sexta-feira, 11 de maio de 2012

Saiba mais sobre a expansão dos EUA no século XIX


 Saiba mais sobre a expansão dos EUA no século XIX


Teste seus conhecimentos sobre os Estados Unidos no século XIX

Vá para o oeste, jovem, e cresça com o país.

Essa expressão, criada por Horace Greeley, em 1851, simboliza a expansão territorial realizada pelos Estados Unidos ao longo do século XIX.

1. (UERJ – 2001) Relacione a marcha para o oeste” com a doutrina do Destino Manifesto”.

resposta: Depois de conquistar a independência em 1776, a nova nação inicou sua expansão territorial tendo como justificativa a ideologia do Destino Manifesto, ou seja, a certeza de que o povo norte-americano fora predestinado por Deus a ocupar e colonizar as terras que se estendiam até o Pacífico; havia sido escolhido por Deus para levar seus valores a territórios sob o poder de outros Estados ou dos “peles vermelhas”. A maior parte dos primeiros habitantes dos EUA eram protestantes que viam o lucro e as riquezas como consequência de uma escolha divina e do trabalho, e não como um pecado. Essa ética protestante foi um importante fator cultural que justificou a expansão territorial norte-americana sendo considerada natural e benéfica, e não uma agressão aos povos que já habitavam o território. Na realidade, a doutrina do Destino Manifesto justificou, no inicio, a conquista de terras até o limite natural imposto pelo Rio Mississipi (área original das Treze Colônias inglesas); posteriormente, foram conquistados novos territórios que se estendem até o oceano Pacífico. A incorporação de novos territórios fez parte do periodo do imperialismo interno, que se iniciou na independência que a nação americana obteve em relação à Inglaterra em 1776, e continuou durante o século XIX, no período conhecido como Marcha para o Oeste. A fome de terras dos imigrantes e as agressões cometidas em nome do Destino Manifesto dos EUA contribuíram para empurrar suas fronteiras desde o rio Mississípi até a costa oeste.



2. (UFRRJ) 1899 Nova lorque

MARK TWAIN PROPÕE MUDAR A BANDEIRA

(...) Em plena euforia imperial, os Estados Unidos celebram a conquista das ilhas do Havaí, Samoa e as Filipinas, Cuba, Porto Rico e uma ilhota que se chama, eloquentemente, dos Ladrões. O oceano Pacífico e o mar das Antilhas viraram lagos norte-americanos, e está nascendo a United Fruit Company; mas o escritor Mark Twain, velho estraga-festas, propõe que se mude a bandeira nacional: que sejam negras, diz, as listas brancas, e que umas caveiras com tíbias cruzadas substituam as estrelas.(...)"




(GALEANO, Eduardo. "As Caras e as Máscaras". Nova Fronteira, Rio, 1985. p.341.)

Há exatos cem anos, os Estados Unidos da América estavam inseridos em um processo de dominação territorial e econômica que afetou, igualmente, as grandes potências européias e o Japão.


a) Nomeie esse processo e cite uma de suas principais características econômicas.


resposta: Imperialismo, cuja principal característica econômica é utilizar os territórios dominados como mercado consumidor cativo dos interesses do país dominante.

b) Explique as razões de Mark Twain para sua proposta.

resposta: Identificava os efeitos nefastos e desumanos do expansionismo norte-americano para as nações dominadas.


3. (UFMG) Leia este trecho de documento: Odeio-a porque impede a nossa República de influenciar o mundo pelo exemplo da liberdade; oferece possibilidade aos inimigos das instituições livres de taxar-nos, com razão, de hipocrisia e faz com que os verdadeiros amigos da liberdade nos olhem com desconfiança. Mas, sobretudo, porque obriga tantos entre nós, realmente bons, a uma guerra aberta contra os princípios da liberdade civil. Discurso de Abraham Lincoln, em 1859. Nesse trecho de discurso, Abraham Lincoln, que seria eleito Presidente dos Estados Unidos no ano seguinte, faz referência

a) à política de segregação racial existente nos estados do sul dos Estados Unidos, que gerou a formação de organismos voltados ao extermínio dos negros, à destruição de suas propriedades e a atentados constantes contra suas comunidades.

b) à posição dos estados do sul de defesa intransigente de tarifas protecionistas, o que levava os Estados Unidos a comprometer a crença na liberdade de mercado, numa conjuntura de predomínio do capitalismo liberal.

c) à questão da escravidão, que levou a uma guerra civil, nos Estados Unidos, entre o Norte, industrializado, e o Sul, que lutava para preservar a mão-de-obra escrava nas suas plantações de produtos para a exportação.

d) à defesa, pelos imigrantes, do extermínio dos índios nas terras conquistadas a oeste, especialmente após a edição do "Homestead Act", visando ao desenvolvimento da agricultura e da pecuária naquelas áreas.

resposta:[C]

4. (FUVEST) Entre as mudanças ocorridas nos Estados Unidos, após a Guerra de Secessão (1861-1865), destacam-se:

a) a garantia de direitos civis e políticos aos negros - incluindo o direito ao sufrágio universal - e o reconhecimento da cidadania dos imigrantes recém-chegados.

b) a consolidação da unidade nacional, a chegada de novas levas de imigrantes, o aumento do mercado interno e um grande desenvolvimento industrial.
c) graves desentendimentos em relação às fronteiras com o México, levando a uma nova guerra, na qual os Estados Unidos ganharam metade do território mexicano.

d) o incentivo à vinda de imigrantes e a definitiva ocupação do oeste, cujas fronteiras, em 1865, ainda estavam nas Montanhas Rochosas.

e) o empobrecimento e a humilhação do Sul, que, derrotado pelo Norte, foi alijado das esferas do poder federal e teve sua reconstrução impedida.


resposta:[B]


5. (Mackenzie) Dentre as razões que determinaram a elaboração do Dispositivo separatista da Carolina do Sul, que deu origem à Guerra Civil Americana, destacamos:


a) as leis intoleráveis e a Independência dos Estados Unidos da América.

b) a adoção de tarifas protecionistas e a eleição de Abraham Lincoln.

c) a ocupação das terras do Oeste e a Guerra dos Sete Anos.

d) os interesses dos Estados industriais do sul, contrários aos latifundiários do norte.

e) a eleição do abolicionista Jefferson Davis, o fim da escravidão e a Guerra Civil.


resposta:[B]


6. (UFSM) :"Tinha de haver uma luta (...). Os estados do sul e os do norte trabalhavam de maneira diferente, pensavam diferente, viviam diferente. No norte a lavoura em pequena escala, o transporte por navios, as manufatura que cresciam, tudo produzido pelo trabalho branco; no sul havia a monocultura com o trabalho negro. (...) Essa luta se arrastou por 60 anos, e finalmente eclodiu com a guerra civil."
(HUBERMANN, Leo. "História da Riqueza dos Estados Unidos." Ed. São Paulo: 1983.)

Esse texto remete à Guerra de Secessão Norte-Americana (1861-1865) que teve como conseqüência(s):

I. a marginalização do negro que, após a escravidão, passou a sofrer uma série de pressões, inclusive de organizações, como Ku-Klux-Klan.

II. a aprovação de tarifas protecionistas que levaram ao avanço do processo capitalista norte-americano.

III. a vitória da industrialização, a desorganização econômica do sul escravocrata, o rompimento do isolacionismo e o início da política imperialista.

Está(ão) correta(s)

a) apenas I.

b) apenas II.

c) apenas III.

d) apenas II e III.

e) I, II e III.


resposta:[E]


7. (UFES) Mil pormenores da vida cotidiana mostrariam facilmente como as vantagens políticas concedidas aos negros se revelaram vãs. Os direitos políticos foram contornados e o negro mantido em seu "lugar inferior". Tanto assim que ele não deixou o Sul...
(BRAUDEL, Fernand. "Gramática das civilizações". São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 431.)


Esse quadro delineia-se nos Estados Unidos da América após a Guerra da Secessão (1861-1865), que colocou em conflito os estados americanos do Sul e do Norte. Explique a questão da escravidão como uma das causas do conflito.

resposta: A Guerra de Secessão consistiu na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso econômico bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial: enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras protecionistas, o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo econômico que abria todo o Mundo às agro-exportações e com mão-de-obra escrava (de origem africana) como base da produção.

7. (Uece) "O que opõe o Norte industrial ao Sul agrícola é uma divergência mais de ordem econômica: o primeiro é protecionista, o segundo quer a liberdade de comércio. Não é, portanto, a questão do escravismo que pode explicar a origem das hostilidades e de um conflito que causará a morte de mais de 600 mil americanos".
Fonte: KERSAUDY, François. Estados Unidos: o nascimento de uma nação. Trad. Ana Montoia. In: "Revista História Viva". São Paulo: Duetto, nov. 2003, p. 28. No. 1.

De acordo com o texto, podemos reconhecer como fator que desencadeou a Guerra de Secessão americana:
a) a pretensão dos nortistas de impedir a expansão do escravismo nos territórios do Oeste, ainda não constituídos em estados.
b) o radicalismo anti-escravista de Abraão Lincoln, eleito presidente da República, ameaçava os direitos dos proprietários de escravos.
c) a ação da sociedade secreta Ku Klux Klan, que acabou com a segregação racial ao conceder o igual direito de voto aos negros.
d) a manutenção do escravismo nos Estados do Sul propiciava a industrialização nos Estados do Norte, devido à mão-de-obra barata.


resposta:[A]

8. (Ufv) "Os Estados Confederados podem adquirir novo território. [...] Em todos esses territórios, a instituição da escravidão negra, tal como ora existe nos Estados Confederados, será reconhecida e protegida pelo Congresso e pelo governo territorial; e os habitantes dos vários Estados Confederados e Territórios terão o direito de levar para esse território quaisquer escravos legalmente possuídos por eles em quaisquer Estados ou Territórios dos Estados Confederados [...]."
("Constituição dos Estados Confederados da América", Art. IV, seção 3, 1861.)

O texto acima reflete um dos pontos centrais de discórdia que geraram a Guerra Civil Americana. Esta guerra civil foi o resultado:
a) da ação imperialista americana que, a partir da Doutrina Monroe, passou a intervir na América Latina.
b) da luta entre os colonos e a Metrópole Inglesa, o que redundaria na independência dos Estados Unidos.
c) da Grande Depressão, intensificando a pobreza e o desemprego nas grandes cidades americanas.
d) da luta pelos direitos civis, particularmente dos negros, forçando uma reinterpretação da Constituição Americana.
e) da oposição dos interesses dos Estados do Sul e do Norte em torno da questão da escravidão e da expansão para o Oeste.


resposta:[E]

9. (Uem) Sobre a história dos Estados Unidos da América, ao longo do século XIX, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Em 1823, foi divulgada a Doutrina Monroe, que estabelecia o direito dos Estados Unidos de intervirem nos assuntos internos dos outros países. A sedimentação dessa forma de pensamento deu o substrato ideológico que legitimou a invasão norteamericana ao Iraque .
02) A partir do início do século XIX, os Estados Unidos iniciaram a Marcha para o Oeste, comprando ou anexando territórios e ampliando sua extensão geográfica. A partir da costa do Atlântico, a expansão territorial atingiu a costa do Pacífico, dando dimensões continentais ao novo país.
04) A expansão territorial norte-americana levou a um enfrentamento com as tribos indígenas, que resultou na derrota das populações nativas e na ocupação das terras indígenas pelos colonos.
08) A Guerra de Secessão, conhecida como a Guerra Civil norte-americana, foi motivada exclusivamente pela questão da liberdade dos escravos. Enquanto o Norte, agrícola, era favorável ao fim da escravidão, o Sul, mais industrializado, lutava pela manutenção dessa relação de trabalho.
16) Uma significativa parte do atual território dos EUA foi conquistada como decorrência da Guerra contra o México. Pelo tratado firmado em 1848, foram anexados aos EUA Texas, Califórnia, Novo México, Utah, Nevada e Arizona.


resposta:22

10. (Ufsm) A Guerra de Secessão nos EUA, retratada também no filme "E o vento levou", ocasionou
a) a independência das Treze Colônias da Inglaterra e a formação dos Estados Unidos da América.
b) o retorno da unidade política norte-americana, com o domínio da elite do norte sobre a do sul.
c) a iniciativa de expansão ao oeste e ao leste, conquistando novas terras e anexando áreas da América do Sul com o fim de torná-las colônias.
d) um levante social na região do México, levando Morelos e Hidalgo ao poder por mais de 10 anos.
e) a abolição da escravatura nos EUA e a retomada do poder pelos unitaristas do sul.


resposta:[B]

11. (Pucrs) Para responder à questão, considere o texto abaixo, uma análise feita por Euclides da Cunha do livro O ideal americano, de Theodore Roosevelt, presidente dos Estados Unidos no começo do século XX. "O ideal americano não é um livro para os Estados Unidos, é um livro para o Brasil. Os nossos homens públicos devem (...) decorar-lhe as linhas mais incisivas, como os arquitetos decoram as fórmulas empíricas da resistência dos materiais. É um compêndio de virilidade social e de honra política incomparável. Traçou-o (...) um fanático da força, um tenaz propagandista do valor sobre todos os aspectos (...). Daí a sua utilidade, não nos iludamos. Na pressão atual da vida contemporânea, a expansão irresistível das nacionalidades deriva-se, como a de todas as forças naturais, segundo as linhas de menor resistência. A absorção de Marrocos ou do Egito, ou de qualquer uma outra raça incompetente, é (...) um fenômeno natural, e, diante dele, (...) o falar-se no Direito é extravagância idêntica a quem procura discutir (...) sobre a moralidade de um terremoto.(...) Aprendamos, enquanto é tempo, esta admirável lição de mestre."
CUNHA, Euclydes da. "Contrastes e confrontos". Rio de Janeiro: Record, 1975, pp. 170-171.

Considerando-se o contexto intelectual e político do início do século XX no Brasil, conclui-se que Euclides da Cunha, a partir de uma perspectiva
a) idealista, pregava a necessidade de o Brasil, por meio de sua elite política, posicionar-se contra a dominação de países pobres, a exemplo dos Estados Unidos de Roosevelt.
b) positivista, defendia o uso do Direito Internacional como única forma de defesa dos países pobres contra a agressividade natural dos mais ricos, expressa no texto de Roosevelt.
c) racista, exaltava a superioridade dos Estados Unidos de Roosevelt, defendendo que o Direito Internacional legitimasse juridicamante a intervenção em países de raças supostamente inferiores, como o Brasil, o Egito e o Marrocos.
d) cientificista, alertava a elite política brasileira, a partir do texto de Roosevelt, sobre a necessidade de o país construir meios de resistência eficazes frente à realidade do imperialismo.
e) romântica, elogiava o texto de Roosevelt como um exemplo de defesa dos ideais de honra e virilidade no mundo contemporâneo, então esquecidos pelas elites políticas brasileiras.


resposta:[D]

12. (Pucrs) Responder à questão com base nas afirmativas abaixo, sobre a expansão territorial dos Estados Unidos no século XIX.
I. A expansão territorial para o Oeste foi o principal fator de isolamento político do Sul escravista, pois todos os novos Estados proibiam a escravidão, seguindo o texto original da Constituição de 1787.
II. Sob o impulso inicial da iniciativa privada, a expansão para o Oeste efetivou-se com diferentes modalidades de participação do Estado, como a conquista militar e a compra de territórios.
III. A chamada "corrida do ouro" foi o principal fator da ocupação inicial do extremo Oeste, na primeira metade do século e, na segunda metade, a expansão ferroviária foi fundamental para a ocupação efetiva do Centro-Oeste.
IV. O processo político de incorporação de um novo Estado à União contrariava o espírito federativo, pois esses novos Estados tinham suas constituições outorgadas pelo Congresso, com aprovação da Suprema Corte e do Presidente da República.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que somente estão corretas
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.


resposta:[C]

13. (Uff) Imbuídos da moral protestante e movidos pelo sonho de uma nova vida proveniente das transformações industriais européias, os pioneiros da marcha para o oeste iniciaram a grande obra de povoamento do território norte-americano e de reconhecimento de suas riquezas. Considerando-se o aspecto histórico do alargamento de fronteiras nos Estados Unidos, pode-se dizer que a marcha para o oeste:

a) foi o marco inicial da expansão da economia norte-americana, uma vez que os pioneiros eram organizados pelo Estado e deveriam auxiliá-lo na eliminação dos índios;
b) significou a abertura de um conflito entre os vários tipos de pioneiros e teve como conseqüências a Guerra de Secessão e a autonomia dos Estados da federação norte-americana;
c) teve como repercussões, apenas, a matança dos índios e a fabricação de heróis dos filmes de far-west;
d) revelou um território rico que teve condições de ser ocupado graças à aliança entre os pioneiros e os índios;
e) constituiu um dos marcos da identidade homem-terra na construção da nação norte-americana, possibilitando o alargamento do território.


resposta:[E]

14. (Ufg) A Conquista do Oeste, que marcou a história dos Estados Unidos no século XIX, tema dileto do cinema hollywoodiano, tem para os norte-americanos o peso de uma epopéia e constitui elemento da imagem dos EUA no mundo. A Marcha para o Oeste implicou um movimento de expansão que
( ) protegeu as populações indígenas, pois estas eram consideradas pelos pioneiros e pela Federação as verdadeiras representantes da origem étnica norte-americana.
( ) patrocinou anexações territoriais resolvidas diplomaticamente como bem exemplificam as negociações entre os EUA e o México.
( ) foi alimentado pela imigração, pela escassez de terras no leste e pela demanda por produtos agrícolas e metais preciosos.
( ) formulou uma imagem negativa dos mexicanos, vistos como portadores de uma cultura avessa ao trabalho e à ordem, o que representava um contraponto ao modelo de identidade norte-americana.


resposta:F F V V

15. (Unirio) "... era como se os Estados Unidos tivessem como objetivo uma missão civilizatória junto aos povos da América Latina."
(Hervert Croly, "The Promisse of American Life")

A consolidação do capitalismo nos Estados Unidos da América, ao longo do século XIX, identificou-se em seu processo de expansão territorial, que se relaciona corretamente com o(a):
a) Destino Manifesto, que fundamentava a distinção política e econômica entre os estados sulistas escravocratas e os nortistas industriais.
b) fim da guerra hispano-americana que acarretou a incorporação da Flórida, de Cuba e da zona do Canal do Panamá.
c) vitória no conflito contra o México, que resultou na anexação dos territórios do Texas, Novo México e Califórnia.
d) Marcha para o Pacífico, que estendeu o território americano até a costa oeste, com a invasão e a ocupação do Alasca e dos territórios do noroeste do Canadá.
e) Doutrina Monroe, que ratificou a compra dos territórios franceses e ingleses na América, tais como a Luisiana e o Oregon.


resposta:[C]

16. (Uerj) Precisamos manter para sempre o princípio de que só o povo deste continente tem o direito de decidir o próprio destino. Se, porventura, uma parte desse povo, constituindo um estado independente, pretendesse unir-se à nossa Confederação, esta seria uma questão que só a ele e a nós caberia determinar, sem qualquer interferência estrangeira.
(Primeira mensagem anual do presidente Polk ao Congresso dos Estados Unidos.) In: SYRETT, H.C., org. Documentos Históricos dos Estados Unidos, Cultrix, s/d.

O discurso acima, de 2 de dezembro de 1845, reafirmava a crença do presidente Polk na expansão do território americano. O conjunto de idéias que melhor explicita essa crença é:
a) o New Deal
b) a Doutrina Truman
c) o Destino Manifesto
d) a Política de Boa Vizinhança


resposta:[C]

18. (Mackenzie) A Doutrina Monroe e a política do "Big Stick" tinham por objetivo:
a) montar uma infra-estrutura econômica nos países latino-americanos, assegurando o desenvolvimento industrial e autodeterminação dos povos.
b) implementar o papel dos E.U.A. como nação guardiã da América, com o direito de intervir no continente americano através do disfarce "missão civilizadora".
c) criar a Liga das Nações para mediar conflitos e evitar futuros choques entre os países da América, assegurando à O.E.A. o direito de intervir militarmente.
d) barrar a penetração das idéias comunistas na América, reforçando a ligação dessas regiões com o capitalismo através da Aliança para o Progresso.
e) consolidar a "Doutrina de Segurança Nacional" e apoiar militares nos governos dos países latino-americanos nas décadas de 1960 e 70.


resposta:[B]

19. (FGV) "Fale macio e use um porrete", dizia o presidente norte-americano Theodore Roosevelt para justificar a política externa dos EUA. A respeito da política conhecida como "Big Stick", podemos afirmar:
a) Significou uma medida pragmática dos norte-americanos logo após a independência, buscando superar o isolamento diplomático, ao mesmo tempo que combatia o exército britânico.
b) Era o lema dos Estados do Norte durante a Guerra de Secessão, durante a qual os escravos foram libertados, como forma de enfraquecer as forças sulistas.
c) Diz respeito à política norte-americana com relação à América Latina durante a Guerra Fria, quando deu apoio político e militar a diversas ditaduras militares, visando impedir o estabelecimento de regimes comunistas semelhantes ao de Cuba.
d) Foi uma continuidade do expansionismo interno, marcado pela Marcha para o Oeste e pela Guerra de Secessão, que implicou nas seguidas intervenções militares norte-americanas que transformaram o Caribe em sua área de influência.
e) Foi a orientação dada pelo serviço secreto norte-americano a seus agentes infiltrados na URSS e nos países da chamada Cortina de Ferro no Leste europeu.


resposta:[D]

20. (Ufsm)
As imagens ilustram dois momentos da política externa dos EUA: em 1903, no governo de Theodore Roosevelt, os EUA apoiaram o Panamá no rompimento com a Colômbia; em 2003, George W. Bush decidiu invadir e ocupar o Iraque. Considerando a política externa norte-americana, analise as seguintes afirmações:
I. No governo de Theodore Roosevelt (1901-1909), os EUA assumem o papel de potência policial ocupando vários Estados-nações do Caribe e da América Central.
II. O isolacionismo e o respeito pela autodeterminação dos povos marcam a política externa dos EUA desde o início do século XX.
III. A política do big stick, proposta por Theodore Roosevelt, baseava-se na idéia de que os EUA estavam autorizados a impor seu estilo de vida aos países latino-americanos. IV. A nova fase da política externa dos EUA, inaugurada por George W. Bush, baseia-se no complexo industrial militar e no fundamentalismo cristão.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I, III e IV.
d) apenas II, III e IV.
e) apenas IV.

resposta:[C]

21. (Pucmg) A expansão norte-americana não é uma questão que perturba somente o nosso tempo. Desde o final do século XIX que a política externa ianque vem dando sinal de ser insaciável na obtenção de vantagens comerciais e políticas sobre o resto do mundo. Tendo em vista essa vocação, é CORRETO afirmar:
a) A doutrina Monroe foi a principal peça política engendrada pelo governo americano para justificar seu expansionismo a partir da primeira metade do século XIX.
b) A política do Big Stick, do Governo Franklin Delano Roosevelt, foi criada para fazer oposição ao modelo protagonizado pela doutrina Monroe.
c) Os americanos nunca propuseram oficialmente um imperialismo nas Américas. Somente tentaram conter os avanços do capitalismo europeu nesse continente.
d) Semelhante na postura, mas diferente na ação, a invasão do Iraque hoje é um desdobramento da doutrina Monroe.

 resposta:[A]
 
22. (PASUSP) O Canal do Panamá foi construído em 1914 pelos Estados Unidos, que controlaram sua administração por quase um século e só devolveram a soberania da área aos panamenhos em 1999. A atual ampliação do canal visa permitir o tráfego de navios de maior porte, atualmente utilizados com mais freqüência, em decorrência do aumento do volume do comércio internacional nas últimas décadas. Mais de 100 rotas de transporte marítimo passam pelo Canal do Panamá, sendo uma das principais aquela que liga o Extremo Oriente à costa leste dos Estados Unidos.
 
Com base em seus conhecimentos, no mapa e no texto, indique a alternativa correta:
a) O Canal do Panamá reduziu sensivelmente as distâncias a serem percorridas nas rotas marítimas entre as costas leste e oeste dos EUA.
b) As rotas mais beneficiadas com a construção do Canal do Panamá são as que ligam a Europa e a África Ocidental à costa leste dos EUA.
c) A ampliação do Canal do Panamá não deve apresentar um aumento significativo no tráfego do canal, já que os navios de maior porte não são utilizados intensamente nos dias de hoje.
d) O Canal do Panamá apresenta importância estratégica e militar para os EUA, apesar da pouca relevância econômica referente às rotas comerciais marítimas.
e) O Canal do Panamá não teve um papel significativo na circulação marítima internacional nem na estratégia de defesa militar dos EUA.

resposta:[A]

 23.(Uerj-2010)


 

A caricatura acima, de 1904, e o cartaz publicitário da Coca-Cola, de 1944, apontam para contextos diferenciados das relações do governo dos EUA com países da América Latina.
Cite uma ação da política externa norte-americana para a América Latina decorrente da política do Big Stick - “Grande Porrete”. Em seguida, nomeie e explique a nova orientação diplomática dos EUA para essa região durante a Segunda Guerra Mundial.

Resposta:
Uma das ações:
• interferência norte-americana na independência de Cuba e sua posterior intervenção políticae econômica nesse país, por meio da Emenda Platt
• apoio norte-americano à independência do Panamá, viabilizando a conclusão da construção do canal e sua cessão aos EUA, bem como sua interferência comercial e financeira na região Política da Boa Vizinhança. Essa política baseou-se nos princípios da amizade, da cooperação e da reciprocidade como garantia da abertura de mercados e da diminuição da influência dos países do Eixo no continente americano.
A expressão Big Stick (Grande Porrete) resultou de uma frase de efeito dita pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt para descrever o estilo de diplomacia norte-americana para a América Latina e é considerada como corolário da Doutrina Monroe. Ambas caracterizam a postura imperialista dos Estados Unindo no continente.
A imposição da Emenda Platt, um dispositivo legal inserido na Constituição de Cuba, que autorizava os Estados Unidos da América a intervir naquele país a qualquer momento em que interesses recíprocos de ambos os países fossem ameaçados, bem como as intervenções norte-americanas na Nicarágua visando a construção de um canal interoceânico, são exemplos da execução do Big Stick .
A partir do governo Franklin Roosevelt, teve início a Política da Boa Vizinhança (ou Good Neighbor Policy) que consistia em investimentos e venda de tecnologia norte-americana para os países latino-americanos, mas em troca, estes deviam dar apoio a política norte americana.
Essa política promoveu o estreitamento das relações culturais entre os Estados Unidos América Latina.






A Peste Negra e a crise feudal


Saiba mais sobre a Peste Negra
As causas da Peste Negra e sua influência na população, com o professor cenecista Renant Araújo Morais


Também chamada de peste bubônica, assim ficou conhecida a pandemia que, vinda da China em navios mercantes, entre 1347 e 1350, rapidamente se espalhou para diversos países com conseqüências desastrosas, reduzindo a população européia em aproximadamente um terço (cerca de 25 milhões de pessoas).

A peste não escolhia vítimas, morriam mulheres, crianças, nobres, clérigos e camponeses. Durante este período a produção agrícola diminui muito, houve escassez de alimentos e de bens de consumo. Os efetivos militares diminuíram, a nobreza empobreceu e ocorreu a ascensão da burguesia, que detinha a exploração do comércio. Todos estes fatores provocaram grandes mudanças sociais. Devido à ignorância das pessoas naquela época, cogitava-se a possibilidade da peste ser um castigo de Deus.
 
O causador da peste negra foi um bacilo chamado Pasturella Pestis (descoberto posteriormente no final do século XIX) presente em roedores tais como ratos e suas pulgas (Xenopsilla cheopis). Estes foram os responsáveis pelo contágio de seres humanos. A peste era extremamente agressiva chegando a matar em três dias.

Havia três formas da peste se manifestar:

Peste bubônica – a mais comum, que se caracterizava pela inflamação dos gânglios linfáticos do pescoço, virilhas e axilas,

Pneumônica – atacava os pulmões

Septicêmica – atacava o sangue, ocasionando hemorragias em diversas partes do corpo.

 
A doença alastrava-se facilmente entre as pessoas através de espirros e tosse com pus e sangue. O aspecto dos doentes era horrível, os tumores secretavam sangue e pus, a urina, o suor, a saliva e o escarro apresentavam aspecto escurecido (daí o nome peste negra). Há relatos de que as pessoas acometidas pela peste fediam muito. Entre os sintomas é importante ressaltar a febre alta e dores fortíssimas.
 
Na Idade Média, como não havia cura, as pessoas usavam vinagre pra tentar se defender, tendo em vista que tanto os ratos quanto as pulgas evitam seu cheiro. O número de mortos era tão grande que eram abertas enormes valas comuns. Com a descoberta dos antibióticos a doença antes tida como mortal, atualmente é facilmente controlada. São usados neste caso estreptomicina, tetraciclinas, clorafenicol, gentamicina e doxiciclina.


Teste seus conhecimentos sobre a Peste Negra


1. (UFPB 2008) Entre 1348 e 1350, a Europa sofreu um abalo demográfico, provocado pela Peste Negra, com graves repercussões na organização social e econômica de várias regiões. Sobre essa terrível doença e seus impactos históricos, assinale a(s) alternativa(s) verdadeira(s).

1)  A Peste Negra, iniciada na China, chegou à Europa por volta de meados do século XIV. Essa doença foi levada por comerciantes e viajantes que cruzavam as rotas comerciais do Império Mongol.
2) A Península Ibérica, devido ao seu isolamento,  foi a única região da Europa não atingida pela calamidade. Por isso, tornou-se área de refúgio de religiosos e grandes pro­prietários de outras regiões.
4) A Peste Negra, como impacto especificamente demográfico, eliminou de 25 a 35% do conjunto da população européia. No entanto, devido a seus efeitos desiguais, algumas regiões sofreram perdas de mais de 60% de seus habitantes.
8) A Peste Negra foi mais forte no campo do que nas cidades, mas curiosamente não atingiu as comunidades religiosas. Esse fator contribuiu para o maior fortalecimento do poder da Igreja.

Resposta: Estão corretos os itens 1 e 4.

2. (CEFET - MG) A peste negra, que dizimou grande parte da população européia no século XIV, provocando escassez de mão-de-obra e alimentos, e sendo uma das causas da decadência do feudalismo, pode ser descrita como:
a) a peste bubônica, transmitida por ratos infectados.
b) uma seca violenta que devastou as lavouras.
c) Nuvens de gafanhotos provenientes do norte da África.
d) a cólera, trazida pelos cruzados quando retornavam da terra santa.
e) fungos que surgiram pelo excesso de umidade, atacando as plantações de cereais.

Resposta:[A]

3. (ENEM) A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o
fim do mundo.”

Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações).

O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que

a) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.

b) a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando o saber médico.

c) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.

d) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.

e) o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.

Gabarito: A

Resolução:

b) Falsa. Vários clérigos buscaram a providência divina para combater a Peste Negra. Algumas iluminuras da época retratam membros da Igreja realizando rituais litúrgicos e orações que deveriam combater os efeitos letais da epidemia.

d) Falsa. Diversos estudiosos sobre esse fato histórico assinalam que a Peste Negra foi capaz de ceifar entre 25 à 33 por cento de toda a população da Europa Medieval. Além disso, a Peste ocasionou a retração das atividades comerciais que se desenvolviam desde o século XI e o enrijecimento das obrigações servis em diversas regiões feudais.

d) Falsa. Antes da Peste Negra, a Europa viveu uma grande explosão demográfica causada principalmente pelo aprimoramento das técnicas agrícolas da época e aumento do potencial produtivo das terras destinadas ao cultivo agrícola.

e) Falsa. O referido drama vivido pelos sobreviventes da Peste Negra se justificava principalmente pela fácil transmissão da doença pelo ar, as falta de condições de higiene e o grande contingente populacional que tomava conta das cidades da Baixa Idade Média.

A correta: a) Verdadeira. A questão trabalha contundentemente a justificação religiosa dada para uma epidemia de proporções tão funestas. Sem contar com um projeto sanitário adequado, os nascentes centros urbanos da Baixa Idade Média se tornaram grandes focos de disseminação da doença. No entanto, a falta de um saber científico mais apropriado acabou atribuindo a tragédia aos pecados de uma população que passava a viver de maneira mais apartada dos antigos valores da ordem feudal.


5. (Unicamp 2008) Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão-de-obra desorganizou as relações sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio.

(Adaptado de Georges Duby, A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana d'Arc. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico e religioso.

b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus na Terra.

Respostas esperadas:

a) No aspecto econômico, a alta mortalidade teve impacto sobre a mão-de-obra, o que desorganizou as relações sociais e de trabalho. No aspecto religioso, o texto faz referência à concepção da peste como um castigo pelo pecado dos governantes, o que repercutiria, por exemplo, no surgimento de novas formas de devoção.

b) A concepção era a de uma sociedade dividida em três ordens (religiosos, guerreiros e trabalhadores), bem como o próprio caráter sagrado do laço de fidelidade que prendia suseranos a vassalos.





6. (UnB) Verdadeiro ou Falso?

No período medieval, a população enfrentou uma epidemia de extrema gravidade, a Peste Negra, a qual envolveu determinados aspectos, a saber:

(   ) A epidemia foi, em seu conjunto, mais acentuada nos meios urbanos do que nos campos, e menos nas montanhas do que nas planícies.

(   ) O impacto da peste fez surgir um movimento de histeria coletiva que se propagou por toda a Europa.

(    ) A morte tornou-se um dos temas prediletos de artistas e poetas.

(    ) A epidemia não conseguiu afetar as relações familiares e sociais, estabelecendo-se no período laços profundos de solidariedade.

Resposta:  V V V F

7. (UFPB) A peste é, sem nenhuma dúvida, entre todas as  calamidades desta vida, a mais cruel e verdadeiramente  a mais atroz. É com grande razão que é chamada por  antonomásia de o Mal. Pois não há sobre a terra  nenhum mal que seja comparável e semelhante à peste.  Desde que se acende num reino ou numa república esse  fogo violento e impetuoso, vêem-se os magistrados  atordoados, as populações apavoradas, o governo  político desarticulado. A justiça não é mais obedecida;  os ofícios param; as famílias perdem sua coerência e as ruas, sua animação. Tudo fica reduzido a uma extrema  confusão. Tudo é ruína. Pois tudo é atingido e revirado  pelo peso e pela grandeza de uma calamidade tão  horrível. As pessoas, sem distinção de estado ou de fortuna, afogam-se numa tristeza mortal. Sofrendo,  umas da doença, as outras do medo, são confrontadas a  cada passo ou com a morte, ou com o perigo. Aqueles que ontem enterravam, hoje são enterrados e, por  vezes, por cima dos mortos que na véspera haviam  posto na terra.
 (Apud DELUMEAU, p. 121)

A análise do texto anterior e os conhecimentos sobre  Idade Média e outros períodos da história permitem  afirmar:
(01) O texto dá uma visão dos efeitos advindos da Peste  Negra, ocorrida na Europa, no século XIV, responsável  pelo desequilíbrio demográfico de várias áreas do  continente e pela desorganização da produção de  alimentos.
(02) A freqüente ocorrência de epidemias, em centros  urbanos medievais, decorreu da aglomeração urbana,  das precárias condições de higiene, da inexistência de  conhecimentos de medicina preventiva e da subnutrição.
(04) O texto indica que as epidemias incidiam apenas sobre as camadas menos favorecidas das cidades  medievais, em decorrência de sua extrema pobreza e  das desigualdades sociais.
(08) Embora a peste seja considerada fator de  desagregação das estruturas políticas, jurídicas e  sociais, podem ser computadas a fome e a guerra como  também responsáveis pela desarticulação dessas  estruturas, na Baixa Idade Média.
(16) As revoltas camponesas ocorridas em Flandres e em regiões da França e da Inglaterra, durante a Baixa  Idade Média, resultaram da incapacidade dos governos  de cidades e feudos para conter a propagação de  epidemias.
(32) O texto, embora descreva uma realidade da Europa medieval, pode esclarecer também a  inquietação que se abateu sobre cidades brasileiras, em  meados do século XIX, atingidas pela epidemia da  cólera-morbo.
(64) A ocorrência de pestes e epidemias, nos dias atuais, tem sido interpretada, pela maioria das pessoas, como  resultado do castigo do céu e da ira divina, anunciando  o fim dos tempos.

Resposta: Soma: 43

8. Durante o século XIV, a Europa Ocidental foi atingida por uma grande fome que matou milhares de pessoas. É bom lembrar que a má alimentação abria o caminho para as doenças e epidemias. Um ditado medieval dizia:

“Depois da fome a peste come.”


Uma epidemia, em particular, assolou a Europa em meados do século XIV, matando 1/3 da sua população.

RESPONDA às seguintes questões:

a)  Identifique a epidemia citada acima.
b) Quais os efeitos dessa epidemia sobre a população, o comércio e os preços dos produtos?
c) Em que sentido o desenvolvimento do comércio favoreceu a proliferação dessa doença?


A) Peste Negra
B) O desenvolvimento comercial fez aumentar o deslocamento de pessoas, o contato entre várias regiões. Assim, pessoas atingidas pela Peste entravam em contato com outras pessoas e outros lugares que ainda estavam a salvo da doença.
C) – Produção: Houve uma retração na produção, já que a população se reduziu drasticamente.
- Comércio:  Houve também uma retração na atividade comercial, com a redução dos mercados consumidores.
- Preços : Os preços aumentaram, pois a produção diminuiu muito.

9. Observe uma gravura de 1349.
 

 (Fonte: Alceu Luiz Pazzinato, Maria Helena Valente Senise. "História Moderna e Contemporânea". São Paulo: Ática, 1993. p.12.)

Na Europa Ocidental, as crises do século XIV abalaram intensamente a sociedade feudal. Dentro desse contexto explique o significado da gravura.

Resposta: A gravura ilustra as irmandades flagelantes que percorriam à pé regiões da Europa cantando salmos e hinos religiosos, como forma de penitência para escapar dos castigos divinos, que acreditavam estar relacionados com a peste negra, que dizimava grande parte da população.


10. (Puc) Observe uma gravura de 1349.
(Alceu Luiz Pazzinato, Maria Helena Valente Senise. "História Moderna e Contemporânea". São Paulo: Ática, 1993. p.12.)

Na Europa Ocidental, as crises do século XIV abalaram intensamente a sociedade feudal. Dentro desse contexto, a gravura retrata
a) as irmandades flagelantes que percorriam à pé regiões da Europa cantando salmos e hinos religiosos, como forma de penitência para escapar dos castigos divinos, que acreditavam estar relacionados com a peste, que dizimava grande parte da população.
b) as cruzadas realizadas durante o período em que o papa Urbano II conclamava os cristãos para que expulsassem os muçulmanos que tinham invadido o Estado do Vaticano.
c) a luta dos camponeses contra a exploração dos senhores feudais, que aumentaram substancialmente as obrigações servis após a grande fome que ocorreu e que dizimou grande parcela da população servil.
d) as manifestações dos camponeses contra a Guerra dos Cem Anos, já que esta trazia prejuízos incalculáveis para a produção e obrigava os homens a servirem na defesa de suas nacionalidades.
e) o início do movimento protestante, quando Lutero incitava a cristandade a percorrer as estradas para divulgar os valores de humildade e de confraternização do seu sistema de crenças.
 resposta:[A]

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Conheça os principais aspectos da Revolução Russa

Saiba mais sobre a Revolução Russa de 1917




Teste seus conhecimentos sobre a Revolução Russa


1. (Unicamp 2012) A Primeira Guerra Mundial abalou profundamente todos os povos envolvidos, e as revoluções de 1917-1918 foram, acima de tudo, revoltas contra aquele holocausto sem precedentes, principalmente nos países do lado  que estava perdendo. Mas em certas áreas da Europa, e em nenhuma outra mais que na Rússia, foram mais  que isso: foram revoluções sociais, rejeições populares do Estado, das classes dominantes e do status quo.
(Adaptado de Eric Hobsbawm, Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 262-263.)

a) Relacione a Primeira Guerra Mundial e a situação da Rússia na época.
b) Cite e explique um princípio da Revolução Russa de 1917.

Resolução
a) As derrotas militares sofridas pela Rússia na Primeira Guerra Mundial causaram enormes perdas humanas e prejuízo material, contribuindo para agravar a situação de crise econômica, revolta social e desgaste político do regime czarista. Tal cenário está relacionado ao avanço da oposição (notadamente dos socialistas) e ao desenvolvimento das revoluções russas de 1917.
b) Entre os princípios da Revolução de Outubro de 1917, destacam-se os fundamentos bolcheviques sustentados por Lênin em suas “Teses de Abril”, resumidas no lema: “Paz, Pão e Terra”. Esses princípios socializantes consistiam na retirada imediata do país da I Guerra Mundial, na entrega do governo aos trabalhadores (sovietes), na reforma agrária e na nacionalização dos empreendimentos estrangeiros.

2. (Unesp) Os operários das fábricas e das usinas, assim como as tropas rebeldes, devem escolher sem demora seus representantes ao governo revolucionário provisório, que deve ser constituído sob a guarda do povo revolucionário amotinado e do exército. 

(Manifesto de 27 de fevereiro de 1917, in Marc Ferro. A Revolução Russa de 1917, 1974.)

O manifesto, lançado em meio às tensões de 1917 na Rússia, revela a posição dos
a) czaristas, que buscavam organizar a luta pela retomada do poder.
b) bolcheviques, que chamavam os operários a se mobilizarem nos sovietes.
c) social-democratas, que pretendiam controlar o governo provisório.
d) mencheviques, que defendiam o caráter democrático do novo governo.
e) militares, que tentavam controlar a revolta popular.

Resolução
O manifesto conclama os operários e os soldados russos a assumirem o controle do governo revolucionário provisório. Tal posição era defendida pelos radicais bolcheviques.
Comentário: Deve-se, porém, ressaltar que tanto a data (fevereiro) quanto a posição do autor do manifesto,  que defende a escolha de representantes para o governo provisório, poderiam ser associadas à defesa da democratização do governo menchevique (como citado na alternativa D).
Resposta: B

3. (Unicamp) Existem épocas em que os acontecimentos concentrados num curto período de tempo são imediatamente vistos como históricos. A Revolução Francesa e 1917 foram ocasiões desse tipo, e também 1989. Aqueles que acreditavam que a Revolução Russa havia sido a porta para o futuro da história mundial estavam errados. E quando sua hora chegou, todos se deram conta disso. Nem mesmo os mais frios ideólogos da guerra fria esperavam a desintegração quase sem resistência verificada em 1989.
(Adaptado de Eric Hobsbawm, “1989 — O que sobrou para os vitoriosos”.
Folha de São Paulo, 12/11/1990, p. A-2.)
a) No contexto entre as duas guerras mundiais, quais seriam as razões para a Revolução Russa ter simbolizado uma porta para o futuro?
b) Identifique dois fatores que levaram à derrocada dos regimes socialistas da Europa após 1989.

Resposta da questão 3:
a) Na primeira metade do século XX, em meio às transformações na sociedade capitalista, o triunfo da revolução bolchevista na Rússia foi interpretado pelas esquerdas como a ruptura com o modelo calcado na propriedade privada dos meios de produção cuja crise culminaria em 1929. Na visão das esquerdas, o futuro apontava na direção do coletivismo.
b) A derrocada dos regimes socialistas do Leste Europeu estava associada:
— às dificuldades econômicas de um modelo centralizador que não conseguia suprir as necessidades da sociedade;
— à censura estatal que inviabilizava críticas e discussões em torno dos problemas socioeconômicos;
— à excessiva concentração de gastos estatais no setor militar;
— à corrupção em setores que controlavam a máquina burocrática;
— às pressões por reformas vindas de diversos setores da sociedade.

4. (Uerj) 

 
No mundo contemporâneo, países socialistas viveram situações de crise, contornadas por meio da promoção de reformas, como as mencionadas no texto.
Aponte um princípio comum à Nova Política Econômica e à Perestroika. Em seguida, indique o principal resultado de cada uma dessas políticas promovidas pelo governo soviético.

Objetivo: Identificar semelhanças entre os princípios da Nova Política Econômica, na década de 1920, e da Perestroika, na década de 1980, e os principais resultados dessas ações reformistas implementadas pelo governo da ex-URSS.

Item do programa: O tempo da Guerra Total (1914-1945)

Subitem do programa: Ideologias em movimento, revoltas e revoluções: a Revolução Russa

Item do programa 2: Da Guerra Fria ao mundo do tempo presente (1945-2001)

Subitem do programa 2: Apogeu e crise do socialismo real

Comentário da questão:

A implantação do regime socialista na Rússia, posteriormente URSS, ocasionou a necessidade de adequações nas relações de produção e de trabalho. Na década de 1920, a Nova Política Econômica (NPE) buscou resolver a situação de crise, causada pela guerra civil, por meio de concessões à iniciativa privada, salvaguardando o controle estatal nos setores considerados estratégicos. Na perspectiva do governo soviético, era a necessidade conjuntural de dar um passo atrás, em prol da consolidação das reformas socialistas, em médio prazo. Expectativa que, ao fim, surtiu os resultados esperados.
Na década de 1980, a estagnação de setores produtivos da ex-URSS levou o governo a um conjunto de reformas econômicas - a Perestroika -, pautadas na premissa da necessidade de uma reestruturação que, em linhas gerais, aliou concessões à iniciativa privada à manutenção do controle estatal, de forma similar ao realizado pela NPE. Diferentemente dos resultados dessa última, a Perestroika, acompanhada por reformas políticas - a Glasnost -, provocou como efeito o agravamento da crise, desta feita em proporções que ocasionaram o fim da URSS.

5. (Unesp 2010) A Revolução Russa é o acontecimento mais importante da Guerra Mundial.
(Rosa Luxemburgo. A revolução russa. Lisboa: Ulmeiro, 1975.)

A frase de Rosa Luxemburgo, polonesa então radicada na Alemanha, associa diretamente a ocorrência da Revolução Russa com a Primeira Guerra Mundial.
Indique e analise possíveis vínculos entre os dois processos, destacando os efeitos da Guerra na vida interna da Rússia.

Resolução
Antes de 1914, o regime czarista russo já apresentava graves contradições internas: o atraso econômico, devido à preponderância da agricultura, praticada aliás de forma arcaica; a enorme desigualdade social, com o predomínio da aristocracia fundiária, uma burguesia ainda pouco desenvolvida e a miséria do proletariado e sobretudo do campesinato; e a autocracia do czar, apesar da recente existência de uma assembleia (Duma) com poderes limitados. Essas contradições agravaram-se com as derrotas do exército russo na Primeira Guerra Mundial, que levaram à queda do czar Nicolau II e a tomada d poder pelos bolcheviques, que implantariam o primeiro Estado socialista da História.


6. (Ufu) Interprete as imagens a seguir.

 
Essas imagens apresentam um dos recursos utilizados pelo stalinismo para a anulação dos "inimigos" do regime soviético. A respeito do stalinismo na União Soviética, marque a alternativa correta.
a) Stálin empreendeu um governo autoritário, com características totalitárias, espalhando o terror, massacrando grupos considerados oposicionistas, cujas práticas foram denunciadas e apuradas após sua morte, o que desencadeou uma grande crise do socialismo real e do marxismo ocidental.
b) No plano econômico, foram estabelecidos os chamados Planos Quinqüenais, responsáveis pela implementação da reforma agrária com distribuição de pequenas propriedades aos camponeses e incentivo ao consumo de bens domésticos que promoveu a melhoria do padrão de vida dos trabalhadores em relação ao mundo capitalista.
c) A segunda fotografia, ao retirar a figura de Trotsky, demonstra a tentativa de eliminar não só a presença deste líder dos documentos oficiais, mas a sua própria memória em relação à Revolução Russa, quando defendia que a revolução socialista deveria ser limitada ao território russo para depois estendê-la a outros países, na chamada política do socialismo em um só país.
d) A imagem de Stálin como o grande líder da revolução pode ser atestada pela sua postura diante dos trabalhadores na foto e pela técnica de adulteração de fotografias que retirou Trotsky da segunda imagem. Estas iniciativas foram também implementadas nos programas radiofônicos e na produção de filmes pelo governo de Stálin, a fim de justificar as suas medidas impopulares no chamado "comunismo de guerra".

resposta:[A]

7. (Uerj) 
 
Nos cartazes acima, identificam-se elementos fundamentais para a consolidação do socialismo na Rússia durante o período stalinista (1927-1953). Explique a importância do exército e do modelo de desenvolvimento industrial adotado para a chamada "segunda revolução russa", a partir de 1930.

resposta: 
A segunda revolução russa se apoiará militarmente no Exército Vermelho, responsável pela consolidação da autoridade política do regime Stalinista. Por sua vez, o modelo de desenvolvimento industrial planificado, priorizando os setores estratégicos da economia, permitirá a emergência da URSS como potência mundial.

8. (Ueg) :Duas revoluções marcaram o mundo ocidental: a Revolução Francesa, ocorrida em 1789, e a Revolução Russa, ocorrida em 1917. Sobre estas revoluções, é INCORRETO afirmar que, em ambas,
a) as nobrezas feudais recuperaram rapidamente o seu prestígio e poder político: na França, a restauração feudal ocorreu durante o governo de Napoleão Bonaparte; na Rússia, no governo de Stálin.
b) duas rainhas de origem alemã serviram como símbolo do descontentamento popular contra a Monarquia absolutista: a rainha Maria Antonieta, na França, e a rainha Alexandra, na Rússia.
c) fortes crises econômicas antecederam os processos revolucionários, encarecendo o preço dos alimentos e acirrando o descontentamento dos camponeses e das massas urbanas.
d) houve a execução dos monarcas e o aniquilamento dos regimes absolutistas: na França, com a decapitação do rei Luis XVI; na Rússia, com o fuzilamento do czar Nicolau II.


resposta:[A]

9. (Uftpr) Em 1917, o governo czarista russo sofria a oposição de várias forças políticas, especialmente dos mencheviques e dos bolcheviques. Às dificuldades econômicas e resistências ao absolutismo dos Romanov somaram-se os efeitos da Primeira Guerra Mundial e as derrotas russas. Em fevereiro de 1917, o czar Nicolau II foi deposto com a revolução liberal liderada por Kerensky. 

Sobre o desenrolar da Revolução Russa e surgimento da U.R.S.S. é INCORRETO afirmar que:
a) o governo de Kerensky, ao manter a Rússia na Primeira Guerra, enfraqueceu-se, favorecendo seus opositores, liderados por Lênin, que defendia as "teses de abril", sintetizadas no slogan "paz, terra e pão".
b) em outubro (novembro no calendário gregoriano) de 1917, teve início a Revolução Socialista, liderada por Lênin, que fez o Tratado de Brest-Litovsk, que tirou a Rússia da Primeira Guerra.
c) a resistência nacional e internacional ao governo revolucionário socialista mergulhou a Rússia numa sangrenta guerra civil, contrapondo os "vermelhos" (revolucionários) contra os "brancos" (monarquistas, reacionários e imperialistas). Com a vitória dos seguidores de Lênin, o governo socialista implementou a NEP (Nova Política Econômica), ao mesmo tempo que era constituída a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S.).
d) a morte de Lênin, em 1924, abriu a disputa pelo poder soviético entre Stálin, favorável ao socialismo num só país e Trotsky, favorável à internacionalização da revolução.
e) Trotsky saiu vitorioso e implantou planos qüinqüenais de desenvolvimento, nos quais procurou-se a socialização total da economia, ampla burocratização da administração e a eliminação física dos opositores ao regime, entre eles, Stálin, assassinado em 1940, no México.


resposta:[E]

10. (Pucmg) :Em outubro de 1917, os bolcheviques assumiram o poder na Rússia. A Revolução Russa de 1917 anunciou o fim do capitalismo e o início do comunismo em escala planetária. Sobre a Revolução Russa e a consolidação do socialismo soviético, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
a) Revelou-se um movimento de caráter radical, visto que morreram milhares de homens defendendo suas posições e impondo um sacrifício à população russa em nome de uma revolução social.
b) Foi um movimento de ruptura no processo do antigo Império Russo. A demolição quase instantânea do regime czarista significou uma mudança no destino da Rússia e da Europa.
c) Revelou-se como um movimento perverso. A ascensão do comunismo demonstrou um socialismo com regime autoritário comparável aos governos totalitários da Europa.
d) Foi um movimento isolado no processo de modernização da Rússia empreendido pelo Czar, refletiu os anseios do grupo dos camponeses pela coletivização da terra.


resposta:[D]

11. (FGV) "Come ananás, mastiga perdiz. Teu dia está prestes, burguês" (Vladimir Maiakóvski, trad. de Augusto de Campos. Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski - "Poemas", São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 82.) "Come Ananás... é um exemplo de poesia de luta. Jornais dos dias da Revolução de Outubro noticiaram que os marinheiros revoltados investiam contra o palácio de inverno cantando esses versos. É fácil compreender sua popularidade: o dístico incisivo, de ritmo tão martelado, à feição de provérbios russos, fixava-se naturalmente na memória e convidava ao grito, ao canto."
   (Schnaiderman, B. et al. Maiakóvski - "Poemas", São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 19.)

A poesia citada foi elaborada no contexto
a) da resistência russa ao avanço das tropas de Napoleão no início do século XIX.
b) dos ataques russos à cidade de Stalingrado, tomada pelos nazistas em 1942.
c) dos grupos contrários a Mikhail Gorbatchov em 1991.
d) da revolução socialista na Rússia, em 1917.
e) da invasão russa ao Afeganistão, em 1979.



resposta:[D]

12. (Ufc) Em 2004, a União Européia incorporou vários países do Leste Europeu que no passado fizeram parte da União Soviética ou estiveram sob a sua esfera de influência. Levando em conta essa afirmação, bem como seus conhecimentos, responda às questões propostas.
a) Qual o nome do modelo de sociedade implantado na União Soviética?
b) Qual era a referência teórico-ideológica desse modelo?
c) A partir de que momento histórico o modelo de estado soviético foi implantado na Europa? Como se deu essa implantação?
d) Apresente três das principais características desse modelo e cite dois países da Europa que o adotaram.



resposta:
a) Socialismo.
b) A referência teórico-ideológico do socialismo era o marxismo-leninismo.
c) Foi implantado em vários países do leste e centro da Europa.A implantação do socialismo nesses países ocorreu após o fim do conflito, e em grande parte, foram impostas pela presença militar soviética.
d)Principais características: nacionalização,economia planificada e controlada pelo Estado,abolição do livre comércio entre outros.

13. (Puccamp)  Um dos acontecimentos mais significativos do século XX foi a Revolução Socialista na Rússia, em 1917, por colocar em xeque a ordem socioeconômica capitalista. Com respeito ao desencadeamento do processo revolucionário, é CORRETO afirmar que:
a) a participação da Rússia, na Primeira Guerra Mundial, desencadeou uma série de greves e de revoltas populares em razão da crise de abastecimento de alimentos, provocando o início do movimento.
b) os mencheviques tiveram um papel fundamental no processo revolucionário, por defenderem a implantação das Teses de Abril que consistiam, dentre outras exigências, na reforma agrária, na retirada do país da guerra e na entrega do poder aos sovietes.
c) os bolcheviques representavam a ala mais conservadora dos socialistas, chegando a ocupar o poder com a Revolução de Fevereiro de 1917, através de Alexander Kerenski.
d) Stalin, a partir de outubro de 1917, estabeleceu a tese de que era necessária a revolução em um só país, em oposição a Trotsky, líder do exército vermelho.
e) o governo revolucionário de Stálin conseguiu superar os conflitos que existiam no seu interior, quando estabeleceu a Nova Política Econômica que representava os interesses dos setores mais conservadores.



resposta:[A]

14. (Ufrrj) Leia o texto a seguir.
Em 1921, o problema nacional central era o da recuperação econômica - o índice de desespero do país é eloqüente: naquele ano, 36 milhões de pessoas não tinham o que comer. Nas novas e ruinosas condições da paz, o "comunismo de guerra" revelava-se insuficiente: era preciso estimular mais efetivamente os mecanismos econômicos da sociedade. Assim, ainda em 1921, no X Congresso do Partido, Lenin propõe um plano econômico de emergência: a Nova Política Econômica.
NETO, J. P. "O que é Stalinismo". São Paulo: Brasiliense, 1981.

Sobre a chamada Nova Política Econômica é correto afirmar que
a) ela reintroduziu práticas de exploração econômica anteriores à Revolução Russa de 1917 que se traduziram num abandono temporário de todas as transformações socialistas já feitas e um retorno ao capitalismo.
b) ela consistiu na manutenção de elementos econômicos socialistas, na organização da economia (como o planejamento) e na permissão para o estabelecimento de elementos capitalistas por meio da livre iniciativa em certos setores.
c) ela significou fundamentalmente uma reforma agrária radical que promoveu a coletivização forçada das propriedades agrárias e a construção de fazendas coletiva, os Kolkhozes.
d) seu resultado foi catastrófico, mesmo permitindo a volta controlada de relações capitalistas na economia, já que ela ampliou ainda mais o nível de desemprego e produziu fome em grande escala.
e) ela significou, com a abertura para o capitalismo, um aumento substancial da produção industrial, mas, ao mesmo tempo, por ter retirado todos os incentivos anteriormente concedidos à produção agrícola, foi a razão da ruína do campo.



resposta:[B]

15. (Ufv) A Revolução Russa de 1917 significou a formação do primeiro Estado Socialista do mundo, provocando uma ruptura no sistema capitalista mundial e influenciando os movimentos revolucionários no pós-guerra e a divisão do mundo em Socialismo e Capitalismo, com os conseqüentes conflitos de interesses.
a) Cite duas condições existentes na Rússia czarista que contribuíram para a eclosão da Revolução de 1917.
b) O que eram os soviets e qual o seu papel no processo revolucionário?



resposta:
a) o desenvolvimento econômico do país era extremamente lento; seu comércio e sua indústria encontravam-se nas mãos de estrangeiros e o grosso da produção era consumido pelo próprio Estado.

b) Órgãos do poder na URSS eleitos por todo o povo; as organizações mais representativas e de massas que unem em si as características próprias de órgãos estatais e de organizações sociais.

16. (Uerj) 

 

http://www.apaginavermelha.hpg.ig.com.br Camaradas, a vida de nosso bem-amado Stalin pertence ao povo inteiro. Stalin é nosso guia, nosso sol. Morte a todos os restos do bando fascista. Sokorine, militante do Partido Comunista da URSS, 1936. (Apud FERREIRA, Jorge. O socialismo soviético. In: REIS, Daniel Aarão Filho (org.) O século XX: o tempo das crises . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.) O terror e a propaganda foram dois lados complementares do regime stalinista. Contudo, muitos historiadores afirmam que eles não são suficientes para explicar o grau de aprovação conseguido por este regime tanto dentro como fora da União Soviética. O apoio político dado a Stalin dentro da URSS também é explicado pela:
a) eclosão da segunda revolução russa, que modificou as bases ideológicas do bolchevismo e excluiu lideranças como a de Trotski
b) manipulação estatal do nacionalismo, que possibilitou a mobilização popular e revitalizou o caráter messiânico da cultura russa
c) entrada de capitais estrangeiros após a Segunda Guerra Mundial, que facilitou a retomada da industrialização e permitiu a diminuição do desemprego
d) introdução da Nova Política Econômica, que permitiu a manutenção da pequena propriedade privada e assegurou a permanência da aliança operário-camponesa

resposta:[B]

17. (Unesp) O retorno a uma semi-economia de mercado provocou o reaparecimento da moeda e, durante o ano de 1921, renasceu o mercado propriamente dito. A desnacionalização de empresas começou respectivamente pelo pequeno e grande comércio, atingindo, mais tarde, a indústria leve. As cooperativas foram devolvidas aos seus antigos acionistas e, no final do ano, permaneciam nas mãos do Estado apenas os setores economicamente estratégicos, o crédito e a indústria pesada.
(Martin Malia. Entender a Revolução Russa.)

O trecho apresentado refere-se a um momento da Revolução Russa, no qual
a) o Estado soviético implementa a Nova Política Econômica, procurando superar as dificuldades econômicas e sociais advindas do Comunismo de Guerra.
b) o partido bolchevista promove um processo de abertura política, instaurando um regime político democrático e pluripartidário.
c) o governo leninista, enfraquecido pela guerra civil, é obrigado a fazer concessões à tradicional nobreza czarista.
d) o Estado soviético aplica uma política de planificação econômica e de coletivização de terras denominada de Planos Qüinqüenais.
e) o conflito entre facções dentro do Estado resulta na oposição do partido bolchevista ao ideário socialista.



resposta:[A]

18. (Unesp 2010)  Discorra sobre a experiência socialista iniciada na Europa no período entre as duas Guerras Mundiais.

  Resposta da questão 18:
 Ao final da Primeira Guerra Mundial iniciou-se a experiência socialista na URSS. A Revolução de 1917 consolidou-se nos anos seguintes, ao final da Guerra Civil em 1921 e com a implementação de medidas de reordenamento econômico no país, com a NEP e posteriormente com os Planos Quinquenais. O movimento socialista conheceu grande expansão na Europa e na América, com o crescimento de partidos comunistas e socialistas em diversos países, mas que não chegaram ao poder.
Os Estados socialistas do Leste Europeu somente se formaram ao final da Segunda Guerra, portanto, não devem ser considerados na questão. 

19. (Ufrj 2009)  "Como a Revolução Francesa, em fins do século XVIII e começo do século XIX, as Revoluções Russas que levaram à fundação da URSS modificaram a face do mundo. Para muitos deram início ao século XX. Seja qual for nossa opinião a respeito, é inegável que imprimiram sua marca a um século que só terminou com o desaparecimento dos resultados criados por elas".
            (REIS FILHO, Daniel Aarão. "As revoluções russas". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 37)

a) Identifique duas medidas adotadas pelos bolcheviques entre 1917 e a criação da União Soviética (1922).
b) Explique uma questão de ordem interna à União Soviética que contribuiu para o seu fim em 1991.

 Resposta da questão 19:
 a) O candidato poderá indicar, entre outras, as seguintes medidas: Instituição do Conselho de Comissários do Povo; proclamação dos Decretos: sobre a Terra (reforma agrária), Paz (armistício imediato e negociações para a retirada da Rússia da 1a Guerra), Controle Operário (estatização e direção operária das fábricas); Declaração dos Povos da Rússia (igualdade entre as nações russas e o direito de cada uma delas constituir um Estado nacional próprio); organização do Exército Vermelho para enfrentar os " exércitos brancos" na Guerra Civil (1918-1921); adoção do "comunismo de guerra" (apropriação de bens e terras; regulamentação da produção etc) durante a Guerra Civil; estabelecimento da NEP (Nova Política Econômica), com a permissão para o ingresso de capital estrangeiro e da atividade de pequenas e médias empresas privadas (1921).

b) O candidato poderá desenvolver, entre outros, os seguintes aspectos: a perda de capacidade da URSS de manter taxas crescentes de desenvolvimento econômico, especialmente, na virada para os anos 80; o esvaziamento do discurso igualitário desvelado, por exemplo, nas gritantes desigualdades que separavam os membros do Partido e do resto da população; o fracasso da perestroika (reestruturação), conjunto de iniciativas tentadas por Gorbachev para reeguer a economia da URSS; o êxito parcial da glasnot (transparência), com a afirmação de um ambiente de liberades e debates públicos acerca das grandes questões que envolviam a URSS e o chamado socialismo realmente existente; o acirramento das disputas entre reformistas (defensores de radicalizar a perestroika e a glasnot) e os conservadores (receosos de que se perdesse o controle sobre as mudanças); a emergência da questão nacional, ou seja, a luta de inúmeras repúblicas, até então abrigadas na URSS, por suas identidades, autonomia e, em muitos casos, independência. 

20. (Uel 2009)  Compreender o processo revolucionário socialista ocorrido na Rússia de 1917 implica discernir historicamente os seus autores e as atitudes assumidas por eles.
Desta forma, pode-se afirmar.
a) O partido comunista russo, criado por Marx e Engels em pleno vigor da lei de exceção imposta pelo Czar Nicolau II, adotou táticas de guerrilha de elevada eficácia sócio-política, vencendo assim a guerra revolucionária.  
b) O processo revolucionário leninista colocou um ponto final no período feudal soviético dos Petrogrados, unindo os comerciantes revolucionários das principais cidades e os camponeses como anteriormente havia ocorrido na Revolução francesa de 1789.  
c) O comandante do exército bolchevique, Stalin, assumiu o poder no processo revolucionário expulsando o Czar e nomeando como seu líder no congresso socialista, Trotski, organizador das barricadas sindicais na Praça Vermelha.  
d) Marx e Bakunin elaboraram os princípios revolucionários de uma sociedade socialista, no entanto, devido aos intensos debates entre eles sobre a forma como o processo deveria ocorrer, distanciaram-se, tornando-se adversários.  
e) Proudhon, exilado na Rússia, organizou os operários em sindicatos comunistas que, na revolução, se integraram ao exército vermelho chefiado por Kerensky, estabelecendo a estratégia da guerra total contra o exército branco. 


 
Resposta da questão 20: [D] 


 
21. (Unicamp 2008)  Alguns comunistas franceses encontravam conforto na ideia de que as atitudes de Stalin em relação aos opositores do regime político vigente na União Soviética eram tão justificadas pela necessidade quanto havia sido o Terror de 1793-1794, liderado por Robespierre. Talvez em outros países, onde a palavra Terror não sugerisse tão prontamente episódios de glória nacional e triunfo revolucionário, essa comparação entre Robespierre e Stalin não tenha sido feita.
            (Adaptado de Eric Hobsbawn. "Ecos da Marselhesa: dois séculos reveem a Revolução Francesa". São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 67-68.)

a) De acordo com o texto, o que permitiu aos comunistas a comparação entre os regimes de Robespierre e de Stalin?
b) Quais os princípios políticos que definiam o regime soviético?
 
Resposta da questão 21:
 a) A necessidade de endurecimento do governo revolucionário de Robespierre foi justificada como uma resposta às ações dos contra-revolucionários, representados, no plano interno, por grupos políticos de oposição aos jacobinos e, no plano externo, por invasores estrangeiros temerosos do êxito da Revolução Francesa. Situação idêntica (inimigos internos e externos) enfrentaram os comunistas após o triunfo da Revolução de 1917.

b) O regime político soviético baseava-se na atuação dos sovietes (conselhos de trabalhadores), definindo-se como uma democracia popular, sob a direção do partido Comunista. Na prática porém, estabeleceu-se uma ditadura de partido único que adquiriu feições de um Estado totalitário.