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quarta-feira, 21 de março de 2012

Confira a correção da avaliação de História (Prova 2 – Segunda Chamada)

Correção da avaliação de História - Primeiro Bimestre

(Prova 2 – Segunda Chamada)


Primeira Série

Atenção: As questões de números 01 a 02 referem-se aos versos que seguem.

Erro de português

Quando o português chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido

O português

(Oswald de Andrade. Poesias reunidas. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972)

01. Os versos descrevem um momento histórico ligado à:

a) Expansão Marítima Europeia.

b) Revolução Industrial Inglesa.

c) Crise do Antigo Regime.

d) Guerra dos Cem Anos.

e) Partilha Afro-Asiática.

resposta da questão 1: [A]

2. Sobre o contexto histórico em que se insere o fenômeno que os versos identificam é correto afirmar que

a) a descoberta de metais preciosos favoreceu o estabelecimento das primeiras relações econômicas entre portugueses e indígenas.

b) a agressividade demonstrada pelos nativos despertou o interesse metropolitano pela ocupação efetiva das novas terras.

c) a conquista da América pelos portugueses contribuiu para o crescimento demográfico da população indígena no Brasil.

d) no chamado período pré-colonial, o plantio e a exploração do pau-brasil incentivaram o tráfico africano.

e) apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o interesse da monarquia estava voltado para o Oriente.

resposta da questão 2: [E]

3. “Dos 12 donatários, quatro jamais estiveram no Brasil. Dos oito que vieram, três morreram em circunstâncias dramáticas; um outro (Pero de Campos Tourinho) foi acusado de heresia, preso e enviado para tribunais de inquisição em Portugal; três pouco se interessaram por suas propriedades e apenas Duarte Coelho – que foi o primeiro navegador europeu a chegar na Tailândia – realizou uma administração brilhante, em Pernambuco.”

(Bueno, Eduardo, Brasil: Uma História – A incrível saga de um país, São Paulo: Editora Ática, p.42)

Com base no texto, é possível afirmar que o sistema de capitanias hereditárias no Brasil:

a) fracassou em razão da falta de experiência e do desinteresse de todos os donatários.

b) foi um sucesso, pois apesar de não haver adesão de muitos donatários, todas as capitanias prosperaram.

c) representou uma experiência nova para Portugal, e apresentou relativo sucesso.

d) foi mal sucedido devido à falta de investimentos e da participação efetiva dos donatários.

resposta da questão 3: [D]

4. (PITÁGORAS) Observe a charge abaixo.

Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 27.

INTERPRETE, dentro do contexto histórico do Brasil colonial, o problema retratado pela charge.


Resposta: O contexto histórico do Brasil colonial diz respeito à implantação do sistem de Governo Geral pela Coroa Portuguesa em 1548 com o objetivo de centralizar a administração colonial em virtude do fracasso das Capitanias Hereditárias que devido à diversos fatores acabaram fracassando. Esperava-se que o governador geral coordenasse o trabalho das capitanias contribuindo assim para a reversão desse quadro.

5. (PITÁGORAS) Observe a charge e responda:

Fonte: NOVAES, Carlos E. LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo: Ática. 2003, p. 25.

CITE e COMENTE o tratado que marcou a rivalidade entre portugueses e espanhóis.

Resposta: A rivalidade entre portugueses e espanhóis quanto à posse do Novo Mundo foi solucionada com a assinatura do Tratado de Tordesilhas que estabelecia uma linha imaginária traçada à 370 léguas à oeste das ilhas de Cabo Verde. O território à leste desse meridiano seria destinado à Portugal, enquanto as terras à oeste pertenceriam à Espanha.

6. (G1) Explique por que as cheias que ocorriam de junho a setembro no Egito, eram esperadas com ansiedade pelos egípcios.

Resposta: Porque elas traziam um limo muito fértil que renovava a terra e a irrigava, deixando-a pronta para o plantio.

7. (G1) Defina um governo teocrático.

resposta da questão 7:

Forma de governo em que a autoridade, emanada dos deuses ou de Deus, é exercida por seus representantes na Terra. O Estado com essa forma de governo. Nesse caso, foram governos da antiguidade oriental, em que os governantes eram considerados divindades, ou talvez os governos teocráticos do oriente, baseados na autoridade do chefe religioso.


8. (UFC) A construção de obras hidráulicas no Mundo Mesopotâmico foi uma necessidade, queteve como objetivo tornar produtivo os solos áridos para a prática da agricultura. As mesmascondições nas diversas sociedades do Antigo Oriente Próximo deram origem ao conceito de IMPÉRIOS TEOCRÁTICOS DE REGADIO.

Explique o conceito acima citado.

resposta: O Império teocrático de regadio se estabeleceu na Mesopotâmia pois ali se desenvolveram civilização que eram governadas por chefes político e religiosos, além disso nessa região foram construídas diversas obras hidráulicas com o objetivo de potencializar as atividades agrícolas e pastorís mediante o melhor aproveitamento dos rios Tigre e Eufrates.


9. (UFPE) Esta questão versa sobre a ESCRITA, assinale V ou F:

( ) Na sua fase inicial, 3.500 aC, era um desenho estilizado de um objeto, hoje denominado de pictograma.

( ) O ser humano, para exprimir graficamente suas ações, criou símbolos representativos a que chamamos de ideogramas, cuja invenção data mais ou menos de 3.200 aC.

( ) As sociedades ágrafas encontravam-se na fase da História Antiga; o conceito de civilização não está relacionado com as sociedades que apresentam um sistema de escrita.

( ) Antes da invenção da escrita, a humanidade já conhecia o conceito de propriedade privada, de Estado, e de classes sociais.

( ) Uma das primitivas formas de representação gráfica - a escrita cuneiforme - surgiu entre os sumérios, povos que habitavam a Mesopotâmia.



resposta da questão 9:

VERDADEIRO

VERDADEIRO

FALSO: As sociedades ágrafas (sem grafia) encontram-se na pré-história, e não na Antiguidade. E exatamente porque os historiadores mais antigos acreditavam que civilizados eram somente povos que conheceram a escrita é que chamaram este período de pré(antes) da história.

FALSO: Antes da invenção da escrita significa que estamos nos referindo à Pré-História, período em que predominaram tribos, pequenas comunidades ligadas por parentesco, sem organização política e social mais complexas

VERDADEIRO


10. (UFPE) Em relação à religião no antigo Egito, pode-se afirmar que:

A) a religião dominava todos os aspectos da vida pública e privada do antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos sacerdotes a cada ano, para garantir a chegada da inundação e, dessa forma, boas colheitas, que eram agradecidas pelo rei em solenidades às divindades;

B) a religião no antigo Egito, como nos demais povos da Antiguidade, não tinha grande influência, já que estes povos, para sobreviver, tiveram de desenvolver uma enorme disciplina no trabalho e viviam em constantes guerras;

C) a religião tinha apenas influência na vida da família dos reis, que a usava como forma de manter o povo submetido a sua autoridade;

D) o período conhecido como antigo Egito constitui o único em que a religião foi quase inteiramente esquecida, e o rei como também o povo dedicaram-se muito mais a seguir a tradição dos seus antepassados, considerados os únicos povos ateus da Antiguidade;

E) a religião do povo no antigo Egito era bastante distinta da do rei, em razão do caráter supersticioso que as camadas mais pobres das sociedades antigas tinham, sobretudo por não terem acesso á escola e a outros saberes só permitidos à família real.

resposta da questão 10:[A]


Questões extras

1. (UFRS) Leia os itens abaixo, que contêm possíveis condições para o surgimento do Estado nas sociedades da Antiguidade.


I. Gradativa diferenciação da sociedade em classes sociais, impulsionada por uma

divisão social do trabalho mais intensa, capaz de produzir excedentes de alimentos.

II. Passagem da economia comunal para uma economia escravista, estimulada por guerras entre povos vizinhos, propiciando aumento da produção de excedentes e de trocas, com uma divisão do trabalho entre agricultura, pecuária e artesanato.

III. Constituição da propriedade da terra e do regime de servidão coletiva nas sociedades orientais para que as grandes construções públicas fossem realizadas sob orientação dos grupos dirigentes.


Quais dentre eles apresentam efetivas condições para tal surgimento?


a) Apenas I.

b) Apenas I e II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.


Resposta da questão 1:[E]


2. (UFRGS) Relacione os povos antigos assinalados na coluna da direita com os respectivos rios indicados à esquerda.

1 . Azul e Amarelo ( ) Chineses

2 . Indo e Ganges ( ) Egípcios

3 . Jordão ( ) Hebreus

4 . Nilo ( ) Hindus

5 . Tibre ( ) Mesopotâmicos

6. Tigre e Eufrates

A sequência numérica correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A -5 . 1 . 2 . 6 . 3

B -1 . 4 . 5 . 2 . 6

C -2 . 4 . 6 . 5 . 3

D -6 . 3 . 4 . 5 . 1

E -1 . 4 . 3 . 2 . 6


resposta da questão 2: [E]

3. (Ufjf) "(...) ponderando-se o acharem-se hoje as Vilas dessa Capitania tão numerosas como se acham, e que sendo uma grande parte das famílias dos seus moradores de limpo nascimento, era justo que somente as pessoas que tiverem essa qualidade andassem na governança delas..."

"Ordem Régia" (Para Câmara de Vila Rica-MG), 27 de janeiro de 1726.

"A Câmara e a Misericórdia podem ser descritas, apenas com um ligeiro exagero, como os pilares gêmeos da sociedade colonial desde Maranhão até Macau."

BOXER, C. R. "O império marítimo português". Lisboa: Edições 70, 1969, p. 267.

O mais significativo órgão político-administrativo implantado por Portugal nas vilas coloniais da América Portuguesa era a Câmara Municipal.

Baseando-se nas citações apresentadas, responda com suas próprias palavras:

a) Qual era a origem social daqueles que ocupavam os cargos nas Câmaras Municipais?

b) Cite três funções das Câmaras Municipais nas principais vilas coloniais.

resposta da questão 3:

a) Aqueles que ocupavam cargos nas Câmaras Municipais no Brasil Colônia eram os membros da Elite Colonial, proprietários de terras e escravos, conhecidos como homens bons que compunham uma aristocracia na Colônia.

b) As principais funções das Câmaras Municipais estavam ligadas a administração das Vilas, a arrecadação dos tributos e ajustiça em primeira instância.

Terceira Série

1.(UFJF) Leia, atentamente, a citação abaixo e responda:

“Marx defendia a necessidade da ação política e da conquista do poder pelo proletariado organizado em um bpartido político. Bakunin propunha a necessidade da solidariedade e a prática da revolução, ou seja, a realização da revolução. Bakunin considerava que a manutenção do Estado, mesmo que na forma da ditadura do proletariado, acabaria levando à formação de uma nova classe exploradora e privilegiada, que perpetuaria a opressão econômica e política do Estado.”

TOLEDO, Edilene. Travessias revolucionárias. Campinas, SP: Ed. Unicamp, 2004, p. 100.

a) Bakunin e Marx representaram duas correntes ideológicas de contestação da ordem liberal burguesa na segunda metade do século XIX. Qual o nome das duas correntes?

resposta: Marx representava o socialismo científico enquanto Bakunin defendia o anarquismo.

b) Explique, com suas palavras, o que defendia o movimento idealizado por Bakunin.

resposta: O anarquismo, movimento idealizado por Mikail Bakunin pregava a destruição da propriedade privada dos meios de produção e a extinção do Estado, representados como símbolos da opressão aos trabalhadores.


2. (UNICAMP) Segundo o historiador indiano K. M. Panikkar, a viagem pioneira dos portugueses à Índia inaugurou aquilo que ele denominou como a época de Vasco da Gama da história asiática. Esse período pode ser definido como uma era de poder marítimo, de autoridade baseada no controle dos mares, poder detido apenas pelas nações europeias.

(Adaptado de C. R. Boxer, O Império Marítimo Português, 1415-1835. Lisboa: Edições 70, 1972, p 55.)

a) Quais fatores levaram à expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI?

resposta: a) O aluno poderia mencionar por exemplo, o lucrativo comércio das especiarias, com a busca de rotas alternativas para o Oriente, a aliança entre o rei e a burguesia que possibilitou o financiamento das expedições marítimas, entre outros fatores.

b) Qual a diferença entre o domínio dos portugueses no Oriente e na América?

resposta: O aluno deveria mencionar que o comércio do Oriente era caracterizado pelo estabelecimento de feitorias, buscando o comércio, enquando o Brasil se tornaria uma possessão de Portugal, no interior de um empreendimento colonial destinado a produzir mercadorias para serem exportadas.

3. (PITÁGORAS) O negro, na África, era encurralado pelo próprio negro; havia tribos que capturava o inimigo para vender, um Yorubá não considerava um Fon como seu semelhante, o considerava como inimigo e como individuo inferior que podia ser escravizado, e assim também acontecia entre outras tribos inimigas. O escravo negro era uma mercadoria cara, valia muito dinheiro.

a) EXPLIQUE porque a escravidão era uma atividade econômica que dava duplo lucro.

resposta: a) Porque os senhores lucravam com o trabalho do escravo e com o comércio do mesmo.


b) EXPLIQUE o que era o “negro de ganho”.

resposta: b) O negro de ganho era um escravo alugado por seu senhor para trabalhar para outra pessoa sendo que a remuneração pelo trabalho ficava com o dono do escravo.

4. (FGV) Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar que:


a) os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa paleolítica do desenvolvimento humano;

b) os índios brasileiros não aceitaram trabalhar para os colonizadores portugueses na agricultura não por preguiça, e sim porque não conheciam a agricultura;

c) os índios brasileiros falavam todos a chamada "língua geral" tupi-guarani;

d) os tupis do litoral não precisavam conhecer a agricultura porque tinham pesca abundante e muitos frutos do mar de conchas, que formaram os "sambaquis";

e) os índios brasileiros, como um todo, não tinham homogeneidade nas suas variadas culturas e nações.

resposta da questão 4:[E]

5. (UFPE 2012) O trabalho escravo garantia a colonização, mesmo que atingisse a dignidade humana e se chocasse com os princípios da religião católica romana, uma das instituições articuladoras da ocupação das terras americanas. No Brasil colonial, o trabalho escravo:

I - foi usado nas plantações de cana de açúcar, mas recebeu a condenação dos holandeses no período de suas invasões às terras pernambucanas.

II - definiu a identidade cultural da sociedade da época, sendo aceito, pelos nativos, sem resistência, em todas as atividades econômicas da colônia.

III - contou com a participação de comerciantes europeus nas conexões com a África, favorecendo os países poderosos, como a Inglaterra.

IV - estendeu-se pela região sudeste, mas não participou, com destaque, da exploração do ouro, devido à falta de preparo técnico dos trabalhadores.

V - conseguiu fixar-se na monocultura, com presença marcante na produção do açúcar, o que não o impediu de existir, embora com menos intensidade, nas vilas e cidades da colônia.

Assinale a sequência correta das assertivas de cima para baixo.

a) VVVFV

b) FVVFV

c) VFFFV

d) FVVFF

e) FFVFV

Resolução:FFVFV

Resposta: [E]

Justificativa:

I) Falsa. Os holandeses não se interessaram em condenar a escravidão. Queriam aumentar seus lucros e usufruir dos benefícios possíveis.

II) Falsa. Houve resistências de escravos e de parte da população. Organizaram-se fugas, rebeldias e protestos dos mais liberais.

III) Verdadeira. A escravidão rendeu lucros exorbitantes para a Inglaterra. Depois, por interesses econômicos, a Inglaterra pressionou os outros países para acabar com uma prática que lhe havia trazido fortalecimento na sua posição imperialista.

IV) Falsa. O trabalho escravo foi importante na exploração das minas. Não formou as mesmas sociabilidades da sociedade açucareira, mas esteve atuante na construção de riquezas.

V) Verdadeira. É indiscutível a importância da escravidão para a ocupação das terras coloniais. Não se pode negar, ainda, sua participação na vida urbana, realizando alguns ofícios e trabalhos domésticos.

6. (UFPE 2012) A presença dos holandeses foi marcante na história dos tempos coloniais. De fato, os holandeses possuíam grande poder de investimento e tinham rivalidades com outras nações da Europa. No Brasil, a presença holandesa em terras pernambucanas:


I - deu-se, apenas, devido às rivalidades religiosas existentes entre católicos e protestantes, responsáveis por guerras contínuas e influentes na gestão das terras americanas.

II - favoreceu o crescimento da produção açucareira, afastou a Espanha de Portugal e trouxe vantagens para as relações políticas com a democracia.

III - movimentou o mercado internacional do açúcar, alterou relações diplomáticas e trouxe novas práticas sociais.

IV - derrubou os preconceitos contra a mão de obra escrava e recuperou Pernambuco da forte crise econômica que atravessava.

V - trouxe novos hábitos para a colônia, com a vinda das ideias renascentistas, embora não tenha consolidado a aceitação da religião protestante na sociedade da época.

Assinale a sequência correta das assertivas de cima para baixo.


a) FFVFV

b) FVVFV

c) VFFFV

d) FVVFF

e) VVVFV

resposta da questão 6: [A]

Justificativa: FFVFV

I) Falsa. A Holanda tinha rivalidades com a Espanha, mas veio movida por interesses econômicos e disputas pelo mercado internacional do açúcar.

II) Falsa. Os holandeses tiveram dificuldades para administrar a produção açucareira. Suas contribuições sociais e culturais tiveram significado, mas não articularam mudanças.

III) Verdadeira. O mercado passou por turbulências e se reestruturou. Muitos novos

hábitos culturais tornaram-se conhecidos, trazendo influências para a vida cotidiana da colônia.

IV) Falsa. A escravidão não foi o alvo dos projetos holandeses. Seus planos de dominar a produção local terminaram fracassando. Foram expulsos, depois de conflitos violentos.

V) Verdadeira. Houve influências, mas não transformações que importassem numa revolução de costumes e crenças religiosas.

7. (G1) A Unificação Italiana mesclou as lutas nacionais com as reivindicações dos camponeses que queriam o fim do laço de servidão e o acesso à terra. Mas essas reivindicações não foram atendidas.

a) De que forma a unificação beneficiou a população do norte da Itália em detrimento dos camponeses do sul?

b) Quais as consequências sociais do aumento da miséria entre os camponeses italianos do sul?

resposta da questão 7:

a) O norte liderou a unificação a partir de uma monarquia liberal industrializando-se com mão-de-obra barata do sul.

b) Êxodo rural. Muitos desempregados emigraram para as Américas.

8. (Cesgranrio) "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!"

Com essa frase, que se tornou famosa, Marx e Engels começavam o "Manifesto Comunista" no fervilhar de um período de profundas agitações em toda a Europa, no período entre 1830 e 1848. Acerca dessa conjuntura, podemos afirmar que:


a) as barricadas de 1848, em Paris, exigiam mudanças sociais na França e culminaram com a queda da monarquia de Luiz Bonaparte.

b) com a formação do II Reich, em 1830, os estados alemães unificados começaram a atender aos anseios nacionalistas dos movimentos sociais.

c) as vitórias do movimento cartista inglês criaram as bases para o surgimento do "Labour Party", intérprete das demandas operárias na vida política nacional.

d) a consolidação da Internacional Socialista, em 1848, unificando os vários partidos socialdemocratas europeus, colocou em xeque os governos democrata-cristãos.

e) a atuação dos "déspotas esclarecidos" contra o avanço do nacionalismo e do liberalismo reafirmou os compromissos do Congresso de Viena.

Resposta da questão 8: [C]


9. (CNDL) Leia os versos da canção abaixo.

(...)

Olhe a nossa história

Os nossos ancestrais

O Brasil colonial não era igual a Portugal

A raiz do meu país era multirracial

Tinha Índio, Branco Amarelo, Preto

Nascemos da mistura, então por que preconceito?

Barrigas cresceram

O tempo passou...

Nasceram brasileiros cada um com sua cor

Uns com pele clara outros, mais escura

Mas todos viemos da mesma mistura

Então presta atenção nessa sua babaquice

Pois como eu já disse

Racismo é burrice

Dê a ignorância um ponto final

Faça uma lavagem cerebral.

(Gabriel, o Pensador, Lavagem Cerebral, 1993)

A letra da música de Gabriel, o pensador faz referência a idéia de um Brasil multirracial. Podemos entender esse termo como:

a) um fenômeno fruto do processo de miscigenação que tem origem, ainda no período colonial, a partir da fusão de negros, índios e brancos.

b) um processo de curta duração iniciado no final do século XVIII com as idéias iluministas e o fim do sistema colonial.

c) a mistura de culturas, com predomínio da visão de mundo dos europeus, principalmente, escandinavos.

d) uma mera expressão do racismo, uma vez que o Brasil, historicamente, sempre foi dividido em raças que viviam harmoniosamente.


Resposta da questão 9: [A]

10. (PITÁGORAS) Observe a figura.


(Fonte: NOVAES, Carlos Eduardo & LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo, Ática, 1998. P. 56.)

O sistema de Capitanias Hereditárias foi criado em 1534 pelo rei de Portugal para promover a colonização do Brasil. Com relação ao sistema de capitanias é INCORRETO afirmar

a) as capitanias eram lotes de terras que iam do litoral até Tordesilhas, linha imaginária criada pelas coroas portuguesa e espanhola.

b) o sistema de capitanias era um modelo de colonização que já tinha sido adotado por Portugal na Ilha da Madeira.

c) o Brasil foi dividido em quinze lotes de terras que foram doados às pessoas importantes da nobreza portuguesa.

d) as capitanias brasileiras que mais prosperaram foram aquelas que receberam investimentos ou recurso do tesouro português.

e) o sistema de capitanias foi uma experiência positiva para a colonização do Brasil, pois elas contribuíram para o desenvolvimento do comércio e para a segurança da colônia.

resposta da questão 10:[E]

Questões extras

1. (Udesc 2009) Assinale a alternativa CORRETA, em relação à chamada "Primavera dos Povos".

a) A "Primavera dos Povos" não influenciou a formação dos movimentos sociais do Século XIX.

b) Foi uma revolução brasileira, mas que atingiu também outros países do Cone Sul.

c) Houve influência da "Primavera dos Povos" no Brasil através do movimento dos "Seringueiros".

d) Atribuição colocada ao movimento revolucionário francês em 1848, que derrubou a monarquia de Luis Felipe e trouxe à discussão a exploração burguesa e a dominação política.

e) A influência da "Primavera dos Povos" se restringiu às preocupações francesas do período.

resposta da questão 1:[D]


2. (PITÁGORAS) "Em 1492, a expansão europeia atingia a América. Em 1498, os europeus chegaram também às tão ambicionadas Índias. Tais descobrimentos situaram-se dentro do mesmo movimento do expansionismo europeu ocidental. As ocupações, porém, das regiões das Índias Orientais e das Índias Ocidentais foram inteiramente diferentes: no Oriente a simples conquista era suficiente; no Ocidente, era outra a condição de incorporação dos territórios atingidos.

Identifique entre os fatores abaixo, aqueles que se constituíram condições para a expansão marítima no século XV.


I - a escassez de metais preciosos na Europa devido ao fato das minas estarem exauridas.

II - a revolução verde que contribuiu para o aumento da produção agrícola e a queda dos preços dos produtos.

III - a falta de mão-de-obra e o aumento dos salários dos trabalhadores.

IV - o apoio da Igreja católica enfraquecida com a Reforma Protestante e interessada na conquista de novos adeptos.

São CORRETAS as afirmativas

A) I e II, apenas.

B) I e III, apenas.

C) II e IV, apenas.

D) I, III e IV, apenas.

E) I, II, III e IV.

resposta da questão 2:[D]


3. (UFMG) Conceitos e símbolos como pátria, etnia, língua e bandeira passam a ser fortemente cultuados em fi ns do século XIX e início do século XX, tornando-se o substrato geral da política naqueles anos.

A) Defina o fenômeno político-cultural que sintetiza a valorização dessas idéias.

B) Do ponto de vista operário, no entanto, havia um movimento contrário a essa valorização. Identifi que esse movimento.

C) Explique o advento da 1ª Guerra Mundial tendo em vista o contexto indicado anteriormente e a situação do capitalismo em nível internacional.

resposta da questão 3:

A) Nacionalismo.

B) O socialismo científico.

C) O nacionalismo aflorou na Península Balcânica e na disputa colonialista mundial.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Conheça os motins, sedições e resistência escrava no período colonial brasileiro

CNDL - Colégio Notre Dame de Lourdes


História do Brasil - Segundo Bimestre


Capítulo 4 - Primeiro Ano


Motins, sedições e resistência escrava








Guerra dos Emboabas, obra de Carybé.









Problematização do tema





1. Quais as motivações das revoltas que eclodiram na América Portuguesa?





Algumas das revoltas que eclodiram na América Portuguesa estão intimamente ligada às políticas metropolitanas adotadas para a colônia. Outras derivaram de interesses específicos dos colonos, tais como disputas de terras, por territórios de mando, enfrentamento de grandes potentados, reações às políticas das câmaras, entre outros motivos.





2. Quais são as interpretações historiográficas acerca das relações entre colônia e metrópole?





Na visão reducionista acreditava-se que a colônia estava totalmente submissa em relação à metrópole e não possuía vida própria. Essa interpretação dizia que as colônias só faziam responder os interesses econômicos metropolitanos, essa tese torna difícil explicar a razão da eclosão das revoltas. Uma outra versão revisionista aponta que havia interesses específicos dos colonos em jogo, ou seja, a colônia possuía uma dinâmica interna baseada nas relações de poder, de trabalho e na sociabilidade entre as populações coloniais, essa perspectiva torna fácil explicar a ocorrência de revoltas. Ainda, há uma outra versão historiografia que aponta para a existência de uma espécie de convenção entre o Rei de Portugal e seus vassalos na América Portuguesa com o objetivo de manter a paz na colônia, entretanto muitas vezes, essas convenções foram desrespeitadas.





3. Na sua opinião, qual dessas interpretações historiográficas explica melhor a eclosão das revoltas na América Portuguesa?





Resposta pessoal, entretanto espera-se que o aluno argumente que a visão revisionista das revoltas coloniais é a que melhor explica a ocorrência das mesmas.





4. Por que não se usa mais opor movimentos de contestação dos movimentos de oposição?





Todas as revoltas coloniais tiveram muitas faces. Elas não foram só de contestação ou só de oposição. É importante estudar os movimentos nas suas especificidades, sem construir tipologias que engessem a análise de cada um deles.





5. Por que a análise da resistência escrava é diferente daquela feita para as revoltas dos vassalos?





No que se refere à resistência escrava, a análise é bem diferente. Não havia convenções entre o soberano e os cativos que, embora tivessem direitos, muitas vezes eram vítimas de extrema violência de seus senhores. Não obstante seja preciso relativizar a posição de vítima que a historiografia marxista conferiu ao escravo e relevar as negociações e as acomodações entre os cativos e seus senhores, muitos escravos negaram o sistema escravista e procuraram formas de escapar da escravidão ou enfrentá-la de forma violenta.



Conheça a história da Guerra dos Bárbaros





Um índia velha cachimbeira conta à seus netos a História de luta de seus antepassados contra as invasões dos colonizadores do Nordeste do Brasil, provocadas pela expansão da pecuária bovina. A historiografia oficial denominou os confrontos de “Guerra dos Bárbaros”. Resta-nos saber se são bárbaros os índios ou os europeus que os exterminaram.





Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversos







Aldeia dos tapuias, Rugendas.





1. Um dos resultados da Revolta de Beckman está representado na imagem acima. Apresente a leitura da imagem, destacando qual foi o resultado da revolta.





A imagem mostra os índios em uma redução (missão) sob a tutela dos padres jesuítas. Após a Revolta de Beckman, os jesuítas que haviam sido expulsos do Maranhão pelos revoltosos retornaram e continuaram fiéis aos seus princípios de não escravização dos indígenas pelos colonos.





O tema em foco











2. Leia o texto a seguir.



Quem eram os mascates?



Da expulsão dos holandeses (1654) até o fim do século, muitos portugueses imigraram para o Brasil. Alguns vinham morar na colônia a conselho de parentes que já estavam aqui. Outros vieram como comissários volantes, isto é, como comerciantes temporários que, ao fim de várias viagens, resolveram fixar residência no Brasil. Muitos também chegavam como funcionários da Coroa, empregados na cobrança de impostos e em outras funções da administração colonial. Havia ainda, aqueles que se transferiram para cá como militares de tropas pagas pela metrópole. Aos poucos, essas pessoas foram ocupando posições de destaque na sociedade colonial, sobretudo através do comércio. Muitos desses comerciantes portugueses passaram a financiar a produção açucareira e vender açúcar para a Europa. Outros começaram a trazer produtos de Portugal para revendê-los na Colônia. E outros ainda, passaram a explorar o tráfico de escravos africanos para o Brasil.



3. Em que medida essas novas funções dos comerciantes portugueses foram determinantes para a eclosão da Guerra dos Mascates?







A importância cada vez maior adquirida pelos comerciantes moradores do Recife que desejavam a elevação à condição de Vila. Os olindenses não concordavam com isso pois poderiam perder a condição de centro de poder em Pernambuco. Esse foi um dos principais motivos da eclosão da chamada Guerra dos Mascates.





A guerra dos Emboabas ocorrida em Minas Gerais



A palavra emboaba, de origem tupi, significava “pinto calçudo”, aquele que usava calçado. Era a alcunha empregada pelos paulistas constituíam um grupo muito peculiar, dotado de uma identidade cultural formada ao longo de dois séculos. Naturais das vilas de São Paulo, orgulhavam-se de ter descoberto as primeiras minas de ouro em ao sertão inóspito, e por essa razão reivindicavam para si o direito de conquista – isto é, a posse e o domínio sobre a região mineradora. Em meio à multidão de forasteiros vindos de todas as partes da América Portuguesa, os paulistas preservavam a identidade de grupo. Falavam a língua geral, de origem indígena, tinha práticas culturais mestiças, como a arte de sobrevivência nos matos, vestiam-se de forma estranha, recusando-se a usar calçados, e mais importante, pautavam-se por um código de valores assentado em ideais de bravura e honra.



Isolados pela Serra do Mar, desligados do circuito da economia açucareira e voltados para o apresamento de índios, os homens da vila de São Paulo e Campo de Piratininga se organizavam em clãs e parentelas, que disputavam entre si a honra e o prestígio social.



Mas não era só isso que fazia dos paulistas um grupo à parte. Desde o início do século XVIII, eles encarnavam a mais formidável máquina de guerra da América portuguesa, acionada nos momentos em que a Coroa necessitava de sertanejos, experientes nas artes de sobrevivência e luta no mato. Adeptos das técnicas de guerrilhas, apreendidas com os índios, sabiam como poucos derrotar inimigos insidiosos como quilombolas de Palmares e bárbaros das Guerras do Açu – grande levante de índios, ocorrido no Nordeste durante a segunda metade do século XVII.





ROMEIRO, Adriana. Uma guerra no sertão. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Ed. Vera Cruz, nº 25, Nov. 2005. P. 71 (fragmento)



5.



a) Defina o "direito de conquista" reivindicado pelos paulistas.



Os paulistas reivindicavam a posse e o domínio da região das minas uma vez que eles a haviam descoberto.



b) Apresente os traços definidores da identidade cultural peculiar dos paulistas.



Os paulistas falavam a língua geral do Brasil, de origem indígena, tinham práticas culturais mestiças, como a arte da sobrevivência nos matos, vestiam-se de forma estranha, recusavam-se a usar calçados e pautavam-se por códigos de valores assentados em iedais de bravura e honra.



c) Em que circunstâncias os paulistas eram requisitados pela Coroa Portuguesa?



Eles eram requisitados pela Coroa no momento em que esta precisava de sertanejos, experientes nas artes de sobrevivência e lutas no mato.





De olho no vestibular





1. (Fatec) No século XVIII, a colônia Brasil passou por vários conflitos internos.



Entre eles temos a



a) Guerra dos Emboabas, luta entre paulistas e gaúchos pelo controle da região das Minas Gerais. Essa guerra impediu a entrada dos forasteiros nas terras paulistas e manteve o controle da capitania de São Paulo sobre a mineração.



b) Revolta Liberal, tentativa de reagir ao avanço conservador da monarquia portuguesa, que usava de seus símbolos monárquicos e das baionetas do Exército da Guarda Nacional, como forma de cooptar e intimidar os colonos portugueses.



c) Revolta de Filipe dos Santos, levante ocorrido em Vila Rica e liderado pelo tropeiro Filipe dos Santos. O motivo foi a cobrança do quinto, a quinta parte do ouro fundido pelas Casas de Fundição controladas pelo poder imperial.



d) Farroupilha, revolta que defendia a proclamação da República Rio-Grandense (República dos Farrapos) como forma de obter liberdades políticas, fim dos tributos coloniais e proibição da importação do charque argentino.



e) Cabanagem, movimento de elite dirigido por padres, militares e proprietários rurais, que propunham a proclamação da república como forma de combater o controle econômico exercido pelos comerciantes portugueses.



resposta: [C]





2. (Fatec 2008) Naquela época, a sociedade da América Portuguesa já era suficientemente complexa para abrigar tensões e conflitos variados, nem sempre redutíveis a meras oposições. Assim, colonos se engalfinharam com colonos, e autoridades da metrópole se opuseram a companheiros de administração. O século (XVIII) começava tenso, e seus primeiros vinte anos seriam marcados por uma sucessão de revoltas e motins, constituindo um conjunto em que, pela primeira vez, a dominação portuguesa na América do Sul corria sério risco.



(L. de Mello e Souza e M. F. B. Bicalho, 1689-1720. O império deste mundo.)





O texto faz referência aos movimentos



a) pela independência do Brasil, tais como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.



b) políticos separatistas, como a Farroupilha e o Movimento Constitucionalista paulista.





c) pela instituição da república no Brasil, denominados pelos historiadores de Cabanagem e Balaiada.





d) pela abolição da escravidão, tais como a Guerra dos Palmares e a Guerra dos Malês.





e) de insubordinação à autoridade metropolitana, como os Motins do Maneta e a Guerra dos Mascates.





Resolução



O texto refere-se a um período em que ocorreram no Brasil Colonial agitações, motins e conflitos variados. Os principais deles (incluindo a Guerra dos Mascates) fazem parte dos chamados “Movimentos Nativistas”. Outros, de caráter episódico e menos significativos, incluem os “Motins do Maneta”, em Salvador, e a “Revolta de Nosso Pai”, em Pernambuco.





3. (FGV) Antunes voltou ao capão e transmitiu a seus companheiros as promessas de Bento. Os paulistas saíram dos matos aos poucos, depondo as armas. Muitos não passavam de meninos; outros eram bastante velhos. Sujos, magros, cambaleavam, apoiavam-se em seus companheiros. Estendiam a mão, ajoelhados, suplicando por água e comida. Bento fez com que os paulistas se reunissem numa clareira para receber água e comida. Os emboabas saíram da circunvalação, formando-se em torno dos prisioneiros. Bento deu ordem de fogo. Os paulistas que não morreram pelos tiros foram sacrificados a golpes de espada.



(Ana Miranda, "O retrato do rei")





O texto trata do chamado Capão da Traição, episódio que faz parte da Guerra dos Emboabas, que se constituiu





a) em um conflito opondo paulistas e forasteiros pelo controle das áreas de mineração e tensões relacionadas com o comércio e a especulação de artigos de consumo como a carne de gado, controlada pelos forasteiros.





b) em uma rebelião envolvendo senhores de minas de regiões distantes dos maiores centros - como Vila Rica - que não aceitavam a legislação portuguesa referente à distribuição das datas e a cobrança do dízimo.



c) no primeiro movimento colonial organizado que tinha como principal objetivo separar a região das Minas Gerais do domínio do Rio de Janeiro, assim como da metrópole portuguesa, e que teve a participação de escravos.



d) no mais importante movimento nativista da segunda metade do século XVIII, que envolveu índios cativos, escravos africanos e pequenos mineradores e faiscadores contra a criação das Casas de Fundição.



e) na primeira rebelião ligada aos princípios do liberalismo, pois defendia reformas nas práticas coloniais e exigia que qualquer aumento nos tributos tivesse a garantia de representação política para os colonos.







resposta:[A]





4. (UFMG 2010) O século XVIII foi palco de uma série de movimentos e sedições, nos quais, em diferentes graus e a partir de diferentes estratégias, os vassalos da América Portuguesa procuraram redefinir o formato de suas relações com a Coroa Portuguesa.



Considerando-se esse contexto, é CORRETO afirmar que







A) a revolta de Filipe dos Santos, em Minas Gerais, na primeira metade desse século, reforçou os mecanismos de controle sobre os vassalos.



B) a revolta do Vintém e a do Quebra-quilos, na segunda metade desse século, ao desafiarem a Coroa, colocaram em crise a sede do Vice-Reinado.



C) a revolta dos Távora procurou estabelecer novos limites para a cobrança do Subsídio Literário, destinado à educação dos vassalos.



D) os conflitos entre paulistas e emboabas, nas Minas Gerais, levaram à instalação das casas de fundição nessa Capitania.





resposta: [A


]



5. (UEMG/2010) Leia atentamente o trecho selecionado, a seguir:





“... decadência em que se [achava] o povo das Minas, vexação em que se [via] causada da multidão de negros fugidos e aquilombados que [havia] em todas elas, de que [resultavam] os extraordinários casos que continuamente [estavam] sucedendo nos cruéis assassínios e roubos violentos que a cada instante [estavam] fazendo...”





Representação da Câmara de Vila Rica ao Rei de Portugal de 31 de agosto de 1743. Arquivo Público Mineiro. Seção Colonial. Códice CMOP 49 fl.81. Citada no livro Vassalos Rebeldes, de Carla M.J.Anastasia, Belo Horizonte: C/Arte, 1998. p.130



O aumento da violência nos sertões mineiros, durante o século XVIII, a que se refere o fragmento acima, é considerado resultado histórico





a) da substituição do trabalho escravo em Minas Gerais pelo trabalho imigrante italiano, após a proibição do tráfico negreiro.





b) do declínio da comercialização da cana-de-açúcar no território mineiro, em virtude da concorrência do produto oriundo das Antilhas Holandesas.



c) das crises de fome e abastecimento provocadas pela corrida do ouro ao território mineiro, constantes fugas de escravos e o aumento da cobrança de impostos sobre os alimentos.



d) dos abusos cometidos pelos jagunços contratados pelos senhores de engenhos, para matar os negros reconhecidos como assassinos profissionais.





resposta: [C]



6. (UPE 2009) Olinda e Recife viveram momentos históricos diferentes desde os tempos da colonização portuguesa. Chegaram, inclusive, a ter conflitos que assinalavam divergências de interesse. Um deles, a Guerra dos Mascates, que





a) mostrou a decadência econômica de Olinda que sofria com suas dívidas financeiras em crescimento.





b) afirmou a importância política do Recife, com seu rico porto, independente até das ordens vindas de Portugal.



c) consagrou o poderio da aristocracia olindense, com amplo domínio da produção do açúcar na colônia.



d) consolidou o governo de Castro e Caldas, aliado dos recifenses e líder político no conflito.



e) criou condições para recuperação de Olinda, dificultando as atividades comerciais do Recife.



Resolução:





Em 1710 Recife foi elevada a categoria de vila, chegando ao nível de Olinda. Nesse período, vila do Recife era povoada por muitos comerciantes portugueses. O comércio tornou-se forte devido ao porto, que era a porta de entrada dos produtos europeus em Pernambuco. A crise da economia do açúcar provocou a decadência dos senhores de engenho e, conseqüentemente, da vila de Olinda (residência da aristocracia pernambucana). No contexto do final do século XVII e início do século XVIII, os senhores de engenho dívidas cada vez maiores junto aos comerciantes portugueses do Recife. Com isso, a Guerra dos Mascates foi muito mais um conflito entre credores (comerciantes do recifenses) e devedores (senhores de engenho olindenses).







Gabarito: letra A