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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O nome da rosa (Umberto Eco)



 Assista ao filme O nome da rosa, baseado na obra homônima de Umberto Eco




O Nome da Rosa
Umberto Eco
Ficção de estreia de Umberto Eco, "O Nome da Rosa" é um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327. Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites. Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.

Síntese
Ficção de estreia de um dos mais respeitados teóricos da semiótica, "O Nome da Rosa" transformou-se em prodígio editorial logo após seu lançamento, em 1980.

Tamanho sucesso não parecia provável para um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327.

Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites.

Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro - a maior biblioteca do mundo cristão, cuja riqueza ajuda a explicar o título do romance: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras.

Narrado com a astúcia e a graça de quem apreciou (e explicou) como poucos as artes do romance policial, "O Nome da Rosa" encena discussões de grandes temas da filosofia europeia, num contexto que faz desses debates um ingrediente a mais da ficção.

O livro de Eco é ainda uma defesa da comédia - a expressão do homem livre, capaz de resistir com ironia ao peso de homens e livros.



 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Filme: Desmundo



Assista ao filme Desmundo





Desmundo é um filme brasileiro de 2003, dirigido por Alain Fresnot. O roteiro, adaptação do livro Desmundo, de Ana Miranda, é de Sabina Anzuategui, Anna Muylaert e do próprio diretor.
Brasil, por volta de 1570. Chegam ao país algumas órfãs, enviadas pela rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. Uma delas, Oribela (Simone Spoladore), é uma jovem sensível e religiosa que, após ofender de forma bem grosseira Afonso Soares D'Aragão (Cacá Rosset) se vê obrigada em casar com Francisco de Albuquerque (Osmar Prado), que a leva para seu engenho de açúcar. Oribela pede a Francisco que leh dê algum tempo, para ela se acostumar com ele e cumprir com suas "obrigações", mas paciência é algo que seu marido não tem e ele praticamente a violenta. Sentindo-se infeliz, ela tenta fugir, pois quer pegar um navio e voltar a Portugal, mas acaba sendo recapturada por Francisco. Como castigo, Oribela fica acorrentada em um pequeno galpão. Deprimida por estar sozinha e ferida, pois seus pés ficaram muito machucados, ela passa os dias chorando e só tem contato com uma índia, que lhe leva comida e a ajuda na recuperação, envolvendo seus pés com plantas medicinais. Quando ela sai do seu cativeiro continua determinada em fugir, até que numa noite ela se disfarça de homem e segue para a vila, pedindo ajuda a Ximeno Dias (Caco Ciocler), um português que também morava na região.


 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Assista ao filme Mauá, o imperador e o rei


 Assista ao filme Mauá, o imperador e o rei
 

MAUÁ, O IMPERADOR E O REI
(Brasil. 1999)
DIREÇÃO: Sérgio Resende
ELENCO: Paulo Betti, Malu Mader, Othon Bastos, Antonio Pitanga, Rodrigo Penna; 134 min.
RESUMO
O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional, ao longo do século XlX.
Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como chutado pela porta dos fundos por D. Pedro II.

CONTEXTO HISTÓRICO
A aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro, liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano.
Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo maior do emergente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos. Essas iniciativas modernizadoras encontravam seu revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente britânicos. Essa concorrência feroz, não mediu esforços e em 1857 um incêndio nitidamente provocado destruiu a Ponta de Areia.
Suas iniciativas vanguardistas representavam uma ameaça para os setores mais conservadores do governo e para o próprio imperador, que não lhe deu o devido apoio. Sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai, acabam o isolando ainda mais, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

INTERTEXTO





Análise do livro Budapeste, de Chico Buarque de Hollanda







Abaixo vemos um vídeo da música Eu te amo de Chico Buarque com cenas do filme Budapeste.

















Quarto livro de Chico Buarque, que o escreveu na sua casa no Rio de Janeiro e no apartamento em Paris, Budapeste é caracterizado pela história de um ghost-writer, alguém que escreve o que outras pessoas assinam, artigos para jornal, discursos de autoridades, autobiografias e, no ápice, poemas. Um autor anônimo, um brilhante autor anônimo. O personagem principal de Budapeste é o ghost-writer José Costa que vive no Rio de Janeiro. É casado com Vanda, que engravidou num momento em que ele se sentia despojado de amor próprio. Gerou Joaquinzinho. Na qualidade de sócio-proprietário da Cunha & Costa Agência Cultural, fundada pelo amigo de infância Álvaro Cunha, seu trabalho é escrever para outras pessoas discursos, declarações, notas e artigos inteiros que, não raro, alcançam sucesso, são comentados, forjam jargões, mas o mantêm anônimo. Sua solidão, contudo, é relativa. Existem tantos como ele espalhados pelo mundo que chegam a se reunir em congressos mundiais de escritores desconhecidos. Na volta de um desses eventos, realizado em Istambul, Turquia, seu avião é desviado para Budapeste, Hungria, onde pernoita. Como ninguém por lá sabe pronunciar José Costa, surge, então, Zsoze Kósta, um brasileiro apaixonado, ou melhor seduzido, subjugado pela língua magiar a ponto de passar a viver com a bela Krista, mulher que lhe ensina o novo idioma. É do diálogo entre os dois personagens que se alimenta Budapeste. José é capaz de escrever sobre qualquer assunto, desde que seja sob a forma de prosa. Atinge o cume de sua carreira ao criar O ginógrafo, autobiografia erótica de Kaspar Krabbe, um executivo alemão que zarpou de Hamburgo e adentrou a Guanabara. No Brasil, aprendeu a escrever o português no corpo de uma certa Tereza, e mais tarde nos corpos de prostitutas e estudantes que chegavam a fazer fila para merecer tal atenção. Na pele de Zsoze, ele só escreve em versos. Assim que começa a dominar o idioma magiar, cria um livro de poemas, Titkos Háramsoros Versszakok ou Tercetos secretos, que sai assinado por um tal de Kocsis Ferenc, poeta em franca decadência. São referências cruzadas que se repetirão pelo livro. Em certo momento, José abandona Vanda no Rio de Janeiro para descobrir-se Zsoze nos braços de Krista, em Budapeste, e vice-versa. Sempre que está na capital húngara ou na Cidade Maravilhosa hospeda-se no Hotel Plaza, nome genérico que obedece à estranha regra de nunca se localizar numa praça. Mas Vanda acaba se apaixonando pela autobiografia do alemão Krabbe, escrita por José. Enquanto Krista considera os poemas nada mais que ?exóticos?, o que leva Zsoze a romper com ela. Esta idéia de espelhos, simulacros e duplos remete a escritores como Henry James e Jorge Luis Borges, como sinaliza o onipresente José Miguel Wisnik, encarregado do texto de apresentação do livro. Aos que se identificam mais com histórias do que com estruturas, porém, a liberdade de José-Zsoze em lidar com seus devaneios guarda ecos de Phillip Roth e Rubem Fonseca nos seus melhores momentos. A diferença é que o personagem de Chico Buarque se revela voyeur de si próprio e de seus delírios. O que chama a atenção em Budapeste, principalmente em relação aos enredos asfixiantes dos livros anteriores, é a linguagem mais palatável, sedutora até, com que envolve o leitor para enfim aprisioná-lo numa armadilha estilística: o que é verdade e o que não é? Enfim, um romance do duplo e de muita erudição - tão popular na literatura européia do século XIX e XX.













Adaptação do livro de Chico Buarque, 'Budapeste' chega aos cinemas

No elenco, Leonardo Medeiros e a atriz húngara Gabriella Hámori.



Cartaz do filme



Livro de Chico Buarque, “Budapeste” ganhou das mãos do cineasta Walter Carvalho e da roteirista Rita Buzzar adaptação para os cinemas. Para levar às telas a história de um ‘ghost writer’ que cai de amores por uma húngara, o diretor carregou parte da equipe para Budapeste e montou um grupo com profissionais de várias nacionalidades e, o mais difícil –idiomas.









O primeiro encontro entre Kriska (Gabrielle Hámori) e Costa (Leonardo Medeiros) na livraria húngara: improviso e ''frescor'' (Foto: Divulgação)



















“As filmagens na Hungria foram uma epifania. Eles só falam húngaro, que é uma língua muito difícil. A grande maioria falava inglês também, mas no set tinha de tudo: espanhol, francês, alemão. Era como uma Torre de Babel”, contou Carvalho. E apesar da aparente barreira inicial, a iniciativa de tentar repetir palavras em húngaro do diretor-assistente Rafael Salgado abriu as portas para a comunicação. “Rafa se arriscou, e eles começaram a perguntar também sobre as palavras em português. Sem falar nos palavrões”, brincou o cineasta. “Isso nos uniu.”



Giovana Antonelli também atuou neste filme.



Teve até choradeira na despedida da equipe brasileira da Hungria. “Eles nos disseram que mudamos a forma de eles fazerem cinema, porque eram acostumados a trabalhar com os americanos que, dizem, são antipáticos. A gente não se entendia, é verdade, mas havia uma comunicação. Passamos momentos de grande emoção”, contou Carvalho.



Quem mais sofreu com a língua foi o ator Leonardo Medeiros, que tinha muitas falas em húngaro e teve que estudar o idioma e a pronúncia. Aos olhos –e ouvidos– do público brasileiro, parece tudo perfeito e admirável. Mas ele diz que não chegou nem perto de dominar o húngaro. “Quando comecei a estudar, três meses antes das filmagens, percebi que jamais dominaria a língua. Aí me dispus a fazer um mergulho nas falas do personagem e, quando filmamos, me dediquei a aprendê-las. O húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.”





Chico Buarque faz participação em ''Budapeste'', contracenando com Leonardo Medeiros (Foto: Divulgação)







Primeiro encontro



Carvalho afirmou que queria muito improviso no filme, pois acredita que as cenas, feitas espontaneamente, dão um frescor ao filme que, de outra forma, não pode ser conquistado. “O primeiro encontro dos personagens do Léo (Leonardo Medeiros) e da Gabriella (Hámori, atriz húngara que participa do longa), em cena, foi também o primeiro encontro dos dois atores.”



Na história, o “ghost writer” Costa (Medeiros), passeando por Budapeste, conhece Kriska (Gabrielle) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.



Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska. Clichês húngaros



Atriz húngara de teatro e cinema, Gabriella Hámori foi escolhida por Walter Carvalho para “Budapeste” depois de alguns testes. “Meu personagem serve para ajudar Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Kriska também parece ter saído de um sonho. Às vezes, eu sinto como se ela não precisasse fazer nada além de existir”, conta a atriz.



No Brasil para a divulgação do filme, ela se disse orgulhosa de ser húngara, e definiu seu povo como “incrível”. “Eles são mais cautelosos, dificilmente aceitam algo de primeira. “ Talvez por isso a atriz tenha afirmado que, apesar de gostar dos improvisos pedidos pelo diretor, prefere saber exatamente o que tem de dizer e fazer com antecedência.



“Mas procurei atender tudo o que o Walter pediu. Quando ele disse que não queria que eu e o Leonardo nos encontrássemos antes da primeira cena, respeitei e nem busquei a foto dele na internet. Queria que fosse tudo muito real e totalmente livre.”



Gabriella afirmou que o livro de Chico Buarque não foi muito bem recebido pelos húngaros. "As pessoas que leram o livro gostaram, mas não penetrou fundo. Há muitos clichês sobre a Hungria, e talvez isso tenha influenciado", analisa.



O autor -que fez uma participação especial no filme- já afirmou que escreveu "Budapeste" antes de conhecer a cidade. "Tinha uma ideia onírica dela. Quando a conheci, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado realmente correspondia à realidade - embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é realista."
Assista abaixo a uma cena deste filme.