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domingo, 24 de março de 2013

Confira a correção da P2 de História do 1° bimestre (Primeiro ano)



História
Primeiro ano


 Getty Images

1. (Enem 2011) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.
CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de

a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.




Resposta da questão 1:[A]

O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.




2. (Enem 2012) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de cristo e

a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.
b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.
c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.
d) o papel dos senhores na administração dos engenhos.
e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.




Resolução:
No sermão descrito na questão é comparada a Paixão de Cristo com o sofrimento dos escravos nos engenhos de açúcar no Nordeste brasileiro. A cruz de Cristo é associada à estrutura de madeira do engenho, Jesus despido ao escravo e seu sofrimento relaciona-se aos castigos sofridos pelos escravos.

Resposta da questão 2: [E]





3. (FGV) "Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus e a Sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e não é senão milagre, e grande milagre!"
VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XIV. Apud: ALENCASTRO, Luiz Felipe de, "O Trato dos Viventes". São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 183.

Sobre a escravidão no Brasil no período colonial, é correto afirmar:
a) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado por comerciantes metropolitanos e por "brasílicos" que saíam do Rio de Janeiro, Bahia e Recife com mercadorias brasileiras e realizavam trocas bilaterais com a África.
b) A produção econômica colonial era agroexportadora, baseada na concentração fundiária e no uso exclusivo do trabalho escravo.
c) O tráfico de escravos para o Brasil, no século XVIII, era realizado exclusivamente por comerciantes metropolitanos. A oferta de mão-de-obra escrava era contínua e a baixos custos.
d) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado apenas por comerciantes "brasílicos". A oferta de mão-de-obra, contudo, era descontínua e a altos custos.
e) O século XVII marcou o auge do tráfico de escravos no Brasil, para atender à demanda do crescimento dos engenhos de açúcar, com uma oferta contínua e a altos custos.


resposta da questão 3:[A]

Durante boa parte do período colonial brasileiro o tráfico negreiro esteve controlado por comerciantes portugueses e famílias luso-brasileiras estabelicidas no litoral do continente africano. 

4. (CNDL) O Nordeste do Brasil reunia condições naturais para a produção de açúcar, mercadoria de grande valor e aceitação no mercado internacional: clima adequado, solo de massapé e abundância de recursos hídricos. Esse fato estimulou a vinda de muitos colonos portugueses para a América e o aumento dos engenhos coloniais, unidades produtoras de açúcar.
Com base no exposto, apresente quatro fatores que influenciaram a introdução da plantation açucareira na América portuguesa no período colonial brasileiro.



resposta da questão 4:

O aluno poderia mencionar o fato do açúcar ser um produto bastante lucrativo na Europa, o grande mercado consumidor no continente europeu, o apoio de comerciantes holandeses que participação do financiamento da produção, do transporte, refino e distribuição do produto na Europa, a experiência portuguesa no cultivo de cana de açúcar em suas ilhas atlânticas, e ainda, as condições geográficas favoráveis na América Portuguesa.



5. (Unesp) A cana-de-açúcar começou a ser cultivada igualmente em São Vicente e em Pernambuco, estendendo-se depois à Bahia e ao Maranhão a sua cultura, que onde logrou êxito - medíocre como em São Vicente ou máximo como em Pernambuco, no Recôncavo e no Maranhão - trouxe em conseqüência uma sociedade e um gênero de vida de tendências mais ou menos aristocráticas e escravocratas.
(Gilberto Freyre, "Casa-Grande e Senzala".)

Tendo por base as afirmações do autor e seus conhecimentos históricos,
a) cite um motivo do maior sucesso da exploração da cana-de-açúcar em Pernambuco do que em São Vicente.



b) Explique por que o autor definiu "o gênero de vida" da sociedade constituída pela cultura da cana-de-açúcar como apresentando "tendências mais ou menos aristocráticas".



resposta da questão 5:



a) Tendo por base as afirmações de Gilberto Freyre, é impossível saber os motivos do êxito da produção de açúcar em Pernambuco ou seu fracasso em São Vicente.
Levando em consideração os conhecimentos históricos, sabe-se que o fator fundamental é o geográfico. Enquanto a capitania de Pernambuco estava mais próxima do Reino e em sua zona da mata existiam extensas manchas de massapê (terra propícia ao cultivo da cana de açúcar), na Baixada Santista havia um vasto manguezal (áreas alagadiças, imprópria para o cultivo da cana). Além disso, era muito difícil ocupar as terras férteis do planalto paulista devido à Serra do Mar, na época considerada uma “muralha” quase intransponível.

b) Os grandes proprietários rurais, especialmente os senhores de engenho, eram donos de muitos escravos, de capitais vultosos e de vastos recursos técnicos. Todo esse poder e essa imensa riqueza permitiam ao empresário colonial um exagerado comportamento ostentatório. Esse “gênero de vida” era característico da nobreza européia. Por isso, chamamos a camada dominante colonial das áreas agroexportadoras de aristocracia agrária.



Segundo ano

sábado, 9 de março de 2013

Confira a correção do Notrevest - Segundo ano





Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA


Segundo Ano

 

31. (ENEM) Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.



O contexto do Período Regencial foi marcado



a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.

b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.

c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.

d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.

e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.





32. (Unesp 2012) A maioridade do príncipe D. Pedro foi antecipada, em 1840, para que ele pudesse assumir o trono  brasileiro. Entre os objetivos do chamado Golpe da Maioridade, podemos citar o esforço de

(A) obter o apoio das oligarquias regionais, insatisfeitas com a centralização política ocorrida  durante o Período Regencial.

(B) ampliar a autonomia das províncias e reduzir a interferência do poder central nas unidades  administrativas.

(C) abolir o Ato Adicional de 1834 e aumentar os efeitos federalistas da Lei Interpretativa do Ato,  editada seis anos depois.

(D) promover ampla reforma constitucional de caráter liberal e democrático no país, reagindo ao  centralismo da Constituição de 1824.

(E) restabelecer a estabilidade política, comprometida durante o Período Regencial, e conter  revoltas de caráter regionalista.



33. (UESPI 2012) Entre os movimentos sociais que contestavam o poder centralizado do Império brasileiro, destaca-se o conflito cuja duração se estendeu da Regência ao Segundo Reinado, reconhecido como:

A) Confederação do Equador, que, iniciando-se em Pernambuco, contou com a adesão de grande parte das demais províncias nordestinas.

B) Revolução Praieira, que se singularizou pela luta contra o poder das oligarquias locais de Pernambuco.

C) Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) e organizada por negros de religião muçulmana, sendo considerada a maior rebelião de escravos do Brasil.

D) Guerra dos Farrapos, empreendida pelos Republicanos gaúchos, denominados de Farroupilhas, em que lutaram juntos grandes estancieiros, peões e escravos.

E) Revolta de Beckman, deflagrada no Maranhão pelos colonos, contra o poder dos jesuítas e o monopólio comercial português.



34. (UNICAMP) Desde 1835 cogitava-se antecipar a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.



(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91.)



No período regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam ameaçadas porque



a) a ausência de um governo central forte causara uma crise econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento da criminalidade.

b) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole.

c) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no trono permitia questionamentos ao governo central, levando ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia por parte das elites provinciais.

d) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.

e) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.





Gabarito:

Resposta da questão 31: [E]



O período regencial foi marcado por uma série de revoltas políticas e sociais e também pelo avanço da cafeicultura pelo Vale do Paraíba. A nova realidade econômica criada pela cafeicultura exigiu o reforço da escravidão para atender às novas demandas produtivas.



Resposta da questão 32: [E]

O Golpe da Maioridade conduzido pelos liberais no âmbito das discussões parlamentares tinha por objetivo reconduzir o Brasil a uma situação de estabilidade política na medida em que a coroação do imperador enfraqueceria os argumentos então usados pelos líderes das revoltas regenciais de que o governo central não possuía legitimidade para se impor. A figura do imperador em razão da  tradição traria de novo o respeito ao governo imperial e contribuiria para amenizar as disputas entre  os partidos políticos, ao mesmo tempo em que  desestimularia a continuidade de muitas revoltas  provinciais.



Resposta da questão 33: [D]

O mais longo conflito da História do Brasil foi a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos que perdurou entre 1835 e 1845, portanto começou durante o Período Regencial e só conheceu o seu final nos primeiros anos do Segundo Reinado.





Resposta da questão 34: [C]



O fato de não haver um imperador ocupando o trono brasileiro, aumentava ainda mais os questionamentos contra o poder central e abria discussões quando a legitimidade do poder dos regentes, nesse contexto cresciam a insatisfação de parcelas da população e o desejo de autonomia provincial, bem como a defesa do republicanismo.


Confira a correção do Notrevest - Terceiro ano



Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA
Terceiro ano

 

31. (Enem 2011) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.



CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.



Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de



a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.

b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.

c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.

d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.

e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.



32. (FUVEST 2013) A economia das possessões coloniais portuguesas na América foi marcada por mercadorias que, uma vez exportadas para outras regiões do mundo, podiam alcançar alto valor e garantir, aos envolvidos em seu comércio, grandes lucros. Além do açúcar, explorado desde meados do século XVI, e do ouro, extraído regularmente desde fins do XVII, merecem destaque, como elementos de exportação presentes nessa economia:



a) tabaco, algodão e derivados da pecuária.

b) ferro, sal e tecidos.

c) escravos indígenas, arroz e diamantes.

d) animais exóticos, cacau e embarcações.

e) drogas do sertão, frutos do mar e cordoaria.



33. (UFSCAR) O português no Brasil teve de mudar quase radicalmente o seu sistema de alimentação, cuja base se deslocou, com sensível déficit, do trigo para a mandioca; e o seu sistema de lavoura, que as condições físicas e químicas de solo, tanto quanto as de temperatura ou de clima, não permitiam fosse o mesmo doce trabalho das terras portuguesas. A esse respeito o colonizador inglês dos Estados Unidos levou sobre o português do Brasil decidida vantagem, ali encontrando condições de vida física e fontes de nutrição semelhantes as da mãe-pátria.



(Gilberto Freire. Casa-grande & senzala, 1933.)



Segundo o texto, o autor:



a) prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.

b) atribui importância as trocas culturais entre a Europa e a América do Sul.

c) valoriza os elementos geográficos das terras brasileiras.

d) defende a cultura indígena norte-americana como mais original.

e) acredita que o português teve mais vantagens que o inglês diante da adversidade geográfica americana.





34. (Fuvest)
 

Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado

a) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.

b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandeses no Nordeste.

c) à condição especial dispensada pelos holandeses aos escravos africanos.

d) ao início da exportação do açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.

e) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.









Gabarito:

Resposta da questão 31: [A]



O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.



Resposta da questão 32: [A]

A questão trata a economia colonial brasileira de um modo diferente da visãotradicional de “ciclos econômicos”, ressaltando que além do açúcar e de ouro, havia mercadorias de destaque nas exportações brasileiras, como o tabaco e algodão, nas regiões norte e nordeste, e os derivados da pecuária nas, regiões sul e nordeste



Resposta da questão 33: [A]



No texto de Gilberto Freyre, extraído da obra Casa-grande & Senzala, observa-se que o autor prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.



Resposta da questão 34: [B]



O quadro do pintor Franz Post, que esteve no Brasil durante o administração de Maurício de Nassau no território ocupado pelos holandeses no Nordeste, mostra as instalações de um engenho de produção açucareira demonstrando o interesse da Holanda ao organização a invasão e a posterior ocupação das principais áreas produtoras de açúcar do mundo na época.













Confira o simulado Notrevest - Primeiro ano



Simulado Notrevest 2013 - Primeiro Bimestre



HISTÓRIA

Primeiro ano

 

31. (Unesp 2012) Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul.

(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.)



Os lançados citados no texto eram

a) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.

b) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.

c) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.

d) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das  novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.

e) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.





32. (ENEM 2011) Em geral, os nossos tupinambás ficam bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

      LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.



O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido

a) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.

b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.

c) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.

d) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.

e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno





33. (Unesp 2012) No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que

a) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente.

b) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia.

c) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia.

d) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro.

e) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata.





34. (Enem – 2010)



Chegança



            Sou Pataxó,

            Sou Xavante e Carriri,

            Ianomâmi, sou Tupi

            Guarani, sou Carajá.

            Sou Pancaruru,

            Carijó, Tupinajé,

            Sou Potiguar, sou Caeté,

            Ful-ni-ô, Tupinambá





            Eu atraquei num porto muito seguro,

            Céu azul, paz e ar puro...

            Botei as pernas pro ar.

            Logo sonhei que estava no paraíso,

            Onde nem era preciso dormir para sonhar.







            Mas de repente me acordei com a surpresa:

            Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.

            Da grande-nau

            Um branco de barba escura,

            Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar.

            E assustado dei um pulo da rede,



            Pressenti a fome, a sede,

            Eu pensei: “vão me acabar”.

            Levantei-me de borduna já na mão.

            Aí, senti no coração,

            O Brasil vai começar.







NÓBREGA, A.; FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 1998.



A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito



a) da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira.

b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros.

c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização.

d) da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia.

e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.





Gabarito:

Questão 31: [E]

É importante perceber que o texto trata do chamado período pré-colonial brasileiro, marcado pela relativa negligência da coroa portuguesa com sua colônia americana devido aos grandes lucros proporcionados pelo comércio com o Oriente. Essa questão trata justamente dos primeiros colonos que foram enviados ao Brasil, no caso um conjunto de degredados, ou seja, pessoas que não eram desejadas no reino e que se tornaram assim os responsáveis por representar a posse do território colonial nos primeiros trinta anos. Vale destacar que a letra a e a b tratam de personagens qualificados da colonização, logo não podem ser considerados “lançados” como se refere o texto.

Na letra c e d, as atividades citadas só seriam implementadas posteriormente ao período pré-colonial do qual o texto trata.



Questão 32: [A]



No “sistema cultural” do indígena, a madeira tem uma finalidade bastante específica, ser queimada para aquecer as pessoas nos períodos de frio e, portanto, o índio ancião acredita que para os europeus ela deve ter a mesma serventia. No entanto, portugueses e franceses se utilizavam da madeira para a produção de tintura, que por sua vez era utilizada na manufatura de tecidos, em especial para tingir os tecidos.



Questão 33: [A]

O aluno que respondeu a questão anterior não teve dificuldade nenhuma em responder essa outra, pois ela trata da característica geral que marcou o período abordado pelo texto. Como dito anteriormente, Portugal se dedicou nos primeiros trinta anos que seguiram a viagem de Cabral ao seu comércio com as Índias, devido aos altos dividendos que ele proporcionava, relegando sua colônia na América a um segundo plano.



Questão 34:[E]



Os primeiros contatos entre portugueses e indígenas foram amistosos, principalmente porque não havia a intenção de conquistar e colonizar a terra. Nos primeiros anos de contato, tratados como período pré-colonial, os portugueses se interessaram pelo pau-brasil. No entanto, com o inicio da ocupação da terra, o conflito se caracterizou na medida em que os indígenas, apesar de não terem a noção de propriedade privada, sentiram suas terras e vida ameaçadas pelos portugueses.


sábado, 26 de março de 2011

De olho no vestibular

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial
De olho no vestibular

1. (PUC) Em alguns livros, o período da história do Império Brasileiro entre 1850 a 1870 tem o seu nome elogiado como "empresário moderno, empreendedor, a presença de escravos em seus negócios, após a decretação do fim do tráfico em 1850, no entanto, compromete sua fama de abolicionista". O texto se refere à chamada Era:
a) Ubá.
b) Itajubá.
c) Penedo.
d) Cotegipe.
e) Mauá.
Resposta: [E]

2. (UECE) Sobre o crescimento da exploração do café no século XIX no Brasil, assinale o correto.
a) Essa fase coincide com uma fase de vitalidade e expansão dos mercados europeus e com o desenvolvimento dos Estados Unidos.
b) O café era produzido em larga escala, porém a preços baixos e com baixa rentabilidade.
c) Desde o período colonial que a produção cafeeira competia no mercado internacional com a produção açucareira brasileira.
d) O norte do Brasil era, por excelência, a região produtora de café, pois podia contar com vasta mão de obra escrava.
Resposta: [A]

3. (UFPI) Assinale a alternativa correta sobre a economia cafeeira durante o Império.
a) A abolição da escravidão inviabilizou a expansão do plantio, por falta de mão-de-obra especializada.
b) A decadência da economia cafeeira no Vale do Paraíba coincidiu com a franca expansão do plantio no chamado Oeste Paulista.
c) O escoamento do produto foi facilitado pela ampla construção de estradas, que permitia aos caminhões o transporte até os portos.
d) O fim do império teve como conseqüência imediata a desestruturação e decadência da economia cafeeira e a substituição por uma política industrialista.
e) A política imperial preocupou-se essencialmente em favorecer os interesses dos produtores de açúcar do Nordeste, ignorando as necessidades dos produtores de café.


Resposta:[B]

4. (UFSM) O processo do desenvolvimento capitalista no Brasil, no século XIX, foi acelerado pelos seguintes fatores, EXCETO
a) a ampla disponibilidade de terras férteis e a ausência de obstáculos políticos e jurídicos para ocupá-las.
b) a edição da Lei de Terras de 1850, que intensificou a mercantilização das terras, encarecendo-as.
c) a abolição do tráfico negreiro, em 1850, que liberou capitais para investimentos em outros setores dinâmicos de economia.
d) o afluxo de crescentes contingentes de imigrantes europeus para as regiões em expansão.
e) a gradativa abolição do trabalho escravo e a ênfase crescente no trabalho assalariado.


Resposta:[A]

5. (UNESP) O transporte ferroviário no Brasil, da segunda metade do Século XIX ao início do Século XX, mereceu prioritariamente o interesse estatal e particular. As condições históricas relacionadas com a ampliação da rede em ritmo crescente foram:
a) expansão da cafeicultura, principalmente em São Paulo, e o escoamento da produção para o exterior.
b) reservas de minério de ferro, do quadrilátero ferrífero, pouco acessíveis e demasiado distantes dos centros urbanos mais expressivos.
c) políticas de industrialização e de reflorestamento.
d) capitais externos em busca de lucros para a indústria automotiva e para as empresas distribuidoras de petróleo.
e) devastações de pinhais para a extração de madeira e para a produção de papel.


Resposta:[A]

6. (UFMG) Atividade importante nas Minas Gerais, já no século XVIII e, sobretudo, no XIX, a agricultura foi um dos principais esteios da projeção que a elite mineira alcançaria no Período Imperial e no início da República. Com base nessa informação, é CORRETO afirmar que
a) a produção de diferentes gêneros alimentícios, a que se agregaria, depois, a cafeicultura, promoveu uma diversificação econômica, que visava ao mercado tanto regional quanto nacional.
b) as elites econômicas mineiras, já no século XVIII, foram pródigas no estabelecimento de uma sólida rede financeira de apoio à agricultura e à indústria, para o que foi criado o Banco da Lavoura.
c) as elites mineiras se destacaram pela criação e consolidação de uma estrutura monocultora, que priorizava inserir a província no mercado internacional de capitais em bases comerciais capitalistas.
d) os investimentos em infra-estrutura, expressos na construção de extenso sistema de armazenamento de grãos, fizeram com que o estado se tornasse um dos principais pioneiros da agroindústria.


Resposta:[A]

7. (UEMG) Leia o texto a seguir.
“A influência britânica na composição ferroviária do Brasil imperial foi enorme, tanto pelos investimentos diretos quanto nos empréstimos às companhias nacionais. As Estradas de Ferro Pedro II, São Paulo – Rio de Janeiro, Sapucaí, Mogiana, Sorocabana, Ituana e, mesmo, a Paulista foram total ou parcialmente construídas através de empréstimos tomados em Londres. Outras, como as de Pernambuco e da Bahia, e algumas em Alagoas, Paraíba, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, foram propriedade de ingleses e por eles administradas. [...]
Também da Inglaterra vieram os engenheiros, os trabalhadores especializados, a locomotiva a vapor [...], os ferros dos vagões de passageiros e de carga e o carvão.”
(FARIA, Sheila de Castro. Verbete: Ferrovias. In: VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.)
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE o enunciado abaixo.
A presença inglesa no Brasil, referida no texto, pode ser explicada
a) pelo Bloqueio Continental decretado por Napoleão Bonaparte.
b) pela Abertura dos Portos instituída com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil.
c) pela missão do branco europeu de civilizar populações selvagens, como a brasileira.
d) pelo processo imperialista e sua necessidade de exportar capital.
Resposta: [D]

8. (UNESP) A expansão da economia do café para o oeste paulista, na segunda metade do século XIX, e a grande imigração para a lavoura de café trouxeram modificações na história do Brasil, como

a) o fortalecimento da economia de subsistência e a manutenção da escravidão.

b) a diversificação econômica e o avanço do processo de urbanização.

c) A divisão dos latifúndios no Vale do Paraíba e a crise da economia paulista.

d) O fim da república oligárquica e o crescimento do movimento camponês.

e) a adoção do sufrágio universal nas eleições federais e a centralização do poder.

Resposta: Alternativa [B]. Diversificação econômica e urbanização das cidades como Rio de Janeiro e São Paulo que passaram por um processo de modernização.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Saiba mais sobre a importância do café no Segundo Reinado

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano - Primeiro Bimestre
Coleção Pitágoras
Capítulo 2 - A economia no Brasil Imperial

Saiba mais sobre a importância do café no Segundo Reinado





O café reorganizou o cenário econômico brasileiro do século XIX e XX.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Plantation Escravista

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL
PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL
Capítulo 2 - A Plantation Escravista




Até algumas décadas atrás, quando se fazia referência à economia açucareira, estava sempre presente o tripé latifúndio, monocultura e escravidão como características fundamentais dessa cultura.

Entretanto, estudos mais recentes mostraram que ainda que esse tripé seja válido para as plantações de cana-de-açúcar, ele é insuficiente para explicar o funcionamento da economia canavieira como um todo.

A cultura da cana-de-açúcar tem um setor agrícola, que compreende as plantações, que é realmente fundado no latifúndio monocultor escravista. Contudo, apresenta também um setor fabril – o engenho – que pede uma caracterização mais ampla. Por isso, foi utilizado o termo Plantation, que significa um latifúndio monocultor em que há o beneficiamento do produto, no nosso caso, a transformação da cana em açúcar visando a exportação.

Observe atentamente esta imagem. Na imagem vemos um engenho, que foi, na época da economia açucareira da América Portuguesa, um sofisticado artefato mecânico. Nele, se dava todo o processo de transformação da cana em açúcar. Nesse espaço atuavam diversos tipos de trabalhadores responsáveis pelas inúmeras tarefas que a produção e a preparação para a exportação exigiam. No engenho atuavam, homens livres e assalariados, a exemplo dos mestres de açúcar, entretanto a maioria dos trabalhadores era constituída por escravos africanos.

Por tudo isso amigos, o termo Plantation é mais adequado, porque explicita essa importante face fabril da economia açucareira.

Neste capítulo, você irá estudar também, alguns aspectos relacionados ao escravismo colonial. Tema este que sofreu uma das maiores revisões historiográficas dos últimos tempos. Desde as análises marxistas que viam os escravos como meras mercadorias, como seres moventes, desprovidos de vontade própria, explorados, oprimidos e invariavelmente castigados por seus senhores, a historiografia caminhou um bocado.

Hoje, a escravidão é encarada como uma gama de possibilidades de negociações envolvendo senhores e escravos; onde os cativos são vistos como agentes históricos com vontade própria, capazes de fazer valer os seus direitos na justiça; possuir terras a chamada brecha camponesa; ajuntar um certo pecúlio, vender seus produtos no mercado e por aí vai.

Agora, é claro que não se pode negar o caráter violento da escravidão. Sobre esse tema, vale a pena reproduzir um trecho dos historiadores Douglas Cole Libby e Eduardo França Paiva:

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

* De acordo com a problematização do tema, por que o termo plantation é mais adequado para caracterizar a economia açucareira?

* Quais foram os avanços apresentados pela autora no que se refere à historiografia da escravidão colonial?

* Quais traços permaneceram na análise desse mesmo tema?

* Como era encarada a violência na Idade Moderna?

É preciso lembrar que o castigo e a violência física faziam parte do dia a dia da sociedade como um todo, marcando as relações entre pais e filhos, esposo e esposa, mestres e alunos. Uma clara expressão da legitimidade do castigo violento era o direito que o Estado tinha de aplicar pena de morte em pessoas vistas como ameaças à ordem social. Esse direito foi amplamente exercido durante todo o período escravista, tirando a vida de livres e cativos. Considerando esse contexto histórico, podemos afirmar que, apesar das injustiças, os escravos também compartilhavam da noção de legitimidade do castigo, embora, evidentemente não gostassem dele. Assim, por exemplo, os libertos que se tornassem senhores de escravos – e eles eram numerosos – não hesitavam em aplicar castigos físicos nos seus cativos, quando julgavam necessário.

LIBBY, Douglas Cole & PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil. Relações sociais, acordos e conflitos. São Paulo: Moderna, 2000. p. 39. Neste capítulo você vai estudar, ainda, as atividades que se desenvolveram juntamente com a cultura de cana-de-açúcar, além da presença holandesa na área de produção açucareira.

Saiba mais sobre a Plantation Escravista na América Portuguesa