sábado, 25 de junho de 2011

Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Segundo Ano - CNDL
Terceiro Bimestre - História do Brasil
Capítulo 2 - Os prenúncios de uma nova ordem: a década de 1920 e a Revolução de 1930

Problematização do tema

Foto antiga do Graf Zeppelin entrando na Baia de Guanabara em 25/05/30. Fonte: Wikipedia:

Zeppelin entrando na Baia de Guanabara, em 25/05/1930

"Um charuto gigante surgiu no céu do Rio de Janeiro em maio de 1930. Era o dirigível Graf Zeppelin - a quintessência da tecnologia alemã - em sua viagem inaugural à capital do país. Para os brasileiros, no entanto, que aplaudiram incrédulos as manobras desse monstro voador de mais de 200 metros e quase 60 toneladas, era bem mais do que o primeiro voo regular entre a América Latina e a Europa. Tratava-se, isso sim, do início de novos tempos. O futuro estava à vista.

Símbolo de tudo o que se considerava moderno, o Graf Zeppelin bem que poderia servir de marco para o fim de um ciclo no Brasil. Por uma dessas coincidências que, em retrospecto, acrescentam significados insuspeitos aos eventos, sua aparição antecipou o começo de um novo período histórico."

PILAGALLO, Oscar. A história do Brasil no século XX. (1920-1940). São Paulo: Publifolha, 2002. p.

A chegada do dirigível alemão ao Rio de Janeiro pode mesmo ser usada como uma simbologia para a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década - a de 1920 - que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.

Foi ao longo dessa década que se definiu claramente a reivindicação por uma legislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras. A década de 1920 foi também a conjuntura da expressão da insatisfação da sociedade brasileira com as fraudes e corrupção vigentes no sistema político-eleitoral e com a exclusão do povo da participação política desde o início da República Velha. Essas insatisfações foram canalizadas pelo movimento tenentista, pela Semana de Arte Moderna, pelo Partido Comunista Brasileiro que, criado em 1922, conseguiu mobilizar as camadas operárias.

Enfim, se a chegada do dirigível em 1930 anunciava o início de novos tempos, a sua viagem entre a Alemanha e o Rio de Janeiro era a condição necessária para o término da jornada, como o foi a década de 1920 para se chegar ao movimento de 1930.

Neste capítulo, além da turbulenta década de 1920, vamos estudar o movimento de 1930 que colocou Getúlio Vargas no poder. Poucos movimentos foram tão estudados e apresentam interpretações tão diferentes, como poderemos constatar adiante em nossos estudos.

Pense sobre o que acabou de ler.

1. Por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil?

Porque ao longo da década de 1920 se definiu claramente a reivindicação por uma ligeislação trabalhista pelas classes trabalhadoras brasileiras, além disso foi durante esse período que ocorreram diversos movimentos de insatisfação em relação à política vigente na República Velha, tais como o movimento Tenentista, a Semana de Arte Moderna, a Coluna Prestes, a fundação do Partido Comunista Brasileiro e a formação da Aliança Liberal.

1920: uma década movimentada

O tenentismo

O tenentismo foi um movimento de oficiais do Exército de baixa patente, apesar de ter contado também com a participação de oficiais mais graduados. Tal movimento protestava contra os desmandos políticos, a situação econômica e a exclusão social vigentes na República Velha. Especificamente, protestavam contra as fraudes eleitorais, o poder corrupto das oligarquias, a corrupção administrativa, a falta de liberdade de imprensa, o alto custo de vida e a pouca participação política da sociedade brasileira.

Os tenentes, contudo, não apresentavam um programa consolidado. Eram vagamente nacionalistas, defendiam o voto secreto e as reformas sociais. Entretanto, o seu movimento tinha um viés pouco democrático. Acreditavam firmemente que as mudanças necessárias para alterar a ordem vigente deveriam vir "de cima para baixo".

A primeira revolta dos tenentes eclodiu no Rio de Janeiro, em 1922, e foi denominada "Os 18 do Forte de Copacabana". Iniciou-se como um protesto à candidatura de Arthur Bernardes à presidência da República. Bernardes teria publicado na imprensa cartas com críticas violentas aos militares. Com a vitória de Bernardes, foram planejadas rebeliões em várias unidades militares do Rio de Janeiro, com o intuito de impedir sua posse.

A articulação dos tenentes fracassou, resultando apenas 17 rebeldes do Forte de Copacabana que receberam o apoio de um civil. A repressão foi brutal e, dos revoltosos, apenas dois sobreviveram.

Novamente os tenentes se rebelaram em 1924, em São Paulo, contra o governo de Arthur Bernardes. Após ocuparem a cidade por 22 dias, foram duramente combatidos por forças federais e retiraram-se para o Paraná. Nesse estado, reuniram-se com os tenentes gaúchos, que também haviam se revoltado em 1924, dando origem à denominada Coluna Prestes.A partir de julho de 1925, durante dezoito meses, a coluna Prestes, expedição militar liderada por Luís Carlos Prestes e formada por oficiais e soldados que se opunham à ordem vigente no Brasil, em especial, ao governo Arthur Bernardes, percorreu cerca de 25 mil km, entrando em contato com as mais diversas populações, moradoras em pequenos vilarejos, fazendas e cidades de vários estados da Federação. Aos poucos, a Coluna foi se desfazendo e, em 1927, seus últimos componentes asilaram-se na Bolívia.

É interessante sublinhar o fato de que, até se asilar na Bolívia, Luís Carlos Prestes nunca tivera contato com o ideário comunista. Os primeiros contatos de Prestes com essa ideologia aconteceram na Bolívia, por intermédio do secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, Astrojildo Pereira. Astrojildo foi à Bolívia com o intuito de atrair pra seus quadros o carismático líder da Coluna. Prestes acabou se convertendo ao comunismo e foi o único tenente de projeção que não participou do movimento de 1930.

Análise e interpretação: versões, opiniões e fontes diversas

Leia o trecho do documento.

Manifesto da Coluna Prestes em Porto Nacional

Concidadãos:

Depois de 15 meses de luta encarniçada [...] temos hoje, ao chegar ao coração do Brasil, às margens do potentoso Tocatins, o feliz ensejo de, mais uma vez, reafirmar à nossa pátria que a cruzada patriótica, iniciada aos 5 de julho na capital gloriosa de São Paulo e engrossada, mais tarde, pelos gloriosos filhos da terra gaúcha, ainda não expirou e nem expiará, esmagada pelas baionetas da tirania.

Apesar dessa longa perigrinação de sacrifícios, anima-nos ainda a mesma fé inabalável dos dias de jornada, alicerçada na certeza de que a maioria do povo brasileiro, comungando conosco os ideais da revolução, anseia por que o Brasil se reintegre nos princípios liberais, consagrados pela nossa Constituição – hoje espezinhada por um sindicato de políticos sem escrúpulos, que se apoderaram dos destinos do país para malbaratar a sua fortuna, ensangüentar o seu território e vilipendiar o melhor das suas tradições.

E o povo pode ficar certo de que os soldados revolucionários não enrolarão a bandeira da liberdade enquanto não se modificar esse ambiente de despotismo e intolerância que asfixia, num delírio de opressão, os melhores anseios da consciência nacional!

LIMA, Lourenço Moreira. A coluna Prestes. p. 572. Apud BERTOLLI FILHO, Cláudio. A República velha e a revolução de 30. São Paulo: Àtica, 1999, p. 41.

1. Apresente os pontos levantados pelo Manifesto que explicam a motivação do movimento denominado Coluna Prestes.

No Manifesto, os membros da Coluna Prestes afirmam que mantêm acesa que os levou à cruzada patriótica iniciada em 5 de julho em São Paulo e que, apesar das dificuldades e sacrifícios, continua esperando que o Brasil se reintegre aos princípios liberais, consagrados pela Constituição de 1891, desrespeitada por políticos sem escrúpulos. Continuam reiterando que continuarão a cruzada até que o ambiente de despotismo e intolerância tenha sido ultrapassado.

O tema em foco

2. Analise a marcha da Coluna Prestes de acordo com os dados contidos no mapa.

Pela análise do mapa, espera-se que o aluno perceba que a Coluna Prestes percorreu vários estados da Federação em uma longa jornada pela interior do Brasil, travando batalhas contra as forças legalistas e estabelecendo contato com as populações de vilarejos e cidades interioranas brasileiras.

Confira um resumo do tema estudado neste capítulo da Coleção Pitágoras

A década de 1920 e a Revolução de 1930

Veja também os resultados da vitória do ideário da Aliança Liberal pós-1930

Dica de estudos

neiro, com o intui








De olho no vestibular
1. (UFV 2007) A década de 1920 foi um período de crise da “república do café-com-leite”, uma vez que as transformações ocorridas nos anos anteriores contribuíram para a melhor organização dos grupos sociais existentes e o surgimento de outros. Alguns desses grupos se voltaram contra a política tradicional, baseada no poder das oligarquias, no autoritarismo e nas fraudes eleitorais, manifestando seu descontentamento através de movimentos civis e militares.
Sobre a década de 1920 no Brasil, é CORRETO afirmar que houve:

a) um levante conhecido como Intentona Comunista, logo após a fundação do Partido Comunista do Brasil, que congregou um grande número de operários e intelectuais.
b) duas das mais importantes revoltas do movimento denominado tenentista, que queria moralizar a vida política, pôr fim à corrupção eleitoral e promover reformas sociais.
c) a Revolta da Vacina, em que o Rio de Janeiro transformou-se num campo de batalha, com a formação de barricadas e violentos choques entre populares e tropas do governo.
d) duas greves gerais nos principais centros urbanos do país, sob a liderança de industriais e comerciantes insatisfeitos com a política governamental de valorização dos produtos agrícolas.
e) o movimento modernista, durante a realização da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em São Paulo em 1922, cujo manifesto defendeu o fim do voto de cabresto e da política dos governadores.

resposta: [B]

2. (Unifesp-2008) A política do Estado brasileiro, depois da Revolução de 1930, nas palavras do cientista político Décio Saes, “será combatida, pelo seu caráter ‘intervencionista’ e pelo ‘artificialismo’ dos seus efeitos; de outro lado, a política de reconhecimento das classes trabalhadoras urbanas será criticada pelo seu caráter ‘demagógico’, ‘massista’ e ‘antielitista’”. (in: História Geral da Civilização Brasileira, III, 3, 1981, p. 463.)
As críticas ao Estado brasileiro pós-1930 eram formuladas por setores que defendiam
A) os interesses dos usineiros e, no plano político, o coronelismo.
B) posições afinadas com o operariado e, no plano político, o populismo.
C) os interesses agro-exportadores e, no plano político, o liberalismo.
D) as burguesias comercial e financeira e, no plano político, o conservadorismo.
E) posições identificadas com as classes médias e, no plano político, o tenentismo.

resposta: [C]
O grupo agrário exportado foi o primeiro a combater a política econômica varguista, pois foi alijado do poder. Essa oposição, no entanto, não se deve a política intervencionista como propõe o enunciado, pois esse setor sempre foi beneficiado pela política governamental intervencionista
anterior. A política trabalhista foi combatida pelos grupos sociais mais conservadores, que defendiam o liberalismo político no sentido de se contraporem a “proteção aos trabalhadores”.

3. (UECE-2008) “A década de 1920 terminou presenciando uma das poucas campanhas eleitorais da Primeira República em que houve autêntica competição para o cargo da Presidência”.
FONTE: CARVALHO, José Murilo. Marco Divisório. In Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, pp.89-126.
Assinale a alternativa que contém os nomes dos dois candidatos que disputaram a Presidência da República, na ocasião.
A) Washington Luis e Getúlio Vargas.
B) Washington Luis e Júlio Prestes.
C) Hermes da Fonseca e Getulio Vargas.
D) Getúlio Vargas e Júlio Prestes.
resposta:[D]

4. (UEMG) Leia atentamente o texto e, a seguir, responda:
“Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.”
Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola. Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004. Cd-rom.
A gripe de 1918, também conhecida como gripe espanhola, tornou-se uma pandemia no segundo semestre daquele ano. No Brasil, foram registradas cerca de 300 mil mortes. Dentre as vítimas ilustres da doença, o presidente Rodrigues Alves e a educadora Anália Franco. Na década de 1910, algumas transformações sociais possibilitaram a formação de condições ideais para a propagação da doença.
Assinale, a seguir, o processo histórico que NÃO está relacionado com a propagação da gripe espanhola, no Brasil:
A) As cidades brasileiras do Sudeste no início da década de 10 tiveram um forte período de crescimento, sem, no entanto, implementar reformas urbanas estruturais, dificultando a prevenção da doença entre os mais pobres.
B) Com o incremento da produção de café, vários grupos financeiros expandiram suas atividades econômicas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, provocando um forte empobrecimento, expandindo o número de contaminados no meio rural.
C) O processo de urbanização acelerado pela implantação das primeiras fábricas de produtos têxteis e alimentícios no Brasil concentrou várias famílias de trabalhadores em cortiços e moradias insalubres.
D) Os trabalhadores das fábricas eram contratados num regime assalariado de baixa renda, incompatível com as nascentes necessidades da vida urbana.
resposta:[B]

5. (Unesp-2007) A Semana de Arte Moderna de 1922, que reuniu em São Paulo escritores e artistas, foi um movimento:

a) influenciado pelo cinema internacional e pelas idéias propagadas nas Universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro
b) de renovação das formas de expressão com a introdução de modelos norte-americanos;
c) de contestação aos velhos padrões estéticos, as estruturas mentais tradicionais e um esforço de repensar a realidade brasileira;
d) desencadeado pelos regionalismos nordestinos e gaúcho, que defendiam os valores tradicionais;
e) de defesa do realismo e do naturalismo contra as velhas tendências românticas.
resposta: [C]

6. (Fuvest - 2008)A revolução de 1924, movimento tenentista, relacionou-se:
a) aos desejos de reformas econômicas e sociais de caráter socialista que acarretassem a superação da República oligárquica e elitista.
b) à violência praticada pelos governos republicanos controlados pelas oligarquias paulista e mineira contra lideranças operárias e camponesas.
c) aos anseios por reformas políticas moralizadoras de cunho liberal que não se chocavam com os princípios de ordenação constitucionais da República.
d) ao caráter conservador do governo Epitácio Pessoa, cuja política repressiva desencadeou o movimento de intervenção federal nos estados oposicionistas.
e) à luta pela superação de caráter espoliativo e dependente da economia brasileira, visando obter maior prestígio no concerto internacional.
resposta:[C]

7. (Fuvest-2009) No Brasil, a década de 20 foi um período em que:
a) velhos políticos da República, como Rui Barbosa, Pinheiro Machado e Hermes da Fonseca, alcançaram grande projeção nacional.
b) as forças de oposição às chamadas "oligarquias carcomidas" se organizaram, sem contudo apresentar alternativas de mudança.
c) as propostas de reforma permanecendo letra morta, não se configurou nenhuma polarização político-ideológica.
d) a aliança entre os partidos populares e as dissidências oligárquicas culminou com a derrubada da República Velha nas eleições de 1.o de março de 1930.
e) ocorreram agitações sociais e políticas, movimentos armados, entre eles a Coluna Prestes, e várias propostas de reforma foram debatidas.

resposta : [E]

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CONHECIMENTOS BÁSICOS
QUESTAO 21
21 - “Assim como não veio substituir homens, a revolução não veio também substituir partidos. O seu programa é substituir princípios e normas para evitar o regresso à política dos antigos donos da República, dos senhores absolutos do regime”.
Entrevista de Osvaldo Aranha ao Correio do Povo, publicada em 14/6/1931. In: A Revolução de
30. Textos e Documentos. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1982. p. 30.
O texto de um dos líderes do movimento militar que levou Getúlio Vargas ao poder em 1930 expressa uma crítica contundente ao modelo político que acabava de ser derrubado.
Assinale a alternativa que melhor define esse modelo político
em questão:
(A) Tratava-se de uma monarquia parlamentar, sendo o chefe de Gabinete o responsável pela política de Governo.
(B) O autor refere-se à política implementada pelos governos militares dos dois primeiros presidentes da república
(Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto), com fortes traços autoritários que marcaram a vida política brasileira.
(C) A crítica dirige-se ao modelo oligárquico implantado com a política dos governadores, que assegurava a preponderância dos interesses ligados à cafeicultura.
(D) A crítica dirige-se à forma de democracia implantada com o regime republicano e que resultava em cópia acrítica das democracias parlamentares europeias.
(E) O texto expressa uma crítica ao modelo político implantado pelos republicanos radicais, que ao copiarem os modelos europeus, pretendiam assegurar algumas conquistas políticas como o voto secreto universal.
QUESTÃO 22
22 - O messianismo foi uma das experiências sócio-culturais que, presente na sociedade brasileira desde sua formação, perdurou ao longo da temporalidade, a despeito das particularidades assumidas por ele em diferentes conjunturas históricas. Considerando o messianismo como o entrecruzamento de um imaginário religioso e de uma prática de poder, indique a alternativa que exprime a ocorrência dessa manifestação na sociedade brasileira:
(A) “Sahiu D. Pedro II
Para o reyno de Lisboa
Acabosse a monarquia
O Brasil ficou atôa! [...]
O Anti-Christo nasceu
Para o Brasil governar
Mas ahi está o Conselheiro
Para dele nos livrar”.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. São Paulo: Ática, 1998. p. 176.)
(B) “O bispo aspergia e rezava sobre feixes e feixes de palmas; então ele e um grupo de padres, cada um com um ramo na mão, dirigiram-se, em procissão lenta, até a porta e saíram. Dando uma pequena volta ao átrio, voltaram à porta, que logo após tinha sido fechada e nela batendo, eram readmitidos, quando então se dirigiram ao altar, cantando versos adequados. O seu regresso simboliza a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.”
(EWBANK, Thomas. A vida no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1976. p. 170).
(C) “Dir-se-ia que um gérmen fatal se inoculou no organismo da República, gérmen de morte a manifestar-se na indiferença geral com que os habitantes do país encaram os mais graves problemas da Nacionalidade [...] Senhores do governo, senhores da Igreja, do Exército, da Armada e do povo! Não seremos dignos de nós mesmos, não seremos dignos de nossa pátria se cada um de nós em sua esfera
não concorrer para que um vento da ressurreição sacuda o organismo social do Brasil.”
(LEME, Sebastião, arcebispo, discurso de 3 de maio de 1924, Páscoa dos militares. Apud: SANTO ROSÁRIO, Regina Maria, irmã. O Cardeal Leme. Rio de Janeiro: ________, 1962. p. 165-166.)
(D) “De todas as violências e ilegalidades postas em prática pela quartelada de 1º de abril, a mais repugnante, a mais abjeta é a oficialização e santificação da delação [...]
Delatar um colega de trabalho, apontá-lo aos algozes de hoje porque ele pensa diferente de nós – não é um ato digno de um homem, e muito menos de um democrata. [...]
Mas é preciso que haja resistência. Os inquisidores irão embora, a inquisição passará. Mas ninguém esquecerá o delator, ninguém perdoará a delação. Lembro o símbolo universal da Traição: Judas. [...]”.
(CONY, Carlos Heitor. Judas – o dedo-duro. Correio da Manhã, 14 de maio de 1964.)
(E) “Mal começaram a brilhar as vitoriosas bandeiras
Do teu triunfo, as vitoriosas bandeiras da cruz,
Por entre os povos brasílicos [...]
Estarreceu-se de horror o desgraçado e uivando atirou-se
No abismo e deixou-te, os reinos que a ti pertenciam
E que ele há tanto usurpara”.
(ANCHIETA, José de, padre. Os Feitos de Mem de Sá. Versos 1175-1182. Apud: NEVES, Luiz Felipe Baêta Neves. O Combate dos Soldados de Cristo na Terra dos Papagaios. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1978. p. 66-67. )
QUESTÃO 23
23 - O jornalista Elio Gaspari, ao descrever a reunião da sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, que decidiu pela promulgação do Ato Institutcional n. 5, afirma que o marechal Arthur da Costa e Silva assim se dirigira aos membros do governo reunidos no Palácio Laranjeiras: “ ou a Revolução continua, ou a Revolução se desagrega”. Assinale a alternativa que melhor caracteriza o significado daquele Ato Institucional:
(A) Tratava-se do Ato que decretava o fim dos partidos políticos existentes e criava apenas dois: a ARENA alinhada à política dos militares e o MDB, oposição consentida ao regime.
(B) O AI 5 instituiu a figura do senador biônico, que dispensava as eleições diretas para a sua escolha.
(C) O Ato Adicional de 13 de dezembro de 1968 dava início ao processo de distensão lenta e gradual idealizado pelos militares no poder como forma de promover uma transição lenta para um futuro governo civil.
(D) O Ato Institucional de n. 5 foi uma resposta direta aos movimentos grevistas da região ABC paulista, que punham em xeque a política econômica do “milagre brasileiro”.
(E) O Ato Institucional de n. 5 significou na prática a instituição de um regime ditatorial com a concentração de poderes nas mãos do Executivo, dando início à fase mais dura e repressiva do regime militar instalado no país em 1964.
QUESTÃO 24
24 - “Queremos Pedro II,/ Embora não tenha idade,/ A Nação dispensa a lei,/ E viva a maioridade.”
In: SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do Imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 74.
Os versos acima fazem alusão ao chamado golpe da maioridade, que em 1840 declara o jovem Pedro, herdeiro do trono brasileiro, imperador. Assinale a alternativa que melhor caracteriza o período que se inicia com a decretação de sua maioridade:
(A) A decretação da maioridade de D. Pedro II significou uma medida política visando a centralização do poder nas mãos do governo central.
(B) O golpe da maioridade significou uma vitória dos grupos regionais que pretendiam uma descentralização política.
(C) A mioridade de D. Pedro II decretada em 1840 deu início ao Segundo Reinado e representou a expressão política dos setores cafeicultores da província de São Paulo.
(D) Na verdade a antecipação da maioridade estava prevista na Constituição em situações que pusessem em risco a unidade territorial e política do Império brasileiro.
(E) Com a maioridade do jovem imperador tem início o regime monárquico parlamentar de feição absolutista.
QUESTÃO 25
25 - A política de preservação do patrimônio conheceu durante o século XIX, momento de fundação desta discussão, duas grandes linhas de reflexão, impondo conseqüentemente práticas diversas em relação aos bens a serem considerados parte de um patrimônio nacional. Assinale a alternativa que melhor descreve esses projetos preservacionistas:
(A) Os dois paradigmas de preservação histórica da Europa no século XIX estão ligados aos nomes de John Ruskin e Eugène Viollet-le-Duc, o primeiro defendendo a restauração segundo as formas supostamente originais de um monumento do passado.
(B) Eugène Viollet-le-Duc, arquiteto que passa a atuar a partir dos anos 1830 na França, representava aquele paradigma segundo o qual a restauração jamais poderia restituir a forma original dos monumentos, destruídos pela ação inexorável do tempo.
(C) Os dois paradigmas referidos supõem igualmente distintas concepções de história, a primeira delas, ligada ao trabalho de Viollet-le-Duc, imaginava a possibilidade de chegar-se ao passado nos termos em que ele realmente existira.
(D) Tanto o paradigma de preservação defendido por Ruskin, quanto aquele formulado por Viollet-le-Duc estão mais assentados em valores estéticos para definição dos monumentos do que propriamente em preocupações relativas à historia.
(E) Os dois representantes desses paradigmas preservacionistas, embora partindo de concepções divergentes, sustentaram políticas de preservação que terminaram por se assemelhar tendo em vista a centralidade do valor histórico para definição dos monumentos considerados patrimônio.
QUESTÃO 26
26 - Assinale a alternativa que melhor caracteriza a política de patrimônio inaugurada com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo decreto-lei n° 25 de 30 de novembro de 1937:
(A) Essa política refletia as novas demandas formuladas ao campo da cultura pelo Estado Novo, significando a vitória dos grupos mais conservadores em termos de definição de uma política cultural, segundo a qual a volta ao passado deveria fundamentar uma identidade forjada a partir dos heróis da Nação brasileira.
(B) A política de patrimônio inaugurada por Rodrigo Melo Franco de Andrade assinala uma valorização exclusiva dos bens a serem objeto de tombamento a partir de seu valor artístico, segundo os cânones internacionais formulados por uma história da arte, de viés profundamente esteticizante.
(C) A política de patrimônio implementada por Rodrigo Melo Franco de Andrade à frente do Serviço Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional representou uma vitória dos modernistas e significou uma concepção bastante democrática do patrimônio, preocupada com o acesso aos bens culturais tidos como patrimônio de uma coletividade nacional.
(D) A política inaugurada com o decreto-lei n° 25 manteve-se inalterada em suas linhas até à redemocratização plena do país após a Constituinte de 1988, atestando a permanência de um projeto excludente com relação à cultura que caracterizou tanto o Estado Novo quanto os governos militares.
(E) A política de patrimônio implementada na gestão de Rodrigo Melo Franco de Andrade trazia a marca dos modernistas assim como de uma nova forma de tratar os monumentos a partir de sua consideração como expressões concretas de uma nacionalidade, que se dava a conhecer pelo exame desses signos.
QUESTÃO 27
27 - “Um dos problemas com que se defrontam os países no mundo moderno é a perda de identidade cultural, isto é, a progressiva redução dos valores que lhes são próprios, de peculiaridades que lhes diferenciam as culturas.”
(Aloísio Magalhães. Apud. GONÇALVES, José Reginaldo dos Santos. A retórica da perda. Os discursos do patrimônio cultural no Brasil. 2ed. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, Ministério da Cultura- IPHAN, 2002.)
Essa afirmação de Aloísio Magalhães sinaliza para algumas das transformações por que passou a política de patrimônio quando esteve à frente de suas iniciativas. Indique a alternativa que apresenta aquelas mudanças que mais expressam esse processo:
(A) A partir de um diagnóstico que responsabilizava o acelerado desenvolvimento econômico-industrial resultado da política desenvolvimentista posta em prática pelos governos militares como destruidor do patrimônio nacional, sua política centrava-se numa profunda crítica a esta forma de desenvolvimento, propondo uma volta às verdadeiras raízes da cultura nacional.
(B) Seu discurso funda uma nova visão de patrimônio pensado, sobretudo, a partir do conceito antropológico de cultura e de sua diversidade, resultando num alargamento de critérios para a definição de um bem a ser objeto de uma política de patrimônio.
(C) A política de patrimônio que passa a defender visa a uma valorização dos bens culturais como forma de luta política dos países menos desenvolvidos frente às ameaças dos países altamente industrializados e representava o discurso cultural das esquerdas que chegavam ao poder com a redemocratização após o regime militar.
(D) Seu discurso expressa uma concepção mais democrática no tocante à política de patrimônio que passou a se voltar para a valorização da diversidade cultural nacional, o que resultou numa perda de importância dos tombamentos como estratégia institucional de preservação.
(E) Ao centrar a definição de uma política de patrimônio a partir do conceito de cultura, Aloísio Magalhães deixava de considerar a história como aspecto relevante para suas considerações em torno de políticas públicas e estatais para a proteção do patrimônio, atitude que refletia o desinteresse por este campo por parte dos governos militares, tendo em vista o potencial crítico da disciplina.
QUESTÃO 28
28 - Várias cidades brasileiras, por concentrarem em um espaço físico limitado diferentes segmentos sociais, com interesses geralmente conflitantes, foram palco de importantes manifestações de protesto e de reivindicação popular. Parte dessas mobilizações buscava legitimar-se recorrendo a um discurso libertário que, oriundo do pensamento iluminista ou dos ideários anarquista e socialista, não descartava o advento da “modernidade”. Já outra parcela, pelo contrário, recorria a concepções de cunho tradicionalista, associando a emergência do “novo” a novas formas de espoliação. Marque, nas alternativas abaixo, a imagem que exprime essa segunda perspectiva:

(A) Quadro de Antônio Parreiras, século XX. Condenação de Felipe dos Santos, Vila Rica, 1720.
(B) Litografia de Emil Bauch. Rua da Cruz, Recife, meados do século XIX, cidade onde eclodiu a Praieira.



(C) Charge contra a vacinação obrigatória. Rio de Janeiro, 1904.
(D) Cartaz da Revolução Constitucionalista. São Paulo, 1932.














(E) Marcha pela Educação. Brasília, 2001.
QUESTÃO 29
29 - A estrutural desigualdade sócio-econômica do país, que inúmeras vezes culmina em situações de carência e violência extremadas, foi traduzida sob forma de letra e melodia em várias músicas consagradas pela crítica e pelo público contemporâneos.
Leia abaixo os trechos de algumas dessas composições:
I- Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel, se lambuzar de mel.
Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação de fecundar o chão.
(Cio da terra. Composição: Milton Nascimento e Chico Buarque de Hollanda.)
II- Debaixo d'água lá se vai a vida inteira
Por cima da cachoeira o baiola vai sumir
Vai ter barragem no salto do Sobradinho
E o povo vai se embora com medo de se afogar.
O sertão vai virar mar, dá no coração
O medo que algum dia o mar também vire sertão.
(Sobradinho. Música: Sá e Guarabira.)
III- Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso
E puder com o chocalho pendurado no pescoço
Vou ficando por aqui, que Deus do céu me ajude!
Quem sai da terra natal em outro canto não pára!
Só deixo o meu Cariri no último pau-de-arara!
(Último Pau–de-Arara. Intérprete: Fagner. Composição: Venâncio/Corumbá/J.Guimarães.)
IV- A lei da selva, consumir é necessário
Compre mais, compre mais, supere seu adversário
O seu status depende da tragédia de alguém
É isso, capitalismo selvagem!
(Mano na Porta do Bar. Composição: Racionais MC’s.)
A alternativa que NÃO se refere às composições de forma historicamente correta é:
(A) as músicas I e III traduzem práticas econômicas desenvolvidas durante o período colonial, sendo ambas localizadas em áreas rurais, mas destinadas a mercados consumidores distintos: uma voltava-se à exportação e outra ao abastecimento interno;
(B) a música I traduz uma prática econômica pautada na devastação dos recursos naturais e no uso significativo de mão-de-obra escrava até meados do século XIX;
(C) a música III traduz uma prática econômica promotora da ocupação do interior do Brasil, estando baseada na ausência de degradação ecológica e no uso predominante de mão-de-obra livre;
(D) as músicas II e IV traduzem transformações sociais possibilitadas apenas com o incremento do processo industrial no país, a partir da I Guerra Mundial;
(E) as músicas II e III traduzem a saga dos retirantes nordestinos que decidem migrar para as grandes cidades do litoral, evidenciando-se a não interferência do poder público na região.
QUESTÃO 30
30 - O patrimônio cultural brasileiro vem sendo constituído mediante apropriações contínuas, que mesclam práticas de violência com criativas reelaborações da vivência cotidiana. As imagens reproduzidas abaixo elencam cinco exemplos dessa transformação do simbólico: trazidas por povos ou etnias específicas, elas foram incorporadas aos costumes, à devoção, em suma, à identidade de uma sociedade que assume como um de seus traços mais marcantes a diversidade cultural. Relacione tais imagens a seus pertencimentos sociais e históricos, marcando a alternativa ERRADA:

I - I - Rede. Final do século XIX. Fotógrafo: Vicentes Photographos.
II - Nossa Senhora da Conceição Escultura em marfim, século XVII. Acervo Museu Histórico Nacional.


III- Renda de bilro, século XX, Florianópolis.
IV - Xícara de porcelana, século XIX, França. Acervo Museu Histórico Nacional.

V - Pequeno livro, com versos do Alcorão em árabe, encontrado preso ao pescoço de um participante da Insurreição dos malês, na Bahia, em 1835.

(A) O objeto reproduzido na imagem I era comumente utilizado pelas comunidades indígenas do Brasil, sendo incorporado aos ambientes urbanos coloniais e imperiais.
(B) A escultura reproduzida na imagem II remete à arte indoportuguesa, desenvolvida no âmbito do comércio marítimo para obtenção das especiarias orientais entre os séculos XVI e XVII.
(C) O artesanato reproduzido na imagem III exprime uma prática introduzida por colonos portugueses da Ilha dos Açores, que promoveram a ocupação do litoral de Santa Catarina no século XIX.
(D) O objeto reproduzido na imagem IV indica a preponderância francesa na venda de produtos manufaturados e industrializados ao Brasil durante o século XIX.
(E) O objeto reproduzido na imagem V indica o domínio letrado dos escravos afro-brasileiros de cultura islâmica, geralmente oriundos do Sudão.
QUESTÃO 31
Constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interesse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
31 - Excluem-se do patrimônio histórico e artístico nacional as obras de origem estrangeira, EXCETO:
(A) que pertençam às representações diplomáticas ou consulares acreditadas no país;
(B) que adornem quaisquer veículos pertencentes a empresas estrangeiras, que façam carreira no país;
(C) que pertençam a casas de comércio de objetos históricos ou artísticos;
(D) que sejam importadas por pessoas estrangeiras expressamente para adorno de suas residências;
(E) que sejam trazidas para exposições comemorativas, educativas ou comerciais.
QUESTÃO 32
32 - No tocante ao tombamento, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) dos bens pertencentes à União, aos Estados e aos Municípios se fará de ofício, por ordem do diretor do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,
independente de notificação à entidade a quem pertencer,
ou sob cuja guarda estiver a coisa tombada, a fim de produzir os necessários efeitos;
(B) de coisa pertencente à pessoa natural ou à pessoa jurídica de direito privado se fará voluntária ou compulsoriamente;
(C) será voluntário sempre que o proprietário o pedir e a coisa se revestir dos requisitos necessários para constituir parte integrante do Patrimônio histórico e artístico nacional;
(D) será compulsório quando o proprietário se recusar a anuir à inscrição da coisa podendo oferecer impugnação a ser decidida pelo Conselho Consultivo do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional;
(E) a coisa tombada não poderá sair do país, senão por curto prazo, sem transferência de domínio e para fim de intercâmbio cultural.
QUESTÃO 33
33 - Sobre as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, é correto afirmar que:
(A) se dentro de um Estado somente pertencem a este Estado;
(B) são bens da União;
(C) são bens do Município em que estiverem localizadas;
(D) caso localizadas em mais de um Estado, a porção localizada em cada Estado a ele pertencerá;
(E) são bens da União e do Estado em que estiverem localizadas.
QUESTÃO 34
34 - Quanto ao direito à cultura, é INCORRETO afirmar que:
(A) o Estado apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais;
(B) o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional;
(C) a lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos;
(D) o Estado protegerá as manifestações das culturas populares e afro-brasileiras facultada a de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional;
(E) o Estado protegerá as manifestações das culturas indígenas.
QUESTÃO 35
35 - De acordo com a Lei nº 3924/61, consideram-se monumentos arqueológicos ou pré-históricos, EXCETO:
(A) as jazidas de qualquer natureza, origem ou finalidade, que representem testemunhos da cultura dos paleoameríndios do Brasil;
(B) os sítios nos quais se encontram vestígios positivos de ocupação pelos paleoameríndios;
(C) os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeiamento, nos quais se encontrem vestígios humanos de interesse arqueológico ou paleoetnográfico;
(D) as inscrições rupestres ou locais como sulcos de polimentos de utensílios e outros vestígios de atividade de paleoameríndios;
(E) as escavações e edificações destinadas aos estudos ecológicos e científicos.
QUESTÃO 36
36 - O registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro, nos termos do Decreto nº 3551/2000, se fará em um dos seguintes livros, EXCETO:
(A) de Registro dos Saberes;
(B) de Registro das Celebrações;
(C) de Registro de Datas;
(D) de Registro das Formas de Expressão;
(E) de Registro dos Lugares.
QUESTÃO 37
37 - São legitimados para provocar a instauração do processo de registro de bens culturais de natureza imaterial, EXCETO:
(A) o Ministério Público;
(B) o Ministro de Estado da Cultura;
(C) instituições vinculadas ao Ministério da Cultura;
(D) Secretarias de Estado, de Município e do Distrito Federal;
(E) sociedades ou associações civis.
QUESTÃO 38
38 - Quanto às propostas para registro de bens culturais de natureza imaterial, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) serão dirigidas ao Presidente do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural;
(B) o IPHAN supervisionará a instrução dos processos de registro;
(C) a instrução dos processos poderá ser feita por outro órgão do Ministério da Cultura que detenha conhecimentos específicos sobre a matéria;
(D) ultimada a instrução, o IPHAN emitirá parecer acerca da proposta, publicado no Diário Oficial da União;
(E) a decisão final competirá ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.
QUESTÃO 39
39 - O IPHAN tem como finalidades as alternativas abaixo discriminadas, EXCETO:
(A) proteger, fiscalizar, promover, estudar e pesquisar o patrimônio cultural brasileiro;
(B) exercer a vigilância e preservação vedado o uso do poder de polícia administrativa para a proteção deste patrimônio;
(C) coordenar a execução da política de preservação, promoção e proteção do patrimônio cultural, em consonância com as diretrizes do Ministério da Cultura;
(D) desenvolver estudos e pesquisas, visando a geração e incorporação de metodologias, normas e procedimentos para preservação do patrimônio cultural;
(E) promover a identificação, o inventário, a documentação, o registro, a difusão, o tombamento, a conservação, a devolução, o uso e a revitalização do patrimônio cultural.
QUESTÃO 40
40 - De acordo com o art.216 da Constituição Federal, cujo §6º foi acrescentado pela Emenda Constitucional n.42/2003, é facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a fundo estadual de fomento à cultura até cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, para o financiamento de programas e projetos culturais, vedada a aplicação desses recursos no pagamento dos itens abaixo. Assinale a alternativa NÃO EXPRESSAMENTE VEDADA:
(A) despesas com pessoal;
(B) despesas com encargos sociais;
(C) despesas com material de consumo;
(D) serviço da dívida;
(E) qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos investimentos ou ações apoiados.
HISTÓRIA DA ARTE
QUESTÃO 41
41 - As principais diferenças estilísticas entre a arte do renascimento e a arte barroca são:
(A) formas claras, cores claras, composição dinâmica no Renascimento; formas com contornos definidos, composição fria e temas religiosos no Barroco;
(B) formas claras, linhas nítidas, composição estática e legível no Renascimento; formas contrastantes, contornos obscuros, composição movimentada no Barroco;
(C) formas afetadas, figuras retorcidas, espaço enviesado no Renascimento; formas abertas, espaço obscuro, figuras monumentais no Barroco;
(D) formas enquadradas pela geometria, claro-escuro tênue, composição estática e rígida no Renascimento; formas ogivais e verticalizadas, fundo dourado e figuras com gestos contorcidos no barroco;
(E) formas nervosas e irriquietas, cores metálicas, figuras evanescentes no Renascimento; formas plácidas, contornos apagados e paisagem evanescente ao fundo no Barroco.
QUESTÃO 42
42 - Em 1816, desembarca no Rio de Janeiro, então capital do reino de Portugal, Brasil e Algarves, a Missão Artística Francesa, liderada por Lebreton e composta por Debret, Taunay e Grandjeam de Montigny, entre outros, tendo como principal objetivo:
(A) instituir o ensino das Belas-artes e elevar o gosto na ex-colônia;
(B) fazer retratos, estátuas e palácios para o Rei e sua corte;
(C) preparar os festejos para o casamento real de D. Pedro I e D. Leopoldina;
(D) divulgar e incentivar o estilo barroco na capital do reino;
(E) construir e decorar o novo palácio real da Quinta da Boa Vista.
QUESTÃO 43
43 - As igrejas barrocas brasileiras distribuem-se pelas principais cidades ao longo da costa litorânea com destacável unidade de estilo. Apesar das diferentes localidades e ordens religiosas, características em comum podem ser apontadas, tais como:
(A) fachadas com colunas colossais, entablamento projetado e frontão curvo, planta elíptica e revestimento em mármores;
(B) fachadas com colunas simples, frontão sobreposto e torres sineiras, planta com nave retangular e capela-mor transversal e decoração em estuque e gesso;
(C) fachadas maciças e com poucos elementos decorados, frontão triangular e torres sineira, planta com nave e capela-mor retangulares e decoração em talha dourada;
(D) fachada com pórtico de entrada, torre sineira única e centralizada, planta elíptica e altar-mor embutido na parede e decoração com mármores coloridos; (E) fachada com frontão curvo, planta retangular profunda e cúpula encimando o arco-cruzeiro.
QUESTÃO 44
44 - O impressionismo foi um dos movimentos inaugurais da arte moderna. Surgiu na França na segunda metade do século XIX, tendo como protagonistas os pintores Monet, Manet, Renoir, Degas, Sisley e Pissaro. Distintamente da arte dos períodos anteriores, o impressionismo buscava:
(A) retratar a realidade de modo realista, com uma técnica apurada que dava atenção maior aos detalhes representados;
(B) representar a intensidade dos sentimentos com cores fortes e contrastantes e gestos marcados;
(C) captar as impressões visuais – o que o olho do pintor vê - mais do que copiar fielmente os objetos da realidade;
(D) representar a realidade segundo as figuras geométricas – o cubo, a esfera, o cilindro;
(E) construir os quadros com cores complementares, baseada na divisão dos tons em seus componentes elementares.
QUESTÃO 45
45 - Suporte tradicional da pintura, antes da invenção do quadro de cavalete na segunda metade do século XV durante o Renascimento, o afresco apresenta particularidades técnicas que o caracterizam, entre as quais:
(A) vincula-se à arquitetura do lugar, uma vez que a aplicação do desenho e das tintas ocorre no reboco ainda úmido de uma parede. À medida que ocorre o processo de secagem, o reboco absorve a tinta;
(B) não depende da arquitetura, uma vez que é aplicado numa superfície lisa de madeira;
(C) vincula-se à arquitetura, uma vez que é aplicado numa superfície lisa de madeira de um retábulo de igreja;
(D) não depende da arquitetura, uma vez que se trata de um desenho impresso em papel;
(E) depende da arquitetura, uma vez que se trata de pequeninos ladrilhos vitrificados de cores variadas, que, quando aplicados à parede, formam um desenho.
QUESTÃO 46
46 - Um dos tratados mais influentes da história da arte é o Da Pintura, de Leon Battista Alberti (1404 - 1472), escrito sob o impacto da renovação das artes empreendida pela geração de Brunelleschi, Donatello, Masaccio e Ghiberti, que assinalam a emergência do Renascimento. O tratado de Alberti é inovador porque ensina:
(A) a iconografia das cenas e das figuras religiosas que constam das escrituras sagradas;
(B) técnicas de pintura em madeira, vidro, metal, bem como a lidar com os instrumentos relativos a cada técnica;
(C) a obtenção das tintas através da manipulação de várias matérias da natureza, o uso dos aglomerantes adequados, as técnicas de desenho, os instrumentos necessários;
(D) os cânones da beleza dos antigos e de como aplicá-las aos casos contemporâneos;
(E) que ao pintor é necessário ter conhecimento das matérias humanísticas, tais como geometria, retórica, poética e história.
QUESTÃO 47
47 - A arte dita abstrata é fenômeno relativamente recente na História da Arte Ocidental, emergindo nas primeiras décadas do século XX, com a eclosão das vanguardas artísticas (cubismo, futurismo, neoplasticismo, suprematismo, construtivismo russo).
O próprio da arte abstrata é:
(A) ater-se às formas da realidade, procurando o sentido essencial e interior a cada qual;
(B) tomar as formas plásticas (linhas, pontos, planos, cores) como elementos autônomos que não remetem a significados exteriores;
(C) inspirar-se nas idéias da razão, como a liberdade, a justiça, o bem;
(D) transpor os sentimentos interiores para formas figurativas;
(E) basear-se na iconografia religiosa e pagã para representar ideais abstratos.
QUESTÃO 48
48 - O historiador da arte Erwin Panofsky no seu célebre livro O significado das artes visuais (Perspectiva, 1979, 2ª ed.) defende a iconologia como método ideal para a história da arte. Para Panofsky, a iconologia consiste no estudo:
(A) das formas visuais puras como portadores de sentidos intrínsecos, sem relação com o contexto histórico;
(B) da história da arte como sistema de signos;
(C) do contexto histórico como condição para a história da arte, uma vez que a arte é reflexo do contexto;
(D) do significado da formas artísticas, com base na análise dos valores estéticos, morais, religiosos, científicos, políticos e etc, que configuram a cultura da época;
(E) do tema ou da mensagem das obras de arte, em contraposição à análise da sua forma.
QUESTÃO 49
49 - Michelangelo, Rafael e Leonardo constituem, segundo os historiadores da arte, o ápice da arte renascentista. Cada um alcança um grau de excelência inédito que tanto aprofunda os caminhos anteriores como também abre novas e inesperadas pesquisas. Michelangelo foi considerado o maior de todos, a ponto de ter conseguido o que parecia impossível: ir além, superar os antigos com sua arte sublime.
Para o século XVI, a questão que se colocava era o que pode haver depois de Michelangelo, de Rafael, de Leonardo? Pensar em ultrapassá-los não teria sentido, só restaria fazer arte à maneira deles. Define-se, assim, aquilo que a história da arte chamou de Maneirismo, situado entre o Renascimento e o Barroco. O Maneirismo diferencia-se como:
(A) o momento em que se abrem as academias de belas-artes e se institui o ensino acadêmico;
(B) o momento em que não se acredita que os antigos gregos foram os maiores, mas sim os antigos romanos;
(C) o momento em que predominou o gosto pelo bizarro, pelo excêntrico e pelo afetado, inspirado pelos relatos das viagens de descobrimento;
(D) o momento em que a arte recuou e novamente se submeteu à religião da contra-reforma;
(E) o momento em que a arte começa a imitar a própria arte.
QUESTÃO 50
50 - O intercâmbio cultural foi traço marcante na história da arte moderna. A influência da Polinésia em Gauguin, de Marrocos em Matisse, da escultura negra no cubismo e no expressionismo, marcam, entre outros cruzamentos culturais, o desejo de se ir além dos valores e do gosto da civilização burguesa européia. Um dos casos mais conhecidos foi o impacto das gravuras japonesas nos artistas do impressionismo e pós-impressionismo. Monet, Manet, Degas, Renoir, Van Gogh, Cézanne e Gauguin recebem nítida influências das gravuras de Hokusai e Utamaro divulgadas na Europa a partir de meados do século XIX. Em termos plásticos, as diferenças que marcavam tais gravuras que atraíram a atenção dos artistas modernos são:
(A) estrutura espacial fora dos padrões da perspectiva renascentista, cores chapadas, ausência de claro-escuro, linhas ondulantes e suaves, grafismo construtivo e distribuição assimétrica;
(B) estrutura espacial planar, tons em preto e branco, gestualidade nervosa e evidência dos veios da madeira;
(C) estrutura espacial perspectivada, linhas dispersas, ausência de volume, predomínio de manchas;
(D) estrutura espacial evanescente, ausência de figuração, predomínio de massas cromáticas vaporosas e fluidas;
(E) estrutura espacial curva, forte marcação em claro-escuro, predomínio de cenas de interior e inclusão do espectador na cena.
QUESTÃO 51
51 - Os artesãos que trabalhavam nas igrejas e demais monumentos religiosos na Colônia enquadravam-se nas atividades denominadas ofícios mecânicos, organizadas em coorporações que os habilitavam ao exercício da profissão e à abertura de sua oficina. Não havia, portanto, profissionais liberais formados e habilitados por diplomas concedidos pelas Academias de ensino. Artistas consagrados já em seu próprio tempo como Mestre Valentim e Antonio Francisco Lisboa – o Alejadinho - padeciam dessa condição de artífices, porém ainda com maiores restrições profissionais pelo fato de serem mulatos, o que limitava suas atividades e remuneração. Com relação ao estatuto social do artista na colônia, é correto afirmar que:
(A) o artista deveria se tornar engenheiro-militar, os únicos a possuírem formação técnica reconhecida pela Metrópole para atuar na colônia;
(B) o artista não havia se liberado das obrigações utilitárias e práticas, para se entregar à expressão de suas idéias artísticas e assim alcançar independência autoral;
(C) o artista deveria ser branco e português para ser habilitado pela coorporação de ofícios;
(D) o artista deveria dedicar toda sua habilidade artesanal para a glória de Deus;
(E) o artista trabalha para vender seus produtos na oficina.
QUESTÃO 52
52 - Uma das telas mais consagradas da História da Arte, As Meninas de Diego Velazquez, pintada em 1656, tem como tema, numa surpreendente inversão, o próprio pintor em atividade (olhando fixo para seu pretenso modelo), tendo ao seu lado a Infanta Margarita e suas damas de honra. Com esta inversão de ponto de vista o pintor arma um verdadeiro jogo intrigante porque:
(A) o retratado está ausente da cena, restando ao pintor pintar sua própria atividade;
(B) o retratado é um pintor qualquer que junto com a Infanta e seu séquito pousou de modelo a Velazquez;
(C) o lugar do retratado é um lugar vago que pode ser tanto ocupado pelo Rei, quanto pelo espectador que se vê incluído na cena;
(D) o retratado é Deus, que não pode ser representado com figuras, por isso está presente em todos os lugares;
(E) o retratado é uma natureza-morta e a inversão seria o modo pela qual ela nos olha.
QUESTÃO 53
53 - O Art Nouveau, fenômeno europeu que cobre a última década do século XIX e a primeira do séc. XX, manifesta-se simultaneamente nas grandes metrópoles como Londres, Glasgow, Paris, Bruxelas, Munich, Viena, Barcelona, tendo como artistas mais destacados Gallé, Guimard, Gaudi, Horta, van de Velde, Obrist, Endell, Olbrich, Hofmann, Klint, Mackintosh. Como assinala sua nomenclatura, o Art Nouveau aspira uma nova forma para as artes, em face das visíveis transformações por que passam as metrópoles industriais modernas. As características marcantes do estilo são:
(A) preferência pelas artes aplicadas e decorativas; uso de materiais industriais como ferro e vidro combinados com técnicas artesanais como cerâmica, esmaltes, joalharia, porcelanas, carpintaria, bronze; gosto pelas formas curvas alongadas e assimétricas, e pela ornamentação bidimensional de inspiração floral;
(B) preferência pelas artes decorativas com ornatos em forma serpentinada ou concheados, cores claras e painéis em gesso com temas inspirados na antigüidade clássica;
(C) preferência pela decoração com motivos fitomórficos, com predomínio das folhas de acanto, formas volumosas e pesadas e talhadas em madeira;
(D) estilização das formas orgânicas, tendência para a geometrização dos ornatos, uso de materiais modernos e tradicionais, aplicação de ícones da civilização industrial como locomotivas, automóveis e navios;
(E) condenação de todo ornamento, uso de materiais industriais, concepção das formas de acordo com a verdade dos materiais e da função, redução da forma ao mínimo de elementos componentes.
QUESTÃO 54
54 - Com relação ao art. 23 da Constituição Federal, é INCORRETO afirmar que compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, em comum:
(A) conservar o patrimônio público;
(B) proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural;
(C) proteger os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
(D) impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
(E) promover programas de construção de museus e galerias de arte.
QUESTÃO 55
55 - Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem os itens abaixo, EXCETO:
(A) as formas de expressão;
(B) os modos de criar, fazer e viver;
(C) as criações científicas, artísticas e tecnológicas desde que registradas;
(D) as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
(E) os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
QUESTÃO 56
56 - Com relação ao patrimônio cultural brasileiro, é correto afirmar que:
(A) a Constituição Federal declarou tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos;
(B) cabem ao Programa Nacional de Apoio à Cultura a gestão
da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem;
(C) será protegido com exclusividade pela União;
(D) tem como formas de proteção os inventários, registros, vigilância, tombamento, desapropriação e usucapião;
(E) os danos e ameaças sofridos somente serão punidos se gravosos ao patrimônio público.
QUESTÃO 57
57 - Toda intervenção destinada a manter a integridade de um objeto pertencente ao Patrimônio Cultural é definida como:
(A) salvaguarda;
(B) conservação;
(C) restauração;
(D) consolidação;
(E) reconstrução.
QUESTÃO 58
58 - O método de análise utilizado para se evidenciar, em uma tela, repinturas ou desenhos subjacentes é:
(A) irradiação de infravermelho;
(B) raios X;
(C) microscópio eletrônico;
(D) cromatografia;
(E) espectrometria.
QUESTÃO 59
59 - A datação de uma peça de madeira pode ser feita através de:
(A) dosagem de urânio, flúor e azoto;
(B) ressonância paramagnética eletrônica;
(C) termoluminescência;
(D) carbono 14;
(E) hidratação.
QUESTÃO 60
60 - Em um processo de intervenção restaurativa de um objeto preservado procede-se, em primeiro lugar, à analise e pesquisa:
(A) histórica;
(B) iconográfica;
(C) estrutural;
(D) de banco de dados;
(E) físico-química.

GABARITO DAS QUESTÕES
21 - C
22 - A
23 - E
24 - A
25 - C
26 - E
27 - B
28 - C
29 - E
30 - D
31 - D
32 - A
33 - B
34 - D
35 - E
36 - C
37 - A
38 - A
39 - B
40 - C
41 - B
42 - A
43 - C
44 - C
45 - A
46 - E
47 - B
48- D
49 -E
50 -A
51 - B
52 - C
53 - A
54 - E
55 - C
56 - A
57 - C
58 - A
59 - D
60 - A