quinta-feira, 20 de maio de 2010

Motins, sedições e resistência escrava

Primeiro Ano

Capítulo 4

Motins, sedições e resistência escrava


Integra esse capítulo, em primeiro lugar, uma análise das resistências dos vassalos a determinadas medidas metropolitanas, como a Revolta de Beckman e a Guerra dos Mascate, no norte da América Portuguesa. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas há duas atividades. A primeira é uma leitura iconográfica na qual se pede que o aluno deduza da imagem que um dos resultados da Revolta de Beckman foi a redução do gentio pelos jesuítas e a segunda uma questão a partir da leitura de um texto sobre quem eram os mascates.

Segue-se a análise da violência e das revoltas nas regiões mineradoras. A Guerra dos Emboabas está intimamente ligada ao ethos paulista e a firme convicção do povo de São Paulo de seu direito de conquista das minas da região da extração do ouro. Na região mineradora, predominaram as revoltas antifiscais, fruto do apetite metropolitano em relação aos tributos. Examina-se, portanto, essa política tributária da Minas de uma voracidade sem precedentes que levou sistematicamente ao levantamento dos povos. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas, apresenta-se um texto sobre fiscalidade na América portuguesa e pede-se atividades sobre a carga tributária e a reforma tributária no presente. A seção O tema em foco trata da tese revisionista de Adriana Romeiro sobre a Guerra dos Emboabas e coloca questão para os aluno a partir do texto apresentado.

Examina-se, também, nesse capítulo, a resistência escrava, que atesta a negação da escravidão por parte do plantel de cativos. A resistência escrava odia tomar diversas formas como os quilombos, as tentativas de revolas, a feitiçaria, os batuques e os tumultos. Todas essas formas são examinadas no capítulo. Na seção Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas é examinado um fragmento de um texto de Ronaldo Vainfas sobre o Quilombo dos Palmares, que trata das tentativas de negociação dos atores coloniais com os quilombolas. Já na seção O tema em foco, é apresentado um texto de Douglas Cole Libby e Eduardo França Paiva sobre a resistência escrava.

Na seção Construindo habilidades e competências, é tratado o racismo, nas suas ambiguidades. O tema é introduzido por um texto de Lilia Moritz Schwarcz e, a partir dele, são colocadaas questões para os alunos. Contudo, a atividade de fundo é a pesquisa que deve ser feita acerca da presença dos negros em altos cargos no Brasil, com a elaboração de um relatório e debate em sala de aula.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Segundo Ano - Capítulo 4 pp. 59-60

Leia o texto a seguir.
Tela produzida pela Expedição Langsdorff no interior do Brasil.

"Em 1808, abrem-se os portos da colônia portuguesa na América do Sul e, consequentemente, ocorre a derrocada do antigo sistema colonial. Superado o exclusivismo português, inúmeros estrangeiros podem finalmente visitar a desconhecida terra, tão promissora em riquezas naturais. Sérgio Buarque de Holanda refere-se a um "novo descobrimento do Brasil" empreitado por comerciantes, artistas, imigrantes, naturalistas, diplomatas, mercenários, educadores vindos de diferentes regiões do Velho Mundo e dos Estados Unidos.

Trata-se, pois, de um dos aspectos do processo de "internacionalização" pelo qual o Brasil estava passando, chegando a emprestar aos principais centros da ex-colônia, especialmente os portuários, um "caráter cosmopolita". Entre os estrangeiros, a presença dos ingleses é a mais expressiva, em decorrência dos privilégios comerciais que desfrutavam no Brasil, desde o Tratado de 1810. Não é difícil compreender que eles exerceram significativa influência tanto sobre a economia quanto sobre o campo da ideias, estando, nesse momento, entre os primeiros a lançar publicações sobre o Brasil no Velho Mundo. Apesar do predomínio inglês, que se estende ao longo do século, outras nacionalidades voltaram seus interesses ao país e deixaram igualmente importantes registros de suas viagens ou estadias em forma de releto, compêndio, estatística, epístola, conferência, diário e material iconográfico, contribuindo para a produção de imagens sobre o país e para a sua inserção no concerto das nações europeias (...)

Em suma, nos escritos desses forasteiros estão sendo avaliados as potencialidades econômicas, sociais e naturais do país. Em jogo estão a conquista, a ampliação e a manutenção de novos mercados e coleta de amostras da natureza. Daí uma das razões da variedade temática que caracteriza a literatura de viagem. De comerciantes, aventureiros, diplomatas, artistas a mercenários, todos estudavam, com maior ou menor afinco, a fauna e a flora, os recursos naturais; observavam a vida social, tanto rural quanto urbana; investigavam as relações de trabalho, de produção, a economia e as questões escravistas e indígenas. E, dependendo dos objetivos da viagem, a ênfase nos assuntos é diferente. É evidente que os naturalistas, particularmente, aprofundaram os temas da história natural: botânica, zoologia, geografia, mineralogia, paleontologia, astronomia, meteorologia (...). "


LISBOA, Karen Macknow. Olhares estrangeiros sobre o Brasil do século XIX. IN: MOTA, Carlos Guilherme, org. Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Senac, 2000. p. 267-9 (Fragmento).


2. b) Relacione a presença dos viajantes com a inserção do Brasil no concerto das nações europeias no século XIX.

Foram os viajantes que apresentaram o Brasil à Europa, no que se refere à sua população, hábitos, costumes e tradições, e ainda as riquezas naturais e as potencialidades da fauna e da flora. A partir daí, as nações europeias voltam as suas atenções para o que mais lhes interessava no Brasil.
Segundo Ano

Capítulo 4
O tema em foco

Observe a tela "Autorretrato em aquarela, numa estalagem, 1816", de Jean-Baptiste Debret.

2. a) A partir da pintura faça uma leitura da visão do artista acerca da sociedade imperial. Identifique elementos que podem ser relacionados aos argumentos que você pretende defender.
O exercício de se fazer uma leitura iconográfica é bastante subjetivo, contudo alguns elementos podem ser apontados, por exemplo, repare no escravo ao fundo da tela, demonstra que se trata de uma sociedade escravista, o mobiliário é bastante escasso denotando a falta de conforto nessa estalagem, a religiosidade é outro traço marcante presente na obra, o santo na pilastra confirma essa tese.
Segundo Ano

Capítulo 4



Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas


Leia o texto.

É difícil saber se a "missão artística" foi um plano estratégico da Corte de D. João ou uma espécie de afastamento compulsório de artista ligados a Napoleão. Parece ter existido uma convergência de interesses. De um lado, artistas formados pela Academia francesa inesperadamente desempregados.

De outro, uma monarquia estacionada na América e carente de representação oficial. Foi a partir da conjucação dessas situações que surgiu aquela que é hoje conhecida como a "Missão Francesa de 1816".

A versão oficial sustenta que em 1815 o governo encarregou D. Pedro José Joaquim Vito de Menezes Coutinho (c. 1775-1823) o marquês de Marialva, embaixador extraordinário de Portugal na França, de contratar diversos artistas reconhecidos em seu meio, a fim de criar uma escola para a formação artística e de trabalhadores industriais. Mas por que a Corte selecionaria justamente os franceses, ainda mais os ligados a Napoleão, responsável direto pela tranferência da família real para o Brasil? Mesmo que as relações entre os dois países fossem oficialmente amigáveis desde 1814, havaia no mercado artistas italianos, paisagistas holandeses, retratistas ingleses e pintores portugueses e nacionais à disposição. Com certeza, trariam menos embaraços políticos.

Além do mais, o marquês de Marialva mal teve tempo de se inteirar do tema, uma vez que deixou o cargo em 1815, sendo substituído por Francisco José Maria de Brito. Sabe-se qua o novo ministro trocou intensa correspondência com Joachim Lebreton (1760-1819), administrador das obras de arte no Museu do Louvre e secretário perpétuo da Classe de Belas-Artes do Instituto de França. A iniciativa de formar um grupo de artistas para servir à Corte portuguesa pode ter sido toda do influente Lebreton, e não do Estado português.

De onde veio, então, a teoria de uma "missão" convocada por D. João? Começou com um membro do grupo, Jean-Baptiste Debret, que no terceiro volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil se refere a um "convite". A versão virariam tese quando Araújo Porto Alegre, discípulo dileto de Debret, sustentou a interpretação do mestre. Em diversos textos mencionou a "colônia artística", inspirando outras análises consagradas, como o artigo de Araújo Viana "Das artes plásticas no Brasil em geral e na cidade do Rio de Janeiro em particular" (1915).

Mas o grupo ainda não era definido como uma "missão". Foi Afonso Taunay quem adotou a expressão em seu longo artigo "A Missão Artística de 1816", na edição de 1912 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). Bisneto de Nicolas Taunay, o historiador afirma que "a colônia americana vivia abandonada, esquecida e ignorada pelo mundo culto", e só contava com pintores e escultores "medíocres". A vinda dos pintores franceses tiraria "a colônia da modorra secular". Em 1916, o próprio IHGB promoveria uma série de comemorações por conta do centenário da chegada do grupo. Juntava-se o prestígio da família Taunay com a tradição do IHGB, e a "colônia de artistas" passou a ser entendida como uma "missão". Tal interpretação receberia estatuto de verdade com a publicação do ensaio de Taunay em livro, em 1956.


SCHWARCZ, Lília. Eram os franceses mercenários? Revista de História. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, nº 36, set. 2008.

1. A historiografia tem afirmado que a "Missão Francesa" veio para o Brasil contratada por D. João. Hoje, essa tese é discutida.

a) Apresente quais eram as razõe para que D. João não contratasse ou convidasse artistas franceses para vir ao Brasil.

Com tantos artistas no mercado - italianos, holandeses, ingleses, portugueses - era inexplicável que D. João fosse convidar ou contratar logo franceses, próximos de Napoleão, responsável direto pela transferência da família real para o Brasil.

b) Explique de onde veio a ideia de uma "missão" convocada por D. João.

Essa ideia começou com Debret que se referiu a um "convite" no 3º volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. A versão virou tese, quando seu discípulo Araújo Porto Alegre, sustentou a interpretação do mestre, inspirando outras análises consagradas como a de Araújo Viana.

Segundo Ano


Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


D. João e sua esposa Carlota Joaquina
Problematização do tema

1. Por que a cidade do Rio de Janeiro não estava preparada para receber a Corte Portuguesa, em 1808?
O Rio de Janeiro naquela época era ainda um centro urbano com características coloniais, assim como a maioria das cidades brasileiras, com ruelas estreitas, frequentadas por negros de ganho, muita sujeira e pouco conforto para os que para lá se dirigiam e para os que lá viviam.

2. Como se deu a acolhida dos nobres da comitiva de D. João?
D. João e sua família se intalaram na Casa dos Governadores. Os nobres foram instalados no prédio da Cadeia e no Convento do Carmo. Entretanto, esses prédios eram claramente insuficientes pra abrigar toda a comitiva de D. João que, então, ordenou que as melhores residências da cidade fossem desapropriadas para acolher os portugueses.

3. Quais as mudanças mais marcantes puderam ser observadas na região Sudeste?
A presença da Corte contribuiu para a difusão de hábitos mais sofisticados entre os da elite da cidade, ainda que esses novos hábitos convivessem com a pobreza, a desordem e a crimanilidade. As cidades cresceram e se modernizaram, os progressos urbanos se avolumaram, tais como os bondes, iluminação à gás, praças, chafarizes, hotéis, teatros, bibliotecas, confeitarias, lojas em estilo parisiense, etc.

4. Qual a importância do desenvolvimento das ferrovias?
As ferrovias diminuiram as distâncias e aumentaram a circulação de mercadorias e ideias.

5. Em que medida a estrutura populacional se tornava mais complexa no Brasil?
Nas cidades a população se diversificava: negros libertos, homens livres pobres, imigrantes, proprietários rurais e empresários de ramos variados.

terça-feira, 18 de maio de 2010



Segundo Ano


Capítulo 4


Sociedade, cotidiano e cultura no Brasil Imperial



Objetivos específicos

* Conhecer as condições do Rio de Janeiro na conjuntura da chegada da Corte portuguesa nessa cidade.

* Analisar as mudanças culturais no Brasil após a chegada da Corte portuguesa no país.

* Definir Missão Francesa.

* Avaliar o desenvolvimento da imprensa no Brasil.

* Identificar estilos literários importados da Europa no século XIX.

* Diferenciar os gostos culturais das elites letradas daqueles das classes populares.

* Avaliar as mudanças ocorridas na transformação do entrudo no carnaval.

* Analisar as permanências e mudanças no processo de urbanização e no cotidiano das cidades do Brasil imperial.

* Analisar transgressões cometidas no Brasil imperial, principalmente a capoeira e os jogos de azar.

Segundo Ano
Capítulo 4

Sociedade, cultura e cotidiano no Brasil Imperial


Este capítulo apresenta as mudanças e permanências na sociedade, cultura e no cotidiano brasileiro, sobretudo no Rio de Janeiro, após a instalação da Corte Portuguesa, em 1808. Nessa medida, aborda as características da cidade do Rio de Janeiro antes da chegada da Corte; o cotidiano dessa cidade com a presença de D. João VI; as mudanças culturais com a importação de estilos literários, criação da imprensa, desenvolvimento do teatro, da música erudita e dos ritmos populares. Analisa-se, ainda no capítulo, o processo de urbanização do Brasil imperial, destacando-se também, as permanências coloniais das cidades do país.

O capítulo trata ainda, da desordem na corte, enfatizando os capoeiras, que amedrontaram a população carioca durante décadas e os jogos de azar, realizados nos chamados public houses , lugar da prostituição, da vadiagem, da desordem, combatida de forma tenaz pelas autoridades policiais da capital do império.

As atividades, além de buscar desenvolver habilidades cognitivas mais sofisticadas, tratam também de introduzir novas teses como. por exemplo, na seção "Análise e interpretação", relativa oa subtítulo "Mudanças culturais após a chegada da Corte Portuguesa", que examina a inovadora questão de que a Missão Artística Francesa não foi trazida ao Brasil por D. João. Nesse mesmo subtítulo, pede-se, na seção "O tema em foco", uma análise iconográfica do auto-retrato de Debret e solicita-se a leitura de um texto sobre os viajantes, que vieram para o Brasil após a chegada da Corte. Pede-se, ainda, a leitura de um texto de Luiz Felipe de Alencastro sobre a música no Império, onde predominou os ritmos afro-brasileiros.

No subtítulo "O desenvolvimento da urbanização", tratou-se, na seção "Análise e interpretação", das permanências coloniais nas cidades brasileiras, além da apresentação de quadros com números da população brasileira para serem analisados pelos alunos. Essas atividades acessam habilidades cognitivas operacionais, fugindo da mera evocação. Na seção "O tema em foco", um texto de Mário Maestri analisa os aspectos da urbanização e da arquitetura do Império, com ênfase nas mudanças nos conjuntos arquitetônicos.

No subtítulo "A desordem na Corte", trata-se de examinar, na seção Análise e interpretação, o verbete "capoeira". A seção "O tema em foco" aborda o jogo, outra forma de contravenção no Império, praticado nas chamadas public houses onde se generalizava a prostituição e o crime.

Na seção "Construindo habilidades e competências", apresenta-se um texto sobre o "marginal" da cidade do Rio de Janeiro, morador dos morros, que foi cantado em prosa e verso naquela época. Pede-se ao aluno que compare os malandros daquela época com os traficantes de hoje, também cantados pelo hip hop. Analisadas as músicas de ambas as épocas, os alunos deverão debater, em sala de aula, as mudanças no conceito de marginalidade.

Fonte: Rede Pitágoras - ANASTÁCIA, Carla Maria Junho, História: ensino médio, 2º ano, livro 1. 1ª ed. - Belo Horizonte: Editora Educacional, 2010. (Manual do Professor, pp. 29-30)


A Diplomacia Brasileira e a questão Nuclear do Irã

Pio Penna Filho*

A diplomacia brasileira está comemorando o acordo envolvendo o polêmico programa nuclear iraniano. Como amplamente noticiado, Brasil e Turquia conseguiram o que parecia impossível, ou seja, fazer com que o Irã aceite enriquecer o seu urânio nos países credenciados pela Agência Internacional de Energia Atômica, abrindo mão da plena autonomia do seu programa de enriquecimento.
Mas mesmo esse acordo parece insuficiente para aplacar a ira do “Ocidente” contra o Irã. Poucas horas após a divulgação do acordo entre as autoridades dos três países envolvidos, os céticos ocidentais já estavam com o discurso pronto para acusar Teerã de buscar tão somente ganhar tempo com essa iniciativa, como se o esforço e a participação brasileira e turca fossem dignas de desconfiança. O fato é que as mais graduadas autoridades norte-americanas e os seus subordinados tradicionais não querem admitir sequer a possibilidade de que o Irã pode tratar com responsabilidade o seu programa nuclear.
Chama atenção do fato de que quase ninguém questiona o fato de que tropas norte-americanas estão estacionadas em dois países que fazem fronteira com o Irã (no Iraque e no Afeganistão). Afinal de contas, quem está ameaçando quem? Os norte-americanos, que estão com suas tropas circundando o Irã, ou o incipiente programa nuclear iraniano? O Irã, é preciso dizer, é um dos poucos países do mundo que não aceita a hegemonia norte-americana global e, muito menos, no contexto do Oriente Próximo.
O fato de o Brasil ter disponibilizado a sua diplomacia para buscar uma solução pacífica e negociada com os iranianos é um verdadeiro contraste com a política deliberadamente agressiva e pouco construtiva que os Estados Unidos desempenham naquela região.
É notório que as barbaridades cometidas por Israel, por exemplo, contra os palestinos, só acontecem na escala que o mundo assiste por conta do apoio que o governo israelense recebe dos Estados Unidos. Se os norte-americanos estivessem, de fato, comprometidos com a paz, como querem fazer crer as suas suspeitas autoridades, eles deveriam começar por quem de fato é uma ameaça real e concreta para a estabilidade regional.
Outro ponto importante é observar que o Brasil não tem nada a perder colocando os seus bons ofícios a serviço da paz mundial. A diplomacia brasileira agiu com lisura em todo esse processo e sua atitude não busca apenas projetar a imagem do país no contexto internacional. No fundo, há também uma preocupação, mesmo que não explicitada, com as imperfeições do sistema internacional e as injustiças derivadas da estrutura de poder mundial. Quem pode garantir que daqui alguns anos não será a nossa vez de enfrentar os tradicionais “donos do mundo” e sua sede infinita de poder?
Enfim, mesmo que o ceticismo das potências ocidentais prevaleça sobre o arranjo conseguido pelo Brasil e pela Turquia com relação ao programa nuclear iraniano e que os Estados Unidos consigam impor suas almejadas sanções contra o Irã, pelo menos agora ficará mais evidente de onde parte a boa vontade e de onde parte o desejo de vingança e do exercício desmedido do poder.
Guerra Fria é resultado do fim da Segunda Guerra Mundial
Estados Unidos e União Soviética disputam hegemonia mundial.
Confira a aula de história em vídeo.
O professor Igor Vieira, do cursinho pH, explica as principais características da Guerra Fria, que durou de 1947 a 1991.
Essa guerra foi o sistema geopolítico do imediato pós-Segunda Guerra Mundial. O assunto é relevante porque se conecta com outros assuntos do vestibular, como a descolonização afro-asiática.
A lógica era simples, um mundo bipolar dividido entre duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética.
De um lado, os Estados Unidos defendiam o modelo de organização capitalista. Do outro, a União Soviética pretendia impor ao mundo o sistema socialista de organização.
Dentro dessa lógica, há uma grande disputa pela hegemonia mundial. Os dois querem controlar o planeta.
Veja a aula completa em vídeo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entenda os primeiros contatos entre europeus e os povos nativos do continente americano entre o final do século XV e o início do século XVI
Nesta teleaula você conhecerá a história da chegada dos europeus na terra que, depois, foi chamada de América. Além disso, aprenderá que lá existiam civilizações desenvolvidas e ouvirá um pouco das dificuldades que os antigos navegantes tinham que enfrentar quando saíam com suas caravelas no mar.
Confira a segunda parte da teleaula sobre a chegada dos europeus no Novo Mundo e a colonização do continente no video abaixo
CRÔNICA

Crônicas da vida alheia


Odair de Morais

Especial para o Diário de Cuiabá


Tempos atrás escrevi duas ou três croniquetas inspiradas em fatos que tinham sido protagonizados por conhecidos meus. Estou me especializando em matéria de vida alheia. Não que isso evidencie certa preferência por determinados assuntos ou uma vocação para fofoqueiro, como me escreve uma curiosa leitora, investigadora e estudante de Letras. Não é nada disso, boneca. Lá pelas tantas ela me pergunta ainda se eu realmente precisava me valer de tal expediente. Conforme avalia, tudo não passa de um recurso linguístico utilizado para contar mais uma historia “até engraçadinha”, na opinião dela. Fernando Sabino certa vez escreveu que para se tornar escritor é preciso estar decidido a contar mentiras. Deve ter sido o Sabino. Mas, se não foi, não faz a menor diferença. Tenho um amigo que me esculacha veementemente quando faço uma citação. Qualé?, ele me diz: Vai ficar tirando uma de intelectual agora? E está cheio de razão. Bobeira a gente querer agradar os críticos sem, primeiramente, pensar no leitor. O lance é dar risada, minha senhora, e gozar a vida. Tanto que, por causa daqueles textos que despretensiosamente narravam as peripécias de meus conhecidos, alguns chegados meus começaram a me parar na rua (ou mesmo me telefonar) para perguntar se o que haviam lido de fato se confirmava. Alguns, inclusive, chegaram a me contar suas histórias. E até quiseram vê-las aqui publicadas. Manoel, por exemplo, me abordou às vésperas do jogo decisivo entre Corinthians e Flamengo pela Libertadores: “Viu o que a torcida do Flamengo aprontou com o Ronaldo no Maracanã? Contratou vinte travestis, os quais chamaram de ronaldetes, pra recepcionar e desestabilizar o Fenômeno em campo. Imagina vinte travestis te enchendo o saco e gritando o seu nome.
Não sou homofóbico, cara, mas uma vez, saindo da faculdade, saca só o que aconteceu. Eu tava aguardando o ônibus, 11h da noite, quando dois gays apareceram. Sabe-se lá de onde. Aproximaram de mim e puxaram conversa. Perguntaram coisas triviais como: Tal ônibus já passou? Que ônibus cê tá esperando? Opa!, estranhei. Será que demora? Disseram que eram cabeleireiros. Até me deram um cartão, que, segundo eles, valia um corte “completamente de graça”. Meu, os caras já estavam incomodando... Cada vez mais invasivos, tocavam meu ombro como se eu tivesse dado confiança. Eu não tava gostando daquilo, mas fazer o que? Não sou de briga. Quando o ônibus se aproximou, fiz sinal para que o motorista parasse. Assim que entrei, os caras também subiram. Falavam alto, gesticulavam excessivamente e faziam alvoroço. Na hora em que iam passando a roleta, fingi que ia tirar uma dúvida com o motorista e desci imediatamente. Pensa que me livrei dos caras? Na mesma hora em que me viram fora do ônibus, os dois se puseram a gritar: Para, motorista. Pelo amor de Deus. Motorista, para. Nossa colega ficou! Pra quê? O ônibus entrou em polvorosa: todo mundo correu pra janela na intenção de ver o que tava acontecendo.” Este meu amigo costuma dizer que tem Manoel que não é mané, mas tem Odair (é só um exemplo) que é. No dia em que isso ocorreu, no entanto, ele afirma que se sentiu constrangido, um verdadeiro mané. Se tivesse denunciado, o inusitado logo se constataria. Os papéis de agressor e vítima (algo raro) estavam invertidos. Um caso fabuloso pra justiça brasileira: o lobo em pele de ovelha – longe de qualquer maledicência ou atitude politicamente incorreta.


*Odair de Morais é escritor e colabora com o DC Ilustrado

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Entenda como ocorreu o processo de descolonização afro-asiática
Independência nessas regiões se intensificou após a 2ª Guerra Mundial.Confira a aula de história em vídeo.
O professor de história do cursinho pH, Igor Vieira, explica o processo de independência das colônias européias na África e na Ásia.
A luta pela independência nessas regiões se intensificou logo após a Segunda Guerra Mundial.
A crise das potências colonialistas, que entraram em franca decadência após a guerra, é uma das principais razões da descolonização. Essa queda abriu espaço para a luta pela autonomia nacional nas colônias.
Outro motivo é que a nova lógica dos pós-guerra, que é a lógica da Guerra Fria, é marcada pela luta por áreas de influência. Estados Unidos e União Soviética passam a estimular a descolonização afro-asiática, buscando ampliar seus domínios.
Além disso, há o desenvolvimento do sentimento nacionalista nas colônias. Os três tipos de descolonização são: pacífico, como ocorreu na Índia; violento, como é o caso da Indochina e tardio, como ocorreu no território de Angola.
Confira a aula completa em vídeo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As grandes navegações
Nesta teleaula você aprenderá que Portugal soube aproveitar sua posição geográfica privilegiada para estabelecer uma nova rota de comércio até as Índias, pelo Oceano Atlântico. Além disso, verá que, para se aventurar no mar, era preciso conhecer e dominar as técnicas de navegação e que o dinheiro para se fazer isso dependia do poder do rei.
Saiba mais sobre a expansao maritima europeia
Os Tempos Modernos e o Renascimento



Nesta teleaula você aprenderá que nos dois últimos séculos da idade média, começaram a aparecer os sinais dos novos tempos, que revolucionariam a vida da humanidade a partir do século XV. Além disso, verá como os chamados descobrimentos ampliaram os espaços geográficos dos europeus, e você vai entender como todas estas transformações que marcaram o início dos tempos modernos, tem muito a ver com a situação do mundo de hoje.

terça-feira, 11 de maio de 2010

África do Sul: o país da Copa

Pio Penna Filho*

A África do Sul será a sede da Copa do mundo de futebol de 2010. No país, que possui a economia mais avançada do continente africano, as expectativas são grandes. A Copa tem um significado muito especial para os sul-africanos, sobretudo para os negros, que elegeram o futebol como um dos seus esportes preferidos. Depois de passar pela terrível experiência do apartheid os sul-africanos estão agora eufóricos e ansiosos para mostrar ao mundo um pouco da sua riqueza cultural e do seu belo país.
A maior parte das pessoas que passa pela África do Sul fica impressionada com as belas paisagens do país e com a diversidade étnica e cultural do seu povo. Mesmo tendo sofrido as agruras e o barbarismo da discriminação racial imposta pela minoria branca, a maioria dos sul-africanos demonstra uma grande vivacidade e otimismo com o futuro do país. Há algo de alegre e contagiante no povo da África que também está presente entre os sul-africanos.
A diversidade cultural é um traço marcante da África do Sul. Existem onze línguas predominantes e os vários grupos étnicos que juntos formam a população do país vivem em harmonia. Embora existam territórios com predominância étnica, há também muitos grupos vivendo em espaços próximos ou comuns, incluindo os brancos. Isso geralmente se dá em grandes cidades, como em Joanesburgo e na Cidade do Cabo.

A economia sul-africana é bem diversificada e possui uma importante base industrial. O produto interno bruto do país é, de longe, o mais elevado do continente. Hoje, situa-se em torno de 470 bilhões de dólares, sendo a renda per capita estimada em pouco mais de 10 mil dólares. O dinamismo econômico faz da África do Sul um Estado estratégico para toda a região austral do continente africano, uma vez que ajuda a estimular a economia regional.
Mas nem tudo no país da Copa vai bem. Existem muitos problemas sociais e o governo encontra enormes dificuldades para conseguir implementar políticas de inclusão social. É fato que a pressão social é muito grande, em parte porque há uma demanda reprimida que vem dos tempos da segregação racial (apartheid), quando a maior parte da população estava excluída ou semi-excluída das políticas públicas. O panorama atual pode ser resumido da seguinte forma: apesar de existir vontade política para promover mudanças e dar atenção especial à população historicamente marginalizada (principalmente os negros), faltam recursos para atender a uma demanda tão grande. O resultado é que, por vezes, a insatisfação popular se exacerba.
Mas mesmo com todos os seus problemas a África do Sul segue adiante. Não gostaria, nesse breve artigo, de replicar apenas as mazelas e os problemas sociais que o país enfrenta. Penso que o mais importante agora é olhar com otimismo todo o significado que o esporte e, em especial, o futebol, tem para a população sul-africana que, carinhosamente, chama o seu selecionado de “Bafana Bafana”, o que em português poderia ser traduzido como “garotos”.
Aqueles que terão oportunidade de conhecer o país da Copa certamente voltarão da África com outra visão do país e do continente, uma vez que é praticamente impossível não admirar sua diversidade cultural, suas belezas naturais e, sobretudo, o jeito de ser otimista e alegre do africano.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq.
Rumo à época moderna
Nesta teleaula você aprenderá que o período conhecido como Idade Moderna foi uma época de grandes transformações na Europa. Além disso, verá que o Renascimento foi um movimento de renovação no campo das idéias, nas artes e na cultura e que o aumento da circulação de moeda e os lucros do comércio fizeram com que a Europa tivesse um enorme crescimento econômico.
O Sacro-Império Romano-Germânico e o cristianismo feudal



Nesta teleaula você conhecerá o feudalismo. Entenderá porque, durante esse modo de organização social, a Europa perdeu a noção de Estado, se dividindo em muitos reinos. Além disso, aprenderá que na Idade Média a Igreja Católica era o maior poder organizado que existia e que as Cruzadas foram expedições militares organizadas pelos papas para conquistar a Terra Santa: a Palestina.
O Sacro-Império Romano-Germânico e o cristianismo
Saiba mais sobre as invasões Holandesas no Brasil
Reportagem especial do programa Humanidades, com Ricardo Carvalho falando sobre as Invasões Holandesas no Brasil. Esse programa teve a participação do Professor Yomar Seixas.
Saiba mais sobre a importância histórica da cidade de Salvador, a primeira capital do Brasil


Nesta teleaula, o professor de História, Ricardo Carvalho analisa os principais aspectos da cidade de Salvador e sua importância fundamental na administração colonial da América Portuguesa. É analisada ainda a posição geográfica estratégica da sede administrativa da colônia e a chegada de seu fundador, Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil. Aborda-se também a polêmica acerca da data oficial da fundação da cidade e a história do personagem histórico, Caramuru, a primeira versão da integração racial do país, sendo inclusive o primeiro sesmeiro da Bahia. A Bahia de Todos os Santos sempre teve uma importância histórica dentro do mercantilismo português na América.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A África antes do século XV
Nesta teleaula você constará que nem sempre as imagens que chegam até nós falando da África refletem a complexidade e a riqueza da sua História. Aprenderá que este continente é considerado o berço da humanidade, pois, ali, os primeiros humanos começaram a migrar e povoar a Terra. Além disso, verá que a África produziu povos e civilizações de grande importância cultural e econômica que marcaram a Antiguidade, como o Egito, o reino de Kush e a cidade de Cartago.


Caracteristicas das sociedades que habitavam o continente africano antes da chegada dos colonizadores europeus

Nesta teleaula você conhecerá a origem das múltiplas línguas do continente africano e suas influências inclusive na América Portuguesa. Aprenderá aspectos da migração banta pela África, bem como a influência da religião muçulmana nesta região.

domingo, 9 de maio de 2010

A Civilização Muçulmana
Nesta teleaula você verá como o império muçulmano começou sua expansão na Península Arábica, onde a religião do Islã foi revelada ao profeta Maomé. Além disso, aprenderá que este império se dividia em três califados.
Saiba um pouco mais sobre a expansão do islamismo na Idade Média
Saiba mais sobre o Império Bizantino


Nesta teleaula você verá como Constantinopla conseguiu manter o império romano no Oriente e como Carlos Magno formou seu império na Europa. Além disso, você saberá como ficou este continente depois da queda do império romano no ocidente.
Veja as principais características do Reino Franco, também conhecido como Império Carolíngio
O coronelismo no interior do Brasil

O professor de História do CNDL, Edenilson Morais faz um breve comentário sobre o fenômeno do Coronelismo nas primeiras décadas da República brasileira. Nas primeiras décadas da República em Mato Grosso, ocorreram intensas disputas políticas, tendo como marca o fenômeno do coronelismo. A violência utilizada nas lutas políticas regionais será marca indelével da política das oligarquias e dos coronéis, em quase todos os estados brasileiros.
Tardes morenas de Mato Grosso




Liu e Léu
Tardes morenas de Mato Grosso
Composição: Goiá
Com a rainha do meu destino fui conhecer o jardim de Alá
Onde nas flores nas madrugadas ainda canta o sabiá
Tardes morenas de Mato Grosso a paz do mundo achei por lá
Árvores lindas e bem cuidadas
Soltando flores amareladas sobre as calçadas de Cuiabá
Domingo triste da despedida chora a viola lá do "Crispim"
Deixei o Mato Grosso querido mas pela Deusa chorando eu vim
Eu fiz pra ela um simples verso, o universo sorriu pra mim
Minha viola brilhou nos campos
Devido aos bandos de pirilampos nos verdes campos de lá Coxim
A novo aurora tão radiosa aconteceu e segui além
Em Campo Grande passei pensando porque será que quero outro alguém
Mais um amor assim repentino as vezes vale por mais de cem
Tratei do modo tão caprichoso
Aquele lindo rosto charmoso, olhar manhoso de quem quer bem
Adeus rainha matogrossense não sei se foi meu bem ou meu mal
Só sei que nunca na minha vida eu conheci outro amor igual
Adeus gatinha tão carinhosa estatua viva escultural
Adeus menina de fala franca
Que tem a graça pureza e panca da garça branca do pantanal!

sábado, 8 de maio de 2010

A música caipira nas aulas de História



Chora Viola
Tião Carreiro e Pardinho
Composição: Lourival dos Santos / Tião Carreiro

Eu não caio do cavalo nem do burro e nem do galho
Ganho dinheiro cantando a viola é meu trabalho
No lugar onde tem seca, eu de sede lá não caio
Levanto de madrugada e bebo o pingo de orvalho
Chora Viola

Não Como gato por lebre , não compro cipó por laço
Eu não durmo de botina não dou beijos sem abraço
Fiz um ponto lá na mata caprichei e dei um nó
Meus amigos eu ajudo, inimigo eu tenho dó
Chora Viola

A Lua é dona da noite o sol é dono do dia
Admiro as mulheres que gostam de cantorias
Mato a onça e bebo o sangue, furo a terra e tiro o ouro
Quem sabe aguentar saudade não aguenta desaforo
Chora Viola

Eu ando de pé no chão piso por cima da brasa
Quem não gosta de viola que não ponha o pé lá em casa
A viola está tinindo, o cantador tá de pé
Quem não gosta de viola, brasileiro bom não é
Chora Viola
A música caipira nas aulas de História



Tião Carreiro e Pardinho
Pagode em Brasília

Quem tem mulher que namora
quem tem burro impacador
quem tem a roça no mato me chame que jeito eu dou
eu tiro a roça do mato sua lavoura melhora
e o burro impacador eu corto ele de espora
e a mulher namoradeira eu passo o coro e mando embora

Tem prisioneiro inocente no fundo de uma prisão
tem muita sogra increnqueira e tem violeiro embruião
pro prisioneiro inocente eu arranjo adevogado
e a sogra increnqueira eu dou de laço dobrado
e os violeiro embruião com meus versos estão quebrado

Bahia deu Rui Barbosa
Rio Grande deu Getúlio
Em minas deu Juscelino
de São Paulo eu me orgulho
baiano não nasce burro e gaucho é o rei das cochilhas
Paulista ninguém contesta é um brasileiro que brilha
Quero ver cabra de peito pra fazer outra Brasília

No Estado de Goiás meu pagode está mandando
No Bazar do Vardomiro em Brasília é o soberano
No repique da viola balancei o chão goiano
Vou fazer a retirada e despedir dos paulistano
Adeus que eu já vou me embora que Goiás tá me chamando

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Poesia Romântica

Eu te amo



Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Como a onda irresoluta
Eu te amo
Eu te amo
Oh, sim eu te amo!
Eu mais ainda
Oh, meu amor...
Você é a onda, eu a ilha nua
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu concordo
Eu te amo
Eu te amo
Oh sim eu te amo
E eu mais ainda
Oh, meu amor ...
Como a onda irresoluta
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meu dorso
Você vai e você vem
Entre meu dorso
E eu me seguro
Eu te amo
E eu mais ainda
Eu te amo
E eu mais ainda
Segure-me
Eu vou
Você vai e você vem
Entre meus rins
Você vai e você vem
Entre meus rins
Não! agora!
Venha!
Saiba mais sobre a decadência do Império Romano

Aula sobre a queda do império romano com o Professor Henrique Carballal.

Da Crise da República ao Fim do Império Romano
Nesta teleaula você verá que as desigualdades sociais provocaram uma crise na república romana e que o partido senatorial impedia reformas propostas pelo partido popular. Além disso, aprenderá que o império romano caiu devido aos seus vícios internos e às invasões dos povos bárbaros.
Da Crise da República ao Fim do Império Romano
O mundo Romano: da monarquia a República

Nesta teleaula você conhecerá a lenda que se mistura com a história da fundação de Roma e saberá como a cidade passou de monarquia a República. Além disso, verá que, durante as guerras púnicas, os romanos destruíram a cidade de Cartago e se tornaram donos do norte da África.



O mundo Romano: da monarquia a República

O Mundo Grego: Grécia Antiga Clássica e Helenística
Nesta teleaula você aprenderá que as duas cidades mais poderosas da Grécia Antiga eram a militarista Esparta e a democrática Atenas, onde as artes se desenvolveram muito. Além disso, verá como o enfraquecimento dos gregos foi aproveitado pelos macedônios, que, com Alexandre Magno, conquistaram um grande império e difundiram a cultura grega no Oriente.
Conheça alguns aspectos da sociedade grega
O Mundo Grego: de Creta à Grécia Heróica
Nesta teleaula você aprenderá que, antes dos gregos, havia uma civilização brilhante em Creta. Os egeus eram helenos que dominaram as cidades de Micenas e Tirinto, criando uma sociedade guerreira e comercial que aproveitou muito da cultura de Creta. Além disso, verá que eles lideraram os gregos numa guerra contra a importante cidade comercial de Tróia, vencida, segundo o poeta Homero, com o truque do cavalo de Tróia.
Saiba mais sobre o mudo grego
Os povos que contribuiram para a formação da civilização grega.
As Civilizações da Palestina: Fenícios e Hebreus
Nesta teleaula você verá algumas diferenças entre os povos que habitavam o Egito e a Mesopotâmia. A religião dos hebreus era diferente das religiões dos demais povos do Oriente Médio antigo: eles eram monoteístas e se Deus se comunicava através de mensagens e revelações.
Saiba mais sobre as civilizações da Palestina: fenícios e hebreus
Na Mesopotâmia: Nossas Raízes
Nesta teleaula você conhecerá a Mesopotâmia, conhecida como o celeiro do mundo. Ela foi muito disputada e da sua história fazem parte vários impérios e conquistas. Além disso, aprenderá que o modo de vida e a cultura que prevaleceram na Mesopotâmia foram dos seus primeiros conquistadores: os sumérios.
Características das sociedades da Mesopotâmia
Saiba mais sobre o Egito antigo

Nesta teleaula você aprenderá que a civilização egípcia surgiu nas margens férteis do rio Nilo e que os egípcios adoravam-no como a um deus. Acompanhará os vários períodos da história do Egito antigo, desde o Antigo Reino até o Baixo Império. Além disso, conhecerá as castas que formavam a sociedade e verá que os egípcios criaram uma cultura original, que perdurou durante, aproximadamente, três mil anos.
Características da sociedade egípcia
As Civilizações do Extremo Oriente China e Japão
Nesta teleaula você aprenderá que a civilização chinesa começou na desembocadura do rio Amarelo com a escolha de um chefe e que o fundador tradicional do Japão foi Amaterasu. Além disso, acompanhará a formação e a decadência do Império Chinês e conhecerá alguns aspectos da arte e da cultura do extremo Oriente.
Saiba mais sobre as grandes civilizações orientais
A civilização do extremo oriente, como se organizavam, as caracteristicas políticas, religiosas e culturais desses povos.
Saiba mais sobre o estudo da História

Nesta teleaula você verá que a cultura é fundamental para o conhecimento histórico e que, para entender a História, é preciso recuperar a memória dos acontecimentos e dos processos históricos. Além disso, aprenderá que a divisão da História é importante para a compreensão do passado, do presente e do futuro.



Saiba mais sobre os períodos Paleolítico e Neolítico

A grande aventura da História, a fascinante epopéia do ser humano ao longo da Pré-História, sua conquistas e realizações.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Belmonte e a Segunda Guerra Mundial

As mais interessantes caricaturas de Belmonte sobre os acontecimentos internacionais de 1936 a 1946, principalmente sobre os motivos da última guerra mundial, reunidos no livro "Caricatura dos Tempos".

terça-feira, 4 de maio de 2010

África: o Continente da Copa

Pio Penna Filho*

Pela primeira vez a Copa do Mundo de Futebol será realizada em solo africano. Notícia alvissareira para boa parte dos africanos que, assim como os brasileiros, adoram o futebol. Essa é uma rara oportunidade que coloca a África no centro das atenções dessa modalidade tão especial do esporte. Outro ponto importante, que vem como efeito colateral da realização da Copa na África, é colocar o continente no centro das atenções mundiais, o que será uma oportunidade e tanto para ajudar a desfazer uma série de visões equivocadas sobre a África como um todo.
Embora ainda persista uma visão pessimista sobre quase tudo o que diz respeito ao continente africano, felizmente essa perspectiva está começando a mudar. Ainda está muito forte no imaginário popular uma percepção negativa da África, geralmente associada ao fracasso dos seus Estados, às várias guerras civis que ocorreram simultaneamente durante a década de 1990, às epidemias, à fome, enfim, a um quadro essencialmente negativo que vigorou durante muitos anos e que comprometeu a imagem internacional de praticamente todo o continente.

Mas as coisas estão mudando rapidamente do outro lado do Atlântico. O quadro caótico dos anos 1990 já é coisa do passado. Vários conflitos foram superados e a paz voltou a reinar em muitos países que viveram num verdadeiro inferno até poucos anos atrás.
Num período relativamente curto de tempo, com o seu início verificado ainda no final da década de 1990, a maior parte dos países africanos conseguiu retomar o crescimento econômico e a estabilidade política, revertendo um período de profunda crise e exaustão. Hoje, a realidade africana é bem diferente, embora em algumas regiões e países a situação de crise persista, mas agora como exceção.
Um dado que mostra a retomada do crescimento na África é que nos últimos dez anos a média de crescimento do produto interno bruto dos países do continente se situou entre 5,5 e 6%. Acima, portanto, da média dos outros continentes. Assim como houve crescimento econômico e incremento do comércio internacional, vem ocorrendo um substancial aumento dos investimentos estrangeiros no continente, o que demonstra que os investidores estão retomando a confiança e, naturalmente, os lucros na África.
Outro dado importante é que os países mais desenvolvidos e os chamados emergentes, como a China, a Índia e o Brasil, estão, por assim dizer, redescobrindo a África. Isso é importante porque demonstra o renovado interesse pelo continente, o que acaba influenciando positivamente sua nova inserção internacional.
Todavia, mais importante do que tudo o que foi dito acima, é que os próprios africanos estão repensando sua trajetória política e econômica e agindo de forma mais positiva com relação ao presente e ao futuro. Há uma nova elite política mais preocupada com o desenvolvimento econômico, com a democracia, com os direitos humanos, com a questão social, enfim, preocupada com o que poderíamos chamar de um recomeço, ou de um verdadeiro renascimento, como preferem muitos intelectuais africanos.
O Brasil tem acompanhado essas transformações de perto. Aumentamos nossa rede de embaixadas na África e revigoramos nossa política africana, fato que já tem dado resultados concretos em termos de aumento do comércio e dos investimentos brasileiros na África.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com
Intertextualidade
O Exército de um Homem Só
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Exército de um Homem Só é um romance escrito por Moacyr Scliar, publicado em 1973 e traduzido para mais de dez idiomas.
O livro relata a saga de Mayer Guiznburg, um judeu que chegou a Porto Alegre ainda menino, vindo da Rússia. Ele se transforma em Capitão Birobidjan, uma espécie de Don Quixote do bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, e tenta construir Nova Birobidjan, uma utopia socialista, apesar de tudo e de todos que se opõe a ele, incluindo seu pai que o queria ao rabino.
O livro é contado em terceira pessoa e cada capítulo remete a um ano ou conjunto de anos. O primeiro e o último é 1970, mas recua para 1916, 1928, 1929, 1930, até voltar para 1970.





Exército De Um Homem Só
Engenheiros do Hawaii


Não importa se só tocam
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
em linhas tortas
nas portas da percepção
em paredes de banheiro
nas folhas que o outono leva ao chão
em livros de história
seremos a memória
dos dias que virão
(se é que eles virão)

Não importam se só tocam
o primeiro verso da canção
a gente escreve o resto
sem muita pressa
com muita precisão
nos interessa o que não foi impresso
e continua sendo escrito à mão
escrito à luz de velas
quase na escuridão
longe da multidão

Somos um exército
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
Somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender, pra defender...

Não importa se só tocam
o primeiro acorde da canção
a gente escreve o resto
e o resto é restoé falsificação
é sangue falso, bang-bang italiano
suíngue falso, turista americano
livres dessa estória
a nossa trajetória não precisa explicação
(e não tem explicação)

Somos um exército
(o exército de um homem só)
no difícil exercício de viver em paz
somos um exército
(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender,
pra defender...

Não interessa o bom senso diz
não interessa o que diz o rei
(se no jogo não há juiz não há jogada fora da lei)
não interessa o que diz o ditad
onão interessa o que o estado diz
nós falamos outra língua
moramos em outro país

Somos um exército(o exército de um homem só)
sem bandeira,
sem fronteiras para defender
Somos um exército
(o exército de um homem só)
Nesse exército
(o exército de um homem só)
todos sabem que tanto fazser culpado ou ser capaz...
tanto faz ...
Saiba quais fatores provocaram a Primeira Guerra Mundial
O professor de história Igor Vieira, do cursinho pH, explica que fatores levaram à Primeira Guerra Mundial. Tudo começou com as unificações tardias, de acordo com o educador.
Itália e Alemanha se unificam na segunda metade do século 19 e mudam a organização geopolítica da Europa, entrando no jogo dos países imperialistas.
Depois da unificação, sofrem um processo incessante de industrialização e começam uma busca por colônias. Essas colônias, no entanto, já eram dominadas pela França e pela Inglaterra. Têm início vários conflitos imperialistas.
Esses conflitos, aliados a outros fatores, levam à criação de um clima pré-guerra na Europa. Os Estados começam a se armar, para se prevenir. O estopim para a guerra é o atentado em Sarajevo que mata o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco.
Confira a aula completa no vídeo.

domingo, 2 de maio de 2010

CRÔNICA
Rafael




“Os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão.” (Isaías, 35:8)
Há dois anos assistia futebol na sala com os filhos. Até que, de uma hora pra outra, passou a agir de maneira estranha, realmente esquisita. Uma tarde desapareceu. Ausentou-se durante dias. Foi encontrado vagando maltrapilho pelos arrabaldes. Desordenadamente, à procura de sua casa.
Sábado, três horas da tarde, a camisa aberta no peito, arrepende-se de atitudes remotas que tomara inconsequentemente – muitas, a esposa sequer imaginava que tivessem acontecido. Lamenta-se. “Eu não devia ter feito isso...” Revela segredos ocultos durante décadas.
Sentado na cadeira de balanço é flagrado pela velha. Dizia: “Túnica, vem cá. Vem cá, Túnica.” Como se alguém estivesse junto dele. Aos oitenta anos, os cabelos brancos, coitado, delira. Recebe com carinho a visita dos parentes mortos.
“Com quem você está conversando aí, Rafael?”, pergunta a velha. Na presença dos familiares, finge lucidez. “Eu?... com ninguém, ora. Quem disse?!”
“Não tem vergonha não, velho? Fica ai sozinho, dizendo bobagem, passa gente no portão vai pensar que você está ficando maluco!”
Humilhado, não demora muito ele entra para o quarto.
A todo momento se lembra de que é preciso ir embora. “Estão me chamando.” Quem?, indagam. Entre frases desconexas, balbucia: “Minha casa não é aqui”, e põe-se a girar no quintal; braços abertos, olhando para o céu. “Onde é então?”
Toma remédio controlado: tão forte, adormece no sofá assim que o ingere. “Só assim ele dá sossego.”
Acorda de madrugada, quatro horas está de pé. Se a esposa não acorda a tempo, ele abre a porta (pensando ser a do banheiro), urina dentro do guarda-roupa.
“Tenho que ir...”
Quando moço, orgulhava-se. Quase fora, como pracinha, combater na Segunda Grande Guerra. Quase. Fora convocado. Iria à Europa. Mas, nos dias que antecediam o embarque – enquanto se despedia dos parentes, com bravura: “Servir a Pátria” –, recebeu a triste notícia de que os nossos inimigos alemães já haviam sido derrotados, e ele não mais guerrearia contra os nazistas. Não mais se integraria à Força Expedicionária Brasileira. Nem haveria de ganhar pelo seu mérito medalha alguma. Hoje murmura: “Eu teria morrido na guerra.”
De hora em hora os filhos se revezam na sentinela. “Por que não morre logo?... Droga!” Quem dá as ordens é a mãe: “Não deixe ele aí sozinho.” “Hora do banho.” “Cuidado, tira essa faca da mão dele!” E se por acaso ele sussurra de novo: “Tenho que ir”, ela grita, de onde estiver: “Tranca o portão!” E logo alguém prestativo corre com o cadeado.
A esposa sofre junto. Todos os dias, pela manhã, passeia agarrada ao braço dele. De manhã, bem cedo. “Só com Lenita.” Senão protesta: “Me larga”, grita, quer fugir. Os vizinhos: “É normal”, dizem. “Nessa idade a gente volta a ser criança.” Então ela o leva ao passeio: “Pra ver se ele distrai.” Na volta, ouve-o consternada resmungar: “Minhas pernas doem, Lenita.” Depois, os dois velhinhos passam longas horas na varanda, defronte do pequeno jardim. Lá fora, sol forte às duas horas da tarde: ninguém na rua... A romã amadurece no pé. As flores, lindas! A samambaia. Uma folha seca desprende-se do galho, cai bem devagar no capim rasteiro. Um passarinho brinca alegre na grama. Ao voar, com alguma coisa no bico descreve meia parábola:
“Olha lá!”
“O que, Rafael?”
“Um passarinho.”

Odair de Morais é escritor e colabora com o DC Ilustrado.
Professor_odair@hotmail.com
A América Portuguesa: O nascimento do Brasil
Você vai ver nesta teleaula como foi o início da colonização do Brasil e porque os portugueses escolheram a cana-de-açúcar para colonizar seu território na América. Um território que hoje se chama Brasil.
A colonização espanhola e inglesa na América
Nesta teleaula você verá que, de um modo geral, as coroas européias tiveram por objetivo transformar suas colônias em áreas de exploração econômica exclusiva. Sendo assim, as colônias americanas passaram a desempenhar um papel fundamental para o desenvolvimento das economias metropolitanas, formando o chamado sistema colonial mercantilista. Além disso, você saberá que algumas colônias inglesas na América do Norte estiveram à margem desse sistema.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Propaganda e Contra-Propaganda
Os três porquinhos na Segunda Guerra Mundial
Propaganda e Contra-Propaganda

Desenho banido do popeye 1941 época da guerra entre Estados Unidos e Japão
Propaganda e Contra-Propaganda

Pato Donald na terra do Nazismo

Propaganda e Contra-Propaganda

Patolino contra Hitler
Produção dos estúdios Warner Bros no contexto histórico da Segunda Guerra Mundial

Propaganda e Contra-Propaganda
Educação para a morte

A educação nazista na ótica dos estúdios Walt Disney