domingo, 27 de junho de 2010

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930
Problematização do tema
"Um charuto gigante surgiu no céu do Rio de Janeiro em maio de 1930. Era o dirigível Graf Zeppelin - a quintessência da tecnologia alemã - em sua viagem inaugural à capital do país. Para os brasileiros, no entanto, que aplaudiram incrédulos as manobras desse monstro voador de mais de 200 metros e quase 60 toneladas, era bem mais do que o primeiro voo regular entre a América Latina e a Europa. Tratava-se, isso sim, do início de novos tempos. O futuro estava à vista.
Símbolo de tudo o que se considerava moderno, o Graf Zeppelin bem que poderia servir de marco para o fim de um ciclo no Brasil. Por uma dessas coincidências que, em retrospecto, acrescentam significados insuspeitos aos eventos, sua aparição antecipou o começo de um novo período histórico."
PILAGALLO, Oscar. A história do Brasil no século XX. (1920-1940). São Paulo: Publifolha, 2002. p. 8.



A chegada do dirigível alemão ao Rio de Janeiro pode mesmo ser usada como uma simbologia para a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década - a de 1920 - que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.

Foi ao longo dessa década que se definiu claramente a reivindicação por uma legislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras. A década de 1920 foi também a conjuntura da expressão da insatisfação da sociedade brasileira com as fraudes e corrupção vigentes no sistema político-eleitoral e com a exclusão do povo da participação política desde o início da República Velha. Essas insatisfações foram canalizadas pelo movimento tenentista, pela Semana de Arte Moderna, pelo Partido Comunista Brasileiro que, criado em 1922, conseguiu mobilizar as camadas operárias.

Enfim, se a chegada do dirigível em 1930 anunciava o início de novos tempos, a sua viagem entre a Alemanha e o Rio de Janeiro era a condição necessária para o término da jornada, como o foi a década de 1920 para se chegar ao movimento de 1930.

Neste capítulo, além da turbulenta década de 1920, vamos estudar o movimento de 1930 que colocou Getúlio Vargas no poder. Poucos movimentos foram tão estudados e apresentam interpretações tão diferentes, como poderemos constatar adiante em nossos estudos.

Pense sobre o que acabou de ler.

1. Por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil?

Porque ao longo da década de 1920 se definiu claramente a reivindicação por uma ligeislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras, além disso foi durante esse período que ocorreram diversos movimentos de insatisfação em relação à política vigente na República Velha, tais como o movimento Tenentista, a Semana de Arte Moderna, a Coluna Prestes, a fundação do Partido Comunista Brasileiro e a formação da Aliança Liberal.

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Unidade 2 - A nova ordem republicana no Brasill
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Objetivos específicos do capítulo

* Reconhecer a importância da década de 1920 como a conjuntura em que se explicitaram os problemas acumulados ao longo da República Velha.

* Definir Tenentismo.

* Analisar as motivações dos tenentes para se rebelarem contra a ordem oligárquica.

* Relacionar a ideologia tenentista e os interesses das classes médias urbanas, na década de 1920.

* Analisar o impacto da criação do Partido Comunista nos movimentos populares da década de 1920.

* Definir Semana de Arte Moderna.

* Analisar a ideia de identidade nacional dos modernistas.

* Construir e/ou descontruir o conceito de identidade nacional.

* Analisar o processo histórico da formação da Aliança Liberal e do movimento de 1930.

* Apreender que a História é um discurso historiográfico construído a partir de outros discursos elaborados no passado que são as fontes documentais nas suas diversas linguagens.

* Analisar a contracultura contemporânea fazendo uma ponte com a Semana de 1922.

Esse capítulo pretende fazer a transição entre a República Velha e a nova ordem política, econômica e social instaurada pelo movimento de 1930. Como se afirmou no seu início, foi na década de 1920 que os problemas acumulados ao longo da Primeira República tornaram-se explícitos nas várias manifestações de diversos segmentos sociais brasileiros: o tenentismo, a Semana de Arte Moderna, as greves dos trabalhadores já sob hegemonia do Partido Comunista Brasileiro.

Todos esses problemas prenunciavam mudanças necessárias na República, o que acabou por acontecer em razão de uma crise política entre as oligarquias, levando à formação da Aliança Liberal, com a candidatura de Getúlio Vargas, e, com sua derrota nas urnas, ao movimento de 1930.

O que é importante nesse capítulo, além da análise dos movimentos dos anos 1920, é mostrar ao aluno as várias interpretações a respeito da Revolução de 1930. Existe uma extensa literatura sobre esse tema que apresenta inúmeras possibilidades de análise do movimento, com a participação de atores políticos diferentes, o que permite ao professor trabalhar com o aluno a constatação de que não há uma verdade absoluta na História e que as várias versões são discursos de sua época, que são as fontes utilizadas pelo historiador. É uma chance para que o aluno compreenda que ele não pode recuperar o passado, mas, sim, estudas os discursos, nas suas diversas linguagens, feito no e sobre o passado.

Nessa medida, apesar da importância da análise do conteúdo histórico específico, esse capítulo tem a função teórico-metodológica que deve ser levada em consideração.

As atividades do capítulo, distribuídas nas seções "Análise e interpretação" e "O tema em foco", tratam do Manifesto da Coluna Prestes e da marcha dos tenentes rebeldes pelo Brasil até a Bolívia; da Semana de Arte Moderna; de interpretação do Movimento de 1930, comparada a outras teses apresentadas no capítulo; da formação da Aliança Liberal; do documento de posse de Getúlio Vargas no Governo Provisório. São atividades que complementam o texto principal do capítulo e desenvolvem atividades cognitivas operacionais e globais, permitindo um eficaz processo de aprendizagem se bem conduzidas.

Na seção "Construindo habilidades e competências", sugere-se uma comparação entre os princípios da Semana da Arte Moderna, principalmente os estéticos e musicais, e os princípios dos rappers que quebram as noções de que a música deve ter uma harmonia e uma melodia.

Esse capítulo pode se beneficiar das informações muito ricas - documentos escritos, orais e iconográficos - do site www.cpdoc.fgv.br, que podem ser exibidos nas aulas expositivas com o recurso do data show, tornando as aulas mais motivadoras.

Bibliografia

BERTOLLI FILHO, Cláudio. A república velha e a revolução de 1930. São Paulo: Ática, 1999.

CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados. Escritos de história política. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1998.

DECCA, Edgar de. O silêncio dos vencidos. São Paulo: Brasiliense, 1997.

FAUSTO, Boris, org. O Brasil republicano. Estrutura de poder e economia. 1889-1930. São Paulo: Bertrand Brasil, 1989 (Coleção História Geral da Civilização Brasileira, t. III. V. 1)

FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. Brasil republicano. O tempo do liberalismo excludente. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003. v. 1.

IGLÉSIAS, Francisco. Trajetória política do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

LINHARES, Maria Yedda, org. História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1993.

PENNA, Lincoln de Abreu. República brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

VIANNA, Luiz Werneck. Liberalismo e sindicato no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

VISCARDI, Cláudia Maria Ribeiro. O teatro das oligarquias. Uma revisão da "política do café-com-leite". Belo Horizonte: C/Arte, 2001.

sábado, 26 de junho de 2010

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações
Tiradentes e a Inconfidência Mineira
Entrevista com o Professor Ricardo Carvalho sobre a figura histórica de Tiradentes e a Inconfidência Mineira.
Primeiro Ano - CNDL
Terceiro bimestre - História do Brasil
Unidade - Das Conjurações à abdicação de D. Pedro I
Capítulo 1 - Os vassalos contra a metrópole: as Conjurações



Objetivos específicos do capítulo
* Analisar o contexto da Inconfidência Mineira.
* Analisar as razões dos inconfidentes.
* Avaliar a repressão metropolitana ao movimento de Minas Gerais.
* Analisar o contexto da Inconfidência Baiana (Revolta dos Alfaiates ou dos Búzios).
* Analisar o contexto da Revolução Pernambucana de 1817.
* Analisar as razões dos revolucionários de 1817.
* Conceituar "Pátria" e "patriota" como empregado no movimento de 1817.
* Avaliar a repressão ao movimento de 1817,
* Definir a ALCA.
* Caracterizar os debates a respeito da implantação da ALCA.


Neste capítulo, são tratados três movimentos, considerados os mais importantes na chamada crise do sistema colonial: a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana (Revolta dos Alfaiates ou dos Búzios0 e a Revolução de 1817, esta última já no contexto da presença da Corte Portuguesa no Brasil.


A Inconfidência Mineira, ocorrida em Minas Gerais entre 1788 e 1789 envolveu homens poderosos da capitania, que haviam sido introduzidos na máquina administrativa da América Portuguesa pelo Marquês de Pombal, além de ricos contratadores. No capítulo, mostra-se que mesmo Tiradentes não era um homem pobre, mas um proprietário de terras e escravos. A mudança na conjuntura, com a morte de D. José I e a Viradeira em Portugal, destituiu Pombal do poder, que foi substituído por D. Maria I com planos de revigorar a opressão metropolitana na área mineradora. A chegada do Visconde de Barbacena e as arbitrariedades cometidas pelas autoridades desagradavam profundamente os vassalos, já acostumados com o andamento da máquina administrativa e o respeito aos direitos costumeiros. Dessa forma, os inconfidentes planejaram a conjuração para tornar Minas Gerais independente e se livrar da opressão exacerbada da metrópole.
Ao longo do referido capítulo, com o objetivo de fazer com que os alunos entrassem no clima da Capitania de Minas Gerais, após a chegada do Visconde de Barbacena, os autores utilizaram-se dos versos do Romanceiro da Inconfidência na seção ‘Análise e interpretação’. Nessa mesma seção, foi apresentada a justificativa dada por Tiradentes para o movimento, que reforça a ideia da opressão metropolitana. Na seção ‘O tema em foco’, examinaram-se trechos da sentença de morte de Tiradentes e o ritual de purificação pelo sal, além de uma leitura iconográfica do quadro de Cândido Portinari, ‘Despojos de Tiradentes’, que retrata a pena imposta ao réu pela sentença.
A Inconfidência Mineira teve seu ideário influenciado pela Revolução Americana. Por outro lado, a Conjuração Baiana foi influenciada pelas ideias francesas, com grande preocupação para o princípio da igualdade, ausente em Minas Gerais.
No capítulo, são analisados o contexto do movimento baiano e o processo do evento. Na seção ‘Análise e interpretação’, trabalhou-se com dois documentos: o panfleto afixado em vários locais de Salvador, exaltando a liberdade e a felicidade; e trecho do relatório de D. Fernando José com críticas que desqualificam o panfleto e os suspeitos de tê-lo escrito, além de denunciar a probabilidade de uma conspiração. Na seção ‘O tema em foco’ foi apresentado um texto de Antônia Garcia, do Instituto Búzios, que tem uma preocupação peculiar com a causa dos menos favorecidos. O texto, de certa forma, retoma algumas informações do texto principal, mas vai além, com informações bastante interessantes sobre os participantes do movimento, o que nos levou os autores do material didático a escolhê-lo.
Assim como em Minas Gerais e na Bahia, as ideias de autogoverno, fim das tiranias, as experiências revolucionárias da França e da América do Norte eram amplamente discutidas em Pernambuco. A vinda da Corte Portuguesa para o Brasil não solucionou os graves problemas que os pernambucanos enfrentavam e que faziam crescer neles um forte sentimento antilusitano. Esse movimento conseguiu a implantação de um governo republicano, com a adesão do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Novos tratamentos, nova bandeira, novos costumes foram adotados. Na seção ‘Análise e interpretação’, apresentou-se o ‘Manifesto dos pernambucanos’, dando conta da Revolução que houve em Recife e da instalação do Governo Provisório, “composto de cinco Patriotas, de diferentes classes”. Já na seção ‘O tema em foco’, foi escolhido um texto que apresenta o manifesto de adesão da Paraíba, pouco estudado, e que nos pareceu interessante.
Uma vez que as Conjurações estudadas lutaram contra a espoliação da metrópole, acreditamos ser plausível discutir, na seção ‘Construindo habilidades e competências’, o tema da ALCA. Foi construído um pequeno texto introdutório em que se situa a questão, solicitando-se ao aluno pesquisar algumas questões novas relativas ao tema, redigir um relatório e debater as conclusões em sala de aula.

Leitura Complementar
ANASTACIA, Carla. A Inconfidência Mineira. São Paulo: Ática, 1998.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. A crise do colonialismo luso na América Portuguesa. In: LINHARES, Maria Yedda, (org) História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
FRAGOSO, João L. R; FLORENTINO, Manolo. O arcaísmo como projeto. Rio de Janeiro: Diadorim, 1993.
FURTADO, João Pinto. O manto de Penélope. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.
JANCSÓ, Itsván; PIMENTA, João Paulo G. Peças de um mosaico (ou apontamentos para o estudo da emergência da identidade nacional brasileira). In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
JANCSÓ, Itsván. A sedução da liberdade: cotidiano e contestação política no final do século XVIII. In: SOUZA, Laura de Mello e, org. História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. v.1.
MAXWELL, Kenneth. Marquês de Pombal. Paradoxo do Iluminismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
MAXWELL, Kenneth. A devassa da devassa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
MAXWELL, Kenneth. Condicionalismos da Independência do Brasil. In: SILVA, Maria Beatriz Nizza, (org.) O Império luso-brasileiro 1750-1882. Lisboa: Estampa, 1986.
MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme, (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
MOTA, Carlos Guilherme. A ideia de revolução no Brasil. 1780-1801. São Paulo: Cortez, 1989.
MOTA, Carlos Guilherme. Ideias de Brasil: formação e problemas (1817-1850). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000.
NOVAIS, Fernando Antônio. Estrutura e dinâmica do Antigo Sistema Colonial (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Brasiliense, 1986.
PRADO JR, Caio. Evolução política do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1963.
RUSSEL-WOOD, A. J. R. Precondições e precipitações do movimento de independência da América Portuguesa. In: FURTADO, Junia Ferreira, (org.) Diálogos oceânicos. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
SILVA, Rogério Forastieri. Colônia e nativismo. A História como “Biografia da Nação”. São Paulo: HUCITEC, 1997.
SOUZA, Laura de Mello e. Norma e conflito. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1999.
SOUZA, Laura de Mello e . Tensões sociais em Minas Gerais na segunda metade do século XVIII. In: NOVAES, Adauto, (org.) Tempo e História. São Paulo: Ática, 1995.
TAVARES, Luis Henrique Dias, Bahia, 1798. São Paulo: Ática, 1995.
VILLALTA, Luiz Carlos. 1789-1808. O império luso brasileiro e os Brasis. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Primeiro Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - 2010
Das Conjurações à Abdicação de D. Pedro I
Capítulo 1 - Os vassalos contra a Metrópole: as Conjurações





"(...) explicarei brevemente o modo com que neste país se formam os motins, e o com que o povo neles entra. Estes jamais se fazem senão pela meia-noite, no maior silêncio dela: e esta é bastante prova de que o povo, nem agora, nem nas sublevações passadas cuidou nunca em levantar-se, ainda que, depois de excitados à força pelos cabeças, parece que por seu gosto sustenta o tumulto (...)"

Conde de Assumar

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Novo Telecurso – História EF – Aula 10

Os africanos contribuíram, e muito, para a formação do Brasil. Você lembrará que eles foram trazidos para cá à força, como escravos, nos navios negreiros.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Construindo habilidades e competências
Hoje no Brasil, tem-se defendido uma nova cidadania que tem por fim promover a democratização de todos em nossa sociedade. Para além da cidadania clássica que prega a igualdade de todos os indivíduos, essa nova cidadania defende o direito de ser diferente. Assim, grupos marginalizados lutam, a partir dessa nova cidadania, para serem integrados no processo democrático tendo respeitados as suas diferenças.
Entre esse grupos podem ser incluídos os homossexuais e os portadores de necessidades especiais. Embora, na perspectiva clássica da cidadania, esses cidadãos sejam iguais aos outros perante à lei, eles querem fazer valer o direito de serem diferentes e de ver respeitada essa diferença.

Veja abaixo clipes musicais com essa temática

Um dos maiores shows de Ney Matogrosso em sua turnê no início dos anos 80, a música Homem com H é sucesso até a presente data, e para matar a saudade, veja o clip na íntegra gravado pelo Fantástico no show do Canecão em 1981.



Para combater a homofobia e extirpar todo o preconceito, "abra sua mente"

Saiba mais sobre a sexualidade na América Portuguesa

Veja a teleaula do professor Edenilson Morais, neste video são abordadas as manifestações da sexualiadade no período colonial brasileiro e maneira pela qual a Igreja Católica tentou diminuir o apetite sexual dos colonos e estabelecer um controle social na América Portuguesa.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Colômbia pós Uribe – o que muda?

Pio Penna Filho*

As eleições na Colômbia consagraram o candidato governamental como o próximo presidente do país. Juan Manuel Santos obteve cerca de 70% dos votos e em seu discurso de vitorioso tentou mostrar que fará um governo diferente do de Uribe. Considerando as condições políticas da Colômbia é difícil acreditar que haverá grandes mudanças, ainda mais com um candidato que foi ministro da Defesa e representa, de alguma forma, mais a continuidade do que a mudança.
A Colômbia ocupa um espaço peculiar entre os países sul-americanos. É o que tem mais aproximação com os Estados Unidos e o mais deslocado quando se considera a tendência política predominante na região, que pende mais para governos de centro-esquerda ou de centro no espectro político latino-americano. É também o único país que tem problemas específicos de segurança interna relacionados a atuação de uma guerrilha que, embora decadente, continua atuante. Associado a isso ainda existe a questão do narcotráfico, de difícil solução.
O governo Uribe pode ser considerado, em termos gerais, uma administração bem sucedida. Em termos de segurança, um aspecto extremamente relevante para o país, quando nada, conseguiu impor o ritmo do Estado, colocando a guerrilha na retaguarda ao lhe impor uma série de derrotas, tanto militares quanto políticas. Se, por um lado, o seu desempenho econômico não foi nada além do padrão da América Latina, por outro, também não ficou atrás, mantendo a média de crescimento da região.
Num balanço geral, o ponto mais fraco do período Uribe foi a sua política externa, especialmente em termos regionais. Nesse sentido, a Colômbia não conseguiu entrar em sintonia com a maior parte dos seus vizinhos. Em parte isso se deveu à aproximação com os Estados Unidos, vista a partir de Bogotá como essencial para o sucesso no combate às Farcs. Todavia, a ajuda dos Estados Unidos implicava também numa série de contrapartidas por parte da Colômbia, e esse elemento foi decisivo para comprometer as relações com os vizinhos, especialmente com a Venezuela e com o Equador, mas não somente.
Diante desse breve resumo, não se pode esperar por grandes mudanças na Colômbia sob o governo de Juan Manuel Santos. Embora o Estado tenha tomado a rédea da situação no que diz respeito a atuação da guerrilha, ela não foi de todo suprimida e isso implica na continuidade das ações repressivas por parte do governo e na continuidade das relações especiais com os Estados Unidos.
Para a administração de Juan Manuel Santos não se trata apenas de aceitar a herança do governo Uribe, mas sim, e de certa forma, de ser ele a continuidade daquele governo. O que se pode esperar, pelo menos no início de sua administração, é uma vontade política de distensão com os vizinhos que já não existia mais na Colômbia sob Uribe. A questão é saber até que ponto o relacionamento especial com os Estados Unidos não será um fator determinante para travar qualquer iniciativa mais séria nesse sentido.

* Professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e Pesquisador do CNPq. E-mail: piopenna@gmail.com

domingo, 20 de junho de 2010

Novo Telecurso – História EF – Aula 09

Nesta unidade você compreenderá como as navegações transoceânicas e as interações entre a América e outros continentes modificaram amplas áreas do mundo, entre os séculos XVII e XVIII.


VESTIBULAR UFOP 2010
HISTÓRIA
Questões de 49 a 60

49. A Idade Média na Europa Ocidental foi marcada pela estruturação de uma ordem social de base rural. Nesse período a relação entre o senhor feudal e o camponês era predominantemente
definida
A) pelo contrato de trabalho – o senhor feudal, em troca de proteção por ele fornecida, recebia do camponês pagamentos em dinheiro.
B) pelo trabalho de tipo servil – o camponês se subordinava a uma ordem política, social e econômica que favorecia os interesses do senhor feudal.
C) pelo contrato feito entre iguais – o senhor feudal oferecia acesso à terra ao camponês em troca de um arrendamento.
D) pelas exigências de uma economia monetarizada – por meio de salários, os camponeses tinham acesso às fábricas do senhor feudal.
50. O Renascimento Cultural foi um movimento artístico e intelectual que ocorreu na Europa nos séculos XV e XVI e marcou as artes e o pensamento moderno. É INCORRETO afirmar que
esse movimento caracterizou-se por promover
A) a defesa da fé religiosa e dos valores tradicionais da religião católica, contrapondo-se ao movimento racionalista da época.
B) a substituição da explicação teocêntrica da realidade pelo antropocentrismo.
C) a valorização do indivíduo como agente histórico e social, mostrando-se favorável à liberdade artística.
D) a retomada dos valores fundamentais da cultura clássica do mundo greco-romano.
51. Os anos trinta do século XX foram marcados pela depressão econômica, decorrente da crise
da Bolsa de Nova Iorque. Sobre as consequências políticas dessa depressão, assinale a alternativa CORRETA:
A) Houve o desenvolvimento de políticas econômicas baseadas no livre comércio e independentes do Estado, como o New Deal dos EUA.
B) Ocorreu, em toda a Europa, a consolidação do pluripartidarismo e da autonomia dos parlamentos, em prejuízo do Poder Executivo.
C) Houve o fortalecimento das democracias liberais e o desenvolvimento de políticas de defesa dos direitos civis.
D) Ocorreu o crescimento de regimes totalitários, acompanhado de ênfase na propaganda nacionalista e de aumento do poder repressivo.

52. O continente americano foi incorporado ao domínio comercial europeu mediante um processo de colonização efetuado por Espanha e Portugal, principalmente. Com relação a esse processo ocorrido no continente americano, é CORRETO afirmar:
A) A partir do século XVI, a organização da vida coletiva na América espanhola passou a ser orientada pelos interesses das populações nativas.
B) Os sistemas de trabalho instituídos determinaram o uso de mão-de-obra africana nos principais centros mineradores, como os do México e do Peru.
C) A conquista da América foi um processo que fez parte da ampla conjuntura expansionista européia nos séculos XV e XVI.
D) A colonização espanhola teve um caráter laico, não se submetendo aos interesses da Igreja Católica.
53. Os Estados Unidos da América mobilizaram, no século XIX, milhares de indivíduos para o processo de expansão ao Oeste, em direção à costa do Pacífico. Assinale a alternativa CORRETA sobre a chamada “Marcha para o Oeste”:
A) A demanda por terras, produtos agrícolas e metais preciosos foi o principal estímulo para a imigração ao Oeste.
B) A mobilização de milhares de indivíduos envolveu as populações das cidades do leste norte-americano, sendo pouca a participação de imigrantes estrangeiros.
C) Os territórios que pertenciam ao México foram comprados pelas autoridades norteamericanas, de modo que a expansão para o Oeste foi pacífica.
D) As populações indígenas foram preservadas no processo de expansão, e suas terras e sua cultura foram protegidas pelas autoridades norte-americanas.
54. A década de 70 do século XX foi um período de intensas disputas políticas na América do Sul. Sobre essas disputas é CORRETO afirmar:
A) Os governos sul-americanos, de características populistas, promoveram a política do nãoalinhamento.
B) Os países da região tinham, em sua maioria, governos autoritários, que reprimiram os movimentos de esquerda.
C) Os governos da região aproximaram-se dos EUA para romper com uma forte subordinação às potências coloniais da Europa Ocidental.
D) Os governos sul-americanos compunham um bloco de ditaduras militares que contavam com apoio da URSS.


55. As Irmandades foram associações leigas surgidas na Europa medieval e difundidas, a partir do Concílio de Trento (1545-1563), por todo o Império Português. Nas alternativas a seguir, apresentam-se atribuições das Irmandades leigas no Brasil. Assinale a atribuição INCORRETA:
A) Exercer o poder judiciário nas Câmaras Municipais.
B) Incentivar a assistência mútua entre seus integrantes.
C) Promover o culto aos santos de devoção.
D) Garantir a realização de missas após a morte de um irmão.

56. Sobre a Revolução Pernambucana de 1817, que eclodiu em Recife em 6 de março, é CORRETO afirmar:
A) Opunha-se à eleição de representantes brasileiros nas Cortes de Lisboa.
B) Foi marcada por sentimentos autonomistas e ideais republicanos.
C) Caracterizou-se pela oposição entre mascates e proprietários rurais.
D) Expulsou, definitivamente, os holandeses de Pernambuco.

57. Sobre a Assembleia Constituinte de 1823, é CORRETO afirmar:
A) Reuniu representantes de todas as camadas da população brasileira.
B) Elaborou a constituição que vigorou durante todo o Império.
C) Fundou as bases do Estado Absolutista Monárquico.
D) Caracterizou-se pelas disputas entre o Partido Português e o Partido Brasileiro.

58. A década de 1880 foi marcada pelo processo histórico de derrocada do sistema político monárquico no Brasil. A estrutura institucional do Império parecia frágil diante das novas demandas políticas e sociais. Assinale a alternativa que indica o acontecimento determinante da perda de sustentação política da Monarquia junto aos proprietários rurais, sobretudo do Sudeste e principalmente do Rio de Janeiro:
A) Guerra contra o Paraguai.
B) Abdicação de D. Pedro I.
C) Instituição da Lei de Terras.
D) Assinatura da Lei Áurea.


59. Com o advento da Primeira República (1889-1930), ficou evidente que as principais decisões sobre os rumos da vida política no Brasil permaneciam nas mãos de uma elite extremamente afastada dos interesses dos cidadãos e cujo poder se baseava no monopólio da propriedade da terra. Nesse contexto, surgiram movimentos de massa organizados contra o poder oligárquico, caracterizados por ideologias milenaristas e salvacionistas. Assinale a alternativa que apresenta os dois principais movimentos messiânicos desse período:
A) Movimento Abolicionista e Movimento Republicano.
B) Guerra de Canudos e Guerra do Contestado.
C) Revolta da Chibata e Revolta da Vacina.
D) Movimento Populista e Revolta dos Tenentes.

60. Do ponto de vista político, a chamada “Revolução de 1930” foi um golpe de Estado resultante de uma série de crises inter-relacionadas que ocorreram durante a década de 20. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma dessas crises:
A) Crise econômica do setor agrário exportador.
B) Crise das Forças Armadas, ocasionada pelo tenentismo.
C) Crise do sistema eleitoral republicano, baseado no parlamentarismo.
D) Crise da aliança política conhecida como “café-com-leite”.

GABARITO

49. B 50. A 51. D 52. C 53. A 54. B 55. B 56. B 57. C 58. D 59. B 60. C

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Novo Telecurso – História EF – Aula 08

As cidades brasileiras, na época colonial, eram muito diferentes das cidades que conhecemos atualmente. Você vai ver como era a vida dos escravos nessas cidades.

Novo Telecurso – História EF – Aula 07

Você verá como a agricultura se expandiu no país do fim do século XVIII até a proclamação da independência e entenderá por que a sociedade colonial dava tanta importância para o senhor de escravos.

Novo Telecurso – História EF – Aula 06

A colonização no território do Brasil aconteceu aos poucos pelos portugueses,com um processo lento. Você verá o por quê, e saberá, também, que cada região colonial se desenvolveu de um jeito diferente.

Novo Telecurso – História EF – Aula 05

Você vai ver nesta teleaula como foi o início da colonização do Brasil e por que os portugueses escolheram a cana-de-açúcar para colonizar seu território na América.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Copa de 58 foi a coroação do rei Pelé

Com só 17 anos, Pelé se consagrou na Copa de 1958 ao encantar o mundo com seu futebol. Ele fez um dos gols mais marcantes dos mundiais na vitória sobre o País de Gales e fez o Brasil ir à semifinais.

República Velha: a República dos excluídos

Em 24 de fevereiro de 1891, foi promulgada a primeira Constituição Republicana do Brasil.
A Carta Constituicional de 1891 consagrou o federalismo com a autonomia dos estados, o presidencialismo, os três poderes – o Executivo, Legislativo e Judiciário – e o regime de representatividade. Nesse regime, o voto era direto, universal e descoberto, excluídos menores de 21 anos, analfabetos, soldados, religiosos de ordens monásticas, mendigos e mulheres. Para se ter uma ideia da restrição do direito de voto, em 1894, 3,2% da população brasileira tinha o direito de votar, enquanto, em 1872, ainda no Império, o total de eleitores era de 13%. Basicamente, a partir da Constituição de 1891, a maioria quase absoluta da população brasileira era composta pelos chamados cidadãos inativos, isto é, aqueles que, apesar de serem contemplados com direitos civis, eram excluídos da participação política.
As reformas políticas republicanas ampliaram a capacidade de ação dos grupos dominantes, tornando a nova elite política mais representativa e os interesses regionais mais fortes, especialmente os de São Paulo e Minas Gerais. Nos municípios, o coronelismo, fenômeno ligado à formação de poderes locais vinculados a uma ampla clientela política, assentou-se em uma sociedade agrária extremamente desigual, com baixa representatividade política e presença de relações não-capitalistas de produção. Com a implantação da República, fortaleceu-se o poder dos chefes locais. Um bom indicador do poder do coronel era o número de votos de que podia dispor nas épocas de eleições, já que esse número informava as potencialidades de influir na composição das câmaras, do Senado e na escolha do candidato para a presidência da República.
Sem dúvida, a República Velha ou Primeira República, período, não era a República dos sonhos dos brasileiros. Caracterizada por fraudes eleitorais, corrupção, jogo de favores e exclusão do povo da política, tornou-se o pior dos mundo para a maioria absoluta dos brasileiros.
A exclusão política, a incipiente industrialização, as péssimas condições de vida e de trabalho do operariado urbano e, também, do trabalhador rural, levaram a uma série de movimentos de contestação da ordem vigente, fossem eles impulsionados pelas novas culturas políticas que emergiam no país como o anarco-sindicalismo e, na década de 1920, o comunismo, fossem iluminados pelo messianismo que grassava no campo.

Pense sobre o que acabou de ler e responda:
1. Quais os resultados, no que diz respeito à representação política, da Constituição de 1891?
2. E das reformas políticas republicanas?
3. Em que se assentava o coronelismo?
4. Quais as características predominante da República Velha ou Primeira República?
5. Por que a República Velha foi palco tanto de vários movimentos urbanos quanto de movimentos rurais?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Momento de descontração nos estudos, de vez em quando é bom

Os professores do CNDL mostram um pouco de seu "talento" descontraindo a aula.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Seleção da Alemanha ressurge com a Copa de 54


Na final da Copa do Mundo de 1954, a Hungria era a melhor do mundial e vencia com vantagem a Alemanha. Mas os alemães reagiram e venceram por 3 x 2. A partir daí, sempre foram vistos como favoritos.



Zico relembra a Copa de 1982
O Galinho fala sobre o clima nos bastidores do Mundial e oferece um gol para Telê Santana. Apesar de não ter vencido, os jogadores foram ovacionados na chegada ao Brasil.