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sábado, 14 de julho de 2012

O início da colonização da América Portuguesa

Saiba mais sobre o  início da colonização da América Portuguesa
 

Nesta vídeo-aula o professor Edenilson Morais faz uma abordagem acerca do começo da colonização portuguesa em terras brasileira. São relatados os a chegada dos portugueses, o período pré-colonial, o início da colonização, o sistema de capitanias hereditárias, o governo geral e a relação entre colonizadores e os povos indígenas.


domingo, 3 de junho de 2012

CORREÇÃO UNESP 2012 VESTIBULAR DE INVERNO

CORREÇÃO UNESP 2012
VESTIBULAR DE INVERNO
Questões de História

Questão 31

A escravatura  [na Roma antiga]  foi praticada desde os tempos mais remotos dos reis, mas seu  desenvolvimento em grande escala foi consequência das guerras de conquista […].
(Patrick Le Roux. Império Romano, 2010.).

Sobre a escravidão na Roma antiga, é correto afirmar que
(A) assemelhava-se à escravidão ocorrida no Brasil colonial, pois era determinada pela procedência e pela raça.
(B) aumentou significativamente durante a expansão romana pelo Mar Mediterrâneo.
(C) atingiu o auge com a ocupação romana da Germânia e de territórios na Europa Central.
(D) diminuiu bastante após a implantação do Império e foi abolida pelos imperadores cristãos.
(E) diferenciava-se da escravidão ocorrida no Brasil colonial, pois os escravos romanos nunca podiam se tornar livres.

Alternativa: B  
Questão de fácil resolução por parte do aluno, que deveria observar a relação entre a vitória romana nas Guerras Púnicas, quando o Mar Mediterrâneo foi tomado dos cartagineses, e a expressiva ampliação da utilização de mão-de-obra escrava proveniente das conquistas.
 
Questão 32

As feiras foram muito difundidas pela Europa a partir do século XI. Entre os motivos que provocaram tal fenômeno, podemos citar
(A) a unificação da moeda europeia, que facilitou a atividade dos banqueiros e a aquisição de mercadorias.
(B) o aumento da produção agrícola, provocado pelos desmatamentos, que ampliavam a quantidade de terras cultiváveis.
(C) a eliminação das práticas feudais, que prendiam os camponeses à terra e reduziam a monetarização da economia.
(D) o crescimento urbano, provocado pelas doenças e epidemias que grassavam nas áreas rurais e  provocavam êxodo em direção às cidades.
(E) a regionalização das economias, que limitou significativamente a obtenção de mercadorias  provenientes de terras distantes.

          Alternativa: B                         
A questão apresenta uma certa dificuldade para o aluno em função de sua formulação, que parece um pouco imprecisa. Aparentemente a questão busca do aluno a percepção das mudanças que  aconteceram na Europa medieval a partir do período de paz iniciada no século X. Naquele  momento, novas práticas agrícolas e inovações técnicas permitiram um incremento na  produtividade do campo, garantindo a produção de excedentes alimentares. Este contexto garantiu  um crescimento demográfico acentuado que seria acompanhado, em seguida, da mudança nas  relações servis que conduziram milhares de servos para os novos centros urbanos em formação. O  comércio que se desenvolvera nestes centros iria estimular a retomada de rotas comerciais  terrestres no cruzamento das quais grandes feiras como as de Champagne e Flandres acabariam  por se constituir.
  
Questões 33
 
[Na época feudal] o mundo terrestre era visto como palco da luta entre as forças do Bem e as do  Mal, hordas de anjos e demônios. Disso decorria um dos traços mentais da época: a belicosidade.
(Hilário Franco Junior. O feudalismo, 1986. Adaptado.).
A belicosidade (disposição para a guerra) mencionada expressava-se, por exemplo,
(A) no ingresso de homens de todas as camadas sociais na cavalaria e na sua participação em  torneios.
(B) no pacto que reunia senhores e servos e determinava as chamadas relações vassálicas.
(C) na ampla rejeição às Cruzadas e às tentativas cristãs de reconquista de Jerusalém.
(D) no empenho demonstrado nas lutas contra muçulmanos,  vikings  e diferentes formas de  heresias.
(E) na submissão de senhores e vassalos, reis e súditos, ao Islamismo.

 Alternativa: D
Nesta questão ao aluno deveria se lembrar de que a sociedade feudal era dividida em ordens, cuja  função era rigidamente definida em  os que lutam,  os que rezam e  os que trabalham. Cabia unicamente aos nobres a honra de participar dos combates, o que torna as alternativas  a e  b erradas. Do mesmo modo, a oposição entre o cristianismo e o islamismo foi amplamente explorada  pela Igreja Católica como forma de consolidar sua liderança e buscar resolver os problemas que  ameaçavam o sistema feudal. Com isso, as letras c e e mostram-se equivocadas. Por fim, o aluno  deveria se lembrar das invasões do século IX envolvendo muçulmanos, magiares e vikings, além  da perseguição empreendida contra os hereges como momentos em que a belicosidade europeia  se manifestou.
Questão 34
Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano doAtlântico Sul.
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil:uma interpretação, 2008.)

Os lançados citados no texto eram
(A) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.
(B) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.
(C) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.
(D) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das  novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.
(E) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.

Alternativa E
É importante perceber que o texto trata do chamado período pré-colonial brasileiro, marcado pela relativa negligência da coroa portuguesa com sua colônia americana devido aos grandes lucros proporcionados pelo comércio com o Oriente. Essa questão trata justamente dos primeiros colonos que foram enviados ao Brasil, no caso um conjunto de degredados, ou seja, pessoas que não eram desejadas no reino e que se tornaram assim os responsáveis por representar a posse do território colonial nos primeiros trinta anos. Vale destacar que a letra a e a b tratam de personagens qualificados da colonização, logo não podem ser considerados “lançados” como se refere o texto.
Na letra c e d, as atividades citadas só seriam implementadas posteriormente ao período pré-colonial do qual o texto trata.

 
Questão 35
No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que
(A) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente.
(B) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia.
(C) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia.
(D) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro.
(E) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata.

Alternativa A
O aluno que respondeu a questão anterior não teve dificuldade nenhuma em responder essa outra, pois ela trata da característica geral que marcou o período abordado pelo texto. Como dito anteriormente, Portugal se dedicou nos primeiros trinta anos que seguiram a viagem de Cabral ao seu comércio com as Índias, devido aos altos dividendos que ele proporcionava, relegando sua colônia na América a um segundo plano.

 
Questão 36
Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum,e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece.
[...]
Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquantocorpo, cada membro como parte indivisível do todo.
(Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.)

O texto apresenta características
(A) iluministas e defende a liberdade e a igualdade social plenas entre todos os membros de uma sociedade.
(B) socialistas e propõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os interesses individuais.
(C) iluministas e defende a liberdade individual e a necessidade de uma convenção entre os membros de uma sociedade.
(D) socialistas e propõe a criação de mecanismos de união e defesa de todos os trabalhadores.
(E) iluministas e defende o estabelecimento de um poder rigidamente concentrado nas mãos do Estado.

Alternativa C
A questão traz um texto clássico de Rousseau, um dos maiores expoentes do movimento iluminista, cuja interpretação da propriedade privada como razão fundamental dos conflitos que envolviam a sociedade levam muitos a acreditar erroneamente que ele possa ser associado ao pensamento socialista. Em sua explanação, Rousseau não se afasta do princípio fundamental do Iluminismo que defende a liberdade individual, introduzindo junto deste a sua proposição conhecida como contrato  social. Este trata-se de uma convenção social a partir da qual os membros da sociedade  concordam em criar uma autoridade superior destinada a preservar a coesão social a partir da  defesa dos direitos naturais do ser humano.

 Questão 36
A maioridade do príncipe D. Pedro foi antecipada, em 1840, para que ele pudesse assumir o trono  brasileiro. Entre os objetivos do chamado Golpe da Maioridade, podemos citar o esforço de
(A) obter o apoio das oligarquias regionais, insatisfeitas com a centralização política ocorrida  durante o Período Regencial.
(B) ampliar a autonomia das províncias e reduzir a interferência do poder central nas unidades  administrativas.
(C) abolir o Ato Adicional de 1834 e aumentar os efeitos federalistas da Lei Interpretativa do Ato,  editada seis anos depois.
(D) promover ampla reforma constitucional de caráter liberal e democrático no país, reagindo ao  centralismo da Constituição de 1824.
(E) restabelecer a estabilidade política, comprometida durante o Período Regencial, e conter  revoltas de caráter regionalista.

Alternativa E
O Golpe da Maioridade conduzido pelos liberais no âmbito das discussões parlamentares tinha por  objetivo reconduzir o Brasil a uma situação de estabilidade política na medida em que a coroação do imperador enfraqueceria os argumentos então usados pelos líderes das revoltas regenciais de  que o governo central não possuía legitimidade para se impor. A figura do imperador em razão da  tradição traria de novo o respeito ao governo imperial e contribuiria para amenizar as disputas entre  os partidos políticos, ao mesmo tempo em que  desestimularia a continuidade de muitas revoltas  provinciais.


Questão 37
Nunca se viu uma campanha como esta, em que ambas as partes sustentaram ferozmente as suas aspirações opostas. Vencidosos inimigos, vós lhes ordenáveis que levantassem um viva à República e eles o levantavam à Monarquia e, ato contínuo,atiravam-se às fogueiras que  incendiavam a cidade, convencidos de que tinham cumprido o seu dever de fiéis defensores da Monarquia.
(Gazeta de Notícias, 28.10.1897 apud Maria de Lourdes Monaco Janotti. Sociedade e política na Primeira República.)

O texto é parte da ordem do dia, 06.10.1897, do general Artur Oscar e trata dos momentos finais de  Canudos. Para o militar, o principal motivo da luta dos canudenses era a
(A) restauração monárquica, embora hoje saibamos que a rejeição à República era apenas uma  das razões da rebeldia.
(B) valorização dos senhores rurais, ligados ao monarca, cujo poder era ameaçado pelo  crescimento e enriquecimento das cidades.
(C) restauração monárquica, que, hoje sabemos, era de fato a única razão da longa resistência dos  sertanejos.
(D) valorização do meio rural, embora hoje saibamos que Antônio Conselheiro não apoiava os  incêndios provocados por monarquistas nas cidades republicanas.
(E) restauração monárquica, o que fez com que a luta de Antônio Conselheiro recebesse amplo  apoio dos monarquistas do sul do Brasil.

Alternativa A
O movimento de Canudos está associado ao contexto de exploração e miséria que grassavam  sobre os sertanejos no sertão nordestino de fins de século XIX. É sabido que a imprensa carioca e  as autoridades republicanas imputaram injustamente ao movimento de Antônio Conselheiro a  acusação de atentar contra a República e defender o retorno à então rejeitada Monarquia. Como a  questão pede ao aluno que reconheça no texto o argumento usado pelo militar daquela época  contra Canudos, ele deve identificar na alternativa a essa justificativa então usada pelos opositores  de Canudos para estereotipar e condenar o movimento como monarquista.
 
Questão 39

Bossa nova é ser presidente
desta terra descoberta por Cabral.
Para tanto basta ser tão simplesmente:
simpático, risonho, original.
Depois desfrutar da maravilha
de ser o presidente do Brasil,
voar da Velhacap pra Brasília,
ver Alvorada e voar de volta ao Rio.
Voar, voar, voar.
[...]
(Juca Chaves apud Isabel Lustosa. Histórias de presidentes, 2008.)

A canção Presidente bossa-nova, escrita no final dos anos 1950, brinca com a figura do presidente Juscelino Kubitschek. Ela pode ser interpretada como a
(A) representação de um Brasil moderno, manifestado na construção da nova capital e na busca de novos valores e formas de expressão cultural.
(B) celebração dos novos meios de transporte, pois Kubitschek foi o primeiro presidente do Brasil a utilizar aviões nos seus deslocamentos internos.
(C) rejeição à transferência da capital para o Planalto Central, pois o Rio de Janeiro continuava a ser o centro financeiro do país.
(D) crítica violenta ao populismo que caracterizou a política brasileira durante todo o período republicano.
(E) recusa da atuação política de Kubitschek, que permitia participação popular direta nas principais decisões governamentais.

Alternativa A

A música de Juca Chaves aborda o período de governo de JK, conhecido como um presidente moderno e arrojado, responsável pela mudança da capital federal para Brasília  e pela aceleração do processo de industrialização brasileira a partir da adoção do Plano de Metas. Apesar do tom critico da canção, ela não pode ser interpretada como uma crítica violenta, mas apenas velada. Deste modo, a alternativa a que aborda a questão do caráter modernizador do período é a que  melhor se alinha com a pergunta proposta pelo vestibular.
 
Questão 40

A história dos vinte anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise. Só no início da década de 1990 encontramos o reconhecimento de que os problemas econômicos eram de fato piores que os da década de 1930. Em muitos aspectos, isso era intrigante. Por que deveria a economia mundial ter-se tornado menos estável?
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)
Os problemas econômicos da década de 1930, citados no texto, derivaram, entre outros fatores,
(A) dos fortes movimentos sociais e mobilizações revolucionárias na América Latina, em especial no México, que impediram a exportação de produtos industrializados norte-americanos para a região.
(B) do conjunto de reformas financeiras e sociais realizadas na União Soviética após a Revolução de 1917, que fechou os mercados do bloco socialista aos países capitalistas do Ocidente.
(C) da ascensão do nazismo alemão e dos regimes fascistas na Itália, Espanha e Portugal, que provocaram a Segunda Guerra Mundial e paralisaram a produção industrial europeia.
(D) de uma ampla crise do liberalismo, que ganhou contornos mais nítidos após a Primeira Guerra Mundial e desembocou na quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929.
(E) do forte crescimento econômico da Alemanha na passagem do século XIX para o XX e da acirrada competição comercial e naval deste país com a Grã-Bretanha e a França.

Alternativa D
A crise econômica mundial que afetou drasticamente diferentes países na década de 1930 está diretamente relacionada ao  Crash da bolsa de New York, em 1929. O colapso do mercado acionário americano, decorrente de uma crise de superprodução conduziria a economia americana a um período de intensa recessão cujos efeitos nefastos se alastrariam pelos demais continentes, provocando intensas mudanças políticas e criando condições propicias para a ascensão do NaziFascismo e do Populismo latino-americano.
 
Questão 41
A história dos vinte anos após 1973 é a de um mundo que perdeu suas referências e resvalou para a instabilidade e a crise. Só no início da década de 1990 encontramos o reconhecimento de que os problemas econômicos eram de fato piores que os da década de 1930. Em muitos aspectos, isso era intrigante. Por que deveria a economia mundial ter-se tornado menos estável?
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos, 1995. Adaptado.)

A instabilidade econômica mundial nos anos 1970-1990, citada no texto, derivou, entre outros fatores,
(A) da queda da produção industrial nos países capitalistas ricos do Ocidente, que determinou o fim da hegemonia financeira e do controle do mercado internacional pelos Estados Unidos e pela Alemanha.
(B) do fim dos impérios coloniais britânico e francês, da intensificação da corrida armamentista e da expansão dos conflitos étnicos e religiosos no Oriente Médio e no sul asiático.
(C) da onda de protestos sociais e reivindicações trabalhistas do início da década de 1980 no Leste Europeu, da ação militar norte-americana no Vietnã e da ininterrupta ascensão da economia japonesa.
(D) do crescimento econômico da China e dos chamados Tigres Asiáticos, que rompeu o equilíbrio econômico internacional e determinou o acelerado declínio da hegemonia norte-americana.
(E) da crise do petróleo no princípio da década de 1970, do aumento da desigualdade social nos países capitalistas ricos e da gradativa desintegração da economia da União Soviética.

Alternativa E
Em 1973 os países árabes envolvidos com os conflitos decorrentes da criação do Estado de Israel se uniram para criar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), um cartel destinado a promover uma alta considerável dos preços do barril de petróleo com o intuito de sensibilizar o mundo em relação à sua luta. Esta ação coordenada acabou provocando o chamado choque do petróleo, responsável por desencadear uma crise econômica mundial levando a década de 1980 a ser denominada a "década perdida". Em paralelo a este fato, não se pode ignorar o processo de desintegração da economia soviética devido aos elevados gastos para manter a corrida armamentista contra os Estados Unidos e a concentração excessiva de renda nos países  desenvolvidos, ampliando os problemas relacionados à desigualdade social.
 
Questão 42
Entre o final da década de 1960 e o início da década de 1970, a economia brasileira obteve altos índices de crescimento. O fenômeno se tornou conhecido como milagre econômico e derivou da aplicação de uma política que provocou, entre outros efeitos,
(A) êxodo rural e incremento no setor ferroviário.
(B) crescimento imediato dos níveis salariais e das taxas de inflação.
(C) aumento do endividamento externo e da concentração de renda.
(D) estatização do aparato industrial e do setor energético.
(E) crise energética e novos investimentos em pesquisas tecnológicas.

Alternativa C
O Milagre Econômico, localizado no interior da ditadura militar brasileira, foi possível devido a uma conjuntura externa e interna bastante favorável ao crescimento econômico. Em franca recuperação após a primeira década do pós-guerra, a economia mundial promoveria um fluxo intenso de capitais para investimento em países emergentes como o Brasil, onde governos ditatoriais de orientação política de direita garantiam segurança para o investidor estrangeiro, bem como removeriam os obstáculos que poderiam afugentá-lo. Ao mesmo tempo, o governo militar utilizaria as linhas  de crédito oferecidas por instituições internacionais, como o FMI, para financiar a construção de obras de infra-estrutura de grande porte, muitas delas de proporções exageradas (obras faraônicas). O resultado do Milagre Econômico foi a falência de muitas  empresas nacionais incapazes de concorrer com a forte entrada de empresas estrangeiras, levando à concentração de renda na sociedade, bem como ao forte endividamento externo do governo federal, em especial após o choque do Petróleo de 1973.

Fonte: Colégio e Curso Oficina do Estudante



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Saiba mais sobre a expansão marítima



Agora, teste seus conhecimentos sobre esse assunto


1. (Cefet-ce - 2006) Explique as condições que tornaram Portugal o primeiro país europeu a iniciar a Expansão Marítima.

2. (UFJF - 2006) Leia, com atenção, a citação:

"Diz-se muitas vezes que os povos da Península Ibérica - e particularmente os portugueses - estavam especialmente preparados para inaugurar a série de descobertas marítimas e geográficas que mudaram o curso da história mundial, nos séculos XV e XVI."

BOXER, C.R. "O império marítimo português". Lisboa: Edições 70, 1969, p. 20.

Com base na citação e em seus conhecimentos, leia atentamente as afirmativas, que buscam explicar as razões pelas quais os povos ibéricos podem ser considerados "especialmente preparados" para as descobertas marítimas:

I. A frágil diferenciação social interna e as alianças entre aristocracia, burguesia e camponeses atuaram como importante fator de estabilidade social.

II. A ativa participação dos árabes na condução do processo da expansão marítima ibérica possibilitou uma maior troca de experiências e projetos de expansão territorial.

III. A pioneira fundação do Estado Moderno português encontrou na expansão ultramarina uma fonte de prestígio para manutenção da nobreza e uma expectativa de novas fontes de receita. Após a leitura, pode-se afirmar que:

a) todas estão corretas.

b) todas estão incorretas.

c) somente a afirmativa III está correta.

d) as afirmativas I e III estão corretas.

e) somente a afirmativa II está correta.

3. (UEL - 2007) Sobre a expansão marítima ibérica da época dos descobrimentos, é correto afirmar que:

a) Ocorreu de maneira pacífica, com a colonização e povoamento das Américas.

b) Fundamentou a expansão do capitalismo mercantil, acompanhado pelas missões.

c) Acabou com o comércio mediterrânico, concentrando-se tão somente no Atlântico.

d) Fortaleceu as cidades-Estados italianas, tradicionais no comércio mercantil.

e) Concedeu cidadania aos súditos que emigrassem para as colônias de além-mar.

4. (UFPI) Sobre a Expansão Marítima e Comercial Européia (séculos XV e XVI), assinale a alternativa correta.

a) A Espanha, em parceria com a França, dominou as rotas comerciais entre a América do Norte e a Europa.

b) A Holanda, já no século XVI, impôs seu domínio marítimo e comercial, frente à Inglaterra, na América do Sul.

c) A França, devido ao uso de expedições militares, controlou o comércio de especiarias no litoral da América Portuguesa.

d) Portugal, ao assinar o Tratado de Tordesilhas com a Espanha, buscava garantir a exploração das terras localizadas no Atlântico Sul.

e) A Inglaterra, a partir da chegada de Cristóvão Colombo ao "Novo Mundo", firmou-se como a nação hegemônica, nas rotas comerciais entre a América Central e a Europa.

5. (UFTPR-2008)

"Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar,

Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem que passar além da dor

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu!"

("Mensagem", Fernando Pessoa)

Sobre a expansão marítima européia do início da Idade Moderna, analise as seguintes proposições:

I - As navegações portuguesas se constituíram em um evento isolado, uma vez que não tiveram a concorrência de nenhum outro povo europeu naquele momento.

II - O sacríficio dos navegantes portugueses foi bastante recompensado, já que Portugal se tornou a nação hegemônica da Europa por longo tempo.

III - Da expansão marítimo-comercial portuguesa fazem parte a conquista da rota oriental para as Índias e a conquista do Brasil.

Assinale a alternativa correta.

a) Todas as proposições estão corretas.

b) Apenas a proposição I está correta.

c) Apenas a proposição II está correta.

d) Apenas a proposição III está correta.

e) Apenas as proposições I e III estão corretas.


6. (PUC-MG - 2008)

A História e Literatura têm trazido contribuições importantes para compreensão do desenvolvimento das civilizações. Leia o poema "Mar Português", de Fernando Pessoa, e assinale a afirmativa CORRETA de acordo com o texto.

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lagrimas de Portugal! Por te cruzarmos quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

a) Refere-se à expansão marítima portuguesa durante os séculos XV e XVI, ampliando a esfera política e geográfica do mundo conhecido.

b) Explica o mito fundador da colonização do novo mundo a partir da imposição da Coroa Portuguesa e de seus aliados espanhóis.

c) Trata-se de uma interpretação idealista da expansão marítima portuguesa, criada a partir das idéias mercantilistas inglesas e francesas do século XIX.

d) Critica o modelo histórico que explica o processo de colonização portuguesa em função da mudança do eixo Atlântico para o Mediterrâneo.


7. (FUVEST – 2012) Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas…

Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.

Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento

a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na realidade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana.

b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de que a expansão da cristandade servia à expansão econômica e viceversa.

c) por meio do qual os desejos por expansão territorial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a economia europeia mostrarse-iam incompatíveis.

d) militar, assim como as cruzadas dos séculos anteriores, e no qual objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional.

e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comércio intercontinental, a despeito de, oficialmente, autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã.

8. (PUCCAMP – 2005) Sobre o contexto histórico em que se insere o fenômeno que os versos identificam é correto afirmar que

a) a descoberta de metais preciosos favoreceu o estabelecimento das primeiras relações econômicas entre portugueses e indígenas.

b) a agressividade demonstrada pelos nativos despertou o interesse metropolitano pela ocupação efetiva das novas terras.

c) a conquista da América pelos portugueses contribuiu para o crescimento demográfico da população indígena no Brasil.

d) no chamado período pré-colonial, o plantio e a exploração do pau-brasil incentivaram o tráfico africano.

e) apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o interesse da monarquia estava voltado para o Oriente.


9. "Esta terra, Senhor, é muito chã e muito formosa. Nela não podemos saber se haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal; porém, a terra em si é de muitos bons ares (...) querendo aproveitar dar-se-á nela tudo (...)".

Esse trecho é parte da carta que Pero Vaz de Caminha escreveu, em 1500, ao rei de Portugal, com informações sobre o Brasil. Com base no texto, é correto afirmar:

a) Havia a intenção de colonizar imediatamente a terra, retirando os bens exportáveis para atender o mercado internacional.

b) Iniciava-se o processo de ocupação da terra, circunscrito aos limites do mercantilismo industrial e colonial.

c) Desde o princípio, os portugueses procuraram escravizar os povos indígenas a fim de encontrarem os metais preciosos.

d) Estava evidente o interesse em explorar a terra nos moldes do mercantilismo.

e) Era preponderante a intenção de estabelecer a agricultura com o trabalho livre e familiar no Brasil.


10. (Unicamp)A base da tese de que o Brasil teria sido descoberto por Duarte Pacheco em 1498 gira em torno de seu manuscrito intitulado "Esmeraldo de situ orbis" produzido entre 1505 e 1508. Trata-se de um relato das viagens de Duarte Pacheco não só ao Brasil como também à costa da África, principal fonte de riqueza de Portugal no século XV. O rei Dom Manoel I considerou tão valiosas as informações náuticas, geográficas e econômicas contidas no documento que jamais permitiu que esse fosse tornado público.

(Adaptado de: ISTO É. 26 de novembro de 1997. pp.65-66)

a) Em que o relato de Duarte Pacheco altera a versão oficial do descobrimento do Brasil?

b) Por que, no contexto da expansão ultramarina, Portugal procurou manter este relato em segredo?

c) Quais os interesses de Portugal com a expansão ultramarina?

Resolução comentada

1. resposta: Portugal possuia uma monarquia centralizada, tinha paz interna, burguesia rica e interessada no comércio oriental das especiarias, a Escola de Sagres, etc.
2. resposta:[C]
3. resposta: [B]
4. resposta: [D]
5. resposta:[D]

6. resposta:[A]
7. resposta:[B]
8. resposta:[E]
9. resposta: [D]
10. respostas: a) O relato de Duarte Pacheco não dizia que o Brasil foi descoberto por Álvares Cabral em 1500.

b)Este termo refere-se á uma forma de agir a todo o saber que pudesse ser útil para a expansão portuguesa adotada pelos reis D. João II e D. Manuel I, e se essas informações fossem divulgadas poderiam correr o risco de atrair interesses de outros governos.

c) Portugal tinha como interesse a expansão comercial e marítima, pois queria quebrar o monopólio que as cidades italianas tinham sobre o comércio de especiarias.