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sábado, 21 de julho de 2012

FORMAÇÃO DO FEUDALISMO EUROPEU: Francos


Saiba mais sobre a formação do feudalismo europeu e conheça as origens históricas do Reino Franco

Roteiro de estudos: Questões sobre o Reino Franco

1. (Puc-rj) Dentre os vários Reinos Bárbaros que se formaram na Europa, após a queda do Império Romano Ocidental, um teve grande destaque, em virtude de personagens como Clóvis e Carlos Magno. O grupo Germano organizador de tal reino foi o dos:
a) Saxões.
b) Godos.
c) Ostrogodos.
d) Francos.
e) Vândalos.


resposta:[D]

2. (Puc-pr) Dentre os Reinos Bárbaros, surgidos após as invasões germânicas e o fim do Império Romano, o Reino Franco foi o mais importante, porque
a) os Reis Francos se converteram ao Cristianismo e defenderam o Ocidente contra o avanço dos muçulmanos.
b) promoveu o desenvolvimento das atividades comerciais entre o Ocidente e o Oriente, através das Cruzadas.
c) nesse período a Sociedade Feudal atingiu sua conformação clássica e o apogeu econômico e cultural.
d) houve uma centralização do poder e viveu-se um período de paz externa e interna, o que permitiu controlar o poder dos nobres sobre os servos.
e) os Reis Francos conseguiram realizar uma síntese entre a cultura romana e a oriental, que serviria de inspiração ao Renascimento Cultural do século XIV.


resposta:[A]

3. (Uepg) Embora a penetração bárbara houvesse modificado profundamente o mapa político da Europa; por muitos séculos, o sonho de uma nova unidade política permaneceu vivo. A primeira expressão concreta desse sonho coletivo foi o Império Carolíngio, constituído no ano 800. 
Sobre o Império Carolíngio, assinale o que for correto.
01) O Tratado de Verdum (843) consolidou a concepção de Império Cristão, impedindo a penetração de novos invasores no território europeu. 
02) Pepino, o Breve, em 751, foi coroado com o aval do Papado, inaugurando a dinastia carolíngia. Em contrapartida e como retribuição, entregou ao Papa os territórios italianos conquistados aos lombardos. 
04) Carlos Magno criou seus vastos territórios, um sistema administrativo que, embora personalista e rudimentar, adequava-se à conjuntura do período. 
08) Com a coroação de Carlos Magno, teoricamente renascia o Império Romano; na prática, foi uma  ficção que pouco sobreviveu ao seu imperador. 
16) Suas raízes remontam ao ano de 496, quando o rei franco Clóvis converteu-se ao cristianismo, possibilitando as primeiras aproximações com a Igreja.


resposta: 02+04+08+16

4. (FGV) A unificação da Gália deu-se sob o controle de:
a) Clóvis, da dinastia merovíngia;
b) Carlos Magno, da dinastia carolíngia;
c) Carlos Magno, iniciador da dinastia merovíngia;
d) Carlos Martel, da dinastia capetíngia;
e) Filipe, o Belo, da dinastia carolíngia.


resposta:[A]

5. (FGV) "O sacerdote, tendo-se posto em contato com Clóvis, levou-o pouco a pouco e secretamente a acreditar no verdadeiro Deus, criador do Céu e da Terra, e a renunciar aos ídolos, que não lhe podiam ser de qualquer ajuda, nem a ele nem a ninguém [...] O rei, tendo pois confessado um Deus todo-poderoso na Trindade, foi batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ungido do santo Crisma com o sinal-da-cruz. Mais de três mil homens do seu exército foram igualmente batizados [...]."
São Gregório de Tours. A conversão de Clóvis. Historiae Eclesiasticae Francorum. Apud PEDRERO-SÁNCHES, M.G., História da Idade Média. Textos e testemunhas. São Paulo, Ed. Unesp, 2000, p. 44-45.

A respeito dos episódios descritos no texto, é correto afirmar:
a) A conversão de Clóvis ao arianismo permitiu aos francos uma aproximação com os lombardos e a expansão do seu reino em direção ao Norte da Itália.
b) A conversão de Clóvis, segundo o rito da Igreja Ortodoxa de Constantinopla, significou um reforço político-militar para o Império Romano do Oriente.
c) Com a conversão de Clóvis, de acordo com a orientação da Igreja de Roma, o reino franco tornou-se o primeiro Estado germânico sob influência papal.
d) A conversão de Clóvis ao cristianismo levou o reino franco a um prolongado conflito religioso, uma vez que a maioria dos seus integrantes manteve-se fiel ao paganismo.
e) A conversão de Clóvis ao cristianismo permitiu à dinastia franca merovíngia a anexação da Itália a seus domínios e a submissão do poder pontifício à autoridade monárquica.


resposta:[C]

6. (Puc-rs) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as seguintes afirmativas sobre o Império Carolíngeo, constituído a partir do reino dos Francos durante a chamada Alta Idade Média.
I. A dinastia carolíngea, a partir de Pepino, o Breve, no século VIII, buscou combater o poder temporal da Igreja através do confisco de terras eclesiásticas e da dissolução do chamado Patrimônio de São Pedro, na Itália.
II. A partir do reinado de Carlos Magno, coroado "imperador dos romanos" no ano de 800, a servidão enfraqueceu-se consideravelmente na Europa, pois o Estado impunha aos nobres a transformação dos servos da gleba em camponeses livres, para facilitar o recrutamento militar.
III. Apesar de procurar centralizar o poder, Carlos Magno contribuiu para a descentralização política no Império, ao distribuir propriedades de terras e direitos vitalícios entre os vassalos, em troca de lealdade e de serviço militar.
IV. O Tratado de Verdun, firmado entre os netos de Carlos Magno após esses guerrearem entre si, dividia o Império em três partes, que passavam a constituir Estados apenas nominais, devido à consolidação da ordem política feudal.

São corretas apenas as afirmativas
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.


resposta:[C]

7. (FGV) A batalha de Poitiers (732) é um dos momentos cruciais da evolução política da Europa, pois
a) terminou com a influência que o Império de Bizâncio exercia sobre a cultura da França.
b) deteve a expansão das forças muçulmanas, graças à enérgica ação de Carlos Martel.
c) representou a derrota naval dos turcos que ameaçavam a primazia militar de Roma.
d) significou o fim da influência dos governantes merovíngios, com a implantação do feudalismo.
e) unificou a Gália Cisalpina, que passou a ser governada pelos Carolíngios impostos pela Igreja.


resposta:[B]


8. (G1) Foi o episódio em que Carlos Martel conteve o avanço muçulmano sobre a Europa, em 732:
a) Batalha do Ácio.
b) Guerra das Duas Rosas.
c) Cruzada dos Reis.
d) Guerra de Reconquista.
e) Batalha de Poitiers.


resposta:[E]

9. (Unesp) "Quando Pepino, o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembléia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses."
(Robert Lopez - O NACIONAL DA EUROPA)

Pepino, o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia
a) Merovíngia.
b) Carolíngia.
c) Capetíngia.
d) Valois.
e) Bourbon.


resposta:[B]

10. (Ufrn) Em 768, Carlos Magno assumiu a coroa do reino franco e expandiu consideravelmente suas fronteiras através de inúmeras guerras de conquista. Parte das terras conquistadas eram doadas, a título temporário (precarium), aos nobres, que assumiam, em troca, obrigações para com o rei. As práticas carolíngias expostas anteriormente contribuíram para a formação do feudalismo. Caracterize as obrigações criadas entre suseranos e vassalos na época feudal.


resposta:

O sistema feudal funcionava através da concessão de terras entre nobres, que entre os bárbaros germânicos era chamado de comitatus . Um senhor de terra, chamado suserano , concedia a terra a outro, chamado vassalo . Ao receber a terra, o vassalo jurava fidelidade ao suserano. Suseranos e vassalos estavam ligados por obrigações, pois os vassalos deviam serviço militar ao suserano. Este, por sua vez, oferecia proteção militar ao vassalo. Neste sistema, um grande proprietário de terras podia ter vários vassalos. Abaixo dos vassalos estavam os camponeses, que recebiam terra e proteção. Ofereciam, em troca, seu trabalho. A cerimônia de entrega das terras do suserano para o vassalo era chamada de homenagem.

11. (Unicamp) No ano de 801, assim foi registrada a coroação de Carlos Magno: "Então, como no mais santo dia de Natal, tendo ele entrado na Basílica de São Pedro, para a celebração das missas solenes, e tendo-se colocado diante do altar, a cabeça inclinada, em preces, o papa Leão lhe colocou a coroa sobre a cabeça." Quando, em 1804, Napoleão torna-se imperador da França, mesmo com a presença do papa, ele coroa a si mesmo.
a) Por que seria impossível para Carlos Magno, homem de tantos feitos, autocoroar-se?
b) Por que Napoleão pôde colocar a própria coroa?


resposta:
 
a) Durante a Idade Média, por influência e poder da Igreja no plano político, o poder espiritual se sobrepunha ao poder temporal, e portanto, o Estado Pontifício tinha poder sobre os imperadores que, para serem reconhecidos, deveriam ser coroados pelo Papa.
b) A partir da Revolução Francesa e sobretudo da Concordata de 1801, evidencia-se na França a separação definitiva entre Igreja e Estado, ficando a Igreja submissa ao Estado, o que justifica a atitude de Napoleão Bonaparte.


12. (Ufrn) No ano de 786, Carlos Magno afirmou: A nossa função é, segundo o auxílio da divina piedade, (...) defender com as armas e em todas as partes a Santa Igreja de Cristo dos ataques dos pagãos e da devastação dos infiéis. 
PINSKY, Jaime (Org.). "O modo de produção feudal". 2. ed. São Paulo: Global, 1982. p. 101. 

O fragmento acima expressa a orientação política do Império Carolíngio no governo de Carlos Magno. O objetivo dessa política pode ser definido como um(a)
a) esforço para estabelecer uma aliança entre os carolíngios e a Igreja bizantina para fazer frente ao crescente poderio papal.
b) intenção de anexar a Península Ibérica aos domínios do papado, com a finalidade de impedir o avanço árabe.
c) desejo de subordinar os domínios bizantinos à dinastia carolíngia, no intuito de implantar uma teocracia centralizada no Imperador.
d) tentativa de restaurar o Império Romano, com vistas a promover a união da cristandade da Europa Ocidental.


resposta:[D]

13. (Uel) "No século VIII a Europa Ocidental assistiu ao estabelecimento do Império Carolíngio, tentativa de renascimento de um poder único e centralizado sobre todos os povos." A respeito do Império Carolíngio referido no texto pode-se afirmar que:
I. A dominação política dos francos se deve à conversão destes ao cristianismo antes de outros povos germânicos.
II. A organização político-administrativa do Império Carolíngio, sob a liderança de Carlos Magno, conseguiu de forma definitiva, a centralização e a unificação da Cristandade Ocidental.
III. A Igreja Católica Apostólica Romana submeteu ao seu poder os príncipes e o próprio Imperador nesse período, ficando o poder temporal submetido aos interesses do poder espiritual.
IV. O Tratado de Verdun acentuou o processo de decadência do ideal universal, isto é, de construção de um poder único e centralizado sobre a Europa Ocidental.

São verdadeiras SOMENTE as afirmativas
a) I e III
b) I e IV
c) II e IV
d) III e IV
e) I, II e III


resposta:[B]

14. (Ufrn) No século VIII d.C., Carlos Magno distribuía terras entre seus chefes guerreiros, os quais lhe juravam fidelidade e passavam a ter expressiva autonomia nas propriedades recebidas. Nessa prática, encontram-se raízes da estrutura social do feudalismo, o qual se caracterizou por
a) ser uma estrutura de propriedade latifundiária cuja economia estava voltada para atender o mercado externo.
b) abranger numerosas famílias de proprietários rurais que disputavam com a Igreja o recrutamento dos participantes dos exércitos.
c) apresentar uma sociedade fundamentada em grandes domínios territoriais, com uma economia rural de trabalho servil.
d) agrupar significativa população urbana oriunda do campo, devido às transformações na divisão das terras de cultivo.


resposta:[C]

15. (Ufc) "O enorme Império de Carlos Magno foi plasmado pela conquista. Não há dúvida de que a função básica de seus predecessores, e mais ainda a do próprio Carlos, foi a de comandante de exército, vitorioso na conquista e na defesa (...) Como comandante de exército Carlos Magno controlava a terra que conquistava e defendia. Como príncipe vitorioso, premiou com terras os guerreiros que lhe seguiam a liderança..."
(ELIAS, Norbert. "O Processo civilizatório" Rio de Janeiro, Zahar, 1993 vol. II, p.25)

De acordo com seus conhecimentos e com o parágrafo acima, é correto dizer que a feudalização deveu-se:
a) à necessidade de conceder terras a servidores, o que diminuía as possessões reais, e enfraquecia a autoridade central em tempos de paz.
b) à venda de títulos nobiliários e à preservação das propriedades familiares.
c) à propagação do ideal cavalheiresco de fidelidade do vassalo ao Senhor.
d) a princípios organizacionais de sistemas ecológicos de agricultura de subsistência.
e) à teoria cristã que afirmava: "para cada homem, seu rebanho , interpretada, durante a Idade Média, como a fragmentação do poder terreno.


resposta:[A]

16. (Ufrn) Sobre o período histórico denominado Alta Idade Média, considere as seguintes afirmações.
I - Carlos Magno foi responsável pela unificação de grande parte do antigo território romano na Europa.
II - As cidades permaneceram como importantes centros econômicos e culturais, devido, em parte, à reabertura do mar Mediterrâneo pelos cruzados.
III - A Europa cristã, fragilizada pelo declínio do Império Carolíngio, foi vítima de inúmeras invasões, principalmente por parte dos povos escandinavos e dos sarracenos.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.


resposta:[C]

17. (UnB) A respeito de alguns aspectos políticos da civilização do ocidente medieval julgue os itens a seguir.
(0) Apesar de fascinados pela idéia imperial romana, estranha a seus costumes, os bárbaros somente reuniram condições para concretizá-la no século VIII, por meio do reino franco e da figura de Carlos Magno.
(1) O fato de os francos terem sido os primeiros Germânicos a se converterem ao cristianismo, ponto de partida para os laços estreitos que estabeleceram com a Igreja nos anos setecentos, favoreceu o projeto unificador carolíngio.
(2) A máxima do cristianismo. que insistia em "dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César", manteve-se na Idade Média, pois nem monarcas nem papas confundiam as esferas do temporal e do espiritual.
(3) Uma das causas da emergência política de poderes particularistas (feudos) e nacionalistas (monarquias) deveu-se aos choques constantes, que passaram a ocorrer a partir do século VIII, entre os poderes universalistas da Igreja e os do Império.


resposta:V V F F

18. (G1) Após a morte de Carlos Magno, o Império Carolíngio conheceu a decadência, motivada pelas disputas territoriais entre seus herdeiros e amenizadas com o Tratado de Verdum, que dividia o Império entre Carlos, O Calvo; Luís, o Germânico e Lotário. O Tratado de Verdum teve como conseqüências:
a) o fortalecimento do poder eclesiástico sobre os nobres.
b) o fortalecimento do poder local da nobreza feudal, diminuindo o poder central do rei.
c) o fortalecimento da autoridade dos monarcas.
d) a reorganização do Império Romano.
e) o poder dos imperadores bizantinos sobre o Ocidente.


resposta:[B]

19. (Fuvest) A tentativa de reunificação política da Europa ocidental realizada pelo Império Carolíngio na primeira metade do século IX, fracassou devido
a) às contradições entre os ideais do universalismo cristão e os do particularismo tribal germânico.
b) às invasões dos vikings, muçulmanos e húngaros, que partilharam o Império entre si.
c) à falta de uma estrutura econômica mais sólida, pois sua produção agrícola insuficiente tornava-o dependente do exterior.
d) ao Renascimento Carolíngio, que negava o espírito unitário defendido pelo imperador.
e) ao excessivo respeito de Carlos Magno às tradições das diversas províncias que compunham o Império.


resposta:[A]

20. (UFPel-RS)

Esse mapa se refere à:
a) centralização política, na fase inicial da Idade Moderna.
b) divisão do Império Romano, no final da Idade Antiga.
c) formação dos Estados Nacionais, no século XV.
d) Europa ocidental, na Idade Antiga.
e) organização dos reinos francos, na Idade Média Ocidental.

 resposta:[E]

21. (UFRRG) A Alta Idade Média foi um período marcado por sucessivas invasões do mundo cristão. 
Assinale a alternativa correta com relação a essas invasões. 
a) Em meados do século VII, após a batalha de Poitiers, o mundo islâmico avançou por todo o sul da França, penetrando no norte italiano. 
b) Durante vários séculos, os vikings tentaram sem sucesso pilhar as ricas cidades cristãs. 
c) No século IX, os francos derrotaram Clóvis, desintegrando o reino merovíngio. 
d) Em fins do século IX, sob a pressão crescente das invasões normandas e magiares, surgiram na Europa inúmeros castelos privados fortificados. 
e) Em 843, o Tratado de Verdun unificou o Império Carolíngio, facilitando sua defesa contra os ávaros. 

resposta:[D]

 
22. (UEFS) Carlos Magno (século VIII) foi aclamado por seus contemporâneos como um novo Augusto, título dado aos antigos imperadores romanos. Ele dedicou especial atenção à instrução, ao fortalecimento da cultura no interior do clero e à formação cuidadosa dos funcionários, categorias encarregadas de transcrever e redigir textos em latim.
(MELLO; COSTA, 1994, p. 226-227).
Considerando-se as informações contidas no texto e os conhecimentos sobre o renascimento carolíngio, é correto afirmar que a preocupação do Imperador de investir em uma  instrução de qualidade objetivava
a) educar a população infantil e reduzir o número de mendigos.
b) compor as cruzadas de cavaleiros instruídos, a fim de negociar com os árabes o direito ao Santo Sepulcro.
c) divulgar as medidas adotadas por Carlos Magno, as quais impediam a doação de terras ao patrimônio de São Pedro.
d) instruir o jovem cavaleiro a evitar conflitos no interior do feudo, garantindo a continuidade da escravidão por dívida.
e) elevar o nível educacional do clero para a fiel interpretação e compreensão dos textos das  Sagradas Escrituras.

resposta:[E]

23. (UEFS) A linha de ação governamental do Imperador Carlos Magno, denominada de “Renascença Carolíngia”, determinava
a) o fortalecimento das religiões tradicionais cultivadas pelos germanos.
b) a busca da unidade cultural entre franceses e muçulmanos.
c) a proteção às obras de arte de autoria dos pintores italianos.
d) a promoção de programas de educação e de desenvolvimento cultural.
e) a política expansionista e comercial no mar Mediterrâneo.

resposta:[D]
 
24. (UFPR) A respeito do reinado de Carlos Magno (768-814), é correto afirmar que:
(01) Foi um período de expansão territorial através das guerras de conquista.
(02) Caracterizou-se pela centralização política e organização da legislação.
(04) As terras conquistadas pela guerra foram doadas em forma de benefício, criando os laços de dependência entre o rei e seus cavaleiros.
(08) Como forma de manter o predomínio imperial de Carlos Magno, desenvolveram-se as relações de vassalagem.
(16) Sob Carlos Magmo estabeleceu-se o moderno Estado nacional francês.

Dê a soma dos números dos itens corretos.

resposta:
O moderno Estado Nacional francês estabeleceu-se no período de transição feudo-capitalista ( passagem da Idade Média para a Idade Moderna)
Soma= 15 (01+02+04+08)

25. (G1) "Quando Pepino, o Breve arriscou a usurpação que tantos outros tinham executado nos reinos vizinhos, quis purificá-la pela mais inatacável consagração. Primeiro, levou o papa a declarar que o título real devia caber a  quem detivesse o verdadeiro poder. Depois, eleito rei pela assembléia dos grandes, fez-se ungir por S. Bonifácio, o mais ilustre dos missionários, na presença dos bispos franceses."
(Robert Lopez - O NACIONAL DA EUROPA)
Pepino, o Breve tornou-se, assim, o primeiro rei da dinastia ____________________________

resposta: 
Carolíngia.

26. (PITÁGORAS) ANALISE os desdobramentos proporcionados a partir da aliança estabelecida entre as dinastias da monarquia francesa e a Igreja Católica.

resposta: 
A aliança entre a monarquia franca e a Igreja Católica fortaleceu o poder político da dinastia carolíngia e, em contrapartida, permitiu a conversão de povos bárbaros ao cristianismo, fortaleceu os interesses do Vaticano. A coroação de Carlos Magno, em 800, pelo papa Leão III, restaurou o ideal de um novo império universal e cristão na Idade Média.
27. (PITÁGORAS) EXPLIQUE como foi constituído o patrimônio de São Pedro.

resposta:
O apoio do papado a Pepino, o Breve, permitiu-lhe consolidar a sua autoridade sobre os merovíngios, que foram afastados do poder. Em comtrapartida, Pepino, iniciador da dinastia carolíngia, após derrotar os Lombados, concedeu ao Papa Estevão II, em 754, os "Estados Pontifícios", que se definiram como "Patrimônio de São Pedro". 

28. (PITÁGORAS) CARACTERIZE a organização administrativa do Império Carolíngio.

resposta:

O Império foi dividido em distritos governados pelos condes, nobres que administravam a justiça e recoliam os impostos. As fronteiras foram divididas em marcas, territórios comandados pelos marqueses, que eram militares indicados pelo imperador. Os condes eram visitados regularmente pelos missi dominici, fiscais com poderes de rever as decisões deles, garantindo sua obediência às ordens do imperador.

29. EXPLIQUE por que o Renascimento Carolíngio foi importante para a consolidação do latim como língua culta da Europa medieval. 

resposta:
Para concretizar seu projeto de unificar a cultura nos vários territórios do Império Carolíngio, Carlos Magno ordenou a criação de escolas, nas quais se usava o latim. Com isso, o língua latina consolidou-se como idioma da cultura, da religião e do Estado na Europa.


30.  (G1) Leia o texto a seguir.

O monarca [...] não [era] um soberano colocado acima dos seus súditos. Seus recursos econômicos provinham exclusivamente dos seus domínios pessoais enquanto senhor, enquanto aos seus vassalos pedia contribuições de natureza essencialmente militar. [...] ele só poderia ser o senhor de suas propriedades, sendo, fora delas, uma simples figura decorativa.

Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao feudalismo. 5ª ed. São Paulo: Brasiliense, 2007. p. 147.


a) Explique a formação do Império Carolíngio, comentando a contribuição germânica nesse processo.

b) Por que a administração carolíngia era considerada frágil do ponto de vista da centralização do poder?

resposta:


a) Os francos foram um povo germânico que conquistou um território que pertencia ao Império Romano do Ociente chamado Gália, parte da atual França. O chefe bárbaro Meroveu foi o responsável por essa conquista. O Reino Franco foi o único reino bárbaro duradouro. A contribuição germânica nesse processo foi a organização administrativa que era inspirada no comitatus (dependência entre chefes germânicos - base da relação de suserania e vassalagem) o que por sua vez acabou contribuindo para a ausência de uma maior centralização do poder político.
b)  Apesar de procurar centralizar o poder, Carlos Magno contribuiu para a descentralização política no Império, ao distribuir propriedades de terras e direitos vitalícios entre os vassalos, em troca de lealdade e de serviço militar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Terceiro Ano - CNDL
Colégio Notre Dame de Lourdes
Terceiro Bimestre
Coleção Pitágoras
A Alta Idade Média

A Idade Média é o período histórico compreendido entre os anos de 476 ( queda de Roma ) ao ano de 1453 ( a queda de Constantinopla). Este período apresenta uma divisão, a saber:

-ALTA IDADE MÉDIA ( do século V ao século IX ) - fase marcada pelo processo de formação do feudalismo.

-BAIXA IDADE MÉDIA ( do século XII ao século XIV ) -fase caracterizada pela crise do feudalismo.


Entre os séculos IX e XII observa-se a cristalização do Sistema Feudal.
Posto isto, vamos dividir o estudo do período medieval em duas partes. Nesta revisão abordaremos a Alta Idade Média e na próxima revisão veremos o Feudalismo e a Baixa Idade Média.
RESUMO

A Sociedade medieval
Clero (padres, bispos, papa), Nobres (reis, condes, duques, cavaleiros), Servos (camponeses)



A vida dos servos
Obrigações (impostos e taxas):
- talha, corvéia, banalidades, tostão de Pedro





Os Cavaleiros medievais
Eram : corajosos, justos, honestos e guerreiros

O poder da Igreja Católica
- poder econômico, político e cultural
- o teocentrismo ( explicação religiosa para todas as coisas)
- dificultou o avanço da ciência

Excluídos e Perseguidos na Idade Média
- Bruxas eram perseguidas, torturadas e queimadas
- Leprosos eram isolados nas florestas




ALTA IDADE MÉDIA

Período do século V ao século IX é caracterizado pela formação do Sistema Feudal. Neste período observa-se os seguintes processos históricos: a formação dos Reinos Bárbaros, com destaque para o Reino Franco; o Império Bizantino -parte oriental do Império Romano - e a expansão do Mundo Árabe. Grosso modo, a Alta Idade Média representa o processo de ruralização da economia e sociedade da Europa.

1. OS REINOS BÁRBAROS
Para os romanos, "bárbaro" era todo aquele povo que não possuía uma cultura greco-romana e que, portanto, não vivia sob o domínio de sua civilização. Os bárbaros que invadiram e conquistaram a parte ocidental do Império Romano eram os Germânicos, que viviam em um estágio de civilização bem inferior, em relação aos romanos. Eles não conheciam o Estado e estavam organizados em tribos. As principais tribos germânicas que se instalaram na parte ocidental de Roma foram:

-Os Anglo-Saxões, que se estabeleceram na Grã-Bretanha;
-Os Visigodos estabeleceram-se na Espanha;
-Os Vândalos fixaram-se na África do Norte;
-Os Ostrogodos que se instalaram na Itália;
-Os Suevos constituíram-se em Portugal;
-Os Lombardos no norte da Itália;
-Os Francos que construíram seu reino na França.

Os Germânicos não conheciam o Estado, vivendo em comunidades tribais - cuja principal unidade era a Família. A reunião de famílias constituía um Clã e o agrupamento de clãs formava a Tribo. A instituição política mais importante dos povos germânicos era a Assembléia de Guerreiros, responsável por todas as decisões importantes e chefiada por um rei ( rei que era indicado pela Assembléia e que, por isto mesmo, controlava o seu poder ). Os jovens guerreiros se uniam -em tempos de guerra -a um chefe militar por laços de fidelidade, o chamado Comitatus.
A sociedade germânica era assim composta:
-Nobreza: formada pelos líderes políticos e grandes
proprietários de terras;
-Homens-livres: pequenos proprietários e guerreiros que
participavam da Assembléia;
-Homens não-livres: os vencidos em guerras que viviam sob o regime de servidão e presos à terra e os escravos - grupo formado pelos prisioneiros de guerra.

Economicamente, os germânicos viviam da agricultura e do pastoreio. O sistema de produção estava dividido nas propriedades privadas e nas chamadas propriedades coletivas ( florestas e pastos ).
A religião era politeísta e seus deuses representavam as forças da natureza.

Como sabemos, o contato entre Roma e os bárbaros, a princípio, ocorreu de forma pacífica até meados do século IV. À partir daí, a penetração germânica deu-se de forma violenta, em virtude da pressão dos hunos. Também contribuíram para a radicalização do contato: crescimento demográfico entre os germanos, a busca por terras férteis, a atração exercida pelas riquezas de Roma e a fraqueza militar do Império Romano.

Entre os povos germânicos, os Francos são aqueles que irão constituir o mais importante reino bárbaro e que mais influenciarão o posterior desenvolvimento europeu.

O REINO FRANCO

A história do Reino Franco desenvolve-se sob duas dinastias:
-Dinastia dos Merovíngios ( século V ao século VIII ) e -Dinastia dos Carolíngios ( século VIII ao século IX ).


OS MEROVÍNGIOS

O unificador das tribos francas foi Clóvis ( neto de Meroveu, um rei lendário que dá nome a dinastia). Em seu reinado houve uma expansão territorial e a conversão dos Francos ao cristianismo. A conversão ao cristianismo foi de extrema importância aos Francos ­que passam a receber apóio da Igreja Católica; e para a Igreja Católica que terá seu número de adeptos aumentado, e contará com o apóio militar dos Francos.

Com a morte de Clóvis, inicia-se um período de enfraquecimento do poder real, o chamado Período dos reis indolentes. Neste período, ao lado do enfraquecimento do poder real haverá o fortalecimento dos ministros do rei, o chamado Mordomo do Paço (Major Domus). Entre os Mordomos do Paço, mercerem destaque: Pepino d'Herstal, que tornou a função hereditária; Carlos Martel, que venceu os árabes na batalha de Poitiers, em 732 e Pepino, o Breve, o criador da dinastia Carolíngia.

A Batalha de Poitiers representa a vitória cristã sobre o avanço muçulmano na Europa. Após esta batalha, Carlos Martel ficou conhecido como "o salvador da cristandade ocidental".

OS CAROLÍNGIOS

Dinastia iniciada por Pepino, o Breve. O poder real de Pepino foi legitimado pela Igreja, iniciando-se assim uma aliança entre o Estado e a Igreja - muito comum na Idade Média, bem como o início de uma interferência da Igreja em assuntos políticos.

Após a legitimação de seu poder, Pepino vai auxiliar a Igreja na luta contra os Lombardos. As terras conquistadas dos Lombardos foram entregues à Igreja, constituindo o chamado Patrimônio de São Pedro. A prática de doações de terras à Igreja irá transformá-la na maior proprietária de terras da Idade Média.

Com a morte de Pepino, o Breve e de seu filho mais velho Carlomano, o poder fica centrado nas mãos de Carlos Magno.

O IMPÉRIO CAROLÍNGIO

Carlos Magno ampliou o Reino Franco por meio de uma política expansionista. O Império Carolíngio vai compreender os atuais países da França, Holanda, Bélgica, Suiça, Alemanha, República Tcheca, Eslovênia, parte da Espanha, da Áustria e Itália.
A Igreja Católica, representada pelo Papa Leão III, vai coroá-lo imperador do Sacro Império Romano, no Natal do ano 800.

O vasto Império Carolíngio será administrado através das Capitulares, um conjunto de leis imposto a todo o Império. O mesmo será dividido em províncias: os Condados, administrados pelos condes; os Ducados, administrados pelos duques e as Marcas, sob a tutela dos marqueses. Condes, Duques e Marqueses estavam sob a vigilância dos Missi Dominici -funcionários que em nome do rei inspecionavam as províncias e controlavam seus administradores. Os Missi Dominici atuavam em dupla: um leigo e um clérigo.

No reinado de Carlos Magno a prática do benefício (beneficium) foi muito difundida, como forma de ampliar o poder real. Esta prática consistia na doação de terras a quem prestasse serviços ao rei, tendo para com ele uma relação de fidelidade. Quem recebesse o benefício não se submetia à autoridade dos missi dominici. Tal prática foi importante para a fragmentação do poder nas mãos de nobres ligados à terra em troca de prestação de serviços -a origem do FEUDO.

Na época de Carlos Magno houve um certo desenvolvimento cultural, o chamado Renascimento Carolíngio, caracterizado pela promoção das atividades culturais, através da criação de escolas e pela vinda de sábios de várias partes da Europa, tais como Paulo Diácono, Eginardo e Alcuíno - monge fundador da escola palatina.

Este "renascimento" contribuiu para a preservação e a transmissão de valores da cultura clássica ( greco-romana ). Destaque para a ação dos mosteiros, responsáveis pela tradução e cópia de manuscritos antigos.

DECADÊNCIA DO IMPÉRIO CAROLÍNGIO

Com a morte de Carlos Magno, em 814, o poder vai para seu filho Luís, o Piedoso, o qual conseguiu manter a unidade do Império. Com a sua morte, em 841, o Império foi dividido entre os seus filhos. A divisão do Império ocorreu em 843, com a assinatura do Tratado de Verdun estabelecendo que:

Carlos, o Calvo ficasse com a parte ocidental ( a França atual);
Lotário ficasse com a parte central ( da Itália ao mar do Norte) e
Luís, o Germânico ficasse com a parte oriental do Império.

Após esta divisão, outras mais ocorrerão dentro do que antes fora o Império Carolíngio. Estas divisões fortalecem os senhores locais, contribuindo para a descentralização política que, somada a uma onda de invasões sobre a Europa, à partir do século IX ( normandos, magiares e muçulmanos ) contribuem para a cristalização do feudalismo.


Confira abaixo uma síntese do Feudalismo


O feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média.

Aprenda mais sobre a Alta Idade Média



Nesta teleaula você conhecerá o feudalismo. Entenderá porque, durante esse modo de organização social, a Europa perdeu a noção de Estado, se dividindo em muitos reinos. Além disso, aprenderá que na Idade Média a Igreja Católica era o maior poder organizado que existia e que as Cruzadas foram expedições militares organizadas pelos papas para conquistar a Terra Santa: a Palestina.