sábado, 9 de abril de 2011

Saiba mais sobre o Neocolonialismo

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes


Terceiro Ano - Primeiro Bimestre


Coleção Pitágoras


Capítulo 3


A imposição do modelo civilizatório europeu na África e na Ásia





Problematização do tema



Observe a charge anterior. Ela é uma sátira à partilha da China pelas grandes potências europeias no século XIX.




  • O que o autor da charge francesa procurou retratar com a cena apresentada?

  • Quais seriam os motivos que estimularam a atitude dos protagonistas da cena?

  • Quais as estratégias por eles utilizadas para realizar os seus objetivos:

  • Quais os desdobramentos dessa realidade para essas nações do mundo contemporâneo;


  1. Para começarmos o estudo do processo histórico evidenciado pela charge, leia o texto a seguir e responda às questões referentes a ele.


Então o fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentação de bens, dinheiro e pessoas ligado aos países desenvolvidos entre si e mundo não desenvolvido [...]. Essa globalização da economia não era nova, embora tivesse se acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século.


Esses fatos não mudaram a forma nem o caráter dos países industrializados ou em processo de industrialização, embora tenham criado novos ramos de grandes negócios, cujos destinos ligavam-se intimamente aos de determinadas partes do planeta, como as companhias de petróleo. Mas transformaram o resto do mundo, na medida em que o tornaram um complexo de territórios coloniais e semicoloniais que crescentemente evoluíam em produtores especializados de um ou dois produtos primários de exportação para o mercado mundial, de cujos caprichos eram totalmente dependentes.


A Malaia cada vez mais significava borracha e estanho; o Brasil, café; o Chile, nitratos; o Uruguai, carne; Cuba, açúcar e charutos. Na verdade, à exceção dos EUA, mesmo as colônias de povoamento branco fracassaram em sua industrialização (nesta época), porque também ficaram presas na gaiola da especialização internacional.



HOBSBAWN, Eric. J. A era dos impérios. 1875-1914, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, pp. 95 e 98.


a) Justifique a afirmativa do historiador, Eric Hobsbawn, apresentada a seguir:


“Essa economia não era nova, embora tivesse se acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século”.


Resposta: Enfoque que o processo de internacionalização da economia pode ser percebido a partir do processo expansionista marítimo dos séculos XV e XVI


b) Explique os desdobramentos do processo de globalização para as áreas periféricas do capitalismo mundial.


Resposta: Transformaram as áreas periféricas em um complexo de territórioss coloniais e semicoloniais que crescentemente evoluíam em produtores especializados de um ou dois produtos primários de exportação para o mercado mundial, de cujos caprichos eram totalmente dependentes.


c) De que forma podemos perceber a “Divisão Internacional do Trabalho” ao final daquele século?



Resposta: A partir da transformação dos países periféricos em fornecedores de matérias-primas e produtos primáriso e consumidores dos produtos industrializados fornecidos pelas grandes potências.



  1. Analise o texto a seguir.


“Assumi o Fardo do Homem Branco.


Enviai os melhores dos vossos filhos,


Condenai vossos filhos ao exílio,


Para que velem, pesadamente ajaezados,


Os povos sublevados e selvagens,


Povos recém-dominados, inquietos,


Meio demônios, meio infantis,


Assumi o Fardo do Homem Branco,


Tudo o que fizerdes ou deixardes


Servirá a esses povos silenciosos e consumidos,


Para pesar vossas mercadorias e vós mesmos.


(KIPLING. In: AQUINO et al., 1993, p. 215).


a) Explique o que o escritor Ruyard Kiplyng quis dizer com a expressão ‘Fardo do Homem Branco’.


Resposta: A responsabilidade dos povos europeus, supostamente desenvolvidos, em promover o desenvolvimento social, cultural e econômico dos povos considerados atrasados do planeta.


b) Qual é a percepção do poeta inglês sobre os povos afro-asiáticos? Você concorda com ela? Justifique sua resposta.

Resposta: Povos sublevados e selvagens, recém-dominados, inquietos, meio demônios, meio infantis, silenciados e consumidos.



  1. Analise o texto a seguir.


“As qualidades morais e físicas dos europeus são superiores; a mesma força e as mesmas capacidades que o levaram a sair, há alguns séculos, da condição de selvagem nômade (...) para o seu atual estado de cultura e progresso (...) concederam-lhe o direito, quando em contato com o selvagem, de ser vitorioso na luta pela existência e de crescer às custas do seu sacrifício”.


Alfred Wallace, naturalista britânico, 1864.


a) Identifique a qual princípio científico o pensamento do naturalista britânico procura se relacionar.


Resposta: Evolução das espécies de Charles Darwin.


b) Você concorda com a adaptação deste principio ao processo desencadeado sobre os povos afro-asiáticos? Justifique sua resposta.

Resposta: Pessoal. Há que se destacar a falta de comprovação científica para a hipótese apresentada pelo naturalista britânico.




  1. Leia os textos e responda às questões.


O colonialismo do século XIX, permeado pelo ideal de supremacia econômica e cultural, formulou o mito da superioridade racial, incluindo concepções pseudocientíficas que enalteciam os brancos e a exploração imperialista. Por esse motivo destacou-se a doutrina racista do filósofo inglês H. Spencer, conhecida como “Darwinismo Social”.


Segundo Spencer, a Teoria da Evolução de Darwin, podia ser perfeitamente aplicada à evolução da sociedade:assim como existia uma seleção natural entre as espécies, com o predomínio dos animais e plantas mais capazes, ela existia também na sociedade:


“A luta pela sobrevivência entre os animais correspondia à concorrência capitalista;a seleção natural não era mais nada além da livre troca dos produtos entre os homens;a sobrevivência do mais capaz, do mais forte era demonstrada pela forma criativa dos gigantes da indústria, que engoliam os competidores mais fracos, em seu caminho para o enriquecimento.”



BRUIT, Héctor H. O imperialismo. São Paulo: Atual, 1986, p. 9.



Explique de que maneira o ‘biologismo sociológico’ do filósofo inglês Herbert Spencer justifica a ação do imperialismo europeu sobre as regiões afro-asiáticas.


Resposta: A partir da percepção da existência de uma seleção natural entre as espécies, com o predomínio dos animais e plantas capazes, existiria, também, essa seleção na relação social estabelecida entre os homens. A sobrevivência do mais capaz, do mais forte era demonstrada pela forma criativa dos gigantes da indústria, que engoliam os competidores mais fracos, em seu caminho para o enriquecimento.

5. A natureza distribuiu desigualmente no planeta os depósitos e a abundância de suas matérias-primas; enquanto localizou o gênero inventivo das raças brancas e a ciência da utilização das riquezas naturais nesta extremidade continental que é a Europa, concentrou os mais vastos depósitos dessas matérias-primas nas Áfricas, Ásias tropicais, Oceanias equatoriais, para onde as necessidades de viver e de criar lançariam o elã dos países civilizados. Estas imensas extensões incultas, de onde poderiam ser tiradas tantas riquezas, deveriam ser deixadas virgens, abandonadas à ignorância ou à incapacidade? A Humanidade total deve poder usufruir da riqueza total espalhada pelo planeta. Esta riqueza é o tesouro da Humanidade.



(SARRAUT, A. Grandeur et servitude coloniales. Paris, 1931. p. 18-19. In: BERUTTI, Flávio. Tempo e espaço: História ensino médio. Volume único. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. p. 343.)


a) É possível identificarmos no texto uma referência do ‘darwinismo social’? Justifique sua resposta com dois argumentos.


Resposta: 'O gênero inventivo das raças brancas e ciência da utilização das riquezas naturais' estariam localizadas no continente europeu. As riquezas das regiões afro-asiáticas estariam, segundo o texto, abandonadas à ignorância e à incapacidade, dos habitantes que ali residem.


b) Qual seria, segundo o texto, o ela dos países civilizados?


Resposta: Promover a exploração das riquezas das regiões consideradas atrasadas do planeta.


c) De que maneira são consideradas as riquezas afro-asiáticas?

Resposta: Como um tesouro pertencente ao conjunto da humanidade.

d) Discuta, de que maneira essas riquezas foram revertidas.


Resposta pessoal. Enfoque a reversão dessas riquezas para os interesses das potências industrializadas.



6. Identifique, com base no mapa apresentado, os reinos da África Atlântica com os quais os europeus tiveram contato direto.


Resposta: Reino de Mali, império Songai, Reino do Congo.


7. Analise a imagem a seguir.



Caracterize o imaginário europeu, do século XV e XVI, sobre a natureza e os povos da África.


Resposta: A natureza e os povos africanos eram retratados a partir de uma percepção bizarra, fantasiosa, com elementos humanos disformes, e a natureza constituída por seres alados e mitológicos.







sexta-feira, 8 de abril de 2011

Saiba mais sobre os EUA e a América Latina no século XIX

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes Terceiro Ano - Primeiro Bimestre Coleção Pitágoras Capítulo 2 - Os EUA e América Latina no século XIX Saiba mais sobre a influência dos EUA na América Latina durante o século XIX

Saiba mais sobre o Liberalismo e o Socialismo no século XIX


CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes


Segundo Ano - Primeiro Bimestre


Coleção Pitágoras


Capítulo 1 - O embate entre as correntes liberais e os socialismos no século XIX


Saiba mais sobre o liberalismo, o nacionalismo e o socialismo no século XIX




Confira as avaliações de História do primeiro bimestre

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – SEGUNDA CHAMADA


TERCEIRO ANO



1. (FUVEST) "...algumas escravas procuram de propósito aborto, só para que não cheguem os filhos de suas entranhas a padecer o que elas padecem".


(André João Antonil, CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL, 1711)


Relacione outras formas de resistência do escravo africano, além do mencionado no texto.


Resposta: Fugas individuais ou coletivas, formação de quilombos, queima de plantações, diminuição no ritmo do trabalho, etc.



2. (UFF) " As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida "sob a égide e o controle do sistema social" e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu decadência"


(Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. "Desclassificados do Ouro". Rio de Janeiro, Graal, 1990, pp. 20-23) Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um "fausto falso" porque:


a) a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas;


b) o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto a exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam;


c) existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região;


d) a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região;


e) a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade.


Resposta: C


3. (UFPR) “Moradores dos ‘sertões’, instalados além das cidades coloniais, transformaram tais espaços físicos em espaços humanos. (...) A presença desses nossos antepassados é de fundamental importância para entendermos por que, no Brasil Colônia, houve mais do que a pura e simples plantation de cana. A ‘visão plantacionista’, que considera todas as atividades não voltadas para a exportação como irrelevantes, embaçou durante muito tempo a contribuição que milhares de agricultores – responsáveis pela agricultura de subsistência ou pelo abastecimento do mercado interno – deram à história de nosso mundo rural.”


(DEL PRIORE, Mary e VENÂNCIO, Renato. Uma história da vida rural no Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 47–48.)


Com base no texto e nos conhecimentos sobre a organização social do Brasil no período colonial, é correto afirmar:


a) A atividade agrícola dos moradores dos ‘sertões’ era essencial para a produção e o mercado colonial de gêneros alimentícios.


b) A imensa disponibilidade de terras não cultivadas contribuiu para uma ocupação intensiva do solo, o que evitou a dispersão demográfica pelo território nacional.


c) Os autores do texto destacam um elemento característico da vida social durante a Colônia: a inexistência de núcleos econômicos situados além das cidades coloniais.


d) Confirma-se no texto a exclusividade da lavoura exportadora como atividade responsável pela ocupação dos espaços agrícolas nacionais.


e) No Brasil Colônia, uma característica fundamental da agricultura de alimentos foi a variedade de técnicas e de ferramentas utilizadas para o manejo das terras.


Resposta: A


4. (UFJF) Com base no quadro abaixo e em seus conhecimentos, assinale a alternativa INCORRETA sobre o tráfico de escravos no Brasil, no longo período entre os séculos XVI e XIX.




a) O tráfico atlântico de africanos para o Novo Mundo cresceu em todos os períodos indicados na tabela, o que demonstra sua importância tanto no funcionamento da economia colonial quanto no período pós-independência.


b) O recrutamento de mão-de-obra para as lavouras e áreas mineradoras do Novo Mundo só se tornou possível devido à participação de parcelas das sociedades africanas, ao realizarem alianças político militares e comerciais com os traficantes.


c) No início do século XIX, a Inglaterra centrou esforços para limitar o tráfico de escravos para o Brasil. A pressão continuou até que o Império do Brasil decretasse a abolição do tráfico em 1831, o que não levou à sua extinção, como pode ser percebido no 5° período do quadro.


d) Nos séculos XVI e XVII, o destino dos cativos aportados no Brasil era quase sempre a região litorânea, particularmente a zona canavieira, mas no século XVIII foi a mineração que atraiu grande parte dos cativos.


e) O crescimento da entrada de africanos do 4º para o 5º período não foi tão acentuado, devido à grande entrada de imigrantes europeus em substituição à mão-de-obra nas lavouras.


Resposta: C



5. “Zumbi, cujo nome quer dizer “Deus da Guerra”, era sobrinho-neto da princesa Aqualtunte. Envenenou seu tio Ganga Zumba, “rei” de Palmares e tomou o poder. Zumbi era casado com uma branca. Ele preferiu o suicídio à rendição: jogou-se de um penhasco para não ser capturado pelos que atacaram seu quilombo. Zumbi era homossexual.


Todas as afirmativas acima estão erradas ou são improváveis. Pouco se sabe sobre o Guerreiro dos Palmares. Documentos comprovam que, de 1676 a 1695, de fato existiu um “general” negro de nome Zumbi. Ele era baixo, coxo e valente: “negro de singular valor, grande ânimo e constância rara; aos nossos serve de embaraço, aos seus de exemplo”, disse um cronista. Contrário à paz firmada por Ganga Zumba, Zumbi liderou a resistência final dos Palmares. Delatado, foi morto em 20 de novembro de 1695. Sua cabeça ficou exposta na praça central de Recife, até se decompor por completo.”



(BUENO, Eduardo. Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo: Editora Ática, p.123)



O texto traz duas imagens de Zumbi, isso pode ser explicado:



a) pela posição de alguns historiadores que consideram Zumbi o grande representante do pensamento humanista no Brasil.


b) pela visão equivocada de que Zumbi foi uma grande liderança negra no país.


c) pela inexistência de qualquer documento que faça referência a Zumbi.


d) por não haver muita documentação sobre a existência de Zumbi, o que leva a especulações equivocadas.


Resposta: D



Questão desafio



(UNESP) Leia o texto e responda.


"Em 1776, a população de Minas Gerais, excluindo os índios, superava as 300 000 almas - o que representava 20% da população total da América portuguesa e o maior aglomerado de toda a colônia. Mais de 50% da população era negra... O resto compunha-se, em porcentagens aproximadamente iguais, de brancos, mulatos e outros mestiços de combinações raciais inteiramente americanas. Era grande a desproporção entre homens e mulheres e, no interior de vários grupos raciais, só as mulatas eram mais que os mulatos."


(Kenneth Maxwell e Maria Beatriz N. da Silva, O IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO, 1750-1822.)


a) Explique a concentração populacional em Minas e o elevado percentual da população de origem africana.



b) Exemplifique o que os autores afirmam ser "mestiços e combinações raciais inteiramente americanas".





quinta-feira, 7 de abril de 2011

Confira a avalição de História do Brasil (segundo ano) segunda chamada

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – SEGUNDA CHAMADA SEGUNDO ANO


1. (UFJF) Observe o mapa: No período regencial (1831-1840), uma série de conflitos surgiu em algumas províncias brasileiras.

Sobre esse contexto, responda ao que se pede.


a) Cite e analise duas características do contexto no qual ocorreram esses conflitos assinalados no mapa.


b) Eleja um desses conflitos e analise-o.



2. (UNICAMP) A República do Paraguai se defendia heroicamente contra as agressões do Império do Brasil. (...) Para todas as nações, o heroísmo da resistência de tão pequena república contra aliados tão poderosos excitava a simpatia que sempre há pelo fraco (...).


(D. F. Sarmiento, QUESTÕES AMERICANAS, COLEÇÃO GRANDES CIENTISTAS SOCIAIS, Ática)


a) Como Sarmiento representa nesse texto o conflito entre o Brasil e o Paraguai?


b) De que modo essa representação de Sarmiento ilustra o conflito político-ideológico no Brasil após a Guerra do Paraguai?


c) Por que a Guerra do Paraguai contribuiu para o movimento abolicionista no Brasil?


3. (UFSM) Na ilustração, um soldado negro regressa da Guerra do Paraguai (1864-1870) e vê sua mãe amarrada ao tronco. Sobre esse período da história brasileira é correto afirmar:


I. É no contato com as tropas aliadas que o Exército toma consciência de ser um dos pilares da sociedade escravista.


II. No final do 2.o reinado, o Exército se consolida e se torna agente de transformação política.


III. Até o final do Império, o Exército se mantém fiel à defesa da ordem sociopolítica, não aderindo às novas idéias republicanas.


IV. Soldados negros constituíram um contingente inexpressivo nas tropas brasileiras contra Solano Lopez.


Estão corretas


a) apenas I e II.


b) apenas II e III.


c) apenas III e IV.


d) apenas I e IV.


e) I, II, III e IV.


4. (UNESP) As estradas de ferro paulistas dos séculos XIX e XX dirigiam-se para as regiões do interior do estado. Sua importância para o complexo econômico cafeeiro e para o desenvolvimento de São Paulo pode ser vista sob múltiplos aspectos. O cultivo do café e as ferrovias provocaram mudanças ambientais em várias regiões paulistas, porque


a) as estradas de ferro formavam redes no interior das matas e permitiam o acesso do capital norte-americano à exploração e à exportação de madeiras para o mercado europeu.


b) a economia cafeeira foi responsável pela predomínio da agricultura de subsistência sobre as áreas florestais e as locomotivas levaram à exploração do carvão mineral no planalto paulista.


c) o emprego nos cafezais de defensivos agrícolas contaminava as nascentes de água e as ferrovias favoreciam a fixação de pequenas propriedades nas áreas agrestes.


d) as locomotivas eram movidas a vapor, cujo combustível era a madeira, e os cafezais, por esgotarem o solo, exigiam a incorporação de novas terras para o plantio.


e) a expansão da frente pioneira devastava as matas e abria grandes reservas de territórios e de terras agricultáveis para os indígenas.


5. (UFPI) Assinale a alternativa correta sobre a economia cafeeira durante o Império.


a) A abolição da escravidão inviabilizou a expansão do plantio, por falta de mão-de-obra especializada.


b) A decadência da economia cafeeira no Vale do Paraíba coincidiu com a franca expansão do plantio no chamado Oeste Paulista.


c) O escoamento do produto foi facilitado pela ampla construção de estradas, que permitia aos caminhões o transporte até os portos.


d) O fim do império teve como conseqüência imediata a desestruturação e decadência da economia cafeeira e a substituição por uma política industrialista.


e) A política imperial preocupou-se essencialmente em favorecer os interesses dos produtores de açúcar do Nordeste, ignorando as necessidades dos produtores de café.


Questão desafio


(UFJF) Senhores, é tempo de cuidar, exclusivamente - notai que digo exclusivamente - dos melhoramentos materiais do país. Não desconheço o que se me pode replicar, dir-me-eis que uma nação não se compõe só de estômago para digerir, mas de cabeça para pensar e de coração para sentir. Respondo-vos que tudo isso não valerá nada ou pouco, se ela não tiver pernas para caminhar. O Brasil é uma criança que engatinha; só começará a andar quando tiver cortado de estradas de ferro.


ASSIS, M. de. Evolução. "Os melhores contos". Seleção de Domício Proença. São Paulo: Global, 1997, p. 239-240. [Adaptado].


Publicado no início do século XX, o conto incorpora o discurso evolucionista. A comparação sugere um processo de crescimento no qual a nação é tomada como metáfora do corpo humano. Se as estradas são pernas,


a) identifique a principal região cortada pelas estradas de ferro e o produto que era transportado;


b) explique os limites impostos ao crescimento da economia nacional.

Confira as avaliações de História do Brasil (1º bimestre) segunda chamada

AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – SEGUNDA CHAMADA


PRIMEIRO ANO



1. A charge que abaixo se refere a uma das características da exploração do pau-brasil.



NOVAES Carlos Eduardo, LOBO César - História do Brasil para principiantes –- Editora Ática – São Paulo – p.40



A charge que abaixo se refere a uma das características da exploração do pau-brasil.

A característica da exploração do pau-brasil retratada na charge é:


a) O pau-brasil era monopólio da Coroa Portuguesa.

b) O comércio do pau-brasil era feito através do escambo.

c) O governo português cobrava 1/5 do valor do pau-brasil extraído.

d) As feitorias serviam para armazenar o pau-brasil.



resposta da questão 1:


[B]



A mão de obra utilizada na extração do pau-brasil foi a indígena por meio do sistema de escambo, ou seja, a troca do trabalho por objetos de pouco valor como quinquilharias que encantavam os indígenas.




2. Leia o texto abaixo e responda as questões.


O engenho, na festa das doze horas da moagem. O povo miserável da bagaceira compunha um poema na servidão: o mestre de açúcar pedindo fogo para a boca da fornalha, o ruído compassado das talhadeiras no mel quente espumando. E no pé da moenda:

Tomba cana negro,

Eu já tombei.

.....................

O engenho de Massangana

Faz três anos que não mói.

Ainda ontem plantei cana,

Faz três anos que não mói.

Os carros de bois gemendo nos eixo de pau – d’arco, os cambiteiros tangendo os burros com o chicote finindo, e e ô, dos carreiros para os Labareda e os Medalha, mansinhos. Os moleques trepados nas mesas dos carros, aprendendo a carrear com os mestres carreiros. Tudo nessa labuta melancólica do engenho moendo.


(REGO, José Lins do. Menino de engenho, p . 102-3.)


a) Identifique no texto lido duas características da plantation açucareira.

Resposta da questão 2:


Resposta: Monocultura, produção voltada para o mercado externo, uso de mão de obra escrava.



b) Identifique no texto lido a importância da pecuária na plantation açucareira.

Resposta da questão 2:

Resposta: O gado era usado nos engenhos para transportar a cana de açúcar até as moendas e movimentá-las.


3. Leia o texto abaixo e responda as questões.

“(...) A prática da comercialização de negros começou, em Portugal, no século XV, Em 1444, o navegador Gil Eanes, que dez anos antes havia ultrapassado o Cabo do Bojador, levou para lá uma carga de duzentos indivíduos, entre pretos retintos e outros clareados, pela mistura com sangue árabe ou berbere. A partir daí, cresceu o número de aventureiros envolvidos no transporte e na comercialização de sucessivos lotes de africanos escravizados.

O comércio europeu de gente negra começou portanto, antes da descoberta do Brasil, como uma espécie de subproduto da exploração marítima da costa ocidental africana pelos capitães que o infante D. Henrique despachava do seu promontório de Sagres.(...)


Antonio Rosério, Revista Nossa História, 02/2004, p . 63.



No Brasil o escravo indígena foi substituído pelo africano. APRESENTE um argumento histórico que justifique tal substituição.

Resposta da questão 3:


Resposta: Diante da possibilidade de lucros gerados pelo tráfico negreiro, a Coroa Portuguesa proibiu a escravização do índio e fez com que se generalizasse a adoção de mão-de-obra escrava negra nas grandes unidades produtoras de açúcar.


APRESENTE dois argumentos usados pelos portugueses para convencer os colonos a substituir o índio pelo negro nas atividades econômicas coloniais.

Resposta da questão 3:


Resposta: · Defendia a idéia de que o negro era melhor trabalhador que o índio e que ainda , o índio era mais rebelde que o negro. · Defendiam a idéia, com apoio dos jesuítas, de que índio tinha alma, portanto não poderia ser escravizado. Quanto aos negros, podiam ser escravizado, sem correr o risco de cometer um pecado.


4. (PITÁGORAS) Observe a charge.





Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 15.


Leia as afirmativas abaixo a respeito das atividades econômicas no período colonial brasileiro.


I. A atividade açucareira colonial se estruturou no sistema de Plantation: grande propriedade monocultora e escravista.

II. A primeira riqueza explorada pelo europeu em terras brasileiras foi o pau-brasil, comumente utilizado para tingir tecidos.

III. A pecuária foi uma importante atividade econômica. Além de garantir lucros com a exportação para a Europa, contribuiu para o desbravamento o interior da colônia.

IV. As expedições portuguesas, conhecidas como bandeiras, desbravaram o sertão de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás onde foram encontradas as minas de ouro, aumentando consideravelmente a arrecadação real.


Está (ão) INCORRETA(S):


a) I e II

b) III e IV

c) Apenas a III

d) I e IV

e) Apenas a II


Resposta da questão 4:


[C]


A pecuária era uma atividade complementar e paralela à econômia açucareira e sua produção visava o abastecimento do mercado interno.


5. Leia o texto a seguir.





O açúcar


O açúcar foi o mais importante produto colonial brasileiro. Ele era fabricado principalmente nos engenhos da Bahia e de Pernambuco. (...) Foram os árabes que apresentaram o açúcar aos mercadores medievais. (...) O produto era raro e caro, saboreado apenas pelos ricos. (...) Foi exatamente por causa dele que os portugueses resolveram colonizar o Brasil.


História Crítica – Mário Schmidt – 6ª Série - Editora Nova Geração – 1999 – SP – p. 220 e 221



Assinale a única alternativa INCORRETA sobre a produção de açúcar no Brasil-Colônia:


a) Os holandeses financiavam, transportavam, refinavam e revendiam o açúcar do Brasil na Europa.

b) A produção açucareira era, na sua maior parte, destinada ao comércio interno.

c) A atividade açucareira era monocultora, baseada no trabalho escravo e utilizando grandes latifúndios.

d) A sociedade açucareira foi patriarcal, ou seja, a autoridade do senhor de engenho era absoluta.


Resposta da questão 5:

[B]


A produção do açúcar visava o consumo externo. A maior parte da produção açucareira da América Portuguesa era exportada para a Europa.




Questão desafio


Observe a charge e responda as questões.




“Estamos dando um exemplo de democracia para o mundo! Este país mal é descoberto e já temos eleições!”


NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 2003. P. 53.



No Brasil colônia, os membros das Câmaras Municipais eram escolhidos apenas entre os “homens bons”.

a) DEFINA quem eram os chamados “homens bons” no período colonial.

resposta da questão desafio:

Resposta: Os homens bons eram obrigatoriamente brancos e deveriam ocupar um lugar privilegiado na sociedade local, como por exemplo os proprietários de terras.


b) Apesar de existir eleições no Brasil Colônia, nem todos podiam votar.

DEFINA quem estava excluído do direito de voto.

resposta da questão desafio:


Resposta: Estavam excluídos do direito de voto: os índios, os negros, os mulatos, os mestiços de todo ordem, os trabalhadores rurais, os que exerciam ofícios mecânicos e seus auxiliares e as mulheres.



c) “Criadas como órgão de colaboração da Coroa, com raríssimas exceções, as Câmaras Municipais se apresentaram como obstáculos para o poder real.”



EXPLIQUE a frase acima.

resposta da questão desafio:

Resposta: Atendendo aos interesses da classe dominante colonial, as Câmaras Municipais assumiam posições autonomistas, passando por cima das autoridades portuguesas e desobedecendo as leis impostas pela Coroa na Colônia.

sábado, 2 de abril de 2011

Confira o Simulado Notrevest 2 com as questões de História do Brasil (Primeiro bimestre)



SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – PRIMEIRO ANO



1. “Negro drama / entre o sucesso e a lama / Dinheiro, problemas, inveja, luxo, fama / Negro drama / Cabelo crespo e a pele escura / a ferida, a chaga, à procura da cura / Negro drama / Tenta ver e não vê nada / a não ser uma estrela / longe, meio ofuscada / Sente o drama, o preço, a cobrança / no amor, no ódio, a insana vingança / Negro drama / Eu sei quem trama e quem tá comigo / o trauma que eu carrego / pra não ser mais um preto fodido / O drama da cadeia e favela / túmulo, sangue, sirene, choros e velas / Passageiros do Brasil, São Paulo / agonia que sobrevive / em meio à zorra e covardias / Periferias, vielas, cortiços / Você deve estar pensando o que você tem a ver com isso / Desde o início, por ouro e prata / olha quem morre, então veja você quem mata / Recebe o mérito a farda que pratica o mal / Me ver pobre, preso ou morto já é cultural [...] “



(Negro drama, Edy Rock e Mano Brown)





A letra da música acima expressa:


a) a situação de marginalização dos negros no Brasil, herança de um passado escravocrata.



b) a certeza de que a condição do negro no Brasil é fruto de um contexto internacional marcado pelo apartheid.



c) a vida do negro, vítima de preconceito, problema que surge no Brasil na década de 50.



d) a ideia de que o preconceito racial surgiu no Brasil nas favelas do Rio de Janeiro.



2. (UFPEL) "(...) da amizade dos índios depende em parte o sossego e a conservação da colônia do Brasil e que se tendo isto em vista deve-se-lhe permitir conservar a sua natural liberdade, mesmo aos que no tempo do rei de Espanha caíram ou por qualquer meio foram constrangidos à escravidão, como eu próprio fiz libertando alguns. Devem-se dar ordens, também, para que não sejam ultrajados pelos seus capitães, ou alugados a dinheiro ou obrigados contra sua vontade a trabalhar nos engenhos; ao contrário deve-se permitir a cada um viver do modo que entender e trabalhar onde quiser, como os da nossa nação (...)."


Fragmento do relatório de Maurício de Nassau aos diretores da Companhia das Índias Ocidentais, em 1644.


O documento demonstra que, durante

a) a Insurreição Pernambucana, a Companhia das Índias Ocidentais era contrária a qualquer trabalho escravo na produção açucareira.
b) a União Ibérica, os holandeses proibiram o tráfico de escravos para o Brasil e promoveram a liberdade aos indígenas.

c) o período Colonial, a escravização indígena foi inexistente, devido aos interesses estratégicos e comerciais dos europeus.

d) as ocupações francesas, no nordeste do Brasil, ocorreram transformações nas relações dos europeus com as populações nativas, no que se refere ao trabalho cativo.
e) a ocupação holandesa, no nordeste brasileiro, foi combatida a escravização indígena promovida pelos ibéricos.


3. “Tolerante, competente e ágil, Nassau fez um governo brilhante. Primeiro tomou Porto Calvo, último foco de resistência aos invasores. Depois, atraiu os plantadores luso-brasileiros concedendo-lhes empréstimos para reerguer seus engenhos – e os defendeu da agiotagem dos negociantes holandeses e judeus, limitando os juros a 18% ao ano. Deu liberdade de culto, tratou bem os nativos, aumentou a produção de açúcar, urbanizou o Recife, protegeu os artistas, apaziguou a colônia”.


(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – 500 anos de um país em construção, São Paulo:Editora Leya, p.92)


Esse clima amistoso e produtivo criado entre colonos e holandeses no Brasil terminou a partir


a) da criação da União Ibérica, que ocasionou a invasão do Brasil pelos espanhóis e da posterior expulsão dos holandeses.
b) da mudança da companhia das Índias Ocidentais na forma de tratar os senhores de engenho, submetendo-os a um arrocho colonial.
c) do fim do governo de Maurício de Nassau e o início da União Ibérica, gerando descontentamento dos colonos.
d) da queda do preço do açúcar no mercado internacional, o que levou os holandeses a se instarem nas Antilhas.


4. (FUVEST) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:

a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.


GABARITO


1. A

2. E

3. B

4. B






SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – SEGUNDO ANO


1. (UFPE) Na segunda metade do século XIX, o governo brasileiro realizou uma série de iniciativas, no que diz respeito ao desenvolvimento urbano. Sobre esta questão, assinale a alternativa correta.


a) Grandes empreendimentos fluviais surgiram, fundamentados na vasta rede hidrográfica que o país possui - o Rio São Francisco e o Rio Araguaia, são exemplos de navegabilidade sem dificuldades.

b) A navegação marítima, o transporte terrestre, incluindo as ferrovias, a iluminação a gás e o abastecimento de água foram algumas iniciativas que mudaram a face das grandes cidades do país.

c) O desenvolvimento de uma malha ferroviária, não apenas para escoar a produção agrícola, mas para ligar regiões, possibilitou o crescimento industrial em regiões interioranas.

d) Construções de represas, aproveitando o potencial hidrográfico dos rios São Francisco, Amazonas e Paraná para a produção de energia, facilitaram a industrialização.

e) A política econômica protecionista, traduzida na Tarifa Alves Branco (1844), possibilitou o aparecimento de indústrias, as quais determinaram a vinda de imigrantes europeus, mudando a face das cidades.


2. (UFU) Durante o longo reinado de D. Pedro II, manteve-se em grande parte a estrutura econômica colonial, baseada na exportação de produtos primários, produzidos em grandes propriedades de tipo "plantation", através do trabalho escravo. Em termos gerais, a sociedade mudou pouco, mas houve um momento de modernização. Em relação a esse surto de modernização ocorrido na segunda metade do século XIX no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.


a) A elite agrária tradicionalista e escravocrata continuou defendendo a divisão internacional do trabalho, pela qual o Brasil só poderia ser essencialmente agrícola, mas isto não impediu o desenvolvimento da produção de tecidos, sapatos, chapéus, sabão e bebidas.

b) O tráfico negreiro era o mais importante negócio do Brasil e imobilizava considerável massa de capitais, que ficou disponível com a sua proibição em 1850. A utilização desses recursos em outras atividades gerou um importante surto de progresso econômico a partir da década de 1850, desvinculando-o da influência do capital inglês.

c) Antes mesmo da extinção do tráfico, ocorreram experiências com o sistema de parceria. Os colonos tinham suas despesas de viagem e instalação pagas pelo fazendeiro, devendo restituir-lhe posteriormente, trabalhando nas fazendas em troca de uma parcela do lucro obtido com a venda do café.

d) Além do pioneirismo no setor de serviços públicos e transporte, com o estímulo dado à navegação com barcos a vapor e à construção das primeiras ferrovias, o Barão de Mauá fundou a Companhia de Gás para a iluminação das ruas do Rio de Janeiro e introduziu o telégrafo urbano.


3. (UERJ) Acompanhei com vivo interesse a solução desse grave problema [a extinção do tráfico negreiro]. Compreendi que o contrabando não podia reerguer-se, desde que a "vontade nacional" estava ao lado do ministério que decretava a supressão do tráfico. Reunir os capitais que se viam repentinamente deslocados do ilícito comércio e fazê-los convergir a um centro onde pudessem ir alimentar as forças produtivas do país, foi o pensamento que me surgiu na mente, ao ter certeza de que aquele fato era irrevogável.


(Visconde de Mauá - Autobiografia .Citado por MATTOS, Ilmar R. & GONÇALVES, Marcia de A. O Império da boa sociedade. São Paulo, Atual, 1991.)


Os centros urbanos brasileiros, principalmente a capital - a cidade do Rio de Janeiro, passaram por grandes transformações a partir da segunda metade do século XIX. Irineu Evangelista de Souza, Visconde de Mauá, foi um dos principais personagens desse processo de mudanças.


No período citado, a capital do império sofreu, dentre outras, as seguintes transformações:


a) criação de indústrias metalúrgicas e siderúrgicas, surgimento de bancos e diversificação da agricultura.

b) crescimento da economia cafeeira, utilização da mão-de-obra imigrante assalariada e mecanização do cultivo.

c) diminuição da importância da economia agroexportadora, desenvolvimento de manufaturas e exportação de bens de consumo manufaturados.

d) aplicação de capitais na modernização da infra-estrutura de transportes, no aprimoramento dos serviços urbanos e desenvolvimento de atividades industriais.



4. (UFTPR) Cronologicamente, o Segundo Reinado no Brasil é um período que compreendeu quase cinco décadas, com seu início em 1840, com a declaração de maioridade de D. Pedro II, e com seu término em 1889, com a Proclamação da República. Todavia, em linhas gerais, pode-se caracterizá-lo pela sua:


a) estabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho escravo.

b) instabilidade política, economia industrial e trabalho assalariado.

c) estabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho assalariado.

d) estabilidade política, economia industrial e trabalho escravo.

e) instabilidade política, economia agrário-exportadora e trabalho escravo.

GABARITO


1. B


2. B


3. D


4. A


SIMULADO DE HISTÓRIA DO BRASIL – TERCEIRO ANO

1. (UFRN) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:

a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a intenção de se criarem governos republicanos;

b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política;

c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português;

d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas; contra as elites locais, negando a autoridade do governo metropolitano.


2. (UFU) No Brasil, a sociedade que se estruturou na região das minas possuía características que a diferenciavam do restante da colônia. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

a) O ouro, os diamantes e o comércio possibilitaram a formação de uma sociedade onde a riqueza era atribuída mais equitativamente, não se reproduzindo ali os contrastes entre a fortuna de poucos e a pobreza da maioria.

b) A intensa miscigenação entre homens brancos e mulheres negras contribuiu para diminuir sensivelmente o preconceito racial, levando os senhores a dispensarem um tratamento humanitário aos seus escravos.

c) A arte barroca de Aleijadinho, profundamente influenciada pelos dogmas religiosos da época, foi colocada a serviço da rica elite local, traduzindo um sentimento de conformismo e aceitação da ordem social vigente.

d) Era uma sociedade urbanizada e heterogênea, formada por comerciantes, funcionários reais, artesãos, profissionais liberais e escravos, onde a riqueza proporcionada pelo ouro, diamantes e comércio estava concentrada nas mãos de poucos, contrastando com a miséria da maioria da população.


3. (Cesgranrio) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o (a):

a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.

b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.

c) existência de poucos quilombos na região norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.

d) quase inexistência de quilombos no sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.

e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.


4. (UFPR)

Pai João remou nas canoas.

Cavou a terra.

Fez brotar do chão a esmeralda

Das folhas – café, cana, algodão.

Pai João cavou mais esmeraldas

Que Paes Leme.

A pele de Pai João ficou na ponta

Dos chicotes.

A força de Pai João ficou no cabo

Da enxada e da foice.

A mulher de Pai João o branco

A roubou para fazer mucamas.

O sangue de Pai João se sumiu no sangue bom

Como um torrão de açúcar bruto

Numa panela de leite.

Pai João foi cavalo pra os filhos do ioiô montar.


(LIMA, Jorge de. Pai João. Revista Nossa América, nov./dez., 1991, p. 9.)



Com base nessa poesia de Jorge de Lima, publicada originalmente em 1927, e nos conhecimentos sobre a presença do negro na sociedade brasileira, considere as afirmativas a seguir:


1. A poesia confirma que, por ter sido um dos primeiros países a acabar com a escravidão, o Brasil foi palco de uma inserção efetiva do negro no mercado de trabalho como mão-de-obra qualificada.


2. Na comparação feita pelo poeta entre o sangue de Pai João e o torrão de açúcar bruto percebe-se uma referência à importância do negro na mistura de etnias que definiu ao longo dos séculos a formação do povo brasileiro.


3. A poesia de Jorge de Lima infere que a mestiçagem e a hibridez da cultura brasileira, bem como o papel central desempenhado pelo trabalho do negro na produção de riquezas, coexistiram com uma imensa exploração e injustiça social.


4. O mito da “democracia racial”, baseado na mestiçagem biológica e cultural entre negros e brancos, preconiza a idéia de uma convivência harmoniosa e teve uma significativa presença na sociedade brasileira.



Assinale a alternativa correta.


a) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.


e) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.


5. Observe atentamente o mapa abaixo.




(ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de et all. Atlas histórico escolar. 8. ed. Rio de Janeiro, MEC 1991)



Observando o mapa, é possível afirmar que:

a) o mapa mostra a atual configuração territorial do Brasil, mas apresenta em destaque as principais regiões pecuaristas do período colonial.
b) o mapa mostra a configuração territorial do período colonial e mostra a atuação dos bandeirantes.

c) o mapa mostra a atual configuração territorial do Brasil, mas apresenta em destaque as regiões de produção de ouro do período colonial.
d) a preocupação maior do mapa é dar destaque para a produção de grãos que aconteciam em larga escala no período colonial.


GABARITO


1. C


2. D


3. E


4. A


5. C