terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Saiba mais sobre a Revolução Árabe

Revolução Árabe

Pio Penna Filho

Um mar de incertezas paira sobre o mundo árabe. A escalada de protestos contra os governos instalados na maior parte dos países árabes não cessa e a apreensão assumiu um novo patamar com a brutal repressão desencadeada pelo regime líbio contra os manifestantes.

Aspecto marcante no que está acontecendo em vários países árabes é o elevado grau de incerteza com relação ao futuro imediato. O que temos é o fato de que a insatisfação com os governos chegou ao ponto da derrama, ou seja, ganhou as ruas com uma intensidade impensável apenas alguns meses atrás.

Os exemplos da Tunísia e do Egito inflamaram parte das sociedades árabes em diferentes países, principalmente porque nesses dois casos os regimes caíram. Enquanto alguns governos vem sinalizando com a possibilidade de algumas reformas, muitas das quais bastante superficiais, a resposta do regime de MuammarGaddafi foi intensificar a repressão de forma a enquadrar os manifestantes, independente do custo humano.

É difícil prever os resultados práticos, em termos políticos, dessa resposta extremamente violenta. Alguns possíveis cenários: a) pode conter o ímpeto dos manifestantes e reafirmar a autoridade governamental; b) pode radicalizar o processo e levar o país a uma verdadeira guerra civil, sobretudo se parte das forças armadas subitamente mudar de lado; c) pode aumentar a pressão internacional sobre o governo líbio e, ao mesmo tempo, ser insuficiente para conter as manifestações populares. Nesse último caso, um longo desgaste e o prolongamento dos conflitos pode levar à queda do regime, mas não sem antes deixar um quadro terrível de morte e destruição.

De toda forma é preciso tratar cada caso considerando suas especificidades. A Tunísia não é o Egito assim como o Egito não é a Líbia. Embora a insatisfação e o desejo de mudança seja um sentimento comum no atual quadro político dos estados árabes, as peculiaridades precisam ser respeitadas.

No Egito, por exemplo, o peso das forças armadas foi determinante para a queda do regime de Mubarak. Sem o apoio das forças armadas restaram poucas alternativas para o governo. Na Líbia, qualquer análise precisa levar em consideração a forma como Gaddafi construiu o seu regime, considerando lealdades tribais, carisma, aparelho repressivo e desafio ao mundo ocidental, que são algumas de suas marcas registradas.

Mas independente de ser a Líbia, o Egito ou a Tunísia, ou ainda qualquer outro estado da região, o que deixa o analista atônito é a incerteza com relação ao que virá. Para começar, existem muitas dúvidas sobre as chances reais de implementação de regimes verdadeiramente democráticos na região.

Enfim, tudo pode acontecer. É possível a islamização ainda maior da política, assim como é possível também um processo de relativa laicização dos estados árabes. As variáveis são muitas. Por um lado, o que parece mais próximo de acontecer é uma redefinição das relações que envolvem os estados árabes e os Estados Unidos e, por outro, mudanças substanciais na relação entre os estados e suas sociedades, o que por si só já significa uma grande revolução.



*Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

A Plantation Escravista

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL
PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL
Capítulo 2 - A Plantation Escravista




Até algumas décadas atrás, quando se fazia referência à economia açucareira, estava sempre presente o tripé latifúndio, monocultura e escravidão como características fundamentais dessa cultura.

Entretanto, estudos mais recentes mostraram que ainda que esse tripé seja válido para as plantações de cana-de-açúcar, ele é insuficiente para explicar o funcionamento da economia canavieira como um todo.

A cultura da cana-de-açúcar tem um setor agrícola, que compreende as plantações, que é realmente fundado no latifúndio monocultor escravista. Contudo, apresenta também um setor fabril – o engenho – que pede uma caracterização mais ampla. Por isso, foi utilizado o termo Plantation, que significa um latifúndio monocultor em que há o beneficiamento do produto, no nosso caso, a transformação da cana em açúcar visando a exportação.

Observe atentamente esta imagem. Na imagem vemos um engenho, que foi, na época da economia açucareira da América Portuguesa, um sofisticado artefato mecânico. Nele, se dava todo o processo de transformação da cana em açúcar. Nesse espaço atuavam diversos tipos de trabalhadores responsáveis pelas inúmeras tarefas que a produção e a preparação para a exportação exigiam. No engenho atuavam, homens livres e assalariados, a exemplo dos mestres de açúcar, entretanto a maioria dos trabalhadores era constituída por escravos africanos.

Por tudo isso amigos, o termo Plantation é mais adequado, porque explicita essa importante face fabril da economia açucareira.

Neste capítulo, você irá estudar também, alguns aspectos relacionados ao escravismo colonial. Tema este que sofreu uma das maiores revisões historiográficas dos últimos tempos. Desde as análises marxistas que viam os escravos como meras mercadorias, como seres moventes, desprovidos de vontade própria, explorados, oprimidos e invariavelmente castigados por seus senhores, a historiografia caminhou um bocado.

Hoje, a escravidão é encarada como uma gama de possibilidades de negociações envolvendo senhores e escravos; onde os cativos são vistos como agentes históricos com vontade própria, capazes de fazer valer os seus direitos na justiça; possuir terras a chamada brecha camponesa; ajuntar um certo pecúlio, vender seus produtos no mercado e por aí vai.

Agora, é claro que não se pode negar o caráter violento da escravidão. Sobre esse tema, vale a pena reproduzir um trecho dos historiadores Douglas Cole Libby e Eduardo França Paiva:

Pense sobre o que você acabou de ler e discuta:

* De acordo com a problematização do tema, por que o termo plantation é mais adequado para caracterizar a economia açucareira?

* Quais foram os avanços apresentados pela autora no que se refere à historiografia da escravidão colonial?

* Quais traços permaneceram na análise desse mesmo tema?

* Como era encarada a violência na Idade Moderna?

É preciso lembrar que o castigo e a violência física faziam parte do dia a dia da sociedade como um todo, marcando as relações entre pais e filhos, esposo e esposa, mestres e alunos. Uma clara expressão da legitimidade do castigo violento era o direito que o Estado tinha de aplicar pena de morte em pessoas vistas como ameaças à ordem social. Esse direito foi amplamente exercido durante todo o período escravista, tirando a vida de livres e cativos. Considerando esse contexto histórico, podemos afirmar que, apesar das injustiças, os escravos também compartilhavam da noção de legitimidade do castigo, embora, evidentemente não gostassem dele. Assim, por exemplo, os libertos que se tornassem senhores de escravos – e eles eram numerosos – não hesitavam em aplicar castigos físicos nos seus cativos, quando julgavam necessário.

LIBBY, Douglas Cole & PAIVA, Eduardo França. A escravidão no Brasil. Relações sociais, acordos e conflitos. São Paulo: Moderna, 2000. p. 39. Neste capítulo você vai estudar, ainda, as atividades que se desenvolveram juntamente com a cultura de cana-de-açúcar, além da presença holandesa na área de produção açucareira.

Saiba mais sobre a Plantation Escravista na América Portuguesa


Saiba mais sobre as características da Plantation Escravista

Saiba mais sobre o Escravismo colonial

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Governo Geral

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL
PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL
A AMÉRICA PORTUGUESA
O GOVERNO-GERAL

a) Criação do governo-geral
Achava D. João III que as capitanias não progrediam porque faltava uma autoridade a que todos os donatários obedecessem. Foi essa autoridade, nomeada por ele, em 1548, que se chamou governador-geral.
Para a sede do governo-geral, o rei escolheu a Bahia. É que essa capitania ficava mais ou menos no meio da costa brasileira e o governador podia, assim, atender às necessidades do norte e do sul da colônia.
Entretanto, como as capitanias eram hereditárias, passando de pai para filho, nem o próprio rei que as havia criado, tinha poderes para tomá-las de seus donatários. Por isso D, João III foi obrigado a comprar a capitania da Bahia ao filho de Francisco Pereira Coutinho, para nela poder estabelecer a sede do governo-geral.

Para auxiliar Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral do Brasil, o rei nomeou um alcaide-mor, chefe da milícia, um ouvidor geral, que cuidava da justiça, um capitão-mor da Costa, para defender o litoral dos ataques dos estrangeiros, e um provedor-mor da Fazenda, que cuidava das rendas da colônia, como cobrança dos impostos, e das despesas, como pagamento dos funcionários.

b) Administração de Tomé de Sousa

Tomé de Sousa recebeu do rei grandes poderes: deveria fundar na baía de Todos os Santos a cidade do Salvador; tratar bem os índios que se mostrassem amigos dos portugueses, podendo até condenar à morte os colonos que os escravizassem; deveria ainda nomear funcionários e conceder sesmarias (grandes extensões de terras) aos que quisessem estabelecer-se com engenhos de açúcar.
Em março de 1549, chegou à baía de Todos os Santos a esquadra que trazia, além de Tomé de Sousa, o ouvidor-geral da Justiça Pêro Borges, o provedor-mor da Fazenda Antônio Cardoso de Barros, também donatário da capitania do Ceará, e Vero Góis da Silveira, nomeado para o cargo de capitão-mor da Costa. Também vinham na esquadra homens de ofício, carpinteiros, pedreiros, muitos soldados e colonos, além de vários jesuítas, os primeiros que chegaram ao Brasil, chefiados por Manuel da Nóbrega.
Ajudado pelos índios de Diogo Álvares, o Caramuru, Tomé de Sousa iniciou a construção da cidade do Salvador, inaugurada alguns meses depois. O próprio governador-geral, porque era homem simples e trabalhador, levava em seus ombros as tábuas e outros materiais para a construção das casas.










Foi muito proveitosa a administração de Tomé de Sousa: desenvolveram-se as plantações e iniciou-se a atividade pastoril, com as primeiras cabeças de gado que o governador-geral mandou vir das ilhas do Cabo Verde. Os jesuítas começaram a catequese dos índios e, por conselho do Padre Manuel da Nóbrega, criou-se o primeiro bispado, sendo nomeado, para servir na Bahia, o bispo D. Pero Fernandes Sardinha.
Tomé de Sousa percorreu as capitanias do Sul, pois queria saber pessoalmente quais as medidas que deveria tomar para que elas continuassem progredindo: na de São Vicente aprovou a fundação da Vila de Santos e, ao passar pela baía de Guanabara, ficou entusiasmado com o lugar e aconselhou ao rei fosse fundada uma povoação para garantir a defesa desse litoral contra os estrangeiros. Se o seu conselho fosse seguido por D. João III, os franceses não teriam invadido o Rio de Janeiro em 1555.
Tomé de Sousa ainda se interessou em verificar se havia ouro no Brasil e por isso organizou uma expedição ou entrada, a de Francisco Bruza Espinosa, que partiu para o sertão baiano, já no governo seguinte.
Em 1553, Tomé de Sousa foi substituído por D. Duarte da Costa.


c) Segundo govemador-geral

Com o segundo governador-geral vieram vários jesuítas, além do noviço José de Anchieta, então com dezenove anos de idade. Também acompanhava o novo governador o seu filho, D. Álvaro da Costa, moço valente mas de maus costumes. Por isso, D. Álvaro foi censurado pelo bispo.
O governador tornou a defesa do filho, o que provocou agitações na Bahia: muitas pessoas apoiavam o bispo, enquanto outras estavam a favor de D. Duarte. Com o fim de explicar ao rei o que acontecia no Brasil, embarcou o bispo para a Europa. Mas o navio em que viajava, Nossa Senhora da Ajuda, naufragou na costa de Alagoas e D. Pêro Fernandes Sardinha foi morto e devorado pelos caetés. Um dos seus companheiros, que também teve & mesmo fim, foi António Cardoso de Barros, donatário da capitania do Ceará.



Ainda no governo de D. Duarte da Costa, em novembro de 1555, os’ franceses ocuparam o Rio de Janeiro; eram chefiados por Nicolau Durand de Villegagnon e contavam com a aliança dos índios tamoios, inimigos dos portugueses.
Em 1554, verificou-se, na capitania de São Vicente, importante acontecimento: foi fundado pelos jesuítas, no planalto de Piratininga, a 25 de janeiro (dia da conversão de São Paulo), o colégio de São Paulo, origem da cidade do mesmo nome.
Dois outros acontecimentos ocorreram no governo de D. Duarte da Costa: em Portugal morreu o rei D. João III e na Bahia, na Vila do Pereira, o Caramuru, que tanto ajudou Tomé de Sousa na fundação da cidade do Salvador.


d) Terceiro governador-geral

Mem de Sá começou a governar em 1558 e fèz boa administração. Quando ele chegou à Bahia, a capital estava em desordem, provocada pelas brigas entre as pessoas que tinham apoiado o bispo e as que foram partidárias de D. Duarte da Costa. Mem de Sá agiu com energia: restabeleceu a ordem, combateu o jogo, então muito praticado, e acabou com uma epidemia de varíola, doença de origem africana e que na capital fazia muitas vítimas.
Aconselhado pelo Padre Manuel da Nóbrega, Mem de Sá reuniu os índios mansos em aldeias ou missões e fèz guerra aos que não queriam aceitar a amizade dos portugueses. Nessas lutas perdeu a vida. seu filho, Fernão de Sá, morto a flechadas quando combatia os selvagens da capitania de São Vicente.




Mas o maior serviço prestado por Mem de Sá ao Brasil foi a expulsão dos franceses, que desde o governo de D. Duarte da Costa ocupavam o Rio de Janeiro.
Em 1560, com uma pequena esquadra e com a ajuda enviada pela capitania de São Vicente, o governador-geral atacou e destruiu o forte de Coligny que os franceses haviam fundado na ilha de Sergipe, depois chamada ilha de Villegagnon. Mas, quando Mem de Sá regressou à Bahia, o inimigo, que se havia ocultado nas matas do litoral, voltou a ocupar suas antigas posições.
Em 1565 chegou ao Rio de Janeiro uma esquadra comandada pelo sobrinho do governador, Estado de Sá, que a 1.° de março desse ano iniciou uma povoação entre o Pão de Açúcar e o Cara de Cão. Essa data, 1.° de março de 1565, é a da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Durante dois anos, de 1565 a 1567, a luta permaneceu indecisa. Nesse período José de Anchieta, indo à Bahia para tornar-se padre, pois era ainda noviço, transmitiu ao govemador-geral o pedido de ajuda que lhe fazia o sobrinho. Mem de Sá partiu então para o Sul, recebeu mais reforços na capitania de São Vicente e, em janeiro de 1567, juntou suas forças com as de Estácio de Sá.


Os franceses foram vencidos em dois combates, no de Uruçu-Mirim e no de Paranapecu (depois ilha do Governador), no qual Estácio de Sá foi ferido por flecha, vindo a morrer no mês seguinte.
A 1.° de março de 1567 a cidade de São Sebastião foi transferida pelo govemador-geral para o morro do Castelo ou São Januário, hoje demolido, sendo nomeado para governá-la outro sobrinho de Mem de Sá, Salvador Correia de Sá.
Ainda durante o governo de Mem de Sá verificou-se a pacificação dos tamoios, conseguida por Nóbrega e Anchieta. Os índios de São Paulo e Rio de Janeiro ha-viam-se unido para guerrear os portugueses. Dessa aliança, chamada Confederação dos Tamoios, fazia parte Cunhambebe, chefe indígena famoso por sua crueldade.
Depois de vários combates, que não decidiram o fim da luta, esses dois jesuítas conseguiram a paz por meio de um acordo com os índios. Nessa ocasião José de Anchieta, só, entre os selvagens da aldeia de Iperoig, escreveu, em latim, na areia da praia, um poema à Virgem Maria.
Voltando para a Bahia, Mem de Sá morreu em Salvador, em 1572, sem poder realizar seu último desejo, o de voltar para Portugal.



Seu sucessor, D. Luís de Vasconcelos, não chegou ao Brasil, pois morreu na viagem, atacado por corsários franceses. Também morreram, nessa ocasião, os quarenta jesuítas que acompanhavam o governador ao Brasil. Esses padres ficaram conhecidos pelo nome de os Quarenta Mártires do Brasil.


e) Os sucessores de Mem de Sá

Em 1573 o Brasil foi dividido cm dois governos: para o Norte, com a capital em Salvador, foi nomeado Luis de Brito c Almeida e para o Sul, com sede no Rio de janeiro, António Salema.
Luís de Brito combateu os índios do rio Real (Sergipe) e fun-,dou a vila de Santa Luzia. Interessado cm descobrir riquezas minerais, mandou ao sertão da Bahia a entrada chefiada por António Dias Adorno.
António Salema fez guerra aos famoios de Cabo Frio porque esses índios eram aliados dos franceses que, nessa região, faziam o contrabando do pau-brasil.
Em 1577 ficou só no poder Luís de Brito, mas, já no ano seguinte, era substituído por Lourenço da Veiga. Governava Lourenço da Veiga quando, em 1580, Portugal e suas colónias passaram para o domínio espanhol.
Em 1640 houve a Restauração: Portugal libertou-se do domínio espanhol. Ainda nesse ano, um governador-geral teve o título de vice-rei do Brasil. Chamava-se D. Jorge de Mascarenhas.
O último governador-geral e vice-rei do Brasil foi o oitavo Conde dos Arcos, que governou até 1S0S. Nesse ano chegou no Brasil o príncipe D. João. que assumiu o governo. Quando D. João voltou para Portugal, em 1S21, em lugar de nomear, para o Brasil, um governador-geral, deixou seu próprio filho, D. Pedro, como príncipe regente.






RESUMO
O governo-geral

a) Criação do governo-geral
Razão da escolha da Bahia para sede do governo-geral: sua posição entre o Sul e o Norte.
Á compra da Bahia ao filho do donatário: o donatário fora morto pelos índios. Os auxiliares de Tomé de Sousa: alcaide-mor, chefe da milícia, ouvidor geral
(cuidava da justiça), capitão-mor da Costa (para a defesa do litoral), e providor-mor da Fazenda (cuidava das rendas da colônia).


b) Administração de Tomé de Sousa
Os poderes de Tomé de Sousa: fundação do Salvador, tratar bem os índios mansos, nomear funcionários e conceder sesmarias.
Principais figuras da administração: Pêro Borges (ouvidor-geral), António Cardoso de Barros (provedor-mor da Fazenda) e capitão-mor da Costa (Poro Góis da Silveira).
Administração de Tomé de Sousa: início da catequese, da atividade pasloril e aprovação da vila de Santos.

c) Segundo governador geral

Acompanhantes de D. Duarte da Costa: José de Anchieta e D. Álvaro da Costa
Acontecimentos do governo de D. Duarte da Costa: morte do bispo, ocupação
do Rio de janeiro pelos franceses, fundação do Colégio de São Paulo (25 de
janeiro de 1554), morte de D. João III e de Caramuru.


d) Terceiro governador-geral



Ação de Mem de Sá na Bahia: combate ao jogo, à epidemia da varíola e organização das aldeias ou missões de índios mansos.
Mem de Sá no Rio de Janeiro (1560): vitória contra os franceses e destruirão do forte de Coligny.
Estácio de Sá no Rio de Janeiro (1565-1567): fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (1.° de março de 1565), vitória dos portugueses em Uruçu-Mirim e Paranapecu, morte de Estácio de Sá e transferência da cidade (1.° de março de 1567).

A Confederação dos Tamoios: pacificada por Nóbrega e Anchieta.
O sucessor de Mem de Sá: D. Luís de Vasconcelos, morto, juntamente com os Quarenta Mártires do Brasil, pelos corsários.


e) Os sucessores de Mem de Sá

Divisão do Brasil em dois governos: Norte (capital Salvador) com Luís de Brito o Almeida e Sul (capital Rio de Janeiro) com António Salema.


Lourenço da Veiga, sucessor de Luís de Brito: passagem do Brasil para o domínio espanhol (1580).
Primeiro vice-rei do Brasil: D. Jorge de Mascarenhas (1640).
Último governador-geral e vice-rei do Brasil: oitavo Conde dos Arcos, até 1808.


QUESTIONÁRIO – Perguntas sobre o governo-geral
Por que D. João III criou o governo-geral?
Por que o rei escolheu a Bahia para sede do governo-geral?
Quais eram os cargos criados com o de governador-geral?
Quais foram os auxiliares de Tomé de Sousa?
Que fez Tomé de Sousa?
Como foi o conflito entre D. Duarte da Costa e o bispo?
Qual a origem da cidade de São Paulo?
Quais as pessoas importantes que morreram no governo de D. Duarte da Costa?
Que fez Mem de Sá quando chegou à Bahia?
Como agiu Mem de Sá no Rio de Janeiro, em 1560?
Quando foi fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro?
Como foram vencidos os franceses no Rio de Janeiro?
Quem foi D. Luís de Vasconcelos?
Quem foi Lourenço da Veiga?
Como terminou o regime do governo-geral?


Saiba mais sobre o Governo Geral



Professor de História explica nesta web aula, a importância histórica do sistema de Governos Gerais na consolidação da administração portuguesa na América.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL

PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE

HISTÓRIA DO BRASIL

A AMÉRICA PORTUGUESA

De olho no vestibular

Q1. (UFMG – 2010) Leia este trecho do documento:

Eu el-rei faço saber a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes [...]

É CORRETO afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência

A) à criação do Governo Geral, com sede na Bahia.

B) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro.

C) à implementação da Capitania-sede em São Vicente.

D) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no nordeste.

Q2. (UFC – 2008) Leia o texto que segue:

Conversava, como se fosse para uma feira. (...) dirigi-lhe mais uma vez a palavra, pois os maracajás

eram amigos dos portugueses (...) Ao que retrucou ele que sabia bem, nós não comíamos carne humana. Depois lhe disse que devia ter ânimo, pois comeriam apenas a sua carne; seu espírito iria a uma outra região, para onde vai também o espírito da nossa gente e lá há muita alegria. Perguntou ele se isto eraverdade. Referi que sim e respondeu-me que nunca havia visto Deus. Concluí dizendo que veria Deus na outra vida e deixei-o quando terminou a conversa.

(STADEN, Hans. Duas viagens ao Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1974, p. 112-113).

No trecho acima, o explorador alemão Hans Staden narra o seu diálogo com um índio maracajá,

prisioneiro, como ele, dos tupinambás, nos meados do século XVI. Analisando esse relato, infere-se que:

A) o narrador sugere o papel civilizador do cristianismo frente à barbárie dos nativos.

B) Hans Staden procura convencer o companheiro de sina da sacralidade do canibalismo.

C) a separação entre carne e espírito, aludida pelo explorador, sinaliza sua adesão a crenças pagãs.

D) o maracajá se mostra desconsolado com o destino, visto que não havia maior desonra a um indígena

que ser devorado pelo inimigo.

E) a prática do canibalismo foi inexistente, e sua invenção deve-se aos colonizadores, sequiosos por

legitimar o desígnio da conquista.

Q3. (UFBA. 2009)

As eleições no Brasil não constituem uma experiência recente. O exercício do voto nas terras do Brasil remonta ao Período Colonial, desde a implantação do sistema de Capitanias Hereditárias, com a criação das Câmaras Municipais, nas vilas oficialmente estabelecidas por Ordens Régias;
As Câmaras Municipais {...} eram órgãos encarregados dos assuntos de natureza administrativa, política ou judiciária, cuja organização se da por membros eleitos pela comunidade.

(CACERES, 1993. P.39)
De acordo com o texto e com base nos conhecimentos sobre eleições no Brasil desde 1532 – quando foi instalada a Câmara/Casa da Câmara em São Vicente – até os dias atuais, pode-se afirmar:

a) As eleições par composição das Câmaras Municipais no Brasil Colonial, ao privilegiar o direito de voto e de eleição aos senhores de terras, aprofundavam as diferenças sociais entre senhores, brancos pobres, negros e índios.
b) A divulgação das eleições no Brasil Colonial, que ocorria nos centros urbanos do litoral, ficava sob a responsabiidade dos órgãos da imprensa, controlados pelas Igreja.
c) As eleições, no Brasil Monárquico, eram consideradas censitárias e indiretas, porque se baseavam no censo que classificava os votantes, eleitores e elegíveis a partir de critérios de renda econômica e situação civil.
d) O cargo de Primeiro Ministro, no Brasil Monárquico, à semelhança do parlamentarismo inglês, era preenchido por eleições diretas, na qual apenas os escravos eram excluídos do processo eleitoral.

Q4. (UFBA – 2009) A FUNAI divulgou um conjunto de fotos impressionantes que correram mundo. As imagens, feitas de um avião, mostram um grupo de índios semi-nus ao lado de suas malocas. Com o corpo pintado de vermelho e negro, eles apontam suas flechas na direção da aeronave. Segundo o órgão, trata-se de uma tribo de etnia desconhecida que vive isolada da civilização no Acre. A FUNAI sabia da existência do grupo, mas nunca havia conseguido fotografá-lo. Especialistas estimam que nos nove estados que compõem a Amazônia Legal existam ainda hoje quase setenta tribos de índios isolados — ou seja, que rejeitaram ou não tiveram nenhum contato com não-índios. A política da FUNAI em relação a esses grupos é de não-interferência. Não foi sempre assim. (CARNEIRO, 2008, p. 72).


Com base na análise do texto e nos conhecimentos sobre a situação dos povos indígenas ao longo da história do Brasil até os dias atuais, pode-se afirmar:

a) A convivência dos povos indígenas com os europeus no litoral das terras do Brasil, nos séculos XVI e XVII, foi marcada pela cordialidade e pela mútua compreensão das diferenças que os distanciavam, resultando na manutenção integral das estruturas culturais indígenas pré-existentes.

b) O escambo e a escravidão foram formas de exploração do trabalho indígena pelos portugueses nas terras do Brasil, durante os três séculos de colonização, variando a sua aplicação a depender das necessidades de cada região e dos acontecimentos que marcaram o relacionamento entre os dois povos.

c) O extermínio das nações indígenas das áreas litorâneas e interioranas do país, ao longo de sua história, resultou da incapacidade de aqueles povos se adequarem às formas superiores e civilizadas da sociedade que se constituiu no Brasil.

d) A política de “não interferência”, a que o texto se refere, foi iniciada pelos portugueses durante o Período Colonial, por orientação das leis metropolitanas, e continua mantida pela FUNAI, até os dias atuais.


Q8. (UFMG - 2007) Observe esta imagem:
Reprodução



Adoração dos Magos, atribuída a Vasco
Fernandes e a Jorge Afonso, pintada na
Sé de Viseu, em Portugal, entre 1501 e
1505.

Com base nas informações dessa imagem e em outros conhecimentos sobre o
assunto, é INCORRETO afirmar que a descoberta do Novo Mundo e, particularmente,
do Brasil levou os portugueses a representar
A) a América e sua população, novidade com que se defrontavam, inserindo-as em
quadros mentais antigos.
B) a América, sua natureza e sua população, reconhecendo-as na sua alteridade
em relação ao mundo europeu.
C) os povos da América em conformidade com as crenças – sobretudo as cristãs – em
voga, então, no Continente Europeu.
D) um dos Reis Magos como um índio da América, fazendo-o substituir aquele que
é, usualmente, representado como negro.

Q9. (UESPI - 2010) Oeiras, antiga capital do Piauí, tem área aproximada de 2.719.536 km2. Como tantas outras cidades brasileiras ela teve origem em uma fazenda, no caso, a Cabrobó, de grandes dimensões territoriais. A organização fundiária no Brasil, estruturada na grande propriedade, é um legado colonial instituído pelo sistema de
a) Sesmarias.
b) Capitanias Hereditárias.
c) Colonato.
d) Subvenções.
e) Donatárias.

Q10. (UFPA - 2010) Com a Lei de 25 de março de 1570, a Coroa portuguesa procurou regulamentar a escravidão indígena, determinando duas situações em que tal prática seria considerada legítima: “Guerra Justa” e “tropas de resgate”. No entanto, colonos e missionários deveriam provar diante das autoridades coloniais a legitimidade do cativeiro, a fim de evitar abusos. Sobre esse contexto, é correto afirmar:
(A) Contrários à escravidão indígena, os missionários fiscalizavam rigorosamente as ações dos colonos; apenas eram aprisionados índios em situação de guerra justa ou tropa de resgate.
(B) Sabendo que a ação fiscalizadora da Coroa portuguesa era rigorosa, os colonos respeitavam a lei, apenas escravizando índios na situação legalmente determinada como legítima.
(C) Após a verificação da legitimidade dos cativeiros, os índios eram separados por etnia e assim enviados às missões, formadas exclusivamente por índios que falavam a mesma língua.
(D) Muitos índios aprisionados eram ameaçados e declaravam falsamente que haviam sido resgatados dos rituais de antropofagia, o que gerava fraude na lei que regulamentava o cativeiro indígena.
(E) Graças à verificação da legitimidade do cativeiro, a escravidão indígena no Brasil foi insignificante, razão pela qual a mão-de-obra indígena foi substituída pela do africano.

GABARITO

A: 03; O7; 08; 10
B: 02; 06
C: 01; 04
D: 05; 04

Saiba mais sobre a administração colonial portuguesa no Brasil



Ricardo Carvalho apresenta as características principais da administração colonial portuguesa no Brasil.

Egito: futuro incerto



Pio Penna Filho

Os acontecimentos no Egito dominaram a agenda internacional nas últimas semanas e merecem alguns comentários mais detalhados, mesmo considerando o espaço limitado desta coluna.

A primeira observação é que trata-se de um episódio realmente significativo, não só para o próprio país, mas também para toda a região e o seu relacionamento com as grandes potências, especialmente com os Estados Unidos. A queda do governo Mubarak, que já durava mais de trinta anos, pode sinalizar para mudanças profundas na política egípcia. Ninguém pode dizer com certeza o que acontecerá no país nos próximos meses ou mesmo no próximo ano.

Todavia, existem algumas tendências básicas. Caso o país seja realmente democratizado, como sugere boa parte da imprensa internacional, é difícil pensar num futuro em que a Irmandade Muçulmana não tenha um papel de destaque a desempenhar no “novo” Egito. Aí, na perspectiva ocidental, as coisas começam a se complicar.

É improvável que a Irmandade Muçulmana, um grupo que já foi considerado radical e fundamentalista pelo ocidente (e também pelo governo Mubarak) mantenha, pelo menos no médio prazo, as diretrizes políticas que o governo Mubarak, e mesmo os setores militares, vinham mantendo.

Refiro-me, especialmente, ao alinhamento político com os Estados Unidos e às relações com o governo israelense. E isso tem implicações de envergadura para toda a região.

Mudanças na política egípcia parecem inevitáveis, embora o processo, repito, esteja longe de estar plenamente definido. Pode ocorrer, por exemplo, que o regime miliar ora instalado fique mais tempo do que o previsto inicialmente. Isso já aconteceu em outros países e a reação internacional não foi lá essas coisas, mesmo a despeito de ferir os princípios democráticos.

Segundo vários analistas, tudo teria começado a partir da Tunísia. A mudança de regime nesse país, quando comparada ao caso do Egito, tem repercussões de médio e longo prazos muito mais restritas. A importância geopolítica da Tunísia é bem mais modesta do que a do Egito. Aliás, muito se tem falado em democracia no norte da África e no Oriente Médio, mas acredito que esse é um aspecto que deve ser tratado de forma mais cautelosa.

Poucos países, entre o Oriente Médio e o todo o norte da África, podem ser considerados democráticos. Claro que isso não quer dizer que não possam se democratizar, mas pensar a democracia em toda essa região implica numa série de nuances que devem, necessariamente, ser contempladas. Quero dizer com isso que não há uma tradição democrática na região e que o mundo muçulmano tem uma visão sobre a política que é muito diferente da perspectiva ocidental.

No caso egípcio parece que as mudanças irão um pouco além da epiderme, mas considerar o que ocorreu lá uma revolução pode ser um exagero. É bem possível que a tendência que irá se consolidar seja justamente a de reforçar os laços árabes e muçulmanos do país, ou seja, não demora e todo o entusiasmo ocidental pode se desfazer tão rapidamente como surgiu.

Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

Extração do Pau-Brasil e economia açucareira

Saiba mais sobre o extrativismo do Pau-Brasil e a economia açucareira na América Portuguesa

A extração do pau-brasil trazia bons lucros para os colonizadores, mas uma destruição para o Brasil, mas os índios, estavam vendo os verdadeiros interesses dos europeus, mas qualquer atitude deles em repressão a extração, ele seriam escravizados, ou tratados de forma violenta.

Saiba mais sobre o Período Regencial

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes
Segundo Ano
História do Brasil
Primeiro Bimestre
Os caminhos da política imperial brasileira



Aprenda mais sobre o Período Regencial

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Segundo Ano
História do Brasil
Primeiro Bimestre
Os caminhos da política imperial brasileira

Aprenda mais sobre as eleições presidenciais de 1989


Logo após a transição política vivida durante o governo José Sarney, o Brasil viveu um período de movimentação política que consolidou a retomada do regime democrático no país. Em 1989, após vinte e nove anos, a população brasileira escolheria o novo presidente da República através do voto direto.

Conforme estabelecido na Constituição de 1988, o sistema político do país se organizaria de forma pluripartidária. Com a vigência do sistema pluripartidário, as mais variadas correntes de orientação política se estabeleceram no cenário político da época. Cercado por tantas opções, os eleitores se viam perdidos entre diferentes promessas que solucionariam os problemas do país.

Os setores de direita não conseguiram emplacar um candidato capaz de garantir uma vitória tranqüila no pleito presidencial. Tal enfraquecimento político se deu por conta das frustradas tentativas de sanear a economia. Dominado por políticos de direita, o governo José Sarney (1985 – 1990) foi palco de constantes arrochos salariais e, principalmente, de grandes surtos inflacionários.

Já os partidos de esquerda viriam a lançar duas influentes figuras políticas que poderiam polarizar a disputa daquela eleição. De um lado, Luís Inácio Lula da Silva, representando o Partido dos Trabalhadores e com base política assentada entre os trabalhadores e as principais lideranças sindicais do país. De outro, Leonel Brizola, filiado ao Partido Democrático Trabalhista, e apoiado em sua extensa vida política influenciada pela política trabalhista da Era Vargas (1930 – 1954).

Buscando reverter o quadro desfavorável, a direita tentou emplacar a candidatura do empresário das telecomunicações Sílvio Santos, logo impugnada pelo Superior Tribunal Eleitoral. Temendo uma vitória dos setores de esquerda e sem nenhum concorrente de peso, os partidos de direita passaram a apoiar um jovem político alagoano chamado Fernando Collor de Melo. Com boa aparência, um discurso carismático e o apoio financeiro do empresariado brasileiro, Collor se transformou na grande aposta da direita.

Atraindo apoio de diferentes setores da sociedade, Collor prometia modernizar a economia promovendo políticas de cunho neo-liberal e a abertura da participação estrangeira na economia nacional. Ao mesmo tempo, fazia discursos de orientação religiosa, se auto-proclamava um “caçador de marajás” e alertava sobre os perigos de um possível governo de esquerda.

No primeiro turno, a apuração das urnas deixou a decisão para um segundo pleito a ser disputado ente Collor e Lula. Mesmo tendo um significativo número de militantes durante seus comícios, a inabilidade do candidato do PT diante as câmeras acabou enfraquecendo sua campanha. De outro lado, Collor utilizou com eficácia o vantajoso espaço nas mídias a ele cedido. Com a apuração final, tais diferenças de proposta e, principalmente, comportamento garantiram a vitória de Fernando Collor de Melo.

Atendendo à pedidos, olha eles aí outra vez!





Os professores de História, Edenilson Morais e de Língua Portuguesa, Cézar Borges, o "bodão" cantando no Colégio Notre Dame de Lourdes.

A catequização dos povos indígenas


COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL

PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL

A AMÉRICA PORTUGUESA

A POLÍTICA COLONIZADORA




Os jesuítas faziam parte de uma ordem religiosa católica chamada Companhia de Jesus. Criados com o objetivo de disseminar a fé católica pelo mundo, os padres jesuítas eram subordinados a um regime de privações que os preparavam para viverem em locais distantes e se adaptarem às mais adversas condições. No Brasil, eles chegaram em 1549 com o objetivo de cristianizar as populações indígenas do território colonial.

Incumbidos dessa missão, promoveram a criação das missões, onde organizavam as populações indígenas em torno de um regime que combinava trabalho e religiosidade. Ao submeterem as populações aos conjuntos de valor da Europa, minavam toda a diversidade cultural das populações nativas do território. Além disso, submetiam os mesmos a uma rotina de trabalho que despertava a cobiça dos bandeirantes, que praticavam a venda de escravos indígenas.

Ao mesmo tempo em que atuavam junto aos nativos, os jesuítas foram responsáveis pela fundação das primeiras instituições de ensino do Brasil Colonial. Os principais centros de exploração colonial contavam com colégios administrados dentro da colônia. Dessa forma, todo acesso ao conhecimento laico da época era controlado pela Igreja. A ação da Igreja na educação foi de grande importância para compreensão dos traços da nossa cultura: o grande respaldo dado às escolas comandadas por denominações religiosas e a predominância da fé católica em nosso país.

Além de contar com o apoio financeiro da Igreja, os jesuítas também utilizavam da mão-de-obra indígena no desenvolvimento de atividades agrícolas. Isso fez com que a Companhia de Jesus acumulasse um expressivo montante de bens no Brasil. Fazendas de gado, olarias e engenhos eram administradas pela ordem. Ao longo da colonização, os conflitos com os bandeirantes e a posterior redefinição das diretrizes coloniais portuguesas deram fim à presença dos jesuítas no Brasil.

No ano de 1750, um acordo estabelecido entre Portugal e Espanha, dava direito de posse aos portugueses sobre o aldeamento jesuíta de Sete Povos das Missões. Nesse mesmo tratado ficava acordado que os jesuítas deveriam ceder as terras à administração colonial portuguesa e as populações indígenas deveriam se transferir para o Vice-Reinado do Rio Prata. Os índios resistiram à ocupação, pois não queriam integrar a força de trabalho da colonização espanhola; e os jesuítas não admitiam perder as terras por eles cultivadas.

O conflito de interesses abriu espaço para o início das Guerras Guaraníticas. Os espanhóis e portugueses, contando com melhores condições, venceram os índios e jesuítas no conflito que se deflagrou entre 1754 e 1760. Depois do incidente o ministro português Marques de Pombal ordenou a saída dos jesuítas do Brasil. Tal ação fazia parte de um conjunto de medidas que visavam ampliar o controle da Coroa Portuguesa sob suas posses.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

Saiba mais sobre a atuação dos jesuítas no Brasil


A Univesp TV foi a Portugal investigar o caminho feito pelos jesuítas que vieram para as novas terras da coroa portuguesa logo no início da colonização. Com eles começou a educação no Brasil. Mas foi mesmo isso que eles vieram fazer aqui? Como eram os famosos colégios que os jesuítas fundaram por toda colônia? Os índios frequentavam esses colégios?

Os primeiros tempos: a educação pelos Jesuítas


Brasil Colonial: uma história inconveniente

Brasil Colonial - Uma História inconveniente
Portugal foi responsável pela maior emigração forçada da história da humanidade. De Angola chegou ao Brasil um número 10 vezes superior de escravos comparado à America do Norte. Este documentário, sobre o passado colonial do Brasil, foi realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC/History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001. Uma verdade inconveniente da história de Portugal.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Governo Geral

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL



PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE

HISTÓRIA DO BRASIL



A AMÉRICA PORTUGUESA



A POLÍTICA COLONIZADORA





O Governo Geral





Em 1549, diante do fracasso do sistema de donatarias, D. João III criou o Governo-Geral do Brasil. Com ele, ficava estabelecido um órgão centralizador da ação colonizadora, garantindo-lhe uma unidade administrativa. Com o Governo-Geral, o Estado português assumia diretamente a colonização, sem extinguir, contudo, o sistema de capitanias; ou seja: Portugal ainda continuava se valendo dos esforços da iniciativa privada.

O conselho de Governo

O governador-geral era nomeado diretamente pelo rei por um período de quatro anos e contava com o concurso de três auxiliares, que com ele formavam o Conselho de Governo. Destes três auxiliares, o ouvidor-mor era responsável pela Justiça, o provedor-mor, pelas finanças e o capitão-mor, pela defesa do litoral.

Os governadores-gerais eram nomeados com base em um Regimento, um documento que definia seus encargos, atribuições e direitos no exercício da administração. O Regimento de Tomé de Sousa - o primeiro governador-geral, por exemplo – fixava como seus encargos: a fundação de uma cidade na Bahia, que seria a capital da colônia; a pacificação de índios rebeldes; a construção de fortes; o combate à ação de corsários e a doação de terras em sesmarias, entre outros.

Tomé de Sousa (1549-53)

Foi o primeiro governador-geral do Brasil, responsável pela instalação do novo sistema de administração criado por Portugal. Do conjunto de suas realizações, destacam-se: a fundação de Salvador (1549) – a primeira capital da colônia e sede do governo até o século XVIII – e a instalação do primeiro bispado do Brasil. Com ele vieram os primeiros jesuítas, chefiados por Manoel de Nóbrega, que fundaram na Bahia o primeiro colégio em território brasileiro. No que se refere à economia, houve desenvolvimento da economia açucareira, baseada na mão-de-obra escrava africana, e a introdução das primeiras cabeças de gado.

Duarte da Costa (1553-58)



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invasão francesa ao Rio de Janeiro, em 1555, onde foi fundada a França Antártica. Sem condições de combater os invasores, Duarte da Costa perdeu a autoridade, comprometendo sua administração. Ainda no seu governo, José de Anchieta e Manoel de Paiva fundaram o colégio de São Paulo, no planalto de Piratininga.

Mem de Sá (1558-72)

Mem de Sá, o terceiro governador-geral, estimulou a lavoura de exportação e acabou com os conflitos que envolviam colonos e jesuítas. No seu governo, iniciou-se a longa campanha que resultou na destruição de França Antártica, quando teve o apoio dos índios de Araribóia e do seu sobrinho Estácio de Sá. Nesse contexto, deu-se a fundação de São Sebastião do Rio de Janeiro (1565), a segunda cidade do Brasil, e a desmontagem da Confederação dos Tamoios– aliança indígena que apoiava os franceses – através do Armistício de Iperoig, negociado pelos jesuítas José de Anchieta e Manoel de Nóbrega.

Divisões e reunificações do governo do Brasil

Mem de Sá governou até 1572, quando faleceu em Salvador. O seu substituto, D. Luís de Vasconcelos, nomeado em 1570, morreu antes da posse, em confronto com franceses no mar. De 1572 a 1578, o Brasil foi dividido em dois governos: o do Norte (Salvador) a cargo de Luís de Brito e Almeida e o do Sul (Rio de Janeiro) com Antônio Salema. Com o fracasso da divisão, deu-se a reunificação. Salvador era novamente a sede, sob a administração de Lourenço da Veiga. Entre 1602 e1612, durante a União Ibérica, ocorreu nova divisão e outra reunificação. Em 1621, o Brasil foi dividido em dois estados: Estado do Brasil e Estado do Maranhão e, desta feita, até 1775, quando foi reunificado pelo Marquês de Pombal



Fonte: http://www.brasilescola.com/

Conheça os fatores da criação do Governo Geral

Mediante as dificuldades do sistema de capitanias, D.João III deu início ao Governo-Geral do Brasil, com esse governo fica estável um órgão centralizador da ação colonizadora, dando total garantia de uma unidade administrativa.



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Regência e as Revoltas Regencias

CNDL - COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES
SEGUNDO ANO
HISTÓRIA DO BRASIL
COLEÇÃO PITÁGORAS


Capítulo 1
Os caminhos da política imperial brasileira: da Regência à proclamação da República