sábado, 27 de novembro de 2010

O som da história
Música de Jorge Benjor fala sobre o carro de boi que fez parte da história do Brasil como meio de transporte de carga e de pessoas num passado remoto de nosso país



Oé Oé (Faz O Carro De Boi Na Estrada)
Jorge Ben Jor
Composição: Augusto de Agosto / Jorge Ben Jor
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
Bota pouca carga mas rica carga
Pois o boi nem o carro são de carga
O boi e o carro são de estimação
Preparar eles para exposição
Não esquecendo de passar carvão na roda
Nem de lavar o carro, nem de enfeitar o boi
Pois eu quero ver o boi mugir e o carro cantar
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
Bota pouca carga mas rica carga
Pois o boi nem o carro são de carga
O boi e o carro são de estimação
Preparar eles para exposição
Não esquecendo de passar carvão na roda
Nem de lavar o carro, nem de enfeitar o boi
Pois eu quero ver esse carro campeão
Pois eu quero ver todo o pessoal dizer com emoção
Que carro de boi!
Ou é o gemedor
Que carro de boi!
Ou é o cantador
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
Oé oé, faz o carro de boi na estrada
O som da história
Eu quero ver quando Zumbi chegar
Zumbi é o senhor das guerras, Zumbi é o senhor das demandas, quando Zumbi chega é Zumbi quem manda

"Angola, Congo, Benguela Monjolo, Cabinda, Mina Quiloa, Rebolo"
(Jorge Ben, África/Brasil-Zumbi)
O texto refere-se a grupos africanos escravizados e trazidos para o Brasil durante a colonização.
Zumbi foi o chefe do maior quilombo construído no Brasil, o de Palmares.Em 1694, tropas comandadas pelo paulista Domingos Jorge Velho destruíram o quilombo de Palmares, que havia se formado desde o início do século XVII. Poucos sobreviveram ao ataque final, refugiando-se nas matas da Serra da Barriga sob a liderança de Zumbi, morto em 20 de novembro de 1695, depois de resistir por quase dois anos.A luta de Zumbi representa o episódio maior da resistências negra contra a escravidão.

Esta canção de Jorge Benjor é ótima para se abordar a temática da escravidão negra no Brasil.

Jorge Benjor
Zumbi
Angola Congo Benguela
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Há um grande leilão
Dizem que nele há
Um princesa à venda
Que veio junto com seus súditos
Acorrentados num carro de boi
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Angola Congo Benguela
Monjolo Cabinda Mina
Quiloa Rebolo
Aqui onde estão os homens
Dum lado cana de açúcar
Do outro lado o cafezal
Ao centro senhores sentados
Vendo a colheita do algodão tão branco
Sendo colhidos por mãos negras
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver
Quando Zumbi chegar
O que vai acontecer
Zumbi é senhor das guerras
È senhor das demandas
Quando Zumbi chega e Zumbi
É quem manda
Eu quero ver
Eu quero ver
Eu quero ver

Golpe na Costa do Marfim

Pio Penna Filho
Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

Mais um país africano está passando pelo teste da democracia e as perspectivas não são das melhores. O resultado das eleições na Costa do Marfim indicaram a vitória de um dos setores da oposição, liderado por Alassane Ouattara. O atual presidente, Laurent Gbagbo, é rival antigo de Ouattara e não quer aceitar o resultado das eleições. Aliás, por influência direta de Gbagbo e em comunicado oficial, o presidente do Conselho Constitucional do país, Paul Yao N’dré, já declarou que o pleito foi oficialmente considerado inválido.
A Costa do Marfim é um ex-colônia francesa que obteve a independência em 1960, no contexto do processo de descolonização. Se destacou durante a maior parte de sua existência como país soberano pela estabilidade política e relativo sucesso econômico no difícil cenário africano.
No plano regional tinha uma das economias mais dinâmicas e era candidato a líder, rivalizando com a outra potência regional, a Nigéria. Ambos participam de um bloco econômico, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS, em inglês).


A economia da Costa do Marfim segue o padrão geral dos Estados africanos, ou seja, é predominantemente primário-exportadora, com grande concentração nas atividades agrícolas, setor que emprega em torno de 60 a 70% da mão de obra do país. Dentre os seus produtos de exportação destacam-se cacau, café, borracha, milho, arroz e frutas tropicais. Também possui petróleo e ouro. Em termos de indústria, esta é ainda incipiente e com pouca diversificação, com ênfase na indústria alimentícia e têxtil.
Desde o Golpe de Estado ocorrido em 1999, o quadro politico do país se complicou. A partir daí grupos políticos lutaram violentamente pelo controle do Estado e não conseguiram estabelecer um modus vivendi democrático e baseado no diálogo. Registre-se que o processo foi extremamente violento, levando à morte milhares de pessoas e deixando um país dividido entre o norte e o sul.


Outra consequência da instabilidade política que se seguiu ao Golpe de 1999 foi a intervenção estrangeira, uma vez que capacetes azuis das Nações Unidas e tropas francesas foram enviadas à Costa do Marfim, as quais até hoje permanecem no país.
A crise política e o clima de guerra civil teve um importante impacto negativo na economia marfinense, fragilizando ainda mais a sua precária condição econômica. Mesmo com a retomada das atividades econômicas nos últimos anos, o crescimento tem sido modesto. Em 2008 o crescimento do PIB foi de apenas 2,3%, uma taxa baixa para o padrão de crescimento africano verificado na última década.


A atual crise, que pode levar a uma nova guerra civil, é um complicador a mais para a Costa do Marfim. Se o atual presidente insistir em desrespeitar a constituição e levar adiante o seu Golpe de Estado, ele certamente será o principal responsável pela catástrofe que provavelmente virá. O Golpe não é ruim apenas para a Costa do Marfim, uma vez que ajuda a arranhar a imagem de um continente inteiro que luta justamente para demonstrar ao mundo que está mudando e tem um compromisso com a democracia.

Saiba mais sobre a população escrava de Minas Gerais no século 18

Minas Gerais concentrava a maior população de negros no século 18.
Homens e mulheres chegaram com técnicas para extrair ouro e pedras preciosas. Muitos compraram a própria liberdade.
Tradições que movimentaram o Brasil Colônia são fontes de rende até hoje




Tradições de três séculos de história permanecem nos caminhos da Estrada Real. Atividades artesanais que movimentaram a economia do Brasil no passado ainda hoje são fonte de renda para famílias.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Conheça a história da primeira capital de Mato Grosso
O professor Edenilson Morais faz uma abordagem sobre o processo de formação histórica de Vila Bela da Santíssima Trindade, fundada junto às margens do rio Guaporé, na fronteira com o domínio espanhol na América do Sul, foi escolhida estratégicamente para sediar a recém criada Capitania de Mato Grosso e se tornou o antemural da colônia no momento histórico em que as coroas ibéricas estabeleciam os limítes de suas possessões coloniais no Novo Mundo.
Confira a aula em video.
Coreia versus Coreia

Pio Penna Filho*
*Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

Um só povo, a mesma tradição, a mesma cultura, a mesma língua e dois países. Um povo que tem uma das civilizações mais antigas que se tem notícia na face da terra. Sua civilização remonta a séculos antes de Cristo e é considerada, em termos de continuidade, como a mais remota. É esse povo que está, atualmente, em pé de guerra, dividido em dois Estados que não se entendem.
Os últimos acontecimentos na península coreana dispararam o alerta de guerra. Parece de difícil solução o problema da divisão da Coréia, essa herança maldita dos anos da Guerra Fria e das injunções e interferências estrangeiras no continente asiático.
Embora não tenha sido o único caso de um país dividido em termos ideológicos, o diferencial da Coréia com relação a outros casos é que essa divisão permaneceu, mesmo com o fim da era bipolar. A Alemanha, por exemplo, conseguiu retomar a sua unidade e segue adiante, apesar dos traumas e dos desequilíbrios regionais.
A divisão do país ocorreu logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Em 1948 dois governos se estabeleceram, um no norte, de feição comunista, e outro no sul, pró-capitalista. Em 1950, os norte coreanos tentaram unificar os dois governos a partir de uma atitude de força, invadindo militarmente o sul. A guerra se estendeu até 1953, deixando um saldo de mais de um milhão de mortos e um país realmente dividido, com ódios mútuos entre as regiões.
O que garantiu a divisão do país foi a interferência estrangeira. Sob o abrigo das Nações Unidas, os Estados Unidos lideraram uma ampla coalizão de forças que impediram a praticamente certa vitória militar do norte sobre o sul. Até o Brasil foi convidado a participar dessa coalizão, mas o presidente Vargas sábia e diplomaticamente negou o envio de tropas brasileiras para um cenário de guerra tão distante dos nossos interesses.
Não fosse, portanto, a intervenção estrangeira, motivada por questões ideológicas, a Coréia teria permanecido um país unificado, mesmo que sob regime dito comunista.
Não é à toa que os Estados Unidos dedicaram grande atenção para a região, se envolvendo diretamente na guerra. Vale lembrar que a China havia passado, na época, por um processo revolucionário que levou os comunistas ao poder. Alguns anos depois seria a vez da antiga Indochina entrar em efervescência revolucionária, ampliando ainda mais, mesmo que gradativamente, a presença norte-americana no contexto asiático.
Enfim, a questão coreana é complexa e quem mais sofre, como sempre, é o povo coreano. Certa vez conversei com um coreano e ele me observou, com a típica calma e paciência asiática, que o seu povo e o seu país tinham uma história de mais de cinco mil anos e que essa divisão, inevitavelmente, cederia aos fundamentos da civilização coreana, voltando o seu povo a ser um só. Pena que para isso uma geração inteira de coreanos tenha que pagar um preço tão alto.
Saiba mais sobre a participação das mulheres na política
Carlota Queiroz foi a primeira deputada federal eleita no Brasil.
Assista à aula em vídeo.


Lucas Kodama Seco, professor de história do Anglo, dá uma aula sobre a participação das mulheres na política.

A primeira mulher eleita deputada federal na história do Brasil, em 1933, foi Carlota Queiroz. Ao longo da segunda metade do século 20, a luta das mulheres por direitos e igualdade passa a ser maior.
No Brasil, a eleição de Dilma Roussef neste ano é um marco importante, independente de questões partidárias. Do ponto de vista histórico, a eleição dela tem um grande peso simbólico, segundo Kodama.

Confira aula completa em vídeo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Saiba mais sobre o governo de Itamar Franco na presidência da República




Itamar Franco era o vice-presidente no governo de Fernando Collor de Mello, mas depois de todas as lambanças feitas pelo "caçador de marajás", não teve jeito, veio o impeachment e aí o homem do topete assumiu a presidência.

O seu governo foi caracterizado pelo retorno ao passado, quando ele resolveu retomar a produção do "Fusca", carro que o presidente era fã de carteirinha. O objetivo da medida era gerar mais empregos na indústria automobilística e propiciar para a classe média a possibilidade de realizar um sonho de consumo com a aquisição de um carro novo. Bem, a verdade é que essa boa intenção acabou se mostrando um verdadeiro fracasso, visto que já havia no mercado brasileiro da época, carros mais baratos e bem mais resistentes.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Hoje é o Dia da Consciência Negra


Saiba mais sobre o município de União dos Palmares.
Zumbi dos Palmares e a comemoração do 20 de novembro

Documentário produzido pela TV Câmara sobre a escravidão africana e abordando também a trajetória de Zumbi dos Palmares.
Zumbi Dos Palmares - Edson Gomes

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver...
(Rickbaiano)

Intertexto entre telas de Debret e música de Clara Nunes


Obras de Debret com trilha sonora de Clara Nunes "O canto das três raças".


Canto Das Três Raças
Clara Nunes
Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor
Alunos aprendem na escola a valorizar a história e a cultura afro-brasileiras



Quinte mil novos professores estão sendo treinados pelo projeto 'A cor da cultura', que tem parceria da TV Globo e do Canal Futura.

Simulado de História - 4º Bimestre

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Simulado de História - 4º Bimestre
Professor Edenilson Morais
PRIMEIRO ANO
1. (ENEM) Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa permaneceram no Brasil.
Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:
• Bahia — 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um possível ataque de Napoleão.
• Rio de Janeiro — 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.
• Salvador — 1808: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato antecipadamente negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro — 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.
• Pernambuco — 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.
GOMES, L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado).

Uma das consequências desses eventos foi
a) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros.
b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus domínios.
c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.
d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a comunicação antes de 1808.
e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de manutenção do rei e de sua família.

2. (UFSM)


(TEIXEIRA, Francisco M. P. "Brasil História e Sociedade". São Paulo: Ática, 2000. p.162.)
O quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo, concluído em 1888, é uma representação do 7 de setembro de 1822, quando o Brasil rompeu com Portugal. Essa representação enaltece o fato e enfatiza a bravura do herói D. Pedro, ocultando que
a) o fim do pacto colonial, decretado na Conjuração Baiana, conduziu à ruptura entre o Brasil e Portugal.
b) o processo de emancipação política iniciara com a instalação da Corte portuguesa no Brasil e que as medidas de D. João puseram fim ao monopólio metropolitano.
c) o Brasil continuara a ser uma extensão política e administrativa de Portugal, mesmo depois do 7 de setembro.
d) a Abertura dos Portos e a Revolução Pernambucana se constituíram nos únicos momentos decisivos da separação Brasil-Portugal.
e) a separação estava consumada, o processo estava completo, visto que havia, em todo o Brasil, uma forte adesão militar, popular e escravista à emancipação.



3. (PUC) Dentre as características da Carta Imperial de 1824, outorgada por D. Pedro I, NÃO está incluído ou incluída:
a) o voto universal e secreto.
b) o exercício do Poder Moderador pelo monarca.
c) a forma unitária do Estado.
d) o casamento apenas religioso, com efeitos civis.
e) a divisão do território nacional em Províncias.


4. (UFV) Dentre as diversas revoltas e insurreições que antecederam a abdicação de D. Pedro I em 1831, uma foi especialmente importante pelos ideais republicanos de seus líderes, entre os quais Frei Caneca. Outra característica desse movimento teria sido a proclamação da república em 1824, com a adoção da Constituição da Colômbia. O movimento foi duramente reprimido e Frei Caneca condenado à morte e fuzilado. O movimento em questão ficou conhecido como:
a) Inconfidência Mineira.
b) Confederação do Equador.
c) Questão Cisplatina.
d) Guerra dos Mascates.
e) Revolta dos Farrapos.


GABARITO
1. C
2. B
3. A
4. B


SEGUNDO ANO

1. (FGV) Vai minha tristeza/ E diz a ela que sem ela não pode ser/ Diz-lhe numa prece/ Que ela regresse/ Porque não posso mais sofrer/ Chega de saudade/ A realidade é que sem ela/ Não há paz/ Não há beleza/ É só tristeza e a melancolia/ Que não sai de mim/ Não sai de mim/ Não sai.” Chega de Saudade, Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Esse é o trecho de uma das principais canções da bossa nova, gênero que renovou a música brasileira. Nessa época, vivia-se uma fase de otimismo no país.
Altos índices anuais de crescimento econômico, grandes obras públicas, estabelecimento de empresas estrangeiras, manutenção da estabilidade política pelo presidente eleito e significativas conquistas esportivas em competições internacionais eram características:
a) do governo do Garrastazu Médici e do chamado “Milagre Brasileiro”;
b) do governo de João Goulart e da implementação das “Reformas de Base”;
c) do governo de Getúlio Vargas e da política de substituição de importações;
d) do governo de Jânio Quadros e da desnacionalização da economia;
e) do governo de Juscelino Kubitschek e do chamado “Nacional Desenvolvimentismo”.

2. (UFF) Bossa-nova mesmo é ser presidente / Desta terra descoberta por Cabral / Para tanto basta ser tão simplesmente / Simpático, risonho, original. / Depois, desfrutar da maravilha / De ser o presidente do Brasil / Voar da "velhacap" pra Brasília / Ver o Alvorada e voar de volta ao Rio. / Voar, voar, voar, / Voar, voar pra bem distante / Até Versailles, onde duas mineirinhas / Valsinhas, dançam como debutantes / Interessante. / Mandar parente a jato pro dentista / Almoçar com o tenista campeão / Também pode ser um bom artista / Exclusivista / Tomando, com Dilermando, umas aulinhas de violão. / Isso é viver como se aprova / É ser um presidente bossa-nova / Bossa-nova / Muito nova / Nova mesmo / Ultra nova. (CHAVES, Juca. "Presidente Bossa-nova". ln: História da Música Popular Brasileira. SP, Abril Cultural, fascículo e LP n.o41) Esta letra de música deixa transparecer uma crítica política ao presidente Juscelino Kubitschek, bem como o clima de inovação que marcou a história do Brasil a partir da segunda metade dos anos 50. Assinale a opção que faz alusão a movimentos culturais brasileiros deste período.
a) A construção de Brasília representou a associação entre os ideais dos movimentos culturais brasileiros que tinham como inspiração a cultura americana do pós-guerra.
b) A euforia promovida pelo Plano de Metas, que prometia um crescimento de nossa economia na base de "50 anos em 5", favoreceu a emergência do movimento conhecido como "Jovem Guarda" liderado por Roberto Carlos.
c) A década de 50 abriu caminho para o desenvolvimento da música nordestina que se transformou, nos anos 60, em referência nacional.
d) O nacional-desenvolvimentismo deste período sepultou a cultura brasileira, mediante a imposição dos padrões culturais hollywoodianos.
e) O nacional-desenvolvimentismo vigente neste período originou manifestações culturais como o cinema novo, a bossa-nova e o teatro político.






3. (UERJ) Varre, varre, varre, varre, vassourinha. Varre, varre a bandalheira, Que o povo já está cansado De sofrer desta maneira. Jânio Quadros é a esperança deste povo abandonado. (Nosso Século. São Paulo: Abril Cultural, 1980.) Esse "jingle" acompanhou o candidato Jânio Quadros durante a sua campanha à presidência da República, em 1960. A letra sintetiza a seguinte política de resolução dos problemas da época:
a) a austeridade do governo e o controle dos gastos públicos conteriam a inflação e a corrupção oficial.
b) a disputa de mercados externos e a ideologia nacionalista aumentariam o superávit comercial e a geração de renda.
c) o atendimento à economia popular e à produção de alimentos baixariam o custo de vida e os gastos do governo.
d) a defesa dos interesses nacionais e a adoção de uma política externa independente gerariam emprego e novas possibilidades econômicas.

4. (UFPEL)



A charge demonstra que a conjuntura política de 1962 favorecia a João Goulart
a) antecipar a implantação do seu projeto parlamentarista.
b) reduzir a força do Poder Executivo, que lhe fazia oposição.
c) promover o retorno do presidencialismo (efetivado com o plebiscito de 1963).
d) derrubar as Reformas de Base, propostas pelo Parlamentarismo.
e) fechar o Congresso Nacional e governar por decretos.

5. (UFSM)


BRENER, J. Jornal do Século XX. São Paulo: Moderna, 1998, p. 229. A charge, uma crítica ao golpe militar no Brasil em 1964, pode ser interpretada da seguinte maneira:
a) As manifestações populares foram vitoriosas, e o governo militar não teve controle sobre os movimentos de massa.
b) As reivindicações eram representativas dos interesses dos grupos populares e dos setores industriais emergentes.
c) Os militares, através das organizações partidárias, tiveram controle sobre os movimentos dos trabalhadores.
d) Os militares, através de imposição repressiva, tiveram de enfrentar a organização de diversos grupos populares.
e) As reivindicações populares representavam os interesses do capital estrangeiro.

GABARITO
1. E
2. E
3. A
4. C
5. D

Café atrai imigrante europeu para o Brasil

Café atrai imigrante europeu para o Brasil
Por Eliane Yambanis Obersteiner*
Especial para a Folha
A exclusão do negro do mundo do trabalho assalariado, que se inaugura oficialmente no Brasil ao final do século 19, motivada predominantemente por uma visão racista, abre a possibilidade de imigrantes ocuparem as funções até então realizadas por escravos na lavoura cafeeira.

O imigrante que vem para cá nesse período, pressionado pelo empobrecimento provocado pelo desenvolvimento do sistema capitalista europeu, vê aqui a chance de reverter esse quadro, com a possibilidade de se tornar, com o tempo, um pequeno proprietário rural.
No entanto, a precariedade de sua situação e o endividamento contraído com o latifundiário, que financia a passagem de vinda, torna o imigrante subalterno.

Despreparado para lidar com a realidade do trabalho assalariado, o latifundiário, habituado com os mecanismos escravocratas de coerção, criará formas de prender o imigrante através do endividamento, obrigando-o inclusive a comprar víveres na mercearia de sua propriedade.
Esse tipo de mecanismo denota a coexistência de formas capitalistas e de semi-servidão no Brasil, nas portas de entrada do século 20.

Cabe lembrar que, apesar da visão eurocêntrica, que exclui o negro e opta pelo imigrante europeu, prevalece um grande preconceito referente ao trabalho braçal, desde os primórdios da colonização, levando o latifundiário, muitas vezes, a desconsiderar a condição de homem livre que caracteriza o imigrante, inclusive colocando-o sob vigilância.
Mesmo aqueles imigrantes que se dirigem diretamente para a zona urbana e, portanto, não se defrontam com os mecanismos da sociedade agrária e patriarcal, não irão encontrar condições de vida favoráveis.
O processo de urbanização e industrialização nesse período é gradual, e a formação de um operariado urbano, uma novidade econômica e social.
Não há no Brasil legislação específica que permeie as relações capital-trabalho até os anos 30, o que determinará a sujeição do trabalhador aos donos do capital, seja este agrário ou urbano, definindo assim a precariedade das condições em que viverá a maior parte dos imigrantes nesse período.
*Eliane Yambanis Obersteiner é professora de história do Colégio Equipe

Museu em São João de Meriti vai homenagear o Almirante Negro


João Cândido Felisberto viveu na humilde casa no Parque Alian, na Baixada Fluminense. Ele liderou o movimento conhecido como Revolta da Chibata. A previsão é que o museu fique pronto em 2012.
Independência da América Espanhola pode ser tema de vestibular
A aula de História relembra o processo de independência dos países da América Espanhola, que completa 200 anos. O Memorial da América Latina é uma homenagem à data.
A música caipira nas aulas de história

A história do Brasil através da música sertaneja. A sina do caboclo na cidade grande, canção enfoca o problema do êxodo rural característico da década de 1980.

A música caipira nas aulas de História


Dino Franco e Mouraí
Caboclo na cidade
Composição: Dino Franco e Nhô Chico

Seu moço eu já fui roceiro
No triângulo mineiro
Onde eu tinha o meu ranchinho.

Eu tinha uma vida boa
Com a Isabel minha patroa
E quatro barrigudinhos.

Eu tinha dois boi carreiros
Muito porco no chiqueiro
E um cavalo bom, arriado.

Espingarda cartucheira
Quatorze vaca leiteira
E um arrozal no banhado.

Na cidade eu só ia
A cada quinze ou vinte dias
Para vender queijo na feira.

E no demais estava folgado
Todo dia era feriado, pescava a semana inteira.

Muita gente assim me diz
Que não tem mesmo raíz
Essa tal felicidade

Então aconteceu isso
Resolvi vender o sítio
Pra vir morar na cidade.

Minha filha Sebastiana
Que sempre foi tão bacana
Me dá pena da coitada.

Namorou um cabeludo
Que dizia Ter de tudo
Mas foi ver não tinha nada.

Se mandou para outras bandas
Ninguém sabe onde ele anda
E a filha está abandonada.

Como dói meu coração
Ver a sua situação
Nem solteira e nem casada.

Até mesmo a minha velha
Já está mudando de idéia
tem que ver como passeia.

Vai tomar banho de praia
Está usando mini-saia
E arrancando a sombrancelha.

Nem comigo se incomoda
Quer saber de andar na moda
Com as unhas todas vermelhas.

Depois que ficou madura
Começou a usar pintura
Credo em cruz que coisa feia.

Voltar "pra" Minas Gerais
Sei que agora não dá mais
Acabou o meu dinheiro.

Que saudade da palhoça
Eu sonho com a minha roça
No triângulo mineiro.

Nem sei como se deu isso
Quando eu vendi o sítio
Para vir morar na cidade.

Seu moço naquele dia
Eu vendi minha família
E a minha felicidade!


A música caipira nas aulas de História


Tião Carreiro e Pardinho
Pagode em Brasília

Quem tem mulher que namora
quem tem burro impacador

quem tem a roça no mato me chame
que jeito eu dou
eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
e o burro impacador eu corto ele de espora
e a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora

Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
tem muita sogra increnqueira e tem violeiro embruião
pro prisioneiro inocente eu arranjo adevogado
e a sogra increnqueira eu dou de laço dobrado
e os violeiro embruião com meus versos estão quebrado

Bahia deu Rui Barbosa
Rio Grande deu Getúlio
Em minas deu Juscelino
de São Paulo eu me orgulho
baiano não nasce burro e gauch é o rei das cochilhas
Paulista ninguém contesta é um brasileiro que brilha
Quero ver cabra de peito pra fazer outra Brasília

No Estado de Goiás meu pagode está mandando
No Bazar do Vardomiro em Brasília é o soberano
No repique da viola balancei o chão goiano
Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano
Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando