes, ao longo das décadas, demonstram as permanências nos hábitos da sociedade.
c) Percebe-se que os hábitos alimentares e a preocupação com a saúde permaneceram inalterados.
d) Apesar das novas tecnologias os hábitos das pessoas continuaram os mesmos do início do século XX.
e) A beleza estética da figura feminina sempre esteve associada à gordura, pois representava as pessoas que viviam na ociosidade e não faziam trabalho braçal.
3. Observe as imagens abaixo e analise as proposições.
fig. 1. e-mail (correio eletrônico)
fig. 2. carta convencionalI - Os dois instrumentos de comunicação cumprem seu objetivo, mas destacam-se as diferenças: velocidade da comunicação, emprego de tecnologia avançada, utilização da escrita e do teclado, linguagem mais formal e linguagem codificada.
II - Os avanços tecnológicos provocaram mudanças nos hábitos de linguagem, comunicação em tempo real, acesso à internet que proporciona o acesso a diversas informações e o estabelecimento de amizades via redes sociais.
III - O crescente uso da internet trouxe a possibilidade de comunicação à longa distância a baixo custo e em tempo real fazendo com que a utilização do instrumento carta fosse completamente abolida do cotidiano das pessoas.
IV - Ocorreu uma transformação nos hábitos das pessoas fazendo com que as mesmas se tornassem dependentes da internet.
Estão corretas apenas as afirmativas:
a) I e II.
b) I e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
GABARITO
1. A
2. A
3. D
SOCIOLOGIA – TERCEIRO ANO
1. (ENEM)
Você está fazendo uma pesquisa sobre a globalização e lê a seguinte passagem, em um livro:
A SOCIEDADE GLOBAL
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.
Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca-Cola no Mc Donald's. Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes.
Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em seguida, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA.
Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas.
Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a resposta correta.
a) O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da terra.
b) A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador das novas nações.
c) A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista.
d) O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte.
e) Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.
(ENEM)
Em 1999, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento elaborou o Relatório do Desenvolvimento Humano, do qual foi extraído o trecho abaixo.
[...]
Nos últimos anos da década de 1990, o quinto da população mundial que vive nos países de renda mais elevada tinha:
¬* 86% do PIB mundial, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
¬* 82% das exportações mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1%;
¬* 74% das linhas telefônicas mundiais, enquanto o quinto de menor renda, apenas 1,5%;
¬* 93,3% das conexões com a internet, enquanto o quinto de menor renda, apenas 0,2%.
A distância da renda do quinto da população mundial que vive nos países mais pobres - que era de 30 para 1, em 1960 - passou para 60 para 1, em 1990, e chegou a 74 para 1, em 1997.
De acordo com esse trecho do relatório, o cenário do desenvolvimento humano mundial, nas últimas décadas, foi caracterizado pela:
a) diminuição da disparidade entre as nações.
b) diminuição da marginalização de países pobres.
c) inclusão progressiva de países no sistema produtivo.
d) crescente concentração de renda, recursos e riqueza.
e) distribuição equitativa dos resultados das inovações tecnológicas.
A tira aborda uma situação presente na economia mundial e sua mensagem indica que:

a) A globalização beneficia as nações mais ricas e não oferece as mesmas vantagens aos
países pobres na competição por mercados.
b) Com a mundialização da economia, a competitividade se torna igual para todos os países do globo.
c) A exclusão dos países mais pobres no processo de globalização se deve a ausência de
parques industriais nestas economias.
d) O desenvolvimento da sociedade mais pobre ocorre no mundo globalizado de forma mais lenta e gradativa em relação à sociedade mais abastada.
e) Inexiste diferença no tratamento das nações mais ricas e mais pobres no processo de globalização da economia.
GABARITO
1. A
2. D
3. A

