domingo, 3 de junho de 2012

CORREÇÃO UNESP 2012 VESTIBULAR DE INVERNO

CORREÇÃO UNESP 2012
VESTIBULAR DE INVERNO
Questões de História

Questão 31

A escravatura  [na Roma antiga]  foi praticada desde os tempos mais remotos dos reis, mas seu  desenvolvimento em grande escala foi consequência das guerras de conquista […].
(Patrick Le Roux. Império Romano, 2010.).

Sobre a escravidão na Roma antiga, é correto afirmar que
(A) assemelhava-se à escravidão ocorrida no Brasil colonial, pois era determinada pela procedência e pela raça.
(B) aumentou significativamente durante a expansão romana pelo Mar Mediterrâneo.
(C) atingiu o auge com a ocupação romana da Germânia e de territórios na Europa Central.
(D) diminuiu bastante após a implantação do Império e foi abolida pelos imperadores cristãos.
(E) diferenciava-se da escravidão ocorrida no Brasil colonial, pois os escravos romanos nunca podiam se tornar livres.

Alternativa: B  
Questão de fácil resolução por parte do aluno, que deveria observar a relação entre a vitória romana nas Guerras Púnicas, quando o Mar Mediterrâneo foi tomado dos cartagineses, e a expressiva ampliação da utilização de mão-de-obra escrava proveniente das conquistas.
 
Questão 32

As feiras foram muito difundidas pela Europa a partir do século XI. Entre os motivos que provocaram tal fenômeno, podemos citar
(A) a unificação da moeda europeia, que facilitou a atividade dos banqueiros e a aquisição de mercadorias.
(B) o aumento da produção agrícola, provocado pelos desmatamentos, que ampliavam a quantidade de terras cultiváveis.
(C) a eliminação das práticas feudais, que prendiam os camponeses à terra e reduziam a monetarização da economia.
(D) o crescimento urbano, provocado pelas doenças e epidemias que grassavam nas áreas rurais e  provocavam êxodo em direção às cidades.
(E) a regionalização das economias, que limitou significativamente a obtenção de mercadorias  provenientes de terras distantes.

          Alternativa: B                         
A questão apresenta uma certa dificuldade para o aluno em função de sua formulação, que parece um pouco imprecisa. Aparentemente a questão busca do aluno a percepção das mudanças que  aconteceram na Europa medieval a partir do período de paz iniciada no século X. Naquele  momento, novas práticas agrícolas e inovações técnicas permitiram um incremento na  produtividade do campo, garantindo a produção de excedentes alimentares. Este contexto garantiu  um crescimento demográfico acentuado que seria acompanhado, em seguida, da mudança nas  relações servis que conduziram milhares de servos para os novos centros urbanos em formação. O  comércio que se desenvolvera nestes centros iria estimular a retomada de rotas comerciais  terrestres no cruzamento das quais grandes feiras como as de Champagne e Flandres acabariam  por se constituir.
  
Questões 33
 
[Na época feudal] o mundo terrestre era visto como palco da luta entre as forças do Bem e as do  Mal, hordas de anjos e demônios. Disso decorria um dos traços mentais da época: a belicosidade.
(Hilário Franco Junior. O feudalismo, 1986. Adaptado.).
A belicosidade (disposição para a guerra) mencionada expressava-se, por exemplo,
(A) no ingresso de homens de todas as camadas sociais na cavalaria e na sua participação em  torneios.
(B) no pacto que reunia senhores e servos e determinava as chamadas relações vassálicas.
(C) na ampla rejeição às Cruzadas e às tentativas cristãs de reconquista de Jerusalém.
(D) no empenho demonstrado nas lutas contra muçulmanos,  vikings  e diferentes formas de  heresias.
(E) na submissão de senhores e vassalos, reis e súditos, ao Islamismo.

 Alternativa: D
Nesta questão ao aluno deveria se lembrar de que a sociedade feudal era dividida em ordens, cuja  função era rigidamente definida em  os que lutam,  os que rezam e  os que trabalham. Cabia unicamente aos nobres a honra de participar dos combates, o que torna as alternativas  a e  b erradas. Do mesmo modo, a oposição entre o cristianismo e o islamismo foi amplamente explorada  pela Igreja Católica como forma de consolidar sua liderança e buscar resolver os problemas que  ameaçavam o sistema feudal. Com isso, as letras c e e mostram-se equivocadas. Por fim, o aluno  deveria se lembrar das invasões do século IX envolvendo muçulmanos, magiares e vikings, além  da perseguição empreendida contra os hereges como momentos em que a belicosidade europeia  se manifestou.
Questão 34
Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano doAtlântico Sul.
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil:uma interpretação, 2008.)

Os lançados citados no texto eram
(A) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.
(B) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.
(C) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.
(D) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das  novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.
(E) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.

Alternativa E
É importante perceber que o texto trata do chamado período pré-colonial brasileiro, marcado pela relativa negligência da coroa portuguesa com sua colônia americana devido aos grandes lucros proporcionados pelo comércio com o Oriente. Essa questão trata justamente dos primeiros colonos que foram enviados ao Brasil, no caso um conjunto de degredados, ou seja, pessoas que não eram desejadas no reino e que se tornaram assim os responsáveis por representar a posse do território colonial nos primeiros trinta anos. Vale destacar que a letra a e a b tratam de personagens qualificados da colonização, logo não podem ser considerados “lançados” como se refere o texto.
Na letra c e d, as atividades citadas só seriam implementadas posteriormente ao período pré-colonial do qual o texto trata.

 
Questão 35
No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que
(A) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente.
(B) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia.
(C) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia.
(D) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro.
(E) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata.

Alternativa A
O aluno que respondeu a questão anterior não teve dificuldade nenhuma em responder essa outra, pois ela trata da característica geral que marcou o período abordado pelo texto. Como dito anteriormente, Portugal se dedicou nos primeiros trinta anos que seguiram a viagem de Cabral ao seu comércio com as Índias, devido aos altos dividendos que ele proporcionava, relegando sua colônia na América a um segundo plano.

 
Questão 36
Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum,e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece.
[...]
Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquantocorpo, cada membro como parte indivisível do todo.
(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.)

O texto apresenta características
(A) iluministas e defende a liberdade e a igualdade social plenas entre todos os membros de uma sociedade.
(B) socialistas e propõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os interesses individuais.
(C) iluministas e defende a liberdade individual e a necessidade de uma convenção entre os membros de uma sociedade.
(D) socialistas e propõe a criação de mecanismos de união e defesa de todos os trabalhadores.
(E) iluministas e defende o estabelecimento de um poder rigidamente concentrado nas mãos do Estado.

Alternativa C
A questão traz um texto clássico de Rousseau, um dos maiores expoentes do movimento iluminista, cuja interpretação da propriedade privada como razão fundamental dos conflitos que envolviam a sociedade levam muitos a acreditar erroneamente que ele possa ser associado ao pensamento socialista. Em sua explanação, Rousseau não se afasta do princípio fundamental do Iluminismo que defende a liberdade individual, introduzindo junto deste a sua proposição conhecida como contrato  social. Este trata-se de uma convenção social a partir da qual os membros da sociedade  concordam em criar uma autoridade superior destinada a preservar a coesão social a partir da  defesa dos direitos naturais do ser humano.

 Questão 36
A maioridade do príncipe D. Pedro foi antecipada, em 1840, para que ele pudesse assumir o trono  brasileiro. Entre os objetivos do chamado Golpe da Maioridade, podemos citar o esforço de
(A) obter o apoio das oligarquias regionais, insatisfeitas com a centralização política ocorrida  durante o Período Regencial.
(B) ampliar a autonomia das províncias e reduzir a interferência do poder central nas unidades  administrativas.
(C) abolir o Ato Adicional de 1834 e aumentar os efeitos federalistas da Lei Interpretativa do Ato,  editada seis anos depois.
(D) promover ampla reforma constitucional de caráter liberal e democrático no país, reagindo ao  centralismo da Constituição de 1824.
(E) restabelecer a estabilidade política, comprometida durante o Período Regencial, e conter  revoltas de caráter regionalista.

Alternativa E
O Golpe da Maioridade conduzido pelos liberais no âmbito das discussões parlamentares tinha por  objetivo reconduzir o Brasil a uma situação de estabilidade política na medida em que a coroação do imperador enfraqueceria os argumentos então usados pelos líderes das revoltas regenciais de  que o governo central não possuía legitimidade para se impor. A figura do imperador em razão da  tradição traria de novo o respeito ao governo imperial e contribuiria para amenizar as disputas entre  os partidos políticos, ao mesmo tempo em que  desestimularia a continuidade de muitas revoltas  provinciais.


Questão 37
Nunca se viu uma campanha como esta, em que ambas as partes sustentaram ferozmente as suas aspirações opostas. Vencidosos inimigos, vós lhes ordenáveis que levantassem um viva à República e eles o levantavam à Monarquia e, ato contínuo,atiravam-se às fogueiras que  incendiavam a cidade, convencidos de que tinham cumprido o seu dever de fiéis defensores da Monarquia.
(Gazeta de Notícias, 28.10.1897 apud Maria de Lourdes Monaco Janotti. Sociedade e política na Primeira República.)

O texto é parte da ordem do dia, 06.10.1897, do general Artur Oscar e trata dos momentos finais de  Canudos. Para o militar, o principal motivo da luta dos canudenses era a
(A) restauração monárquica, embora hoje saibamos que a rejeição à República era apenas uma  das razões da rebeldia.
(B) valorização dos senhores rurais, ligados ao monarca, cujo poder era ameaçado pelo  crescimento e enriquecimento das cidades.
(C) restauração monárquica, que, hoje sabemos, era de fato a única razão da longa resistência dos  sertanejos.
(D) valorização do meio rural, embora hoje saibamos que Antônio Conselheiro não apoiava os  incêndios provocados por monarquistas nas cidades republicanas.
(E) restauração monárquica, o que fez com que a luta de Antônio Conselheiro recebesse amplo  apoio dos monarquistas do sul do Brasil.

Alternativa A
O movimento de Canudos está associado ao contexto de exploração e miséria que grassavam  sobre os sertanejos no sertão nordestino de fins de século XIX. É sabido que a imprensa carioca e  as autoridades republicanas imputaram injustamente ao movimento de Antônio Conselheiro a  acusação de atentar contra a República e defender o retorno à então rejeitada Monarquia. Como a  questão pede ao aluno que reconheça no texto o argumento usado pelo militar daquela época  contra Canudos, ele deve identificar na alternativa a essa justificativa então usada pelos opositores  de Canudos para estereotipar e condenar o movimento como monarquista.
 
Questão 39

Bossa nova é ser presidente
desta terra descoberta por Cabral.
Para tanto basta ser tão simplesmente:
simpático, risonho, original.
Depois desfrutar da maravilha
de ser o presidente do Brasil,
voar da Velhacap pra Brasília,
ver Alvorada e voar de volta ao Rio.
Voar, voar, voar.
[...]
(Juca Chaves apud Isabel Lustosa. Histórias de presidentes, 2008.)

A canção Presidente bossa-nova, escrita no final dos anos 1950, brinca com a figura do presidente Juscelino Kubitschek. Ela pode ser interpretada como a
(A) representação de um Brasil moderno, manifestado na construção da nova capital e na busca de novos valores e formas de expressão cultural.
(B) celebração dos novos meios de transporte, pois Kubitschek foi o primeiro presidente do Brasil a utilizar aviões nos seus deslocamentos internos.
(C) rejeição à transferência da capital para o Planalto Central, pois o Rio de Janeiro continuava a ser o centro financeiro do país.
(D) crítica violenta ao populismo que caracterizou a política brasileira durante todo o período republicano.
(E) recusa da atuação política de Kubitschek, que permitia participação popular direta nas principais decisões governamentais.

Alternativa A

A música de Juca Chaves aborda o período de governo de JK, conhecido como um presidente moderno e arrojado, responsável pela mudança da capital federal para Brasília  e pela aceleração do processo de industrialização brasileira a partir da adoção do Plano de Metas. Apesar do tom critico da canção, ela não pode ser interpretada como uma crítica violenta, mas apenas velada. Deste modo, a alternativa a que aborda a questão do caráter modernizador do período é a que  melhor se alinha com a pergunta proposta pelo vestibular.
 
Questão 40

A história dos vinte anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise. Só no início da década de 1990 encontramos o reconhecimento de que os problemas econômicos eram de fato piores que os da década de 1930. Em muitos aspectos, isso era intrigante. Por que deveria a economia mundial ter-se tornado menos estável?
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)
Os problemas econômicos da década de 1930, citados no texto, derivaram, entre outros fatores,
(A) dos fortes movimentos sociais e mobilizações revolucionárias na América Latina, em especial no México, que impediram a exportação de produtos industrializados norte-americanos para a região.
(B) do conjunto de reformas financeiras e sociais realizadas na União Soviética após a Revolução de 1917, que fechou os mercados do bloco socialista aos países capitalistas do Ocidente.
(C) da ascensão do nazismo alemão e dos regimes fascistas na Itália, Espanha e Portugal, que provocaram a Segunda Guerra Mundial e paralisaram a produção industrial europeia.
(D) de uma ampla crise do liberalismo, que ganhou contornos mais nítidos após a Primeira Guerra Mundial e desembocou na quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929.
(E) do forte crescimento econômico da Alemanha na passagem do século XIX para o XX e da acirrada competição comercial e naval deste país com a Grã-Bretanha e a França.

Alternativa D
A crise econômica mundial que afetou drasticamente diferentes países na década de 1930 está diretamente relacionada ao  Crash da bolsa de New York, em 1929. O colapso do mercado acionário americano, decorrente de uma crise de superprodução conduziria a economia americana a um período de intensa recessão cujos efeitos nefastos se alastrariam pelos demais continentes, provocando intensas mudanças políticas e criando condições propicias para a ascensão do NaziFascismo e do Populismo latino-americano.
 
Questão 41
A história dos vinte anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise. Só no início da década de 1990 encontramos o reconhecimento de que os problemas econômicos eram de fato piores que os da década de 1930. Em muitos aspectos, isso era intrigante. Por que deveria a economia mundial ter-se tornado menos estável?
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)

A instabilidade econômica mundial nos anos 1970-1990, citada no texto, derivou, entre outros fatores,
(A) da queda da produção industrial nos países capitalistas ricos do Ocidente, que determinou o fim da hegemonia financeira e do controle do mercado internacional pelos Estados Unidos e pela Alemanha.
(B) do fim dos impérios coloniais britânico e francês, da intensificação da corrida armamentista e da expansão dos conflitos étnicos e religiosos no Oriente Médio e no sul asiático.
(C) da onda de protestos sociais e reivindicações trabalhistas do início da década de 1980 no Leste Europeu, da ação militar norte-americana no Vietnã e da ininterrupta ascensão da economia japonesa.
(D) do crescimento econômico da China e dos chamados Tigres Asiáticos, que rompeu o equilíbrio econômico internacional e determinou o acelerado declínio da hegemonia norte-americana.
(E) da crise do petróleo no princípio da década de 1970, do aumento da desigualdade social nos países capitalistas ricos e da gradativa desintegração da economia da União Soviética.

Alternativa E
Em 1973 os países árabes envolvidos com os conflitos decorrentes da criação do Estado de Israel se uniram para criar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), um cartel destinado a promover uma alta considerável dos preços do barril de petróleo com o intuito de sensibilizar o mundo em relação à sua luta. Esta ação coordenada acabou provocando o chamado choque do petróleo, responsável por desencadear uma crise econômica mundial levando a década de 1980 a ser denominada a "década perdida". Em paralelo a este fato, não se pode ignorar o processo de desintegração da economia soviética devido aos elevados gastos para manter a corrida armamentista contra os Estados Unidos e a concentração excessiva de renda nos países  desenvolvidos, ampliando os problemas relacionados à desigualdade social.
 
Questão 42
Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970, a economia brasileira obteve altos índices de crescimento. O fenômeno se tornou conhecido como milagre econômico e derivou da aplicação de uma política que provocou, entre outros efeitos,
(A) êxodo rural e incremento no setor ferroviário.
(B) crescimento imediato dos níveis salariais e das taxas de inflação.
(C) aumento do endividamento externo e da concentração de renda.
(D) estatização do aparato industrial e do setor energético.
(E) crise energética e novos investimentos em pesquisas tecnológicas.

Alternativa C
O Milagre Econômico, localizado no interior da ditadura militar brasileira, foi possível devido a uma conjuntura externa e interna bastante favorável ao crescimento econômico. Em franca recuperação após a primeira década do pós-guerra, a economia mundial promoveria um fluxo intenso de capitais para investimento em países emergentes como o Brasil, onde governos ditatoriais de orientação política de direita garantiam segurança para o investidor estrangeiro, bem como removeriam os obstáculos que poderiam afugentá-lo. Ao mesmo tempo, o governo militar utilizaria as linhas  de crédito oferecidas por instituições internacionais, como o FMI, para financiar a construção de obras de infra-estrutura de grande porte, muitas delas de proporções exageradas (obras faraônicas). O resultado do Milagre Econômico foi a falência de muitas  empresas nacionais incapazes de concorrer com a forte entrada de empresas estrangeiras, levando à concentração de renda na sociedade, bem como ao forte endividamento externo do governo federal, em especial após o choque do Petróleo de 1973.

Fonte: Colégio e Curso Oficina do Estudante



sábado, 2 de junho de 2012

Confira a correção do NOTREVEST do Segundo Bimestre


NOTREVEST
HISTÓRIA DO BRASIL
 
 

PRIMEIRA SÉRIE

1. (Cesgranrio) No Brasil, o quilombo foi uma das formas de resistência da população escrava. Sobre os quilombos no Brasil, é correto afirmar que o (a):

a) maior número de quilombos se concentrou na região nordeste do Brasil, em função da decadência da lavoura cafeeira, já que os fazendeiros, impossibilitados de sustentar os escravos, incentivavam-lhes a fuga.
b) maior dos quilombos brasileiros, Palmares, foi extinto a partir de um acordo entre Zumbi e o governador de Pernambuco, que se comprometeu a não punir os escravos que desejassem retornar às fazendas.
c) existência de poucos quilombos na região norte pode ser explicada pela administração diferenciada, já que, no Estado do Grão-Pará e Maranhão, a Coroa Portuguesa havia proibido a escravidão negra.
d) quase inexistência de quilombos no sul do Brasil se relaciona à pequena porcentagem de negros na região, o que também permitiu que lá não ocorressem questões ligadas à segregação racial.
e) população dos quilombos também era formada por indígenas ameaçados pelos europeus, brancos pobres e outros aventureiros e desertores, embora predominassem africanos e seus descendentes.


resposta da questão 1:[E]
Os quilombos se caracterizavam pela grande heterogeneidade étnica, uma vez que em sua composição tinhamos além dos negros que constituíam o grupo majoritário, muitos mestiços, indígenas e até mesmo livres pobres, o que por sua vez demonstra que não apenas os negros escravizados procuravam fugir da dominação colonial exercida pelos brancos na América Portuguesa.


2. (Unicamp 2012/adaptada)  Emboaba: nome indígena que significa “o estrangeiro”, atribuído aos forasteiros pelos paulistas, primeiros povoadores da região das minas. Com a descoberta do ouro em fins do século XVII, milhares de pessoas da colônia e da metrópole vieram para as minas, causando grandes tumultos. Formaram-se duas facções, paulistas e emboabas, que disputavam o governo do território, tentando impor suas próprias leis.

(Adaptado de Maria Beatriz Nizza da Silva (coord.), Dicionário da História da Colonização Portuguesa no Brasil. Lisboa: Verbo, 1994, p. 285.)

Sobre o período em questão é correto afirmar que:
a) As disputas pelo território emboaba colocaram em confronto paulistas e mineiros, que lutaram pela posse e exploração das minas.  
b) A região das minas foi politicamente convulsionada desde sua formação, em fins do século XVII, o que explica a resistência local aos inconfidentes mineiros.  
c) A luta dos emboabas ilustra o processo de conquista de fronteiras do império português nas Américas, enquanto na África os portugueses se retiravam definitivamente no século XVIII.  
d) A monarquia portuguesa administrava territórios distintos e vários sujeitos sociais, muitos deles em disputa entre si, como paulistas e emboabas, ambos súditos da Coroa.
e) Os primeiros ocupantes da região das minas foram os emboabas, como eram chamados os portugueses e forasteiros , que sonharam enriquecer com o ouro encontrado.
 
Resposta da questão 2:[D]

Os primeiros ocupantes da região das minas foram paulistas de origem bandeirante, que sonharam enriquecer com o ouro encontrado. No entanto, toda a estruturação da exploração aurífera ficou sobcontrole de representantes da metrópole, que distribuíram as terras àqueles que possuíam escravos – normalmente vindos da região açucareira em crise – e privilegiavam mercadores de origem portuguesa, muitos vindos da cidade do Rio de Janeiro. Esses dois grupos, que chegaram posteriormente, eram vistos como “forasteiros” pelos primeiros ocupantes da região e seus privilégios foram contestados, num movimento que redundou em uma Guerra, com violenta repressão sobre os pequenos mineradores. 


3. (Unesp 2011) Entre as formas de resistência negra à escravidão, durante o período colonial brasileiro, podemos citar
a) a organização de quilombos, nos quais, sob supervisão de autoridades brancas, os negros podiam viver livremente.
b) as sabotagens realizadas nas plantações de café, com a introdução de pragas oriundas da África.
c) a preservação de crenças e rituais religiosos de origem africana, que eram condenados pela Igreja Católica.
d) as revoltas e fugas em massa dos engenhos, seguidas de embarques clandestinos em navios que rumavam  para a África.
e) a adoção da fé católica pelos negros, que lhes proporcionava imediata alforria concedida pela Igreja.

 Resposta: [C]

Resolução
Desenraizados de seu continente e lançados na colônia brasileira, os negros africanos encontraram diferentes  modos de resistir à escravidão, entre os quais a formação de quilombos, as fugas, o assassinato de senhores, a  destruição de canaviais e também a manutenção de suas crenças e rituais religiosos, apesar da oposição feita  pela Igreja Católica, interessada em convertê-los.




4. (G1 - ifsp 2012)  Os índios resistiram às várias formas de sujeição, pela guerra, pela fuga, pela recusa ao trabalho compulsório. Em termos comparativos, as populações indígenas tinham melhores condições de resistir do que os escravos africanos. Enquanto estes se viam diante de um território desconhecido onde eram implantados à força, os índios se encontravam em sua própria casa.

(Fausto Boris. História do Brasil)

De acordo com o texto, é correto afirmar que, ao longo do período colonial brasileiro,
a) apenas os índios foram vitimados pela escravização imposta pelos portugueses, o que explica a sua rápida dizimação.  
b) somente os africanos foram submetidos à escravização, pois os indígenas eram totalmente protegidos pelas leis portuguesas.  
c) a escravidão fracassou e rapidamente foi substituída pelo trabalho livre e assalariado dos imigrantes europeus.  
d) os africanos resistiram mais do que os índios à escravidão, pois eram bem mais fortes e, por isso, obtiveram maior êxito nas guerras e nas fugas.  
e) tanto os índios quanto os africanos foram vítimas da escravidão portuguesa, contudo os índios conseguiram resistir melhor a tal processo.  

Resposta da questão 4:[E]

Interpretação de texto. Na história do Brasil colonial o trabalho escravo foi determinante para a produção na terra e tanto os africanos como os nativos da terra (índios) foram escravizados pelo colonizador. O autor destaca que ambos resistiram à escravidão, porém os índios possuíam uma condição melhor de resistência por conheceram a terra. 


SEGUNDA SÉRIE

1. (Enem 2011)  Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.

LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social
a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.  
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.  
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.  
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.  
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional.  
 

Resposta da questão 1:[E]

Durante a Primeira República, também denominada de República Velha, o país manteve sua estrutura agrária tradicional, em diversas regiões, tendo substituído a escravidão por um modelo assalariado precário. A estrutura exportadora e de concentração de terras permaneceu e, a adoção de novo modelo eleitoral, no qual o homem pobre poderia votar – desde que alfabetizado – exigiu que os latifundiários se preocupassem em estabelecer controle sobre o voto de seus trabalhadores. Os grandes latifundiários, os “coronéis” eram aqueles que possuíam poder econômico, dada a concentração de terras, poder político local – dominando as prefeituras e, na prática, o poder de polícia e de justiça, uma vez que delegados e juízes eram normalmente indicados por eles. 




2. (Enem 2011)  Até que ponto, a partir de posturas e interesses diversos, as oligarquias paulista e mineira dominaram a cena política nacional na Primeira República? A união de ambas foi um traço fundamental, mas que não conta toda a história do período. A união foi feita com a preponderância de uma ou de outra das duas frações. Com o tempo, surgiram as discussões e um grande desacerto final.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2004 (adaptado).

A imagem de um bem-sucedido acordo café com leite entre São Paulo e Minas, um acordo de alternância de presidência entre os dois estados, não passa de uma idealização de um processo muito mais caótico e cheio de conflitos. Profundas divergências políticas colocavam-nos em confronto por causa de diferentes graus de envolvimento no comércio exterior.

TOPIK, S. A presença do estado na economia política do Brasil de 1889 a 1930. Rio de Janeiro: Record, 1989 (adaptado).

Para a caracterização do processo político durante a Primeira República, utiliza-se com frequência a expressão Política do Café com Leite. No entanto, os textos apresentam a seguinte ressalva a sua utilização:
a) A riqueza gerada pelo café dava à oligarquia paulista a prerrogativa de indicar os candidatos à presidência, sem necessidade de alianças.  
b) As divisões políticas internas de cada estado da federação invalidavam o uso do conceito de aliança entre estados para este período.  
c) As disputas políticas do período contradiziam a suposta estabilidade da aliança entre mineiros e paulistas.  
d) A centralização do poder no executivo federal impedia a formação de uma aliança duradoura entre as oligarquias.  
e) A diversificação da produção e a preocupação com o mercado interno unificavam os interesses das oligarquias.  

Resposta da questão 2:[C]

Apesar de apelido dado “café com leite”, vale a pena lembrar que parte da elite mineira estava ligada à produção de café, enquanto a importância da pecuária leiteira crescia. Os cafeicultores mineiros tinham maiores vínculos com os paulistas, enquanto que os pecuaristas, que produziam para o mercado interno, possuíam maiores contradições. Além disso, a aliança procurava garantir o controle sobre a Presidência da República e necessitava do apoio das oligarquias estaduais – e, portanto dos coronéis – para que tivessem o apoio do Congresso Nacional. 



3. (ENEM 2011) É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930.

MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império.Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado).

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de

a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas.
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia.
c) criticar a política educacional adotada durante a República Velha.
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder.
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação.


Resposta da questão 3:[D]
 
Resolução
Com a Revolução de 1930, tiveram início a Era Vargas e a formação de um novo bloco hegemônico na condução do Estado brasileiro. Para afirmar simbolicamente o grupo que assumia o poder, buscou-se primeiro depreciar o bloco deposto para, depois, consolidar uma nova identidade em torno de elementos como trabalhismo e nacionalismo.


4. (Unesp) Com a proclamação da República no Brasil, as antigas províncias receberam a denominação de estados. A mudança de província no Império para estado na primeira República não foi somente questão de nomenclatura, considerando que
a) os presidentes das províncias indicavam o primeiro ministro no parlamentarismo brasileiro e os estados eram administrados por interventores nomeados pelo presidente.
b) os governantes das províncias eram membros das famílias tradicionais da sociedade local e os presidentes dos estados atendiam aos interesses gerais da nação.
c) os presidentes das províncias exerciam um mandato de quatro anos, enquanto na presidência dos estados havia grande rotatividade política provocada por lutas partidárias.
d) as províncias substituíam o poder central na manutenção da integridade territorial do país, enquanto os estados delegavam essa função ao presidente da república.
e) os presidentes das províncias eram indicados pelo poder central, enquanto os presidentes dos estados eram eleitos pelas situações políticas e sociais regionais.


Resposta da questão 4:[E]

 Durante o período imperial os presidentes de província eram indicados pelo poder central enquanto que com o advento da República e a promulgação da Constituição de 1891 deu-se autonomia para os estados elegerem seus próprios governantes.







TERCEIRA SÉRIE

1. (Enem 2010) Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos "barões do café", para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.

O contexto do Período Regencial foi marcado
a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia. 
b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central. 
c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida. 
d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos "barões do café". 
e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais. 

Resposta da questão 1:[E]

O período regencial é normalmente entendido como “de crise”, perceptível pelas grandes rebeliões que ocorreram nas diversas regiões do Brasil, levadas a cabos pelas camadas excluídas do poder, agravadas pela exclusão econômica e social em alguns casos.
Apesar de sabermos que o tráfico não permanecerá por muito tempo, ele ainda existiu por quase 20 anos após a abdicação de D. Pedro I. A Lei de 1831 do ministro Feijó não foi cumprida, dada à tendência da elite tradicional em manter o braço escravo na lavoura (situação que se modificou em grande parte fruto das pressões inglesas).

2. (Ufg 2010)  A ocorrência de rebeliões, tais como a Cabanagem (1835-1840), no Pará, a Sabinada (1837-1838), na Bahia, e a Balaiada (1838-1841), no Maranhão, determinou a caracterização da Regência como um período conturbado. Todavia, a ocorrência de rebeliões tão distintas apresenta como aspecto comum a
a) reivindicação popular pela abolição da escravatura, tornando inviável o apoio das camadas médias urbanas aos movimentos contra a ordem regencial. 
b) influência da experiência republicana da América Hispânica, decorrente da proximidade intelectual entre as elites imperiais e os criollos. 
c) mobilização das camadas populares pelos segmentos da elite, objetivando o controle do poder nas referidas províncias. 
d) tentativa de restabelecer o poder moderador, transferindo-o para a Regência Una como forma de resistir às reformas liberais. 
e) rejeição ao regime monárquico, revelador da permanência do privilégio concedido ao português desde a Colônia. 

Resposta da questão 2:[C]

É muito comum compreender a História a partir da postura das elites, desprezando as necessidades, reivindicações e lideranças populares. Muitos autores – não apenas historiadores – entendem sempre a presença popular como “massa de manobra”, conforme propõe o exercício.
Durante esse período, o poder moderador não foi exercido e nem todas as rebeliões eram republicanas ou antilusitanas.

3. (Unesp) Sobre as revoltas do Período Regencial (1831-1840), é correto afirmar que
a) indicavam o descontentamento de diferentes setores sociais com as medidas de cunho liberal e antiescravista dos regentes, expressas no Ato Adicional.
b) algumas, como a Farroupilha (RS) e a Cabanagem (PA), foram organizadas pelas elites locais e não conseguiram mobilizar as camadas mais pobres e os escravos.
c) provocavam a crise da Guarda Nacional, espécie de milícia que atuou como poder militar da Independência do país até o início do Segundo Reinado.
d) a Revolta dos Malês (BA) e a Balaiada (MA) foram as únicas que colocaram em risco a ordem estabelecida, sendo sufocadas pelo Duque de Caxias.
e) expressavam o grau de instabilidade política que se seguiu à abdicação, o fortalecimento das tendências federalistas e a mobilização de diferentes setores sociais.


resposta da questão 3:[E]

O período regencial foi um dos mais agitados da História do Brasil, uma vez que ocorreu nessa fase grande disputa pelo poder entre as elites nacionais, além disso ocorreram várias revoltas provínciais que ameaçavam a integridade territorial brasileira.

4. (Unicamp simulado 2011) Desde 1835 cogitava-se antecipar a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.

(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos.São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91.)

No período regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam ameaçadas porque
a) a ausência de um governo central forte causara uma crise econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento da criminalidade. 
b) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole. 
c) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no trono permitia questionamentos ao governo central, levando ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia por parte das elites provinciais. 
d) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república. 
e) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república. 

Resposta da questão 4:[C]

Estendendo-se de 1831 a 1840, o governo regencial abriu espaço para diferentes correntes políticas, como a dos liberais, subdivididos entre moderados e exaltados, cujas posições políticas iam desde a manutenção das estruturas monárquicas até a formulação de um novo governo republicano e a dos restauradores, em sua maioria portugueses defensores de que a estabilidade só se daria com o retorno de Dom Pedro I.
A existência de diferentes posições políticas, revelando a falta de unidade entre os integrantes da política nacional, gerou um quadro de disputas e instabilidade. Umas das mais claras consequências desses desacordos foram as revoltas deflagradas durante a regência. A Sabinada na Bahia, a Balaiada no Maranhão e a Revolução Farroupilha na região Sul foram todas manifestações criadas em consequência da desordem que marcou todo o período regencial.

Saiba mais sobre o Período Regencial (1831-1840)

 Confira uma videoaula sobre as Regências


O professor de História, Edenilson Morais faz um comentário acerca das principais características políticas do Período Regencial brasileiro. Compreendido entre a abdicação de D. Pedro I (1831) e o golpe da maioridade (1840) que conduziu D. Pedro II ao poder, esse foi um dos mais agitados períodos de nossa história. Nesse contexto histórico foi consolidada a nossa independência política e começou a se estrutrurar o Estado nacional brasileiro.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Saiba mais sobre a economia no Segundo Reinado (1840-1889)


Teste seus conhecimentos sobre a economia no Segundo Reinado

1. (PITÁGORAS) Analise a tabela sobre os produtos de exportação do Brasil.


Analisando a tabela sobre a economia do Segundo Reinado podemos CONCLUIR que

A) o Brasil deixou de ser um país monocultor e diversificou sua pauta de exportação sendo o café o principal produto exportado.
B) a segunda fase da Revolução Industrial ocorrida a partir de 1850 contribuiu para que o algodão tornasse o produto mais exportado.
C) o fim do tráfico negreiro ocorrido a partir de 1850 contribuiu para queda das exportações de café devido a falta de mão-de-obra.
D) a entrada maciça de imigrantes ingleses ocorrida na segunda metade do século XIX, fez com que a Erva-mate tornasse o principal produto agrícola brasileiro.
E) a diversificação da agricultura de exportação foi um dos fatores que contribuiu para o grande desenvolvimento  industrial brasileiro no final do século XIX.

Resposta:[A]

 2. (PITÁGORAS) A implantação do café no Brasil provocaria diversas transformações socioeconômicas, entre as quais a estabilização financeira, a implantação de um mercado interno e a formação de uma nova aristocracia. Em 1850, o Brasil passaria por um surto industrial. Na política interna, a característica principal seria a conciliação partidária.

INDIQUE duas diferenças entre a cafeicultura no Vale do Paraíba e a cafeicultura no Oeste Paulista.

Resposta: 
Vale do Paraíba                                                           Oeste Paulista

Produção tradicional                                            Produção moderna
Mão-de-obra escrava                                 Mão-de-obra assalariada
Barões do Café                                                    Burguesia cafeeira
Exportação via porto do RJ            Exportação via porto de Santos


3. (Fatec) "Gradativamente, a produção [de café] concentrada no Vale do Paraíba entrou em decadência. Antes da Proclamação da República, o chamado Oeste Paulista superava a região do vale como grande centro produtor". (BORIS FAUSTO, Pequenos Ensaios de História da República - 1889/1945) O deslocamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba para o Oeste Paulista deveu-se, entre outros fatores:
a) ao desenvolvimento pouco adequado do sistema de transportes.
b) à excepcional expansão do mercado interno no Oeste Paulista.
c) à presença da pequena propriedade como célula básica da agroexportação.
d) à inexistência de mão-de-obra escrava no Oeste Paulista.
e) às condições geográficas do Oeste Paulista, superiores às do Vale do Paraíba.


resposta:[E]

4. (Fei) "O Brasil é o café e o café é o Vale", esta era uma frase corriqueira no Brasil de meados do século XIX. O que levou à formulação dessa frase foi:
a) O crescimento da produção de café no vale do São Francisco, o que fez com que o Brasil se tornasse o maior produtor mundial do produto.
b) O incremento da produção cafeeira no vale do Ribeira em São Paulo, o que alavancou a província e sua elite ao primeiro plano de importância no período em questão.
c) A grande produção cafeeira no vale do Paraíba, que levou à supremacia dos "barões do café" no período.
d) A supremacia da oligarquia mineira na produção cafeeira no século XIX, notadamente a do vale do Paraíba.
e) O aumento da produção cafeeira no Oeste Paulista, o que levou o segmento oligárquico paulista a controlar a política imperial.


resposta:[C]

5. (Unesp) Charles Ribeyrolles, ao viajar pelo Vale do Paraíba em 1859, deixou o seguinte depoimento: "A fazenda brasileira, viveiro de escravos, é uma instituição fatal. Sua oficina não pode se renovar, e a ciência, mãe de todas as forças, fugirá dela enquanto campearem a ignorância e a servidão. O dilema consiste, pois, no seguinte: transformar ou morrer"
(Charles Ribeyrolles, BRASIL PITORESCO.)

Baseando-se no texto, responda.
a) Quais as críticas do viajante às fazendas da região?
b) Como os fazendeiros de café da região do "oeste paulista" solucionaram o dilema "transformar ou morrer"?


resposta: 
 
a) O viajante questiona a utilização do trabalho escravo, considerando-o um obstáculo ao desenvolvimento tecnológico e econômico, tendo como referência a Revolução Industrial que se processava na Inglaterra.

b) No Oeste paulista, os cafeicultores adotaram a mão-de-obra assalariada ou sistemas de parceria, sobretudo de imigrantes europeus o que resultou na modernização da produção cafeeira na região.


6. (Unesp) No final do Império, afirmava-se que a Província de São Paulo fora tomada por uma febre de ferrovias. As estradas de ferro foram essenciais para
a) o escoamento da produção industrial da Província, que economicamente já se firmara como a mais importante da federação.
b) o aumento da produção de açúcar no Vale do Paraíba, então a área mais dinâmica da agricultura paulista.
c) iniciar o tráfico da mão-de-obra escrava das economias açucareiras decadentes do nordeste para as áreas produtoras de café.
d) o aumento da entrada de imigrantes, que antes não conseguiam chegar às áreas mais distantes do porto de Santos.
e) a expansão da cafeicultura no chamado oeste paulista, graças à rapidez, eficiência e facilidade para o transporte até o porto de Santos.


resposta:[E]

7. (Ufscar) Analise a tabela a seguir e responda.

a) Quais as características da economia cafeeira no século XIX no Brasil?
b) Dê os motivos das mudanças ocorridas na quantidade de café produzida no Vale do Paraíba e no Oeste Paulista, entre 1854 e 1888.

resposta:
a) Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e São Paulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi o principal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida por Francisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas da Guiana Francesa.
b) No Vale do Paraíba, a mentalidade aristocrática e arcaica dos fazendeiros e o esgotamento das terras levaram a lavoura ao declínio, enquanto no Oeste Paulista, a expansão das áreas cultiváveis deveu-se à maior produtividade da terra-roxa e da mão-de-obra livre, ás facilidades do transporte ferroviário e a própria mentalidade empresarial da nova aristocracia cafeicultora (burguesia cafeeira).

8. (Uerj) A economia cafeeira começou a prosperar significativamente na região do Vale do Paraíba fluminense e paulista na década de 1840 e entrou em decadência a partir dos anos de 1870. Um dos fatores que contribuíram para essa decadência está descrito em:
a) doação das terras devolutas aos colonos, em conseqüência da Lei de Terras
b) redução do número de escravos, devido à proibição imposta pela Lei Euzébio de Queiroz
c) baixa produtividade agrícola, em razão da falta de escravos gerada pela Lei do Ventre Livre
d) proibição do tráfico de escravos interprovincial, em função das imposições do Bill Aberdeen
 
resposta:[B]

9. (Unesp) O texto seguinte se refere a um esforço de implantação de fábricas no Brasil em meados do século XIX. Não se pode dizer (...) que tenha havido falta de proteção depois de 1844. Nem é lícito considerar reduzido seu nível (...) Não se está autorizado, portanto, a atribuir o bloqueio da industrialização à carência de proteção. O verdadeiro problema começa aí: há que explicar por que o nível de proteção, que jamais foi baixo, revelou-se insuficiente.
(J. M. Cardoso de Mello. O Capitalismo tardio, 1982.)
a) Qual foi a novidade da Tarifa Alves Branco (1844), comparando-a com os tratados assinados com a Inglaterra em 1810?
b) Indique duas razões do "bloqueio da industrialização" ao qual se refere o autor.


resposta:

10. (FGV) Na primeira metade do século XIX constituiu-se o protecionismo alfandegário, ou seja, as taxas alfandegárias, no Brasil, passaram a variar entre 30 e 60%. Esta iniciativa, somada a outras, foi responsável pelo 1.o surto industrial brasileiro. Estamos referindo-nos à/ao:
a) Tarifa Barão de Mauá;
b) Tratado de Comércio e Navegação;
c) Tratado de Livre Comércio;
d) Tarifa Alves Branco;
e) Abertura dos Portos às Nações Amigas.


resposta:[D]

11. (Puccamp) O crescimento industrial na cidade de São Paulo foi especialmente favorecido por duas medidas de grande repercussão econômica: a tarifa Alves Branco (1844) e a lei Eusébio de Queirós (1850). Elas estabeleceram, respectivamente,
a) a fixação do preço mínimo da saca de café e a autorização para o funcionamento de manufaturas em São Paulo.
b) a redução das taxas alfandegárias para os produtos importados da Inglaterra e a abertura dos portos.
c) o subsídio governamental à produção de café no Vale do Paraíba e a instituição do sistema de parceria.
d) o aumento dos impostos sobre os produtos estrangeiros importados e a extinção do tráfico negreiro.
e) a isenção de tributos sobre artigos manufaturados e a concessão de terras para imigrantes europeus.


resposta:[D]


12. (FGV 2008) "(...) visando aumentar a renda do Estado, em um momento de consolidação do sistema imperial, o liberalismo alfandegário foi abandonado em prol do protecionismo aduaneiro. (...) [O] ministro da Fazenda tinha em mente aumentar a carga fiscal do Estado, aspecto que foi bem recebido pela Câmara. A nova lei (...) estabeleceu que os tributos sobre os produtos de importação subiriam de 15% para 30% (caso não houvesse similar nacional) ou 60% (caso o artigo fosse produzido no país).
(Rubim Santos Leão Aquino et alii, "Sociedade brasileira: uma história através dos movimentos sociais")

No contexto do Brasil Império, o trecho apresenta
a) a Lei de Terras.
b) o Tratado de 1827.
c) a Bill Aberdeen.
d) a Tarifa Alves Branco.
e) a Lei Eusébio de Queiroz.


resposta:[D]

13. (Mackenzie) Contribuíram decisivamente para o surto industrial de meados do século XIX, conhecido como "Era Mauá".
a) A sólida política industrial implantada pelo governo monárquico.
b) A extinção do tráfico negreiro que liberou capitais, bem como a Tarifa Alves Branco e os lucros obtidos com o café.
c) O crescimento do mercado interno, devido à bem sucedida política imigratória criada pelo Sistema de Parceria.
d) O apoio da elite agrária, grande incentivadora das atividades industriais.
e) O desenvolvimento tecnológico, a qualidade da mão-de-obra e a Tarifa Silva Ferraz.


resposta:[B]

14. (Uerj) Leia o trecho abaixo, extraído das memórias do barão e visconde de Mauá. Era já então, como é hoje ainda, minha opinião que o Brasil precisava de alguma indústria (...) para que o mecanismo de sua vida econômica possa funcionar com vantagem; e a indústria que manipula o ferro, sendo a mãe das outras, me parecia o alicerce dessa aspiração.
(Adaptado de PRIORE, Mary del et alii. "Documentos de História do Brasil: de Cabral aos anos 90". São Paulo: Scipione, 1997.)

Considerando as ações empreendidas por Mauá, tanto no setor industrial quanto no setor de serviços, exemplifique:
a) duas condições econômicas que possibilitaram essas ações;
b) duas melhorias urbanas introduzidas na Era Mauá.


resposta:
 
a) Duas dentre as condições:
- proibição do tráfico negreiro
- política emissionista do governo
- política tarifária de Alves Branco
b) Duas dentre as melhorias:
- iluminação a gás
- transportes coletivos
- serviço de coleta de lixo


15. (Unesp) "Reunir capitais que se viam repentinamente deslocados do ilícito comércio e fazê-los convergir a um centro donde pudessem ir alimentar as forças produtivas do país, foi o pensamento que me surgiu na mente ao ter certeza de que aquele fato era irrevogável." Responda:
a) A qual comércio ilícito Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá) faz referência?
b) O referido comércio foi revogado através de que lei?
c) Em sua opinião esta é a única explicação para o impulso de desenvolvimento econômico no Segundo Reinado?


resposta:
a) O tráfico negreiro.
b) Lei Eusébio de Queirós (1850)
c) Não havia condições propícias que proporcionaram o desenvolvimento industrial verificado durante a Era Mauá (1850-1880) tais como a aprovação da Tarifa Alves Branco e a iniciativa pioneira de Irineu Evangelista de Souza.


16. (Fuvest) "...esta estrada de ferro, que se abre hoje ao trânsito público, é apenas o primeiro passo de um pensamento grandioso. Esta estrada, Senhor (D. Pedro II), não deve parar e, se puder contar com a proteção de Vossa Majestade, seguramente não parará senão quando tiver assentado a mais espaçosa de suas estações na margem esquerda do rio das Velhas."
(Barão de Mauá, quando da inauguração da estrada de ferro Rio-Petrópolis, em 1854.)

Com base no texto, comente o processo de modernização no Brasil e explicite a posição de Mauá nesse processo.

 resposta:
Barão de Mauá - Expoente empresário e acima de tudo grande empreendedor - Já enxergava naquele momento a necessidade de escoar a produção do interior brasileiro até os portos além da integração capital - interior. Além do mais, traria ao Brasil a vanguarda da revolução cultural e industrial contemporânea aos dois. Vale lembrar também que a construção da estrada de ferro beneficiaria diretamente o próprio Irineu em seus negócios relativos ao mercado da mineração no interior de Minas Gerais
 
17. (UFU) Os dados a seguir indicam a expressão econômica dos principais gêneros de exportação no Brasil, na primeira metade do século XIX.



1821/1830
1831/1840
1841/1850
Açúcar
30,1%
24,9%
26,7%
Algodão
20,6%
10,8%
7,5%
Café
18,4%
43,8%
41,5%
Couro e peles
13,6%
7,9%
8,5%
(Dados retirados da obra de Sodré, Nelson, Werneck, História da Burguesia Brasileira, Ed. Civilização Brasilieira, 1964, p. 78.)


Em relação à análise desses dados é incorreto afirmar.


a) A partir da terceira década do século XIX, o processo de produção do café era irreversível.
b) A perspectiva da economia algodoeira foi a de manter-se insatisfatória face à concorrência norte-americana.
c) O período Regencial é caracterizado por uma significativa alta na produção do café.
d) A passagem do Brasil-Colônia para um Estado livre alterou profundamente a estrutura econômica vigente que se baseava principalmente na monocultura, surgindo daí uma diversificação de produtos agrícolas.
e) Comparando a produção do Primeiro Reinado com a do Segundo Reinado, nota-se uma ascensão da produção do café em detrimento dos demais gêneros agrícolas de exportação.



Resposta:[D]






18. (FUVEST 2012) Examine a seguinte tabela:
 

A tabela apresenta dados que podem ser explicados

a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos importados da África para o Brasil.
b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil.
c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Moçambique.
d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da expansão cafeeira, a despeito da promulgação da Lei Aberdeen, em 1845.
e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno.


Resposta:[D]

Resolução

A tabela mostra um grande aumento da entrada de escravos no Brasil, nos três anos subsequentes à decretação do Bill Aberdeen. É claro que a expansão da cafeicultura nesse período, embora significativa, nem de longe acompanhou o crescimento da importação de escravos. Seria mais correto, portanto, dizer que o aumento do tráfico deveu-se ao receio de que sua extinção ocasionasse uma dramática falta de mão de obra, levando os fazendeiros a formar um estoque de escravos.

 
19. (PITÁGORAS) Considerando os dados sobre a expansão das ferrovias entre 1854 e 1906, resposta:

 

a) Em que medida a economia cafeeira se vinculou à expansão do transporte ferroviário?

b) Compare a expansão ferroviária no Brasil com a expansão cafeeira antes e depois da Proclamação da República.




Resposta:

a) Entre meados do século XIX e início do século XX, a economia cafeeira passa por diversas transformações como a substituição da mão de obra escrava por imigrantes e, sobretudo, pela ocupação de novas áreas no Oeste paulista. A vinculação com a expansão do transporte ferroviário também é forte, correspondendo quase ao total da malha ferroviária do restante do Brasil. A ligação entre as áreas produtoras (fazendas) e os portos de escoamento (exportação) se fazem por meio das ferrovias.

b) Antes da Proclamação da República (1889), a malha ferroviária está estritamente ligada à economia cafeeira em fins do século XIX e o traçado das ferrovias começa a se diferenciar com a abertura de novos circuitos econômicos e o crescimento industrial do país.


20. (PITÁGORAS-ENEM VIRTUAL) Analise a tabela e assinale a alternativa que faz um balanço correto acerca da economia agrário-exportadora brasileira durante o período em questão.

 


a) A exploração do pau-brasil, primeira atividade econômica empreendida por portugueses, contribuiu de forma significativa na pauta das exportações brasileiras durante os períodos colonial e imperial.
b) Mesmo em tempos de exportação do ouro, o açúcar continuou a ser importante produto na pauta do total das exportações brasileiras, sendo superado apenas pelo café durante o Brasil Império.
c) Ao contrário do que ocorrera com a produção do açúcar entre 1650 e 1700, e a do café, entre 1850 e1900, a economia mineradora não conheceu diminuição da sua participação na pauta das exportações durante o século XVIII.
d) Entre 1850 e 1990, o café não conseguiu se tornar o principal produto das exportações brasileiras devido à força da tradicional e imbatível produção açucareira.
e) A partir do início do século XX, a borracha figuraria como produto principal na pauta das exportações brasileiras, desbancando os gêneros agrícolas tradicionais.


Resposta: [B]




resposta: