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terça-feira, 12 de abril de 2011

A descoberta do ouro e a ocupação das regiões mineradoras

CNDL – Colégio Notre Dame de Lourdes


Primeiro Ano – Primeiro Bimestre


Coleção Pitágoras


Capítulo 3


A descoberta do ouro e a ocupação das regiões mineradoras





Problematização do tema



O século XVIII na América Portuguesa, conhecido como o século da economia do ouro, é um dos períodos mais ricos da História do Brasil. São inúmeros os trabalhos sobre as Minas Gerais setecentistas desenvolvidas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, principalmente dissertações e teses dos programas de pós-graduação das universidades federais, alguns levados à público, outros não. A variedade de temas e a minuciosa pesquisa documental que integram esses trabalhos permitem, nos dias de hoje, consolidar grande parte do conhecimento sobre as Minas Gerais do século XVIII em seus múltiplos aspectos: econômico, político, social, cultural e técnico.


Durante muito tempo, as regiões mineradoras foram estudadas a partir dos “olhos” da Metrópole. Nessa medida, essas áreas eram vistas tão somente como áreas de extração de ouro e de pedras preciosas. Não era possível detectar a dinâmica interna das áreas mineradoras, ou seja, as diversas outras atividades que nelas eram desenvolvidas, muitas vezes concorrentes com a economia do ouro, como foi a agricultura em Minas Gerais. Pouco também se dedicavam os estudos aos interesses da população dessas regiões, à sua sociabilidade, à sua religiosidade, às técnicas de mineração, ao intenso comércio que se praticava dentro da capitania e entre esta e outras áreas coloniais.


Como foi dito, atualmente é possível compreender as áreas mineradoras setecentistas tanto na perspectiva dos interesses mercantilistas metropolitanos quanto na perspectiva de sua lógica interna, o que enriquece o estudo e o torna mais instigante.


Minas Gerais, até 1711, estava integrada à Capitania do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas do Ouro. Em razão da Guerra dos Emboabas, como medida de controle, foi separada do Rio de Janeiro, formando a capitania de São Paulo e Minas do Ouro. Esta, por sua vez, separou-se, formando a capitania de Minas Gerais em 1721, após a revolta de Filipe dos Santos em 1720. As minas dos Goiases e de Cuiabá tiveram vida efêmera, principalmente em razão das tribos bravias que viviam nesses territórios e insistiam em atacar os mineradores. Além disso, as condições climáticas não eram boas e a época das chuvas trazia não só problemas para o trabalho de extração, mas também doenças, que dizimavam os mineradores.


Observe e compare a produção de ouro nas três regiões e no Brasil ao longo do século XVIII.






Pense sobre o que você acabou de ler e responda:



  1. O que mudou na historiografia desde que as regiões mineradoras eram vistas apenas a partir dos “olhos” da metrópole?





  1. Como se formou a Capitania de Minas Gerais ao longo das primeiras décadas do século XVIII?



  1. Os gráficos da produção de ouro corroboram o que o texto afirma acerca da vida efêmera nas minas de Goiás e de Cuiabá?



  1. Quais conclusões podem ser tiradas da observação atenta dos gráficos?


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Confira as avaliações de História do Brasil (1º bimestre) segunda chamada

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – SEGUNDA CHAMADA


PRIMEIRO ANO



1. A charge que abaixo se refere a uma das características da exploração do pau-brasil.



NOVAES Carlos Eduardo, LOBO César - História do Brasil para principiantes –- Editora Ática – São Paulo – p.40



A charge que abaixo se refere a uma das características da exploração do pau-brasil.

A característica da exploração do pau-brasil retratada na charge é:


a) O pau-brasil era monopólio da Coroa Portuguesa.

b) O comércio do pau-brasil era feito através do escambo.

c) O governo português cobrava 1/5 do valor do pau-brasil extraído.

d) As feitorias serviam para armazenar o pau-brasil.



resposta da questão 1:


[B]



A mão de obra utilizada na extração do pau-brasil foi a indígena por meio do sistema de escambo, ou seja, a troca do trabalho por objetos de pouco valor como quinquilharias que encantavam os indígenas.




2. Leia o texto abaixo e responda as questões.


O engenho, na festa das doze horas da moagem. O povo miserável da bagaceira compunha um poema na servidão: o mestre de açúcar pedindo fogo para a boca da fornalha, o ruído compassado das talhadeiras no mel quente espumando. E no pé da moenda:

Tomba cana negro,

Eu já tombei.

.....................

O engenho de Massangana

Faz três anos que não mói.

Ainda ontem plantei cana,

Faz três anos que não mói.

Os carros de bois gemendo nos eixo de pau – d’arco, os cambiteiros tangendo os burros com o chicote finindo, e e ô, dos carreiros para os Labareda e os Medalha, mansinhos. Os moleques trepados nas mesas dos carros, aprendendo a carrear com os mestres carreiros. Tudo nessa labuta melancólica do engenho moendo.


(REGO, José Lins do. Menino de engenho, p . 102-3.)


a) Identifique no texto lido duas características da plantation açucareira.

Resposta da questão 2:


Resposta: Monocultura, produção voltada para o mercado externo, uso de mão de obra escrava.



b) Identifique no texto lido a importância da pecuária na plantation açucareira.

Resposta da questão 2:

Resposta: O gado era usado nos engenhos para transportar a cana de açúcar até as moendas e movimentá-las.


3. Leia o texto abaixo e responda as questões.

“(...) A prática da comercialização de negros começou, em Portugal, no século XV, Em 1444, o navegador Gil Eanes, que dez anos antes havia ultrapassado o Cabo do Bojador, levou para lá uma carga de duzentos indivíduos, entre pretos retintos e outros clareados, pela mistura com sangue árabe ou berbere. A partir daí, cresceu o número de aventureiros envolvidos no transporte e na comercialização de sucessivos lotes de africanos escravizados.

O comércio europeu de gente negra começou portanto, antes da descoberta do Brasil, como uma espécie de subproduto da exploração marítima da costa ocidental africana pelos capitães que o infante D. Henrique despachava do seu promontório de Sagres.(...)


Antonio Rosério, Revista Nossa História, 02/2004, p . 63.



No Brasil o escravo indígena foi substituído pelo africano. APRESENTE um argumento histórico que justifique tal substituição.

Resposta da questão 3:


Resposta: Diante da possibilidade de lucros gerados pelo tráfico negreiro, a Coroa Portuguesa proibiu a escravização do índio e fez com que se generalizasse a adoção de mão-de-obra escrava negra nas grandes unidades produtoras de açúcar.


APRESENTE dois argumentos usados pelos portugueses para convencer os colonos a substituir o índio pelo negro nas atividades econômicas coloniais.

Resposta da questão 3:


Resposta: · Defendia a idéia de que o negro era melhor trabalhador que o índio e que ainda , o índio era mais rebelde que o negro. · Defendiam a idéia, com apoio dos jesuítas, de que índio tinha alma, portanto não poderia ser escravizado. Quanto aos negros, podiam ser escravizado, sem correr o risco de cometer um pecado.


4. (PITÁGORAS) Observe a charge.





Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 15.


Leia as afirmativas abaixo a respeito das atividades econômicas no período colonial brasileiro.


I. A atividade açucareira colonial se estruturou no sistema de Plantation: grande propriedade monocultora e escravista.

II. A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil, comumente utilizado para tingir tecidos.

III. A pecuária foi uma importante atividade econômica. Além de garantir lucros com a exportação para a Europa, contribuiu para o desbravamento o interior da colônia.

IV. As expedições portuguesas, conhecidas como bandeiras, desbravaram o sertão de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás onde foram encontradas as minas de ouro, aumentando consideravelmente a arrecadação real.


Está (ão) INCORRETA(S):


a) I e II

b) III e IV

c) Apenas a III

d) I e IV

e) Apenas a II


Resposta da questão 4:


[C]


A pecuária era uma atividade complementar e paralela à econômia açucareira e sua produção visava o abastecimento do mercado interno.


5. Leia o texto a seguir.





O açúcar


O açúcar foi o mais importante produto colonial brasileiro. Ele era fabricado principalmente nos engenhos da Bahia e de Pernambuco. (...) Foram os árabes que apresentaram o açúcar aos mercadores medievais. (...) O produto era raro e caro, saboreado apenas pelos ricos. (...) Foi exatamente por causa dele que os portugueses resolveram colonizar o Brasil.


História Crítica – Mário Schmidt – 6ª Série - Editora Nova Geração – 1999 – SP – p. 220 e 221



Assinale a única alternativa INCORRETA sobre a produção de açúcar no Brasil-Colônia:


a) Os holandeses financiavam, transportavam, refinavam e revendiam o açúcar do Brasil na Europa.

b) A produção açucareira era, na sua maior parte, destinada ao comércio interno.

c) A atividade açucareira era monocultora, baseada no trabalho escravo e utilizando grandes latifúndios.

d) A sociedade açucareira foi patriarcal, ou seja, a autoridade do senhor de engenho era absoluta.


Resposta da questão 5:

[B]


A produção do açúcar visava o consumo externo. A maior parte da produção açucareira da América Portuguesa era exportada para a Europa.




Questão desafio


Observe a charge e responda as questões.




“Estamos dando um exemplo de democracia para o mundo! Este país mal é descoberto e já temos eleições!”


NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 53.



No Brasil colônia, os membros das Câmaras Municipais eram escolhidos apenas entre os “homens bons”.

a) DEFINA quem eram os chamados “homens bons” no período colonial.

resposta da questão desafio:

Resposta: Os homens bons eram obrigatoriamente brancos e deveriam ocupar um lugar privilegiado na sociedade local, como por exemplo os proprietários de terras.


b) Apesar de existir eleições no Brasil Colônia, nem todos podiam votar.

DEFINA quem estava excluído do direito de voto.

resposta da questão desafio:


Resposta: Estavam excluídos do direito de voto: os índios, os negros, os mulatos, os mestiços de todo ordem, os trabalhadores rurais, os que exerciam ofícios mecânicos e seus auxiliares e as mulheres.



c) “Criadas como órgão de colaboração da Coroa, com raríssimas exceções, as Câmaras Municipais se apresentaram como obstáculos para o poder real.”



EXPLIQUE a frase acima.

resposta da questão desafio:

Resposta: Atendendo aos interesses da classe dominante colonial, as Câmaras Municipais assumiam posições autonomistas, passando por cima das autoridades portuguesas e desobedecendo as leis impostas pela Coroa na Colônia.

sábado, 26 de março de 2011

De olho no vestibular

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista
De olho no vestibular




Recife, por Franz Post.

1. (UESPI) “O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos”. (Antonil,1711). Tais prerrogativas facultariam ao senhor de engenho, no período colonial brasileiro:

a) participar das câmaras municipais, independente da exigência de pertencer à nobreza.

b) exercer todas as funções das câmaras municipais sem ser eleito pelos pares ou indicado pelo rei.

c) votar e ser votado para participar das câmaras municipais, atendendo à exigência de pureza de sangue.

d) criar câmaras municipais e erigir vilas e paróquias;

e) não pagar fintas (contribuições “voluntárias”) ou dízimos ao município.

Resposta [C]

2. (UESPI) O tráfico de escravos se constituiu, entre os séculos XVI e XIX, uma das atividades comerciais mais lucrativas, tanto para Portugal como para o Brasil. Segundo Luis Felipe de Alencastro, a cidade de Lisboa, já nos fins do século XVI, configurava-se como a “capital negreira do Ocidente”.

Sobre o tráfico negreiro, analise as afirmativas abaixo.

1. Entre os séculos XVI e XIX, o vinho, depois a cachaça e o tabaco foram produtos utilizados pelos traficantes, portugueses e brasileiros, como moeda de troca para escravização dos africanos.

2. O controle do tráfico negreiro no “mundo atlântico” foi uma forte motivação para que os holandeses invadissem Pernambuco em 1630.

3. A abolição do tráfico de escravos para o Brasil se deu oficialmente pela publicação da Lei inglesa de 1845.

4. O tráfico de africanos para o Brasil foi oficialmente extinto pela Lei de 4 de setembro de 1850, conhecida pelo nome de Lei Eusébio de Queiroz.

Estão corretas

a) 1, 3 e 4 apenas.

b) 1, 2 e 3 apenas.

c) 2, 3 e 4 apenas.

d) 1, 2 e 4 apenas.

e) 1, 2, 3 e 4.

Resposta: [E]

3. (UFMT) Sobre a questão agrária e a cana-de-açúcar no Brasil, assinale a afirmativa correta.

a) A demanda crescente nos mercados interno e externo por combustíveis renováveis, especialmente o álcool, atrai novos investimentos para o setor no Brasil, embora esse fato não signifique uma tendência concentradora do setor canavieiro.

b) A possibilidade de aumento da área plantada de cana-de-açúcar devida ao crescimento da demanda por biocombustíveis foi neutralizada por pressões internacionais.

c) A Zona da Mata do Nordeste é uma faixa territorial historicamente marcada pelo domínio da monocultura canavieira, muitas vezes utilizando o emprego de mão-de-obra assalariada de baixa remuneração.

D) Após sua expulsão de Pernambuco, os holandeses pilharam a produção açucareira nas Antilhas, marcando o início do apogeu da produção nordestina de açúcar.

E) A criação do Instituto do Açúcar e do Álcool, devido ao crescimento da indústria alcooleira, marcou o fim do controle pelo Estado da produção e distribuição do produto.

Resposta: [B]

4. (FATEC) Em relação ao período da ocupação holandesa no Nordeste brasileiro, afirma-se:

I. A invasão deveu-se aos interesses dos comerciantes holandeses pelo açúcar produzido na região, interesses esses que foram prejudicados devido à União Ibérica (1580-1640). II. Foi, também, uma conseqüência dos conflitos econômicos e políticos que envolviam as relações entre os chamados Países Baixos e o Império espanhol.

III. As medidas econômicas de Nassau garantiam os lucros da Companhia das Índias Ocidentais e os lucros dos senhores de engenho, já que aumentaram a produção do açúcar.

IV. A política adotada por Nassau para assentar os holandeses na Bahia acabou por deflagrar sua derrota e o fim da ocupação holandesa, graças à resistência dos índios e portugueses expulsos das terras que ocupavam. São verdadeiras as proposições:

a) I e II.

b) I, II e III.

c) II, III e IV.

d) I, III e IV.

e) II e IV.

resposta:[B]

5. (FGV) A administração de Maurício de Nassau sobre parte do Nordeste do Brasil, no século XVII, caracterizou-se

a) por uma forte intolerância religiosa, representada, principalmente, por meio do confisco das propriedades dos judeus e dos católicos.

b) pela proteção às pequenas e médias propriedades rurais, o que contribuiu para o aumento da produção de açúcar e tabaco em Pernambuco.

c) por uma ocupação territorial limitada a Pernambuco, em função da proteção militar efetuada por Portugal nas suas colônias africanas.

d) por inúmeras vantagens econômicas aos colonos e pela ausência de tolerância religiosa, representada pela imposição do calvinismo.

e) pela atenção aos proprietários luso-brasileiros, que foram beneficiados com créditos para a recuperação dos engenhos e a compra de escravos.

Resposta:[E]

6. (PUC) As invasões holandesas no Brasil, no século XVII, estavam relacionadas à necessidade de os Países Baixos manterem e ampliarem sua hegemonia no comércio do açúcar na Europa, que havia sido interrompido

a) pela política de monopólio comercial da Coroa Portuguesa, reafirmada em represália à mobilização anticolonial dos grandes proprietários de terra.

b) pelos interesses ingleses que dominavam o comércio entre o Brasil e Portugal.

c) pela política pombalina, que objetivava desenvolver o beneficiamento do açúcar na própria colônia, com apoio dos ingleses.

d) pelos interesses comerciais dos franceses, que estavam presentes no Maranhão, em relação ao açúcar.

e) pela Guerra de Independência dos Países Baixos contra a Espanha, e seus conseqüentes reflexos na colônia portuguesa, devido à União Ibérica.

Resposta:[E]

7. (PUC) Em 1640, com o fim da União Ibérica, Portugal se defronta com vários problemas e desafios para administrar o Brasil Colonial e desenvolver a sua economia. Entre esses problemas, NÃO pode ser arrolada

a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste.

b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista.

c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar.

d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará.

e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa.

resposta:[D]

8. (UFPE) A presença holandesa no Brasil colonial é tema que se destaca nos estudos historiográficos. Sobre o governo de Nassau (1637-44) e sua época, sempre surgem comentários e debates; porém, podemos afirmar que:

a) a recuperação da autonomia política de Portugal, nesse período, deu mais condições para este país desenvolver relações com os holandeses no Brasil.

b) Nassau não teve qualquer conflito com os nativos; apenas se desentendeu com o comando europeu da Companhia das Índias.

c) a atuação de Nassau em nada modificou as relações dos holandeses com os senhores de engenho, fracassando, porém, na expansão militar e na exportação de açúcar.

d) sua administração se restringiu a fazer benefícios à parte central do Recife, onde habitava com a sua família e onde construiu as obras mais importantes.

e) não houve na sua administração nenhuma preocupação com as conquistas militares; seus interesses se voltavam sobretudo para a arte renascentista.

resposta:[A]

9. (UFPE) União Ibérica durou 60 anos e teve influência na colonização portuguesa do Brasil. Durante o período da união entre Portugal e Espanha, o Brasil:

a) atingiu o auge da sua produção açucareira com ajuda de capitais espanhóis.

b) foi invadido pela Holanda, interessada na produção do açúcar.

c) conviveu com muitas rebeliões dos colonos contra o domínio espanhol.

d) registrou conflitos entre suas capitanias, insatisfeitas com a instabilidade econômica.

e) conseguiu ficar mais livre da pressão dos colonizadores europeus.

resposta:[B]

10. (UFC) Por aproximadamente três séculos, as relações de produção escravistas predominaram no Brasil, em especial nas áreas de plantation e de mineração. Sobre este sistema escravista, é correto afirmar que:

A) impediu as negociações entre escravos e senhores, daí o grande número de fugas.

B) favoreceu ao longo dos anos a acumulação de capital em razão do tráfico negreiro.

C) possibilitou a cristianização dos escravos, fazendo desaparecer as culturas africanas.

D) foi combatido por inúmeras revoltas escravas, como a dos Malês e a do Contestado.

E) foi alimentado pelo fluxo contínuo de mão-de-obra africana até o momento de sua extinção em 1822.

Resposta: [B]


sexta-feira, 25 de março de 2011

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista

Saiba mais sobre o escravismo colonial no Brasil

quarta-feira, 9 de março de 2011

Conheça a União Ibérica e as invasões halandesas

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro BimestreColeção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista

Conheça a União Ibérica e as invasões holandesas

Saiba mais sobre a União Ibérica e o Brasil holandês

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Capítulo 2 - A Plantation Escravista



A crise de sucessão dinástica em Portugal

A história das invasões holandesas liga-se à passagem do trono português à coroa espanhola, como resultado de uma crise sucessória que pôs fim à dinastia de Avis (1580). Na batalha de Alcácir-Quibir, no dia 4 de agosto de 1578, o rei de Portugal, D. Sebastião desapareceu em combate. Como D. Sebastião não possuía herdeiros diretos, o trono português ficou sob a regência de seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, aclamado rei no dia 28 de agosto de 1578. As duas grandes preocupações na gestão do cardeal-rei foram: o resgate de cativos aprisionados na África e a nomeação de um sucessor legal que pudesse evitar ao país uma guerra civil. O quadro de crise política se agravava, pois, com o trono “vazio”, vários pretendentes passaram a disputar a coroa portuguesa.
De um lado, D. Catarina de Médicis, rainha da França, que se dizia descendente do antigo rei D. João III. De outro, D. Catarina, duquesa de Bragança e sobrinha do Cardeal D. Henrique (a que se reunia maiores direitos). E. ainda, D. Antonio, Prior de Crato e Filipe II, rei da Espanha, bisnetos de D. Manuel, o venturoso.
A disputa acirrou-se entre D. Catarina de Bragança, D. Antonio e Filipe II. Buscando uma solução para tal problema, D. Henrique decidiu convocar as Cortes. D. Henrique acabou nomeando cinco governadores para constituírem uma regência interina, mas morreu tuberculoso em 31 de janeiro de 1580, legando um problema de difícil solução.
D. Antonio gozava de certa popularidade, pois o povo rejeitava a ideia de um soberano espanhol, vendo no Prior do Crato o único candidato capaz de desafiar o poderio de Filipe II. A duquesa de Bragança contava com o apoio de nobres e clérigos. Já Filipe II soube articular diplomaticamente as relações políticas e econômicas com a nobreza, o clero e a burguesia, obtendo uma forte aliança. Após a morte do cardeal-rei, as cortes continuaram reunidas. No final de junho de 1580, Filipe II invadiu Portugal com um forte exército para assegurar a sua coroação. Em contrapartida, D. Antonio organizou uma resistência, na qual foi aclamado rei pelo povo em Lisboa, Santarém, Setúbal e outros lugares. Mas na batalha de Alcântara, as tropas espanholas derrotaram o improvisado exército revoltosos, pacificando o país em dois meses. Consequentemente, Felipe II reuniu as cortes em Tomar, em abril de 1581, onde foi solenemente aclamado rei de Portugal com o título de Filipe I.

A União Ibérica e o Brasil Holandês - 1580 - 1640

Anexação de Portugal. Desde 1556 a Espanha era governada por Filipe II (1556 - 1598), membro de uma das mais poderosas dinastias européias: os Habsburgos ou Casa d'Áustria, que além da Espanha detinha o controle do Sacro-Império Romano Germânico, sediado na Áustria, com influências também sobre a Alemanha e a Itália.

Nos tempos do reinado de Filipe II, a exploração das minas de prata da América espanhola havia atingido o seu apogeu. Com a entrada da prata do México e do Peru, a Espanha se transformara, durante o século XVI, na mais poderosa nação européia. Isso levou os historiadores a classificarem o século XVI como o século da preponderância espanhola. Tendo em mãos recursos abundantes, Filipe II aliou o poderio econômico a uma agressiva política internacional, da qual resultou a anexação de Portugal (até então, reino independente) e a independência da Holanda (até então, possessão espanhola). Vejamos como Portugal passou ao domínio espanhol.



Em 1578, o rei de Portugal, D. Sebastião, morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no atual Marrocos, em luta contra os árabes. Com a morte do rei, que não tinha descendentes, o trono de Portugal foi ocupado pelo seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, que, no entanto, faleceu em 1580, naturalmente sem deixar descendência... Com a morte deste último, extinguia-se a dinastia de Avis, que se encontrava no trono desde 1385, com a ascensão de D. João I, mestre de Avis.

Vários pretendentes se candidataram então ao trono vago: D. Catarina, duquesa de Bragança, D. Antônio, prior do Crato e, também, Felipe II, rei da Espanha, que descendia, pelo lado materno, em linha direta, do rei D. Manuel, o Venturoso, que reinou nos tempos de Cabral. Depois de invadir Portugal e derrotar seus concorrentes, o poderoso monarca espanhol declarou: "Portugal, lo herdé, lo compré y lo conquisté".

Assim, de 1580 até 1640, o rei da Espanha passou a ser, ao mesmo tempo, rei de Portugal, dando origem ao período conhecido como “União Ibérica”.

Portugal havia adotado até então uma política internacional muito prudente, evitando, tanto quanto possível, atritos nessa área, ciente de sua própria fragilidade. Essa situação foi altera­da completamente com a sua anexação pela Espanha, já que Portugal herdou, de imediato, todos os numerosos inimigos dos Habsburgos. Do ponto de vista colonial, o mais temível inimigo era a Holanda.



Holandeses no Brasil

Origens da Holanda. Os Países Baixos (atuais Bélgica, Holanda e parte do norte da França), desde a segunda metade da Idade Média, constituíram -se numa região de grande prosperidade econômica, cujas manufaturas têxteis desfrutavam inigualável reputação internacional. Formou-se, assim, nos Países Baixos, uma poderosa burguesia mercantil, uma das mais progressistas da Europa.

Os Países Baixos eram possessões dos Habsburgos e tinham grande autonomia no rei­nado de Carlos V (pai de Filipe II). Suas tradições e interesses econômicos locais eram respeitados.

Essa situação se alterou profundamente com a ascensão de Filipe II, que herdou do pai o trono espanhol e os Países Baixos. A razão da mudança explica-se por dois motivos básicos: em primeiro lugar, o advento do protestantismo tinha polarizado o mundo cristão no século XVI, provocando intermináveis conflitos entre católicos e protestantes. Nos Países Baixos, em razão do predomínio burguês, difundiu-se rapidamente o calvinismo, ao passo que a Espanha mantinha-se profundamente católica. E Filipe II era considerado o mais poderoso e o mais devotado monarca católico. Em segundo lugar, Filipe II era um rei absolutista. Assim, com a sua chegada ao trono terminou a fase de benevolência em relação aos Países Baixos. O novo monarca pôs fim à tolerância religiosa e substituiu os governantes nativos por administradores espanhóis de sua confiança, subordinando os Países Baixos diretamente à Espanha.

A reação nos Países Baixos foi imediata, com a eclosão de revoltas por toda parte. A fim de reprimi-las, Filipe II enviou tropas espanholas sob o comando do violento duque de Alba. À repressão político-religiosa, somou se o confisco dos bens dos revoltosos, conforme relatou o duque de Alba ao rei: “Atualmente detenho criminosos riquíssimos e temíveis e os submeto a multas em dinheiro; logo me ocuparei das cidades criminosas. Desse modo às arcas de Vossa Majestade fluirão somas consideráveis”.



Territórios da Casa de Habsburgo ao tempo de Filipe II


Contra essa violência espanhola uniram-se dezessete províncias dos Países Baixos para resistir melhor. Porém, a luta anticatólica, antiabsolutista e antiespanhola dos Países Baixos começou a tomar, com o tempo, uma coloração mais radical e passou a ameaçar a própria ordem social. A nobreza e os ricos mercadores começaram a se sentir ameaçados em seus privilégios pela crescente participação popular na rebelião antiespanhola, principalmente nas províncias do sul - Bélgica atual. A fim de evitar o agravamento dessa tendência indesejável para a camada dominante, as províncias do sul decidiram abandonar a luta e se submeter aos espanhóis em 1579. No entanto, continuaram a resistir as sete províncias do norte, que formaram a União de Utrecht, em 1581, e não mais reconheceram a autoridade de Filipe II.

Sob a liderança de Guilherme, o Taciturno, prosseguiu a luta da União de Utrecht. Guilherme, entretanto, foi assassinado em 1584, o que conduziu à criação de um Conselho Nacional, integrado pela nobreza e pela burguesia. Nasceram, desse modo, as Províncias Unidas dos Países Baixos na República da Holanda.

Em sua luta contra a Espanha, a Holanda foi apoiada ativamente pela Inglaterra. Assim, devido à tenaz resistência holandesa e à ampliação do conflito, a Espanha aceitou finalmente uma trégua - a trégua dos 12 anos: de 1609 a 1621 –, que foi, na prática, o reconhecimento da independência da Holanda.

Reflexos da Guerra dos Países Baixos em Portugal. Desde a Idade Média, Portugal mantinha com os Países Baixos relações comerciais, que se intensificaram na época da expansão marítima. Os mercadores flamengos eram os principais compradores e distribuidores dos produtos orientais trazidos por Portugal.

Ora, essa situação se alterou radicalmente com a Guerra dos Países Baixos. A Espanha, que nesse tempo já havia incorporado o reino português, adotou, em represália aos Países Baixos, medidas restritivas ao comércio com seus portos, incluindo Portugal.

Para a Holanda, que conquistara a independência, tais medidas tornaram-se permanentes. Porém, uma vez vedado o acesso aos portos portugueses, os mercadores de Amsterdã decidiram atuar diretamente no Índico. As primeiras experiências acabaram fracassando, mas a solução para o comércio direto foi finalmente encontrada com a constituição da Companhia das Índias Orientais (1602), que passou a ter o monopólio do comércio oriental, garantindo desse modo a lucratividade da empresa.

O êxito dessa experiência induziu os holandeses a constituírem, em 1621, exatamente no momento em que expirava a trégua dos 12 anos, a Companhia das Índias Ocidentais, a quem os Estados Gerais (órgão político supremo da Holanda) concederam o monopólio do tráfico de escravos, da navegação e do comércio por 24 anos, na América e na África. A essa nova companhia deve-se creditar a maior façanha dos holandeses: a conquista de quase todo o nordeste açucareiro no Brasil.

Os holandeses na Bahia (1624-1625). A primeira tentativa de conquista holandesa no Brasil ocorreu em 1624. O alvo visado era Salvador, a capital da colônia.

Os holandeses não faziam muito segredo de seus planos. Diogo de Mendonça Furtado, governador da Bahia, tinha conhecimento do fato, embora não tomasse nenhuma providência para repelir o iminente ataque holandês. Resultado: no ano de 1624, quando a invasão holandesa se efetivou, bastaram pouco mais de 24 horas para que a cidade fosse completamente dominada. O governador Mendonça Furtado foi preso e enviado a Amsterdã. O seu lugar foi ocupado pelo holandês Van Dorth.
Passado o pânico inicial, os colonos se reagruparam e começaram a resistência. Destacou-se aqui o bispo Dom Marcos Teixeira, que mobilizou os moradores através do apelo religioso: a luta contra os holandeses foi apresentada como luta contra os heréticos calvinistas. Essa luta guerrilheira que então se iniciou, contabilizou alguns êxitos, entre eles a morte do próprio governador holandês, Van Dorth. Enfim, os holandeses foram repelidos por uma esquadra luso­espanhola, conhecida com v nome pomposo de Jornada dos Vassalos. Essa primeira tentativa holandesa durou praticamente um ano: de 1624 a 1625.

Apesar do fracasso em Salvador, os holandeses foram amplamente recompensados, em 1628, com a apreensão, nas Antilhas, de um dos maiores carregamentos de prata americana para a Espanha. A façanha é atribuída a Piet Heyn, comandante da esquadra holandesa. Os recursos obtidos com esse ato de pirataria ser­viram para financiar uma segunda tentativa, desta vez contra Pernambuco.

A Insurreição Pernambucana (1645-1654)

A Holanda, ao longo do processo de consolidação de sua expansão marítimo-comercial, teve de enfrentar sérias dificuldades para a expansão de suas atividades mercantis. Primeiramente, foi obrigada a entrar em um desgastante conflito no qual lutava pela independência da região dos Países Baixos do poderio espanhol. Externamente, necessitava urgentemente de ampliar seus negócios através da criação de colônias no continente americano.

Ao mesmo tempo em que lutava com os espanhóis, a Holanda criou a Companhia das Índias Orientais. Essa empresa foi responsável por tratar das questões mercantis holandesas. Entre suas primeiras ações, a Companhia organizou um conjunto de invasões ao território brasileiro que tinha um duplo objetivo: fixar pólos de exploração açucareira no Nordeste e enfraquecer a Espanha, que na época desfrutava dos lucros das possessões coloniais lusitanas por conta da União Ibérica.

Após não conseguirem invadir Salvador, as expedições holandesas tiveram êxito em controlar a região de Pernambuco, a partir de 1630. Nesse tempo, a administração holandesa financiou a exploração açucareira oferecendo empréstimos aos senhores-de-engenho. Sob o comando de Maurício de Nassau, o Nordeste açucareiro parecia desfrutar de um período próspero. No entanto, enquanto Nassau favorecia os senhores-de-engenho, o governo holandês gastava boa parte de seus lucros com as guerras em prol de sua independência.

Esses conflitos esvaziaram os cofres do Estado holandês, que a partir de então não tinha mais condições de bancar a produção açucareira no Brasil. Com isso, a Companhia de Comércio foi pressionada a cobrar suas dívidas junto aos senhores-de-engenho nordestinos. Inconformados com a mudança na política colonial holandesa, vários proprietários de terra da região começaram a se opor à presença dos holandeses. Dava-se início a uma seqüência de conflitos que marcaram a chamada Insurreição Pernambucana.

Os colonos, que inicialmente não contaram com o apoio lusitano, empreenderam a formação de tropas que venceram os primeiros embates contra a Holanda. Com a liderança de Filipe Camarão e Henrique Dias, os colonos resistiam à agora desinteressante presença holandesa. A Batalha das Tabocas e de Guararapes foram dois grandes golpes que enfraqueceram o poderio dos invasores em terras tupiniquins. Já não podendo fazer frente às tropas luso-pernambucanas, os holandeses encerraram seu período de dominação com a derrota na batalha de Campina da Taborda, em 1654.

Ainda consta que, para garantir a reintegração de suas posses, Portugal concedeu uma indenização de 63 toneladas de ouro. A Holanda, já enfraquecida com os conflitos no cenário americano e europeu, optou pela retirada de suas tropas e o aceite da indenização. Expulsos do Brasil, os holandeses rumaram para as Antilhas onde passaram a produzir um açúcar mais barato que influenciou na crise açucareira do nordeste brasileiro.



domingo, 6 de março de 2011

Confira um ótimo resumo sobre o período colonial brasileiro

Video da programa Vestibulando Digital com o professor de História Clides Moraes abordando aspectos relevantes do período colonial brasileiro.

A montagem da área de produção açucareira

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Primeiro Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista


A montagem da área de produção açucareira



Entre as razões pelas quais o açúcar foi escolhido como o produto responsável pelo início da colonização sistemática da América portuguesa estão o fato de ser esse um produto tropical com mercado garantido na Europa e com possibilidades de gerar altos lucros para a metrópole portuguesa. Além disso, havia o interesse dos comerciantes holandeses em investir na área de produção, existiam condições geográficas favoráveis ao desenvolvimento da lavoura canavieira e ainda o recurso possível para a obtenção da mão de obra escrava. E principalmente porque os portugueses já possuíam experiência com a produção de açúcar nas ilhas africanas do Atlântico.

O engenho colonial

A grande propriedade de produção açucareira acabou assimilando a denominação de engenho, que era apenas um de seus elementos. A propriedade englobava as terras de plantação de cana-de-açúcar, o setor agrícola da plantation, e o engenho propriamente dito, o setor fabril da plantation, responsável pela transformação da cana em açúcar.
O termo plantation substitui a tradicional denominação tripé da agricultura de exportação: latifúndio, monocultura e escravidão. O que diferencia a plantation de outras culturas agrícolas é a existência, nela, de um setor fabril para o beneficiamento da produção.

O setor agrícola da unidade de produção açucareira compunha-se de dois setores que se articulavam: o setor agroexportador, responsável pela produção da mercadoria destinada à exportação, e um setor camponês, produtor de alimentos, subordinado ao primeiro, exercido pelos próprios escravos casados por meio de seu trabalho autônomo em lotes concedidos pelos seus senhores em usofruto. Esse sistema escravista protocamponês era chamado nessa época de brecha camponesa, muito embora muito historiadores defendam a ideia de que o sistema era muito mais que uma mera brecha e, sim, bastante generalizado na América portuguesa.



Esse sistema permitia que os escravos produzissem e comercializassem excedentes que eram aplicados na compra de sua alforria e de sua família ou mesmo na compra de escravos para trabalharem em suas roças.

A economia açucareira, embora tenha passado por uma grave crise na conjuntura da expulsão dos holandeses, se soergueu e, no século XVIII, comparada com o ouro em termos de libras esterlinas, foi mais rentável que o metal.

Essa é uma das razões de evitarmos a ideia de “ciclos” da economia colonial, pois as culturas permanecem e convivem com novas atividades que surgem, tornando equivocada a ideia de que uma atividade perece quando uma outra aparece.

Confira o vídeo sobre a produção de açúcar no período colonial

A Pecuária no período colonial

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Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A Plantation Escravista


A pecuária foi uma importante atividade econômica na América Portuguesa, muito embora tenha sido subsidiária tanto da economia açucareira quanto da economia mineradora.
O gado foi introduzido em São Vicente pela esposa de Martim Afonso de Souza, Ana Pimentel. Tomé de Souza, o primeiro governador-geral da América Portuguesa, levou o gado de São Vicente para a Bahia, em razão da sua utilidade nos trabalhos dos engenhos.
Até a edição da Carta Régia de 17o1, que determinava que as áreas de criação pastoril deveriam ser pelo menos 10 léguas distantes da costa, o gado conviveu com as plantações de cana-de-açúcar. Conflitos entre os plantadores de cana e criadores de gado, devido ao fato de o gado destruir as plantações, levaram o rei de Portugal a proibir a convivência das duas atividades econômicas.
Os resultados da Carta Régia de 1701 foram a interiorização das atividades pastoris e a ocupação dos sertões, fixando-se, neles, o povoamento.
Já a pecuária sulina, especialmente a dos Campos de Curitiba, foi estimulada pelos reiterados contatos comerciais com as áreas mineradoras. A colonização do Rio Grande do Sul deveu-se também, principalmente, à criação de gado de corte e de animais de carga, direcionada para o abastecimento das áreas de extração de metais preciosos.
Em razão das suas características - necessidade de pouco capital e reduzida mão-de-obra - essa atividade econômica pôde se expandir com relativa facilidade. No século XVII, os principais núcleos criatórios situavam-se na Bahia, com a presença de um grande número de fazendas ao longo do rio São Francisco e em Pernambuco. Da Bahia, a expansão da atividade pastoril se deu em direção ao Piauí.
Confira as principais características da Pecuária no período colonial
Contextualizando o tema estudado
Essa canção composta por Nil Bernardes, Luiz Schiavon e Marcelo Barbosa foi o tema de abertura da novela O rei do gado, exibida pela rede Globo de televisão em 1996 e serve para ilustrar o papel desempenhado pela pecuária ao longo do processo de formação histórica do Brasil.
Confira o video e a letra dessa composição musical abaixo.

O Rei do Gado
Orquestra da Terra
Sou desse chão
Onde o rei é peão
Com o laço na mão
Laça, fere, marca
Deixando a ilusão
De que tudo é seu
Com coragem de quem
Vive, luta, sonha
Vem ser mais feliz e quem sabe será
Voam livres pensamentos seus
Que vão pelo ar
O fazem sonhar
E sentir-se um deus
Sou desse chão
Sou da terra raiz
Sou a relva do campo
E pra sempre serei
Sou esse rei
Sou peão laçador
Do sertão sou senhor
Mas por força da lei
Ser mais feliz e quem sabe serei
Voam livres pensamentos meus
Vão pelo ar e me fazem sonhar
E sentir-me um Deus...
Agora que você já sabe a letra, que tal soltar a voz no videokê?

Violência contra escravos é tema de aula de história

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial
Violência contra escravos é tema de aula de história
Trabalhadores eram punidos em público no pelourinho.
Os que tinham mais cicatrizes valiam menos.





O professor de história do cursinho Oficina do Estudante, Marcus Vinícius de Morais, dá uma aula sobre o controle do comportamento escravo.

Segundo ele, a mais famosa política de dominação era a violência. No entanto, as punições do cotovelo para baixo, do joelho para baixo e no rosto estavam proibidas por ordenação real.

Isso ocorria porque ferir o escravo nestas regiões poderia inviabilizá-lo ao trabalho, o que geraria prejuízo. Por isso as punições eram dadas no peito, na coxa ou nas nádegas, sempre em um local específico das cidades coloniais: o pelourinho.

As punições eram públicas e ocorriam nos lugares mais movimentados da cidade. Escravos com muitas cicatrizes valiam menos, pois isso representava que eles se rebelavam mais.

Confira aula completa em vídeo.

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/violencia-contra-escravos-e-tema-de-aula-de-historia.html