sábado, 9 de março de 2013

Confira a correção do Notrevest - Segundo ano





Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA


Segundo Ano

 

31. (ENEM) Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil atravessou um período marcado por inúmeras crises: as diversas forças políticas lutavam pelo poder e as reivindicações populares eram por melhores condições de vida e pelo direito de participação na vida política do país. Os conflitos representavam também o protesto contra a centralização do governo. Nesse período, ocorreu também a expansão da cultura cafeeira e o surgimento do poderoso grupo dos “barões do café”, para o qual era fundamental a manutenção da escravidão e do tráfico negreiro.



O contexto do Período Regencial foi marcado



a) por revoltas populares que reclamavam a volta da monarquia.

b) por várias crises e pela submissão das forças políticas ao poder central.

c) pela luta entre os principais grupos políticos que reivindicavam melhores condições de vida.

d) pelo governo dos chamados regentes, que promoveram a ascensão social dos “barões do café”.

e) pela convulsão política e por novas realidades econômicas que exigiam o reforço de velhas realidades sociais.





32. (Unesp 2012) A maioridade do príncipe D. Pedro foi antecipada, em 1840, para que ele pudesse assumir o trono  brasileiro. Entre os objetivos do chamado Golpe da Maioridade, podemos citar o esforço de

(A) obter o apoio das oligarquias regionais, insatisfeitas com a centralização política ocorrida  durante o Período Regencial.

(B) ampliar a autonomia das províncias e reduzir a interferência do poder central nas unidades  administrativas.

(C) abolir o Ato Adicional de 1834 e aumentar os efeitos federalistas da Lei Interpretativa do Ato,  editada seis anos depois.

(D) promover ampla reforma constitucional de caráter liberal e democrático no país, reagindo ao  centralismo da Constituição de 1824.

(E) restabelecer a estabilidade política, comprometida durante o Período Regencial, e conter  revoltas de caráter regionalista.



33. (UESPI 2012) Entre os movimentos sociais que contestavam o poder centralizado do Império brasileiro, destaca-se o conflito cuja duração se estendeu da Regência ao Segundo Reinado, reconhecido como:

A) Confederação do Equador, que, iniciando-se em Pernambuco, contou com a adesão de grande parte das demais províncias nordestinas.

B) Revolução Praieira, que se singularizou pela luta contra o poder das oligarquias locais de Pernambuco.

C) Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador (BA) e organizada por negros de religião muçulmana, sendo considerada a maior rebelião de escravos do Brasil.

D) Guerra dos Farrapos, empreendida pelos Republicanos gaúchos, denominados de Farroupilhas, em que lutaram juntos grandes estancieiros, peões e escravos.

E) Revolta de Beckman, deflagrada no Maranhão pelos colonos, contra o poder dos jesuítas e o monopólio comercial português.



34. (UNICAMP) Desde 1835 cogitava-se antecipar a ascensão de D. Pedro II ao trono. A expectativa de um imperador capaz de garantir segurança e estabilidade ao país era muito grande. Na imagem do monarca, buscava-se unificar um país muito grande e disperso.



(Adaptado de Lilia Moritz Schwarcz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 64, 70, 91.)



No período regencial, a estabilidade e a unidade do país estavam ameaçadas porque



a) a ausência de um governo central forte causara uma crise econômica, devido à queda das exportações e à alta da inflação, o que favorecia a ocorrência de distúrbios sociais e o aumento da criminalidade.

b) o desenvolvimento econômico ocorrido desde a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro levou as elites provinciais a desejarem a emancipação em relação à metrópole.

c) a ausência de um representante da legitimidade monárquica no trono permitia questionamentos ao governo central, levando ao avanço do ideal republicano e à busca de maior autonomia por parte das elites provinciais.

d) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.

e) a expansão da economia cafeeira no sudeste levava as elites agrárias a desejarem uma maior participação no poder político, levando à ruptura da ordem monárquica e à instauração da república.





Gabarito:

Resposta da questão 31: [E]



O período regencial foi marcado por uma série de revoltas políticas e sociais e também pelo avanço da cafeicultura pelo Vale do Paraíba. A nova realidade econômica criada pela cafeicultura exigiu o reforço da escravidão para atender às novas demandas produtivas.



Resposta da questão 32: [E]

O Golpe da Maioridade conduzido pelos liberais no âmbito das discussões parlamentares tinha por objetivo reconduzir o Brasil a uma situação de estabilidade política na medida em que a coroação do imperador enfraqueceria os argumentos então usados pelos líderes das revoltas regenciais de que o governo central não possuía legitimidade para se impor. A figura do imperador em razão da  tradição traria de novo o respeito ao governo imperial e contribuiria para amenizar as disputas entre  os partidos políticos, ao mesmo tempo em que  desestimularia a continuidade de muitas revoltas  provinciais.



Resposta da questão 33: [D]

O mais longo conflito da História do Brasil foi a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos que perdurou entre 1835 e 1845, portanto começou durante o Período Regencial e só conheceu o seu final nos primeiros anos do Segundo Reinado.





Resposta da questão 34: [C]



O fato de não haver um imperador ocupando o trono brasileiro, aumentava ainda mais os questionamentos contra o poder central e abria discussões quando a legitimidade do poder dos regentes, nesse contexto cresciam a insatisfação de parcelas da população e o desejo de autonomia provincial, bem como a defesa do republicanismo.


Confira a correção do Notrevest - Terceiro ano



Simulado Notrevest 2013



HISTÓRIA
Terceiro ano

 

31. (Enem 2011) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época passou a ser importado do Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas casadoiras.



CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.



Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de



a) o lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.

b) os árabes serem aliados históricos dos portugueses.

c) a mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.

d) as feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.

e) os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.



32. (FUVEST 2013) A economia das possessões coloniais portuguesas na América foi marcada por mercadorias que, uma vez exportadas para outras regiões do mundo, podiam alcançar alto valor e garantir, aos envolvidos em seu comércio, grandes lucros. Além do açúcar, explorado desde meados do século XVI, e do ouro, extraído regularmente desde fins do XVII, merecem destaque, como elementos de exportação presentes nessa economia:



a) tabaco, algodão e derivados da pecuária.

b) ferro, sal e tecidos.

c) escravos indígenas, arroz e diamantes.

d) animais exóticos, cacau e embarcações.

e) drogas do sertão, frutos do mar e cordoaria.



33. (UFSCAR) O português no Brasil teve de mudar quase radicalmente o seu sistema de alimentação, cuja base se deslocou, com sensível déficit, do trigo para a mandioca; e o seu sistema de lavoura, que as condições físicas e químicas de solo, tanto quanto as de temperatura ou de clima, não permitiam fosse o mesmo doce trabalho das terras portuguesas. A esse respeito o colonizador inglês dos Estados Unidos levou sobre o português do Brasil decidida vantagem, ali encontrando condições de vida física e fontes de nutrição semelhantes as da mãe-pátria.



(Gilberto Freire. Casa-grande & senzala, 1933.)



Segundo o texto, o autor:



a) prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.

b) atribui importância as trocas culturais entre a Europa e a América do Sul.

c) valoriza os elementos geográficos das terras brasileiras.

d) defende a cultura indígena norte-americana como mais original.

e) acredita que o português teve mais vantagens que o inglês diante da adversidade geográfica americana.





34. (Fuvest)
 

Este quadro, pintado por Franz Post por volta de 1660, pode ser corretamente relacionado

a) à iniciativa pioneira dos holandeses de construção dos primeiros engenhos no Nordeste.

b) à riqueza do açúcar, alvo principal do interesse dos holandeses no Nordeste.

c) à condição especial dispensada pelos holandeses aos escravos africanos.

d) ao início da exportação do açúcar para a Europa por determinação de Maurício de Nassau.

e) ao incentivo à vinda de holandeses para a constituição de pequenas propriedades rurais.









Gabarito:

Resposta da questão 31: [A]



O sistema colonial desenvolvido durante a Idade Moderna enquadra-se no processo de expansão do comércio, responsável por fortalecer o Estado absolutista e possibilitou o enriquecimento da camada burguesa. Todo o processo de exploração colonial tinha como objetivo gerar riqueza, acumulada segundo a visão mercantilista de economia.



Resposta da questão 32: [A]

A questão trata a economia colonial brasileira de um modo diferente da visãotradicional de “ciclos econômicos”, ressaltando que além do açúcar e de ouro, havia mercadorias de destaque nas exportações brasileiras, como o tabaco e algodão, nas regiões norte e nordeste, e os derivados da pecuária nas, regiões sul e nordeste



Resposta da questão 33: [A]



No texto de Gilberto Freyre, extraído da obra Casa-grande & Senzala, observa-se que o autor prefere as condições naturais oferecidas pela Europa.



Resposta da questão 34: [B]



O quadro do pintor Franz Post, que esteve no Brasil durante o administração de Maurício de Nassau no território ocupado pelos holandeses no Nordeste, mostra as instalações de um engenho de produção açucareira demonstrando o interesse da Holanda ao organização a invasão e a posterior ocupação das principais áreas produtoras de açúcar do mundo na época.













Confira o simulado Notrevest - Primeiro ano



Simulado Notrevest 2013 - Primeiro Bimestre



HISTÓRIA

Primeiro ano

 

31. (Unesp 2012) Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul.

(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação, 2008.)



Os lançados citados no texto eram

a) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.

b) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.

c) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.

d) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das  novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.

e) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.





32. (ENEM 2011) Em geral, os nossos tupinambás ficam bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

      LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.



O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido

a) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.

b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.

c) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.

d) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.

e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno





33. (Unesp 2012) No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que

a) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente.

b) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia.

c) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia.

d) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro.

e) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou-se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata.





34. (Enem – 2010)



Chegança



            Sou Pataxó,

            Sou Xavante e Carriri,

            Ianomâmi, sou Tupi

            Guarani, sou Carajá.

            Sou Pancaruru,

            Carijó, Tupinajé,

            Sou Potiguar, sou Caeté,

            Ful-ni-ô, Tupinambá





            Eu atraquei num porto muito seguro,

            Céu azul, paz e ar puro...

            Botei as pernas pro ar.

            Logo sonhei que estava no paraíso,

            Onde nem era preciso dormir para sonhar.







            Mas de repente me acordei com a surpresa:

            Uma esquadra portuguesa veio na praia atracar.

            Da grande-nau

            Um branco de barba escura,

            Vestindo uma armadura me apontou pra me pegar.

            E assustado dei um pulo da rede,



            Pressenti a fome, a sede,

            Eu pensei: “vão me acabar”.

            Levantei-me de borduna já na mão.

            Aí, senti no coração,

            O Brasil vai começar.







NÓBREGA, A.; FREIRE, W. CD Pernambuco falando para o mundo, 1998.



A letra da canção apresenta um tema recorrente na história da colonização brasileira, as relações de poder entre portugueses e povos nativos, e representa uma crítica à ideia presente no chamado mito



a) da democracia racial, originado das relações cordiais estabelecidas entre portugueses e nativos no período anterior ao início da colonização brasileira.

b) da cordialidade brasileira, advinda da forma como os povos nativos se associaram economicamente aos portugueses, participando dos negócios coloniais açucareiros.

c) do brasileiro receptivo, oriundo da facilidade com que os nativos brasileiros aceitaram as regras impostas pelo colonizador, o que garantiu o sucesso da colonização.

d) da natural miscigenação, resultante da forma como a metrópole incentivou a união entre colonos, ex-escravas e nativas para acelerar o povoamento da colônia.

e) do encontro, que identifica a colonização portuguesa como pacífica em função das relações de troca estabelecidas nos primeiros contatos entre portugueses e nativos.





Gabarito:

Questão 31: [E]

É importante perceber que o texto trata do chamado período pré-colonial brasileiro, marcado pela relativa negligência da coroa portuguesa com sua colônia americana devido aos grandes lucros proporcionados pelo comércio com o Oriente. Essa questão trata justamente dos primeiros colonos que foram enviados ao Brasil, no caso um conjunto de degredados, ou seja, pessoas que não eram desejadas no reino e que se tornaram assim os responsáveis por representar a posse do território colonial nos primeiros trinta anos. Vale destacar que a letra a e a b tratam de personagens qualificados da colonização, logo não podem ser considerados “lançados” como se refere o texto.

Na letra c e d, as atividades citadas só seriam implementadas posteriormente ao período pré-colonial do qual o texto trata.



Questão 32: [A]



No “sistema cultural” do indígena, a madeira tem uma finalidade bastante específica, ser queimada para aquecer as pessoas nos períodos de frio e, portanto, o índio ancião acredita que para os europeus ela deve ter a mesma serventia. No entanto, portugueses e franceses se utilizavam da madeira para a produção de tintura, que por sua vez era utilizada na manufatura de tecidos, em especial para tingir os tecidos.



Questão 33: [A]

O aluno que respondeu a questão anterior não teve dificuldade nenhuma em responder essa outra, pois ela trata da característica geral que marcou o período abordado pelo texto. Como dito anteriormente, Portugal se dedicou nos primeiros trinta anos que seguiram a viagem de Cabral ao seu comércio com as Índias, devido aos altos dividendos que ele proporcionava, relegando sua colônia na América a um segundo plano.



Questão 34:[E]



Os primeiros contatos entre portugueses e indígenas foram amistosos, principalmente porque não havia a intenção de conquistar e colonizar a terra. Nos primeiros anos de contato, tratados como período pré-colonial, os portugueses se interessaram pelo pau-brasil. No entanto, com o inicio da ocupação da terra, o conflito se caracterizou na medida em que os indígenas, apesar de não terem a noção de propriedade privada, sentiram suas terras e vida ameaçadas pelos portugueses.


A guerra é nossa



Confira a dica de leitura: A guerra é nossa: a Inglaterra não provocou a Guerra do Paraguai.






 O professor Edenilson Morais apresenta uma dica de leitura do novo livro do historiador Alfredo da Mota Menezes, "A guerra é nossa: a Inglaterra não provocou a Guerra do Paraguai".

terça-feira, 5 de março de 2013

Ingleses, franceses e holandeses no Novo Mundo



Saiba mais sobre ingleses, franceses e holandeses no Novo Mundo






Conheça as principais características da colonização de ingleses, franceses e holandeses no Novo Mundo.

domingo, 3 de março de 2013

União Ibérica e invasões holandesas



Saiba mais sobre a União Ibérica



Conheça as principais características do período denominado União Ibérica e suas principais repercussões para o Brasil.

A plantation açucareira

Saiba mais sobre a plantation açucareira





Saiba mais sobre a plantation açucareira na América Portuguesa.

Estrutrua administrativa colonial



Saiba mais sobre o início da colonização brasileira





 
Conheça as principais características da estrutura administrativa colonial da América Portuguesa.

O período pré-colonial



 Saiba mais sobre o período pré-colonial brasileiro




O professor Edenilson Morais apresenta neste vídeo as principais características do período pré-colonial compreendido entre 1500 e 1530.

sábado, 2 de março de 2013

Independência das Américas



 Teste seus conhecimentos

Simulado de História - Independência das Américas



1. No início do século XIX, os colonos da América Latina, ainda dominada pelas potências europeias, revoltaram-se contra suas metrópoles, lutando pela independência. Dois eventos históricos inspiraram fortemente o movimento. Trata-se:
a) Da Revolução Francesa e da Independência do Brasil
b) Da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos
c) Da Revolução Mexicana e da colonização da África
d) Da chegada dos europeus ao Oriente e da emancipação pioneira do Haiti

2. Como as guerras napoleônicas se relacionam com os movimentos de independência na América?
a) A invasão da península Ibérica por Napoleão Bonaparte fez com que a presença da metrópole nas colônias espanholas desaparecesse momentaneamente.
b) O Congresso de Viena, realizado após a queda de Napoleão, apoiou os processos emancipatórios como medida preventiva ao surgimento de novos movimentos belicosos.
c) Quando invadiu a península Ibérica, Napoleão afrouxou o controle da metrópole sobre as colônias por entender que a colonização era incompatível com os seus ideais de governo.
d) O Bloqueio Continental força a Inglaterra a abrir mão de suas colônias, fazendo com que a independência fosse um processo pacífico.

3. Indique a alternativa que explica o apoio da Inglaterra à independência das colônias ibéricas.
a) O apoio tinha essencialmente motivações humanitárias. Àquela altura, a Inglaterra já havia libertado todas as suas colônias.
b) A Inglaterra sabia que a independência era a etapa final de um processo já em curso e irreversível.
c) A Inglaterra queria o fim do monopólio metrópole-colônia para poder comprar produtos das colônias a preços justos.
d) A potência industrial tinha interesse no fim do monopólio dos mercados latino-americanos para poder vender seus produtos.

4. Em 1999, a nova Constituição da Venezuela mudou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela. A mudança faz clara referência a uma das figuras mais importantes da história da independência da América espanhola. Sobre essa figura, é incorreto o que se afirma em:
a) O líder venezuelano Simón Bolívar partiu do norte, libertando a Venezuela (1819), a Colômbia (1819), o Equador (1822) e a Bolívia (1825), país nomeado em homenagem a ele.
b) O projeto do libertador das Américas, Simón Bolívar, de uma grande federação de repúblicas unindo antigas colônias espanholas num só país não foi aceito na Conferência do Panamá (1826).
c) Simón Bolívar liderou as revoltas que culminaram na independência da Argentina (1816), do Chile (1818) e do Haiti (1804). Neste último, as lutas foram as mais sangrentas.
d) Simón Bolívar presidiu a Grã-Colômbia, união de nações latino-americanas independentes, entre 1819 e 1830.



5. O domínio espanhol foi caindo em cada uma das colônias na América ao longo do século XIX. Qual é considerado o ponto final do Império colonial espanhol?
a) A morte dos reis espanhóis Isabel de Castela e Fernando de Aragão, que pôs fim à união dos reinos de Castela e Aragão.
b) A Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando a Espanha perde Cuba, Porto Rico, Guatemala e Filipinas para os Estados Unidos (EUA).
c) A independência do Brasil, colônia libertada tardiamente numa revolução não armada, liderada por um membro da família real da metrópole.
d) A independência do Peru, última colônia a ser libertada por José de San Martín, em 1821.

6. Hoje a nação mais pobre das Américas, o Haiti foi a primeira colônia a conquistar a independência. Sobre o assunto, é incorreto afirmar que:
a) Foi sob a liderança de Toussaint L’Ouverture que o Haiti consegue tanto a abolição da escravidão quando a sua independência.
b) O ex-escravo Toussaint L’Ouverture lidera a rebelião pela abolição da escravidão, que na sequência vai ter como objetivo a independência
c) A colônia foi a mais importante possessão francesa nas Américas, produzindo cana-de-açúcar com mão de obra escrava africana.
d) O ex-escravo Jean-Jacques Dessalines continua a luta pela independência após a morte de Toussaint L’Ouverture. Em 1804, o Haiti se torna a primeira república negra nas Américas.


7. Escola a alternativa que não mostra as diferenças que marcaram a emancipação das colônias da América Latina em relação a Portugal e Espanha.
a) No Brasil, após a independência vigorou por muito tempo um regime monárquico e na América espanhola prevaleceram os regimes republicanos.
b) De maneira geral, a emancipação da América espanhola foi mais sangrenta que a da América portuguesa.
c) Com o fim das guerras napoleônicas, na América espanhola houve tentativa de resgatar o poder da metrópole sobre a colônia e no Brasil a família real portuguesa não tentou a recolonização.
d) Na América portuguesa foi preservada a integridade territorial enquanto na América espanhola ocorreu uma fragmentação em vários Estados.


8. Na América espanhola, a classe dos criollos conduziu os processos de independência. Por quê?
a) Negros descendentes dos escravos africanos, os criollos sabiam que a independência era o meio mais direto de conseguir a abolição da escravidão.
b) Os criollos começaram a luta pela independência para se livrarem das formas de trabalho compulsório, como a mita e a encomienda.
c) Os criollos descendiam dos colonizadores ingleses e, para favorecer o comércio com a Inglaterra, defendiam o fim do monopólio metrópole-colônia através da independência.
d) Elite latifundiária da América espanhola, os criollos se deram conta das vantagens do livre-comércio e da importância da eliminação dos monopólios e taxações pela metrópole.

9. As 13 colônias inglesas na América do Norte foram pioneiras na independência das potências europeias. Sobre o assunto, é errado afirmar que:
a) As colônias inglesas na América possuíam formas de autogoverno que se chocavam com os interesses da metrópole, como o de aumentar arrecadação de impostos.
b) Entre 1764 e 1775, a Inglaterra aumenta a cobrança de taxas e restringe as atividades econômicas das colônias. Elas então declaram guerra à Inglaterra e conseguem a independência em 1776.
c) Em 1773, os colonos americanos protestam contra o monopólio do chá que entrava nas colônias pelo governo inglês jogando a carga dos navios no mar. O episódio ficou conhecido como Boston Tea Party.
d) Quando declaram a independência, as 13 colônias se juntam para integrar um governo unitário e o federalismo perde força.


10. Sobre a independência do Brasil, está correta a alternativa:
a) A instauração da monarquia representa o caráter liberal e progressista do processo de emancipação da colônia.
b) Revoltas pró-independência estouraram em todo o território da colônia. A mais famosa delas, a revolução Farroupilha, durou dez anos.
c) O Brasil conquistou soberania política, mas manteve o caráter agrário, latifundiário, escravocrata e exportador da economia.
d) Junto com a soberania política, o Brasil modificou sua estrutura de produção, privilegiando as pequenas e médias propriedades e investindo numa indústria incipiente.


Confira a correção do Simulado

1. resposta: [B]
Comentário: Os ideais liberais da Revolução Francesa e da Independência dos Estados Unidos forneceram o arcabouço ideológico para a independência das colônias americanas.

2. resposta: [A]
Comentário: As guerras napoleônicas mudaram o equilíbrio de poder na Europa e, consequentemente, as relações entre a Espanha e as colônias.

3. resposta: [D]
Comentário: O Pacto Colonial dizia que a colônia só podia comprar produtos da metrópole. Com a independência, esse monopólio acaba e a Inglaterra pode inundar os mercados latino-americanos com seus produtos.

4. resposta: [C]
Comentário: Os movimentos pela independência da Argentina e do Chile foram liderados por José de San Martín. No Haiti, as lutas eram encabeçadas por Toussaint L’Ouverture e Jean-Jacques Dessalines.

5. resposta: [B]
Comentário: As possessões espanholas na América Central foram as últimas a se libertarem da Espanha. E acabaram caindo sob outro domínio, do imperialismo norte-americano.

6. resposta: [A]
Comentário: Dessalines finaliza a luta de L’Ouverture. Pouco tempo depois de declarada a independência, Dessalines autoproclama-se imperador e acaba assassinado.

7. resposta: [C]
Comentário: A tentativa de recolonização ocorre tanto na América espanhola quanto no Brasil. Foi a política recolonizadora da Corte portuguesa que precipitou o rompimento definitivo com da colônia com a metrópole.

8. resposta: [D]
Comentário:A razão era eminentemente econômica. O fim dos controles da metrópole permitiria o livre-comércio com a Inglaterra.

9. resposta: [D]
Comentário: As individualidades e autonomias das colônias foram preservadas após a independência com a fundação de uma república federativa.

10. resposta: [C]
Comentário: O país continuou dependente economicamente, mas da Inglaterra em vez de Portugal.