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domingo, 10 de junho de 2012

Resumo sobre o Mercantilismo e as Grandes Navegações

Confira um resumo sobre o Mercantilismo e a expansão marítima e comercial




Resumo sobre as características da política mercantilista que predominou nos Estados europeus durante a Idade Moderna e o processo de expansão marítima e comercial que proporcionou grandes transformações políticas e econômicas no Velho Mundo e no Novo Mundo que foi integrado de forma compulsória à economia mercantilista europeia como fornecedor de riquezas.

Confira uma lista de exercícios sobre o Mercantilismo


Lista de exercícios sobre a expansão marítima e o mercantilismo
 
1. (UFMG 2011)  Leia este trecho:
Este fluxo de prata é despejado em um país protecionista, barricado de alfândegas. Nada sai ou entra em Espanha sem o consentimento de um governo desconfiado, tenaz em vigiar as entradas e as saídas de metais preciosos. Em princípio, a enorme fortuna americana vem, portanto, terminar num vaso fechado. Mas o fecho não é perfeito [...] Ou dir-se-ia tão comumente que os Reinos de Espanha são as “Índias dos outros Reinos Estrangeiros”.
 BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico à época de Felipe II. Lisboa: Martins Fontes, 1983-1984, v.1, p. 523-527.

a) Identifique a prática econômica a que se faz referência nesse texto.
b) Cite o principal objetivo dessa prática.
c) Mas o fecho não era perfeito [...] Ou dir-se-ia tão comumente que os Reinos de Espanha são as “Índias dos outros Reinos Estrangeiros”. Explique o sentido histórico dessa frase.

resposta:
a) Refere-se ao metalismo, prática adotada pelos países mercantilistas durante a Época Moderna.
b) O principal objetivo é o entesouramento, ou seja, o acúmulo de metais preciosos na nação, estes considerados como sinônimo de riqueza.
c) A frase destaca a imperfeição do sistema, na medida em que a Espanha não consegue reter os metais preciosos que explora de suas colônias americanas. Nesse sentido, assim como as colônias garantem a riqueza da Espanha, esta, ao precisar de produtos de nações europeias garante a riqueza desta nações.

2. (Unifesp 2010) Mercantilismo é o nome normalmente dado à política econômica de alguns Estados Modernos europeus, desenvolvida entre os séculos XV e XVIII.
Indique
a) duas características do Mercantilismo.
b) a relação entre o Mercantilismo e a colonização da América.

resposta:
a) O mercantilismo é definido como a política econômica do Estado Absolutista, caracterizado por metalismo, - na medida em que considera que são os metais preciossos que definem a riqueza da nação - intervencionismo, protecionismo estatais e Balança comercial favorável.
b) A América foi considerada como área fornecedora de riquezas. Os metais extraídos da América gerariam as riquezas das nações metropolitanas, assim como os genêros tropicais que podiam ser comercializados na Europa. Dessa forma, as metrópoles definiram o pacto colonial, caracterizado pelo monopólio, que garantia controle exclusivo sobre as áreas coloniais.

3. (Fuvest 2009) “Da armada dependem as colônias, das colônias depende o comércio, do comércio, a capacidade de um Estado manter exércitos numerosos, aumentar a sua população e tornar possíveis as mais gloriosas e úteis empresas.”
Essa afirmação do duque de Choiseul (1719-1785) expressa bem a natureza e o caráter do
a) liberalismo.
b) feudalismo.
c) mercantilismo.
d) escravismo.
e) corporativismo.

resposta:[C]
Características como o sistema colonial e o incentivo ao comércio fazem parte da Política Econômica Mercantilista, típica dos Governos Absolutistas, que monopolizam a força militar e se beneficiam do desenvolvimento comercial de suas nações.

4. (cftsc 2007) O historiador francês Fernand Braudel, referindo-se ao Mercantilismo, afirma que este "reagrupa comodamente uma série de atos de atitudes, de projetos, de idéias, de experiências que marcam, entre o século XV e o século XVIII, a primeira afirmação do Estado Moderno em relação aos problemas concretos que ele tinha que enfrentar." Assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE uma característica do Mercantilismo.
a) Pacto colonial, permitindo o pleno desenvolvimento interno e a liberdade político-administrativa da Colônia.
b) Não-intervencionismo estatal.
c) Incentivo à manutenção de uma balança comercial favorável, importando mais que exportando.
d) Intervenção do Estado, que se efetivou sob forma de protecionismo e de regulamentação da atividade econômica.
e) Monopólio concedido pelo Estado, que permitia a qualquer companhia de comércio, sem autorização da metrópole, vender seus produtos na Colônia.


resposta:[D]

5. (UFU 2006) Com o objetivo de aumentar o poder do Estado diante dos outros Estados, [o Mercantilismo] encorajava a exportação de mercadorias, ao mesmo tempo em que proibia exportações de ouro e prata e de moeda, na crença de que existia uma quantidade fixa de comércio e riqueza no Mundo.
ANDERSON, Perry. "Linhagens do Estado Absolutista", São Paulo Brasiliense, 1998. p. 35.

O trecho acima refere-se aos princípios básicos da doutrina mercantilista, que caracteriza a política econômica dos Estados modernos dos séculos XVI, XVII e XVIII. Com base nessa doutrina, marque a alternativa correta.
a) A doutrina mercantilista pregava que o Estado deveria se concentrar no fortalecimento das atividades produtivas manufatureiras, não se envolvendo em guerras e em disputas territoriais contra outros Estados.
b) Uma das características do mercantilismo é a competição entre os Estados por mercados consumidores, cada qual visando fortalecer as atividades de seus comerciantes, aumentando, conseqüentemente, a arrecadação de impostos.
c) Os teóricos do mercantilismo acreditavam na possibilidade de conquistar mercados por meio da livre concorrência, de modo que era essencial desenvolver produtos competitivos, tanto no que diz respeito ao preço como em relação à qualidade.
d) A conquista de áreas coloniais na América é a base de qualquer política mercantilista. Tanto que o ouro e a prata, de lá provenientes, possibilitaram ao Estado espanhol figurar como o mais poderoso da Europa após a Guerra dos Trinta Anos.


resposta:[B]


6. (UFMG 2006) Considerando-se o papel e a importância do Mercantilismo, é INCORRETO afirmar que
a) essa doutrina tinha como fundamento básico a convicção de que o Estado deveria interferir nos processos econômicos.
b) as políticas fundamentadas nessa doutrina abarcavam as relações entre os países da Europa Ocidental e, também, os laços entre estes e suas colônias.
c) o principal aspecto dessa doutrina era a adoção de ações planejadas para fomentar a industrialização da economia.
d) essa doutrina consistia num conjunto de pressupostos e crenças econômicas vigentes no período de formação e apogeu dos Estados modernos.


resposta:[C]


7. (cftce 2005) O Mercantilismo pode ser definido como:
a) o conjunto de práticas econômicas caracterizadas pelo monopólio comercial, pela balança comercial favorável e pela intervenção do Estado na economia
b) o conjunto de idéias preconizadas por Adam Smith que defendia a livre iniciativa econômica e a atuação do Estado Absolutista
c) a expressão teórica do Estado liberal, caracterizado pelo livre comércio
d) o conjunto de práticas econômicas que incluíam o estímulo à livre iniciativa e o combate ao trabalho escravo
e) o conjunto de medidas econômicas colocadas em prática durante o período denominado Feudalismo, caracterizado pelas obrigações servis e pela livre iniciativa


resposta:[A]

8. (UFRS) Leia a seguir um trecho do relatório elaborado pelo embaixador veneziano Giustiniani no período em que serviu na França. "Seu objetivo era tornar o país inteiro superior a qualquer outro em opulência, abundante em mercadorias, rico em manufaturas e fecundo em bens de todo tipo, não tendo necessidade de nada e dispensando todas as coisas dos outros Estados. Em conseqüência, ele nada negligencia a fim de aclimatar na França as melhores indústrias de cada país e impede por diversas medidas os outros Estados de introduzir seus produtos no reino [...]. Quanto mais ele se encanta em ver entrar o ouro dos outros no reino, tanto mais é zeloso e cuidadoso em impedir a sua saída, e, para isso, as ordens mais severas são dadas por todos os lugares [...]."
Citado em BERSTEIN, Serge. "Histoire". Paris: Hatier, 1990. p. 29.

Considerando os dados emanados do relatório e a época histórica, a política econômica a que o texto se refere é
a) o Feudalismo.
b) o Liberalismo.
c) o Capitalismo.
d) a Fisiocracia.
e) o Mercantilismo.


resposta:[E]

9. (cftce 2004) Durante a Idade Moderna, a Europa estruturou o chamado Estado Moderno que possuía basicamente três elementos fundamentais: o Absolutismo Monárquico, o Mercantilismo e o Colonialismo. Tais elementos mantinham estreitas e inseparáveis relações. A partir da condição acima citada, cite três características básicas do Mercantilismo.


resposta: 
Intervenção do Estado na economia, manutenção de balança comercial favorável, protecionismo alfandegário, metalismo, exploração econômica da colônias americanas.




10. (Unifesp) Nos reinados de Henrique VIII e de Elisabeth I, ao longo do século XVI, o Parlamento inglês "aprovava pilhas de estatutos , que controlavam muitos aspectos da vida econômica, da defesa nacional, níveis estáveis de salários e preços, padrões de qualidade dos produtos industriais, apoio aos indigentes e punição aos preguiçosos, e outros desejáveis objetivos sociais".
(Lawrence Stone, 1972.)

Essas "pilhas de estatutos", ou leis, revelam a
a) inferioridade da monarquia inglesa sobre as européias no que diz respeito à intervenção do Estado na economia.
b) continuidade existente entre as concepções medievais e as modernas com relação às políticas sociais.
c) prova de que o Parlamento inglês, já nessa época, havia conquistado sua condição de um poder independente.
d) especificidade da monarquia inglesa, a única a se preocupar com o bem-estar e o aumento da população.
e) característica comum às monarquias absolutistas e à qual os historiadores deram o nome de mercantilismo.


resposta:[E]


11. (UFV) Mercantilismo é um termo que foi criado pelos economistas alemães da segunda metade do século XIX para denominar o conjunto de práticas econômicas dos Estados europeus, nos séculos XVI e XVII. Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO indica uma característica do mercantilismo.
a) Busca de uma balança comercial favorável, ou seja, a superação contábil das importações pelas exportações.
b) Intervencionismo do Estado nas práticas econômicas, através de políticas monopolistas e fiscais rígidas.
c) Crença em que a acumulação de metais preciosos era a principal forma de enriquecimento dos Estados.
d) Aplicação de capitais excedentes em outros países para aumentar a oferta de matérias-primas necessárias à industrialização.
e) Exploração de domínios localizados em outros continentes, com o objetivo de complementar a economia metropolitana.


resposta:[D]


12. (UFU) Na economia mercantilista, a riqueza era impulsionada por uma lógica muito diferente da que predominava na época do feudalismo. O Estado tinha papel fundamental, juntamente com a expansão das atividades da burguesia em busca de maiores lucros. A esse respeito assinale a alternativa INCORRETA.
a) A competição estabelecia um novo conceito de relações econômicas. A questão não era mais o justo preço, mas a ampliação do lucro, contrariando a Igreja. Os interesses dos reis e da burguesia coincidiam em muitos aspectos, entre os quais: a formação de uma burguesia e do exército, a luta para diminuir os poderes do clero e da nobreza e a agilização as atividades comerciais e transações financeiras.
b) Luís XIV - o Rei Sol - considerava-se o astro central, em torno do qual tudo deveria girar e de onde emanaria todo o poder. Entre suas medidas, procurou diminuir o poder da nobreza e aumentou a interferência do Estado na economia, incentivando a produção de manufaturas de artigos de luxo.
c) Em obediência a um dos princípios básicos do mercantilismo, a Espanha, apesar de destacar-se com a formação de um império colonial, aplicou suas riquezas no acúmulo de metais preciosos, o que provocou a sua dependência em relação à importação de manufaturas.
d) A Revolução Gloriosa na Inglaterra, vencida pelo partido conservador dos "tories" e ocorrida sem derramamento de sangue, instaurou o Estado Absolutista e pôs fim aos entraves feudais da economia, impulsionando o comércio com a expansão colonial e o confisco de terras da Igreja Anglicana.


resposta:[D]


13. (Uerj) Devemos sempre ter o cuidado de não comprar mais aos estrangeiros do que lhe vendemos.
(SMITH, Thomas, 1549 apud BRAUDEL, F. Os jogos das trocas. Lisboa: Cosmos, 1985.)

A afirmativa acima evidencia uma das principais características das práticas econômicas mercantilistas dos Estados absolutistas entre os séculos XV e XVIII.
a) Explique o significado de riqueza nacional na época do mercantilismo.
b) Justifique por que a idéia de balança de comércio favorável foi um fator que contribuiu para a colonização da América.


resposta:
a) A riqueza nacional estava fundamentada na acumulação de metais preciosos, o metalismo.
b) Pois eles compravam as matérias-primas das colõnias de exploração por um preço barato e vendiam mais caro para outros países.

14. (Fuvest 2004) O ouro e a prata que os reis incas tiveram em grande quantidade não eram avaliados [por eles] como tesouro porque, como se sabe, não vendiam nem compravam coisa alguma por prata nem por ouro, nem por eles pagavam os soldados, nem os gastavam com alguma necessidade que lhes aparecesse; tinham-nos como supérfluos, porque não eram de comer. Somente os estimavam por sua formosura e esplendor e para ornamento [das casas reais e ofícios religiosos]".
Garcilaso de la Vega, Comentários Reais, 1609.

Com base no texto, aponte:
a) As principais diferenças entre o conjunto das idéias expostas no texto e a visão dos conquistadores espanhóis sobre a importância dos metais preciosos na colonização.
b) Os princípios básicos do mercantilismo.

resposta:

a) Para os incas estruturados uma economia agrária e amonetária, os metais preciosos só tinham importância na confecção de adornos, já para os espanhóis estruturados na economia capitalista mercantilista e organizados num Estado Absolutista, a acumulação de metais preciosos representava a mais importante fonte de riqueza e poder, sobretudo do Estado.
b) Metalismo ou bulionismo (acumulação de metais preciosos), balança comercial favorável, protecionismo alfandegário, intervencionismo estatal na economia e exploração de colônias (sistema colonial) pelas potências econômicas européias (metrópoles).

15. (Fuvest 2000) Durante a Idade Moderna, pensava-se que todas as riquezas do mundo estavam
numa posição estática e constante, razão pela qual o comércio era tido como uma atividade em que
havia um ganhador e um perdedor, sendo o seu resultado equivalente a uma soma zero (+1-1=0).
Baseando-se nestes princípios, os Estados modernos atuaram no comércio internacional sob a
orientação de uma política econômica.
a) Que nome foi dado a esta política econômica?
b) Quais foram seus principais elementos constitutivos?

resposta:
a) Mercantilismo
b) Metalismo, balança comercial favorável, protecionismo monopólios estatais, intervencionismo do Estado na regulamentação da economia e exploração de colônias (Sistema Colonial).

16. (Fuvest) Uma das características do Mercantilismo, política econômica do capitalismo comercial, foi:
a) liberalismo econômico.
b) protecionismo estatal.
c) eliminação do metalismo.
d) oposição ao absolutismo.
e) restrição das exportações.



resposta:[B]

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Conheça as principais características do Mercantilismo


História: práticas mercantilistas



Professor de história do cursinho Poliedro, Guilherme de Franco explica sobre as práticas mercantilistas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As Capitanias Hereditárias

COLÉGIO NOTRE DAME DE LOURDES - CNDL
PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE
HISTÓRIA DO BRASIL
A AMÉRICA PORTUGUESA
A POLÍTICA COLONIZADORA







Foi em março de 1532, quando Martim Afonso de Souza ainda estava em São Vicente, que o rei D. João III decidiu empregar no Brasil o mesmo sistema de colonização que já havia dado certo na ilha dos Açores e na ilha da Madeira. A sugestão lhe foi dada por Diogo de Gouveia, humanista português, residente em Paris, onde dirigia o respeitado colégio Santa Bárbara.

Apesar da experiência bem sucedida nas ilhas, o império ultamarino português estava mais preparado e interessado em descobrir, conquistar, comercializar e, eventualmente, em pilhar, do que em colonizar. Mas a ameaça francesa persistia e D. João III compreendeu que a única maneira de preservar o Brasil era dar início a sua efetiva povoação. Como a Coroa já despendera fortunas na conquista da Índia, o rei optou por dividir as terras brasileiras em 14 capitanias hereditárias, totalizando 15 lotes. Eles foram doados a figuras importantes da Corte - que, de imediato e compulsoriamente tornavam-se responsáveis pela sua colonização.




Pela absoluta falta de interesse da alta nobreza lusitana, as capitanias brasileiras acabaram sendo concedidas a membros da burocracia estatal e a militares e navegadores ligados à conquista da Índia.

Além das vastas porções de terra (cada lote tinha, em média 250 quilômetros de largura, estendendo-se até o limite ainda indemarcado de Tordesilhas, em algum lugar no interior do continente misterioso), os donatários receberam também poderes “majestáticos”. Podiam legislar e controlar tudo em suas terras – menos a arrecadação de impostos reais. Em compensação, deveriam arcar com todas as despesas da colonização. Os lotes foram repartidos aleatoriamente, levando em conta apenas acidentes geográficos da costa, mas ignorando por completo a divisão territorial estabelecida há séculos pelas tribos indígenas – e, acima de tudo, desconsiderando se eram tribos aliadas ou hostis aos portugueses. Tamanho descuido custaria caro aos portugueses.




Dos 12 donatários, quatro jamais estiveram no Brasil. Dos oito que vieram, três morreram em circunstâncias dramáticas; um outro (Pero de Campos Tourinho) foi acusado de heresia, preso por seus próprios colonos e enviado para os tribunais da Inquisição em Portugal; três pouco se interessaram por suas propriedades e apenas um, Duarte Coelho – que fora o primeiro navegador europeu a chegar à Tailândia -, realizou uma administração brilhante, em Pernambuco.

Dos 15 lotes, quatro nunca foram ocupados (Rio de Janeiro, Ceará, Ilhéus e Santana); em quatro, as tentativas de colonização falharam (Rio Grande do Norte, São Tomé e as duas do Maranhão); em cinco, a precariedade dos estabelecimentos facilitou sua destruição por nativos hostis (Bahia, Ilhéus, Porto Seguro, Itamaracá e Santo Amaro); e em apenas dois, São Vicente e Pernambuco, a colonização vingou desde os primeiros anos.

Apesar do balanço desfavorável – e de todos os vícios que legaram à estrutura agrária do Brasil -, as capitanias representaram a primeira e decisiva incursão dos portugueses no trópico e definem o embrião da futura ocupação do Brasil. Ainda assim, numa perspectiva eminentemente pessoal, a saga dos donatários lhes foi terrivelmente pesada. Tanto é que Duarte Coelho, o mais bem-sucedido dos capitães do Brasil, escreveu para o rei; “Somos obrigados a conquistar por polegadas as terras que Vossa Majestade nos fez mercê por léguas”. Aparentemente, porém, os problemas esmagadores enferntados pelos donatários não comoveram os burocratas da Corte, a ponto de um deles ter, em 1544, anotado secamente em um relatório destinado ao rei; “O Brasil não somente não rendeu nada de vinte anos até agora o que soía, mas tem custado a defender e povoar mais de 80.000 cruzados”.





BUENO, Eduardo. Brasil: uma história cinco séculos de um país em construção. As capitanias hereditárias. Editora Leya. São Paulo, 2010. p. 44

Saiba mais sobre as Capitanias Hereditárias

O professor de História, Helder Santos comenta a importância das capitanias hereditárias. As capitanias hereditárias foram implantadas no Brasil em 1534 pelo rei de Portugal, Dom João III, o colonizador. Confira a aula em video.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CNDL - PRIMEIRO ANO
HISTÓRIA DO BRASIL
COLEÇÃO PITÁGORAS








HUNT, G. Sick slaves. 1822. Biblioteca Nacional (Brasil)



"Eu o Rei faço saber a vós Tome de Souza fidalgo de minha casa que Vendo Eu quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e mais seguramente se possam ir povoando para exalçamento da nossa Santa Fé e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se ministrar Justiça e prover nas coisas que cumprirem a meu serviço e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes e por ser informado que a Bahia de Todos os Santos é o lugar mais conveniente da costa do Brasil para se poder fazer a dita povoação e assento assim pela disposição do porto e rios que nela entram como pela bondade abastança e saúde da terra e por outros respeitos hei por meu serviço que na dita Bahia se faça a dita povoação e assento e para isso vá uma armada com gente artilharia armas e munições e todo o mais que for necessário. E pela muita confiança que tenho em vós que em caso de tal qualidade e de tanta importância me sabereis servir com aquela fieidade e diligência que se para isso requer hei por bem de vós enviar por governador às ditas terras do Brasil no qual cargo e assim no fazer da dita fortaleza tereis a maneira seguinte da qual fortaleza e terra da Bahia vós haveis de ser capitão."



1548 - REGIMENTO TOMÉ DE SOUZA




Capítulo 1


A Política colonizadora

Problematização do tema

Confira algumas posições da historiografia brasileira acerca da colonização portuguesa







Sobre o texto das páginas 84 e 85 discuta e responda:

* Qual a posição defendida pelo texto sobre o processo de colonização portuguesa?

* Em que momento do texto ele deixa claro seu posicionamento:

* Qual é o sentido comum que prevalece na cultura histórica e nos materiais escolares sobre a colonização portuguesa?

* Por que as interpretações mais recentes, citadas no texto, não circulam da mesma forma em livros, revistas e jornais?



Pré-1530: o sistema asiático de exploração

Imediatamente após a chegada dos portugueses na nova terra, eles ainda estavam muito envolvidos como o comércio das especiarias com o Oriente. Além disso, havia o fato de na nova terra não haver mercadorias produzidas pelos nativos que pudessem ser comercializadas. Por isso, não iniciaram sua colonização de imediato.

O único produto disponível era o paú-brasl, uma madeira que despertava interesse comercial na Europa como corante e como material para a construção de navios.

Os portugueses decidiram, então, adotar, na terra recém-descoberta, o sistema asiático de exploração, isto é, a construção de feitorias ao longo da costa para comercializar o pau-brasil. A mão de obra utilizada foi a indígena por meio do sistema de escambo, ou seja, a troca do trabalho por objetos de pouco valor como quinquilharias que encantavam os indígenas.





O pau-brasil, monopólio arrendado da Coroa portuguesa, foi sistematicamente contrabandeado durante todo o período de sua extração.



Confira as principais características do período pré-colonial (1500-1530)



Professor explica o período pré-colonial brasileiro. Confira a aula em video.