domingo, 30 de março de 2014

Roteiro de estudos: Revoluções Inglesas

Roteiro de estudos: Revoluções Inglesas

As revoluções Inglesas


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Lista de questões História Geral - Revoluções Inglesas


1. (Fgvrj 2013) A Reforma, a despeito de sua hostilidade à magia, estimulara o espírito de profecia. A abolição dos intermediários entre o homem e a divindade, bem como a ênfase na consciência individual, deixavam Deus falar diretamente a seus eleitos. Era obrigação destes tornar conhecida a Sua mensagem. E Deus não fazia acepção de pessoas: preferia falar a John Knox do que à sua rainha, Maria Stuart da Escócia. O próprio Knox agradeceu a Deus ter-lhe dado o dom de profetizar, que assim estabelecia que ele era um homem de boa-fé.
Na Inglaterra, as décadas revolucionárias deram ampla difusão ao que praticamente constituía uma profissão nova – a do profeta, quer na qualidade de intérprete dos astros, ou dos mitos populares tradicionais, ou, ainda, da Bíblia.
HILL, Christopher, O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, Companhia das Letras, 1987, p. 103.

O texto se refere ao ambiente político e religioso da Inglaterra no século XVII. A esse respeito é CORRETO afirmar: 
a) A insatisfação popular na Inglaterra era decorrente da perspectiva protestante de manter os sacerdotes como intermediários entre Deus e os homens. 
b) Os revolucionários basearam-se em princípios estritamente racionais e científicos, em uma nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época. 
c) Apesar de todas as disputas religiosas dos séculos XVI e XVII, os monarcas ingleses mantiveram-se neutros, o que permitiu a preservação da monarquia. 
d) Para os revolucionários ingleses, Deus considerava apenas os parlamentares como pessoas aptas a transmitir a doutrina e indicar os caminhos da salvação. 
e) A movimentação revolucionária esteve vinculada aos conflitos religiosos decorrentes da chamada Reforma Protestante iniciada no século XVI. 



Resposta da questão 1:[E] 
Comentário da questão:
As revoluções inglesas do século XVII ocorreram devido a uma mistura de interesses políticos e socioeconômicos, insuflados,em grande medida, pelas questões religiosas que atingiram a Inglaterra a partir de meados do século XVI. Em 1640, foram os puritanos (calvinistas ingleses) que lideraram a luta que levou à queda de Carlos I e à instalação da República de Cromwell. E em 1688 a reação à monarquia católica dos Stuart foi decisiva na aliança que possibilitou a Revolução Gloriosa que pôs fim ao absolutismo na Inglaterra. 


2. (Unesp 2012) A Revolução Puritana (1640) e a Revolução Gloriosa (1688) transformaram a Inglaterra do século XVII. Sobre o conjunto de suas realizações, pode-se dizer que 
a) determinaram o declínio da hegemonia inglesano comércio marítimo, pois os conflitos internos provocaram forte redução da produção e exportação de manufaturados. 
b) resultaram na vitória política dos projetos populares e radicais dos cavadores e dos niveladores, que defendiam o fim da monarquia e dos privilégios dos nobres. 
c) envolveram conflitos religiosos que, juntamente com as disputas políticas e sociais, desembocaram na retomada do poder pelos católicos e em perseguições contra protestantes. 
d) geraram um Estado monárquico em que o poder real devia se submeter aos limites estabelecidos pela legislação e respeitar as decisões tomadas pelo Parlamento. 
e) precederam as revoluções sociais que, nos dois séculos seguintes, abalaram França, Portugal e as colônias na América, provocando a ascensão política do proletariado industrial. 




Resposta da questão 2:[D]

Comentário da questão:
As “Revoluções Inglesas”, do século XVII, foram asprimeiras revoluções burguesas de caráter antiabsolutista na Europa. A Revolução Puritana derrubou a dinastia Stuart e implantou uma República Parlamentar, depois ditatorial, sob o comando de Oliver Cromwell, que reprimiu os movimentos populares e impulsionou o comércio inglês a partir do Ato de Navegação (1651). Com a Revolução Gloriosa, a burguesia inglesa se libertou do Estado absolutista definitivamente, que com seu permanente intervencionismo era uma barreira para um mais amplo acúmulo de capital. O novo rei, Guilherme de Orange se subordinou ao Bill of Rights. Dessa forma, a burguesia, aliada à aristocracia rural, passou a exercer diretamente o poder político através do Parlamento.




3. (Upf 2012) A Revolução Inglesa de fins do século XVII pode ser considerada como a primeira revolução burguesa no continente Europeu. Sobre esta revolução é correto afirmar: 
a) O Parlamento e os monarcas tinham a mesma posição em relação à necessidade de impostos para a manutenção do Estado e a confiança de que o rei decidia sobre essa questão. 
b) Jaime I e Carlos I reorganizaram o Estado com seu comando forte e centralizador, deixando o legado da eficiência para os próximos monarcas. 
c) As condições econômicas e políticas estiveram estáveis durante o período pré-revolucionário. 
d) A Carta dos Direitos sagrou-se como documento de valor constitucional e foi aceita pelo casal Guilherme e Maria, novos monarcas por declaração do Parlamento. 
e) As divergências entre anglicanos e calvinistas foram um elemento essencial do processo revolucionário, que findou com a aceitação da 
mesma religião por todos. 

Resposta da questão 3:[D]
Comentário da questão:
No século XVII a Inglaterra vivenciou duas revoluções: a Revolução Puritana, marcada pela Guerra Civil e pela decapitação do rei, e, no final do século, a Revolução Gloriosa, que extinguiu a dinastia Stuart e o absolutismo, sendo que o novo rei, Guilherme de Orange, teve de se submeter às imposições do Parlamento. 



4. (Enem 2012) Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento.

Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio.
Que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis.
Declaração dos Direitos. Disponível em http://disciplinas.stoa.usp.br. Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado).

No documento de 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime político que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em:
a) Redução da influência do papa — Teocracia.
b) Limitação do poder do soberano —Absolutismo.
c) Ampliação da dominação da nobreza —República.
d) Expansão da força do presidente —Parlamentarismo.
e) Restrição da competência do congresso —Presidencialismo.

Resposta da questão 4:[B] 
Comentário da questão:
A Declaração dos Direitos ou “Bill of Rights” foi um documento produzido com o desfecho da Revolução Gloriosa, que eliminou o absolutismo da Inglaterra e fortaleceu o papel do Parlamento enquanto instituição de governo no país.


5. (Ufu 2012) Entre os eventos que merecem destaque na consolidação do absolutismo inglês estão o embate entre os York e os Lancaster, na Guerra das Duas Rosas, o controle dos nobres por 
Henrique VII e, finalmente, as ações de Henrique VIII, que rompeu com o papa e fundou a Igreja Anglicana, mantida sob sua tutela. Com a morte de Henrique VIII e a ascensão de Elizabeth I, o absolutismo inglês conheceu seu período de maturidade. As ações de Elizabeth I e de seus sucessores, adotando medidas mercantilistas, criando companhias de comércio, dissolvendo o Parlamento, exigindo pensão vitalícia e criando taxas, marcaram acontecimentos que culminaram, décadas mais tarde, numa página da história da sociedade inglesa conhecida como Revolução Gloriosa. Neste cenário, 

a) a economia inglesa, diante da instabilidade política, teve um desenvolvimento irregular no século XIX, atrasando sua industrialização frente a outros países. 
b) a monarquia absolutista inglesa, reconhecendo suas limitações, tomou a iniciativa na criação do Bill of Rights, evitando novas guerras civis no país. 
c) as medidas absolutistas insuflaram questionamentos na sociedade inglesa, favorecendo mudanças e rupturas na estrutura política do país. 
d) as características absolutistas da monarquia inglesa a afastavam do modelo constitucional que, desde o final da Idade Média, predominava na Europa. 


Resposta da questão 5:[B]



Comentário da questão:

Depois da Revolução Puritana (1641-1649), as camadas populares não tiveram suas reivindicações atendidas pela República de Cromwell, que buscou atender principalmente reivindicações da burguesia puritana. Com a ascensão de Carlos II ao trono, em 1685, teve início uma tentativa de reimplantar no Reino Unido o absolutismo de fato e de direito. Divididos entre absolutistas e constitucionalistas, os parlamentares ingleses temiam uma nova guerra civil, pois sabiam que nenhum dos dois grupos conseguiria ter a confiança das camadas populares. A saída encontrada foi a destituição de Carlos II e a entronação de seu genro, Guilherme de Orange, mediante a aceitação da Bill of Rights (Declaração de Direitos), que limitava o poder real e instaurava na Inglaterra a Monarquia Constitucional


6. (G1 - ifce 2011) A Revolução Inglesa do século XVII foi um movimento com características religiosas, políticas, econômicas e sociais. Do ponto de vista institucional, ou seja, político, foi uma luta entre 
a) a burguesia e a nobreza progressista. 
b) o Parlamento e o Estado absolutista. 
c) os católicos e os anglicanos. 
d) a pequena burguesia mercantil e a alta burguesia 
industrial. 
e) a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. 


Resposta da questão 6:[B]
Comentário da questão:
A Revolução Inglesa (Puritana e Gloriosa) representou o choque entre as tendências absolutistas dos reis Stuart’s e o Parlamento, no qual havia o predomínio da ideologia burguesa, que pretendia manter o poder real limitado. 



7. (Ufv 2010) Sobre as Revoluções Inglesas do século XVII, é CORRETO afirmar que: 
a) Oliver Cromwell evitou a centralização do poder quando se tornou o Lorde Protetor da Inglaterra em 1653, pois repudiava o poder absolutista. 
b) após a guerra civil da década de 1640, o rei Carlos I foi executado e a República na Inglaterra foi estabelecida temporariamente. 
c) Guilherme de Orange, um dos líderes do Exército Revolucionário que lutou na década de 1640 contra o poder absolutista do rei Carlos I, foi coroado como o novo rei inglês. 
d) a Revolução Gloriosa (1688) representou a ascensão ao poder dos grupos sociais mais radicais que aboliram a propriedade privada. 




Resposta da questão 7:[B]
Comentário da questão:
Após um longo período de guerra civil na década de 1640 (Revolução Puritana), foi instalada uma República na Inglaterra, liderada por Oliver Cromwell que apoiado pelo exército, se impôs sobre o Conselho de Estado (poder Executivo) e o Parlamento. Em 1653, sob o título de Lorde Protetor, transformou-se em ditador vitalício e hereditário.
Sob a ditadura cromwelliana, as estruturas feudais ainda existentes na Inglaterra foram eliminadas. As terras dos partidários do rei e da Igreja anglicana foram confiscadas e vendidas aos produtores rurais. Legalizou-se a propriedade absoluta da terra e o cercamento dos campos para produzir para o mercado. O liberalismo econômico entrava em vigor na prática. Porém, não foram atendidas reivindicações dos niveladores, segmento popular que apoiou Cromwell e assim chamado porque, segundo seus adversários, porque pretendiam nivelar as condições sociais, exigindo a completa liberdade religiosa e a igualdade de todos perante a lei. 


8. (Pucrj 2010) “Para o progresso do armamento marítimo e da navegação, que sob a boa providência e proteção divina interessam tanto à prosperidade, à segurança e ao poderio deste reino [...], nenhuma mercadoria será importada ou exportada dos países, ilhas, plantações ou territórios pertencentes à Sua Majestade, ou em possessão de Sua Majestade, na Ásia, América e África, noutros navios senão nos que [...] pertencem a súditos ingleses [...] e que são comandados por um capitão inglês e tripulados por uma equipagem com três quartos de ingleses [...], nenhum estrangeiro [...] poderá exercer o ofício de mercador ou corretor num dos lugares supracitados, sob pena de confisco de todos os seus 
bens e mercadorias [...]”.


Segundo Ato de Navegação de 1660. In: Pierre Deyon. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973, p. 94-95.
Por meio do Ato de Navegação de 1660, o governo inglês: 
a) estabelecia que todas as mercadorias comercializadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses. 
b) monopolizava seu próprio comércio e impulsionava a indústria naval inglesa, aumentando ainda mais a presença da Inglaterra 
nos mares do mundo. 
c) enfrentava a poderosa França retirando-lhe a posição privilegiada de intermediária comercial em nível mundial. 
d) desenvolvia a sua marinha, incentivava a indústria, expandia o Império, abrindo novos mercados internacionais ao seu excedente 
agrícola. 
e) protegia os produtos ingleses, matérias-primas e manufaturados, que deveriam ter sua saída dificultada, de modo a gerar acúmulo de metais preciosos no Reino inglês. 



Resposta da questão 8:[B]
Comentário da questão:
A afirmativa (A) está incorreta, pois o Ato de Navegação estabelecia regras para as mercadorias comercializadas com a Inglaterra;
A afirmativa (C) está incorreta, pois o enfrentamento militar foi com a Holanda, e não com a França;
A afirmativa (D) está incorreta, pois o Ato de Navegação promoveu a abertura de mercados aos produtos manufaturados ingleses; 
A afirmativa (E) está incorreta, pois estimulava e não dificultava a exportação dos manufaturados ingleses.



9. (Uece 2008) Sobre as Revoluções Burguesas, são feitas as seguintes afirmações:
I. Consolidam o liberalismo e marcam mudanças nas estruturas econômicas, políticas e sociais de suas respectivas sociedades.
II. Têm como base a defesa do Antigo Regime e iniciam a transição do feudalismo para o capitalismo.
III. Seus exemplos mais expressivos são: Revolução Inglesa (1644), Revolução Americana (1776) e Revolução Francesa (1789).
Assinale o correto. 
a) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras. 
b) Apenas as afirmações I e III são falsas. 
c) Apenas as afirmações II e III são falsas. 
d) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.


 Resposta da questão 9:[D] 


10. (Ufrgs 2008) Ao longo da Revolução Inglesa, ocorrida no século XVII, emergiu um regime republicano, que durou cerca de uma década, sob o comando de Oliver Cromwell, o "Lord Protector" da Inglaterra.

Sobre esse período republicano, é correto afirmar
a) a Inglaterra, enfraquecida pela transição de regime, ficou à mercê das demais potências europeias, às quais foi obrigada a conceder uma série de vantagens comerciais. 
b) Cromwell, no intuito de proteger a economia interna, elaborou diversas restrições comerciais que o colocaram em conflito direto com os holandeses. 
c) a morosidade com que Cromwell implantou sua política econômica contribuiu para a curta duração de seu governo. 
d) ele teve como particularidade o retrocesso do puritanismo religioso, característica marcante nos tempos do monarca Carlos I. 
e) ele representou uma fase de distensão entre a Inglaterra e as oposições irlandesas e escocesas. 


Resposta da questão 10:[B]



11. (UFSCar) As revoluções contra o poder absolutista dos reis atravessaram grande parte da história moderna da Europa. Houve, no entanto, diferenças entre as revoluções francesa e inglesa. Assinale a alternativa correta.  

a) Na França, a oposição ao absolutismo implicou, ao contrário do que ocorreu na Inglaterra, o estabelecimento de um regime republicano, mesmo que passageiro. 
b) A revolução inglesa, diferentemente da francesa, reivindicou os direitos do Parlamento contra o arbítrio real, expressos por documentos escritos que remontavam à Idade Média. 
c) A revolução inglesa, ao contrário da francesa, contou com o apoio popular na luta contra os reis absolutistas, desvinculando-se de disputas entre facções religiosas. 
d) A luta contra o absolutismo na França distinguiu-se do processo que se desenvolveu na Inglaterra pela violência e execução do monarca absolutista. 
e) A revolução francesa removeu os obstáculos impostos à economia pelo antigo regime, industrializando o país no século XVIII; na Inglaterra, ao contrário, a revolução conteve o crescimento econômico.

resposta da questão 11:  [B]     
b) A revolução inglesa, diferentemente da francesa, reivindicou os direitos do Parlamento contra o arbítrio real, expressos por documentos escritos que remontavam à Idade Média.  
Comentário da questão:
A política e a sociedade inglesa sempre exigiram dos reis direitos que desde a Baixa Idade Média restringiam seus poderes. Exemplo dessa situação foi a promulgação da Magna Carta no século XIII.


12. (Mackenzie) A burguesia tinha como projeto político a defesa da propriedade privada e os camponeses defendiam a propriedade coletiva. Ambas as classes combatiam a ordem monárquica absolutista, que lutou pelos interesses da aristocracia que a sustentava. O principal ideólogo do pensamento burguês da época foi John Locke que afirmava: A preservação da propriedade é o grande e principal objetivo da união dos homens em comunidade, colocados sob governo. 

Assinale a alternativa que corresponde a essa etapa do processo de consolidação da burguesia. 
a) Revolução Francesa. 
b) Revolução Inglesa. 
c) Revolução Russa. 
d) Revolução Americana. 
e) Revolução Alemã.  


resposta da questão 12:  [B]    
b) Revolução Inglesa.  
Comentário da questão: 
A primeira revolução de caráter burguesa ocorreu na Inglaterra, quando aquela classe decidiu reagir contra as pretensões absolutistas dos Stuarts.  


13. (UNESP) "... o período entre 1640 e 1660 viu a destruição de um tipo de Estado e a introdução de uma nova estrutura política, dentro da qual o capitalismo podia desenvolver-se livremente." 
( Christopher Hill , A Revolução Inglesa de 1640) . 


O autor do texto está se referindo: 

a) à força da marinha inglesa, maior potência naval da Época Moderna.
b) ao controle pela coroa inglesa de extensas áreas coloniais. 
c) ao fim da monarquia absolutista, com a crescente supremacia política do parlamento. 
d) ao desenvolvimento da indústria têxtil, especialmente dos produtos de lã. 
e) às disputas entre burguesia comercial e agrária, que caracterizaram o período.  

   




resposta da questão 13:  [C]  
c) Ao fim da monarquia absolutista, com a crescente supremacia política do parlamento.  
Comentário da questão: O Parlamento passou a uma liderança no governo da Inglaterra, com a deposição dos Stuarts e a promulgação do Bill of Rights, que transferiu o poder executivo para o Parlamento.  


14. (UFMG) Durante a Revolução Inglesa, no século XVII, foi formado o Exército de Novo Tipo, liderado por Oliver Cromwell, de que participavam, além da classe mercantil, da gentry, dos pequenos proprietários camponeses e de trabalhadores urbanos, segmentos mais radicais, que defendiam reformas profundas no Estado inglês. 

É CORRETO afirmar que esses segmentos eram constituídos  
a) pelos tories, que visavam ao fechamento do Parlamento e à instituição de um governo popular, e pelos whigs, defensores da abolição da propriedade privada. 
b) pelos levellers, que reivindicavam a democratização, a extensão do sufrágio e uma maior igualdade perante a lei, e pelos diggers, defensores da posse comum das terras. 
c) pelos landlords, que buscavam a implantação do sufrágio universal e a extensão do voto às mulheres, e pelos warlordists, que pregavam a luta armada do povo contra o Parlamento. 
d) pelos saint-simonistas, que defendiam o fim do sistema monárquico, e pelos owenistas, defensores da abolição da Câmara dos Lordes. 






resposta da questão 14:  [B]    
b) pelos levellers, que reivindicavam a democratização, a extensão do sufrágio e uma maior igualdade perante a lei, e pelos diggers, defensores da posse comum das terras.  
Comentário da questão:
 Esses movimentos representavam os seguimentos sociais populares que reivindicavam uma demonstração do poder tanto político como econômico. 



15. (UFRRJ) Leia o texto a seguir, sobre algumas das razões que levaram à chamada Revolução Gloriosa, e responda à questão a seguir. 


Satisfeitos com a política de Carlos II contra a Holanda, os capitalistas ingleses não se sentiam entretanto contentes com a sua atitude, e ainda menos com a de Jaime II, em relação à França, que se transformara na mais temível concorrente da Inglaterra no comércio e nas colônias. (...) A luta econômica contra a França, a luta por uma religião mais adaptada ao espírito capitalista, provocaram a revolução de 1688.  MOUSNIER, R. "História geral das civilizações". Os séculos XVI e XVII. São Paulo: Difel, 1973. v. 9 p.324.  



Sobre a Revolução Gloriosa de 1688/1689, pode‐se afirmar que ela 

a) representou a vitória de setores reacionários no espectro político inglês e o retorno à descentralização política típica do mundo medieval. 
b) significou, após a afirmação temporária de governos protestantes, um retorno à tradição britânica de governos católicos. 
c) foi o momento no qual o anglicanismo afirmou‐se definitivamente como religião de Estado na Inglaterra. 
d) representou uma derrota da teoria do direito divino e o triunfo da teoria do contrato entre o soberano e o povo. 
e) representou a vitória da teoria da separação dos três poderes e de um estado democrático baseado no sufrágio.  






resposta da questão 15:  [D]  
d) representou uma derrota da teoria do direito divino e o triunfo da teoria do contrato entre o soberano e o povo.  
Comentário da questão:
 A influência da teoria do Contrato Direito Civil de John Locke foi o referencial para a derrubada do direito divino dos reis na Inglaterra do século XVII.  



16. (Fatec) O Bill of Rights estabeleceu limitações ao poder real na Inglaterra. Sobre essas limitações é CORRETO dizer que 
a) instituíram um ministério composto pela nobreza latifundiária e a burguesia urbana. 
b) instituíram o anglicanismo como religião oficial da Inglaterra e a tolerância a todos os cultos, o que foi confirmado pelo rei, apesar de ele ser católico extremado. 
c) combatiam a liberdade de imprensa, a liberdade individual e a propriedade privada. 
d) dispensavam a aprovação das Câmaras para o aumento de impostos. 
e) configuravam um conjunto de medidas que acabou por substituir a monarquia absoluta vigente por uma monarquia constitucional.  




resposta da questão 16:  [E]  
e) configuravam um conjunto de medidas que acabou por substituir a monarquia absoluta vigente por uma monarquia constitucional.  
Comentário da questão: 
A afirmação caracteriza o significado do documento emitido para restringir o poder dos reis ao final do século XVII.  

17. (Puccamp) Os conflitos político-sociais do século XVII foram o meio pelo qual a Inglaterra 
a) transformou o Absolutismo de direito em Absolutismo de fato. 
b) promoveu a substituição do Estado liberal - capitalista pelo Estado Absolutista. 
c) organizou o Exército do Parlamento, conferindo postos de comando segundo o critério de origem familiar e não pelo merecimento militar. 
d) consolidou os interesses da nobreza agrária tradicional rompendo com os ideais da burguesia. 
e) diluiu os obstáculos para o avanço capitalista, marcando o início da desagregação do Absolutismo Monárquico.  






resposta da questão 17:  [E]    
e) diluiu os obstáculos para o avanço capitalista, marcando o início da desagregação do Absolutismo Monárquico.  
Comentário da questão: 
Esses conflitos enfraqueceram a monarquia absolutista à mediada que os interesses da sociedade não eram compatíveis com os interesses dos Stuarts. 

18. (UNESP 2012) A Revolução Puritana (1640) e a Revolução Gloriosa (1688) transformaram a Inglaterra do século XVII. 

Sobre o conjunto de suas realizações, pode-se dizer que  
A) determinaram o declínio da hegemonia inglesa no comércio marítimo, pois os conflitos internos provocaram forte redução da produção e exportação de manufaturados.  
B) resultaram na vitória política dos projetos populares e radicais dos cavadores e dos niveladores, que defendiam o fim da monarquia e dos privilégios dos nobres.  
C) envolveram conflitos religiosos que, juntamente com as disputas políticas e sociais, desembocaram na retomada do poder pelos católicos e em perseguições contra protestantes.  
D) geraram um Estado monárquico em que o poder real devia se submeter aos limites estabelecidos pela legislação e respeitar as decisões tomadas pelo Parlamento.  
E) precederam as revoluções sociais que, nos dois séculos seguintes, abalaram França, Portugal e as colônias na América, provocando a ascensão política do proletariado industrial.  



Resposta da questão 18:[D]  
Comentário da questão: 
A Revolução Puritana derrubou a dinastia Stuart e implantou uma República Parlamentar, depois ditatorial, sob o comando de Oliver Cromwell, que reprimiu os movimentos populares e impulsionou o comércio inglês a partir do Ato de Navegação (1651).  Com a Revolução Gloriosa, a burguesia inglesa se libertava do Estado absolutista definitivamente, que com seu permanente intervencionismo era uma barreira para um mais amplo acúmulo de capital. O novo rei, Guilherme de Orange se subordinou ao Bill of Rights. Dessa forma a burguesia, aliada a aristocracia rural, passou a exercer diretamente o poder político através do Parlamento.

19. (Unicamp - 2011) Na Inglaterra, por volta de 1640, a monarquia dos Stuart era incapaz de continuar governando de maneira tradicional. Entre as forças sociais que não podiam mais ser contidas no velho quadro político, estavam aqueles que queriam obter dinheiro, como também aqueles que queriam adorar a Deus seguindo apenas suas próprias consciências, o que os levou a desafiar as instituições de uma sociedade hierarquicamente estratificada.  
(Adaptado de Christopher Hill, “Uma revolução burguesa?”. Revista Brasileira de História, São Paulo, vol. 4, nº 7, 1984, p. 10.)   

a) Conforme o texto, que valores se contrapunham à forma de governo tradicional na Inglaterra do século XVII?   

b) Quais foram as consequências da Revolução Inglesa para o quadro político do país?    


Resposta da questão 19:   

a) De acordo com o texto de Christopher Hill, os valores que inspiravam a oposição à tradicional monarquia  inglesa dos Stuart eram: “a busca por dinheiro”, que caracterizava as práticas capitalistas da burguesia  mercantil, e a adoração a Deus baseada no individualismo e na livre interpretação da Bíblia típica, de alguns  grupos protestantes, como os puritanos.  

b) A Revolução Inglesa transforma em definitivo a estrutura política do país, na medida em que converte-o  em uma monarquia parlamentar, em que o poder legislativo estaria sob controle de representantes eleitos,  fortemente influenciados por interesses da ascendente burguesia, e as atribuições do monarca e os direitos  dos cidadãos estariam definidos em uma Constituição, a “Bill of Rights”.  

20. (PUC-RJ – 2010) “Para o progresso do armamento marítimo e da navegação, que sob a boa providência e proteção divina interessam tanto à prosperidade, à segurança e ao poderio deste reino [...], nenhuma mercadoria será importada ou exportada dos países, ilhas, plantações ou territórios pertencentes à Sua Majestade, ou em possessão de Sua Majestade, na Ásia, América e África, noutros navios senão nos que [...] pertencem a súditos ingleses [...] e que são comandados por um capitão inglês e tripulados por uma equipagem com três quartos de ingleses [...], nenhum estrangeiro [...] poderá exercer o ofício de mercador ou corretor num dos lugares supracitados, sob pena de confisco de todos os seus bens e mercadorias [...]”. 
(Segundo Ato de Navegação de 1660. In: Pierre Deyon. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973, p. 94-95.) 

Por meio do Ato de Navegação de 1660, o governo inglês: 

a) estabelecia que todas as mercadorias comercializadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses. 
b) monopolizava seu próprio comércio e impulsionava a indústria naval inglesa, aumentando ainda mais a presença da Inglaterra nos mares do mundo. 
c) enfrentava a poderosa França retirando-lhe a posição privilegiada de intermediária comercial em nível mundial. 
d) desenvolvia a sua marinha, incentivava a indústria, expandia o Império, abrindo novos mercados internacionais ao seu excedente agrícola. 
e) protegia os produtos ingleses, matérias-primas e manufaturados, que deveriam ter sua saída dificultada, de modo a gerar acúmulo de metais preciosos no Reino inglês.

resposta da questão 20:  [B]


21. (PITÁGORAS) A caricatura holandesa de 1658, intitulada O Horrível Homem-Rabo, representa mercadores holandeses tentando cortar a cauda do Oliver Cromwell recheada de dinheiro. 


A partir da leitura dos elementos da gravura ao lado e da sua contextualização histórica, assinale a opção que melhor expressa o espírito da gravura. 
a) Diante da débil marinha mercante inglesa, a Holanda apropriava-se de parte do lucro obtido pela Inglaterra com o comércio internacional. 
b) Os atos ilícitos praticados durante o Protetorado de Cromwell tornaram o governo inglês refém de aproveitadores e chantagistas. 
c) Os Atos de Navegação promulgados por Cromwell prejudicaram o comércio holandês, fortalecendo a economia britânica. 
d) A pesada tributação imposta pelo governo britânico penalizava os comerciantes holandeses que dominavam o comércio inglês.

resposta da questão 21:[C]



22. (VUNESP) Gerald Winstanley, líder dos escavadores da Revolução Puritana na Inglaterra (1640-1660), definiu a sua época como aquela em que "o velho mundo está rodopiando como pergaminho no fogo". Embora os escavadores tenham sido vencidos, a Revolução Inglesa do século XVII trouxe mudanças significativas, dentre as quais destacam-se a  

a) instituição do sufrágio universal e a ampliação dos direitos das Assembleias populares.  
b) separação entre Estado e religião e a anexação das propriedades da Igreja Anglicana.  
c) liberação das colônias da Inglaterra e a proibição da exploração da mão-de-obra escrava.  
d) abolição dos domínios feudais e a afirmação da soberania do Parlamento.  
e) ampliação das relações internacionais e a concessão de liberdade à Irlanda.    



resposta da questão 22: [D]


23. (FEI) A Revolução Gloriosa marca a passagem da monarquia absoluta para a monarquia limitada. Qual é o sentido dos adjetivos "gloriosa" para a revolução e "limitada" para a monarquia?


resposta da questão 23:
A Revolução Gloriosa de 1688 é adjetivada de "gloriosa" porque, além de depor o último rei absolutista da dinastia Stuart (Jaime II), não provocou derramamento de sangue: por outro lado, a monarquia é qualificada de "limitada" porque, ao promulgar o Bill of Rights de 1689, o Parlamento se sobrepôs definitivamente ao poder real, dando origem à máxima inglesa de que "o rei reina mas não governa".



24. (FGV 2009) A linha mais secular associa-se com os levellers e os diggers os quais, embora seus programas diferissem muito, ofereciam soluções políticas e sociais para os males terrenos. 
Tais grupos surgiram dos acalorados debates, realizados em Putney em 1647, entre oficiais do exército (favoráveis aos grandes comerciantes e donos das propriedades rurais) e os “agitadores”, que representavam as fileiras da tropa.

George Rude, Ideologia e protesto popular. in Adhemar Marques et alli, História contemporânea através de textos.

No contexto das revoluções inglesas do século XVII, os levellers se constituíam em um grupo:
a) moderado, ligados à pequena nobreza rural, e defensores da articulação entre os interesses do rei Carlos I e do Parlamento, além de reivindicarem o poder religioso para os presbiterianos.
b) extremista, com representantes entre os camponeses sem terra, aliados aos presbiterianos, defensores de uma sociedade que abolisse a propriedade privada e o dízimo pago à Igreja Anglicana.
c) moderado, ligados a médios proprietários rurais, e aliados ao Novo Modelo de Exército liderado por Oliver Cromwell, defendiam o controle sobre o poder real e ampliação do poder do Parlamento.
d) radical, pertencentes à pequena burguesia urbana, que defendiam uma série de transformações sociais, como a restrição às grandes propriedades e separação entre Igreja e Estado.
e) conciliador, formado pela grande burguesia urbana, aliados da gentry e dos independentes, eram defensores da ampliação do poder do Parlamento e da liberdade econômica.

resposta da questão 24:[B]

Comentário da questão:
Os chamados levellers ou “niveladores” constituíam um grupo político revolucionário inglês do século XVII, formado principalmente por representantes das camadas médias (médios proprietários de terra e baixa burguesia). Tinham como principal liderança John Lilburne (tenente-coronel do exército parlamentar). Participaram da Revolução Puritana, apoiando o exército de modelo novo liderado por Oliver Cromwell que, em nome do Parlamento, enfrentava o absolutismo Stuart. Reivindicavam o sufrágio universal, a abolição do dízimo, o fim dos monopólios, as reformas jurídicas, o fim dos cercamentos e a liberdade religiosa. 
Embora algumas de suas lideranças tenham se posicionado a favor da distribuição de terras, da igualdade de propriedade e da criação de uma república de pequenos proprietários (daí o termo “niveladores”), o movimento leveller adotava uma linha moderada, opondo-se às idéias coletivistas e à abolição da propriedade privada, como exigiam os grupos mais radicais, como os diggers ou true levellers, formados por pobres sem propriedade. 
Deve-se ressaltar que, tradicionalmente, nos materiais de Ensino Médio, tanto levellers quanto diggers são apresentados como facções “radicais” no contexto da Revolução Inglesa, em comparação, principalmente, com os membros da alta burguesia, gentry etc., o que poderia confundir o aluno bem preparado quanto à avaliação das alternativas B e D. Porém, a postura moderada dos levellers, em relação à dos radicais diggers, pode ser confirmada pela leitura do texto do historiador George Rude, Ideologia e protesto popular – Levellers e Diggers o radicalismo na Revolução Inglesa, cujo trecho serviu de base para o enunciado da questão e que se encontra na coletânea “História Contemporânea através de Textos”, de Adhemar Marques, Flávio Berutti e Ricardo Faria. 

Observe o texto a seguir: 
“Tais grupos surgiram dos acalorados debates, realizados em Putney em 1647, entre oficiais do exército (favoráveis aos grandes comerciantes e donos de propriedades rurais) e os “agitadores”, que representavam as fileiras da tropa. Alguns levellers pediam, a princípio, a igualdade da propriedade, merecendo assim o rótulo de leveller (nivelador) a eles aplicado pelos seus críticos. Mas, com a continuação do debate, o grupo principal de levellers (inclusive John Lilbume, seu principal porta-voz) rejeitou as ideias coletivistas, embora continuasse, em suas petições e manifestos, a condenar o monopólio, a pedir a abolição do dízimo (com compensação para os proprietários, porém) e da prisão por dívidas, e a reivindicar a reforma jurídica e o fim do cercamento das terras comuns e não usadas. Tiveram, portanto, uma política social de âmbito considerável, calculada para granjear o apoio dos pequenos proprietários, embora ficasse muito aquém da aspiração mais radical dos pobres sem propriedades - os criados, os miseráveis, os trabalhadores e os que não eram economicamente livres.”
George Rude, Ideologia e protesto popular. in Adhemar Marques et alli, História contemporânea através de textos.


25. (ENEM 2012) Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. 
Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio.
Que é indispensável convocar com frequência o Parlamento para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis.
Declaração de Direitos.

Disponível em: http://disciplinas.stoa.usp.br. Acesso em: 20/12/2011 – Adaptado.
 
No documento de 1689, identifica-se uma particularidade  da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época  Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime político que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em:

a)  Redução da influência do papa  Teocracia.
b) Limitação do poder do soberano – Absolutismo.
c) Ampliação da dominação da nobreza – República.
d)Expansão da força do presidente – Parlamentarismo.
e) Restrição da competência do congresso – Presidencialismo.


resposta da questão 25:[B]
Comentário da questão:
 Na Idade Moderna, predominou na Europa Ocidental o regime 
político denominado Absolutista, caracterizado pela isenção de restrições legais ao poder régio. Na Inglaterra, por sua vez, após a Revolução Gloriosa, os membros do parlamento obrigaram Guilherme III a aceitar o Bill Of Rights — ou Declaração de Direitos — por meio do qual ficaram estabelecidas as bases do que viria a ser a monarquia constitucional. De acordo com o documento, ficava estabelecido que o Parlamento, reunindo-se regularmente, teria poder maior do que o rei, que não poderia tomar diversas medidas sem a aprovação do Parlamento.


26. (FGV 2008) As idéias expressas nos excertos abaixo vieram a público na Inglaterra do século XVII, formuladas num documento fundamental da história do direito e do pensamento político; após lê-las e analisá-las atenciosamente, responda aos subitens da Questão.
“Quando um cidadão inglês é preso, deve ele, nas vinte e quatro horas seguintes, receber a notificação escrita do delito que lhe é imputado.
À exceção dos atos de alta traição ou de delitos excepcionalmente graves, qualquer pessoa presa pode obter sua liberdade provisória, através de fiança.
[...]
Todo oficial de justiça, magistrado ou carcereiro, que violar de qualquer maneira o “Habeas Corpus” deverá pagar 500 libras de indenização à parte lesada.”

“Bill do Habeas Corpus” - 1679, in Mosca, Gaetano, “História das doutrinas políticas”

a) Quais os fatos mais marcantes da vida social e política na Inglaterra no período em que tal documento foi elaborado?



b) Depois da Guerra Civil (1646-1650), em que o rei Carlos I foi executado, como podemos caracterizar politicamente o período de
governo do partido puritano de Oliver Cromwell e as suas relações com o Parlamento e a burguesia comercial?

c) Explique o que foi a chamada Revolução Gloriosa de 1689 e qual o seu significado para o poder dos reis, para o Parlamento e para as leis — como a do “Habeas Corpus” — que estabeleciam garantias individuais na Inglaterra.


resposta da questão 26:
a) O contexto que envolveu a Inglaterra no século XVII caracteriza-se pela disputa política entre a burguesia ascendente economicamente e a nobreza tradicional, que controlava o poder político. Tal disputa evidenciou as transformações econômicas e sociais que marcaram a transição da sociedade estamental, que respalda o poder tradicional dos nobres, para a sociedade de classes tipicamente burguesa.

b) O governo de Oliver Cromwell marcou a chegada da burguesia inglesa ao poder do Estado por meio da ação armada. Demonstrando tratar-se de um representante das aspirações burguesas, Oliver Cromwell instituiu a República e suprimiu a Câmara dos Lordes, reduto da aristocracia tradicional, governando em consonância com a Câmara dos Comuns, composta sobretudo por burgueses.



c) Após a restauração da Monarquia dos Stuarts, em decorrência da morte de Cromwell e da inabilidade política de seu filho, a Revolução Gloriosa, essencialmente burguesa, consolidou a Monarquia Parlamentar como forma política que superou o Absolutismo. Acompanhando tais transformações políticas, houve a cristalização da igualdade jurídica e da noção de direitos dos cidadãos, dentre eles o “Habeas Corpus”.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Roteiro de estudos: Revolução Industrial


Roteiro de estudos: Revolução Industrial



Lista de questões nº 20 História Geral - Revolução Industrial


1. (UNESP 2013) Todo processo de industrialização é necessariamente doloroso, porque envolve a erosão de padrões de vida tradicionais. Contudo, na Grã-Bretanha, ele ocorreu com uma violência excepcional, e nunca foi acompanhado por um sentimento de participação nacional num esforço comum. Sua única ideologia foi a dos patrões. O que ocorreu, na realidade, foi uma violência contra a natureza humana. De acordo com uma certa perspectiva, esta violência pode ser considerada como o resultado da ânsia pelo lucro, numa época em que a cobiça dos proprietários dos meios de produção estava livre das antigas restrições e não tinha ainda sido limitada pelos novos instrumentos de controle social. Não foram nem a pobreza, nem a doença os responsáveis pelas mais negras sombras que cobriram os anos da Revolução Industrial, mas sim o próprio trabalho.
(Edward P. Thompson. A formação da classe operária inglesa, vol. 2, 1987. Adaptado.)

O texto afirma que a Revolução Industrial
(A) aumentou os lucros dos capitalistas e gerou a convicção de que era desnecessário criar mecanismos de defesa e proteção dos trabalhadores.
(B) provocou forte crescimento da economia britânica e, devido a isso, contou com esforço e apoio plenos de todos os segmentos da população.
(C) representou mudanças radicais nas condições de vida e trabalho dos operários e envolveu-os num duro processo de produção.
(D) piorou as condições de vida e de trabalho dos operários, mas trouxe o benefício de consolidar a ideia de que o trabalho enobrece o homem.
(E) preservou as formas tradicionais de sociabilidade operária, mas aprofundou a miséria e facilitou o alastramento de epidemias.

resposta da questão 1:[C]

Comentário da questão:


A questão remete mais uma vez à Revolução Industrial, exigindo que o candidato leia atentamente o excerto e interprete a noção de violência que o autor engendra ao processo capitalista de produção. Bem como a noção de trabalho degradante durante o período da “formação da classe operária”. As informações dão conta de que as jornadas de trabalho durante o período podiam ser de 14 a 16 horas, as fábricas podiam incluir até mesmo crianças como mão-de-obra e o trabalho era realizado em locais insalubres, sem existir nenhuma regulação ou fiscalização por parte das autoridades. O que leva o autor do trecho a concluir que o processo, na verdade, foi realizado unicamente sob a “ideologia dos patrões”.


2. (UNESP 2012) 

Noite após noite, quando tudo está tranquilo
E a lua se esconde por trás da colina,
Marchamos, marchamos para realizar nosso desejo.
Com machado, lança e fuzil!
Oh! meus valentes cortadores!
Os que com golpes fortes
As máquinas de cortar destroem.
Oh! meus valentes cortadores! (...).
(Canção popular inglesa do início do século XIX. Citada por: Luzia
Margareth Rago e Eduardo F. P. Moreira. O que é Taylorismo, 1986.)
A canção menciona os “quebradores de máquinas”, que agiram em muitas cidades inglesas nas primeiras décadas da industrialização. Alguns historiadores os consideram“rebeldes ingênuos”, enquanto outros os veem como“revolucionários conscientes”.

Justifique as duas interpretações acerca do movimento.

Resposta da questão 2:
A questão trata dos “luddistas”, que agiram intermitentemente, na Inglaterra de fins do século XVIII e início do XIX, atacando instalações fabris e destruindo máquinas. Eles podem ser avaliados como “rebeldes ingênuos” se considerarmos a irreversibilidade da industrialização, absolutamente necessária para a afirmação do modo de produção capitalista, coroando um pro cesso iniciado séculos antes, na Baixa Idade Média. Por outro lado, interpretar os luddistas como “revolucionários conscientes” implica situá-los como precursores das lutas sociais do proletariado então em formação, atribuindo-lhes uma visão prospectiva dos males do capitalismo – visão essa consolidada pela análise científica elaborada anos depois por Marx e Engels.





3. (Unicamp 2011)  Na Europa, até o século XVIII, o passado era o modelo para o presente e para o futuro. O velho representava a sabedoria, não apenas em termos de uma longa experiência, mas também da memória de como eram as coisas, como eram feitas e, portanto, de como deveriam ser feitas. Atualmente, a experiência acumulada não é mais considerada tão relevante. Desde o início da Revolução Industrial, a novidade trazida por cada geração é muito mais marcante do que sua semelhança com o que havia antes.

(Adaptado de Eric Hobsbawm, O que a história tem a dizer-nos sobre a sociedade contemporânea?, em: Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 37-38.)

a) Segundo o texto, como a Revolução Industrial transformou nossa atitude em relação ao
passado?
b) De que maneiras a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX alterou o sistema de produção?



resposta da questão 3:

a) Segundo o texto, desde o início da Revolução Industrial, a novidade e a criatividade de cada geração é mais marcante do que os modelos do passado. Assim, o passado é descartado como memória de como as coisas deveriam ser feitas.

b) A Revolução Industrial alterou de forma significativa o sistema de produção. Nesse sentido podemos destacar:
• Antes da Revolução Industrial o trabalhador possuía os meios de produção. Com a industrialização, ocorre a separação entre o trabalho e a propriedade dos meios de produção. Estes passam a pertencer ao empresário industrial.
• Antes, predominava a utilização de ferramentas implicando que a produção dependia da disposição, habilidade e destreza do trabalhador. Com a Revolução Industrial, é implantado o sistema fabril com a utilização de máquinas no sistema produtivo. Diferentemente da ferramenta, a máquina possui uma fonte uniforme de energia (por exemplo, a energia a vapor) que impõe um ritmo de produção ao qual o trabalhador deve se subordinar.
• Antes da Revolução Industrial, a divisão do trabalho praticamente inexiste. O produtor é o artesão que confecciona a peça toda, o que requer aquelas qualidades que apontamos no item anterior para converter a matéria-prima em produto manufaturado. Cada peça é única e a quantidade produzida é pequena. Era uma produção limitada, característica das corporações de ofício. Com a indústria, esse sistema de produção "doméstico" é destruído e em seu lugar instaura-se o sistema fabril. Impõe-se a divisão social do trabalho e da produção.
• Com a introdução do sistema fabril, ocorre a generalização do trabalho assalariado e a consequente expansão do mercado de consumo, por intermédio da monetarização da economia.
• A adoção do sistema fabril dá origem a um processo intenso de inovação tecnológica. Cada inovação engendra modificações em outros setores da produção e da própria organização do trabalho e das tarefas produtivas, o que contrasta significativamente com a atividade artesanal que até então existia.



4. (Unicamp 2006)  Um dos mandamentos do século XIX, na Europa, era o evangelho do trabalho. Para os ideólogos da classe média, o ideal do trabalho implicava autodisciplina e sentido atento do dever. Até mesmo os mais devotos ousavam modificar a palavra de Deus. As Escrituras haviam considerado o trabalho como castigo severo imposto por Deus a Adão e Eva. Mas para os ideólogos burgueses, o trabalho era prevenção contra o pecado mortal da preguiça. O evangelho do trabalho era quase exclusivamente um ideal burguês. Em geral, os nobres não lhe davam valor. O desprezo aristocrático pelo trabalho era um resquício feudal. 
(Adaptado de Peter Gay, O século de Schnitzler. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 210-1, 214 e 217-8.)

a) Segundo o texto, como o trabalho era visto pela Bíblia, pela burguesia e pela aristocracia?
b) Como a burguesia buscou disciplinar os trabalhadores no contexto da Revolução Industrial?


resposta da questão 5:

a) Essa questão requer capacidade de interpretação do texto, devendo o candidato apontar os diferentes significados do trabalho para a Bíblia, a burguesia e a aristocracia, respectivamente. Assim, na Bíblia, trabalho era sinônimo de castigo e sacrifício em razão dos pecados. Para a burguesia e seus ideólogos, o trabalho era uma atividade positiva, que purificava a alma e distanciava homens e mulheres do pecado da preguiça. A aristocracia nutria profundo desprezo pelo trabalho, visto como atividade destinada exclusivamente às chamadas “ordens não privilegiadas” da sociedade (burgueses, camponeses, artesãos etc.).

b) Espera-se que o candidato reconheça no trabalho fabril um dos principais mecanismos de disciplinarização do trabalhador no contexto da Revolução Industrial. A disciplina podia ser obtida, por exemplo, por meio de multas, horários fixos e a vigilância dos contramestres. O candidato também pode se referir à ética protestante do trabalho.

03 – Comentários
Essa questão aborda um dos temas clássicos do ensino de história, a Revolução Industrial e o trabalho nas fábricas e procurou medir, principalmente, a capacidade de leitura e entendimento de texto dos candidatos. Dividida em 2 itens, a resposta do primeiro estava dada no enunciado, bastando que o candidato o lesse atentamente para perceber os diferentes significados do trabalho para a Bíblia, a burguesia e a aristocracia.
O item b, contudo, exigia do candidato conhecimentos específicos sobre o período e capacidade de reconhecer no trabalho fabril um dos principais mecanismos de disciplinarização do trabalhador no contexto da Revolução Industrial. Para obter os dois pontos da questão era preciso citar pelo menos duas formas de se obter a disciplina fabril, por exemplo, por meio de multas, horários fixos e vigilância dos contramestres. Algumas respostas também se referiram às questões religiosas como a ética protestante do trabalho, a influência do calvinismo e da reforma.
Dadas as características das questões formuladas nos dois itens, o resultado foi uma avalanche de notas 3, uma vez que houve grande acerto nas respostas do item a, enquanto que no item b verificou-se uma dificuldade por parte dos candidatos de entender a ideia de disciplina. Na maioria das vezes a disciplinarização foi confundida com a descrição das péssimas condições de trabalho dentro das fábricas - o que acarretou uma pequena margem de acerto no item e, consequentemente, um índice pouco expressivo de notas 4 e 5, assim como de notas 1 e 2.


6. (Unicamp) No turbilhão da primeira era industrial, o nacionalismo tornou-se o principal meio pelo qual o governo podia garantir a unidade da população. Conforme encorajado pelos Estados Europeus, o nacionalismo implicava convencer a população de que ela devia sentir-se agressivamente orgulhosa do país em que vivia. Da metade do século XIX em diante, a febre nacionalista infiltrou-se em todas as formas culturais europeias  afetando a educação, as artes e a literatura. 
(Traduzido e adaptado de Paul Greenhalgh, Ephemeral Vistas: the Expositions Universelles, Great Exhibitions and World´s Fairs. Manchester: Manchester University Press, 1988, p. 112-3). 

a) Caracterize a primeira era industrial, iniciada em fins do século XVIII.
b) A partir do texto, explique quais as características do nacionalismo?
c) De que forma o sentimento nacional foi expresso na literatura brasileira do mesmo período?



resposta da questão 6:

a) O estudante poderia apontar pelo menos três aspectos centrais como características da primeira era industrial que se desenvolveu especialmente na Inglaterra: o uso da tecnologia e a alteração das formas de produção, com a expansão da indústria têxtil, uso da 
energia a vapor, processo de substituição da manufatura; exploração dos trabalhadores com precárias condições de trabalho, incluindo a exploração do trabalho infantil; a busca de mercados consumidores especialmente nas colônias americanas.
b) Conforme indicado no enunciado, o nacionalismo era o principal meio para os Estados garantirem a unidade da população; caracterizava-se pela agressividade e orgulho pelo país em que se vivia e interferia em aspectos culturais como a educação, as artes e a literatura.
c) No Brasil, o sentimento nacional na literatura expressou-se, por exemplo, no romantismo (indianismo), quando valorizou-se o indígena e a natureza do país.

COMENTÁRIOS
A questão envolvia conteúdos e temporalidades distintas como a Revolução Industrial, o nacionalismo em suas caracterizações e sua expressão na literatura brasileira. O conteúdo, particularmente no item c), envolvia conhecimentos presentes na História e na Literatura. Todos os temas são presentes nos conteúdos escolares e as abordagens podiam ser feitas a partir de diversos referenciais que os estudantes possuem, contextualizando-os nas especificidades das questões.No item a, ao abordar as condições da primeira era industrial, era possível apontar o desenvolvimento tecnológico e as alterações no mercado de trabalho. A questão permitiu, além da caracterização das relações produtivas, o impacto social que elas tiveram no período. Dessa forma, as condições de trabalho e a exploração dos trabalhadores eram algumas das alternativas de resposta. O item b solicitava o conceito de nacionalismo a partir do texto, exigindo a leitura e o reconhecimento de características que o nacionalismo adquiriu nos países europeus. O item c estava associado a uma das caracterizações do item anterior (a febre nacionalista na literatura) e a questão foi inovadora por buscar a aproximação entre a História e a Literatura, e sua identificação do nacionalismo na literatura brasileira, num momento específico (século XIX). A questão foi amplamente respondida, o que demonstra que os vestibulandos obtêm bons resultados com a aproximação interdisciplinar que tem sido almejada pelas propostas educacionais mais recentes.





7. (Unesp 2013) Leia.
Todo processo de industrialização é necessariamente doloroso, porque envolve a erosão de padrões de vida tradicionais. Contudo, na Grã-Bretanha, ele ocorreu com uma violência excepcional, e 
nunca foi acompanhado por um sentimento de participação nacional num esforço comum. Sua única ideologia foi a dos patrões. O que ocorreu, na realidade, foi uma violência contra a natureza 
humana. De acordo com uma certa perspectiva, esta violência pode ser considerada como o resultado da ânsia pelo lucro, numa época em que a cobiça dos proprietários dos meios de produção estava livre das antigas restrições e não tinha ainda sido limitada pelos novos instrumentos de controle social. Não foram nem a pobreza, nem a doença os responsáveis pelas mais negras sombras que cobriram os anos da Revolução Industrial, mas sim o próprio trabalho.
(Edward P. Thompson. A formação da classe operária inglesa, vol. 2, 1987. Adaptado.)


O texto afirma que a Revolução Industrial:
a) aumentou os lucros dos capitalistas e gerou a convicção de que era desnecessário criar mecanismos de defesa e proteção dos trabalhadores. 
b) provocou forte crescimento da economia britânica e, devido a isso, contou com esforço e apoio plenos de todos os segmentos da população. 
c) representou mudanças radicais nas condições de vida e trabalho dos operários e envolveu-os num duro processo de produção. 
d) piorou as condições de vida e de trabalho dos operários, mas trouxe o benefício de consolidar a ideia de que o trabalho enobrece o homem. 
e) preservou as formas tradicionais de sociabilidade operária, mas aprofundou a miséria e facilitou o alastramento de epidemias. 


resposta da questão 7:[C]

Comentário da questão:

A questão remete mais uma vez à Revolução Industrial, exigindo que o candidato leia atentamente o excerto e interprete a noção de violência que o autor engendra ao processo capitalista de produção. Bem como a noção de trabalho degradante durante o período da “formação da classe operária”. As informações dão conta de que as jornadas de trabalho durante o período podiam ser de 14 a 16 horas, as fábricas podiam incluir até mesmo crianças como mão-de-obra e o trabalho era realizado em locais insalubres, sem existir nenhuma regulação ou fiscalização por parte das autoridades. O que leva o autor do trecho a concluir que o processo, na verdade, foi realizado unicamente sob a “ideologia dos patrões”.



8. (Fuvest 2013) Maldito, maldito criador! Por que eu vivo? Por que não extingui, naquele instante, a centelha de vida que você tão desumanamente me concedeu? Não sei! O desespero ainda não se apoderara de mim. Meus sentimentos eram de raiva e vingança. Quando a noite caiu, deixei meu abrigo e vagueei pelos bosques. (...) Oh! Que noite miserável passei eu! Sentia um inferno devorar-me, e desejava despedaçar as árvores, devastar e assolar tudo o que me cercava, para depois sentar-me e contemplar satisfeito a destruição. Declarei uma guerra sem quartel à espécie humana e, acima de tudo, contra aquele que me havia criado e me lançara a esta insuportável desgraça!
Mary Shelley. Frankenstein. 2ª ed. Porto Alegre: LPM, 1985.

O trecho acima, extraído de uma obra literária publicada pela primeira vez em 1818, pode ser lido 
corretamente como uma:a) apologia à guerra imperialista, incorporando o desenvolvimento tecnológico do período. 
b) crítica à condição humana em uma sociedade industrializada e de grandes avanços científicos. 
c) defesa do clericalismo em meio à crescente laicização do mundo ocidental. 
d) recusa do evolucionismo, bastante em voga no período. 
e) adesão a ideias e formulações humanistas de igualdade social. 



resposta da questão 8:[B]


A obra Frankenstein de Mary Shelley trata-se de um clássico da literatura romântica europeia, período histórico marcado pela disseminação da Revolução Industrial e pela consolidação do tecnicismo. O romance destaca como essas novas perspectivas afastavam o homem de sua plenitude, do desenvolvimento de seus sentimentos e da vida em meio a uma natureza idealizada, ameaçada pelo avanço da industrialização.





9. (Feevale 2012) A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra a partir de meados do século XVIII, pode ser compreendida como uma revolução sem precedentes, que resultou em transformações de ordem econômica e social.
Sobre essa Revolução, são feitas algumas afirmações.
I. Implicou em um processo de mecanização do campo, alterando costumes e paisagens.
II. Implicou em mudanças de grande amplitude, como a nova organização das relações trabalhistas.
III. Implicou em uma nova concepção de tempo, vinculada à produção e ao trabalho nas fábricas.

Marque a alternativa correta. 
a) Apenas a afirmação I está correta. 
b) Apenas a afirmação II está correta. 
c) Apenas a afirmação III está correta. 
d) Apenas as afirmações II e III estão corretas. 
e) Todas as afirmações estão corretas. 


Resposta da questão 9:  [E]  
Comentário da questão:
Todas corretas; no entanto, vale ressaltar que as transformações no campo são consequências da Revolução Industrial em médio prazo, pois em um primeiro momento, as grandes transformações ocorrem nas cidades. Ao apresentar as mudanças no campo, a questão tende a confundir o estudante. A partir da Revolução, consolidou-se o trabalho assalariado e as relações capitalistas de produção e o trabalhador perdeu completamente o controle sobre o tempo, determinante para a ampliação da produção. 






10. (Pucrj 2012) Entre 1837 e 1839, o escritor inglês Charles Dickens publicou o romance “Oliver Twist”. Abaixo, estão reproduzidos os primeiros parágrafos desse texto de Dickens:
“Dentre os vários monumentos públicos que enobrecem uma cidade de Inglaterra, cujo nome tenho a prudência de não dizer, e à qual não quero dar um nome imaginário, um existe comum à maior parte 
das cidades grandes ou pequenas: é o asilo da mendicidade.
Lá em certo dia, cuja data não é necessário indicar, tanto mais que nenhuma importância tem, nasceu o pequeno mortal que dá nome a este livro.
Muito tempo depois de ter o cirurgião dos pobres da paróquia introduzido o pequeno Oliver neste vale de lágrimas, ainda se duvidava se a pobre criança viveria ou não; se sucumbisse, é mais que provável que estas memórias nunca aparecessem, ou então ocupariam poucas páginas, e deste modo teriam o inapreciável mérito de ser o modelo de biografia mais curioso e exato que nenhum país em nenhuma época jamais produziu.”
(Charles Dickens, Oliver Twist, Tradução de Machado de Assis e Ricardo Lísias, 1ª. ed., São Paulo, Hedra, 2002.)

Considerando a passagem acima, assinale a alternativa que indica corretamente as características do período a que Dickens se refere. 
a) Crescimento urbano e pobreza que acompanharam o desenvolvimento material da revolução industrial. 
b) Revolução comercial, reforma protestante e surgimento de uma nova ética de trabalho. 
c) Crise econômica do feudalismo e ascensão das ideias científicas do liberalismo. 
d) Espírito regenerador dos valores cristãos praticados pela Contra Reforma na Inglaterra. 
e) Exaltação da classe operária inglesa e suas propensões naturais para o socialismo e a revolução. 

Resposta da questão 10: [A]
Comentário da questão:

(A) Crescimento urbano e pobreza que acompanharam o desenvolvimento material da revolução industrial.  
B) Incorreta. A Revolução comercial é um processo que antecede o período tratado no texto, além disso o extrato da obra Oliver Twist que foi selecionado não trata de aspectos ligados ao comércio. 
C) Incorreta. A Inglaterra do século XIX não estava passando pela crise econômica do feudalismo. 
D) Incorreta. No século XIX, a Igreja Anglicana não estava passando por uma crise religiosa relacionada a Contra Reforma. 
E) Incorreta. O texto não faz referências ao socialismo ou a movimentos revolucionários. A opção correta é aquela que relaciona crescimento urbano e pobreza com o desenvolvimento material da revolução industrial. Portanto a opção A está correta.

11. (G1 - ifsp 2011)  A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no final do século XVIII e no século XIX  
a) trouxe a substituição da maquinofatura pela manufatura e pelo trabalho artesanal.    
b) provocou profundas transformações sociais, pois os salários masculinos subiram vertiginosamente, levando as mulheres a voltarem ao seu papel tradicional de mãe e esposa.    
c) rapidamente se espalhou pelo restante da Europa, sendo a Alemanha o segundo país a se industrializar.    
d) mudou substancialmente a vida do homem, que não mais era dono de seu tempo, como os mestres artesãos o eram.    
e) provocou mudanças políticas ao trazer a substituição da monarquia absolutista pela monarquia parlamentarista, regime em vigor até hoje.   


resposta da questão 11:[D]



12. (Uftm 2011) Leia o texto.
Em 1801, em todo o continente [europeu], não havia mais de 23 cidades com mais de 100 mil habitantes, agrupando menos de 2% da população da Europa. Em meados do século, seu número já se  elevava para 42; em 1900 eram 135 e, em 1913, 15% dos europeus moravam em cidades. Quanto às cidades com mais de 500 mil habitantes que, na época, pareciam monstros, só existiam duas no início do século XIX: Londres e Paris. Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, elas já eram 149.
(René Rémond. Introdução à história do nosso tempo – O Século XIX, 1976.)

A situação descrita pode ser explicada pela (o)?
a) pela pressão dos senhores feudais, que substituíram os antigos servos por trabalhadores livres. 
b) pela descoberta dos antibióticos, que contribuiu para erradicar doenças e aumentar a expectativa média de vida. 
c) pelo crescimento da publicidade, que incentivava o deslocamento de populações por todo o continente. 
d) pelo processo de industrialização, que concentrou a produção e a mão de obra nos centros urbanos. 
e) pela política armamentista, que incentivava o serviço militar obrigatório e o crescimento do exército nas áreas urbanas. 


resposta da questão 12:[D]


13. (Etec sp 2010) “Desta vala imunda a maior corrente da indústria humana flui para fertilizar o mundo todo. Deste esgoto imundo jorra ouro puro. Aqui a humanidade atinge o seu mais completo desenvolvimento e sua maior brutalidade, aqui a civilização faz milagres e o homem civilizado torna-se quase um selvagem.” 
(HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1979.)

Esta observação, feita por Alexis de Tocqueville em 1835, descreve a cidade de Manchester (Inglaterra) durante a Revolução Industrial. 

A leitura do texto permite afirmar que o autor:
a) tinha um ponto de vista teocêntrico, pois a ação humana era compreendida como um verdadeiro milagre. 
b) exaltava o processo de industrialização, que tornaria ainda melhores os seres humanos e a natureza ao seu redor. 
c) fazia uma defesa da política mercantilista, que tinha como prioridades o metalismo e as inovações tecnológicas. 
d) constatava que a industrialização poderia trazer, como consequência, a degradação socioambiental. 
e) defendia que a vida selvagem era melhor que a vida desenvolvida nas cidades industrializadas. 


resposta da questão 13:[D]


14. (VUNESP 2003) Tempos difíceis é um romance do escritor inglês Charles Dickens, publicado em 1854. A história se passa na cidade de Coketown, em torno de uma fábrica de tecidos de algodão: Umas tantas centenas de operários na fábrica, umas tantas centenas de cavalos-vapor de energia (...) O dia clareou e mostrou-se lá fora (...) As luzes apagaram-se e o trabalho continuou. Lá fora, nos vastos pátios, os tubos de escapamento do vapor, os montes de barris e ferro velho, os montículos de carvão ainda acesos, cinzas, por toda parte, amortalhavam o véu da chuva e do nevoeiro.

a) Qual a importância do carvão e do ferro na 1ª Revolução Industrial?

b) Comente as condições de trabalho nas fábricas inglesas no século XIX, a partir do texto apresentado.


resposta da questão 14:

a) O carvão foi uma importante fonte de energia primária, além de ter sido matéria-prima indispensável na metalurgia do ferro nos primórdios da Revolução Industrial. O ferro, por sua vez, foi um dos mais importantes insumos industriais da primeira Revolução Industrial, pois era utilizado na construção de máquinas e bens de consumo duráveis.

b) As condições de trabalho nas fábricas eram precárias. Podemos destacar, entre outras: longas jornadas, baixos salários, muitos acidentes de trabalho, poucas condições de segurança, utilização generalizada do trabalho infantil e feminino em operações de risco, insegurança quanto à estabilidade do emprego, repressão a qualquer possibilidade de discussão sobre as péssimas condições de trabalho. Dentre essas, são explicitamente mencionadas no texto a insalubridade das fábricas e as longas jornadas de trabalho.

15. (Fuvest) "O fato relevante do período entre 1790 e 1830 é a formação da classe operária". "Os vinte e cinco anos após 1795 podem ser considerados como os anos da contra-revolução". [Durante esse período] "o povo foi submetido, simultaneamente, à intensificação de duas formas intoleráveis de relação: a exploração econômica e a opressão política." Essas frases, extraídas de A FORMAÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA INGLESA do historiador E. P. Thompson, relacionam-se ao quadro histórico decisivo na formação do mundo contemporâneo, no qual se situam 

a) a revolução comercial e a reforma protestante. 
b) o feudalismo e o liberalismo. 
c) a revolução industrial e a revolução francesa. 
d) o capitalismo e a contra-reforma. 
e) o socialismo e a revolução russa.   

resposta da questão 15:[C]


16. (Fuvest) Sobre a inovação tecnológica no sistema fabril na Inglaterra do século XVIII, é correto afirmar que ela: 

a) foi adotada não somente para promover maior eficácia da produção, como também para realizar a dominação capitalista, na medida que as máquinas submeteram os trabalhadores a formas autoritárias de disciplina e a uma determinada hierarquia. 
b) ocorreu graças ao investimento em pesquisa tecnológica de ponta, feito pelos industriais que participaram da Revolução Industrial. 
c) nasceu do apoio dado pelo Estado à pesquisa nas universidades. d) deu-se dentro das fábricas, cujos proprietários estimulavam os operários a desenvolver novas tecnologias. 
e) foi única e exclusivamente o produto da genialidade de algumas gerações de inventores, tendo sido adotada pelos industriais que estavam interessados em aumentar a produção e, por conseguinte, os lucros.   


resposta da questão 16:[A]



17. (Fuvest) Ao descrever o crescimento urbano que acompanhou a Revolução Industrial na Europa, Munford observou que "os principais elementos do novo complexo urbano foram a fábrica, a estrada de ferro e o cortiço. Em si mesmos, eles constituíam a cidade industrial." Explique a relação existente entre esses três elementos que, de um modo geral, caracterizaram o processo de desenvolvimento das cidades industriais.



resposta da questão 17:
Com a Revolução Industrial os principais elementos do novo complexo urbano foram a fábrica, a estrada de ferro e o cortiço. Tais aglomerações urbanas podiam expandir-se, e de fato expandiam-se cem vezes, sem adquirir mais que vestígios das instituições que caracterizam uma cidade. A fábrica passou a ser o núcleo do novo organismo urbano. Todos os demais detalhes da vida ficaram subordinados a ela. Os lugares destinados à moradia eram, muitas vezes, situados dentro dos espaços que sobravam entre fábricas, galpões e pátios ferroviários. As casas costumavam ser construídas bem junto das usinas siderúrgicas, fábricas de tintas, gasômetros ou cortes ferroviários. Era muito freqüente serem construídas em terras cheias de cinzas, vidros quebrados e restos, onde nem mesmo a grama podia deitar raízes; podiam estar ao pé de uma pirâmide de detritos ou junto de uma enorme pilha permanente de carvão e escória; dia após dia, o mau cheiro dos dejetos, o negro vômito das chaminés e o ruído das máquinas martelantes ou rechinantes, acompanhavam a rotina doméstica. Nascia ali o cortiço. Assim, a ferrovia levava ao coração da cidade não apenas o ruído e a imundície, mas o que se produzia nas fábricas. O desperdício de espaço pelos pátios ferroviários no coração da cidade somente aumentava sua mais rápida expansão fora dela. Já quanto à própria habitação, as alternativas eram simples. Nas cidades industriais que cresceram com base em fundações antigas, os trabalhadores foram inicialmente acomodados pela transformação das velhas casas familiares em alojamentos de aluguel. Nessas casas reconstruídas, cada quarto passava agora a abrigar toda uma família: o sistema de um quarto para cada família vigorou por muito tempo. O amontoamento de camas, com três até oito pessoas de diferentes idades a dormir no mesmo catre, agravava muitas vezes o congestionamento dos quartos, nesses chiqueiros humanos. Assim, as fábricas da Revolução Industrial chegaram trazendo consigo uma relação estreita com a estrada de ferro que transportavam os produtos, e os cortiços sem qualquer estrutura para abrigar um ser humano.


18. (Unitau) O capitalismo, com base na transformação técnica, atinge seu processo específico de produção, caracterizado pela produção em larga escala, onde há uma radical separação entre o trabalho e o capital. Esta afirmativa está tratando: 

a) da separação entre capitalismo e socialismo. 
b) da Revolução Industrial. 
c) do advento do Mercantilismo. 
d) da Revolução comunista na Rússia. 
e) do plano Marshall após a Segunda Guerra Mundial.   

resposta da questão 18:[B]


19. (Fuvest) Identifique, entre as afirmativas a seguir, a que se refere a consequências da Revolução Industrial: 

a) redução do processo de urbanização, aumento da população dos campos e sensível êxodo urbano. 
b) maior divisão técnica do trabalho, utilização constante de máquinas e afirmação do capitalismo como modo de produção dominante. 
c) declínio do proletariado como classe na nova estrutura social, valorização das corporações e manufaturas. 
d) formação, nos grandes centros de produção, das associações de operários denominadas "trade unions", que promoveram a conciliação entre patrões e empregados. 
e) manutenção da estrutura das grandes propriedades, com as terras comunais, e da garantia plena dos direitos dos arrendatários agrícolas.   

resposta da questão 19:[B]


20. (Unicamp) A Revolução Industrial ganhou projeção a partir do século XIX expressando a evolução tecnológica, a disponibilidade de capitais e mão-de-obra, além dos ideais de uma nova classe social. 
Comente os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores. Qual o primeiro setor industrializado na Inglaterra?   


resposta da questão 20:

Os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores eram as horas excessivas e as péssimas condições de trabalho, falta de assistência médica e etc. O primeiro setor industrializado na Inglaterra foi a Indústria têxtil.


21. (Puccamp) Dentre as conseqüências sociais forjadas pela Revolução Industrial pode-se mencionar: 

a) o desenvolvimento de uma camada social de trabalhadores, que destituídos dos meios de produção, passaram a sobreviver apenas da venda de sua força de trabalho. 
b) a melhoria das condições de habitação e sobrevivência para o operariado, proporcionada pelo surto de desenvolvimento econômico. 
c) a ascensão social dos artesãos que reuniram seus capitais e suas ferramentas em oficinas ou domicílios rurais dispersos, aumentando os núcleos domésticos de produção. 
d) a criação do Banco da Inglaterra, com o objetivo de financiar a monarquia e ser também, uma instituição geradora de empregos. 
e) o desenvolvimento de indústrias petroquímicas favorecendo a organização do mercado de trabalho, de maneira a assegurar emprego a todos os assalariados.   


resposta da questão 21:[A]


22. (Cesgranrio) A industrialização acelerada de diversos países, ao longo do século XIX, alterou o equilíbrio e a dinâmica das relações internacionais. Com a Segunda Revolução Industrial emergiu o Imperialismo, cuja característica marcante foi o(a): 

a) substituição das intervenções militares pelo uso da diplomacia internacional. 
b) busca de novos mercados consumidores para as manufaturas e os capitais excedentes dos países industrializados. 
c) manutenção da autonomia administrativa e dos governos nativos nas áreas conquistadas. 
d) procura de especiarias, ouro e produtos tropicais inexistentes na Europa. 
e) transferência de tecnologia, estimulada por uma política não intervencionista.   


resposta da questão 22:[B]


23. (Unirio) Na segunda etapa da Revolução Industrial, iniciada por volta de 1860, caracterizou-se um(a): 

a) fortalecimento das corporações de mercadores. 
b) aumento da utilização da mão-de-obra servil. 
c) supremacia do capitalismo financeiro. 
d) intensificação das trocas comerciais através das feiras. 
e) predominância do sistema familiar de produção.   


resposta da questão 23:[C]

24. (Faap) "A crise do antigo sistema colonial ocorrida na segunda metade do século XVIII foi provocada por fatores endógenos, particularmente às contradições do próprio sistema. Afinal, embora o objetivo da colonização fosse a exploração econômica da colônia em benefício da metrópole, era impossível explorar sem desenvolver." O texto trata da desintegração do antigo colonialismo que se operou numa conjuntura de crises mais global, marcada por várias revoluções, como: 

a) a revolução russa 
b) a revolução industrial 
c) a revolução praieira 
d) a guerra de secessão 
e) a revolução puritana   

resposta da questão 24:[B]




25. (UFPE) Simultaneamente ao processo de acumulação de capitais, provenientes do comércio de escravos, pirataria e da descoberta das minas na América, a Inglaterra reaplicou seus lucros entrando numa era de grandes transformações que se denominou de Revolução Industrial. O(s) fator(es) que levou(aram) às grandes mudanças foi(foram): 

( ) A pequena propriedade inglesa, na época dos cercamentos, transformou-se em latifúndio, que empregava mão-de-obra assalariada e produzia grandes quantidades de alimentos; 
( ) Do aumento de produção agrícola destacaram-se alimentos destinados ao mercado externo e o algodão que atendia às colônias americanas; 
( ) o uso das máquinas atraiu às cidades um grande número de camponeses que, transformados em operários urbanos, vão participar de uma era de bonança e melhoria de vida material; 
( ) a revolução industrial possibilitou a explosão dos centros urbanos, a concentração do capital, não modificando, entretanto, a precariedade das condições de moradia a alimentação do operário urbano; 
( ) a revolução industrial modifica o cenário das classes sociais: a aristocracia que estava no topo da pirâmide, cede o seu lugar à burguesia industrial que agora ocupa o seu espaço.   


resposta da questão 25:V F F V V


26. "Por volta de 1850, a Grã-Bretanha era a primeira entre as nações industrializadas, tendo evoluído de uma economia de base agrária para uma predominantemente industrial. Durante a Segunda Revolução Industrial (a partir de 1870), continuou em posição de destaque, mas a Alemanha (...) passou a determinar o ritmo da corrida pela supremacia industrial." 
(Atlas Histórico, FOLHA DE S. PAULO.) 

Para que a Grã-Bretanha e a Alemanha ocupassem as posições descritas pelo texto anterior, concorreram fenômenos tais como: a) a prática do chamado comércio triangular, envolvendo colônias na América, na Índia e na África, no primeiro caso; e o sucesso dos seguidos planos quinquenais de desenvolvimento industrial, praticados pelo Estado desde 1810, no outro caso. 
b) a adoção de uma economia de livre mercado com estímulo à competitividade, no primeiro caso; e a política de cercamento das terras comunais, gerando mão-de-obra para a indústria, no outro caso. 
c) a atração que o mercado financeiro britânico exercia sobre os investimentos mundiais, no primeiro caso; e a moral materialista, fruto da adoção, por parte do Estado, do anglicanismo como religião oficial, no outro caso. 
d) a tardia estruturação de um Estado-nação que possibilitou a concentração de capitais nas mãos de verdadeiros empreendedores, no primeiro caso; e o apoio financeiro e logístico recebido da França, arqui-rival da Inglaterra, no outro caso. 
e) a intensa atividade mercantil desenvolvida nas relações coloniais, no primeiro caso; e a unificação política que consolidou as alianças econômicas já praticadas entre os estados germânicos, no outro caso.   


resposta da questão 26:[E]


27. (PUCSP) "...o produto da atividade humana é separado de seu produtor e açambarcado por uma minoria: a substância humana é absorvida pelas coisas produzidas, em lugar de pertencer ao homem..." A partir do texto pode-se afirmar que a Revolução Industrial 

a) produziu a hegemonia do capitalista na produção social. 
b) tornou a manufatura uma alternativa para o artesanato. 
c) introduziu métodos manuais de trabalho na produção. 
d) tornou o homem mais importante que a máquina. 
e) valorizou o produtor autônomo.   


resposta da questão 27:[A]


28. (UFMG) Leia os textos. 
"Se alguém for visto falando com outra pessoa, assobiando ou cantando, será multado em 6 pence." 
(Documentos Humanos da Revolução Industrial). 

"O tempo não me pertence por isso amanhã não poderei ir à sua casa, mas se você puder ir à Praça da Bolsa, entre duas e duas e meia, nós nos encontraremos como sombras miseráveis nas bordas do inferno." 
(um marceneiro francês em 1848). 

"Pelo que sei do ofício, acredito que hoje um homem trabalha quatro vezes mais que antes. A oficina onde trabalho se assemelha em tudo a uma prisão - o silêncio é aqui aplicado tal qual numa prisão". 
(marceneiro inglês em 1849). 

A partir desses textos é possível concluir que a Revolução Industrial 

a) impôs uma rígida disciplina ao trabalhador assalariado no espaço da fábrica, não interferindo em seu dia-a-dia. 
b) introduziu a divisão do trabalho, buscando maior eficiência e permitindo que o trabalhador dominasse o conhecimento das etapas de produção. 
c) permitiu a organização do trabalho fabril, buscando uma maior comunicação entre os operários, cujo resultado final foi o aumento da eficiência e da lucratividade. 
d) provocou uma transformação social inserindo o trabalhador em novas formas de trabalho, e não foi uma mera aceleração do ritmo econômico. 
e) simplificou o trabalho ao máximo, reduzindo-o a simples tarefas manuais, o que diminuiu a exploração do trabalhador.   



resposta da questão 28:[D]




29. (UFMG) Todas as alternativas apresentam mudanças que caracterizam a Revolução Industrial na Inglaterra do século XIX, EXCETO: 

a) A aplicação sistemática e generalizada do moderno conhecimento científico ao processo de produção para o mercado. b) A consolidação de novas classes sociais e ocupacionais, determinada pela propriedade de novos fatores de produção. 
c) A especialização da atividade econômica, dirigida para a produção e para o consumo paroquial e familiar. 
d) A expansão e despersonalização da unidade típica de produção, até então baseada principalmente nas corporações de ofício. 
e) O redirecionamento da força de trabalho das atividades relacionadas à produção de bens primários para a de bens manufaturados e serviços.   


resposta da questão 29:[C]


30. (UFPR) A revolução industrial começou na Inglaterra no século XVIII e atingiu o continente europeu no século XIX. Novas fontes de energia, combinadas com novas invenções, resultaram em transformações extraordinárias, fazendo surgir a indústria moderna, alterando as condições de vida, bem como a estrutura da sociedade. Indique algumas das transformações sociais ocorridas em países europeus do século XIX, decorrentes da revolução industrial, em particular aquelas relativas às condições de vida e de trabalho.   


resposta da questão 30:

- Surgimento da burguesia industrial;

- Exploração do proletariado urbano;
- Exploração do trabalho feminino e infantil;
- Surgimento dos movimentos de luta operária;


31. (UNESP) "Por uma série de fatores, a Inglaterra foi o cenário inicial e o grande centro difusor do amplo processo histórico em transformação que se convencionou chamar de Revolução Industrial. Esta, no entanto, gerou problemas sociais que se prolongaram no tempo". 

Analise, objetivamente, o grau de interferência dos setores governamentais no sentido de:  

a) favorecer a livre iniciativa;  
b) amenizar as questões sociais advindas da industrialização.   


resposta da questão 31:
a) Melhora no sistema de circulação de mercadorias; estímulo ao comércio exterior e eliminação de barreiras alfandegárias.  

b) Não existiu uma adoção para melhorar a política social,o que levou ao surgimento do movimento operário, revelando a precariedade das condições de vida dos operários.



32. (G1) A Revolução Industrial Inglesa só foi possível pelo processo histórico de acumulação primitiva criador tanto do CAPITAL quanto do TRABALHO. A liberação da mão-de-obra e formação do proletariado ocorreu com: 

a) os cercamentos dos campos e a expulsão dos camponeses das terras comuns. 
b) o intenso cultivo de algodão nos campos ingleses. 
c) o processo de reforma agrária na Inglaterra. 
d) o intenso processo de imigração de trabalhadores de outras nações europeias para as indústrias inglesas. 
e) a produção agrícola organizada em técnicas feudais.   


resposta da questão 32:[A]


33. (FUVEST) As agitações políticas e sociais que marcaram o período 1820–1848, no Ocidente, guiaram-se por concepções decorrentes tanto da Revolução Francesa de 1789, quanto da Revolução Industrial inglesa (em curso desde a década de 1780).
a) Descreva uma dessas concepções.
b) Relacione-as com um movimento social e/ou político do período (1820–1848).


resposta da questão 33:

a) Dentre as concepções possíveis, pode-se destacar:
• a ideia de livre-comércio, expressa pelo liberalismo econômico no contexto da Revolução Industrial, além da noção de livre-iniciativa, que contrapunha-se ao Antigo Regime no sentido de se abolir a legislação mercantilista que privilegiava organizações monopolistas, como por exemplo as corporações de ofício;
• a ideia republicana, que havia vigorado na França (1792-1804);
• a ideia de igualdade social, afirmada pela Convenção Jacobina;
• a concepção de igualdade jurídica, minando o fundamento do Antigo Regime: a desigualdade de sangue;
• a ideia de soberania nacional;
• a ideia liberal, que se contrapõe ao absolutismo, criando limites ao poder real, particularmente por meio da elaboração de constituições, como a própria Constituição francesa, que estabelecia a tripartição do poder, conforme postulava Montesquieu.

b) Dentre as relações possíveis, podemos destacar:
• as independências das ex-colônias (de Portugal e Espanha), que se relacionam à crise do Antigo Sistema Colonial e, consequentemente, à abertura dos mercados para os produtos ingleses (ideia de livre-comércio);
• a adoção de regimes políticos republicanos nas mesmas (exceto no Brasil e, por um curto período, no México), o que se relaciona também à ideia de soberania nacional;
• os ideários liberal e nacionalista que se relacionam às revoluções europeias de 1830 e 1848, as quais lutaram contra autoritarismos, como no caso francês, a favor de regimes constitucionais, como nos estados italianos, e a favor de independências nacionais (Bélgica em relação à Holanda; Polônia em relação à Rússia) e iniciadores de movimentos que vieram a resultar posteriormente nas unificações italiana e alemã;




34. (G1) A Revolução Industrial influenciou os rumos das antigas colônias porque: 

a) procurava abrir os mercados e operava contra o tráfico negreiro. b) condenava a escravidão porque não atendia aos princípios humanitários de uma nação moderna. 
c) mantinha os monopólios porque eram a base do liberalismo econômico. 
d) Introduzia o Mercantilismo. 
e) permitia aos britânicos a imposição de pactos coloniais através da concessão de empréstimos.   

resposta da questão 34:[A]


35. (G1) A Revolução Industrial ganhou projeção a partir do século XIX expressando a evolução tecnológica, a disponibilidade de capitais e mão-de-obra, além dos ideais de uma nova classe social.
Comente os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores. Qual o primeiro setor industrializado na Inglaterra?


resposta da questão 35:

Insalubridade, horas excessivas de trabalho, falta de condições de higiene e assistência médica. Indústria têxtil.



36. (UFC) "Todos os dias, o apito pungente da fábrica cortava o ar esfumaçado e pegajoso que envolvia o bairro operário e, 
obedientes ao chamado, seres sombrios, de músculos ainda cansados, deixavam seus casebres acanhados e escuros, feitos 
baratas assustadas". 
(Maximo Gorki. MÃE. Companhia Editora Americana, p.9. apud Aquino, Jacques, Denize e Oscar. HISTÓRIA DAS SOCIEDADES. DAS SOCIEDADES MODERNAS ÀS SOCIEDADES ATUAIS. 26ª edição. Rio de Janeiro. Ao livro Técnico. 1995.)

O texto acima descreve a situação dos operários no início da Revolução Industrial.
Identifique os recursos disciplinares relativos à contagem do tempo e ao desempenho no interior da fábrica, utilizados pelos industriais para disciplinar os seus trabalhadores.


resposta da questão 36:

"Todos os dias o apito pungente da fábrica... casebres acanhados... feitos baratas... "
Jornada extensa, controle de produção, maus tratos, regulação das horas de comer e de necessidades, exploração infantil e 
de mulheres com menores salários.


37. (G1) "Do século XV ao XVIII verificou-se verdadeira mudança de mentalidade. A mecânica e a técnica, de menosprezadas, passaram a supervalorizadas. Não é generalizada essa aceitação, pois os preconceitos têm raízes fundas, dificilmente removíveis. Ainda no século XVIII e mesmo nos seguintes, até o atual, encontra-se certa atitude de suspeita ante o manual ou mecânico, enquanto se realça o ócio, o lazer, a condição de nobreza, que não trabalha ou só trabalha com a inteligência e exerce o comando. Daí a desconsideração com tarefas como as agrícolas - trevolver as terras com as mãos - as artesanais ou manufatureira, ou mesmo as comerciais (...). Curioso lembrar como os médicos, forrados de humanismo, não tinham respeito pelos cirurgiões, pois exerciam labor mecânico. Até 1743 - repare-se a data - eram vistos como espécie de barbeiros." 

(Francisco Iglésias, A REVOLUCÃO INDUSTRIAL. São Paulo, Brasiliense, 1981, p. 40-41)



resposta da questão 37:

As mudanças de mentalidades com os preconceitos difíceis de se remover; apesar das mudanças o menosprezo às atividades agrícolas, manuais ou comerciais.



38. (G1) Já se observou uma vez que todo aluno mediano em História sabe que houve uma Revolução Industrial, e que todo  aluno estudioso sabe que não houve. Justifique a tese de que ocorreu uma EVOLUÇÃO e não uma REVOLUÇÃO industrial.



resposta da questão 38:

A atividade produtiva sempre existiu na sociedade humana. O que ocorreu foi um conjunto de transformações tecnológicas, econômicas e políticas que refletiu no modo de produção e na sociedade.


39. (FGV) Entre as principais conseqüências da Revolução Industrial, na Inglaterra, NÃO estão o: 

a) aumento da urbanização e o despovoamento dos campos; 
b) assalariamento e o aumento da produção; 
c) surgimento de novas corporações de ofício e manufatura e o declínio da produção; 
d) uso de máquinas e a divisão técnica do trabalho; 
e) surgimento de novas ideologias e o assalariamento.   


resposta da questão 39:[C]



40. (Unesp 2013) Todo processo de industrialização é necessariamente doloroso, porque envolve a erosão de padrões de vida tradicionais. Contudo, na Grã-Bretanha, ele ocorreu com uma violência excepcional, e nunca foi acompanhado por um sentimento de participação nacional num esforço comum. Sua única ideologia foi a dos patrões. O que ocorreu, na realidade, foi uma violência contra a natureza humana. De acordo com uma certa perspectiva, esta violência pode ser considerada como o resultado da ânsia pelo lucro, numa época em que a cobiça dos proprietários dos meios de produção estava livre das antigas restrições e não tinha ainda sido limitada pelos novos instrumentos de controle social. Não foram nem a pobreza, nem a doença os responsáveis pelas mais negras sombras que cobriram os anos da Revolução Industrial, mas sim o próprio trabalho.   
(Edward P. Thompson. A formação da classe operária inglesa, vol. 2, 1987. Adaptado.)   

O texto afirma que a Revolução Industrial  
(A) aumentou os lucros dos capitalistas e gerou a convicção de que era desnecessário criar mecanismos de defesa e proteção dos trabalhadores.  
(B) provocou forte crescimento da economia britânica e, devido a isso, contou com esforço e apoio plenos de todos os segmentos da população.  
(C) representou mudanças radicais nas condições de vida e trabalho dos operários e envolveu-os num duro processo de produção.  
(D) piorou as condições de vida e de trabalho dos operários, mas trouxe o benefício de consolidar a ideia de que o trabalho enobrece o homem.  
(E) preservou as formas tradicionais de sociabilidade operária, mas aprofundou a miséria e facilitou o alastramento de epidemias.      

resposta da questão 40:[C]

Comentário da questão:

A questão remete mais uma vez à Revolução Industrial, exigindo que o candidato leia atentamente o excerto e interprete a noção de violência  que o autor engendra ao processo capitalista de produção. Bem como a noção de trabalho degradante durante o período da “formação da classe operária”. As informações dão conta de que as jornadas de trabalho durante o período podiam ser de 14 a 16 horas, as fábricas podiam incluir até mesmo crianças como mão-de-obra e o trabalho era realizado em locais insalubres, sem existir nenhuma regulação ou fiscalização por parte das autoridades. O que leva o autor do trecho a concluir que o processo, na verdade, foi realizado unicamente sob a “ideologia dos patrões”.




 41. (VUNESP) Tempos Difíceis é um romance do escritor inglês Charles Dickens, publicado em 1854. A história se passa na cidade de Coketown, em torno de uma fábrica de tecidos de algodão. 
“Umas tantas centenas de operários na fábrica, umas tantas centenas de cavalos-vapor de energia (...) O dia clareou e mostrou-se lá fora (...) As luzes apagaram-se e o trabalho continuou. Lá fora, nos vastos pátios, os tubos de escapamento do vapor, os montes de barris e ferro velho, os montículos de carvão ainda acesos, cinzas, por toda parte, amortalhavam o véu da chuva e o nevoeiro.” 

a. Qual a importância do carvão e do ferro na 1ª Revolução Industrial? 

b. Comente as condições de trabalho nas fábricas inglesas no século XIX, a partir do texto apresentado. 




resposta da questão 41:

a) O carvão foi uma importante fonte de energia primária, além de ter sido matéria-prima indispensável na metalurgia do ferro nos primórdios da Revolução Industrial. O ferro, por sua vez, foi um dos mais  importantes insumos industriais da primeira Revolução Industrial, pois era utilizado na construção de máquinas e bens de consumo duráveis. 

b) As condições de trabalho nas fábricas eram precárias. Podemos destacar, entre outras: longas jornadas,baixos salários, muitos acidentes de trabalho, poucas condições de segurança, utilização generalizada do trabalho infantil e feminino em operações de risco, insegurança quanto à estabilidade do emprego, repressão a qualquer possibilidade de discussão sobre as péssimas condições de trabalho. Dentre essas, são explicitamente mencionadas no texto a insalubridade das fábricas e as longas jornadas de trabalho. 



42. (G1) “Não queremos destruir vossa fortuna, mas se não arranjardes maneira de nos dardes trabalho, não poderemos deixar de atentar contra vós e contra as máquinas. (...) Se ao fim de oito dias não retirardes as lãs das máquinas para dar trabalho às quinhentas pessoas que vos batem à porta e para as quais nem sequer vos dignais a olhar, não vos espanteis se virdes um levantamento cair sobre vós e sobre as máquinas, de tal modo sofremos, pobres operários, por nós e pelos nossos filhos.” 
(Anúncio anônimo fixado nas ruas de Clermont, França, em 1818.) 

A manifestação descrita no excerto anterior está relacionada: 
a. Ao movimento ludista. 
b. À organização dos partidos socialistas. 
c. À constituição dos partidos comunistas. 
d. Ao movimento anarquista. 
e. Às origens dos partidos liberais.


resposta da questão 42:[A]








Texto para a questão 43: 
Os Enclosures e a Mão-de-obra para o Setor Agrícola 
A questão do recrutamento de mão-de-obra para as fábricas tem sido objeto de muito debate. Os fatos são razoavelmente claros. Por volta de 1830 havia centenas de milhares de homens, mulheres e crianças empregados no sistema fabril. Entraram nas fábricas a despeito de seu medo do desconhecido, com uma aversão à supervisão e disciplina, e um ressentimento em relação à persistente exigência da máquina. As regras das primeiras fábricas são nossa melhor indicação sobre a importância destas questões: as multas mais pesadas estavam reservadas para faltas, atrasos e distração no trabalho. 
A interpretação destes fatos é outra coisa. Por longo tempo, o mais aceito ponto de vista foi o proposto por Marx e repetido e adornado por gerações de historiadores socialistas e mesmo não socialistas. Esta posição explica a realização de tão enorme mudança social – a criação de um proletariado industrial em face de sua tenaz resistência – postulando um ato de expropriação forçada: os enclosures arrancaram o camponês e o pequeno camponês e o jogaram nas fábricas. 
Recentes pesquisas empíricas invalidaram esta hipótese; os dados indicam que a revolução agrícola associada com os enclosures aumentou a procura pelo trabalho rural, e que, mais ainda, aquelas áreas rurais onde ocorreu um número maior de enclosures tiveram um crescimento na população residente. De 1750 a 1830, os condados agrícolas britânicos tiveram sua população dobrada. Todavia, se a evidência objetiva deste tipo é suficiente para acabar com o que se tornou algo como um artigo de fé, eu tenho minhas dúvidas. 
(David S. Landes, The Unbound Prometheus, New York, 1980.) 


43. Responda as perguntas de acordo com as informações contidas no texto. 
a. Qual é a explicação tradicional sobre o significado dos enclosures na história da Revolução Industrial? 

b. O que recentes pesquisas empíricas revelaram? 


resposta de questão 43:
a) Devido aos cercamento, os camponeses sofreram um ato de expropriação das terras. Os enclosures arrancaram o camponês e o pequenos camponês e os jogaram nas fábricas. 

b) Que não houve êxodo rural, e que com os enclosures cresceu a população no campo. 


44. (ENEM – 2010) 
Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria? 
Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos tiranos vestem? 
Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo essesparasitas ingratos que exploram vosso suor – ah, que bebem o vosso sangue? 
SHELLEY. Os homens da Inglaterra. Apud HUBERMAN, L. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1982. 

A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792 – 1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada: 
a. Na pobreza dos empregados, que estava dissociada da riqueza dos patrões. 
b. No salário dos operários, que era proporcional aos seus esforços nas indústrias. 
c. Na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo proletariado. 
d. No trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade. 
e. Na riqueza, que não era usufruída por aqueles que a produziam.


Resposta da questão 44:[E]

Comentário da questão:
 Analisando o trecho do enunciado da questão, podemos observar uma das principais características da Revolução Industrial, ou seja, a contradição entre a riqueza produzida pelo desenvolvimento industrial e a pobreza gerada pela exploração do trabalho. Dessa forma, a separação entre capital e trabalho daria origem a uma classe operária geradora das riquezas, que seriam apropriadas pelos donos dos meios de produção.





45. (UNICAMP) 
“De pé ficaremos todos 
E com firmeza juramos 
Quebrar tesouras e válvulas 
E pôr fogo às fábricas daninhas.” 
(Canção dos quebradores de máquinas do século XIX, citada por Leo Huberman, História da riqueza do homem, 1979.) 

a. A partir do texto, caracterize o tipo de ação dos quebradores de máquinas. 

b. Explique os motivos desse movimento. 


resposta da questão 45:
a) Os quebradores de máquinas, no início do século XIX, na Inglaterra, eram conhecidos como ludistas. 
Tratava-se de um movimento relativamente organizado, no qual atacavam fábricas com a finalidade de quebrar máquinas. 

b) O contexto histórico da sua atuação é a Revolução Industrial. Os integrantes desse movimento acreditavam que quanto mais máquinas existissem, menos empregos teriam, daí sua ação articulada “de pé juramos...pôr fogo às fábricas daninhas” ter por finalidade quebrar as máquinas que roubariam seus empregos.


46. (ENEM – 2010) A prosperidade induzida pela emergência das máquinas de tear escondia uma acentuada perda de prestígio. Foi nessa idade de ouro que os artesãos, ou os tecelões temporários, passaram a ser denominados, de modo genérico, tecelões de teares manuais. Exceto em alguns ramos especializados, os velhos artesãos foram colocados lado a lado com novos imigrantes, enquanto pequenos fazendeiros tecelões abandonaram suas pequenas propriedades para se concentrar na atividade de tecer. Reduzidos à 
completa dependência dos teares mecanizados ou dos fornecedores de matéria-prima, os tecelões ficaram expostos a sucessivas reduções dos rendimentos. 
THOMPSON, E. P. The Making of the english working class. Harmondsworth: Penguin Books, 1979. (adaptado). 

Com a mudança tecnológica ocorrida durante a Revolução Industrial, a forma de trabalhar alterou-se porque: 
a. A invenção do tear propiciou o surgimento de novas relações sociais. 
b. Os tecelões mais hábeis prevaleceram sobre os inexperientes. 
c. Os novos teares exigiam treinamento especializado para serem operados. 
d. Os artesãos, no período anterior, combinavam a tecelagem com o cultivo de subsistência. 
e. Os trabalhadores não especializados se apropriaram dos lugares dos antigos artesãos nas fábricas. 



Resposta da questão 46:[D]
Comentário da questão:


A concentração de trabalhadores nas fábricas, operando máquinas, resultou no progressivo abandono da produção artesanal, passando o tecelão a não mais dispor de tempo e condições práticas para se dedicar a outra atividade além do trabalho assalariado.
Comentário: A alternativa A se refere ao surgimento de novas relações sociais, o que de fato foi consequência da Revolução Industrial. Porém a pergunta menciona mudanças na forma de trabalho provocadas pela Revolução Industrial. Além disso, a alternativa incorre em imprecisão ao citar somente “tear”, não especificando se se trata de “tear manual” ou “máquina de tear”, ambos citados no texto. 



47. ENEM 2001   “... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes; ...” 
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.   Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de 1997. 

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações: 
I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários. 
II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal. 
III. Ambos contêm a ideia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário. 
Dentre essas afirmações, apenas 
(A) I está correta. 
(B) II está correta. 
(C) III está correta. 
(D) I e II estão corretas. 
(E) I e III estão corretas.


Resposta da questão 47:[E]
Comentário questão:
 A questão refere-se ao processo de industrialização iniciado durante o século XVIII, conhecido como Revolução Industrial. Tanto o texto quanto a charge destacaram a divisão do trabalho e a importância da linha de montagem para o aumento da produção industrial. Na linha de montagem, o operário não precisava necessariamente conhecer todo o processo produtivo, somente a atividade que lhe cabia. Cada operário era responsável por uma atividade específica dentro da linha de produção. Isso trouxe como consequência a redução do tempo de trabalho e o aumento da produtividade. Não se esqueçam de que, para o capitalismo, tempo é dinheiro...  Tendo em vista essas informações, a única alternativa correta é a letra E.  

48. (ENEM) Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa produtividade. A
partir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário.
São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem
A) a erradicação da fome no mundo.
B) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas.
C) a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos.
D) a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura.
E) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da mecanização.

Resposta da questão 48:[C]
Comentários da questão:
A Revolução Industrial trouxe grandes incrementos, tanto na tecnologia das máquinas a vapor como no processo geral de produção. Isso estimulou o aumento gradativo da utilização de matérias-primas minerais e recursos energéticos, destacadamente carvão mineral. 


49. (UNICAMP) As fábricas do século XVIII substituíram as antigas oficinas artesanais. Explique o que eram essas oficinas e as diferenças entre elas e o sistema fabril. 

resposta da questão 49:
Explicação do que eram as oficinas artesanais: 
Nas oficinas artesanais, o artesão é o produtor independente. Dispões de seu trabalho, é proprietário dos instrumentos de produção e produz para seu sustento e para o mercado local. A divisão do trabalho praticamente inexiste. O artesanato produz a peça toda, o que requer disposição, destreza no uso de ferramentas e habilidade em transformar matéria-prima em um manufaturado. Cada peça é única, a quantidade produzida é pequena. 
Diferenças entre oficinas artesanais e o sistema de fábrica: 
A Revolução Industrial destruiu o sistema artesanal de produção e introduziu o sistema fabril. Neste sistema é fundamental a máquina. Possui uma fonte uniforme de energia que a põe em movimento, prescinde da disposição do homem para ser operada. A máquina passa a homogeneizar o trabalho humano. O homem deve subordinar-se ao ritmo da máquina. Padroniza-se a produção que aumenta exponencialmente. A divisão social do trabalho e a máquina possibilitam atender às necessidades crescentes da procura. O essencial da Revolução Industrial é a passagem da utilização da ferramenta para a máquina no processo de produção. 

50. (Ufal 2007) Considere a gravura.   

Fundição de cobre em Swansea, Gales, século XIX    

A partir da segunda metade do século XVIII, as chaminés expelindo rolos de fumaça, como as da gravura, passaram a fazer parte da paisagem de algumas regiões inglesas, alterando o equilíbrio natural. Essas chaminés eram, na verdade, apenas parte mais visível da fábrica que alterou completamente a sociedade humana. Dentre as alterações econômicas e sociais advindas do fenômeno apresentado na gravura, pode-se destacar  
a) o processo de desconcentração urbana, haja vista a decisão da burguesia de construir as unidades fabris longe dos centros urbanos.  b) a melhoria do padrão de vida do trabalhador fabril, já que a máquina o libertou das condições degradantes do trabalho rural.  
c) a preocupação do poder público com a questão ambiental, impondo rapidamente uma legislação que eliminou os efeitos da poluição ambiental.  
d) a redução do lucro dos capitalistas ingleses porque eram obrigados a pagar elevadas indenizações aos operários que adoeciam nas fábricas.  
e) o crescimento populacional próximo às fábricas, dando origem a graves problemas de urbanização, como a proliferação de cortiços.


resposta da questão 50:[E]
Comentário da questão:

As cidades, polos de atração para os camponeses que migravam em busca de trabalho, cresceram de maneira desordenada. Além das péssimas condições de trabalho e baixíssimos salários, os trabalhadores ainda sofrem com a falta de moradia e os aluguéis exorbitantes, proliferando os cortiços.



51. (ENEM) A revolução industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.


Pode-se afirmar que as conquistas no início deste século, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com
a) a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.
b) a expressiva diminuição da oferta de mão de obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.
c) a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.
d) o crescimento do Estado ao mesmo tempo que diminuía a representação operária nos parlamentos.
e) a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais europeias.


resposta da questão 51:[C]

Habilidade: Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.  
Comentário da questão:
 As mudanças advindas com a Revolução Industrial fez surgir o operário, trabalhador das fábricas que, tendo que enfrentar condições miseráveis de trabalho, passou a exigir melhores condições de trabalho, através de mobilizações e greve. Surgia assim, consequência da Revolução Industrial, o movimento operário.


52. (Fuvest) Durante o século XVIII, na Europa, constituíram-se dois
pólos dinâmicos; um de dimensão cultural, representado pela França, e outro de dimensão econômica, representado pela Inglaterra.
Descreva aspectosreferentes ao
a) primeiro pólo.
b)segundo pólo.


Resposta da questão 52:
a) França: principal centro da ideologia iluminista  (ou da Ilustração), baseada no racionalismo, no liberalismo, no naturalismo e na crítica às estruturas do Antigo Regime.
b) Inglaterra: Revolução Industrial, iniciada no setor têxtil de algodão, caracterizada tanto pela maquinofatura como pelo emprego de mão-de-obra assalariada não-qualificada, que daria origem ao moderno proletariado.


53. (VUNESP) (...) Para [certos autores] (...), a reunião dos trabalhadores na fábrica não se deveu a nenhum avanço das técnicas de produção. Pelo contrário, o que estava em jogo era justamente um alargamento do controle e do poder do capitalista sobre o conjunto de trabalhadores que ainda detinham os conhecimentos técnicos e impunham uma dinâmica do processo produtivo. (...)
 (Edgar Salvadori de Decca, O nascimento das fábricas. Adaptado.)


Os argumentos apresentados no texto permitem concluir que
o espaço da fábrica relaciona-se com
(A) a diminuição da produtividade nas indústrias têxteis e metalúrgicas.
(B) o domínio dos trabalhadores sindicalizados sobre a produção industrial.
(C) os mecanismos de controle sobre os saberes e o tempo do trabalhador.
(D) a ampliação da criatividade dos trabalhadores com o uso das máquinas.
(E) a ausência de avanços técnicos que melhorassem a segurança no trabalho.

resposta da questão 53:[C]
Comentário da questão:
Segundo o texto haveria uma intencionalidade por parte dos detentores do capital em ampliar seu controle sobre o operariado.



54. (Enem 2ª aplicação 2010)  O movimento operário ofereceu uma nova resposta ao grito do homem miserável no princípio do século XIX. A resposta foi a consciência de classe e a ambição de classe. Os pobres então se organizavam em uma classe específica, a classe operária, diferente da classe dos patrões (ou capitalistas). A Revolução Francesa lhes deu confiança: a Revolução Industrial trouxe a necessidade da mobilização permanente.    
 HOBSBAWN, E. J. A era das revoluções. São Paulo: Paz e Terra, 1977.     

No texto, analisa-se o impacto das Revoluções Francesa e Industrial para a organização da classe operária. Enquanto a “confiança” dada pela Revolução Francesa era originária do significado da vitória revolucionária sobre as classes dominantes, a “necessidade da mobilização permanente”, trazida pela Revolução Industrial, decorria da compreensão de que  

a) a competitividade do trabalho industrial exigia um permanente esforço de qualificação para o enfrentamento do desemprego.  
b) a completa transformação da economia capitalista seria fundamental para a emancipação dos operários.  
c) a introdução das máquinas no processo produtivo diminuía as possibilidades de ganho material para os operários.  
d) o progresso tecnológico geraria a distribuição de riquezas para aqueles que estivessem adaptados aos novos tempos industriais.  
e) a melhoria das condições de vida dos operários seria conquistada com as manifestações coletivas em favor dos direitos trabalhistas.


resposta da questão 54:[B]
Comentário da questão: 

O gabarito é a letra B, pois vincula o crescimento do movimento operário e de ideologias alternativas ao capitalismo a um contexto marcado pelo crescimento da produtividade industrial e da desigualdade social, cenário típico de meados do século XIX.


55. (ENEM) Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa produtividade. A partir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário.
São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem
A) a erradicação da fome no mundo.
B) o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas.
C) a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos.
D) a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura.
E) o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da mecanização.


resposta da questão 55:[C]
Comentário da questão:
A Revolução Industrial trouxe grandes incrementos, tanto na tecnologia das máquinas a vapor como no processo geral de produção. Isso estimulou o aumento gradativo da utilização de matérias-primas minerais e recursos energéticos, destacadamente carvão mineral.


55. (ENEM 2012) 
Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez. 2011 (adaptado). (Foto: Enem)

Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez. 2011 (adaptado). (Foto: Enem)


Na imagem do início do século XX, identifica-se um modelo produtivo cuja forma de organização fabril baseava-se na(o)

a) autonomia do produtor direto. 
b) adoção da divisão sexual do trabalho.
c) exploração do trabalho repetitivo.
d) utilização de empregados qualificados.
e) incentivo à criatividade dos funcionários.



resposta da questão 55:[C]
Comentário da questão:
Na passagem do século XIX para o XX, diversas mudanças aconteceram no processo industrial. A imagem mostra o modelo taylorista/fordista, caracterizado pelo aprofundamento da divisão do trabalho e por consequência a alienação do trabalhador, priorizando o trabalho repetitivo e especializado com o uso da esteira no processo fabril. Essas transformações acarretaram também na alta produtividade do setor industrial e aumento do lucro das empresas pela mais valia, ou seja, pela diferença entre o valor produzido pelos operários e o valor vendido no mercado.

56. (FUVEST) “O pano ou tecido deste Reino... interessa tanto ao soberano quanto ao súdito, ao nobre e ao plebeu, até mesmo a toda profissão, condição e espécie de homem desta nação”. 
 (Thomas Middleton, 1622) 


a) Por que a produção têxtil inglesa interessava ao rei, à nobreza e aos plebeus? 
b) Qual a importância da produção têxtil para a futura Revolução Industrial inglesa? 


resposta da questão 55 : 
a) As indústrias têxteis da Inglaterra eram responsáveis, durante o século XVII, pelo atendimento das necessidades de tecidos da própria Inglaterra e de outros países, como Portugal e Espanha. Assim, sustentava o mercado consumidor externo e interno, garantindo uma balança comercial do país favorável. A importância da indústria têxtil estava, portanto, no fato de ela gerar empregos aos plebeus e garantir a riqueza dos nobres e do rei. 

b) O fortalecimento das indústrias têxteis inglesas desencadeou uma valorização social de terras para a criação de carneiros e ovelhas. Esse processo, conhecido como “cercamento dos campos” ou enclosures, marcou o início da exploração capitalista do campo. Os servos, expulsos dessas terras, e os imigrantes de outras regiões da Grã-Bretanha, eram obrigados a procurar empregos nas cidades, servindo como mão-de-obra barata para as indústrias que começavam a surgir. As mudanças no campo foram acompanhadas pelo desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de lã, iniciando, no século XVIII, a Primeira Revolução Industrial.