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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Absolutismo monárquico (testes)

Teste seus conhecimentos sobre o Absolutismo monárquico

1. (Unesp) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo:
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.



2. (Puccamp) Dentre as instituições políticas do Estado Moderno, aquela que mais o caracteriza é o:
a) absolutismo monárquico, nova forma política assumida cujos fundamentos estavam expressos na SUMA TEOLÓGICA de Tomás de Aquino.
b) mercantilismo que serviam para justificar o enriquecimento da Igreja Católica, mas não traduziam os interesses do monarca absolutista.
c) absolutismo monárquico que intervinha na vida econômica.
d) liberalismo praticado pelos Príncipes, mas limitado pela tradição e pelo equilíbrio entre as classes sociais.
e) absolutismo monárquico que punha em prática uma política econômica de características não intervencionistas, quase liberais - a política mercantilista.


3. (Uel) "Tudo na França no século XVII é angústia: a de Pascal, siderado pelo silêncio dos espaços infinitos, a de Racine, situando o homem entre um universo mudo e um Deus oculto, e o riso de Moliere, que fez toda França compreender a farsa que lhe impunha o absolutismo, ao fazê-lo crer que vivia uns novos tempos, quando na verdade, não se libertara da herança feudal." 
O texto refere-se a um período que ficou conhecido, na história da França, como
a) "O Século das Luzes."
b) "O Século de Luís XIV."
c) "A fase do Renascimento."
d) "O período da Restauração."
e) "A época de Felipe, O Belo."



4. (Fei) A famosa frase atribuída a Luis XIV: "O Estado sou eu", define:
a) o absolutismo;
b) o iluminismo,
c) o liberalismo;
d) o patriotismo do rei;
e) a igualdade democrática.



5. (UFPR) Jacques Bossuet utilizou argumentos extraídos da Bíblia para justificar o poder absoluto e de direito divino da realeza, com o lema: "Um rei, uma lei, uma fé". São características do absolutismo na França: (V ou F)
(01) A concentração dos mecanismos de governo nas mãos do rei. (  )
(02) A identificação entre Nação e Coroa. (     )
(04) A influência do racionalismo iluminista como justificativa do poder absoluto e do "direito divino". (     )
(08) A criação de exército nacional permanente. (     )
(16) A ampla liberdade de expressão e de fé. (     )




6. (UFC) Sobre as características do Absolutismo na Idade Moderna é correto afirmar: (V ou F)
(01) foi um tipo de regime republicano e democrático. (     )
(02) procurou legitimar-se no "Direito Divino dos Reis". (     )
(04) foi a expressão do poder político descentralizado. (     )
(08) implementou o Estado burocrático e racional. (     )
 (16) baseou-se no poder autocrático do soberano. (     )



7. (Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, "L Etat c est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:
a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.

8. (Unesp) "A monarquia absoluta foi uma forma de monarquia feudal diferente da monarquia dos Estados medievais que a precedeu; mas a classe dominante permaneceu a mesma, tal como uma república, uma monarquia constitucional e uma ditadura fascista podem ser todas [elas] formas de dominação burguesa." (Christopher Hill,"Um comentário", citado por Perry Anderson em LINHAGENS DO ESTADO ABSOLUTISTA.) 

O texto apoia a seguinte afirmação:
a) os Estados medievais precederam a monarquia.
b) a expressão "monarquia feudal" não é aplicável aos Estados medievais.
c) os Estados medievais podem ser considerados Estados de transição.
d) o absolutismo foi uma forma de dominação feudal.
e) o absolutismo foi politicamente neutro do ponto de vista social.


9. (Cesgranrio) Assinale a opção que NÃO caracteriza o absolutismo de Luís XIV na França no século XVII:
a) A associação do Estado à pessoa do rei expressa na frase "L Etat c est moi", a prática do governo ligada à produção de decretos, o fortalecimento da administração com a criação dos intendentes reais para as províncias e dos magistrados reais para as cidades.
b) O fortalecimento do poder do Estado através da constituição de símbolos concretos de autoridade, como Palácio de Versailles, a ênfase na cultura com o patrocínio estatal das artes e da literatura e o desenvolvimento de uma política econômica mercantilista dirigida por Colbert.
c) A constituição de um sistema nacional de impostos, a organização permanente do exército e a unificação do direito através de sua codificação reproduzindo a dinâmica da obediência ao rei e a Deus.
d) A constituição de uma economia baseada no livre desenvolvimento da produção, a permanente organização da burocracia real comandada pelos nobres e estruturada em critérios de competência e eficácia, a representação divina do poder através da associação entre rei e Deus.
e) A eliminação da figura do 1.o Ministro e a constituição da dominação política através de um reforço acentuado dos vínculos pessoais de obediência do clero e da nobreza com a institucionalização de uma sociedade de corte baseada no poder pessoal do rei.


10. (UFRS) Pelo Edito de Nantes, em 1598, Henrique IV da França
a) reprimiu violentamente os protestantes em Paris, no acontecimento conhecido como "A Noite de São Bartolomeu".
b) instituiu a cobrança de impostos territoriais somente para os protestantes franceses.
c) estabeleceu a igualdade política entre os diferentes credos.
d) diminuiu o poder dos católicos franceses, assegurando a supremacia política aos huguenotes.
e) concentrou todo o poder nas suas mãos, implantando o absolutismo na França.


11. (Cesgranrio) "...o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundindo com o que tem pela sua família, torna-se-lhe natural... O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..." 
(Jacques de Bossuet. POLÍTICA TIRADA DA SAGRADA ESCRITURA. Livro II, 10 proposição e Livro VI, artigo 1º.)

O trecho anterior se refere ao Absolutismo monárquico, que se constituiu no próprio modelo dos regimes políticos dos Estados europeus do Antigo Regime. Apresentou variáveis locais conforme se expandia na Europa, entre os séculos XVI e XVIII. Entretanto, podemos identificar no Absolutismo monárquico características comuns que o distinguiam, dentre as quais destacamos corretamente a:
a) unificação de diversas atribuições de Estado e de governo na figura dos monarcas, tais como a prerrogativa de legislar e a administração da justiça real.
b) substituição de um tipo de administração baseada na distribuição de privilégios e concessões régias por uma organização burocrática profissional que atuava em atividades desvinculadas do Estado.
c) implementação de práticas econômicas liberais como forma de consolidar a aliança política e econômica dos reis absolutos com as burguesias nacionais.
d) submissão política dos governos reais absolutistas à hierarquia eclesiástica, conforme definido pela doutrina do Direito Divino dos Reis.
e) definição da autoridade dos monarcas absolutos e seus limites de poder, através da atuação dos parlamentos nacionais constitucionalistas, controlados por segmentos burgueses.


12. (Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis pois que "os fins justificam os meios." Professou suas idéias na famosa obra:
a) "Leviatã"
b) "Do Direito da Paz e da Guerra"
c) "República"
d) "O Príncipe"
e) "Política Segundo as Sagradas Escrituras"

(UNIOESTE 2013) Assinale a alternativa CORRETA. “O Estado Sou Eu!” Esta frase, atribuída ao rei da França Luís XIV (1638-1715), expressa
A. o medo que o rei da França tinha de uma revolução que lhe ameaçasse a vida.
B. o personalismo dos monarcas franceses da Idade Média.
C. a concentração de poderes que caracteriza o Estado Absolutista.
D. a debilidade dos Estados modernos diante do poder da nobreza.

E. o surgimento dos modernos monarcas que “reinam, mas não governam”.

GABARITO
1. Resposta:[D] 
Absolutismo é uma teoria política que defende que alguém (em geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão. É uma organização política na qual o soberano concentrava todos os poderes do estado em suas mãos. Os teóricos de relevo associados ao absolutismo incluem autores como Maquiavel, Jean Bodin, Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra, Bossuet e Thomas Hobbes. Esta ideia tem sido algumas vezes confundida com a doutrina do "Direito Divino dos Reis", que defende que a autoridade do governante emana diretamente de Deus, e que não podem ser depostos a não ser por Deus, defendido por alguns absolutistas como Jean Bodin, Jaime I e Jacques Bossuet.

2. Resposta:[C]
O mercantilismo originou um conjunto de medidas econômicas diversas de acordo com os Estados. Caracterizou-se por uma forte intervenção do Estado na economia. Consistiu numa série de medidas tendentes a unificar o mercado interno e teve como finalidade a formação de fortes Estados-nacionais.

3. Resposta:[B]
O reinado de Luís XIV de mais de meio século representou um período de apogeu para a França. O país conheceu um enorme poderio militar, prosperidade científica e desenvolvimento artístico.

4. Resposta:[A]
Luís XIV,  conhecido como "Rei-Sol", foi um monarca absolutista da França, reinando de 1643 a 1715.
A ele é atribuída a famosa frase: "L'État c'est moi" (em português: O Estado sou eu), apesar de grande parte dos historiadores achar que isso é apenas um mito. É considerado pelos historiadores como o principal representante do absolutismo monárquico na Europa moderna.
5. Resposta:[V,V, F, V, F]

6. Resposta:[F, V, F, V, V]

7. Resposta:[D]
Entende-se por absolutismo monárquico, o processo de centralização política nas mãos do rei. É resultado da evolução política das monarquias nacionais, surgidas na Baixa Idade Média, fruto da aliança rei-burguesia.

8. Resposta:[D]
De acorco com Perry Anderson, em  Linhagens do Absolutismo - a aristocracia feudal, a mesma classe dominante da época medieval, foi também dominante na fase inicial da modernidade: “[...] essa nobreza passou por profundas metamorfoses nos séculos que se seguiram ao fim da Idade Média: mas desde o princípio até o final da história do absolutismo nunca foi desalojada de seu domínio do poder político”
   O Estado absolutista do Ocidente, nos dizeres de Anderson, foi um mecanismo criado pela aristocracia feudal para consolidar seus domínios, não foi um arbitro perante um conflito de classes, nem bem fruto do capital burguês.  Este Estado Absolutista foi um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado, destinado a sujeitar as massas camponesas à sua posição social tradicional.

9. Resposta:[D]
Como ministro de Luís XIV, Colbert quis tornar a França a nação mais rica da Europa, e para isso implantou o mercantilismo industrial, incentivando a produção de manufaturas de luxo visando a exportação.

10. Resposta:[C]
O decreto autorizava a liberdade de culto, com certos limites, aos protestantes calvinistas. A promulgação deste édito colocou fim às guerras religiosas na França que assolaram o país durante o século XVI. Henrique IV, também protestante, tinha-se convertido ao catolicismo para poder subir ao trono.

11. Resposta:[A]
Autor de Política Segundo a Sagrada Escritura, na qual defende a origem divina do poder real. Deus delegava o poder político aos monarcas, conferindo-lhes autoridade ilimitada e incontestável. Essa era a teoria do direito divino dos reis. O caso mais exemplar de governante que se serviu das ideias de Bossuet foi o soberano francês Luís XIV, o chamado "Rei Sol".

12. Resposta:[D]
O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos.

13. Resposta:[C]
O rei Luís XIV é considerado o principal símbolo do Absolutismo francês.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Conheça as características do absolutismo na França


 Saiba mais sobre o Absolutismo francês




 
Conheça as características do Absolutismo na França.

Roteiro de estudos: Lista de questões sobre o Absolutismo francês

1. (UFPE) A Idade Média foi um período em que ocorreram também articulações políticas que procuravam fortalecer certas monarquias nacionais existentes. Na França, logo no início da Idade Média, houve tentativas de centralização política. Na análise da monarquia francesa, no período dos Capetíngios, podemos destacar que:
( ) houve fortalecimento da nobreza, na época de Hugo Capeto, com uma política de esvaziamento dos interesses da burguesia emergente.
( ) os contatos entre o rei Felipe Augusto e a burguesia foram significativos, favorecendo o fortalecimento do exército.
( ) o rei Felipe Augusto fracassou em suas tentativas de conquistar a Normandia, sendo derrotado pelo exército de João Sem Terra.
( ) no reinado de Felipe Augusto IV, as relações diplomáticas se tornaram tensas com a Igreja Católica, que ameaçou o rei de excomunhão.
( ) existiram tentativas de centralização política, que ajudaram no fortalecimento de certos interesses da burguesia emergente.


resposta:F - V - F - V - V

2. (Ufg)
I. Só a Igreja romana foi fundada por Deus.
II. Só o pontífice romano, portanto, tem o direito de ser chamado universal.
III. Só ele pode nomear e depor bispos. [...]
VIII. Só ele pode usar a insígnia imperial. 
IX. O papa é o único homem a quem todos os príncipes beijam os pés.
XII. É-lhe lícito destituir os imperadores. 

GREGÓRIO VII, Dictatus papae.Apud SOUZA, José Antonio C. R. de; BARBOSA, João Morais. "O reino de Deus e o reino dos homens". Porto Alegre: Edipucrs, 1997. p. 47-48.

O documento expressa a concepção do poder papal de Gregório VII (1073-1085) que se relaciona com
a) o "Cisma do Oriente", que selou a separação entre as duas Igrejas, a católica romana e a ortodoxa grega.
b) o "Cativeiro de Avinhão", período de 70 anos em que os papas submeteram-se à autoridade do rei da França.
c) a "Querela das Investiduras", conflito político que demarcou as esferas do poder papal e as do poder imperial.
d) a "Doação de Constantino", que serviu como justificativa para o estabelecimento do Patrimônio de São Pedro.
e) o "Cisma do Ocidente", que dividiu a autoridade suprema da Igreja entre dois papas, o de Roma e o de Avinhão.


resposta:[C]

3. (Unifesp) Ao longo da Baixa Idade Média, a Igreja (com o papa à frente) e o Estado (com o imperador ou rei à frente) mantiveram relações conflituosas como, por exemplo, durante a chamada "Querela das Investiduras", nos séculos XI e XII, e a transferência do papado para Avignon, no sul da França, no século XIV. Sobre essa disputa, indique
a) os motivos.
b) os resultantes e sua importância ou significação histórica.


resposta:

a) Tal disputa pela hegemonia política na Europa feudo-medieval foi motivada pelo conflito entre o poder temporal do Estado, simbolizado pelo rei, e o espiritual, simbolizado pelo Papa.
b) A principal conseqüência dessas relações conflituosas foi o declínio do poder feudo-papal frente à emergência do estado real. Dessa forma, sua importância histórica é a decadência do mundo medieval.

4. (Unicamp)"Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão-de-obra desorganizou as relações sociais e de trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio."
(Adaptado de Georges Duby, "A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana D arc". Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa medieval, em seus aspectos econômico e religioso.
b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus na Terra.

resposta:
a) No aspecto econômico, a alta mortalidade teve impacto sobre a mão-de-obra, o que desorganizou as relações sociais e de trabalho. No aspecto religioso, o texto faz referência à concepção da peste como um castigo pelo pecado dos governantes, o que repercutiria, por exemplo, no surgimento de novas formas de devoção. 
b) A concepção era a de uma sociedade dividida em três ordens (religiosos, guerreiros e trabalhadores), bem como o próprio caráter sagrado do laço de fidelidade que prendia suseranos a vassalos.

5. (Fgv) Sobre a formação do absolutismo na França, é incorreto afirmar que:
a) seus antecedentes situam-se, também, nos reinados de Filipe Augusto, Luís IX e Filipe IV, entre os séculos XII e XIV.
b) fez-se necessária nesse processo a centralização dos exércitos, dos impostos, da justiça e das questões eclesiásticas;
c) a abolição da soberania dos nobres feudais não teve um importante papel nesse contexto;
d) a Guerra dos Cem Anos foi fundamental nesse processo;
e) durante esse processo a aliança com a burguesia fez-se necessária para conter e controlar a resistência de nobres feudais.


resposta:[C]

6. (Unesp) "Neste tempo revoltaram-se os camponeses em Beauvoisin. Entre eles estava um homem muito sabedor e bem-falante, de bela figura e forma chamado Guilherme Carlos. Os camponeses fizeram-no seu chefe e estes lhes dizia que se mantivessem unidos. E quando os camponeses se viram em grande número, perseguiram e mataram os homens nobres. Inclusive muitas mulheres e crianças nobres, pelo que Guilherme Carlos lhes disse muitas vezes que se excediam demasiadamente; mas nem por isso deixaram de o fazer."
(Texto adaptado de Crônica dos quatros primeiros Valois (1327-1392) in ANTOLOGIA DE TEXTOS HISTÓRICOS MEDIEVAIS.)

O documento oferece subsídios sobre a Jacquerie, revolta camponesa ocorrida em 1358 na França, abalada pela Guerra dos Cem Anos, entremeada de crises e epidemias que se propagavam. Com base no texto:
a) Justifique o caráter antifeudal da Jacquerie.
b) Cite três grandes calamidades do século XIV.

resposta
a) A palavra "Jacquerie" passou a ser sinônimo de rebelião camponesa e, por séculos, a nobreza viveu sob o temor de uma repetição do episódio. Na memória popular, a "Jacquerie" é vista como uma série de massacres feitos pelos camponeses contra a nobreza.Essa revolta, iniciou-se de forma espontânea,reflectindo a sensação de desespero em que viviam as camadas mais pobres da sociedade.
b) Epidemias de fome, Guerra dos 100 anos e Peste Negra.

7. (Fuvest) Sobre a Guerra dos Cem Anos (séculos XIV e XV) indique:
a) as principais monarquias envolvidas, e o palco do conflito.
b) sua importância histórica.


resposta:
a) França e Inglaterra.
b) Contribuiu para a unificação da França e o surgimento do absolutismo monárquico no país.

8. (Mackenzie) A crise do sistema feudal agravou-se no século XIV com o início da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra (1337-1453). Eduardo III, rei dos ingleses, invadiu a França, declarando-se rei. A respeito desse período, é correto afirmar que:
a) eclodiram, na França, revoltas de camponeses, famintos e insatisfeitos com a superexploração, conhecidas pelo nome de "Jacqueries", em alusão a Jacques Bonhomme, expressão que os nobres usavam para designar o homem do campo.
b) a vitória dos ingleses sobre os exércitos de Joana D Arc, filha de humildes camponeses, nas batalhas de Orleans, Reims, Paris, Toulouse e Compiégne, acabaram por definir a sorte da guerra a seu favor, apesar da mítica religiosidade católica dos franceses.
c) após a vitória, a França mergulhou em um novo conflito, a Guerra das Duas Rosas, uma disputa pelo trono motivada pelos interesses monárquicos da família Lancaster, que acabou sendo derrotada por Luís IX, em Toulouse.
d) as transformações no modo de exploração feudal acabaram por beneficiar a nobreza francesa, que permaneceu neutra durante o conflito, enquanto o rei era obrigado a se aliar à burguesia para conseguir recursos para armar seu exército.
e) ocorreu a morte de inúmeros camponeses ingleses em virtude da brutal retaliação dos franceses, que, depois de expulsarem os ingleses de suas terras, passaram a ocupar e explorar os territórios dos anglo-saxões.


resposta:[A]

9. (Fgv) "Quando Joana D’Arc chegou, a 29 de abril de 1429, os habitantes da cidade estavam prestes a capitular, pois os ingleses tinham-se apoderado das fortalezas e dos castelos que rodeavam Orléans. A 4 de maio, Joana, com os seus soldados, tomou primeiro o castelo (...) Na manhã de 8 de maio, a Donzela verificou que os ingleses haviam abandonado os outros castelos. Orléans estava libertada e os seus habitantes aclamaram em delírio Joana D’Arc, que se sentia feliz por ter cumprido a promessa feita ao seu rei."

(Gabalda e Beaulieu)

Tendo o trecho anterior como base, assinale a alternativa correta.
a) A tomada de Orléans define o fim da Guerra dos Cem Anos, consolidando a unidade e a monarquia francesas;
b) Joana D Arc, camponesa de Domremy, recebeu como recompensa pelo feito o título de nobreza e, portanto, o direito às terras nas quais anteriormente vivia;
c) nacionalismo emergente, reforçado pelo significado desse feito, foi capitalizado pelos reis da dinastia Valois para consolidar a monarquia francesa;
d) Joana D Arc, aristocrata de nascimento e posses, foi condenada à fogueira posteriormente, tornando-se símbolo do nacionalismo francês;
e) A derrota dos ingleses em Orléans marca o fim da Guerra dos Cem anos, mas não define, de imediato, a unidade e a monarquia francesas.


resposta:[C]

10. (Mackenzie) Sobre as Guerras de Religião ocorridas na França durante o século XVI, é correto afirmar que:
a) decretaram o fim da Dinastia dos Bourbons, através do Edito de Nantes, proclamado na "Noite de São Bartolomeu".
b) aceleraram o processo de consolidação do Estado Absolutista, permitindo a chegada ao poder de reis protestantes aliados à burguesia mercantil católica.
c) motivaram a aliança do Partido Huguenote com a Rainha Catarina de Médicis, provocando, na célebre "Noite de São Bartolomeu", o massacre dos membros da Santa Liga aliada da nobreza calvinista.
d) expressaram o confronto político-religioso entre a nobreza católica, liderada pelos Guises e os Huguenotes ligados aos Bourbons, ocasionando crises no processo de consolidação do absolutismo.
e) provocaram o confronto entre os Huguenotes, membros do Partido Papista e os Calvinistas integrantes da Santa Liga, fortalecendo o absolutismo.


resposta:[D]

11. (Mackenzie) Durante o reinado de Carlos IX (1560-1574), acirrou-se a luta entre católicos e huguenotes (na França os protestantes calvinistas). A facção católica, liderada pela família Guise, que tinha o apoio de Catarina de Médicis, mãe do rei, e a huguenote, dirigida pelos Bourbons, colocaram em confronto a nobreza católica defensora dos antigos privilégios feudais e a burguesia mercantil calvinista.
(Cláudio Vicentino)
O texto, apresenta parte do cenário das Guerras de Religião em França no século XVI. Dentre os acontecimentos abaixo, pode ser considerado o ponto máximo desse conflito:
a) o Tratado de Verdun.
b) a Noite de São Bartolomeu.
c) a guerra de Reconquista.
d) a Rebelião Jacquerie.
e) o Massacre de Lyon.


resposta:[B]

12. (Ufrs) Pelo Edito de Nantes, em 1598, Henrique IV da França
a) reprimiu violentamente os protestantes em Paris, no acontecimento conhecido como "A Noite de São Bartolomeu".
b) instituiu a cobrança de impostos territoriais somente para os protestantes franceses.
c) estabeleceu a igualdade política entre os diferentes credos.
d) diminuiu o poder dos católicos franceses, assegurando a supremacia política aos huguenotes.
e) concentrou todo o poder nas suas mãos, implantando o absolutismo na França.


resposta:[C]


13. (Mackenzie) "...herdara uma nação dividida pelos conflitos religiosos, sociais (Frondas) e externos (Guerra dos Trinta Anos). Seu reinado submeteu a nobreza, recolhendo-a ao seu grandioso Palácio, onde se desenvolveram paralelamente o Barroco e o Classicismo..."
(Cláudio Vicentino - adaptado)

O fragmento de texto relaciona-se:
a) ao despotismo esclarecido da Czarina Catarina, a Grande da Rússia.
b) ao absolutismo monárquico do rei francês Luís XIV.
c) ao Imperialismo de Napoleão Bonaparte.
d) à monarquia feudal francesa do rei Felipe, o Belo.
e) à Inglaterra, durante a reforma religiosa do rei Henrique VIII.


resposta:[B]

14. (Uel) "Tudo na França no século XVII é angústia: a de Pascal, siderado pelo silêncio dos espaços infinitos, a de Racine, situando o homem entre um universo mudo e um Deus oculto, e o riso de Moliere, que fez toda França compreender a farsa que lhe impunha o absolutismo, ao fazê-lo crer que vivia uns novos tempos, quando na verdade, não se libertara da herança feudal." O texto refere-se a um período que ficou conhecido, na história da França, como
a) "O Século das Luzes."
b) "O Século de Luís XIV."
c) "A fase do Renascimento."
d) "O período da Restauração."
e) "A época de Felipe, O Belo."


resposta:[B]


15. (Puc-pr) As Guerras Civis Religiosas do século XVI na França favoreceram o fortalecimento do poder absoluto dos monarcas da dinastia Bourbon, que reinaram do século XVI ao XVIII e parte do XIX. Assinale a única alternativa errada no que se refere ao absolutismo real na França:
a) Luís XIII, filho de Henrique IV e Maria de Médicis, teve longo reinado, sendo muito ajudado pela hábil política do Cardeal Richelieu.
b) Luís XIV marcou o auge do absolutismo real, mandou construir o suntuoso Palácio de Versalhes e continuou, através de Colbert, a aplicar o mercantilismo no plano econômico.
c) Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), sob o rei Luís XV, a França vitoriosa tomou aos ingleses partes da Índia e, na América, a enorme região da Louisiana.
d) Na Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713), França e Espanha lutaram contra uma coligação européia. Os tratados de Utrecht e Rastadt definiram a paz. A França perdeu para a Inglaterra a Terra Nova e Acádia e a Espanha perdeu Gibraltar, ainda em poder daquela potência insular.
e) Henrique IV fundou a dinastia de Bourbon e pacificou a França, tendo os protestantes (huguenotes) alcançado liberdade de culto e o domínio sobre várias cidades fortificadas, nos termos do Edito de Nantes (1598).


resposta:[C]

16. (Fgv) Os Tratados de Westfália (Münster e Osnabruch), que puseram fim à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), tiveram ampla repercussão, tendo em vista que
a) consagraram os princípios de uma ideologia católica, absolutista e autoritária, que foram impostos pela França.
b) romperam com o estatuto que definia a estabilidade política e religiosa das nações européias.
c) atraíram a participação da Inglaterra para a solução dos problemas continentais advindos da evolução econômica.
d) acabaram com a política de hegemonia dos Habsburgos e impediram, provisoriamente, a idéia de uma unidade imperial da Europa.
e) permitiram à Espanha, então governada por Filipe IV, obter bases marítimas nos Países Baixos e nas Províncias Unidas.


resposta:[D]

17. (Ufscar) Sobre a "Guerra dos Trinta Anos" (1618-1648), é correto afirmar que
a) foi um conflito entre católicos e protestantes dentro do Sacro Império Germânico.
b) Espanha e Portugal se aliaram para combater o protestantismo holandês.
c) Portugal negociou tratados de abastecimento de alimentos com a Inglaterra, para sobreviver aos ataques holandeses.
d) Portugal expandiu sua conquista na Ásia, pelo fato de o continente estar fora dos interesses dos negociantes flamengos.
e) o Brasil permaneceu sob o controle português, garantindo os lucros açucareiros para a Coroa lusa.


resposta:[A]

18. (Fgv) A chamada Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) foi considerada como a última grande guerra de religião da Época Moderna. A seu respeito é correto afirmar:
a) O conflito levou ao enfraquecimento do império Habsburgo e ao estabelecimento de uma nova situação internacional com o fortalecimento do reino francês.
b) O conflito iniciou-se com a proclamação da independência das Províncias Unidas, que se separavam, assim, dos domínios do império Habsburgo.
c) O conflito marcou a vitória definitiva dos huguenotes sobre os católicos na França, apoiados pelo monarca Henrique de Bourbon, desde o final do século XVI.
d) O conflito estimulou a reação dos Estados Ibéricos que, em aliança com o papado, desencadearam a chamada Contra-Reforma Católica.
e) O conflito caracterizou-se pelas intervenções inglesas no continente europeu, através de tropas formadas por grupos populares enviadas por Oliver Cromwell.


resposta:[A]


19. (Ufrs) Observe a figura a seguir, que representa a construção da imagem do Rei-Sol.

Luís XIV assumiu o poder monárquico francês em 1661 e, em pouco tempo, impôs à França e à Europa a imagem pública de um Rei-Sol todo poderoso. Toda uma máquina de propaganda foi colocada a serviço do rei francês. Escritores, historiadores, escultores e pintores foram convocados ao exercício da sua glorificação. O mito de Luís XIV foi criado em meio a mudanças socioeconômicas e políticas na França do século XVII. A esse respeito, considere as seguintes afirmações.
I - Luís XIV, rei por direito divino, suscitou a admiração de seus pares europeus, Versalhes foi copiada por toda a Europa, o francês consolidou-se como língua falada pela elite européia. Porém, sombras viriam a ofuscar o Rei-Sol, visto que a oposição exilada começou a denunciar a autocracia do monarca francês.
II - Para restabelecer a paz no reino, após a rebelião da Fronda e a Guerra dos Trinta Anos, e dedicar-se à consolidação da cultura francesa como universal, Luís XIV devolveu o poder das províncias às grandes famílias aristocráticas.
III - A fim de criar uma imagem pública positiva e democrática, Luís XIV organizou a partilha do poder de Estado com o Parlamento e com o Judiciário, dando início à divisão dos três poderes, cara a Montesquieu e fundamental para os novos rumos da política européia.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.

resposta:[A]

20. (Fei) A famosa frase atribuída a Luis XIV: "O Estado sou eu", define:
a) o absolutismo;
b) o iluminismo,
c) o liberalismo;
d) o patriotismo do rei;
e) a igualdade democrática.


resposta:[A]

21. (Ufal) Algumas das principais características do reinado de Luis XIV, o Rei Sol, foram:
a) ampliação dos privilégios concedidos à alta hierarquia eclesiástica, suspensão dos acordos diplomáticos firmados com a Inglaterra e desenvolvimento de um política cultural voltada para o entretenimento da população pobre das cidades.
b) livre manifestação das idéias religiosas e dos interesses econômicos, convocação sistemática da representação política dos estamentos e agressividade militar frente aos demais Estados Nacionais da Europa Ocidental.
c) descentralização econômica do Reino mediante a criação dos cargos de síndico e prefeito, diminuição da venda de cargos públicos e liberdade religiosa.
d) estímulo à diversificação das atividades econômicas do Reino, regulamentação do processo de arrendamento das terras improdutivas pelo campesinato pobre e concessão de representação política aos setores ligados à nascente manufatura.
e) intervenção direta do monarca nas questões da justiça, criação dos intendentes reais nas províncias e dos magistrados reais nas cidades.


resposta:[E]

22. (Unesp) "Desejando tratar favoravelmente o senhor Van Robais e servir-me dele como exemplo para atrair os estrangeiros que primam em qualquer espécie de manufatura, a fim de que venham estabelecer-se em nosso Reino, pedimos ao Prefeito e aos Magistrados que lhe forneçam alojamentos convenientes para a instalação dos teares... Queremos que ele [Van Robais] e os trabalhadores estrangeiros sejam considerados súditos do Rei e naturalizados... Ele será ainda isento de impostos, da corvéia e de outros encargos públicos durante a vigência da presente concessão... Permitimos a esse empresário e aos operários que continuem a professar a religião reformada... Proibimos a outras pessoas imitar ou falsificar a marca dos ditos tecidos, pelo prazo de vinte anos, bem como que se estabeleçam na cidade de Abbeville e a dez léguas de seus arredores oficinas de tecelagem semelhantes...".
(Luís XIV, ao autorizar o estabelecimento de manufatura em Abbeville, no ano de 1651).

Apoiando-se no documento acima, ofereça subsídios para a compreensão da política econômica denominada colbertista.


resposta:


- Estímulo às manufaturas;
- Companhias de comércio;
- Tentativa de expansão marítima;
- Tentativa de Expansão territorial;

23. (G1) Quais as propostas de Colbert para o Mercantilismo Francês?


resposta:
Uma vez que a maior parte do comércio internacional se fazia por meio de metais, como o ouro e a prata, o colbertismo propunha que o volume de exportações fosse maior que o de importações para que se obtivesse uma balança comercial favorável.

24. (Cesgranrio) Assinale a opção que NÃO caracteriza o absolutismo de Luís XIV na França no século XVII:
a) A associação do Estado à pessoa do rei expressa na frase "L Etat c est moi", a prática do governo ligada à produção de decretos, o fortalecimento da administração com a criação dos intendentes reais para as províncias e dos magistrados reais para as cidades.
b) O fortalecimento do poder do Estado através da constituição de símbolos concretos de autoridade, como Palácio de Versailles, a ênfase na cultura com o patrocínio estatal das artes e da literatura e o desenvolvimento de uma política econômica mercantilista dirigida por Colbert.
c) A constituição de um sistema nacional de impostos, a organização permanente do exército e a unificação do direito através de sua codificação reproduzindo a dinâmica da obediência ao rei e a Deus.
d) A constituição de uma economia baseada no livre desenvolvimento da produção, a permanente organização da burocracia real comandada pelos nobres e estruturada em critérios de competência e eficácia, a representação divina do poder através da associação entre rei e Deus.
e) A eliminação da figura do 1.o Ministro e a constituição da dominação política através de um reforço acentuado dos vínculos pessoais de obediência do clero e da nobreza com a institucionalização de uma sociedade de corte baseada no poder pessoal do rei.


resposta:[D]

(Unesp) Não há a menor dúvida de que as guerras cada vez mais dispendiosas contribuíram para o desenvolvimento do mercantilismo. Com a ampliação da artilharia, dos arsenais, das marinhas de guerra, dos exércitos permanentes e das fortificações, as despesas dos Estados modernos dão um salto. Guerras pressupõem dinheiro e mais dinheiro, e assim a posse de dinheiro, a acumulação de metais nobres, torna-se uma mania e domina, como última conclusão de toda sabedoria, o pensamento e o juízo.
(F. Braudel, citado em R. Kurz, "O colapso da modernização".)

A política econômica predominante na época do Absolutismo ficou conhecida com o nome de mercantilismo, cujo maior expoente foi Colbert, ministro de Luís XIV, rei da França.
a) Além da política econômica que era estimulada por guerras, como demonstra o texto de Fernand Braudel, quais as características principais da economia mercantilista?
b) Em oposição às teorias mercantilistas, surgiram as teorias dos Fisiocratas e dos Liberais. Explique as idéias principais de cada uma dessas teorias econômicas.


resposta:

a) O mercantilismo, política econômica dos Estados absolutistas europeus da Era Moderna, caracterizou-se pelo esforço do Estado-nação em acumular metais preciosos via comércio e através de taxas alfandegárias protecionistas, que estimulassem as exportações e inibissem as importações; caracterizou-se ainda pela instauração de colônias de exploração fora da Europa, reguladas pelo regime de monopólio.
b) Oriunda da tradição iluminista, a escola de pensamento econômico fisiocrata, que teve em Quesnay, Gournay e Turgot seus principais representantes, criticou o mercantilismo e pregou a adoção de uma "economia natural" — ou seja, que a atividade econômica se desvinculasse do controle estatal e que tivesse ênfase a agricultura. Na mesma tradição ilustrada, o liberalismo clássico, inaugurado por Adam Smith, condenava igualmente a intervenção estatal na economia; defendia a liberdade econômica, com ênfase na racionalização da produção (Divisão do trabalho) e no livre comércio.

26. (Uff) Existem dúvidas em torno da caracterização do Estado Absoluto em França, na época de Luis XIV. O empenho do rei em associar a França aos Tempos Modernos, promovendo o progresso e transformando o país em modelo de civilização, embaralha a definição do seu reinado e dificulta sua inclusão na idéia de Antigo Regime. Com base no texto, caracterize o Antigo Regime francês nos níveis político, econômico e social.


resposta:
A resposta terá que fazer menção à renovação artística, literária e científica realizada por Luis XIV. Essa renovação envolveu a política de abertura das Academias em França e o incentivo ao conhecimento da história do país através do mecenato real que promoveu a ligação entre o rei e os grandes intelectuais franceses. Muitos deles,
depois, tornaram-se opositores do Antigo Regime e foram incluídos na lista de filósofos das Luzes. Outro aspecto que poderá ser apreciado é a questão da Querela entre Antigos e Modernos que deu origem ao processo de crítica à presença da Antiguidade na cultura européia moderna, diminuindo a presença da cultura clássica e instituindo o novo modo de ver a realidade, agora voltado para as coisas do presente. Essa atmosfera de renovação levou a mudanças importantes em todos os setores da sociedade francesa. No nível político a centralização se realizou através do aprimoramento da máquina burocrática que levou a um melhor controle dos sistemas de cobrança de impostos, gerando maior arrecadação para o Estado. Com essa riqueza acumulada Luis XIV pode, através de Colbert, avançar nas suas práticas mercantilistas e disputar com ingleses e holandeses as áreas do Caribe e do Atlântico Norte. No plano social as ações diminuíram os controles feudais sobre os campos e as cidades e ajudaram na eliminação das barreiras que impediam a circulação das mercadorias pelas várias regiões da França, favorecendo os burgueses. As reformas jurídicas também estabeleceram um novo modo de relacionamento entre o Estado e a sociedade, pois a criação dos tribunais ligados ao rei fez com que os camponeses pudessem apelar ao rei diante da opressão dos poderes locais. A síntese de tudo isso está na construção do Palácio de Versalles e na sua função
civilizatória, fazendo o exemplo de França projetar-se sobre a Europa.