Mostrando postagens com marcador vestibular história fgv resolução comentada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vestibular história fgv resolução comentada. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de dezembro de 2012

FGV – Economia – 1 ª Fase (2013)

FGV – Economia – 1ª Fase – 02/dez/2012

HISTÓRIA
46. Na Assembleia, (...) que se reunia mais ou menos 40 vezes  por ano, os atenienses discutiam e votavam os principais  problemas do Estado — declaravam guerra, firmavam  tratados e decidiam onde aplicar os recursos públicos.  Do mais pobre sapateiro ao mais rico comerciante, todos  tinham oportunidade de expressar a sua opinião, votar e  exercer um cargo no governo.
     Flavio de Campos e Renan Garcia Miranda, A escrita da história
 
As mulheres atenienses
a) tomavam parte dessa instância política, mas suas ações  se limitavam aos temas relacionados com a família e a  formação moral e militar dos filhos.
b) não detinham prerrogativas nas atividades públicas,  mas possuíam direito de voto nessa Assembleia  quando a decisão envolvia guerras externas.
c) participavam de todas as atividades públicas de  Atenas, mas só tinham voz nessa Assembleia se  estivessem acompanhadas pelo marido ou filho.
d) não podiam participar dessa Assembleia, da mesma  forma como não tinham direito de exercer cargos  administrativos, além da restrição a herança e posse  de bens.
e) ganharam o direito de voz e voto nessa Assembleia  a partir das reformas de Sólon, e com Clístenes seus  direitos foram ampliados.
 


Resolução:
Na Antiguidade Clássica, as mulheres eram vistas como  inferiores, não podendo ter os mesmos direitos que os homens.  Isso ocorria em Atenas, onde elas não eram consideradas cidadãs  e, portanto, eram excluídas de qualquer participação política.
 
Alternativa: [D]
 


47. Entre os séculos XIII e XV, havia um intenso comércio de  cerâmicas, produtos agrícolas, de cobre vindo da Zâmbia e  de Chaba, de sal, ouro e marfim, enviados até a costa. De  fora, chegavam (...) porcelana da China e da Pérsia, peças  de vidro da Síria e outras mercadorias de luxo. O Grande  Zimbábue (...) tinha o monopólio do comércio de ouro que  era levado para Sofala e de lá embarcado para Quíloa. 
         Regiane Augusto de Mattos, História e cultura afro-brasileira 

A partir do trecho, é possível considerar que
a) o oceano Índico e a Península Arábica foram  importantes “portas de entradas” de ideias e  mercadorias da África, mesmo antes da costa atlântica.
b) a economia africana apenas ganhou importância em  fins do século XV, quando ocorreu a chegada dos  grandes negociantes europeus.
c) o isolamento cultural e político africano não impediu  que esporádicas relações comerciais fossem travadas  com outros continentes.
d) desde a Antiguidade a África esteve aberta às  influências externas, mas o continente só passou a ter  história com o contato com a Europa moderna.
e) até meados do século XVI, a costa mediterrânea foi o  único espaço africano com contato externo, em função  da expansão do Império carolíngio.
 


Resolução:
O trecho traz a informação de que diversas regiões africanas  já praticavam comércio ativo com as regiões do Índico e da  Península Arábica, durante os séculos XIII a XV, eliminando  a ideia tradicional de que a África só se inseriu no comércio  internacional durante as Grandes Navegações Atlânticas.

Alternativa: [A]


48. Guerra dos Cem Anos – Denominação dada a uma série  de conflitos ocorridos entre a França e a Inglaterra no  período 1337-1475. O termo, que vem sendo considerado  impróprio, é uma criação moderna dos historiadores do  século XIX, introduzido nos manuais escolares. (...) Alguns  historiadores têm mesmo proposto que seja utilizada a  expressão “cem anos de guerra” e não a tradicional.
Antônio Carlos do Amaral Azevedo, Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos apud Luiz Koshiba, História: origens, estruturas e processos
 
Sobre essa guerra, é correto afirmar que
a) decorreu diretamente da chamada Crise do Século  XIV, pois a Inglaterra e a França tinham leituras divergentes da paralisia econômica que atingiu a Europa ocidentaldesde os primeiros anos desse século.
b) resultou da imediata reação da França, aliada dos  reinos de Castela e Aragão, à aliança econômica e militar entre a Inglaterra e Portugal, iniciando o mais sangrento conflito bélico da Europa moderna.
c) desenrolou-se quase toda em território francês, com batalhas entremeadas por tréguas e períodos de paz, e as suas origens se ligam à sucessão do trono francês,  também disputado pela Inglaterra.
d) derivou da disputa por territórios recém-descobertos  por franceses no norte da África, mas que eram estratégicos para a expansão da economia inglesa, já produtora de manufaturados.
e) desenvolveu-se no contexto das reformas religiosas, obrigando cada nação europeia a se posicionar na defesa ou não do papado, fator principal do conflito bélico entre franceses e ingleses.
 

Resolução:
A Guerra dos 100 Anos (1337-1453), ocorrida entre França e  Inglaterra, foi marcada pela disputa do trono francês, que ficou vago. Além disso, havia a disputa pelo território de Flandres (atual Bélgica), enriquecido pelo seu ativo comércio.
Alternativa: [C]

 



49. Leia o fragmento.
   Um famoso escândalo político foi o de Antônio  Perez, que em 1571 era secretário de Estado de Felipe II, tendo alcançado um dos postos mais importantes na monarquia. Por rivalidades, viu-se envolvido em intrigas internacionais. Conhecia todos os segredos da coroa, tendo absoluto controle sobre o Tesouro. Foi acusado de vender cargos, de suborno e de trair segredos do Estado. Felipe viu um caminho para atingi-lo: a Inquisição. Tinha de ser acusado de heresia. Foi difícil encontrar provas contra seu catolicismo, mas o confessor do rei conseguiu-as. Mesmo sendo íntimo amigo do inquisidor-mor e tendo  o apoio da população de Saragoça, Perez foi acusado de  herege. Conseguiu fugir e morreu em Paris, e, conforme  testemunhou o núncioapostólico da região, sempre viveu  como fiel católico.
Anita Novinsky, A inquisição
 
A partir do texto, é correto concluir que a Inquisição espanhola
a) ampliou as suas prerrogativas nas nações europeias menos fiéis ao poder do papado, com o intuito de ampliar o número de seguidores.
b) perdeu parte de suas atribuições e poderes a partir da Contrarreforma católica, conforme deliberação do Concílio de Trento.
c) manteve, durante a sua existência secular, vínculos essenciais com a questão religiosa, excepcionalmente confundindo-se com a questão política.
d) resumiu sua atuação a alguns poucos casos exemplares, com o intuito de evitar a propagação do islamismo e das igrejas reformadas.
e) apesar de sua fundamentação religiosa, esteve vinculada ao Estado e serviu aos interesses de grupos ligados ao poder.
 

Resolução:
A Inquisição Espanhola foi um braço ativo nas ações políticas, no reinado de Felipe II, servindo aos interesses políticos dos grupos que estavam no poder, o que demonstra o caráter diverso da atuação dos inquisidores, os quais extrapolaram muito o campo religioso.
Alternativa: [E]




50. Leia um fragmento do Ato de Navegação inglês de 1660.
   Para o progresso do armamento marítimo e da navegação que soube a boa providência e proteção divina interessam tanto à prosperidade, à segurança e o poderio deste reino... nenhuma mercadoria será importada ou exportada dos países, ilhas, plantações ou territórios, pertencentes a Sua Majestade ou em possessão de Sua Majestade, na Ásia, América e África, noutros navios senão nos que sem nenhuma fraude pertencem a súditos ingleses, irlandeses ou gauleses, ou ainda a habitantes destes países, ilhas, plantações e territórios, e que são comandados por um capitão inglês e tripulados por uma equipagem com três quartos de ingleses...
English Historical Documents
 

A determinação inglesa pode ser considerada
a) liberal, uma vez que a interferência do Estado se resumira a estabilizar a entrada e a saída de mercadorias da nação.
b) fisiocrata, porque reforçou a tendência inglesa de buscar as rendas do Estado na produção agrícola.
c) iluminista, já que atendeu às demandas das camadas mais modernas da nobreza de terras e da burguesia industrial.
d) monopolista, visto que permitiu a livre circulação de mercadorias pela maior parte do continente europeu e da Ásia.
e) mercantilista, pois permitiu a proteção e a consequente prosperidade da marinha e do comércio britânicos.
 


Resolução:
O Ato de Navegação (1660) foi um decreto inglês de caráter mercantilista que determinava que os produtos das áreas coloniais britânicas somente poderiam ser transportados por navios de mesma origem. Esse Ato concedeu privilégios à  marinha britânica e viabilizou sua futura prosperidade.
Alternativa: [E]

 


51. Restauração é o nome do regime estabelecido na França durante quinze anos, de 1815 a 1830, mas essa denominação convém a toda a Europa. Ela é múltipla e se aplica a todos os aspectos da vida social e política.
René Rémond, O século XIX: introdução à história do nosso tempo
 
Reconhece-se a Restauração no processo que
a) restituiu o poder aos monarcas europeus alinhados a Napoleão Bonaparte, provocando a generalização da contrarrevolução na América colonial, que havia sido varrida pelas independências nacionais.
b) alçou a Inglaterra à condição da nação mais poderosa do mundo, com capacidade de reverter a proibição do tráfico de escravos africanos para a América e de defender a recolonização de espaços coloniais espanhóis americanos.
c) restabeleceu as bases do sistema colonial na América e na Ásia, com a recriação de companhias de comércio marcadas pela rigidez metropolitana, além da prática do “mar fechado” e do porto único.
d) permitiu a volta das antigas dinastias ao poder, que o haviam perdido com as guerras napoleônicas, e que criou a Santa Aliança, nascida com o intuito de reprimir movimentos revolucionários.
e) ampliou os direitos trabalhistas em toda a Europa, condição que provocou as revoluções de 1820 e 1830,  eventos fundamentais para a retomada dos valores  políticos anteriores à Revolução Francesa.
 



Resolução:
O período descrito no enunciado é conhecido por “Restauração” em toda a Europa, por ser imediatamente posterior ao Congresso de Viena. As Guerras Napoleônicas — encerradas em 1815 — trouxeram à Europa um panorama de queda das monarquias e anexação de territórios ao Império Francês, panorama este combatido no Congresso de 1815, no qual foram estabelecidos os princípios componentes do chamado “Conserto Europeu”, que estabeleciam o retorno das monarquias caídas à época de  Napoleão e das fronteiras originais dos territórios conquistados.
Alternativa: [D]



52. Cuba começara sua vida política independente com uma organização partidária absolutamente ortodoxa: um partido liberal e um partido conservador. Na realidade, as coisas eram mais complicadas, já que no Partido Liberal se haviam alinhado quase todos aqueles que tinham feito a guerra de independência, enquanto no Partido Conservador haviam convergido os interesses de todos os que até o fim se conservavam favoráveis ao domínio espanhol. Além do mais, os Estados Unidos — libertadores e conquistadores da ilha — continuavam a manter sua tutela e faziam tudo para evitar a vitória dos liberais, dos quais temiam tanto as virtudes quanto os defeitos.
Halperin Donghi, História da América Latina
 
A tutela estadunidense é comprovada
a) pela exigência dos Estados Unidos de que a conversibilidade da moeda cubana sempre estaria atrelada ao dólar.
b) pelos acordos econômicos entre Cuba e Estados Unidos que restringiam a exploração do açúcar apenas às empresas norte americanas.
c) pela imposição da Emenda Platt à Constituição cubana, que garantia aos Estados Unidos o direito de intervenção no país vizinho.
d) pela concordância do governo de Cuba de que a sua Marinha fosse comandada pelo almirantado dos Estados Unidos.
e) pelo preceito constitucional que exigia um alto grau de estatização da economia cubana, especialmente no setor industrial.
 


Resolução:
Esta questão traz um texto de Haperin Donghi, que elucida a situação política cubana ao longo do período imediatamente posterior à sua independência — o início do Século XX. Sendo assim, no próprio contexto da independência cubana, fica claro o papel dos EUA, tanto na Guerra Hispano-Americana (1898 – 1901) quanto na constituição do Estado Nacional Cubano. O enunciado cobra, justamente, a comprovação dessa intervenção política norte-americana, expressa na forma de “tutela”. Neste caso, devemos considerar a imposição da Emenda Platt à Constituição Cubana, a qual garantia aos EUA o direito de intervenção no país.
Alternativa: [C]

 


53. Quando se processaram as eleições de novembro de 1932, o país estava numa situação pior do que nunca. Todas as “curas” do Sr. Hoover não conseguiram dar vigor ao paciente moribundo. Os trabalhadores eram assolados pelo desemprego; os lavradores eram arrasados pela crise da agricultura; a classe média tinha perdido suas economias as falências dos bancos e temia pela sua segurança econômica. 
Em 8 de novembro de 1932 o povo americano elegeu Franklin D. Roosevelt para presidente dos Estados Unidos.O “New Deal” do Sr. Roosevelt foi chamado de revolução. Era e não era. Era uma revolução quanto às ideias, mas não na sua parte econômica.
Leo Huberman, História da riqueza dos EUA (Nós, o povo)

Não era uma revolução econômica, pois
a) o volume de recursos destinados à recuperação econômica era pequeno e beneficiou apenas as regiões industrializadas.
b) não ocorreu qualquer alteração no direito à propriedade privada, assim como foi mantida a mesma estrutura de classe.
c) os operários e produtores rurais não tiveram nenhum ganho importante, uma vez que os benefícios atingiram exclusivamente as classes médias.
d) os principais causadores da crise — os grandes conglomerados oligopolistas — foram os que mais recursos receberam do governo americano.
e) privilegiaram-se os investimentos diretos em agentes econômicos tradicionais, como as grandes casas bancárias e as principais corporações.
 


Resolução:
Esta questão faz referência ao período conhecido como “A Grande Depressão”, fruto imediato da Crise de 1929. No texto, o autor Leo Huberman explica sucintamente os aspectos políticos que cercam a Crise e tece uma breve análise econômica acerca do plano governamental de recuperação econômica, o New Deal. Dentre as ações práticas do New Deal, destacam-se: o intenso intervencionismo estatal, sobretudo nas obras públicas; o Agricultural Adjustment Act, que destinou recursos à recuperação da economia agrícola; o Industrial Recovery Act, que amparava os operários e industriais – com recursos e geração de empregos. Sendo assim, os motivos pelos quais o New Deal não representou uma revolução econômica estão expressos na alternativa B.
Alternativa: [B]


54. Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal — conde de  Assumar — se casou em 1715 com D. Maria José de  Lencastre. Daí a dois anos partiria para o Brasil como  governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Nas  Minas, não teria sossego, dividido entre o cuidado ante  virtuais levantes escravos e efetivos levantes de poderosos;  o mais sério destes o celebrizaria como algoz: foi o conde  de Assumar que, em 1720, mandou executar Felipe dos  Santos sem julgamento, sendo a seguir chamado a Lisboa  e amargurado um longo ostracismo.
Laura de Mello e Souza, Norma e conflito: aspectos da história de Minas no século XVIII
 
A morte de Felipe dos Santos esteve vinculada a
a) uma sublevação em Vila Rica, que envolveu vários grupos sociais, descontentes com a decisão de levar todo ouro extraído para ser quintado nas Casas de Fundição.
b) um movimento popular que exigia a autonomia das Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro e o imediato cancelamento das atividades da Companhia de Comércio do Brasil.
c) uma revolta denominada Guerra do Sertão, comandada por potentados locais, que não aceitavam as imposições colonialistas portuguesas, como a proibição do comércio com a Bahia.
d) uma insurreição comandada pela elite colonial, inspirada no sebastianismo, que defendia a emancipação da região das Minas do restante da América portuguesa, com a criação de uma nova monarquia.
e) uma rebelião, que contrapôs os paulistas — descobridores das minas e primeiros exploradores — e os chamados emboabas ou forasteiros – pessoas de outras regiões do Brasil, que vieram atrás das riquezas de Minas.
 

Resolução:
Esta questão versa sobre a Revolta de Felipe dos Santos, ocorrida em Minas Gerais, no século XVIII. Em termos gerais, no início do século XVIII, os donos das minas estavam sendo prejudicados pelas novas medidas da Coroa, que dificultaram o contrabando do ouro em pó: em 1720, as autoridades portuguesas proibiram definitivamente a circulação de ouro em pó em todas as regiões de mineração. A Coroa Portuguesa decidiu instalar quatro casas de fundição, nas quais todo ouro deveria ser fundido, transformado em barras e gravados com o selo do Reino, ocasião em que se recolhia o “quinto”). No dia 29 de junho de 1720, aproximadamente 2000 revoltosos conquistaram a cidade de Vila Rica, liderados pelo tropeiro Felipe dos Santos, homem representante dos segmentos mais populares, e pelo minerador Pascoal da Silva. Durante 20 dias, alguns revoltados ocuparam Vila Rica e exigiram o fim das casas de fundição, do monopólio de vários produtos e o perdão pela rebelião.
Alternativa: [A]

 

55. A independência, porém, pregou uma peça nessas elites.
Um ano após ser convocada, a Assembleia Constituinte foi dissolvida e em seu lugar, o imperador designou um pequeno grupo para redigir uma Constituição “digna dele”, ou seja, que lhe garantisse poderes semelhantes aos dos reis absolutistas. Um exemplo disso foi a criação do Poder Moderador (...)
Mary del Priore e Renato Venancio, Uma breve história do Brasil
 
Esse poder
a) ampliava os direitos das Assembleias Provinciais, restringia a ação do Imperador no tocante à administração pública e a ação do Senado.
b) permitia que o Imperador reformasse a Constituição por decreto-lei e que escolhesse parte dos deputados provinciais.
c) sofria de uma única limitação institucional, pois o Estado brasileiro não tinha direito de interferir nos assuntos relacionados com a Igreja Católica.
d) proporcionava ao soberano poderes limitados, o que permitiu alargamento da autonomia política e econômica das províncias do Império.
e) oferecia importantes prerrogativas ao Imperador, como indicar presidentes de províncias, nomear senadores e suspender magistrados.



Resolução:
Esta questão se mostra bastante direta. No contexto da Constituição de 1824, o Imperador D. Pedro I, em suas tradicionais Falas do Trono, afirmou que dissolvera os trabalhos do Ante-Projeto Constitucional de 1823 justamente por estes não serem dignos do Brasil e dele. Sendo assim, o texto outorgado em 1824 continha uma nova concepção de poder, acima do Executivo e do Parlamento, exercido também pelo Imperador: o Poder Moderador.
Alternativa:[E]

 


56. A independência oficial do Brasil, prevalecendo sobre a libertação sonhada pelos patriotas — para usar uma palavra em voga na época — frustrou grande parte da população. A independência oficial sedimentou uma estrutura econômica e política herdada da Colônia, pouco alterando a situação das massas e, por adotar um centralismo autoritário, pressionava também o sistema político nas províncias.
A oportunidade perdida de democratizar a prática política, de um lado, e a insistência em manter inalterado o instituto da escravidão, de outro, praticamente fizeram aflorar todo o anacronismo do Estado brasileiro, provocando várias reações. Entre elas a Sabinada (...)
Júlio José Chiavenato, As lutas do povo brasileiro
 
É correto caracterizar essa rebelião como
a) um movimento apoiado pelas camadas médias e baixas de Salvador, que tomou o poder da cidade e separou a província da Bahia do resto do Império do Brasil provisoriamente até a maioridade de D. Pedro de Alcântara.
b) a mais radical revolução social ocorrida no Brasil do século XIX, já que o governo sabino foi efetivamente revolucionário, tendo como uma das primeiras ações a extinção do trabalho cativo em terras baianas.
c) um episódio marcado pelo ingênuo republicanismo dos rebeldesbaianos, derivado das reformas políticas ocorridas nos EstadosUnidos do presidente Monroe e que defendia o poder advindo dasclasses populares.
d) uma rebelião elitista, apoiada nos setores da elite baiana — brancos, proprietários e letrados —, que defendia o separatismo como forma de preservar os interesses econômicos da mais rica província nordestina.
e) uma revolução liberal radical, inspirada no parlamentarismo inglês, que exigia a imediata convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e a proclamação de uma república federalista.
 
Resolução:
Em 1837, ocorreu a Sabinada, revolta que se restringiu basicamente a Salvador. Era contra o governo central, o qual nomeava autoridades indiferentes às suas necessidades, retirando-lhes recursos importantes para a gestão administrativa.
Nada menos que 60 periódicos circularam pela Província, reivindicando principalmente o Federalismo, inspirado no modelo norte-americano. O Centralismo português, diziam os baianos, havia sido substituído pelo Centralismo do Rio de  Janeiro.  Ao mesmo tempo, o comércio do açúcar, a grande riqueza do Nordeste, já estava em franca decadência. A Sabinada foi uma revolta liderada basicamente por profissionais liberais e militares, sem grande adesão popular, e seu nome deriva da designação de seu principal líder, Francisco Sabino, professor da Escola de Medicina de Salvador.
Alternativa: [D]

 

57. O conhecimento da industrialização no Brasil, isto é, das formas particulares da industrialização no Brasil, deve estar, explícita ou implicitamente, apoiado na análise das relações entre o café e a indústria.  E a análise correta dessas relações é impossível se considerarmos café e indústria como elementos opostos. É indispensável reunir café e indústria como partes da acumulação de capital no Brasil; mais precisamente, como partes das novas formas de acumulação cuja formação encontra as suas origens na década de 1880 a 1890.  
Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil
 
No contexto do Brasil da passagem do século XIX para o XX, acerca das relações entre a produção cafeeira e a indústria, é correto considerar que
a) o avanço da produção industrial foi inversamente proporcional ao crescimento da produção cafeeira, uma vez que a entrada de recursos derivada da exportação de café era reaplicada apenas na produção cafeeira.
b) a ampliação do trabalho livre permitiu que parcelas dos capitais acumulados fossem investidas nas atividades industriais, desse modo, a economia cafeeira e a indústria fazem parte de um mesmo processo de desenvolvimento.
c) os empresários ligados à produção e exportação do café tinham representação política hegemônica e seus interesses eram defendidos pelo Estado brasileiro, que impedia a inversão de capitais cafeeiros na indústria.
d) os interesses dos cafeicultores e os dos industriais eram excludentes, visto que, com a expansão cafeeira, as maciças exportações desse produto atrapalharam os investimentos na indústria.
e) a exportação cafeeira atrelou o comércio externo brasileiro às importações de produtos industrializados da Europa e dos Estados Unidos, impedido o desenvolvimento da indústria no Brasil antes de 1930.
 

Resolução:
Na metade do século XIX, o Brasil teve o tráfico negreiro extinguido e a Lei de Terras promulgada. A combinação entre o fim da importação de escravos e a privação de terras para imigrantes, homens livres pobres e ex-escravos, criou uma condição propícia para que capitais excedentes do café fossem liberados para outros investimentos, favorecendo um limitado surto industrial no Brasil. A Tarifa Alves Branco, protecionista, ajudou nesse sentido. Fique claro, portanto, como esse surto industrial está diretamente ligado ao capital dos cafeicultores.

Assim, surgiram, nas áreas mais dinâmicas do país, tentativas para levá-lo a uma modernização capitalista. Sobretudo nas áreas ligadas ao Oeste Paulista, foram feitos investimentos, com a criação de bancos, indústrias, hotéis, teatros, companhias de transporte (ferroviárias e de navegação), foi instalada a iluminação a gás nas cidades, iniciaram-se os serviços de telégrafo  e telefônico. O crédito passou a ser largamente utilizado. Nas  cidades, novas associações de artistas, músicos e profissionais  criavam uma nova convivência.          
Alternativa: [B]

58. Em 1939, atendendo ao apelo do Papa Pio XII, o Conselho
de Imigração e Colonização do Ministério das Relações Exteriores do Brasil resolveu autorizar a entrada de 3 000 imigrantes de origem “semita”. Condição sine qua non para obter “o visto da salvação”:  a conversão ao catolicismo. Pressionados pelos acontecimentos que marcavam a história do III Reich, os judeus, mais uma vez, foram obrigados a abandonar seus valores culturais em troca do título de cristão.
Maria Luiza Tucci Carneiro, O anti-semitismo na era Vargas (1930-1945)
 
A situação apresentada tem semelhança com o processo histórico da
a) permissão apenas do culto católico no Brasil, conforme preceito presente na primeira Constituição, de 1891.
b) repressão ao arraial de Canudos, no sertão baiano, pois recaiu sobre os sertanejos a acusação de ateísmo.
c) obrigatoriedade, conforme costume colonial, dos negros alforriados de conversão ao catolicismo para a obtenção da efetiva liberdade.
d) conversão obrigatória dos judeus na Espanha e em Portugal, a partir do final do século XV, o que gerou a denominação cristão-novo.
e) separação entre Estado e Igreja no Brasil, determinada pelo Governo Provisório da República, comandada  por Deodoro da Fonseca.
 

Resolução:
Em 1492, ano da descoberta da América e da conquista de Granada
(fim da Reconquista), a Espanha expulsou de seu território os judeus que haviam se recusado a se converter ao Cristianismo (eles já haviam sido expulsos da Inglaterra, no século XIII, e da França, no século XIV). Dos 180 mil judeus expulsos da Espanha, cerca de 120 mil migraram para Portugal, onde foram acolhidos
com violência pela população. Em consequência, D. Manuel promoveu, em 1497, a conversão maciça: todo português passou a ser obrigatoriamente cristão, e todos os cristãos novos (judeus  convertidos) ou mouriscos (islâmicos convertidos) que ousassem  praticar suas antigas religiões em segredo (criptojudaísmo) eram  considerados hereges. Tal fato pode ser associado à conversão  forçada dos judeus que ambicionassem abrigo no território  brasileiro.
Alternativa:[D]
 

59. Leia um fragmento de memória de um jornalista brasileiro, escritor, ex-preso político e exilado.
   Para mim, que havia sido, no limiar da década [de 1960], um rebelde sem causa concreta, fã de James Dean e simpatizante da “juventude transviada”, o golpe significou, de imediato, mais um salto à frente na conscientização da realidade. Inclusive porque as medidas inaugurais do regime implantado em 1º de abril não deixavam margem a dúvidas: contra a reforma agrária no campo, o tabelamento dos aluguéis nas cidades e a limitação das remessas de lucros ao exterior, assim como — diante da imposição norte-americana — pelo rompimento das relações diplomáticas com Cuba.
Arthur José Poerner, O céu é das elites In Daniel Souza e Gilmar Chaves (org.), Nossa paixão era inventar um novo tempo
 
A partir do fragmento, pode-se identificar, entre outros, como fatores responsáveis pela ruptura políticoinstitucional de 1964,
a) a omissão do governo brasileiro durante a Crise dos Mísseis de Cuba e a aprovação das Reformas de Base pelo Congresso Nacional.
b) os grupos ligados ao latifúndio, ao temor da participação dos setores populares nas questões nacionais e os interesses das empresas multinacionais.
c) a repressão do governo Jango contra os militares de baixa patente, os aumentos salariais excessivos e as recorrentes greves estudantis.
d) a decisiva oposição de Juscelino Kubitschek ao governo Jânio, o acordo econômico com a União Soviética e a crise do petróleo.
e) as classes médias preocupadas com a corrupção no governo Jango, as facilidades para a entrada do capital estrangeiro no país e o aumento do desemprego.
 



Resolução:
O golpe militar representou, fundamentalmente, a convergência
do interesse de quatro grupos.
Primeiro, os grupos civis liberais (representados pela UDN e pela grande mídia), fortemente ligados ao Catolicismo, que viam com desconfiança as reformas de base de Jango.
Segundo, a burguesia industrial nacional e internacional e a burguesia agrarian, que tinham como meta aprofundar o Liberalismo econômico e manter a estrutura latifundiária do país.
As reformas de base e outros projetos janguistas entravam em choque com o projeto socioeconômico de tais setores da burguesia.
Terceiro, os militares, que estavam fortemente imbuídos pelo ideal
da Escola Superior de Guerra, um dos mais importantes polos do anticomunismo desde os Anos 50. Para os militares, o povo era sensível a discursos populistas e promessas por melhorias de salário, que só prejudicariam a economia. Por isso, era necessário blindar o governo da pressão popular, ou seja, excluir o povo da política para assim manter a ordem e o progresso.
Quarto, a política externa dos Estados Unidos, na época (no contexto de Guerra Fria) visava, ao mesmo tempo, proteger os interesses de suas empresas e combater os governos de caráter  nacionalista, que podiam tender ao Comunismo e aliar-se à URSS.
Alternativa: [B]


 

60. Observe o gráfico.

 
Apud Flavio de Campos, Oficina de História do Brasil
A partir dos dados apresentados, é correto considerar que
a) o endividamento público, a partir de meados dos anos 1960, deve ser atribuído aos investimentos realizados na prospecção de petróleo, pois os governos ditatoriais objetivavam a autossuficiência nessa área.
b) durante o governo Geisel, mesmo diante de um contexto de crise econômica internacional, optou-se pelo endividamento externo para financiar o II Plano Nacional de Desenvolvimento.
c) o progressivo aumento da dívida externa durante a ditadura foi compensado pelas altas taxas do PIB, que atingiram os seus melhores níveis durante os governos Geisel e Figueiredo.
d) o governo Médici impôs um modelo econômico baseado na industrialização dos bens de consumo não duráveis, objetivando a universalização do consumo nacional, mas que gerou a dívida externa.
e) a dívida externa brasileira não trouxe maiores preocupações dos economistas durante a ditadura, porque o seu crescimento garantiu uma melhora  importante na distribuição das riquezas nacionais.
 


Resolução:
O II Plano Nacional de Desenvolvimento (1975-1979) foi o último programa do ciclo desenvolvimentista, criado em resposta à crise mundial do petróleo. O Plano buscou avançar no caminho da autonomia brasileira no uso do petróleo, aço, alumínio, fertilizantes, além de bens de capital (máquinas e ferramentas)
Propunha-se o maior uso do álcool, a construção de hidrelétricas e o uso da energia nuclear, com a finalidade de solucionar o problema energético brasileiro, diminuindo a dependência diante do petróleo do Oriente Médio. O sucesso do II PND dependia de grande volume de recursos e de financiamento de longo prazo. Grande parte desse volume de recursos foi adquirido a partir do endividamento externo.
Alternativa: [B]



COMENTÁRIO DA PROVA DE HISTÓRIA
De forma geral, a prova foi bem equilibrada, com
7 questões de História Geral
7 questões de História do Brasil
1 de História da América.
 
Em História Geral, as questões abordaram os períodos da
seguinte forma:
1 de Antiguidade (as mulheres em Atenas)
2 de Idade Média (Comércio Africano / Guerra dos Cem Anos)
2 de Idade Moderna (Inquisição / Ato de Navegação)
2 de Idade Contemporânea (Restauração Europeia / Crise de 1929)
 
Em História do Brasil, as questões abordaram os períodos da
seguinte forma:
1 de Brasil Colônia (Revolta de Felipe dos Santos)
3 de Brasil Império (1º Reinado - Poder Moderador / Regência - Sabinada / 2º Reinado - Café e Indústria)
3 de Brasil República (Era Vargas - imigração / Golpe Militar / Economia e Dívida Externa no regime militar).
Em História da América, a Banca explorou a Guerra HispanoAmericana.
Os textos, na maioria das vezes, prestavam-se mais a situar  o momento histórico do que a articular-se ao conhecimento  necessário para a resolução das questões.
O grau de dificuldade foi médio, sem oferecer problemas ao  aluno que se preparou adequadamente.



sábado, 14 de agosto de 2010

Confira as avaliações de História do terceiro bimestre 2010

Terceiro Bimestre
Colégio Notre Dame de Lourdes (CNDL)
Professor Edenilson Morais
Avalição de História


AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA – 1º ANO

01. (CNDL) Explique em que contexto se inseriu a Inconfidência Mineira de 1789 e mencione quais foram as suas peculiaridades.

02. (CNDL) Observe atentamente as imagens abaixo.


Pedro Américo. Tiradentes Esquartejado.

Cândido Portinari. Despojos de Tiradentes.

Apresente a leitura das obras mencionadas acima enfatizando o tema em comum retratado nas mesmas e explicando os motivos que levaram a Coroa Portuguesa a estabelecer uma pena tão severa contra esta personagem da História do Brasil.



03. (CNDL) Compare os revoltosos da Conjuração Baiana com os da Inconfidência Mineira, apontando os grupos sociais envolvidos, as influências externas e as propostas defendidas por cada um desses movimentos.




04. (UFCE)
Texto 1
Animai-vos, povo bahiense! Esta por chegar o tempo feliz da nossa libertação! O tempo que seremos todos irmãos; tempo que seremos todos iguais. Vamos lutar para que não haja mais diferença entre a cor branca, parda e preta. Seremos todos felizes, sem exceção de pessoas.
(Fonte: PAIVA, Miguel e SCHWARCZ, Lilia Moritz. Da Colônia ao Império: um Brasil para Inglês ver... e latifundiário nenhum botar defeito. São Paulo, Brasiliense, s/d, p. 27.)

Texto 2
Cada um, soldado e cidadão, mormente os homens pardos e pretos que vivem encornados e abandonados, serão iguais, não haverá diferença, só haverá li¬berdade, igualdade e fraternidade.
(Fonte: NADAI, Elza e NEVES, Joana. História do Brasil: da Colônia a República. São Paulo, Saraiva, 1993. p. 119.)

Os textos 1 e 2 são parte integrante de panfletos de líderes revolucionários que expressam o ideário de um importante movimento social ocorrido no Brasil, no contexto da crise do sistema colonial, e que contou corn expressiva participação popular. Estamos nos referindo a:

a) Balaiada.
b) Sabinada.
c) Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates.
d) Revolta dos Cabanos.
e) Revolta dos Escravos Malês.


05. (FMTM-MG) - A Conjuração Baiana ou dos Alfaiates (1798) distinguiu-se da Mineira (1789) porque:

a) sofreu influência dos ideais iluministas.
b) foi um movimento de ricos e intelectuais.
c) defendia a emancipação política da colônia.
d) propôs o fim da escravidão e dos privilégios dos mais ricos.
e) aderiu às ideologias republicana e socialista.




Resolução Comentada:

Resposta da questão 1:

A Inconfidência Mineira foi a primeira rebelião colonial com a clara intenção de romper com os laços de dominação colonial, foi comandada pela elite de Minas Gerais, apesar de contar com a participação de elementos de outras classes sociais. Esse movimento tinha por objetivo além da Independência, a proclamação de uma República.

Resposta da questão 2:

As telas mostram a morte e esquartejamento de Tiradentes. A punição da Coroa portuguesa foi severa para desencorajar a eclosão de novas revoltas coloniais.

Resposta da questão 3:

Enquanto a Inconfidência Mineira tinha um cunho mais elitita, era influenciada pelas idéias iluministas e pela Independência dos Estados Unidos e não visava a abolição da escravatura, a Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaites teve uma composição social mais heterogênia, com a participação ativa das camadas populares, tinha influência da Revolução Francesa, sobretudo de sua fase mais radical e visava a abolição do trabalho escravo.

Resposta da questão 4:[C]
Os fragmentos apresentam característica da Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates.

Resposta da questão 5:[D]

Entre os pontos discrepantes envolvendo essas duas rebeliões coloniais podemos citar a causa da abolição da escravatura.


AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA - 2º ANO


01. (CNDL) No início da década de 1930 ocorreu a emergência de uma nova ordem no Brasil a partir do movimento de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Contudo, a implantação dessa nova ordem foi precedida por uma década – a de 1920 – que trazia em si os prenúncios dessas profundas mudanças.
Explique por que a década de 1920 foi o prenúncio de uma nova ordem no Brasil e mencione o nome de três importantes movimentos ocorridos nessa época no país.

02. (UTFPR) Dá-se o nome de “Tenentismo” ao movimento político desencadeado durante a década de 1920 por jovens oficiais, a maioria tenentes e capitães, em oposição ao governo e à alta oficialidade, que defendiam os interesses da oligarquia.
Sobre o Tenentismo pode-se afirmar que, em linhas gerais:
a) os tenentes desejavam reformas econômicas e sociais de caráter socialista que acarretassem a superação da República oligárquica e elitista.
b) os tenentes apoiavam as lideranças operárias e camponesas contra a violência praticada pelos governos republicanos controlados pelas oligarquias paulista e mineira.
c) os tenentes apoiaram o governo Epitácio Pessoa, cuja política repressiva desencadeou o movimento de intervenção federal nos estados oposicionistas.
d) os tenentes reivindicavam maior centralização do Estado, uniformização da legislação e do sistema tributário, algumas reformas sociais e a implantação do voto secreto.
d) os tenentes colocaram-se na luta pela superação de caráter espoliativo e dependente da economia brasileira, visando obter maior prestígio no cenário internacional.

03. (UFSC/adaptada) Na década de 1920, eclode no Brasil um descontentamento de um setor militar, o qual ficou conhecido como “tenentismo”. Em relação a este assunto, é CORRETO afirmar que:
a) o movimento tenentista pregava a moralização da vida pública, o combate a corrupção e a defesa dos interesses nacionais e da implantação do voto secreto.
b) dentre sua liderança destacou-se Luís Carlos Prestes, que liderou a “Coluna Prestes” e percorreu mais de 24.000 km pelo interior do Brasil. Seu maior objetivo era depor o governo de Getúlio Vargas.
c) a “Coluna Prestes” propunha criar mecanismos de sustentação ao presidente Artur Bernardes e da República Oligárquica.
d) o movimento tenentista foi fortalecido no sertão nordestino com o apoio decisivo de “Lampião”, líder dos cangaceiros.
e) a “Coluna Prestes” sempre foi derrotada pelas tropas do exército, por esse motivo, internou-se na Bolívia onde se dispersou em 1927. Seu líder maior, Luís Carlos Prestes, ficou conhecido como “Cavaleiro da Esperança”.

04. (UNESP) Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo a Semana de Arte Moderna. Segundo Mário de Andrade, as mudanças ocorridas a partir da Semana de 22 e do Movimento Modernista significaram a fusão de três princípios: o direito permanente à pesquisa estética, a atualização da inteligência artística brasileira e a estabilização de uma consciência criadora nacional. Está inteiramente correto considerar como consequências da Semana de Arte Moderna:
a) a formação de uma geração de artistas que romperam com a arte barroca; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas do Renascimento Italiano; a formação de grupos de artistas e salões de arte moderna em todo o Brasil.
b) a formação de uma geração de artistas acadêmicos; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas da Missão Artística Francesa; a formação de grupos de artistas e de salões de arte neoclássicos.
c) a formação de uma geração de artistas que romperam com a estética modernista; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas contemporâneas; a formação de grupos de artistas e salões de arte em São Paulo e no Rio de Janeiro destinados a exposições de arte moderna.
d) a formação de uma geração de artistas que romperam com os ditames acadêmicos; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas dos primitivos; a formação de grupos de artistas, tais como o Clube dos Artistas Modernos e a Sociedade Pró Arte Moderna de São Paulo.
e) a formação de uma geração de artistas que romperam com o estilo clássico; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas do estilo Rococó; a formação de grandes exposições de Arte, como a Bienal de São Paulo.

05. (CNDL) Leia a seguir, o trecho da declaração dos princípios dos líderes da Coluna Prestes.

Somos contra: os impostos exorbitantes, a incompetência administrativa, a falta de justiça, a mentira do voto, o amordaçamento da imprensa, as perseguições políticas, o desrespeito à autonomia dos estados, a falta de legitimação social, o estado de sítio.

Somos a favor: do ensino primário gratuito, da instrução profissional e técnica, da liberdade de pensamento e autonomia da justiça, da reforma da lei eleitoral e do fisco, do voto secreto e obrigatório, da liberdade sindical, do castigo aos defraudadores do patrimônio do povo e aos políticos corruptos e do auxílio estatal às forças econômicas.

In: Darcy Ribeiro. Aos trancos e barrancos. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1985. nº 531.

Analise as semelhanças e diferenças entre a sociedade brasileira da década de 1920 e a de hoje. Com base no depoimento, responda:
a) Quais itens mencionados procuram caracterizar a situação política da época?



b) Quais dos itens apontados já foram, de certa forma, incorporados à atual democracia brasileira?


c) Quais itens do documento você apontaria como ainda necessários à sociedade brasileira atual?



6. (Fgv 2008) "Foi regulamentada a atividade dos jogadores estrangeiros no Brasil, não pelas entidades do futebol e sim pelo DIP. De fato. Segundo a imprensa carioca, 'os jogadores estrangeiros só poderão ingressar no futebol brasileiro desde que tenham contrato firmado com um clube nacional, sendo o documento visado pelo consulado, no país de origem'. Assim, o controle pelo Departamento será perfeito, pois ele ficará de posse da 2a via do contrato, ao mesmo tempo, a do documento de entrada em nosso país, exigido pela lei, o que provará a situação legal do profissional. O que se deprende é que os profissionais estrangeiros continuarão a ser equiparados aos artistas contratados. Findo o prazo de permanência, estipulado em contrato, são obrigados a retornar aos seus países.
("A Gazeta", 03.12.1940)

Além do apresentado, esse departamento tinha ainda como funções
a) centralizar a censura e popularizar a imagem do presidente Vargas.
b) controlar a ação dos sindicatos e estabelecer metas para a educação básica.
c) definir programas de assistência social e organizar a Juventude Brasileira.
d) gerir o imposto sindical e garantir a autonomia e a liberdade dos sindicatos.
e) reprimir os opositores do regime ditatorial e assessorar os interventores estaduais.

7. (G1 - cftmg 2008) O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) foi criado pelo Estado Novo (1937-1945), para controlar e enquadrar a produção cultural no País. Sobre suas práticas, é INCORRETO afirmar que
a) reprimiam manifestações culturais das comunidades das periferias urbanas.
b) exaltavam a harmonia social brasileira resultante da miscigenação racial.
c) incentivavam o discurso nacionalista e ufanista sobre as riquezas naturais.
d) censuravam produções artísticas incentivadoras dos confrontos trabalhistas.

8. (Ufpi 2008) Os acontecimentos históricos ocorrem, sempre, em conexão com outros acontecimentos, de modo que, quando falamos de uma época estamos nos referindo a um ambiente dentro do qual os acontecimentos expressam limitam as ações dos sujeitos. Pode-se dar o seguinte exemplo para essa afirmação: em 1932, sob a liderança do literato Plínio Salgado, foi organizado, no Brasil, um movimento político cuja inspiração vinha da Europa, sendo profundamente influenciado por um movimento político europeu em ascensão na época, o qual apresentava como uma de suas metas prioritárias combater um outro movimento político em expansão na Europa. Os três movimentos referidos são, respectivamente:
a) O Integralismo, o Fascismo e o Nazismo.
b) O Liberalismo, o Socialismo e o Comunismo.
c) O Integralismo, o Nazi-Fascismo e o Comunismo.
d) O Expansionismo, o Nacionalismo e Anarquismo.
e) O Anarquismo, o Comunismo e o Integralismo.

9. (Enem 2009) A partir de 1942 e estendendo-se até o final do Estado Novo, o Ministro do Trabalho, Indústria e Comércio de Getúlio Vargas falou aos ouvintes da Rádio Nacional semanalmente, por dez minutos, no programa “Hora do Brasil”. O objetivo declarado do governo era esclarecer os trabalhadores acerca das inovações na legislação de proteção ao trabalho.
GOMES, A. C. A invenção do trabalhismo. Rio de Janeiro: IUPERJ / Vértice. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1988 (adaptado).

Os programas “Hora do Brasil” contribuíram para
a) conscientizar os trabalhadores de que os direitos sociais foram conquistados por seu esforço, após anos de lutas sindicais.
b) promover a autonomia dos grupos sociais, por meio de uma linguagem simples e de fácil entendimento.
c) estimular os movimentos grevistas, que reivindicavam um aprofundamento dos direitos trabalhistas.
d) consolidar a imagem de Vargas como um governante protetor das massas.
e) aumentar os grupos de discussão política dos trabalhadores, estimulados pelas palavras do ministro.

10. (Fuvest 2010) O conceito de revolução, aplicado ao movimento de 1930 no Brasil, e alvo de polêmica entre historiadores. Independentemente da controvérsia, não ha como negar que houve mudanças importantes, nessa década, com relação as diretrizes da política econômica e a questão social.

Explique as mudanças no que se refere a

a) política econômica.
b) questão social.


Gabarito:

Resposta da questão 1:
Durante a década de 1920 começam a ocorrer grandes movimentos de contestação à velha ordem política vigente. Pode-se citar a Semana de Arte Moderna, o Tenentismo, a Coluna Prestes, o movimento operário, entre outros movimentos.

Resposta da questão 2:[D]

Resposta da questão 3:[A]

Resposta da questão 4:[D]

Resposta da questão 5:
a) A corrupção política, incompetência administrativa, a falta de liberdade de imprensa, etc.
b) Ensino público gratuito e obrigatório, liberdade de imprensa e pensameto, instrução técnica.
c) Entre outros, uma educação pública de qualidade, instrução técnica com encaminhamento ao emprego, geração de emprego e renda, diminuição das diferenças sociais e econômicas, etc.

Resposta da questão 6:[A]

Resposta da questão 7:[A]

Resposta da questão 8:[C]

Resposta da questão 9:[D]

Getúlio Vargas foi a expressão maior do populismo, fenômeno político na América Latina entre as décadas de 1930 e 1960, no Brasil. A manipulação das massas trabalhadoras em proveito político utilizando-se dos meios de comunicação de massa, e em particular o rádio, era uma característica básica do populismo. O programa de rádio a “Hora do Brasil”, foi criado durante o Estado Novo para difundir as realizações do governo e contribuiu pra promover a imagem positiva de Vargas como o “Pai dos pobres” junto aos trabalhadores.

Resposta da questão 10:
a) Durante a Era Vargas, decorrente do movimento de 1930, a política econômica concentrou-se no estimulo a diferentes atividades produtivas, visando minimizar os efeitos da hegemonia da cafeicultura e, sobretudo promover a industrialização com vistas à substituição das importações.

b) No plano social, no início do governo Vargas foram concedidos os primeiros direitos trabalhistas e mais tarde, foram criadas a Previdência Social e a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Também foram legalizados os sindicatos, porém mantidos sob a tutela do Estado no que se convencionou chamar de “peleguismo”. Verifica-se ainda na Era Vargas, o início da aceleração do processo de urbanização.












AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA - 3º ANO


01. (ENEM)

DOCUMENTO I

O cômputo da Idade da Terra
Da Criação até o Dilúvio__1.656 anos
Do Dilúvio até Abraão_____292
Do Nascimento de Abraão
até Êxodo do Egito_____503
Do Êxodo até a Construção
do Templo___________481
Do Templo até o Cativeiro__414
Do Cativeiro até o Nascimento
de Jesus Cristo ________614
Do Nascimento de Jesus Cristo
até hoje ____________1.560
Idade da Terra_________5.520 anos


DOCUMENTO II

Avalia-se em cerca de quatro e meio bilhões de anos a idade da Terra, pela comparação entre a abundância relativa de diferentes isótopos de urânio com suas diferentes meias-vidas radioativas.


Considerando os dois documentos, podemos afirmar que
a natureza do pensamento que permite a datação da Terra é de natureza
a) científica no primeiro e mágica no segundo.
b) social no primeiro e política no segundo.
c) religiosa no primeiro e científica no segundo.
d) religiosa no primeiro e econômica no segundo.
e) matemática no primeiro e algébrica no segundo.


02. (ENEM) Para o registro de processos naturais e sociais, devem ser utilizadas diferentes escalas de tempo. Por exemplo, para a datação do sistema solar, é necessária uma escala de bilhões de anos, enquanto para a história do Brasil basta uma escala de centenas de anos. Assim, para os estudos relativos ao surgimento da vida no planeta e para os estudos relativos ao surgimento da escrita, seria adequado utilizar, respectivamente, escalas de:

a) milhares de anos; centenas de anos
b) milhões de anos; centenas de anos
c) milhões de anos; milhares de anos
d) bilhões de anos; milhões de anos
e) bilhões de anos; milhares de anos


03. (ENEM) Segundo a explicação mais difundida sobre o povoamento da América, grupos asiáticos teriam chegado a esse continente pelo Estreito de Bering, há 18 mil anos. A partir dessa região, localizada no extremo noroeste do continente americano, esses grupos e seus descendentes teriam migrado, pouco a pouco, para outras áreas, chegando até a porção sul do continente. Entretanto, por meio de estudos arqueológicos realizados no Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí), foram descobertos vestígios da presença humana que teriam até 50 mil anos de idade. Validadas, as provas materiais encontradas pelos arqueólogos no Piauí

a) comprovam que grupos de origem africana cruzaram o oceano Atlântico até o Piauí há 18 mil anos.
b) confirmam que o homem surgiu primeiramente na América do Norte e, depois, povoou os outros continentes.
c) contestam a teoria de que o homem americano surgiu primeiro na América do Sul e, depois, cruzou o Estreito de Bering.
d) confirmam que grupos de origem asiática cruzaram o Estreito de Bering há 18 mil anos.
e) contestam a teoria de que o povoamento da América teria iniciado há 18 mil anos.

04.(ENEM)


Pintura rupestre da Toca do Pajaú – PI. Internet:
A pintura rupestre acima, que é um patrimônio cultural brasileiro, expressa
a) o conflito entre os povos indígenas e os europeus durante o processo de colonização do Brasil.
b) a organização social e política de um povo indígena e a hierarquia entre seus membros.
c) aspectos da vida cotidiana de grupos que viveram durante a chamada pré-história do Brasil.
d) os rituais que envolvem sacrifícios de grandes dinossauros atualmente extintos.

05. (CNDL) Observe as imagens abaixo.

Detalhe da obra “A criação”, de Michelangelo.




Evolução do Homem.

Com base nas imagens acima explique as duas maneiras tradicionalmente usadas para se abordar a origem da vida, bem como a origem do planeta e do universo.







6. (Fuvest 2009) A expressão "política do café com leite" é muito utilizada para caracterizar a Primeira República no Brasil.

Sobre essa política, descreva:
a) seu funcionamento;
b) seu colapso na década de 1920.

7. (Unifesp 2009) "Nesse regime, (...) a verdadeira força política, que no apertado unitarismo do Império residia no poder central, deslocou-se para os Estados. A política dos Estados, isto é, a política que fortifica os vínculos de harmonia entre os Estados e a União é, pois, na sua essência, a política nacional. É lá, na soma dessas unidades autônomas, que se encontra a verdadeira soberania da opinião. O que pensam os Estados, pensa a União."
(Campos Salles. "Mensagem" (3 de maio de 1902). In: "Manifestos e mensagens".
São Paulo: Fundap / Imprensa Oficial, 2007.)

Ao defender a "política dos Estados" (ou política dos governadores) e associá-la às ideias de "harmonia", "soma" e "soberania da opinião", o então presidente da República Campos Salles defendia:
a) O fim da autonomia dos estados e o início de um período de centralização política, que caracterizou a República como uma ditadura.
b) Uma perspectiva de democratização para a recente República brasileira, impedindo que novos protestos políticos e armados irrompessem.
c) A relação diplomática com os demais países sul-americanos e se dispunha a obter alianças e acordos comerciais no exterior.
d) Um pacto entre o governo federal e os governos estaduais, que teriam autonomia econômica, mas assegurariam apoio político ao Presidente.
e) O modelo político adotado como capaz de democratizar o Brasil e de obter, sem lutas, a unidade política e territorial ainda inexistente.

8. (Fatec 2010) Considere a charge para responder à questão.




A charge é uma alusão ao voto
a) secreto, uma conquista dos sindicatos operários durante a era Vargas.
b) censitário, em que havia a exigência de uma renda anual para votar e para se candidatar a cargos públicos.
c) da mulher, fruto da luta feminina nos anos 30.
d) da mandioca, em que votar era permitido apenas para homens livres e com uma renda igual ou superior ao valor de 1,5 toneladas de mandioca.
e) do cabresto, uma característica do coronelismo o qual foi combatido pelos tenentistas e derrubado pela “revolução de 30”.

9. (Cesgranrio 2010) “Socialmente, o coronel exerce uma série de funções que o fazem temido e obedecido. (...)
Aos agregados, ele dispensa favores, dá-lhes terras, tira-os da cadeia e ajuda-os, quando doentes; em compensação, exige fidelidade, serviços, permanência infinita em suas terras, participação nos grupos armados etc... Aos familiares e amigos, ele distribui empregos públicos, empresta dinheiro, obtém crédito, protege-os das autoridades policiais e jurídicas, ajuda-os a fugir dos compromissos fiscais do Estado etc. ...”

CARONE, Edgard. A República Velha. SP: Difel, p 106.

Analisando o texto acima e considerando o fenômeno político-social característico da República Velha no Brasil, conclui-se que o coronel
a) constituiu, através do exercício de um poder político local ilimitado, o suporte das oligarquias que controlavam a política estadual.
b) representou a consolidação de uma economia agroexportadora nordestina, na qual os subsídios do governo federal beneficiavam os trabalhadores rurais do sertão semiárido.
c) foi o sustentáculo de todas as intervenções realizadas pelo Exército na história republicana brasileira desde a ascensão e a deposição de Vargas até o golpe militar de 1964.
d) era o grande fazendeiro cujo poder local cresceu tanto que o governo republicano decidiu criar a Guarda Nacional para combater esse poder paralelo.
e) foi o responsável pela reorganização política dos anos 30 do século XX, com o objetivo de aumentar o controle sobre a terra agricultável.

10. (Fuvest 2010) O conceito de revolução, aplicado ao movimento de 1930 no Brasil, e alvo de polêmica entre historiadores. Independentemente da controvérsia, não ha como negar que houve mudanças importantes, nessa década, com relação as diretrizes da política econômica e a questão social.

Explique as mudanças no que se refere a

a) política econômica e social.




Gabarito:

Resposta da questão 1:
[C]
Religiosa no primeiro documento e científica no segundo.

Resposta da questão 2:
[E]

Resposta da questão 3:
[E]

Resposta da questão 4:
[C]

Resposta da questão 5:
Espera-se que o aluno mencione os aspectos relativos às teorias criacionistas e evolucionistas.

Resposta da questao 6:
a) A "política do café com leite", surgida no governo do presidente Campos Sales, foi uma política de revezamento do poder nacional executada na República Velha pelos estados de São Paulo - mais poderoso economicamente, principalmente devido à produção de café - e Minas Gerais - maior polo eleitoral do país da época e produtor de leite.

b) A "política do café com leite" foi quebrada quando o então presidente paulista Washington Luís apoiou a candidatura do também paulista Júlio Prestes, o que desagradou a elite mineira, que se aliou à elite do Rio Grande do Sul, juntamente com a Paraíba, para a criação da Aliança Liberal, dissidência oligárquica que lançaria Getúlio Vargas como candidato à presidência. Outro fator para a queda desta política foi a Crise de 1929, quando os preços do café brasileiro despencaram no mercado internacional, retirando dos barões do café seu poder político.

Resposta da questao 7:
[D]

Resposta da questao 8:
[E]

A expressão “Voto de cabresto” designa o controle dos coronéis sobre eleitores durante a Velha República (1889-1930), em razão de o voto ser aberto. Essa prática foi fundamental para a sustentação das oligarquias nas diferentes esferas do poder político.

Resposta da questao 9:
[A]

Devido o poder econômico que lhes permitia exercer grande influência sobre as populações sertanejas, os coronéis controlavam as eleições em suas regiões fosse pelo “voto de cabresto” ou pelas fraudes eleitorais. Sua atuação era fundamental para a manutenção das oligarquias no poder durante a República Velha.

Resposta da questão 10
O aluno poderá mencionar os aspectos relativos ao nacionalismo econômico e ao incentivo à industrialização do país e no aspecto social a promulgação dos direitos trabalhistas.