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sábado, 13 de abril de 2013

Confira a correção da avaliação de História (Prova 2 – Segunda Chamada)




Correção da avaliação de História - Primeiro Bimestre


(Prova 2 – Segunda Chamada)
Avaliação de História (Segunda chamada)





Primeiro Ano

1. (PITÁGORAS) "Em 1492, a expansão europeia atingia a América. Em 1498, os europeus chegaram também às tão ambicionadas Índias. Tais descobrimentos situaram-se dentro do mesmo movimento do expansionismo europeu ocidental. As ocupações, porém, das regiões das Índias Orientais e das Índias Ocidentais foram inteiramente diferentes: no Oriente a simples conquista era suficiente; no Ocidente, era outra a condição de incorporação dos territórios atingidos.



Identifique entre os fatores abaixo, aqueles que se constituíram condições para a expansão marítima no século XV.



I - a escassez de metais preciosos na Europa devido ao fato das minas estarem exauridas.

II - a revolução verde que contribuiu para o aumento da produção agrícola e a queda dos preços dos produtos.

III - a falta de mão-de-obra e o aumento dos salários dos trabalhadores.

IV - o apoio da Igreja católica enfraquecida com a Reforma Protestante e interessada na conquista de novos adeptos.



São CORRETAS as afirmativas



A) I e II, apenas.

B) I e III, apenas.

C) II e IV, apenas.

D) I, III e IV, apenas.

E) I, II, III e IV.



resposta: [D]



2. (CNDL) Leia os versos da canção.




(...)

Olhe a nossa história

Os nossos ancestrais

O Brasil colonial não era igual a Portugal

A raiz do meu país era multirracial

Tinha Índio, Branco Amarelo, Preto

Nascemos da mistura, então por que preconceito?

Barrigas cresceram

O tempo passou...

Nasceram brasileiros cada um com sua cor

Uns com pele clara outros, mais escura

Mas todos viemos da mesma mistura

Então presta atenção nessa sua babaquice

Pois como eu já disse

Racismo é burrice

Dê a ignorância um ponto final

Faça uma lavagem cerebral.



(Gabriel, o Pensador, Lavagem Cerebral, 1993)


A letra da música de Gabriel, o pensador faz referência a ideia de um Brasil multirracial. Podemos entender esse termo como:



a) um fenômeno fruto do processo de miscigenação que tem origem, ainda no período colonial, a partir da fusão de negros, índios e brancos.

b) um processo de curta duração iniciado no final do século XVIII com as idéias iluministas e o fim do sistema colonial.

c) a mistura de culturas, com predomínio da visão de mundo dos europeus, principalmente, escandinavos.

d) uma mera expressão do racismo, uma vez que o Brasil, historicamente, sempre foi dividido em raças que viviam harmoniosamente.

e) demonstram claramente que no Brasil sempre vivemos num clima de democracia racial.



resposta:[A]



3. (PITÁGORAS) “No Domingo, ou dias de festas, tão numerosos que absorvem mais de cem dias no ano, os escravos são dispensados de trabalhar para seus senhores e podem descansar ou trabalhar para si próprios. Em cada fazenda existe um pedaço de terra que lhes é entregue, cuja extensão varia de acordo com o número de escravos, cada um dos quais cultiva como quer ou pode. Dessa maneira, não somente o escravo consegue, com o produto do seu trabalho, uma alimentação sadia e suficiente, mas ainda, muitas vezes, chega a vendê-lo vantajosamente”.

(Fonte:Johann-Moritz Rugendas. Viagem pitoresca através do Brasil. São Paulo: Martins-EDUSP, 1972. P. 140)



O trecho do documento é da época do Brasil Colônia e se refere

A) ao trabalho escravo nas fazendas de café do Oeste Paulista.

B) às condições de trabalho do escravo nos engenhos. 

C) ao cotidiano do escravo no sertão nordestino e campos do sul.

D) à vida dos escravos nas fazendas e áreas de mineração do sudeste.

E) à situação do trabalho escravo nas fazendas de gado.





resposta: [B]



4. (PITÁGORAS) Observe a charge abaixo.
Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 27.



INTERPRETE, dentro do contexto histórico do Brasil colonial, o problema retratado pela charge.






resposta: 
O contexto histórico do Brasil colonial diz respeito à implantação do sistem de Governo Geral pela Coroa Portuguesa em 1548 com o objetivo de centralizar a administração colonial em virtude do fracasso das Capitanias Hereditárias que devido à diversos fatores acabaram fracassando. Esperava-se que o governador geral coordenasse o trabalho das capitanias contribuindo assim para a reversão desse quadro.



5. (PITÁGORAS) Observe a charge e responda:



Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 25.

CITE e COMENTE o tratado que marcou a rivalidade entre portugueses e espanhóis.



resposta: 
A rivalidade entre portugueses e espanhóis quanto à posse do Novo Mundo foi solucionada com a assinatura do Tratado de Tordesilhas que estabelecia uma linha imaginária traçada à 370 léguas à oeste das ilhas de Cabo Verde. O território à leste desse meridiano seria destinado à Portugal, enquanto as terras à oeste pertenceriam à Espanha.



sábado, 2 de abril de 2011

Confira o Simulado Notrevest 2 com as questões de História do Brasil (Primeiro bimestre)



SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – PRIMEIRO ANO



1. “Negro drama / entre o sucesso e a lama / Dinheiro, problemas, inveja, luxo, fama / Negro drama / Cabelo crespo e a pele escura / a ferida, a chaga, à procura da cura / Negro drama / Tenta ver e não vê nada / a não ser uma estrela / longe, meio ofuscada / Sente o drama, o preço, a cobrança / no amor, no ódio, a insana vingança / Negro drama / Eu sei quem trama e quem tá comigo / o trauma que eu carrego / pra não ser mais um preto fodido / O drama da cadeia e favela / túmulo, sangue, sirene, choros e velas / Passageiros do Brasil, São Paulo / agonia que sobrevive / em meio à zorra e covardias / Periferias, vielas, cortiços / Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso / Desde o início, por ouro e prata / olha quem morre, então veja você quem mata / Recebe o mérito a farda que pratica o mal / Me ver pobre, preso ou morto já é cultural [...] “



(Negro drama, Edy Rock e Mano Brown)





A letra da música acima expressa:


a) a situação de marginalização dos negros no Brasil, herança de um passado escravocrata.



b) a certeza de que a condição do negro no Brasil é fruto de um contexto internacional marcado pelo apartheid.



c) a vida do negro, vítima de preconceito, problema que surge no Brasil na década de 50.



d) a ideia de que o preconceito racial surgiu no Brasil nas favelas do Rio de Janeiro.



2. (UFPEL) "(...) da amizade dos índios depende em parte o sossego e a conservação da colônia do Brasil e que se tendo isto em vista deve-se-lhe permitir conservar a sua natural liberdade, mesmo aos que no tempo do rei de Espanha caíram ou por qualquer meio foram constrangidos à escravidão, como eu próprio fiz libertando alguns. Devem-se dar ordens, também, para que não sejam ultrajados pelos seus capitães, ou alugados a dinheiro ou obrigados contra sua vontade a trabalhar nos engenhos; ao contrário deve-se permitir a cada um viver do modo que entender e trabalhar onde quiser, como os da nossa nação (...)."


Fragmento do relatório de Maurício de Nassau aos diretores da Companhia das Índias Ocidentais, em 1644.


O documento demonstra que, durante

a) a Insurreição Pernambucana, a Companhia das Índias Ocidentais era contrária a qualquer trabalho escravo na produção açucareira.
b) a União Ibérica, os holandeses proibiram o tráfico de escravos para o Brasil e promoveram a liberdade aos indígenas.

c) o período Colonial, a escravização indígena foi inexistente, devido aos interesses estratégicos e comerciais dos europeus.

d) as ocupações francesas, no nordeste do Brasil, ocorreram transformações nas relações dos europeus com as populações nativas, no que se refere ao trabalho cativo.
e) a ocupação holandesa, no nordeste brasileiro, foi combatida a escravização indígena promovida pelos ibéricos.


3. “Tolerante, competente e ágil, Nassau fez um governo brilhante. Primeiro tomou Porto Calvo, último foco de resistência aos invasores. Depois, atraiu os plantadores luso-brasileiros concedendo-lhes empréstimos para reerguer seus engenhos – e os defendeu da agiotagem dos negociantes holandeses e judeus, limitando os juros a 18% ao ano. Deu liberdade de culto, tratou bem os nativos, aumentou a produção de açúcar, urbanizou o Recife, protegeu os artistas, apaziguou a colônia”.


(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – 500 anos de um país em construção, São Paulo:Editora Leya, p.92)


Esse clima amistoso e produtivo criado entre colonos e holandeses no Brasil terminou a partir


a) da criação da União Ibérica, que ocasionou a invasão do Brasil pelos espanhóis e da posterior expulsão dos holandeses.
b) da mudança da companhia das Índias Ocidentais na forma de tratar os senhores de engenho, submetendo-os a um arrocho colonial.
c) do fim do governo de Maurício de Nassau e o início da União Ibérica, gerando descontentamento dos colonos.
d) da queda do preço do açúcar no mercado internacional, o que levou os holandeses a se instarem nas Antilhas.


4. (FUVEST) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:

a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.


GABARITO


1. A

2. E

3. B

4. B






SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – SEGUNDO ANO


1. (UFPE) Na segunda metade do século XIX, o governo brasileiro realizou uma série de iniciativas, no que diz respeito ao desenvolvimento urbano. Sobre esta questão, assinale a alternativa correta.


a) Grandes empreendimentos fluviais surgiram, fundamentados na vasta rede hidrográfica que o país possui - o Rio São Francisco e o Rio Araguaia, são exemplos de navegabilidade sem dificuldades.

b) A navegação marítima, o transporte terrestre, incluindo as ferrovias, a iluminação a gás e o abastecimento de água foram algumas iniciativas que mudaram a face das grandes cidades do país.

c) O desenvolvimento de uma malha ferroviária, não apenas para escoar a produção agrícola, mas para ligar regiões, possibilitou o crescimento industrial em regiões interioranas.

d) Construções de represas, aproveitando o potencial hidrográfico dos rios São Francisco, Amazonas e Paraná para a produção de energia, facilitaram a industrialização.

e) A política econômica protecionista, traduzida na Tarifa Alves Branco (1844), possibilitou o aparecimento de indústrias, as quais determinaram a vinda de imigrantes europeus, mudando a face das cidades.


2. (UFU) Durante o longo reinado de D. Pedro II, manteve-se em grande parte a estrutura econômica colonial, baseada na exportação de produtos primários, produzidos em grandes propriedades de tipo "plantation", através do trabalho escravo. Em termos gerais, a sociedade mudou pouco, mas houve um momento de modernização. Em relação a esse surto de modernização ocorrido na segunda metade do século XIX no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.


a) A elite agrária tradicionalista e escravocrata continuou defendendo a divisão internacional do trabalho, pela qual o Brasil só poderia ser essencialmente agrícola, mas isto não impediu o desenvolvimento da produção de tecidos, sapatos, chapéus, sabão e bebidas.

b) O tráfico negreiro era o mais importante negócio do Brasil e imobilizava considerável massa de capitais, que ficou disponível com a sua proibição em 1850. A utilização desses recursos em outras atividades gerou um importante surto de progresso econômico a partir da década de 1850, desvinculando-o da influência do capital inglês.

c) Antes mesmo da extinção do tráfico, ocorreram experiências com o sistema de parceria. Os colonos tinham suas despesas de viagem e instalação pagas pelo fazendeiro, devendo restituir-lhe posteriormente, trabalhando nas fazendas em troca de uma parcela do lucro obtido com a venda do café.

d) Além do pioneirismo no setor de serviços públicos e transporte, com o estímulo dado à navegação com barcos a vapor e à construção das primeiras ferrovias, o Barão de Mauá fundou a Companhia de Gás para a iluminação das ruas do Rio de Janeiro e introduziu o telégrafo urbano.


3. (UERJ) Acompanhei com vivo interesse a solução desse grave problema [a extinção do tráfico negreiro]. Compreendi que o contrabando não podia reerguer-se, desde que a "vontade nacional" estava ao lado do ministério que decretava a supressão do tráfico. Reunir os capitais que se viam repentinamente deslocados do ilícito comércio e fazê-los convergir a um centro onde pudessem ir alimentar as forças produtivas do país, foi o pensamento que me surgiu na mente, ao ter certeza de que aquele fato era irrevogável.


(Visconde de Mauá - Autobiografia .Citado por MATTOS, Ilmar R. & GONÇALVES, Marcia de A. O Império da boa sociedade. São Paulo, Atual, 1991.)


Os centros urbanos brasileiros, principalmente a capital - a cidade do Rio de Janeiro, passaram por grandes transformações a partir da segunda metade do século XIX. Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá, foi um dos principais personagens desse processo de mudanças.


No período citado, a capital do império sofreu, dentre outras, as seguintes transformações:


a) criação de indústrias metalúrgicas e siderúrgicas, surgimento de bancos e diversificação da agricultura.

b) crescimento da economia cafeeira, utilização da mão-de-obra imigrante assalariada e mecanização do cultivo.

c) diminuição da importância da economia agroexportadora, desenvolvimento de manufaturas e exportação de bens de consumo manufaturados.

d) aplicação de capitais na modernização da infra-estrutura de transportes, no aprimoramento dos serviços urbanos e desenvolvimento de atividades industriais.



4. (UFTPR) Cronologicamente, o Segundo Reinado no Brasil é um período que compreendeu quase cinco décadas, com seu início em 1840, com a declaração de maioridade de D. Pedro II, e com seu término em 1889, com a Proclamação da República. Todavia, em linhas gerais, pode-se caracterizá-lo pela sua:


a) estabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho escravo.

b) instabilidade política, economia industrial e trabalho assalariado.

c) estabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho assalariado.

d) estabilidade política, economia industrial e trabalho escravo.

e) instabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho escravo.

GABARITO


1. B


2. B


3. D


4. A


SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – TERCEIRO ANO

1. (UFRN) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:

a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos;

b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política;

c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português;

d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas; contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano.


2. (UFU) No Brasil, a sociedade que se estruturou na região das minas possuía características que a diferenciavam do restante da colônia. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

a) O ouro, os diamantes e o comércio possibilitaram a formação de uma sociedade onde a riqueza era atribuída mais equitativamente, não se reproduzindo ali os contrastes entre a fortuna de poucos e a pobreza da maioria.

b) A intensa miscigenação entre homens brancos e mulheres negras contribuiu para diminuir sensivelmente o preconceito racial, levando os senhores a dispensarem um tratamento humanitário aos seus escravos.

c) A arte barroca de Aleijadinho, profundamente influenciada pelos dogmas religiosos da época, foi colocada a serviço da rica elite local, traduzindo um sentimento de conformismo e aceitação da ordem social vigente.

d) Era uma sociedade urbanizada e heterogênea, formada por comerciantes, funcionários reais, artesãos, profissionais liberais e escravos, onde a riqueza proporcionada pelo ouro, diamantes e comércio estava concentrada nas mãos de poucos, contrastando com a miséria da maioria da população.


3. (Cesgranrio) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o (a):

a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.

b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.

c) existência de poucos quilombos na região norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.

d) quase inexistência de quilombos no sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.

e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.


4. (UFPR)

Pai João remou nas canoas.

Cavou a terra.

Fez brotar do chão a esmeralda

Das folhas – café, cana, algodão.

Pai João cavou mais esmeraldas

Que Paes Leme.

A pele de Pai João ficou na ponta

Dos chicotes.

A força de Pai João ficou no cabo

Da enxada e da foice.

A mulher de Pai João o branco

A roubou para fazer mucamas.

O sangue de Pai João se sumiu no sangue bom

Como um torrão de açúcar bruto

Numa panela de leite.

Pai João foi cavalo pra os filhos do ioiô montar.


(LIMA, Jorge de. Pai João. Revista Nossa América, nov./dez., 1991, p. 9.)



Com base nessa poesia de Jorge de Lima, publicada originalmente em 1927, e nos conhecimentos sobre a presença do negro na sociedade brasileira, considere as afirmativas a seguir:


1. A poesia confirma que, por ter sido um dos primeiros países a acabar com a escravidão, o Brasil foi palco de uma inserção efetiva do negro no mercado de trabalho como mão-de-obra qualificada.


2. Na comparação feita pelo poeta entre o sangue de Pai João e o torrão de açúcar bruto percebe-se uma referência à importância do negro na mistura de etnias que definiu ao longo dos séculos a formação do povo brasileiro.


3. A poesia de Jorge de Lima infere que a mestiçagem e a hibridez da cultura brasileira, bem como o papel central desempenhado pelo trabalho do negro na produção de riquezas, coexistiram com uma imensa exploração e injustiça social.


4. O mito da “democracia racial”, baseado na mestiçagem biológica e cultural entre negros e brancos, preconiza a idéia de uma convivência harmoniosa e teve uma significativa presença na sociedade brasileira.



Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.


e) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.


5. Observe atentamente o mapa abaixo.




(ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de et all. Atlas histórico escolar. 8. ed. Rio de Janeiro, MEC 1991)



Observando o mapa, é possível afirmar que:

a) o mapa mostra a atual configuração territorial do Brasil, mas apresenta em destaque as principais regiões pecuaristas do período colonial.
b) o mapa mostra a configuração territorial do período colonial e mostra a atuação dos bandeirantes.

c) o mapa mostra a atual configuração territorial do Brasil, mas apresenta em destaque as regiões de produção de ouro do período colonial.
d) a preocupação maior do mapa é dar destaque para a produção de grãos que aconteciam em larga escala no período colonial.


GABARITO


1. C


2. D


3. E


4. A


5. C


quarta-feira, 9 de março de 2011

Confira as avaliações de História do primeiro bimestre


CNDL - COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL PRIMEIRO ANO


1. (CNDL) Leia o texto do padre André João Antonil sobre a criação de gado no Nordeste, depois responda às questões propostas. As fazendas e os currais de gado situam onde há largueza de campo e águas, por isso os currais da Bahia estão nas margens do rio São Francisco. E, posto que sejam muitos os currais da parte da Bahia, chegam a muito maior número os de Pernambuco. As boiadas que vêm para a Bahia possuem de cem, cento e cinquenta, a duzentas e trezentas cabeças de gado. Os que trazem são brancos, mulatos e pretos, e também índios, que com este trabalho procuram ter algum lucro.
Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1982.

a) Em que área do Nordeste se desenvolveu a pecuária e por que essa área favoreceu a expansão dessa atividade econômica?
Resposta: A pecuária desenvolveu-se na região nordeste, ao longo do vale do rio São Francisco entre outros motivos em razão da grande existência nessa áreas de pastagens naturais e ainda pela facilidade na utilização dos recursos hídricos do "velho Chico".
b) Caracterize a mão de obra empregada na criação de gado no período colonial brasileiro.
Resposta: A mão de obra empregada na pecuária colonial brasileira foi majoritariamente exercida por trabalhadores livres, os chamados "camaradas", entretanto houve também a utilização de alguns poucos escravos nessa atividade que exigia mão de obra reduzida e pouco investimento de capital.

2. (UNESP) A pecuária, ao longo de praticamente todo período colonial brasileiro, foi uma atividade econômica sempre secundária, mas sempre em expansão, ao contrário do que ocorreu com a agricultura canavieira e com a mineração aurífera. Explique, com relação à pecuária, o porquê destas características.
Resposta: A pecuária sempre se apresentou como uma atividade paralela e complementar, tanto a produção açucareira quanto à produção aurífera, visto que era subsidiária dessas atividades principais, a criação de gado visava o consumo interno, ou seja o abastecimento de alimento destinado às regiões produtoras de açúcar e de ouro.


3. (UFPB) O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão.

“O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma má­quina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.”

(Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história – Cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. p. 124).

Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é correto afirmar:
a) As pressões inglesas, para que o tráfico de escravos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o fim do tráfico inter­continental e, praticamente, desapareceu o tráfico interno entre as regiões.
b) A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de outros lugares, não era permitida em atividades econômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de-açúcar, às minas e à produção do café.
c) A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permitida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se, devido aos altos custos para se ter escravos.
d) Muitos cativos, no início da escravidão, conseguiam a liberdade, após adquirirem a carta de alforria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes proprietários de terras.
e) Os escravos, amontoados e em condições desumanas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de diminuição de custos. Com isso, muitos cativos morriam antes de chegarem ao destino.
Resposta: Alternativa E. Os escravos em transportados da África para a América portuguesa nos chamados navios negreiros em terríveis condições, onde muitos africanos acabavam morrendo. Isso demonstra uma das faces cruéis do tráfico negreiro.
4. (PUC-RIO 2009) Sobre as características da sociedade escravista colonial da América portuguesa estão corretas as afirmações abaixo, À EXCEÇÃO de uma. Indique-a.
a) O início do processo de colonização na América portuguesa foi marcado pela utilização dos índios – denominados “negros da terra” – como mão-de-obra.
b) Na América portuguesa, ocorreu o predomínio da utilização da mão-de-obra escrava africana seja em áreas ligadas à agro-exportação, como o nordeste açucareiro a partir do final do século XVI, seja na região mineradora a partir do século XVIII.
c) A partir do século XVI, com a introdução da mão-de-obra escrava africana, a escravidão indígena acabou por completo em todas as regiões da América portuguesa.
d) Em algumas regiões da América portuguesa, os senhores permitiram que alguns de seus escravos pudessem realizar uma lavoura de subsistência dentro dos latifúndios agroexportadores, o que os historiadores denominam de “brecha camponesa”.
e) Nas cidades coloniais da América portuguesa, escravos e escravas trabalharam vendendo mercadorias como doces, legumes e frutas, sendo conhecidos como “escravos de ganho”.
Resposta: Alternativa C. Embora a escravidão africana fosse predominante em todo o período de vigência da escravidão no Brasil, os índios também foram utilizado como mão-de-obra escrava, principalmente nas regiões menos dinâmicas economicamente, a exemplo de São Paulo, onde os bandeirantes escravização milhares de índios.

5. (FUVEST 2009)

Trabalho escravo ou escravidão por dívida é uma forma de escravidão que consiste na privação da liberdade de uma pessoa (ou grupo), que fica obrigada a trabalhar para pagar uma dívida que o empregador alega ter sido contraída no momento da contratação. Essa forma de escravidão já existia no Brasil, quando era preponderante a escravidão de negros africanos que os transformava legalmente em propriedade dos seus senhores. As leis abolicionistas não se referiram à escravidão por dívida. Na atualidade, pelo artigo 149 do Código Penal Brasileiro, o conceito de redução de pessoas à condição de escravos foi ampliado de modo a incluir também os casos de situação degradante e de jornadas de trabalho excessivas.
(Adaptado de Neide Estergi. A luta contra o trabalho escravo, 2007.)

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:

I. O escravo africano era propriedade de seus senhores no período anterior à Abolição.

II. O trabalho escravo foi extinto, em todas as suas formas, com a Lei Áurea.

III. A escravidão de negros africanos não é a única modalidade de trabalho escravo na história do Brasil.

IV. A privação da liberdade de uma pessoa, sob a alegação de dívida contraída no momento do contrato de trabalho, não é uma modalidade de escravidão.

V. As jornadas excessivas e a situação degradante de trabalho são consideradas formas de escravidão pela legislação brasileira atual.

São corretas apenas as afirmações:
a) I, II e IV
b) I, III e V
c) I, IV e V
d) II, III e IV
e) III, IV e V
Resposta: Alternativa B. Estão corretos os itens I, III e V.
Questão desafio
(CNDL) Leia o texto a seguir.
O longo, rendoso e doce reinado do açúcar em terras brasileiras – iniciado em 1532 e ainda sem data para acabar – trouxe consequências amargas para o país. Plantada com avidez e impaciência no luxuriante solo de aluvião do Nordeste, a cana-de-açúcar deu luz ao Brasil, colocando-o no mapa do comércio planetário. O pó branco tornou-se “o principal nervo e substância da riqueza da terra”, segundo um antigo cronista. Com os dividendos, de qualquer forma logo emigrados para Portugal e, dali, para a Holanda – vieram a devastação das matas, a escravidão indígena em larga escala, os desatinos do monopólio e da monocultura, a infâmia inominável do tráfico negreiro, a vertigem do lucro fácil, o latifúndio, a pirâmide social escravista, a ganância desenfreada – vícios que o Brasil em vez de sanar, incorporou.
(BUENO, Eduardo. Doçura e amargor do açúcar. In: Brasil: uma história – cinco séculos de um país em construção. São Paulo: Leya, 2010. p. 47.)
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre o tema citado, responda.
a) Quais as razões da escolha do açúcar como produto responsável pelo início da colonização sistemática da América Portuguesa.
Resposta: Possibilidade de lucros com a comercialização do produto no mercado europeu, condições geográficas favoráveis na América Portuguesa, financiamento holandês na produção de açúcar, experiência portuguesa no plantio da cana-de-açúcar.

b) Apresente as principais características da plantation açucareira na América Portuguesa.
Resposta: Monocultura, escravidão, latifúndio, produção voltada para o mercado externo (exportação).


c) Cite três consequências da expansão do cultivo de cana-de-açúcar no período colonial brasileiro.
Resposta: Poderíamos citar a devastação das matas, a escravidão indígena em larga escala, os desatinos do monopólio e da monocultura, a infâmia inominável do tráfico negreiro, a vertigem do lucro fácil, o latifúndio, a pirâmide social escravista, a ganância desenfreada.


AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL - SEGUNDO ANO


1. (UNESP) A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como
a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.
b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.
c) A divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.
d) O fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.
e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.
Resposta: Alternativa B. Diversificação econômica e urbanização das cidades como Rio de Janeiro e São Paulo que passaram por um processo de modernização.
2. (UFLA - adaptada) Com base no contexto do café na história brasileira, analise as afirmativas a seguir e, a seguir, assinale a alternativa CORRETA.
I. A dinâmica da produção e da cultura do café, em especial no Vale Paraíba, no século XIX, obedeceu a padrões já encontrados na economia colonial, como, por exemplo, o latifúndio.
II. O oeste paulista, além da mão-de-obra escrava, pôde atrair mais facilmente o imigrante, principalmente após 1850.
III. A expansão do café no século XIX propiciou a dinamização de um conjunto de modernizações, como bancos, estradas e ferrovias.
IV. O café, introduzido no país em 1727, no atual Estado do Pará, adapta-se no Sudeste, especificamente em São Paulo, a partir de 1760, onde inicia sua expansão para as outras áreas da região.
a) Apenas as alternativas I, III e IV são corretas.
b) Apenas as alternativas I, II e IV são corretas.
c) Apenas as alternativas II, III e IV são corretas.
d) Apenas as alternativas I, II e III são corretas.
Resposta: Alternativa D. Os itens I, II e III estão corretos. O item IV está incorreto pois o café começou a ser plantado em larga escala no Rio de Janeiro e só depois se expandiu para São Paulo.



3. (UFMG) Considerando-se as relações entre a conjuntura econômica e o sistema de transporte brasileiro no século XIX, é CORRETO afirmar que
a) o surgimento de uma extensa rede viária destinada ao escoamento da produção industrial foi possível, fundamentalmente, a partir do investimento público capitaneado pelo Banco do Brasil.
b) as principais rotas do sistema de circulação então criadas subsistem até os dias de hoje, notadamente no que respeita às auto-estradas, que começaram a surgir no fim do século, para atender à crescente produção de automóveis.
c) as principais vias de transporte criadas à época se situaram na Região Sudeste, atendendo às demandas crescentes da cafeicultura, sendo os investimentos oriundos, em grande parte, de capital estrangeiro.
d) o comércio do açúcar, reabilitado após a crise da mineração, estimulou o surgimento de inúmeras autovias e ferrovias, construídas com capital nacional e que se concentravam na região da mata nordestina.
Resposta: Alternativa C. A construção de ferrovias que teve a participação do capital estrangeiro, notadamente o britânico, facilitou o escoamento da produção de café do Sudeste do Brasil durante a segunda metade do século XIX.





4. (FUVEST) É possível defender a tese de que o café é um produto que ao mesmo tempo facilitou e dificultou o início da industrialização no Brasil.
Argumente sobre essa tese.
Resposta: Os capitais acumulados na atividade cafeeira foram aplicados na indústria. O café dinamizou o mercado interno, introduzindo a mão de obra assalariada do imigrante e modernizou os transportes e o sistema financeiro, ambos benéficos à indústria.Todavia o Estado brasileiro era controlado pela aristocracia agrária e, por esta razão, não implementou uma política industrial para o país. Apesar do relativo desenvolvimento industrial ocorrido com a expansão cafeeira continuávamos ainda com uma economia essencialmente agroexportadora, os setores básicos da industrialização (química, siderúrgia, etc) ainda não tinham se desenvolvidos para que pudessem alavancar outras necessidades industriais. O sucesso do café sustenta a ideia que o Brasil é um país com vocação agrícola, a riqueza gerada pelo café garantia as divisas necessárias para o país. Portanto o café foi tanto impulsionador como limitador de nossa industrialização.




5. (UFPR) Afirma-se que o processo de industrialização do Brasil no século XIX começou tardiamente, enquanto na Europa já eram grandes as transformações resultantes da indústria. Quais teriam sido os fatores que contribuíram para retardar tal processo?
Resposta: Falta de incentivos do governo que acreditava na vocação agrícola do país, falta de mercado consumidor e de mão de obra assalariada abundante, carência de recursos financeiros para serem investidos na atividade, dependência externa, concorrência com a produção britânica.



Questão desafio


“Vizinhos! - É Olécia que está escrevendo
Saúde boa e bem vai se vivendo.
Faz sete meses que silenciamos
No fim de tal destino já acampamos.
Vivemos em florestas, em cabanas,
E imensamente estamos trabalhando.
Vivemos juntos, não nos separaram,
da vila quinze léguas nos distaram.
Na mata, sob montanhas....Não chiamos:
Não há estradas, trilhas palmilhamos.
Brasil! Também se sofre nessa terra:
Pegou-nos logo a febre amarela.
Em três meses na Ilha das Flores
Morreram três mulheres e três homens
(...)
Que mais escrevo? Novas não alardam.
De cobras cinco nossos se finaram.
Aqui anda um povo rude pelo mato
Que mata e come a gente. Fuja deste fato.
Se Deus quiser, e nós nos recompormos.
Quarenta fomos, em dezoito somos.
(...)
FRANKÓ, Iwan. Carta do Brasil, 1895, in: ANDREAZZA,
Maria Luiza. O Paraíso das Delícias. Curitiba: Aos Quatro
Ventos, 1999.



O poema acima foi composto a partir das notícias que chegavam na Europa Oriental sobre a situação dos imigrantes eslavos que vieram para o Brasil em 1895. Tal movimento demográfico era parte das chamadas “Grandes Migrações”, que implicaram a transferência de milhões de europeus para as Américas, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX.

a) Cite dois fatores relacionados ao contexto europeu do século XIX que estimularam este grande movimento migratório.
Resposta: O contexto histórico vivido na Europa na segunda metade do século XIX era marcado por graves crises econômicas e agitações políticas. Muitos países enfrentavam crise no abastecimento, desemprego e ainda estavam envolvidos em conflitos bélicos como as guerras pela unificação da Itália e da Alemanha, nesse período. Esses fatos acabaram estimulando a vinda de muitos imigrantes europeus para o Brasil em busca de melhores condições de vida e de trabalho.


b) Indique dois aspectos presentes no poema que expressam as dificuldades enfrentadas por imigrantes pobres que vieram se estabelecer no Brasil em fins do século XIX.
Resposta: A dificuldade de adaptação dos imigrantes no primeiros tempos de Brasil, as doenças tropicais e os animais peçonhentos que vitimavam alguns deles. Percebe-se que as condições de trabalho eram marcadas por grandes dificuldades a serem enfrentados pelos primeiros imigrantes.





AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO BRASIL - TERCEIRO ANO

1. (Uerj)

Ano

Produção aurífera (kg)

1699

725

1701

1785

1704

9000

1720

25000

1725

20000

(LINHARES, Maria Yedda (org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro, Campus, 1990.)

O século XVIII foi marcado por inúmeras descobertas de ouro no Brasil, possibilitando um aumento da extração desse metal, como se observa na tabela acima.

Essas descobertas provocaram mudanças significativas na organização colonial, tais como:

a) recuperação agrícola do Nordeste e redução das atividades pastoris.

b) estabelecimento da capital na cidade do Rio de Janeiro e incentivo às atividades urbanas.

c) declínio da utilização de mão-de-obra escrava e ampliação do trabalho assalariado nas minas.

d) superação da condição de colônia e elevação do Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.

Resposta: Alternativa B. Com o aumento da produção de ouro, a capital foi transferida para o Rio de Janeiro. Outra importante consequência da mineração foi o desenvolvimento do comércio interno.

2. (UNESP) "As minas do Brasil se vão de dia em dia acabando, como mostra a experiência; muitas delas já não dão nem para as despesas; antigamente (...) tirava-se tanto que só a capitania das Minas Gerais pagava dos direitos dos quintos cem arroubas de ouro todos os anos."

J.J. da Cunha Azeredo Coutinho. Discurso sobre o estado atual das minas do Brasil, 1804.

a) Aponte uma das causas do declínio da produção aurífera na região das Minas gerais na época em que o texto foi escrito.

Resposta: A queda na produção devido à utilização de técnicas rudimentares, o ouro era de aluvião e se escasseava rapidamente. Outro fator que contribuiu para o declínio da produção aurífera foi a excessiva tributação cobrada nas regiões mineradoras.

b) Indique duas conseqüências econômicas da atividade mineradora para a Colônia.

Resposta: Incremento do comércio interno, transferência do eixo econômico do Nordeste para o Centro-Sul, dinamização da economia de subsistência (expansão da pecuária), deu origem a um mercado de consumo bem dinâmico na região, aliviou a situação de dependência econômica de Portugal em relação a Inglaterra (Tratado de Methuen, 1703).

3. (UFRJ) "Cada ano, vêm nas frotas quantidades de portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades, vilas e recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa."

André João Antonil, "Das pessoas que andam nas minas e tiram ouro dos ribeiros", in Cultura e opulência do Brasil, 1a. edição 1711

A corrida do ouro às minas brasileiras ocorrida nas primeiras décadas do século XVIII, proporcionou significativas mudanças na economia e na sociedade colonial.

Identifique duas importantes transformações ocorridas na sociedade colonial a partir do ciclo do ouro, em Minas Gerais, no século XVIII. Resposta: Rápido processo de urbanização e, devido a esse fato temos também o desenvolvimento do mercado interno na colônia. Com o crescimento populacional aumenta-se também os dispositivos de controle social sobre a população escrava e setores marginalizados da população livre e, controle fiscal e burocrático por parte de autoridades metropolitaas. Nas transformações socioculturais, destaca-se o aparecimento de pólos artísticos urbanos, como a arte barroca e as sociedades literárias.

4. (UNESP) "Já se verificando nesta época a diminuição dos produtos das Minas, viu-se o capitão Bom Jardim obrigado a voltar suas vistas para a agricultura (...)

Seus vizinhos teriam feito melhor se tivessem seguido exemplo tão louvável em vez de desertar o país, quando o ouro desapareceu.”

Jonh Mawe. Viagens ao Interior do Brasil, principalmente aos Distritos do Ouro e Diamantes.

Segundo as observações do viajante inglês, os efeitos imediatos da decadência da extração aurífera em Minas Gerais foram:

a) a esterilização do solo mineiro e a queda da produção agropecuária.

b) a crise econômica e a consolidação do poder político das antigas elites mineiras.

c) a instalação de manufaturas e a suspensão dos impostos sobre as riquezas.

d) a conversão agrícola da economia e o esvaziamento demográfico da província.

e) a interrupção da exploração do ouro e a decadência das cidades.

Resposta: Alternativa D. De acordo com a leitura desse documento histórico é possível concluir que a decadência aurífera provocou o deslocamento da economia para o setor agrícola e o descrescimo populacional da região.

5. (FUVEST) Na segunda metade do século XVII, Portugal encontrava-se em grave crise econômica.

a) Explique o motivo dessa crise.

Resposta: O aumento da dependência econômica de Portugal em relação a Inglaterra, em razão do grande déficit econômico enfrentado pela Coroa portuguesa.

b) De que forma o Brasil contribui para solucioná-la?

Resposta: A descoberta de ouro durante o século XVIII possibilitou um equilíbrio nas finanças lusitanas, uma vez que os impostos arrecadados na produção de ouro na América portuguesa possibilitaram a quitação dos débitos portugueses com a Inglaterra, aliviando a precária situação financeira que Portugal atravessava naquele contexto histórico.

Questão desafio

(Unicamp-SP) No Brasil colonial, além da produção açucareira escravista, o historiador Caio Prado Junior (em Formação do Brasil Contemporâneo) enumera outras atividades econômicas importantes como, por exemplo, a mineração do século XVIII, que era também uma atividade voltada para o comércio externo.

a) Caracterize a mineração no século XVIII em termos de região geográfica, organização do trabalho e desenvolvimento urbano.

b) Cite e caracterize duas outras atividades econômicas do Brasil colonial que não eram voltadas para o comércio externo.

Resposta: a) Nas Minas Gerais e no Centro-Oeste é que se desenvolveu a mineração, apoiada sobretudo no trabalho escravo mas também em modalidades de trabalho livre. A população numerosa demandava grande quantidade de produtos e serviços permitindo o intenso desenvolvimento de atividades comerciais e urbanas.

b) A agricultura de subsistência e a pecuária que abastecia os centros urbanos com o fornecimento de carne e de animais empregados para o transporte e a agricultura de subsistência.