
terça-feira, 25 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010
Crianças fogem dos bombardeios promovidos pelos norte-americanos contra os guerrilheiros vietcongs.
O líder Mahatma Gandhi, defensor da resistência pacífica durante o processo de independência da Índia
2. Através de quais estratégias os povos afro-asiáticos asseguravam a independência de seus respectivos territórios?

sábado, 22 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010
Isolados pela Serra do Mar, desligados do circuito da economia açucareira e voltados para o apresamento de índios, os homens da vila de São Paulo e Campo de Piratininga se organizavam em clãs e parentelas, que disputavam entre si a honra e o prestígio social.
Mas não era só isso que fazia dos paulistas um grupo à parte. Desde o início do século XVIII, eles encarnavam a mais formidável máquina de guerra da América portuguesa, acionada nos momentos em que a Coroa necessitava de sertanejos, experientes nas artes de sobrevivência e luta no mato. Adeptos das técnicas de guerrilhas, apreendidas com os índios, sabiam como poucos derrotar inimigos insidiosos como quilombolas de Palmares e bárbaros das Guerras do Açu – grande levante de índios, ocorrido no Nordeste durante a segunda metade do século XVII.
ROMEIRO, Adriana. Uma guerra no sertão. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Ed. Vera Cruz, nº 25, Nov. 2005. P. 71 (fragmento)
Esta teleaula abre a primeira unidade do curso de História, que estudará a história dos povos indígenas da América, do seu encontro com os europeus no século XV, das relações que, a partir daí, se estabeleceram. Vamos conhecer a importância dos povos da África e do oriente na formação de Portugal e a história desses europeus antes de chegarem à América Portuguesa, o futuro Brasil. Entenderemos, também, o que trouxe os portugueses aqui e aprenderemos sobre a formação do Brasil quando ainda era América Portuguesa.
Assista a segunda parte da teleaula nº 2 sobre a História dos povos indígenas da América
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O tema em foco

3. Em que medida essas novas funções dos comerciantes portugueses foram determinantes para a eclosão da Guerra dos Mascates?A importância cada vez maior adquirida pelos comerciantes moradores do Recife que desejavam a elevação à condição de Vila. Os olindenses não concordavam com isso pois poderiam perder a condição de centro de poder em Pernambuco. Esse foi um dos principais motivos da eclosão da chamada Guerra dos Mascates.
Aldeia dos tapuias, Rugendas.
1. Um dos resultados da Revolta de Beckman está representado na imagem acima. Apresente a leitura da imagem, destacando qual foi o resultado da revolta.
A imagem mostra os índios em uma redução (missão) sob a tutela dos padres jesuítas. Após a Revolta de Beckman, os jesuítas que haviam sido expulsos do Maranhão pelos revoltosos retornaram e continuaram fiéis aos seus princípios de não escravização dos indígenas pelos colonos.

Guerra dos Emboabas, obra de Carybé.
Problematização do tema
1. Quais as motivações das revoltas que eclodiram na América Portuguesa?
Algumas das revoltas que eclodiram na América Portuguesa estão intimamente ligadaa às políticas metropolitanas adotadas para a colônia. Outras derivaram de interesses específicos dos colonos, tais como disputas de terras, por territórios de mando, enfrentamento de grandes potentados, reações às políticas das câmaras, entre outros motivos.
2. Quais são as interpretações historiográficas acerca das relações entre colônia e metrópole?
Na visão reducionista acreditava-se que que a colônia estava totalmente submissa em relação à metrópole e não possuía vida própria. Essa interpretação dizia que as colônias só faziam responder os interesses econõmicos metropolitanos, essa tese torna difícil explicar a razão da eclosão das revoltas. Uma outra versão revisionista aponta que havia interesses específicos dos colonos em jogo, ou seja, a colônia possuía uma dinâmica interna baseada nas relações de poder, de trabalho e na socialidade entre as populações coloniais, essa perspectiva torna fácil explicar a ocorrência de revoltas. Ainda, há uma outra versão historiográfia que aponta para a existência de uma espécie de convenção entre o Rei de Portugal e seus vassalos na América Portuguesa com o objetivo de manter a paz na colônia, entretanto muitas vezes, essas convenções foram desrespeitadas.
3. Na sua opinião, qual dessas interpretações historiográficas explica melhor a eclosão das revoltas na América Portuguesa?
Resposta pessoal, entretando espera-se que o aluno argumente que a visão revisionista das revoltas coloniais é a que melhor explica a ocorrência das mesmas.
4. Por que não se usa mais opor movimentos de constestação dos movimentos de oposição?
Todas as revoltas coloniais tiveram muitas faces. Elas não foram só de contestação ou só de oposição. É importante estudar os movimentos nas suas especificidades, sem contruir tipologias que engessem a análise de cada um deles.
5. Por que a análise da resistência escrava é diferente daquela feita para as revoltas dos vassalos?
No que se refere à resistência escrava, a análise é bem diferente. Não havia convenções entre o soberano e os cativos que, embora tivessem direitos, muitas vezes eram vítimas de extrema violência de seus senhores. Não obstante seja preciso relativizar a posição de vítima que a historiografia marxista conferiu ao escravo e relevar as negociações e as acomodações entre os cativos e seus senhores, muitos escravos negaram o sistema escravista e procuraram formas de escapar da escravidão ou enfrentá-la de forma violenta.

Motins, sedições e resistência escrava

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Capítulo 4
O tema em foco
Observe a tela "Autorretrato em aquarela, numa estalagem, 1816", de Jean-Baptiste Debret.


1. A historiografia tem afirmado que a "Missão Francesa" veio para o Brasil contratada por D. João. Hoje, essa tese é discutida.
a) Apresente quais eram as razõe para que D. João não contratasse ou convidasse artistas franceses para vir ao Brasil.
Com tantos artistas no mercado - italianos, holandeses, ingleses, portugueses - era inexplicável que D. João fosse convidar ou contratar logo franceses, próximos de Napoleão, responsável direto pela transferência da família real para o Brasil.
b) Explique de onde veio a ideia de uma "missão" convocada por D. João.
Essa ideia começou com Debret que se referiu a um "convite" no 3º volume da Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. A versão virou tese, quando seu discípulo Araújo Porto Alegre, sustentou a interpretação do mestre, inspirando outras análises consagradas como a de Araújo Viana.
Segundo Ano terça-feira, 18 de maio de 2010
Objetivos específicos
* Conhecer as condições do Rio de Janeiro na conjuntura da chegada da Corte portuguesa nessa cidade.
* Analisar as mudanças culturais no Brasil após a chegada da Corte portuguesa no país.
* Definir Missão Francesa.
* Avaliar o desenvolvimento da imprensa no Brasil.
* Identificar estilos literários importados da Europa no século XIX.
* Diferenciar os gostos culturais das elites letradas daqueles das classes populares.
* Avaliar as mudanças ocorridas na transformação do entrudo no carnaval.
* Analisar as permanências e mudanças no processo de urbanização e no cotidiano das cidades do Brasil imperial.
* Analisar transgressões cometidas no Brasil imperial, principalmente a capoeira e os jogos de azar.

Pio Penna Filho*
A diplomacia brasileira está comemorando o acordo envolvendo o polêmico programa nuclear iraniano. Como amplamente noticiado, Brasil e Turquia conseguiram o que parecia impossível, ou seja, fazer com que o Irã aceite enriquecer o seu urânio nos países credenciados pela Agência Internacional de Energia Atômica, abrindo mão da plena autonomia do seu programa de enriquecimento.
Mas mesmo esse acordo parece insuficiente para aplacar a ira do “Ocidente” contra o Irã. Poucas horas após a divulgação do acordo entre as autoridades dos três países envolvidos, os céticos ocidentais já estavam com o discurso pronto para acusar Teerã de buscar tão somente ganhar tempo com essa iniciativa, como se o esforço e a participação brasileira e turca fossem dignas de desconfiança. O fato é que as mais graduadas autoridades norte-americanas e os seus subordinados tradicionais não querem admitir sequer a possibilidade de que o Irã pode tratar com responsabilidade o seu programa nuclear.

Chama atenção do fato de que quase ninguém questiona o fato de que tropas norte-americanas estão estacionadas em dois países que fazem fronteira com o Irã (no Iraque e no Afeganistão). Afinal de contas, quem está ameaçando quem? Os norte-americanos, que estão com suas tropas circundando o Irã, ou o incipiente programa nuclear iraniano? O Irã, é preciso dizer, é um dos poucos países do mundo que não aceita a hegemonia norte-americana global e, muito menos, no contexto do Oriente Próximo.

O fato de o Brasil ter disponibilizado a sua diplomacia para buscar uma solução pacífica e negociada com os iranianos é um verdadeiro contraste com a política deliberadamente agressiva e pouco construtiva que os Estados Unidos desempenham naquela região.
É notório que as barbaridades cometidas por Israel, por exemplo, contra os palestinos, só acontecem na escala que o mundo assiste por conta do apoio que o governo israelense recebe dos Estados Unidos. Se os norte-americanos estivessem, de fato, comprometidos com a paz, como querem fazer crer as suas suspeitas autoridades, eles deveriam começar por quem de fato é uma ameaça real e concreta para a estabilidade regional.
Outro ponto importante é observar que o Brasil não tem nada a perder colocando os seus bons ofícios a serviço da paz mundial. A diplomacia brasileira agiu com lisura em todo esse processo e sua atitude não busca apenas projetar a imagem do país no contexto internacional. No fundo, há também uma preocupação, mesmo que não explicitada, com as imperfeições do sistema internacional e as injustiças derivadas da estrutura de poder mundial. Quem pode garantir que daqui alguns anos não será a nossa vez de enfrentar os tradicionais “donos do mundo” e sua sede infinita de poder?
Enfim, mesmo que o ceticismo das potências ocidentais prevaleça sobre o arranjo conseguido pelo Brasil e pela Turquia com relação ao programa nuclear iraniano e que os Estados Unidos consigam impor suas almejadas sanções contra o Irã, pelo menos agora ficará mais evidente de onde parte a boa vontade e de onde parte o desejo de vingança e do exercício desmedido do poder.
