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terça-feira, 25 de março de 2014

Confira a avaliação de História P2 do 1º bimestre (Prmeiro ano 2014)


Confira a correção da P2 de História do primeiro bimestre
(Primeira série  do Ensino Médio 2014)


1. (ENEM 2012) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltrados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e
A) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.
B) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.
C) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.
D) o papel dos senhores na administração dos engenhos.
E) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.



Resposta da questão 1:[E]
Comentário da questão:
No trecho do Sermão do Padre Vieira, há um paralelo entre a Paixão de Cristo e as condições a que eram submetidos os escravos nos engenhos de açúcar.



2. (ENEM 2012) Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes do europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos.
SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, no 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado).


Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a
A) formação de uma identidade cultural afro-brasileira.
B) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.
C) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.
D) manutenção das características culturais específicas de cada etnia.
E) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.


Resposta da questão 2:[A]
Comentário da questão:
A vinda para o Brasil de diferentes grupos africanos, trazidos de distintas regiões daquele continente, possibilitou a identificação e a superação de algumas desigualdades culturais existentes entre eles.
Dessa forma o sincretismo entre bantos, sudaneses e malês, por exemplo, contribui para a formação de uma  identidade cultural africana no Brasil.




3. (UFMG) Leia os versos:

"Seiscentas peças barganhei / - Que pechincha! - no Senegal / A carne é rija, os músculos de aço, / Boa liga do melhor metal. / Em troca dei só aguardente,/ Contas, latão - um peso morto! / Eu ganho oitocentos por cento / Se a metade chegar ao porto".

(Heinrich HEINE, apud BOSI, Alfredo. DIALÉTICA DA COLONIZAÇÃO. São Paulo: Cia. das Letras, 1992).

a) IDENTIFIQUE a atividade a que se referem esses versos.

b) Cada uma das estrofes desenvolve uma ideia central. IDENTIFIQUE essas ideias.



resposta da questão 3:

a) O texto faz referência ao processo de obtenção de escravos na costa africana.

b) Na primeira estrofe, observamos a descrição da negociação feita para a obtenção de escravos, tendo especial destaque o vigor dos negros obtidos no litoral africano. Já na segunda parte, observamos que o traficante que fala no poema, quantifica a alta lucratividade que terá se metade dos escravos capturados chegarem vivos até à colônia.



4. (VUNESP) No Brasil, costumam dizer que para os escravos são necessários três PPP, a saber, pau, pão e pano. E, posto que comecem mal, principiando pelo castigo que é o pau, contudo, prouvera a Deus que tão abundante fosse o comer e o vestir como muitas vezes é o castigo.
(André João Antonil, Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas, 1711)

a) Qual a crítica ao sistema escravista feita pelo autor do trecho apresentado?


b) Indique dois motivos que explicam a introdução da escravidão negra na porção americana do Império português.


Resposta da questão 4:
a) A crítica de Antonil não chega ao ponto de propor a abolição do sistema escravista. Mesmo assim, podemos ressaltar no autor uma dimensão que é ao mesmo tempo humanitária e utilitária. Humanitária porque mostra-se sensível aos maus tratos sofridos pelos escravos. Utilitária porque, afinal, seu texto não tem os escravos como público, mas os seus proprietários. No texto, é notável como recomenda aos proprietários que não destruam a sua fonte de riqueza, que é o trabalho dos escravos.


b) Não existe unanimidade entre os especialistas sobre esta questão. Destacam-se, entre outros, os seguintes argumentos:

* Havia uma demanda de braços para a lavoura canavieira, afirma-se que os indígenas, semi-sedentários, estavam dispersos e não exerciam uma atividade sistemática agrícola;
* O tráfico de escravos africanos se constituía em uma fonte adicional de renda para a metrópole;
* Os colonos europeus deslocavam-se para a colônia como empresários, a disponibilidade de terras seria um obstáculo à utilização do trabalho assalariado, daí lançar mão de formas de trabalho compulsório como a escravidão;
* Já havia experiências anteriores de escravidão africana nas ilhas do Atlântico, o que tornava a mesma como uma alternativa plausível para a agricultura na América portuguesa.



5. (UFG – 2006) No período da União Ibérica (1580-1640), o domínio espanhol sobre Portugal provocou também mudanças político-econômicas importantes no império colonial português. Explique uma das mudanças ocorridas na América portuguesa, resultante da dominação espanhola.

resposta da questão 5:
Proibição do comércio com os holandeses e sua posterior invasão ao território brasileiro.

(G1) Leia o trecho e responda as questões 6 e 7.

Na Antiguidade durante o reinado de Ciro I (559-529 a. C.), os persas construíram um vasto império e governaram diferentes povos, adotando uma política que respeitava as diferenças culturais e religiosas.
Sobre o Império Persa:

6. Conceitue satrapias.

resposta da questão 6:
As satrapias eram províncias do Império Persa, cuja administração civil e militar era confiada aos nobres escolhidos; não obstante, tais satrapias eram vigiadas por funcionários reais ("os olhos e ouvidos do rei"), que percorriam as províncias fiscalizando a ação dos dirigentes. 


7. Identifique dois fatores que contribuíram para a decadência do Império Persa. 

resposta da questão 7:
A disputa pela hegemonia comercial nos mares Egeu e Negro e, apoiado por seus aliados fenícios, deu início às Guerras Médicas, sendo derrotados pelos atenienses na batalha de Maratona. A derrocada do grande império persa teve início no reinado de Xerxes, que também foi derrotado pelos gregos (Batalha de Salamina); o fim da independência política veio com a derrota e morte de Dario III ante a investida dos gregos e macedônios, comandados por Alexandre Magno.

8. (UFPR) "O exército persa era bem visível. Mesmo assim, Alexandre avançou, em formação, com passo firme, evitando um avanço muito rápido que pudesse afetar a linha de ataque, deixando flancos em aberto. (...) Alexandre à frente de suas tropas, no flanco direito, correu, colocando toda a atenção na velocidade de ataque". "A cavalaria persa, diante dos tessálios de Alexandre, iniciada a batalha, decide atacar violentamente os tessálios. A cavalaria atacava com grande furor e os persas foram superados quando souberam que os mercenários gregos estavam sendo destroçados pela infantaria macedônica e que o próprio Dario estava em debandada. Este foi o sinal para a fuga generalizada e aberta. Os cavalos com equipamento pesado sofreram particularmente e os milhares de homens que fugiam em pânico, desordenados, buscando a fuga nas trilhas e nas elevações locais, morreram pela ação do inimigo (...)".
 (ARRIANO, "A Batalha de Íssus". 2, p. 10-11.)
Os trechos apresentados são dois momentos distintos da narrativa de Arriano sobre a Batalha de Íssus, em que Alexandre, o Grande venceu o general persa Dario em 333 a.C. A partir desses relatos de Arriano, é correto afirmar:
a) As guerras na Antiguidade exigiam pouca participação pessoal dos comandantes nos combates travados, como se evidencia nos relatos de Arriano.
b) No texto de Arriano, há uma valorização da figura de Alexandre perante a de Dario, para reforçar as virtudes morais e militares do general macedônico.
c) Arriano desconhecia as estratégia e práticas de guerra da época de Alexandre, elaborando apenas uma ficção a respeito das batalhas.
d) Essa vitória sobre Dario teve pouca repercussão nas conquistas do jovem Alexandre.
e) Na Antiguidade  as guerras não desempenhavam papel significativo nas relações políticas.


resposta da questão 8:[B]
Comentário da questão:

A alternativa correta é a letra A. Podemos perceber que Arriano descreve Alexandre como um grande herói e estrategista, ao contrário de Dario que estaria fugindo da batalha. Essa questão exige uma leitura atenta do texto, pois podemos perceber que a  pergunta é “A partir desses relatos de Arriano”, logo ela se limita aos relatos e não a um conhecimento específico sobre  a batalha de Alexandre com os persas.

9. (UFPI)  Dentre os povos da Antiguidade Oriental, um se destacou como de exímios navegadores e excelentes comerciantes. Eram os fenícios, cuja principal contribuição legada às civilizações posteriores foi o alfabeto fonético.  A respeito da sociedade fenícia podemos afirmar corretamente que:
a) a Fenícia desconhecia centralização do poder, pois era formada por cidades-estados que tinham ampla autonomia política, econômica, religiosa e administrativa.
b) a independência política das cidades-estados fenícias foi possível, durante séculos, pelas alianças estabelecidas com os romanos que, por sua vez, faziam frente à expansão persa.
c) os extensos vales situados entre as montanhas e o mediterrâneo possibilitaram o grande desenvolvimento da agricultura e do pastoreio e, consequentemente, do comércio.
d) de todas as criações fenícias, a mais importante foi a caravela, posteriormente aperfeiçoada pelos gregos.
e) a grande e original contribuição dos fenícios para a história da civilização foi a introdução das vogais no alfabeto criado pelos gregos e romanos, o que veio tornar a comunicação mais fácil e rápida.


resposta da questão 9:[A]
Comentario da questão:

Os fenícios eram uma antiga civilização que se estabeleceu onde hoje ficam o Líbano e partes da Síria e de Israel. Calcula-se que eles chegaram a essa região por volta do século 30 a.C., mas os historiadores ainda não conseguiram precisar de onde eles teriam partido - especula-se apenas que de algum ponto do golfo Pérsico. Ao longo da costa do mar Mediterrâneo e em ilhas da região, os fenícios montaram várias cidades-estados independentes, como Biblos, Tiro e Tripolis.

10. (UFPE) Ao estudarmos os povos antigos, aprendemos acerca da sua cultura, das suas práticas sociais e políticas e da sua atividade econômica. Os fenícios, por exemplo, se destacaram pela atividade comercial e pela criação do alfabeto.
( ) A criação do alfabeto entre os fenícios está relacionada à atividade religiosa. Esses povos nos legaram muitos documentos religiosos que comprovam a estreita relação entre a escrita e a religião.
( ) O comércio desenvolvido pelos fenícios era terrestre. Além do mais, a insegurança das embarcações antigas fazia com que eles privilegiassem as curtas viagens em que os riscos eram reduzidos.
( ) Os fenícios foram considerados os maiores navegadores da Antiguidade, em razão do intenso comércio marítimo que desenvolveram. Esta prática econômica possibilitou que dominassem amplamente a navegação de longa distância.
( ) O alfabeto fenício, em razão de ser voltado para a atividade comercial, não teve qualquer influência entre os povos da Antiguidade. Era formado de caracteres próprios, impossíveis de serem utilizados para as atividades cotidianas.
( ) A criação do alfabeto pelos fenícios está relacionada à atividade comercial. A necessidade de registrar as atividades comerciais com os diferentes povos fez com que a escrita deixasse de ser uma atividade de especialistas, como no Egito antigo.



resposta da questão 10: F-F-V-F-V
comentário da questão:

Uma das mais notáveis invenções do homem, o alfabeto pode ser definido como um “sistema de sinais capazes de exprimir os sons elementares da língua”. O Alfabeto fenício possui 22 letras consonantais, escritas em linhas horizontais da direita para a esquerda.
0 0 A criação do alfabeto fenício está ligada à atividade comercial.
1 1 Os fenícios eram hábeis navegantes e as principais rotas do seu comércio eram marítimas. Comercializavam por todo o litoral do Mar Mediterrâneo e algumas rotas do litoral atlântico europeu.
2 2 - Aproveitando-se de sua posição geográfica bastante favorável, os fenícios orientavam sua vida para o comércio e para a navegação, constituindo poderosa frota mercante que levava os seus produtos aos mais longínquos lugares.
3 3 - O alfabeto fenício deu origem aos seguintes alfabetos: hebraico, árabe, grego, etrusco e latino. Foram os gregos que acrescentaram as vogais.
4 4 - Tal iniciativa deveu-se, antes de tudo, ao grande desenvolvimento da atividade mercantil, bem como à fundação de inúmeras colônias, o que tornou imperativa a adoção de um sistema gráfico de comunicação, único e de fácil compreensão.

domingo, 23 de março de 2014

Simulado II (primeiro bimestre 2014)


Simulado 2 Terceiro ano
História
Conteúdo programático: A plantation escravista


QUESTÃO 31
(ENEM 2012) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Senhor padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & Irmão, 1951 (adaptado).

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e
a) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.
b) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.
c) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.
d) o papel dos senhores na administração dos engenhos.
e) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.



RESPOSTA DA QUESTÃO 31:[E]
Comentário da questão:
O Padre Antonio Vieira – o maior orador sacro da língua portuguesa – estabelece um paralelismo entre a Paixão de Cristo e o sofrimento dos escravos nos trabalhos da produção de açúcar no Brasil Colônia. E, embora demonstre compaixão pelos maus tratos infligidos aos cativos, o jesuíta encerra sua fala conclamando os negros a ter paciência, pois sua resignação os aproximaria ainda mais do martírio de Jesus. Ou seja, os métodos de trabalho vigentes são criticados duramente, mas o sistema escravista acabava sendo admitido.


QUESTÃO 32
(ENEM 2012) Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião.
Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos.
SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado).


Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a
a) formação de uma identidade cultural afro-brasileira.
b) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.
c) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.
d) manutenção das características culturais específicas de cada etnia.
e) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.



RESPOSTA DA QUESTÃO 32:[A]
Comentário da questão:
 A alternativa corrobora as afirmações do texto, nas quais o brasilianista Robert Slenes detecta, entre os escravos negros trazidos para o Brasil, o surgimento de uma identidade cultural forjada por sua própria condição de escravos. Essa unidade africana  se sobrepôs às diferenças etno-culturais das diversas populações transplantadas do continente negro para o Brasil.


QUESTÃO 33
(UFSCAR) Por sua vez, Caio Prado Jr., em sua obra clássica, Formação do Brasil Contemporâneo, via o recurso ao trabalho africano como uma “exigência” da colonização europeia nos trópicos ao lado da grande propriedade monocultural; o trabalho forçado e, por conseguinte, o tráfico enquadravam-se ao sentido da colonização. Aprofundando a análise de Caio Prado Jr., Fernando Novais relacionou a escravidão e o tráfico de escravos ao processo de acumulação primitiva de capitais na Europa. O tráfico de africanos controlado pelo capital mercantil metropolitano era, ao lado do exclusivo, um dos elementos fundamentais da acumulação exógena, já que garantia a transferência para a Metrópole do excedente econômico produzido pelo braço cativo na América.
(Gustavo Acioli e Maximiliano M. Menz. Hierarquias continentais e economia mundo. In: www.gpepsm.ufsc.br)

O fragmento discute as razões para
a) a substituição do escravo indígena pelo africano.
b) o fracasso da política mercantilista no Brasil colonial.
c) a proibição do tráfico negreiro pela Inglaterra.
d) o avanço da liberalização econômica na colônia.
e) a antecipação dos movimentos abolicionistas no Brasil.



RESPOSTA DA QUESTÃO 33:[A]
Comentário da questão:
Temos no enunciado da questão alguns fatores que explicam a substituição da mão de obra escrava indígena pela importação de mão de obra escrava proveniente do continente africano, em virtude de o tráfico negreiro ser uma atividade altamente lucrativa que proporcionou a acumulação primitiva de capitais por parte de algumas nações europeias.


QUESTÃO 34
(UFSCAR) Observadores jesuítas estimaram em 300 mil o número de índios capturados apenas nas missões do Paraguai. (...) muitos foram vendidos como escravos em São Vicente e principalmente no Rio de Janeiro, onde a produção de açúcar desenvolveu-se ao longo do século XVII. (...) Devemos também levar em conta a conjuntura de escassez de suprimento de escravos africanos, entre 1625 e 1650 (...). Não é uma simples coincidência que naqueles anos tenha ocorrido uma ativação das bandeiras.
(Boris Fausto. História do Brasil)

A conjuntura de escassez de escravos africanos, a que se refere o texto, ocorreu por ocasião do episódio
(A) da Guerra da Cisplatina.
(B) da Revolução Liberal do Porto.
(C) da invasão napoleônica à metrópole portuguesa.
(D) dos movimentos nativistas no Brasil Colonial.
(E) das invasões holandesas no Nordeste do Brasil.



RESPOSTA DA QUESTÃO 34:[E]
Comentário da questão: 


Durante o domínio holandês, o fornecimento de escravos africanos para a América Portuguesa ficou seriamente comprometido em razão do controle dos mercados fornecedores de escravos no litoral africano, exercido pelos Países Baixos, Uma alternativa para a carência de mão de obra escrava africana foi a substituição pelos índios "ladinos", ou seja, aqueles já acostumados ao trabalho sistemático, principalmente nas lavouras, como era o caso dos  indígenas dos aldeamentos jesuíticos.





Sociologia
Conteúdo Programático: Globalização

QUESTÃO 45

(MACKENZIE) 
A crise imobiliária norte-americana, que despontava desde 2006, deu origem a uma crise de crédito que afeta o mercado em escala global, observada principalmente em 2008, já que as relações econômicas do mundo atual baseiam-se em relações de interdependência. Comparadas, a crise mundial vivida entre 1929-1934 e a atual, assinale a alternativa que NÃO apresenta característica comum a ambos os momentos.

a) A confiança, depositada por grande parte da população norte-americana, no crescimento econômico do país, em ambos os momentos, levou a sociedade a consumir cada vez mais.
b) Tanto a cotação das ações de empresas norte-americanas nas Bolsas de Valores, em 1929, quanto os títulos hipotecários repassados no mercado nos últimos anos, não apresentavam o seu valor real de mercado.
c) Em épocas de recessão aguda, o governo norte-americano perde grande parte de sua capacidade de importar produtos, prejudicando o comércio internacional.
d) Nos dois momentos, assistimos a uma crise de liquidez do mercado, necessitando, em ambos os casos, da intervenção do governo para reerguer a economia
e) Em 1929, os Estados Unidos eram a nação mais próspera do mundo, não existindo nenhum problema social, diferente da atualidade, em que a crise vai atingir exclusivamente os imigrantes ilegais que trabalham e vivem no país.


RESPOSTA DA QUESTÃO 45:[E]
Comentário da questão:
Em 1929, quando ocorreu o "crack" da Bolsa de Valores de Nova York, os EUA eram a nação mais próspera do planeta, consolidando o chamado "american way of life", não obstante haviam inúmeros problemas sociais no país, afinal nem toda a população estava incluída nessa fase de prosperidade. A crise desencadeada pela bolha imobiliária em 2008 espalhou-se pelo mundo devido à interdependência de mercados na economia mundializada.

QUESTÃO 46
(UESPI) Os eventos mundiais consagram as novas tecnologias  e transformam a sociedade numa aldeia global.  Mobilizam-se investimentos fabulosos e há disputas  entre as multinacionais. A Copa do Mundo (2010), na África do Sul, por exemplo, provocou:
1) o desenvolvimento econômico dos africanos e de seus programas contra a miséria e o analfabetismo.
2) o fim dos preconceitos sociais, com uma melhor distribuição dos lucros nas empresas e nas comunidades negras.
3) a divulgação de meios de comunicação sofisticados, garantindo transmissões esportivas de alta qualidade.

 Está(ão) correta(s):
A) 1, 2 e 3
B) 1 apenas
C) 2 apenas
D) 3 apenas
E) 1 e 2 apenas

RESPOSTA DA QUESTÃO 46:[D]
Comentário da questão:
Competições esportivas de grande magnitude, tais como, a Copa do Mundos e os Jogos Olímpicos são transmitidos em tempo real para todo o planeta, e por esta razão necessitam de tecnologia da informação avançadas para alcançar seus objetivos.

terça-feira, 18 de março de 2014

Correção da P2 de História do 1º bimestre (Segunda série 2014)


Confira a correção da P2 de História do primeiro bimestre
(Segunda série  do Ensino Médio 2014)

Foto: Inscrições para o Sisutec começam nesta segunda-feira: http://abr.ai/1hsE6Mw  Período de inscrição vai até o dia 21 deste mês. Neste ano, o sistema oferece mais de 290 mil vagas em todo o país.
1. (Unesp) Leia os versos e responda.
Por subir Pedrinho ao trono,
Não fique o povo contente;
Não pode ser coisa boa
Servindo com a mesma gente.

Quem põe governança
Na mão de criança
Põe geringonça
No papo de onça.
(Versos anônimos. In Lilia Moritz Schwarcz, "As barbas do imperador")

a) A qual episódio da história brasileira os versos fazem referência?
b) Indique duas características do sistema político vigente no Segundo Reinado.

resposta da questão 1:
a) O Golpe da Maioridade.

b) Alternância no poder dos Partidos Liberal e Conservador – ambos ligados à elite dominante; a partir de 1847, vigência do “parlamentarismo às avessas”, caracterizado pelo predomínio do Poder Moderador.



2. (FUVEST 2001) Sobre a Guerra do Paraguai (1864-1870), fundamentalmente desencadeada por razões geopolíticas regionais, responda:

a) Quais as divergências e alianças políticas existentes entre os países nela envolvidos?
b) Qual o seu resultado em termos de poder estratégico regional?


resposta da questão 2:

a) A região que hoje compõe o Paraguai, a Argentina e o Uruguai fazia parte, na época colonial, do vice-reino do Prata.
Contudo, a emancipação política dessa região, no início do século XIX, resultou na sua fragmentação e consequente formação de repúblicas autônomas e independentes. A nova situação gerou, contudo, agudos contrastes: Buenos Aires, em nome do “unitarismo portenho”, pleiteava o retorno à situação geo-espacial do antigo vice-reino, sob um único poder central republicano. Entretanto, contra o “unitarismo” colocavam-se os desejos autonomistas do Paraguai e, em menor escala, dos colorados de Montevidéu  As pretensões de Buenos Aires não agradavam também ao Brasil, interessado na fragmentação platina e na livre utilização da rede hidrográfica integrada pelos rios Uruguai, Paraguai e Paraná. Não obstante, o modelo econômico auto-sustentado que se praticava no Paraguai desde a independência, incomodava tanto a Argentina quanto o Brasil. Alheio às rivalidades entre os dois grandes da América do Sul, o Paraguai emergia como potência regional respeitável, autonomizada e auto-suficiente, à margem da ordem mundial dominada pela Inglaterra. Não será outra a razão pela qual a Inglaterra tomará posição favorável a formação da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra a experiência político-econômica do Paraguai de Francisco Solano Lopes.

b) A Guerra do Paraguai resultou num quadro adverso. Os países vencedores saíram da guerra atolados em dívidas contraídas junto aos bancos ingleses. Quanto ao Paraguai, terminado o conflito, metade de seu território foi incorporado pelo países da Aliança. Da “República Guarani” desapareceram as tarifas alfandegárias, os fornos de fundição, os rios fechados ao livre comércio, a independência econômica. O capital inglês penetrou no Paraguai, firmou sua hegemonia em todo o território, incorporando-o à ordem mundial de predomínio inglês.


3. (UERJ) (...) A imprensa de todo o Império revela que o espírito público vai-se esclarecendo, e que os brasileiros em sua maioria já se vão convencendo que da monarquia não podem esperar a salvação do país.
Venha pois a república e quanto antes. Venha a república sem revolução armada, sem derramamento de sangue de irmãos, venha ela do triunfo das idéias democráticas da grande maioria do país, e da profunda convicção de que a monarquia é incapaz de salvar o país.
(Adaptado do jornal A República - propriedade do Club Republicano de São Paulo. 08 de dezembro de 1870, nº 3, ano I.)

As décadas de 1870 e 1880 assistiram a um afastamento do Estado Imperial em relação às suas bases
de sustentação e foram marcadas pelo crescimento do ideal republicano. Contudo, a República esperada não tinha o mesmo significado para todos os republicanos.
a) Cite um dos segmentos sociais que serviram de sustentação à monarquia brasileira e explique o
motivo do afastamento desse segmento em relação à sorte do Império.
b) Enumere duas características da República idealizada pela elite agrário-exportadora.


resposta da questão 3:
a) – Clero. Afastou-se da Monarquia a partir da Questão Religiosa, quando dois bispos chegaram a ser condenados à prisão.
– Militares do Exército. A pretensão dos militares a participar da vida política, após a Guerra do Paraguai, e a rejeição dos políticos civis a essa participação levaram muitos oficiais de escalão médio e inferior a aderir às ideias positivistas e republicanas.
– Aristocracia escravista. Sentindo-se prejudicados pelo governo imperial, que abolira a escravidão sem indenizá-los, os ex-proprietários de escravos (notadamente os cafeicultores do Vale do Paraíba) passaram a apoiar as ideias republicanas.

b) República Federativa (autonomia dos estados) e laica (separação entre Igreja e Estado).



4. (FUVEST) Historicamente o primeiro passo para o advento do Parlamentarismo no Brasil ocorreu na época do Império com:
a) a Constituição outorgada em 1824.
b) a criação da Presidência do Conselho de Ministros por D. Pedro II.
c) a abdicação de D. Pedro I.
d) a declaração da Maioridade.
e) a dissolução da Assembleia Constituinte em 1823.



resposta da questão 4:[B]
Comentário da questão:
O Gabinete do Império Brasileiro consistia na formação do Gabinete Ministerial durante o Segundo Reinado de D. Pedro II. O Imperador nomearia o Presidente do Conselho, que nomearia os demais ministros. D. Pedro II criou em 1847 o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, equivalente a primeiro-ministro, entretanto sem ser o mesmo chefe de governo.



5. (UPE) Analise a charge a seguir:

A charge de Bordallo Pinheiro, publicada em 1875, mostra o imperador D. Pedro II sendo castigado pelo Papa em clara alusão à chamada questão religiosa. Sobre esse episódio do final do regime monárquico no Brasil, é CORRETO afirmar que
a) a tensão entre Estado e Igreja não contribuiu para a crise da monarquia no Brasil.
b) a origem da questão foi a não determinação de expulsão de maçons das irmandades religiosas por D. Pedro II, descumprindo determinação papal.
c) apesar da opinião pública contrária, o imperador manteve na prisão, até o cumprimento total da pena, 
os dois bispos por não acatarem suas determinações.
d) na província de Pernambuco, as determinações de D. Pedro II foram postas em prática pelo bispo de 
Olinda.
e) após o incidente, a Igreja passou a condenar oficialmente a prática da escravidão negra no Brasil.


resposta da questão 5:[B]
Comentário da questão:
A questão religiosa foi um conflito ocorrido no Brasil na década de 1870 que, tendo iniciado como um enfrentamento entre a Igreja Católica e a maçonaria, acabou se tornando uma grave questão de Estado. Suas causas podem ser traçadas desde muito tempo antes, fundadas em divergências irreconciliáveis entre o catolicismo ultramontano, o liberalismo e o regime do padroado.
A questão evoluiu centrada na atuação de dois bispos, Dom Vital e Dom Macedo Costa, ardentes defensores do catolicismo ultramontano. Baseando-se em ordenações papais não aprovadas pelo Império, ao interditarem irmandades sob sua jurisdição, por manterem elas em seu seio membros maçons, e negando-se a levantar os interditos após ordem expressa do governo, já que tais associações eram regidas também pelo poder secular, julgou-se que feriram a Constituição do Império e incorreram em culpa de desobediência civil, sendo presos e condenados a trabalhos forçados. Pouco tempo depois foram anistiados, mas isso não aplacou o acérrimo debate público que se desencadeou a respeito da união entre Igreja e Estado, ao contrário, o problema permaneceu em discussão agregando outros elementos ideológicos e sociais e facções cada vez mais extremadas, enfraquecendo a autoridade e o prestígio da monarquia. Por isso a questão religiosa é considerada um dos momentos mais marcantes do Segundo Reinado e um dos fatores que precipitaram a queda do regime monárquico brasileiro, mas sua análise permanece controversa. Com o advento da República formalizou-se a separação entre os poderes religioso e secular.



6. (UFV) Leia o texto.
"(...) Aqueles que vivem atormentados com a preocupação de como ganhar decentemente sua subsistência, ou aqueles que, com seu trabalho, mal conseguem levar uma vida confortável, procederão bem se vierem para este lugar, onde qualquer homem, seja quem for, que esteja disposto a enfrentar moderados esforços, tem assegurada uma existência bastante confortável e está a caminho de elevar sua fortuna muito além do que ousaria imaginar (...) Que nenhum homem se preocupe com a idéia de ser um servo durante quatro ou cinco anos (...). É preciso considerar, então, que assim que seu tempo terminar possuirá terra. (...) Portanto, todos os artífices, carpinteiros, construtores de veículos, marceneiros, pedreiros, ferreiros ou diligentes agricultores e lavradores (...) devem levar em consideração o assunto."
(Perdição de um imigrante europeu do séc. XVII. Apud "Coletânea de Documentos de História da América". São Paulo: CENEP, 1978.)

O processo de colonização inglesa na América instituiu, nas treze colônias, perceptíveis diferenças entre as do norte e as do sul. Elenque as diferenças entre elas no que se refere às relações de trabalho e à produção  agrícola.


resposta da questão 6:
Colônias do norte (Povoamento): economia diversificada. A agricultura era praticada no regime de pequena propriedade e a atividade comercial era intensa, o que promoveu o nascimento de várias cidades e a intensificação da vida urbana. Os puritanos compunham a maioria da população local. Eles definiram bases rígidas para a conduta moral e religiosa na colônia, chegando a perseguir os não puritanos da região. Ocorreu também a utilização de trabalho livre, do tipo familiar em pequenas propriedades (minifúndios).
Colônias do sul: produção agrícola monocultora, realizada em vastas propriedades (latifúndios) com emprego de mão de obra escrava e voltada ao mercado externo. Sociedade escravista e muito desigual. 


7. (UFSCAR 2001 ADAPTADA) A colonização portuguesa do Brasil e a colonização inglesa do norte e do centro da América do Norte, assim como os seus respectivos movimentos de Independência política, distinguiram-se em inúmeros aspectos.
Identifique a designação é utilizada para um e outro processo colonizador, o português e o inglês.





resposta da questão 7: 
Colonização de exploração e de povoamento, respectivamente.


8. (Unicamp 95) O mapa adiante ilustra o comércio triangular realizado pelos habitantes das colônias  do norte dos Estados Unidos, durante o período de colonização da América.

a) Observando o mapa, descreva esse comércio.
b) Explique por que outros produtos lucrativos, como o tabaco e o algodão, não participavam desse  comércio


Resposta da questão 8:
a) O comércio triangular era praticado com certa liberdade, pois não afetavam os produtos ingleses  e eram produtos de menor interesse.
b) Eram produtos importantes para a Inglaterra recaindo uma maior fiscalização.

9. (UFPR/adaptada) A América do Norte não foi colonizada ao longo do século XVI. Os empreendimentos europeus na região se restringiam a umas poucas viagens de exploração: navegadores como Cabot, Gilbert e Raleigh estiveram na parte setentrional da América, mas não estabeleceram núcleos colonizadores. No entanto, o século seguinte presenciou intensa colonização inglesa. Sobre o tema, é incorreto afirmar que:
a) O crescimento do comércio possibilitou o surgimento de companhias que se interessavam pela América.
b) Na Inglaterra, a instituição do "enclosure" (cercamento dos campos) determinou que numeroso contingente populacional deixasse de encontrar trabalho e fosse atraído para a América.
c) As perseguições religiosas desestimulavam e até dificultaram o deslocamento de heréticos para a América.
d) Os ingleses não foram os únicos a participar do empreendimento colonizador; os holandeses, franceses e suecos também deixaram a Europa em busca de novos horizontes. 
e) Muitos imigrantes possuíam recursos para custear a viagem; outros, no entanto, eram desprovidos de capital e tiveram que se sujeitar à servidão por contrato. 



resposta da questão 9:[C]
Comentário da questão:
Na Inglaterra, as divergências religiosas entre várias igrejas cristãs provocaram inúmeros conflitos. A Igreja Anglicana, a oficial perseguir violentamente a minoria dissidente de religiosos que se opunham ao protestantismo anglicano. Embarcar para a América se constituía numa maneira de escapar da perseguição religiosa e, ao mesmo tempo, começar uma nova vida, livre da opressão. Para eles, A América representava de fato, o "Novo Mundo".


10. (CESGRANRIO) Durante o séc. XVII grupos puritanos ingleses perseguidos por suas ideias políticas (antiabsolutistas) e por suas crenças religiosas (protestantes calvinistas) abandonaram a Inglaterra, fixando-se na costa leste da América do Norte, onde fundaram as primeiras colônias. A colonização inglesa nessa região foi facilitada:
a) pela propagação das ideias iluministas, que preconizavam a proteção e respeito aos direitos naturais dos governados.
b) pelo desejo de liberdade dos puritanos em relação à opressão metropolitana.
c) pelo abandono dessa região por parte da Espanha, que então atuava no eixo México-Peru.
d) pela possibilidade de explorar grandes propriedades agrárias com produção destinada ao mercado europeu.
e) pela consciência política dos colonos americanos, desde logo, treinados nas lutas coloniais.



resposta da questão 10:[B]
Comentário da questão:
Os puritanos ingleses trocaram a Inglaterra pelo sonho de construir na América uma nova vida, livre da opressão metropolitanas e das perseguições religiosas, além das dificuldades econômicas que enfrentavam em seu país de origem.


sábado, 1 de março de 2014

Correção do Simulado 1 do primeiro bimestre


Confira a correção comentada do Simulado  1 Primeiro Bimestre
Foto: Paulinha.....olha sua foto no simulaenem....


HISTÓRIA DO BRASIL
1ª SÉRIE


QUESTÃO 28 
(ENEM 2013) De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salva esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.

A carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:

a) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.
b) Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.
c) Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.
d) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.
e) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.


resposta:[A]

Comentário da questão:
No trecho da carta de Pero Vaz de Caminha está evidente a valorização do projeto de catequese dos índios, especialmente na última frase em que o autor se refere à “salvação” dos nativos.





QUESTÃO 29 
(ENEM 2011) Em geral, os nossos tupinambás ficaram bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.

O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido

a) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.
b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.
c) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.
d) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.
e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.


resposta:[A]

Comentário da questão:
A questão exige que o candidato perceba, através da leitura do texto inicial, as diferentes relações que indígenas e europeus estabeleciam com a exploração de pau-brasil. Os índios que utilizavam a madeira principalmente como lenha, não compreenderam o interesse comercial dos europeus pelo pau-brasil.



QUESTÃO 30
(ENEM 2011) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.
(CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996)

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de

a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.
b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.
c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.
d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.
e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.

Resposta: [A]

Comentário da questão:

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o papel da colônia é o de possibilitar o enriquecimento da metrópole (acúmulo primitivo de ouro e prata), oferecendo a ela produtos economicamente viáveis para serem comercializados nos mercados europeus.
O açúcar, como afirma o enunciado, era uma especiaria muito relevante para esse comércio, por ser valorizado e procurado em muitos mercados europeus. A fácil adaptação da cana ao solo e clima brasileiros facilitou seu cultivo, principalmente no Nordeste do Brasil, possibilitando lucros muito vantajosos para a metrópole 
Portugal.



2ª SÉRIE


QUESTÃO 31
(ENEM 2013)
As imagens, que retratam D. Pedro I e D. Pedro II, procuram transmitir determinadas representações políticas a cerca dos dois monarcas e de seus contextos de atuação. A ideia que cada imagem invoca é, respectivamente:
a) Habilidade militar – riqueza pessoal
b) Liderança popular – estabilidade política
c) Instabilidade econômica – herança europeia
d) Isolamento político – centralização do poder
e) Nacionalismo exacerbado – inovação administrativa

resposta:[B]

Comentário da questão:
O aluno deveria associar as imagens aos distintos contextos históricos. Na primeira imagem verifica-se D. Pedro I proclamando a independência como um líder popular. Já na segunda imagem, a ideia invocada é de um monarca responsável pela consolidação da nação, pois representava o poder central e congregava os interesses da elite política.


QUESTÃO  32
(UEL) "...valorizava-se novamente o município, que fora esquecido e manietado durante quase dois séculos. Resultava a nova lei na entrega aos senhores rurais de um poderoso instrumento de impunidade criminal, a cuja sombra renascem os bandos armados restaurando o caudilhismo territorial (...). O conhecimento de todos os crimes, mesmo os de responsabilidade (...), pertencia à exclusiva competência do Juiz de Paz. Este saía da eleição popular, competindo-lhe ainda todas as funções policiais e judiciárias: expedições de mandatos de busca e sequestro, concessão de fianças, prisão de pessoas, ..."

Em relação ao período regencial brasileiro, o texto refere-se
a) ao Ato Adicional.
b) à Lei de Interpretação.
c) ao Código de Processo Criminal.
d) à criação da Guarda Nacional.
e) à instituição dos Conselhos de Províncias.

resposta:[C]

Comentário da questão:
O primeiro Código de Processo Criminal brasileiro foi sancionado após a abdicação de D. Pedro I, em 29 de novembro de 1832.Consistia na maior autonomia dos proprietários rurais das províncias, que podiam escolher seus representantes políticos: os juízes de paz, que eram a autoridade judiciária do município.



QUESTÃO 33
(UNICAMP SIMULADO 2011)  Desde 1835 cogitava-se antecipar a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.

(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91.)

No período regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam ameaçadas porque
a) a ausência de um governo central forte causara uma crise econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento da criminalidade. 
b) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole. 
c) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no trono permitia questionamentos ao governo central, levando ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia por parte das elites provinciais. 
d) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república. 
e) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república. 

resposta:[C]

Comentário da questão:
Todo o conjunto de imagens referentes a Pedro II – uma vasta iconografia oficial onde se destacam telas a óleo e fotografias, abarcando praticamente toda a vida do monarca – destaca os mesmos elementos principais: aos habituais códigos de representação da realeza (cetro, coroa, traje, trono, postura, etc.) soma-se um imperador precocemente envelhecido, sempre estático, numa atitude sóbria e repousada, em nítida oposição ao pai (cuja figuração usual consistia no cavaleiro de gestos impetuosos e assomos de vontade). Símbolo da unidade da nação – particularmente no contexto conturbado dos anos 1830-1840, da crise das regências à consolidação do Segundo Império –, o jovem monarca converteu-se no fiador da ordem, árbitro do sistema político que se estabeleceu em função do Poder Moderador e do famoso "parlamentarismo às avessas". Tais papéis exigiam, em lugar do aventureiro voluntarioso, o sereno e maduro filho que, na linguagem visual, acabava por parecer mais velho que o próprio pai.




QUESTÃO 34
(ENEM 2010) Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos "barões do café", para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.

O contexto do Período Regencial foi marcado
a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia. 
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central. 
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida. 
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos "barões do café". 
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.


resposta:[E]

Comentário da questão:


O Período Regencial (1831-1840) foi marcado por enorme convulsão política, econômica e social. Em todo o país eclodiram várias revoltas, como a cabanagem, a Sabinada, a Farroupilha, em que a população demonstrava enorme insatisfação com a ordem vigente. No campo político, a regência era alternada entre liberais moderados e exaltados que não conseguiam estabelecer a paz no país devido as suas lutas partidárias. No campo econômico, a expansão da lavoura de café fazia com que a nova elite cafeeira pressionasse o governo pela manutenção das velhas instituições como a escravidão.





3ª SÉRIE
QUESTÃO 31
(UFF 2012) Em outubro de 1994, embalado pelo sucesso do Plano Real, Fernando Henrique Cardoso foi eleito Presidente da República. Em seu discurso de despedida do Senado, se comprometia a acabar com o que denominava “Era Vargas”:
“(...) Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma página virada na história do Brasil. Resta, contudo, um pedaço do nosso passado político que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas.”
(14/12/1994)

O presidente eleito governou o Brasil por dois mandatos, iniciando a consolidação da política neoliberal no país, principiada pelos presidentes Collor e Itamar Franco. Sobre os dois mandatos (1995-2002), pode-se afirmar que se caracterizam
a) pela manutenção do poder aquisitivo dos que se aposentavam; estabelecimento do monopólio nacional sobre as telecomunicações, através das empresas estatais; e nacionalização do sistema financeiro.
b) pelo elevado crescimento econômico, com média anual de cerca de 5% ao ano; grande investimento em infraestrutura e educação; distribuição de renda; e aumento da capacidade econômica do Estado.
c) pela política social de inclusão, com a criação da Bolsa Família; facilitação do ingresso de carentes na Universidade; restrição aos investimentos estrangeiros; e elevados incentivos à agricultura familiar.
d) pelo rompimento com a política econômica originada pelo “Consenso de Washington”; consolidação do sistema financeiro estatal; e reforço da legislação trabalhista gestada na primeira metade do século XX.
e) pelo limitado crescimento econômico; privatização das empresas estatais; diminuição do tamanho do Estado; e apagão energético, que levou ao racionamento e ao aumento do custo da energia.

resposta:[E]

Comentário da questão:

 A política de estabilidade e da continuidade do Plano Real foi a principal bandeira da campanha eleitoral de 1998 para a reeleição de FHC. Ele foi reeleito já no primeiro turno. Promoveu inúmeras privatizações em setores como telecomunicações, distribuição de energia elétrica, mineração e financeiro. Essas privatizações eram contestadas por sua oposição, principalmente do PT .
Ao longo de seu mandato presidencial a economia brasileira se manteve estável, em consequência do controle da inflação conseguido com o Plano Real.

QUESTÃO  32
(UFRRJ) Desde o início dos anos 90 o Brasil vem experimentando os efeitos das políticas adotadas pelos Governos Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. As principais características deste modelo político, considerado por muitos como neoliberal, são
a) o pleno emprego e o desenvolvimento econômico, com base nos investimentos estatais e nas parcerias com o setor financeiro.
b) o controle da inflação e da dívida pública, a partir da redução dos impostos, da negociação da dívida externa e da elevação salarial.
c) a redução da interferência do Estado na economia (Estado-mínimo), a abertura ao capital externo e às privatizações, além da redução de gastos do Estado, através de reformas constitucionais.
d) os investimentos exclusivos na política de bem-estar social, expressos nos assentamentos dos Sem Terra e na Ação da Cidadania Contra a Fome, privilegiando a redistribuição de renda e a permanência do homem no campo.
e) a valorização das organizações dos trabalhadores, visando construir parcerias na luta contra o desemprego.

resposta:[C]

Comentário da questão:
O Estado mínimo ou Estado minarquista é um termo derivado das consequências do pensamento oriundo da Revolução Americana, que prega o liberalismo. O Estado de intervenção mínima cuidava apenas da segurança e justiça, deixando o provimento de serviços aos indivíduos e empresas por eles contratadas. Mas após as Grandes Guerras e toda as mortes promovidas por diversos Estados, os governos começaram a estatizar e controlar os sistemas de saúde e educação entre outros serviços devido a diversos movimentos sociais que pediam por mais Intervenção Estatal.


QUESTÃO 33
(PUC) Leia os textos.
"A crise econômica recente no Brasil demonstra que qualquer país está ameaçado por turbulências informativas e movimentos especulativos nos mercados financeiros globais."
(Manuel Castells. "Folha de S. Paulo", 23/05/99. Cad. Mais, p. 5)

"(...) uma crise aguda da economia brasileira seria transmitida a toda a América Latina e provocaria uma catástrofe nos Estados Unidos, que destinam 20% de suas exportações a essa região. A Europa, evidentemente, também não seria poupada por uma crise geral da economia. Foi menos o futuro do Brasil do que o medo de uma tal crise mundial que mobilizou uma ajuda internacional considerável para livrar o país dos apuros."
(Alain Touraine. "Folha de S.Paulo". 31/01/99. Cad. Mais. p. 5)


O Plano Real, adotado pelo Governo de Itamar Franco, em 1994, contribuiu para a eleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso. No início de 1999, o Plano Real sofreu uma crise que fez cair os índices de popularidade do Presidente. De acordo com os textos, essa crise estava relacionada, principalmente,
a) à fuga de capitais ocorrida no final de 1998, que provocou uma redução nas divisas e a desvalorização cambial.
b) aos conflitos entre Brasil e Argentina, na definição das taxas alfandegárias para importação/exportação de alimentos.
c) aos baixos investimentos do Governo nas áreas sociais, especialmente na saúde, educação e moradia.
d) à falta de decisão política do Governo para enfrentar os problemas decorrentes da baixa oferta de trabalho.
e) ao retorno do processo inflacionário com a consequente adoção da política de indexação da economia.

RESPOSTA:[A]

Comentário da questão:
O Plano Real foi um programa brasileiro com o objetivo de estabilização e reformas econômicas, iniciado oficialmente em 30 de julho de 1994 com a publicação da Medida Provisória nº 434 no Diário Oficial da União. Tal Medida Provisória instituiu a Unidade Real de Valor (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real.
O programa foi a mais ampla medida econômica já realizada no Brasil e tinha como objetivo principal o controle da hiperinflação que assolava o país. Utilizou-se de diversos instrumentos econômicos e políticos para a redução da inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994, época do lançamento da nova moeda. A idealização do projeto, a elaboração das medidas do governo e a execução das reformas econômica e monetária contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.
O presidente Itamar Franco autorizou que os trabalhos se dessem de maneira irrestrita e na máxima extensão necessária para o êxito do plano, o que tornou o Ministro da Fazenda no homem mais forte e poderoso de seu governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se Presidente do Brasil em outubro do mesmo ano.
O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o plano de estabilização econômica mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.



QUESTÃO 34
(UFTM) A década de 1980 é comumente referida como “a década perdida”. No Brasil, ela pode ser caracterizada
a) pelos desafios políticos enfrentados e que não foram resolvidos pela ditadura militar, que seguia em vigor.
b) pela inflação e pelos vários planos econômicos fracassados, que comprometeram o desempenho do país.
c) pelo aumento do preço do barril de petróleo, que acabou comprometendo os resultados positivos do PIB.
d) pela abertura do mercado nacional para o capital externo, que acarretou sérias dificuldades à indústria nacional.
e) pela queda da produção agrícola, sobretudo no Nordeste, cujas safras foram comprometidas por desastres climáticos.

resposta:[B]

Comentário da questão:
A década perdida é uma referência à estagnação econômica vivida pela América Latina durante a década de 1980, quando se verificou uma forte retração da produção industrial e um menor crescimento da economia como um todo. Para a maioria dos países, a década de 80 é sinônimo de crises econômicas, volatilidade de mercados, problemas de solvência externa e baixo crescimento do PIB ou no caso do Brasil houve inclusive queda.
No Brasil, a década de 80 trouxe o final do ciclo de expansão vivido nos anos 70 (milagre econômico).
Possui por características grande desemprego, estagnação da economia e índices de inflação extremamente elevados. Houve também, na década perdida, perda do poder de consumo da população. Na década perdida há um aumento da dívida externa fazendo que aumente o déficit fiscal.