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terça-feira, 18 de março de 2014

Correção da P2 de História do 1º bimestre (Terceira série 2014)


Confira a correção da P2 de História do primeiro bimestre 
(Terceira série  do Ensino Médio 2014)
Foto: #Agenda  - UFPR recebe inscrições para reopção de curso http://abr.ai/1oiUbZy  - Inscrições para o vestibular 2014/2 da Unemat estão abertas http://abr.ai/1ecFYdu  - Candidatos podem manifestar interesse nas vagas remanescentes da UFG até amanhã (18) http://abr.ai/1ecG98J

1. (PUC-RS 2010) Entre 1500 e 1530, os interesses da coroa portuguesa, no Brasil, focavam o pau-brasil, madeira abundante na Mata Atlântica e existente em quase todo o litoral brasileiro, do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro. A extração era feita de maneira predatória e assistemática, com o objetivo de abastecer o mercado europeu, especialmente as manufaturas de tecido, pois a tinta avermelhada da seiva dessa madeira era utilizada para tingir tecidos. A aquisição dessa matéria-prima brasileira era feita por meio da
a) exploração escravocrata dos europeus em relação aos índios brasileiros.
b) criação de núcleos povoadores, com utilização de trabalho servil.
c) utilização de escravos africanos, que trabalhavam nas feitorias.
d) exploração da mão de obra livre dos imigrantes portugueses, franceses e holandeses.
e) exploração do trabalho indígena, no estabelecimento de uma relação de troca, o conhecido escambo.


Resposta da questão 1:[E]
Comentário da questão:
O Período Pré-Colonial foi caracterizado pelo caráter predatório da extração de pau-brasil no litoral da América Portuguesa, pela construção de feitorias ao longo da costa para comercializar a madeira. A mão de obra utilizada foi a indígena por meio do sistema de escambo, ou seja, a troca do trabalho por objetos de pouco valor como as quinquilharias que encantavam os índios.


2. (UNICAMP) – “Ao desembarcar na América, em 1500, o colonizador português deparou-se com um meio geográfico completamente diferente do seu. Contudo, é exagerado afirmar que o colono europeu teve muitas dificuldades para adaptar-se às áreas tropicais. Realmente, povos oriundos de climas frios, e por isso afeiçoados a eles, geralmente sofrem mais nas zonas climáticas quentes. Entretanto, o europeu encontrou fortes estímulos que compensaram esse desconforto climático. Ele não veio para a zona tropical a fim de ser trabalhador, mas para ser dirigente da produção mercantil.”
(Adaptado de: Caio Prado Júnior. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1961. p. 13-26.)

a) Quais foram os estímulos encontrados pelo colonizador português para vir ao Brasil e aqui permanecer?

b) Caracterize a relação de trabalho fundamental que se estabeleceu na colônia.

c) Por que, durante a maior parte do Período Colonial, a população de origem portuguesa no Brasil se concentrou no litoral?




resposta da questão 2:
a) O colonizador português encontrou no Brasil vastas extensões de terra propícia à lavoura canavieira e uma população indígena que poderia fornecer mão de obra para aquela atividade. Esses fatores, segundo se esperava, favoreceriam o enriquecimento dos europeus que aqui viessem a se estabelecer.

b) A relação de trabalho predominante foi o escravismo, tendo em vista a falta de mão de obra europeia e sobretudo a ausência de disposição dos colonizadores para o trabalho braçal. Foi utilizada principalmente a escravidão de africanos, devido aos elevados lucros proporcionados pelo tráfico negreiro; entretanto, não se pode esquecer o largo emprego de mão de obra indígena nos dois primeiros séculos da colonização.

c) Porque a lavoura canavieira — principal atividade econômica do período — estava localizada na porção costeira da colônia, e também porque os contatos com a metrópole se faziam a partir do litoral.

3. (Unesp 2012) Nas primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral, além das precárias guarnições das feitorias [...], apenas alguns náufragos [...] e “lançados” atestavam a soberania do rei de Portugal no litoral americano do Atlântico Sul.
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil:uma interpretação, 2008.)

Os lançados citados no texto eram
(A) funcionários que recebiam, da Coroa, a atribuição oficial de gerenciar a exploração comercial do pau-brasil e das especiarias encontradas na colônia portuguesa.
(B) militares portugueses encarregados da proteção armada do litoral brasileiro, para impedir o atracamento de navios de outros países, interessados nas riquezas naturais da colônia.
(C) comerciantes portugueses encarregados do tráfico de escravos, que atuavam no litoral atlântico da África e do Brasil e asseguravam o suprimento de mão de obra para as colônias portuguesas.
(D) donatários das primeiras capitanias hereditárias, que assumiram formalmente a posse das  novas terras coloniais na América e implantaram as primeiras lavouras para o cultivo da cana-de-açúcar.
(E) súditos portugueses enviados para o litoral do Brasil ou para a costa da África, geralmente como degredados, que acabaram por se tornar precursores da colonização.


resposta da questão 3:[E]

Comentário da questão:
É importante perceber que o texto trata do chamado período pré-colonial brasileiro, marcado pela relativa negligência da coroa portuguesa com sua colônia americana devido aos grandes lucros proporcionados pelo comércio com o Oriente. Essa questão trata justamente dos primeiros colonos que foram enviados ao Brasil, no caso um conjunto de degredados, ou seja, pessoas que não eram desejadas no reino e que se tornaram assim os responsáveis por representar a posse do território colonial nos primeiros trinta anos. Vale destacar que a letra a e a b tratam de personagens qualificados da colonização, logo não podem ser considerados “lançados” como se refere o texto.
Na letra c e d, as atividades citadas só seriam implementadas posteriormente ao período pré-colonial do qual o texto trata.

(UNESP 2012) No processo de ocupação portuguesa do atual território do Brasil, as primeiras três décadas que se seguiram à passagem da armada de Cabral podem ser caracterizadas como um período em que:
(A) Portugal não se dedicou regularmente à sua colonização, pois estava voltado prioritariamente para a busca de riquezas no Oriente.
(B) prevaleceram as atividades extrativistas, que tinham por principal foco a busca e a exploração de ouro nas regiões centrais da colônia.
(C) Portugal estabeleceu rotas regulares de comunicação, interessado na imediata exploração agrícola das férteis terras que a colônia oferecia.
(D) prevaleceram as disputas pela colônia com outros países europeus e sucessivos episódios de invasão holandesa e francesa no litoral brasileiro.
(E) Portugal implantou fortificações ao longo do litoral e empenhou- se em estender seus domínios em direção ao sul, chegando até a região do Prata.



Resposta da questão 4:[A]
Comentário da questão:
O aluno que respondeu a questão anterior não teve dificuldade nenhuma em responder essa outra, pois ela trata da característica geral que marcou o período abordado pelo texto. Como dito anteriormente, Portugal se dedicou nos primeiros trinta anos que seguiram a viagem de Cabral ao seu comércio com as Índias, devido aos altos dividendos que ele proporcionava, relegando sua colônia na América a um segundo plano.

5. (UNESP 2005) A cana de açúcar começou a ser cultivada igualmente em São Vicente e em Pernambuco, estendendo-se depois à Bahia e ao Maranhão a sua cultura, que onde logrou êxito – medíocre como em São Vicente ou máximo como em Pernambuco, no Recôncavo e no Maranhão – trouxe em consequência uma sociedade e um gênero de vida de tendências mais ou menos aristocráticas e escravocratas.
(Gilberto Freyre, Casa-Grande e Senzala.)

Tendo por base as afirmações do autor,
a) cite um motivo do maior sucesso da exploração da cana de açúcar em Pernambuco do que em São Vicente.
b) Explique por que o autor definiu “o gênero de vida” da sociedade constituída pela cultura da cana de açúcar como apresentando “tendências mais ou menos aristocráticas”.


Resposta da questão 5:
a) Entre os elementos responsáveis pelo maior sucesso da exploração da cana-de-açúcar em Pernambuco, encontramos: o solo de massapé, a maior proximidade geográfica com Portugal e a utilização de mão-de-obra escrava africana.
b) Gilberto Freyre, ao mencionar “tendências mais ou menos aristocráticas” na sociedade canavieira, está se referendo à concentração fundiária, ao caráter excludente de uma sociedade pautada no escravismo e na imobilidade social.


(FUVEST adaptada) Leia o texto e responda as questões 6 e 7.
"De hoje em diante, os continentes americanos, pela condição livre e independente que assumem e mantêm, não devem estar sujeitos a futuras colonizações por nenhuma potência europeia."

Neste trecho da mensagem anual ao Congresso dos Estados Unidos, em 1823, o Presidente James Monroe estabeleceu princípios básicos da política externa norte-americana.

6. A que "futuras colonizações" se refere o Presidente Monroe?

Resposta da questão 6:
Às futuras colonizações europeias.

7. Qual a frase que resume a chamada "Doutrina Monroe"?

resposta da questão 7:
A frase que resume a doutrina é: "América para os americanos"
O seu pensamento consistia em três pontos: a não criação de novas colônias nas Américas; a não intervenção nos assuntos internos dos países americanos; a não intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados aos países europeus como guerras entre estes países e suas colônias.


8. (FUVEST) A população que, em 1790, era de quase 4 milhões de habitantes passou para cerca de 31 milhões em 1860. Dez anos depois, alcançava os 40 milhões. Boa parte desse contingente era formado por estrangeiros: entre 1830 e 1860 entraram no país quase 5 milhões de imigrantes europeus.
José Robson de A. Arruda e Nelson Piletti
A História dos Estados Unidos da América, no que diz respeito à fase do expansionismo interno e à ocupação e ao povoamento do atual território norte-americano, teve como justificativa a Doutrina do Destino Manifesto, sobre a qual é INCORRETO afirmar que:
a) explicitava uma visão racista que agia como alimento moral para o desenvolvimento da nação.
b) seus objetivos nunca foram utilizados para legitimar invasões, intervenções ou conquistas territoriais em países do continente americano.
c) baseava-se em um sentimento de superioridade do imigrante europeu branco, diante dos índios e dos mexicanos.
d) contém elementos inspirados no Darwinismo Social, no qual as relações sociais destacam a sobrevivência dos mais capazes.
e) os norte-americanos tinham sido predestinados por Deus à conquista dos territórios situados entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Resposta da questão 8:[B]
Comentário da questão:
O México, que perdeu para os Estados Unidos cerca de 1/3 de seu território, em 1848, constitui o exemplo mais clamoroso de aplicação da doutrina do “Destino Manifesto” no continente americano.

9. (UFV) Leia os trechos de notícias de jornais publicados nos Estados Unidos no século XIX:

(1) (...) um espírito de interferência hostil [de outras nações] para conosco, com o objetivo confesso de deformar nossa política e prejudicar nosso poder, limitando nossa grandeza e impedindo a realização de nosso Destino Manifesto, que é estendermo-nos sobre o continente que a Providência fixou para o livre desenvolvimento de nossos milhões de habitantes, que ano após ano se multiplicam.
(Democratic Review)
(2) A universal nação ianque pode regenerar e libertar o povo do México em poucos anos; e cremos que é parte de nosso destino civilizar esse belo país e capacitar seus habitantes para apreciar algumas das numerosas vantagens e bênçãos de que dispõem.
(New York Herald)
(Citados por AQUINO, R.S.L. et al. "História das sociedades americanas". Rio de Janeiro: Livraria Eu e Você, 1981. p.140 e 141.)
Quanto à história do expansionismo norte-americano no século XIX, pode-se afirmar que:
a) na época, os Estados Unidos apossaram-se de várias áreas do território mexicano sem o pagamento de indenizações e, da mesma forma, apropriaram-se de colônias da França, da Inglaterra e da Rússia, orientados por seu "Destino Manifesto" .
b) as ações expansionistas dos Estados Unidos visavam empurrar suas fronteiras até o Oceano Pacífico e excluir a região sul do país porque nela predominava uma economia agrário-exportadora que impedia o avanço da industrialização.
c) o expansionismo norte-americano sobre as colônias espanholas contou com o apoio da Santa Aliança porque ela pretendia ver instauradas repúblicas, livres e democráticas, nas metrópoles europeias e em suas colônias.
d) por força de seu "Destino Manifesto", a descoberta do ouro nas colinas californianas estreitou as relações entre mexicanos e americanos evitando novos conflitos e disputas nas fronteiras, o que permitiu o acesso dos Estados Unidos ao Oceano Pacífico.
e) a imprensa dos Estados Unidos, na época, acreditava que eles tinham uma predestinação: a missão de civilizar povos inferiores do continente americano por causa de seu "Destino Manifesto", ou seja, o seu domínio representava a vontade de Deus.


Resposta da questão 9:[E]
Comentário da questão:
A doutrina do "Destino Manifesto" é uma filosofia que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos foi eleito por Deus para comandar o mundo, sendo o expansionismo geopolítico norte-americano apenas uma expressão desta vontade divina.


10. (FUVEST 2014) A ideia de ocupação do continente pelo povo americano teve também raízes populares, no senso comum e também em fundamentos religiosos. O sonho de estender o princípio da “união” até o Pacífico foi chamado de “Destino Manifesto”.

Nancy Priscilla S. Naro. A formação dos Estados Unidos. São Paulo: Atual, 1986, p. 19.

A concepção de “Destino Manifesto”, cunhada nos Estados Unidos da década de 1840,

a) difundiu a ideia de que os norte-americanos eram um povo eleito e contribuiu para justificar o desbravamento de fronteiras e a expansão em direção ao Oeste.
b) tinha origem na doutrina judaica e enfatizava que os homens deviam temer a Deus e respeitar a todos os semelhantes, independentemente de sua etnia ou posição social.
c) baseava-se no princípio do multiculturalismo e impediu a propagação de projetos ou ideologias racistas no Sul e no Norte dos Estados Unidos.
d) derivou de princípios calvinistas e rejeitava a valorização do individualismo e do aventureirismo nas campanhas militares de conquista territorial, privilegiando as ações coordenadas pelo Estado.
e) defendia a necessidade de se preservar a natureza e impediu o prosseguimento das guerras contra indígenas, na conquista do Centro e do Oeste do território norte-americano.


Resposta da questão 10: [A]
Comentário da questão:
Os Estados Unidos, após sua Independência, em 1776, começaram a receber milhares de imigrantes de várias regiões da Europa. Para abrigar esses imigrantes, cresceu a necessidade de novas terras, a oeste, além dos Montes Apalaches.
                 Tal Marcha para o Oeste (Far West) necessitava de uma ideologia. Melhor ainda se fosse uma ideologia de base religiosa e de grande aceitação popular.
                 O Destino Manifesto (“Deus se manifestou e ainda deu um destino ao povo americano”) era o de conquistar todas as terras a Oeste, até o Pacífico, nem que para isso fosse preciso dizimar as tribos indígenas nativas. Nasceu um novo ditado popular, complementar ao Destino manifesto, reproduzido na frase que afirmava: “Índio bom é índio morto”. O ideal do "povo eleito" ou do "cowboy" desbravador, isto é, o "Destino Manifesto", cumpriu seu papel: conquistaram todas as terras até o Oceano Pacífico, descobriram ouro na Califórnia (1848) e cometeram o genocídio de quase todos os povos nativos e parte do povo mexicano para ficarem com suas terras, além da grande destruição da natureza, em nome do progresso.


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Saiba mais sobre a expansão dos EUA no século XIX


 Saiba mais sobre a expansão dos EUA no século XIX


Teste seus conhecimentos sobre os Estados Unidos no século XIX

Vá para o oeste, jovem, e cresça com o país.

Essa expressão, criada por Horace Greeley, em 1851, simboliza a expansão territorial realizada pelos Estados Unidos ao longo do século XIX.

1. (UERJ – 2001) Relacione a marcha para o oeste” com a doutrina do Destino Manifesto”.

resposta: Depois de conquistar a independência em 1776, a nova nação inicou sua expansão territorial tendo como justificativa a ideologia do Destino Manifesto, ou seja, a certeza de que o povo norte-americano fora predestinado por Deus a ocupar e colonizar as terras que se estendiam até o Pacífico; havia sido escolhido por Deus para levar seus valores a territórios sob o poder de outros Estados ou dos “peles vermelhas”. A maior parte dos primeiros habitantes dos EUA eram protestantes que viam o lucro e as riquezas como consequência de uma escolha divina e do trabalho, e não como um pecado. Essa ética protestante foi um importante fator cultural que justificou a expansão territorial norte-americana sendo considerada natural e benéfica, e não uma agressão aos povos que já habitavam o território. Na realidade, a doutrina do Destino Manifesto justificou, no inicio, a conquista de terras até o limite natural imposto pelo Rio Mississipi (área original das Treze Colônias inglesas); posteriormente, foram conquistados novos territórios que se estendem até o oceano Pacífico. A incorporação de novos territórios fez parte do periodo do imperialismo interno, que se iniciou na independência que a nação americana obteve em relação à Inglaterra em 1776, e continuou durante o século XIX, no período conhecido como Marcha para o Oeste. A fome de terras dos imigrantes e as agressões cometidas em nome do Destino Manifesto dos EUA contribuíram para empurrar suas fronteiras desde o rio Mississípi até a costa oeste.



2. (UFRRJ) 1899 Nova lorque

MARK TWAIN PROPÕE MUDAR A BANDEIRA

(...) Em plena euforia imperial, os Estados Unidos celebram a conquista das ilhas do Havaí, Samoa e as Filipinas, Cuba, Porto Rico e uma ilhota que se chama, eloquentemente, dos Ladrões. O oceano Pacífico e o mar das Antilhas viraram lagos norte-americanos, e está nascendo a United Fruit Company; mas o escritor Mark Twain, velho estraga-festas, propõe que se mude a bandeira nacional: que sejam negras, diz, as listas brancas, e que umas caveiras com tíbias cruzadas substituam as estrelas.(...)"




(GALEANO, Eduardo. "As Caras e as Máscaras". Nova Fronteira, Rio, 1985. p.341.)

Há exatos cem anos, os Estados Unidos da América estavam inseridos em um processo de dominação territorial e econômica que afetou, igualmente, as grandes potências européias e o Japão.


a) Nomeie esse processo e cite uma de suas principais características econômicas.


resposta: Imperialismo, cuja principal característica econômica é utilizar os territórios dominados como mercado consumidor cativo dos interesses do país dominante.

b) Explique as razões de Mark Twain para sua proposta.

resposta: Identificava os efeitos nefastos e desumanos do expansionismo norte-americano para as nações dominadas.


3. (UFMG) Leia este trecho de documento: Odeio-a porque impede a nossa República de influenciar o mundo pelo exemplo da liberdade; oferece possibilidade aos inimigos das instituições livres de taxar-nos, com razão, de hipocrisia e faz com que os verdadeiros amigos da liberdade nos olhem com desconfiança. Mas, sobretudo, porque obriga tantos entre nós, realmente bons, a uma guerra aberta contra os princípios da liberdade civil. Discurso de Abraham Lincoln, em 1859. Nesse trecho de discurso, Abraham Lincoln, que seria eleito Presidente dos Estados Unidos no ano seguinte, faz referência

a) à política de segregação racial existente nos estados do sul dos Estados Unidos, que gerou a formação de organismos voltados ao extermínio dos negros, à destruição de suas propriedades e a atentados constantes contra suas comunidades.

b) à posição dos estados do sul de defesa intransigente de tarifas protecionistas, o que levava os Estados Unidos a comprometer a crença na liberdade de mercado, numa conjuntura de predomínio do capitalismo liberal.

c) à questão da escravidão, que levou a uma guerra civil, nos Estados Unidos, entre o Norte, industrializado, e o Sul, que lutava para preservar a mão-de-obra escrava nas suas plantações de produtos para a exportação.

d) à defesa, pelos imigrantes, do extermínio dos índios nas terras conquistadas a oeste, especialmente após a edição do "Homestead Act", visando ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária naquelas áreas.

resposta:[C]

4. (FUVEST) Entre as mudanças ocorridas nos Estados Unidos, após a Guerra de Secessão (1861-1865), destacam-se:

a) a garantia de direitos civis e políticos aos negros - incluindo o direito ao sufrágio universal - e o reconhecimento da cidadania dos imigrantes recém-chegados.

b) a consolidação da unidade nacional, a chegada de novas levas de imigrantes, o aumento do mercado interno e um grande desenvolvimento industrial.
c) graves desentendimentos em relação às fronteiras com o México, levando a uma nova guerra, na qual os Estados Unidos ganharam metade do território mexicano.

d) o incentivo à vinda de imigrantes e a definitiva ocupação do oeste, cujas fronteiras, em 1865, ainda estavam nas Montanhas Rochosas.

e) o empobrecimento e a humilhação do Sul, que, derrotado pelo Norte, foi alijado das esferas do poder federal e teve sua reconstrução impedida.


resposta:[B]


5. (Mackenzie) Dentre as razões que determinaram a elaboração do Dispositivo separatista da Carolina do Sul, que deu origem à Guerra Civil Americana, destacamos:


a) as leis intoleráveis e a Independência dos Estados Unidos da América.

b) a adoção de tarifas protecionistas e a eleição de Abraham Lincoln.

c) a ocupação das terras do Oeste e a Guerra dos Sete Anos.

d) os interesses dos Estados industriais do sul, contrários aos latifundiários do norte.

e) a eleição do abolicionista Jefferson Davis, o fim da escravidão e a Guerra Civil.


resposta:[B]


6. (UFSM) :"Tinha de haver uma luta (...). Os estados do sul e os do norte trabalhavam de maneira diferente, pensavam diferente, viviam diferente. No norte a lavoura em pequena escala, o transporte por navios, as manufatura que cresciam, tudo produzido pelo trabalho branco; no sul havia a monocultura com o trabalho negro. (...) Essa luta se arrastou por 60 anos, e finalmente eclodiu com a guerra civil."
(HUBERMANN, Leo. "História da Riqueza dos Estados Unidos." Ed. São Paulo: 1983.)

Esse texto remete à Guerra de Secessão Norte-Americana (1861-1865) que teve como conseqüência(s):

I. a marginalização do negro que, após a escravidão, passou a sofrer uma série de pressões, inclusive de organizações, como Ku-Klux-Klan.

II. a aprovação de tarifas protecionistas que levaram ao avanço do processo capitalista norte-americano.

III. a vitória da industrialização, a desorganização econômica do sul escravocrata, o rompimento do isolacionismo e o início da política imperialista.

Está(ão) correta(s)

a) apenas I.

b) apenas II.

c) apenas III.

d) apenas II e III.

e) I, II e III.


resposta:[E]


7. (UFES) Mil pormenores da vida cotidiana mostrariam facilmente como as vantagens políticas concedidas aos negros se revelaram vãs. Os direitos políticos foram contornados e o negro mantido em seu "lugar inferior". Tanto assim que ele não deixou o Sul...
(BRAUDEL, Fernand. "Gramática das civilizações". São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 431.)


Esse quadro delineia-se nos Estados Unidos da América após a Guerra da Secessão (1861-1865), que colocou em conflito os estados americanos do Sul e do Norte. Explique a questão da escravidão como uma das causas do conflito.

resposta: A Guerra de Secessão consistiu na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso econômico bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial: enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras protecionistas, o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo econômico que abria todo o Mundo às agro-exportações e com mão-de-obra escrava (de origem africana) como base da produção.

7. (Uece) "O que opõe o Norte industrial ao Sul agrícola é uma divergência mais de ordem econômica: o primeiro é protecionista, o segundo quer a liberdade de comércio. Não é, portanto, a questão do escravismo que pode explicar a origem das hostilidades e de um conflito que causará a morte de mais de 600 mil americanos".
Fonte: KERSAUDY, François. Estados Unidos: o nascimento de uma nação. Trad. Ana Montoia. In: "Revista História Viva". São Paulo: Duetto, nov. 2003, p. 28. No. 1.

De acordo com o texto, podemos reconhecer como fator que desencadeou a Guerra de Secessão americana:
a) a pretensão dos nortistas de impedir a expansão do escravismo nos territórios do Oeste, ainda não constituídos em estados.
b) o radicalismo anti-escravista de Abraão Lincoln, eleito presidente da República, ameaçava os direitos dos proprietários de escravos.
c) a ação da sociedade secreta Ku Klux Klan, que acabou com a segregação racial ao conceder o igual direito de voto aos negros.
d) a manutenção do escravismo nos Estados do Sul propiciava a industrialização nos Estados do Norte, devido à mão-de-obra barata.


resposta:[A]

8. (Ufv) "Os Estados Confederados podem adquirir novo território. [...] Em todos esses territórios, a instituição da escravidão negra, tal como ora existe nos Estados Confederados, será reconhecida e protegida pelo Congresso e pelo governo territorial; e os habitantes dos vários Estados Confederados e Territórios terão o direito de levar para esse território quaisquer escravos legalmente possuídos por eles em quaisquer Estados ou Territórios dos Estados Confederados [...]."
("Constituição dos Estados Confederados da América", Art. IV, seção 3, 1861.)

O texto acima reflete um dos pontos centrais de discórdia que geraram a Guerra Civil Americana. Esta guerra civil foi o resultado:
a) da ação imperialista americana que, a partir da Doutrina Monroe, passou a intervir na América Latina.
b) da luta entre os colonos e a Metrópole Inglesa, o que redundaria na independência dos Estados Unidos.
c) da Grande Depressão, intensificando a pobreza e o desemprego nas grandes cidades americanas.
d) da luta pelos direitos civis, particularmente dos negros, forçando uma reinterpretação da Constituição Americana.
e) da oposição dos interesses dos Estados do Sul e do Norte em torno da questão da escravidão e da expansão para o Oeste.


resposta:[E]

9. (Uem) Sobre a história dos Estados Unidos da América, ao longo do século XIX, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Em 1823, foi divulgada a Doutrina Monroe, que estabelecia o direito dos Estados Unidos de intervirem nos assuntos internos dos outros países. A sedimentação dessa forma de pensamento deu o substrato ideológico que legitimou a invasão norteamericana ao Iraque .
02) A partir do início do século XIX, os Estados Unidos iniciaram a Marcha para o Oeste, comprando ou anexando territórios e ampliando sua extensão geográfica. A partir da costa do Atlântico, a expansão territorial atingiu a costa do Pacífico, dando dimensões continentais ao novo país.
04) A expansão territorial norte-americana levou a um enfrentamento com as tribos indígenas, que resultou na derrota das populações nativas e na ocupação das terras indígenas pelos colonos.
08) A Guerra de Secessão, conhecida como a Guerra Civil norte-americana, foi motivada exclusivamente pela questão da liberdade dos escravos. Enquanto o Norte, agrícola, era favorável ao fim da escravidão, o Sul, mais industrializado, lutava pela manutenção dessa relação de trabalho.
16) Uma significativa parte do atual território dos EUA foi conquistada como decorrência da Guerra contra o México. Pelo tratado firmado em 1848, foram anexados aos EUA Texas, Califórnia, Novo México, Utah, Nevada e Arizona.


resposta:22

10. (Ufsm) A Guerra de Secessão nos EUA, retratada também no filme "E o vento levou", ocasionou
a) a independência das Treze Colônias da Inglaterra e a formação dos Estados Unidos da América.
b) o retorno da unidade política norte-americana, com o domínio da elite do norte sobre a do sul.
c) a iniciativa de expansão ao oeste e ao leste, conquistando novas terras e anexando áreas da América do Sul com o fim de torná-las colônias.
d) um levante social na região do México, levando Morelos e Hidalgo ao poder por mais de 10 anos.
e) a abolição da escravatura nos EUA e a retomada do poder pelos unitaristas do sul.


resposta:[B]

11. (Pucrs) Para responder à questão, considere o texto abaixo, uma análise feita por Euclides da Cunha do livro O ideal americano, de Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos no começo do século XX. "O ideal americano não é um livro para os Estados Unidos, é um livro para o Brasil. Os nossos homens públicos devem (...) decorar-lhe as linhas mais incisivas, como os arquitetos decoram as fórmulas empíricas da resistência dos materiais. É um compêndio de virilidade social e de honra política incomparável. Traçou-o (...) um fanático da força, um tenaz propagandista do valor sobre todos os aspectos (...). Daí a sua utilidade, não nos iludamos. Na pressão atual da vida contemporânea, a expansão irresistível das nacionalidades deriva-se, como a de todas as forças naturais, segundo as linhas de menor resistência. A absorção de Marrocos ou do Egito, ou de qualquer uma outra raça incompetente, é (...) um fenômeno natural, e, diante dele, (...) o falar-se no Direito é extravagância idêntica a quem procura discutir (...) sobre a moralidade de um terremoto.(...) Aprendamos, enquanto é tempo, esta admirável lição de mestre."
CUNHA, Euclydes da. "Contrastes e confrontos". Rio de Janeiro: Record, 1975, pp. 170-171.

Considerando-se o contexto intelectual e político do início do século XX no Brasil, conclui-se que Euclides da Cunha, a partir de uma perspectiva
a) idealista, pregava a necessidade de o Brasil, por meio de sua elite política, posicionar-se contra a dominação de países pobres, a exemplo dos Estados Unidos de Roosevelt.
b) positivista, defendia o uso do Direito Internacional como única forma de defesa dos países pobres contra a agressividade natural dos mais ricos, expressa no texto de Roosevelt.
c) racista, exaltava a superioridade dos Estados Unidos de Roosevelt, defendendo que o Direito Internacional legitimasse juridicamante a intervenção em países de raças supostamente inferiores, como o Brasil, o Egito e o Marrocos.
d) cientificista, alertava a elite política brasileira, a partir do texto de Roosevelt, sobre a necessidade de o país construir meios de resistência eficazes frente à realidade do imperialismo.
e) romântica, elogiava o texto de Roosevelt como um exemplo de defesa dos ideais de honra e virilidade no mundo contemporâneo, então esquecidos pelas elites políticas brasileiras.


resposta:[D]

12. (Pucrs) Responder à questão com base nas afirmativas abaixo, sobre a expansão territorial dos Estados Unidos no século XIX.
I. A expansão territorial para o Oeste foi o principal fator de isolamento político do Sul escravista, pois todos os novos Estados proibiam a escravidão, seguindo o texto original da Constituição de 1787.
II. Sob o impulso inicial da iniciativa privada, a expansão para o Oeste efetivou-se com diferentes modalidades de participação do Estado, como a conquista militar e a compra de territórios.
III. A chamada "corrida do ouro" foi o principal fator da ocupação inicial do extremo Oeste, na primeira metade do século e, na segunda metade, a expansão ferroviária foi fundamental para a ocupação efetiva do Centro-Oeste.
IV. O processo político de incorporação de um novo Estado à União contrariava o espírito federativo, pois esses novos Estados tinham suas constituições outorgadas pelo Congresso, com aprovação da Suprema Corte e do Presidente da República.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que somente estão corretas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.


resposta:[C]

13. (Uff) Imbuídos da moral protestante e movidos pelo sonho de uma nova vida proveniente das transformações industriais européias, os pioneiros da marcha para o oeste iniciaram a grande obra de povoamento do território norte-americano e de reconhecimento de suas riquezas. Considerando-se o aspecto histórico do alargamento de fronteiras nos Estados Unidos, pode-se dizer que a marcha para o oeste:

a) foi o marco inicial da expansão da economia norte-americana, uma vez que os pioneiros eram organizados pelo Estado e deveriam auxiliá-lo na eliminação dos índios;
b) significou a abertura de um conflito entre os vários tipos de pioneiros e teve como conseqüências a Guerra de Secessão e a autonomia dos Estados da federação norte-americana;
c) teve como repercussões, apenas, a matança dos índios e a fabricação de heróis dos filmes de far-west;
d) revelou um território rico que teve condições de ser ocupado graças à aliança entre os pioneiros e os índios;
e) constituiu um dos marcos da identidade homem-terra na construção da nação norte-americana, possibilitando o alargamento do território.


resposta:[E]

14. (Ufg) A Conquista do Oeste, que marcou a história dos Estados Unidos no século XIX, tema dileto do cinema hollywoodiano, tem para os norte-americanos o peso de uma epopéia e constitui elemento da imagem dos EUA no mundo. A Marcha para o Oeste implicou um movimento de expansão que
( ) protegeu as populações indígenas, pois estas eram consideradas pelos pioneiros e pela Federação as verdadeiras representantes da origem étnica norte-americana.
( ) patrocinou anexações territoriais resolvidas diplomaticamente como bem exemplificam as negociações entre os EUA e o México.
( ) foi alimentado pela imigração, pela escassez de terras no leste e pela demanda por produtos agrícolas e metais preciosos.
( ) formulou uma imagem negativa dos mexicanos, vistos como portadores de uma cultura avessa ao trabalho e à ordem, o que representava um contraponto ao modelo de identidade norte-americana.


resposta:F F V V

15. (Unirio) "... era como se os Estados Unidos tivessem como objetivo uma missão civilizatória junto aos povos da América Latina."
(Hervert Croly, "The Promisse of American Life")

A consolidação do capitalismo nos Estados Unidos da América, ao longo do século XIX, identificou-se em seu processo de expansão territorial, que se relaciona corretamente com o(a):
a) Destino Manifesto, que fundamentava a distinção política e econômica entre os estados sulistas escravocratas e os nortistas industriais.
b) fim da guerra hispano-americana que acarretou a incorporação da Flórida, de Cuba e da zona do Canal do Panamá.
c) vitória no conflito contra o México, que resultou na anexação dos territórios do Texas, Novo México e Califórnia.
d) Marcha para o Pacífico, que estendeu o território americano até a costa oeste, com a invasão e a ocupação do Alasca e dos territórios do noroeste do Canadá.
e) Doutrina Monroe, que ratificou a compra dos territórios franceses e ingleses na América, tais como a Luisiana e o Oregon.


resposta:[C]

16. (Uerj) Precisamos manter para sempre o princípio de que só o povo deste continente tem o direito de decidir o próprio destino. Se, porventura, uma parte desse povo, constituindo um estado independente, pretendesse unir-se à nossa Confederação, esta seria uma questão que só a ele e a nós caberia determinar, sem qualquer interferência estrangeira.
(Primeira mensagem anual do presidente Polk ao Congresso dos Estados Unidos.) In: SYRETT, H.C., org. Documentos Históricos dos Estados Unidos, Cultrix, s/d.

O discurso acima, de 2 de dezembro de 1845, reafirmava a crença do presidente Polk na expansão do território americano. O conjunto de idéias que melhor explicita essa crença é:
a) o New Deal
b) a Doutrina Truman
c) o Destino Manifesto
d) a Política de Boa Vizinhança


resposta:[C]

18. (Mackenzie) A Doutrina Monroe e a política do "Big Stick" tinham por objetivo:
a) montar uma infra-estrutura econômica nos países latino-americanos, assegurando o desenvolvimento industrial e autodeterminação dos povos.
b) implementar o papel dos E.U.A. como nação guardiã da América, com o direito de intervir no continente americano através do disfarce "missão civilizadora".
c) criar a Liga das Nações para mediar conflitos e evitar futuros choques entre os países da América, assegurando à O.E.A. o direito de intervir militarmente.
d) barrar a penetração das idéias comunistas na América, reforçando a ligação dessas regiões com o capitalismo através da Aliança para o Progresso.
e) consolidar a "Doutrina de Segurança Nacional" e apoiar militares nos governos dos países latino-americanos nas décadas de 1960 e 70.


resposta:[B]

19. (FGV) "Fale macio e use um porrete", dizia o presidente norte-americano Theodore Roosevelt para justificar a política externa dos EUA. A respeito da política conhecida como "Big Stick", podemos afirmar:
a) Significou uma medida pragmática dos norte-americanos logo após a independência, buscando superar o isolamento diplomático, ao mesmo tempo que combatia o exército britânico.
b) Era o lema dos Estados do Norte durante a Guerra de Secessão, durante a qual os escravos foram libertados, como forma de enfraquecer as forças sulistas.
c) Diz respeito à política norte-americana com relação à América Latina durante a Guerra Fria, quando deu apoio político e militar a diversas ditaduras militares, visando impedir o estabelecimento de regimes comunistas semelhantes ao de Cuba.
d) Foi uma continuidade do expansionismo interno, marcado pela Marcha para o Oeste e pela Guerra de Secessão, que implicou nas seguidas intervenções militares norte-americanas que transformaram o Caribe em sua área de influência.
e) Foi a orientação dada pelo serviço secreto norte-americano a seus agentes infiltrados na URSS e nos países da chamada Cortina de Ferro no Leste europeu.


resposta:[D]

20. (Ufsm)
As imagens ilustram dois momentos da política externa dos EUA: em 1903, no governo de Theodore Roosevelt, os EUA apoiaram o Panamá no rompimento com a Colômbia; em 2003, George W. Bush decidiu invadir e ocupar o Iraque. Considerando a política externa norte-americana, analise as seguintes afirmações:
I. No governo de Theodore Roosevelt (1901-1909), os EUA assumem o papel de potência policial ocupando vários Estados-nações do Caribe e da América Central.
II. O isolacionismo e o respeito pela autodeterminação dos povos marcam a política externa dos EUA desde o início do século XX.
III. A política do big stick, proposta por Theodore Roosevelt, baseava-se na idéia de que os EUA estavam autorizados a impor seu estilo de vida aos países latino-americanos. IV. A nova fase da política externa dos EUA, inaugurada por George W. Bush, baseia-se no complexo industrial militar e no fundamentalismo cristão.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I, III e IV.
d) apenas II, III e IV.
e) apenas IV.

resposta:[C]

21. (Pucmg) A expansão norte-americana não é uma questão que perturba somente o nosso tempo. Desde o final do século XIX que a política externa ianque vem dando sinal de ser insaciável na obtenção de vantagens comerciais e políticas sobre o resto do mundo. Tendo em vista essa vocação, é CORRETO afirmar:
a) A doutrina Monroe foi a principal peça política engendrada pelo governo americano para justificar seu expansionismo a partir da primeira metade do século XIX.
b) A política do Big Stick, do Governo Franklin Delano Roosevelt, foi criada para fazer oposição ao modelo protagonizado pela doutrina Monroe.
c) Os americanos nunca propuseram oficialmente um imperialismo nas Américas. Somente tentaram conter os avanços do capitalismo europeu nesse continente.
d) Semelhante na postura, mas diferente na ação, a invasão do Iraque hoje é um desdobramento da doutrina Monroe.

 resposta:[A]
 
22. (PASUSP) O Canal do Panamá foi construído em 1914 pelos Estados Unidos, que controlaram sua administração por quase um século e só devolveram a soberania da área aos panamenhos em 1999. A atual ampliação do canal visa permitir o tráfego de navios de maior porte, atualmente utilizados com mais freqüência, em decorrência do aumento do volume do comércio internacional nas últimas décadas. Mais de 100 rotas de transporte marítimo passam pelo Canal do Panamá, sendo uma das principais aquela que liga o Extremo Oriente à costa leste dos Estados Unidos.
 
Com base em seus conhecimentos, no mapa e no texto, indique a alternativa correta:
a) O Canal do Panamá reduziu sensivelmente as distâncias a serem percorridas nas rotas marítimas entre as costas leste e oeste dos EUA.
b) As rotas mais beneficiadas com a construção do Canal do Panamá são as que ligam a Europa e a África Ocidental à costa leste dos EUA.
c) A ampliação do Canal do Panamá não deve apresentar um aumento significativo no tráfego do canal, já que os navios de maior porte não são utilizados intensamente nos dias de hoje.
d) O Canal do Panamá apresenta importância estratégica e militar para os EUA, apesar da pouca relevância econômica referente às rotas comerciais marítimas.
e) O Canal do Panamá não teve um papel significativo na circulação marítima internacional nem na estratégia de defesa militar dos EUA.

resposta:[A]

 23.(Uerj-2010)


 

A caricatura acima, de 1904, e o cartaz publicitário da Coca-Cola, de 1944, apontam para contextos diferenciados das relações do governo dos EUA com países da América Latina.
Cite uma ação da política externa norte-americana para a América Latina decorrente da política do Big Stick - “Grande Porrete”. Em seguida, nomeie e explique a nova orientação diplomática dos EUA para essa região durante a Segunda Guerra Mundial.

Resposta:
Uma das ações:
• interferência norte-americana na independência de Cuba e sua posterior intervenção políticae econômica nesse país, por meio da Emenda Platt
• apoio norte-americano à independência do Panamá, viabilizando a conclusão da construção do canal e sua cessão aos EUA, bem como sua interferência comercial e financeira na região Política da Boa Vizinhança. Essa política baseou-se nos princípios da amizade, da cooperação e da reciprocidade como garantia da abertura de mercados e da diminuição da influência dos países do Eixo no continente americano.
A expressão Big Stick (Grande Porrete) resultou de uma frase de efeito dita pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt para descrever o estilo de diplomacia norte-americana para a América Latina e é considerada como corolário da Doutrina Monroe. Ambas caracterizam a postura imperialista dos Estados Unindo no continente.
A imposição da Emenda Platt, um dispositivo legal inserido na Constituição de Cuba, que autorizava os Estados Unidos da América a intervir naquele país a qualquer momento em que interesses recíprocos de ambos os países fossem ameaçados, bem como as intervenções norte-americanas na Nicarágua visando a construção de um canal interoceânico, são exemplos da execução do Big Stick .
A partir do governo Franklin Roosevelt, teve início a Política da Boa Vizinhança (ou Good Neighbor Policy) que consistia em investimentos e venda de tecnologia norte-americana para os países latino-americanos, mas em troca, estes deviam dar apoio a política norte americana.
Essa política promoveu o estreitamento das relações culturais entre os Estados Unidos América Latina.