domingo, 5 de agosto de 2012

O absolutismo e a sociedade de corte

Saiba mais sobre o Absolutismo e a sociedade de Corte




Roteiro de estudo:
O absolutismo e a sociedade de corte


1. (FGV) Sobre a formação do absolutismo na França, é incorreto afirmar que:
a) seus antecedentes situam-se, também, nos reinados de Filipe Augusto, Luís IX e Filipe IV, entre os séculos XII e XIV.
b) fez-se necessária nesse processo a centralização dos exércitos, dos impostos, da justiça e das questões eclesiásticas;
c) a abolição da soberania dos nobres feudais não teve um importante papel nesse contexto;
d) a Guerra dos Cem Anos foi fundamental nesse processo;
e) durante esse processo a aliança com a burguesia fez-se necessária para conter e controlar a resistência de nobres feudais.


resposta:[C]

2. (Uel) Sobre o absolutismo monárquico desenvolvido na França no Século XVI é correto dizer que
a) conseguiu que o povo, através do voto garantisse a concentração de todo o poder nas mãos do rei.
b) constituiu-se a partir dos senhores feudais, que haviam sempre jurado fidelidade ao rei.
c) recebeu da Igreja Católica uma veemente oposição.
d) dependeu basicamente da convergência parcial dos objetivos da realeza com os interesses da burguesia.
e) impediu o desenvolvimento comercial dos países onde os reis tinham poderes ilimitados.


resposta:[D]

3. (Unirio) O Absolutismo monárquico manifestou-se de formas variadas, entre os séculos XVI e XVIII na Europa, através de um conjunto de práticas e doutrinas político-econômicas que fundamentavam a atuação do Estado Nacional Absoluto. Dentre essas práticas e doutrinas, identificamos corretamente a:
a) condenação da doutrina política medieval que justificava a autoridade monárquica absoluta através do Direito Divino dos Reis
b) concentração dos poderes de governo e da autoridade política na pessoa do Rei identificado com o Estado
c) promoção política das burguesias nacionais, principais empreendedores mercantis da expansão econômica e geográfica do Estado Moderno Absoluto
d) adoção de práticas capitalistas e liberais como fundamento da organização econômica dos Impérios coloniais controlados pelas Monarquias européias
e) rejeição dos princípios mercantilistas: dirigismo econômico e protecionismo alfandegário.


resposta:[B]

4. (Uece) "A superioridade das Monarquias sobre os senhores feudais acentuou-se: os castelos feudais deixaram de ser invulneráveis com o desenvolvimento da artilharia; a criação de exércitos profissionais, convertidos em poderosos sustentáculos das monarquias, libertaram-nas da até então imprescindível ajuda da nobreza feudal, cuja principal instituição militar - a cavalaria - tornou-se inútil diante da infantaria com arcabuzes e mosquetes."
(AQUINO, Rubim Leão et alli. HISTÓRIA DAS SOCIEDADES. DAS SOCIEDADES MODERNAS ÀS SOCIEDADES ATUAIS. 2 ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1983. p. 24.)

O estabelecimento das monarquias absolutas, como enfatiza o texto citado, deu-se em conformidade com uma centralização política cada vez mais acentuada. Com relação a esta centralização política, assinale a alternativa certa.
a) a concentração de poderes nas mãos dos Reis não significou prejuízo político ou econômico para os senhores feudais.
b) acordos entre setores burgueses e aristocráticos levaram ao Absolutismo monárquico, cujo objetivo maior era reprimir as sublevações de servos e camponeses pobres.
c) financiados pelos burgueses e idolatrados pelos nobres, os Reis europeus exerciam um poder absoluto, especialmente depois da Revolução Francesa.
d) a concentração de poderes nas mãos dos Reis, em prejuízo dos senhores feudais, levou à instituição do Absolutismo monárquico.


resposta:[D]

5. (Unesp) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo:
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.


resposta:[D]

6. (Puccamp) Dentre as instituições políticas do Estado Moderno, aquela que mais o caracteriza é o:
a) absolutismo monárquico, nova forma política assumida cujos fundamentos estavam expressos na SUMA TEOLÓGICA de Tomás de Aquino.
b) mercantilismo que serviam para justificar o enriquecimento da Igreja Católica, mas não traduziam os interesses do monarca absolutista.
c) absolutismo monárquico que intervinha na vida econômica.
d) liberalismo praticado pelos Príncipes, mas limitado pela tradição e pelo equilíbrio entre as classes sociais.
e) absolutismo monárquico que punha em prática uma política econômica de características não intervencionistas, quase liberais - a política mercantilista.


resposta:[C]

7. (UFPI) A respeito do Estado Absolutista é correto afirmar:
a) o poder concentrava-se nas mãos do rei por ter este conseguido afastar a influência da nobreza.
b) Era caracterizado pela concentração do poder político nas mãos do rei e pela legitimação divina desse poder.
c) O poder do rei no Estado absolutista, além de carecer de justificação, era criticado por pensadores como Maquiavel e Hobbes.
d) Na economia, o Absolutismo correspondeu ao período de transição do capitalismo para o feudalismo.
e) No plano político, a formação do Absolutismo correspondeu a uma necessidade de centralização do poder para adequar-se ao surgimento da nobreza.


resposta:[B]

8. (Unicamp) O grande teórico do absolutismo monárquico, o bispo Jacques Bossuet, afirmou: "Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus representantes na terra. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada e que atacá-lo é sacrilégio. O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém."
(Citado em "Coletânea de Documentos Históricos para o 1° grau." São Paulo, SE/CENP, 1978, p. 79.).
a) Aponte duas características do absolutismo monárquico.
b) Em que período o regime político descrito no texto esteve em vigor?
c) Cite duas características dos governos democráticos atuais que sejam diferentes das mencionadas no texto.


resposta:
a) Concentração de todos os poderes nas mãos do rei ( o poder de legislar, de executar e de julgar); equilíbrio do rei entre nobreza ( a quem garante privilégios políticos) e burguesia ( a qual garante privilégios econômicos); prática da política econômica mercantilista; justificativa do absolutismo pela Teoria do Direito Divino.
b) Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVIII.
Obs.: Portugal e Espanha já apresentam o absolutismo monárquico em fins, respectivamente, dos séculos XIV e XV. Por outro lado, em muitas monarquias européias, o absolutismo prolongou-se até o século XIX e, na Rússia, até o início do século XX.
c) O poder emana do povo, e não "de Deus"; os governantes são representantes dos cidadãos e agem em nome destes, e não como "ministros de Deus e seus representantes na Terra"; os governantes são responsáveis por seus atos, e não "pessoas sagradas"; deve haver tripartição de poderes, e não "poder real absoluto"; o governante deve prestar contas de seus atos, e não deixar de fazê-lo.

9. (Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis pois que "os fins justificam os meios." Professou suas idéias na famosa obra:
a) "Leviatã"
b) "Do Direito da Paz e da Guerra"
c) "República"
d) "O Príncipe"
e) "Política Segundo as Sagradas Escrituras"


resposta:[D]

10. (Fuvest) "É praticamente impossível treinar todos os súditos de um [Estado] nas artes da guerra e ao mesmo tempo mantê-los obedientes às leis e aos magistrados."
(Jean Bodin, teórico do absolutismo, em 1578).

Essa afirmação revela que a razão principal de as monarquias européias recorrerem ao recrutamento de mercenários estrangeiros, em grande escala, devia-se à necessidade de:
a) conseguir mais soldados provenientes da burguesia, a classe que apoiava o rei.
b) completar as fileiras dos exércitos com soldados profissionais mais eficientes.
c) desarmar a nobreza e impedir que esta liderasse as demais classes contra o rei.
d) manter desarmados camponeses e trabalhadores urbanos e evitar revoltas.
e) desarmar a burguesia e controlar a luta de classes entre esta e a nobreza.


resposta:[D]

11. (UFPR) Jacques Bossuet utilizou argumentos extraídos da Bíblia para justificar o poder absoluto e de direito divino da realeza, com o lema: "Um rei, uma lei, uma fé". São características do absolutismo na França:
(01) A concentração dos mecanismos de governo nas mãos do rei.
(02) A identificação entre Nação e Coroa.
(04) A influência do racionalismo iluminista como justificativa do poder absoluto e do "direito divino".
(08) A criação de exército nacional permanente.
(16) A ampla liberdade de expressão e de fé. soma = ( )


resposta: 01 + 02 + 08 = 11


12. (Puc) O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela miséria condição de guerra que é a conseqüência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (...)
(Hobbes, T. "Das causas, geração e definição de um Estado". In: Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 2. ed.,1979, p. 103.)

Considerando o fragmento anterior, podemos dizer que Thomas Hobbes, pensador inglês do séc.XVII, defende a noção de que
a) apenas um Estado democrático, surgido de um ato de liberdade dos cidadãos, teria legitimidade para criar leis e zelar pela segurança e demais necessidades sociais.
b) certos indivíduos, extraordinariamente, quando apaixonados, amam dominar os outros e é preciso forçá-los, através do castigo, a manter o respeito; essa seria a função do Estado.
c) o Estado resulta do desejo dos indivíduos de garantir a propriedade privada, para deixar de ter uma condição mísera e participar ativamente do pacto social.
d) o homem é naturalmente bom, mas a vida social o corrompe, fazendo com que passe a querer dominar a liberdade dos outros; o nascimento do Estado é diretamente responsável por essa corrupção.
e) os homens são naturalmente inaptos para a vida social, a menos que constituam uma autoridade à qual entreguem sua liberdade em troca de segurança.

resposta:[E]

13. (Cesgranrio) "...o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos, e o amor que tem pelo seu reino, confundindo com o que tem pela sua família, torna-se-lhe natural... O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..."
(Jacques de Bossuet. POLÍTICA TIRADA DA SAGRADA ESCRITURA. Livro II, 10 proposição e Livro VI, artigo 1.o)
O trecho anterior se refere ao Absolutismo monárquico, que se constituiu no próprio modelo dos regimes políticos dos Estados europeus do Antigo Regime. Apresentou variáveis locais conforme se expandia na Europa, entre os séculos XVI e XVIII. Entretanto, podemos identificar no Absolutismo monárquico características comuns que o distinguiam, dentre as quais destacamos corretamente a:
a) unificação de diversas atribuições de Estado e de governo na figura dos monarcas, tais como a prerrogativa de legislar e a administração da justiça real.
b) substituição de um tipo de administração baseada na distribuição de privilégios e concessões régias por uma organização burocrática profissional que atuava em atividades desvinculadas do Estado.
c) implementação de práticas econômicas liberais como forma de consolidar a aliança política e econômica dos reis absolutos com as burguesias nacionais.
d) submissão política dos governos reais absolutistas à hierarquia eclesiástica, conforme definido pela doutrina do Direito Divino dos Reis.
e) definição da autoridade dos monarcas absolutos e seus limites de poder, através da atuação dos parlamentos nacionais constitucionalistas, controlados por segmentos burgueses.


resposta:[A]

14. (Puc-pr) Um dos teóricos defensores do Absolutismo real escreveu: "...Já o disse, sois deuses, isto é, tendes em vossa autoridade, trazeis em vossa fronte, um caráter divino... Entretanto, ó deuses de carne e sangue, ó deuses de lodo e pó, morreis como homens... A grandeza separa os homens por breve tempo; uma queda comum, no fim, a todos iguala...". O texto acima consta da obra:
a) "Sobre o Direito da Guerra e da Paz", de Hugo Grotius.
b) "Os Seis Livros da República", de Jean Bodin.
c) "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel.
d) "O Leviatã", de Thomas Hobbes.
e) "Política Resultante da Sagrada Escritura", de Jacques Bossuet.


resposta:[E]

15. (UFPE) As teorias de Maquiavel e Hobbes foram fundamentais para o estabelecimento do absolutismo, a consolidação do Estado Moderno e para mudanças nas relações políticas da Europa. Entre as idéias básicas de Hobbes, podemos destacar:
a) a necessidade de educar o ser humano, para que ele retomasse sua boa relação com a natureza e transformasse a vida social da sua época.
b) a crença na capacidade de se estabelecer relações harmoniosas entre os povos, desenvolvendo-se o comércio e os negócios públicos.
c) a crítica feita ao Cristianismo e sua insistência em derrotar o poderio da Igreja e das religiões, que, segundo ele, eram as únicas responsáveis pela hipocrisia social.
d) a preocupação com a centralização do poder político, fundamental para a posterior consolidação do Estado Moderno.
e) a preocupação com a política, que não impediu a produção de obras literárias importantes para sua época dentro de uma perspectiva artística.


resposta:[D]

16. (Ufpel) "Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado do que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas. [...] Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus, quebra-se quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona. Contudo, o príncipe deve-se fazer temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo."
MAQUIAVEL, Nicolau (1469-1527). "O Príncipe". Lisboa: Europa-América, 1976. O documento embasa
a) a organização de uma sociedade liberal, precursora dos ideais da Revolução Francesa.
b) o direito divino dos reis, reforçando as estruturas políticas e religiosas medievais.
c) o absolutismo monárquico, sob a ótica de um escritor renascentista.
d) a origem do Estado Moderno, através do Contrato Social.
e) o republicanismo como regime político, apropriado para os Estados Modernos.


resposta:[C]

17. (Uflavras) Apresentamos, abaixo, três obras representativas do absolutismo (coluna 1) e as principais idéias nelas contidas (coluna 2). Numere a coluna 2 de acordo com a coluna 1 e identifique a alternativa que apresenta a seqüência CORRETA:

COLUNA 1
1. O Príncipe (1513-16)
2. Leviatã (1651)
3. A República (1576)

COLUNA 2
( ) Defende a soberania do Estado e o caráter divino do monarca, não havendo limites à autoridade do mesmo.
( ) Afirma haver a necessidade de um Estado nacional forte, independente da Igreja e encarnado na figura do chefe de governo.
( ) Justifica o surgimento do Estado enquanto um contrato social. Sem a existência do Estado, a humanidade viveria em permanente situação de guerra.

a) 2, 1, 3
b) 1, 3, 2
c) 3, 2, 1
d) 3, 1, 2
e) 1, 2, 3


resposta:[D]

18. (Unaerp) A política externa de Luís XIV, o Rei Sol, teve como principal característica:
a) A ruína da economia francesa em decorrência das sucessivas guerras que a França travou contra outros países para preservar sua supremacia na Europa, juntamente com os gastos vultosos para manutenção da corte.
b) A consolidação do absolutismo monárquico através da redução dos poderes da alta burguesia.
c) Concentração da autoridade política na pessoa do rei.
d) Por ter reduzido seus ministros à condição de meros funcionários, passar a fiscalizar, pessoalmente, todos os negócios do Estado.
e) A auto-suficiência do país com a regulamentação da produção, a criação de manufaturas do Estado e o incremento do comércio exterior.


resposta:[A]

19. (Uel) "Tudo na França no século XVII é angústia: a de Pascal, siderado pelo silêncio dos espaços infinitos, a de Racine, situando o homem entre um universo mudo e um Deus oculto, e o riso de Moliere, que fez toda França compreender a farsa que lhe impunha o absolutismo, ao fazê-lo crer que vivia uns novos tempos, quando na verdade, não se libertara da herança feudal."
O texto refere-se a um período que ficou conhecido, na história da França, como
a) "O Século das Luzes."
b) "O Século de Luís XIV."
c) "A fase do Renascimento."
d) "O período da Restauração."
e) "A época de Felipe, O Belo."


resposta:[B]

20. (UFRS) O maior representante do absolutismo francês, autor da frase "O Estado sou eu", foi
a) Henrique VIII.
b) Felipe II.
c) Carlos V.
d) Luís XIV.
e) Jaime I.


resposta:[D]

21. (UFBA) Na questão adiante julgue os itens numerados de I a V e assinale a alternativa correta utilizando a chave de respostas a seguir:


"A imagem do rei-sol , como era chamado Luís XIV, que reinou até sua morte, em 1715, se construiu sobre a pintura, a gravura, a escultura, a arquitetura, a música e a palavra escrita ou oral."
(ONOFRE, p. 74)

Associando seus conhecimentos sobre absolutismo monárquica ao texto anterior, pode-se afirmar:
I - A construção da imagem pública do rei absolutista evidencia uma defasagem entre teoria e prática do absolutismo.
II - A utilização da arte como veículo de propaganda política indica o interesse do monarca absolutista em promover o desenvolvimento cultural das camadas populares. III - A preocupação com a difusão de uma imagem positiva perante a sociedade caracteriza o "rei-sol" como o precursor do despotismo esclarecido.
IV - Os monarcas absolutos, assim como os políticos atuais, também buscavam, na construção de uma imagem pública, formas para legitimar o exercício do poder.
V - O apoio da nobreza, classe politicamente privilegiada durante o Antigo Regime, era fundamental para a governabilidade do Estado, já que, na prática, ninguém governa sem o apoio das camadas mais fortes da população.

a) II e III são corretas.
b) I, II e V são corretas.
c) I, IV e V são corretas.
d) II, III, IV e V são corretas.
e) Todas as afirmativas são corretas.

resposta: [C]

22. (Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, "L Etat c est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:
a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.


resposta:[D]

23. (UFU) Com o objetivo de aumentar o poder do Estado diante dos outros Estados, [o Mercantilismo] encorajava a exportação de mercadorias, ao mesmo tempo em que proibia exportações de ouro e prata e de moeda, na crença de que existia uma quantidade fixa de comércio e riqueza no Mundo.
ANDERSON, Perry. "Linhagens do Estado Absolutista", São Paulo Brasiliense, 1998. p. 35.
O trecho acima refere-se aos princípios básicos da doutrina mercantilista, que caracteriza a política econômica dos Estados modernos dos séculos XVI, XVII e XVIII. Com base nessa doutrina, marque a alternativa correta.
a) A doutrina mercantilista pregava que o Estado deveria se concentrar no fortalecimento das atividades produtivas manufatureiras, não se envolvendo em guerras e em disputas territoriais contra outros Estados.
b) Uma das características do mercantilismo é a competição entre os Estados por mercados consumidores, cada qual visando fortalecer as atividades de seus comerciantes, aumentando, conseqüentemente, a arrecadação de impostos.
c) Os teóricos do mercantilismo acreditavam na possibilidade de conquistar mercados por meio da livre concorrência, de modo que era essencial desenvolver produtos competitivos, tanto no que diz respeito ao preço como em relação à qualidade.
d) A conquista de áreas coloniais na América é a base de qualquer política mercantilista. Tanto que o ouro e a prata, de lá provenientes, possibilitaram ao Estado espanhol figurar como o mais poderoso da Europa após a Guerra dos Trinta Anos.


resposta:[B]

24. (Fei) A famosa frase atribuída a Luis XIV: "O Estado sou eu", define:
a) o absolutismo;
b) o iluminismo,
c) o liberalismo;
d) o patriotismo do rei;
e) a igualdade democrática.


resposta:[A]

25. (Cesgranrio) Assinale a opção que NÃO caracteriza o absolutismo de Luís XIV na França no século XVII:
a) A associação do Estado à pessoa do rei expressa na frase "L Etat c est moi", a prática do governo ligada à produção de decretos, o fortalecimento da administração com a criação dos intendentes reais para as províncias e dos magistrados reais para as cidades.
b) O fortalecimento do poder do Estado através da constituição de símbolos concretos de autoridade, como Palácio de Versailles, a ênfase na cultura com o patrocínio estatal das artes e da literatura e o desenvolvimento de uma política econômica mercantilista dirigida por Colbert.
c) A constituição de um sistema nacional de impostos, a organização permanente do exército e a unificação do direito através de sua codificação reproduzindo a dinâmica da obediência ao rei e a Deus.
d) A constituição de uma economia baseada no livre desenvolvimento da produção, a permanente organização da burocracia real comandada pelos nobres e estruturada em critérios de competência e eficácia, a representação divina do poder através da associação entre rei e Deus.
e) A eliminação da figura do 1.o Ministro e a constituição da dominação política através de um reforço acentuado dos vínculos pessoais de obediência do clero e da nobreza com a institucionalização de uma sociedade de corte baseada no poder pessoal do rei.


resposta:[D]

26. (UFRJ) "A monarquia absolutista, com uma longa gestação no espírito da realeza, tornou-se a realidade dominante em França apenas durante o reinado de Luís XIV (1643-1715). A Fronda de 1648-1653 representou a última vez que seções da nobreza territorial pegaram em armas contra a realeza centralizadora."
SKOCPOL Theda. "Estados e Revoluções Sociais". Lisboa, Editorial Presença, 1985. p. 62.
O Antigo Regime estendeu-se em França até a Revolução Francesa de 1789. Um dos impedimentos à consolidação do poder monárquico era justificado pela tenaz resistência da nobreza. Uma vez dominada a nobreza, consolidava-se a monarquia absoluta.
a) Cite duas características do Absolutismo.
b) Estabeleça uma relação entre o reinado de Luís XIV e o Absolutismo.


resposta:
a) Intervenção do Estado na economia, mercantilismo, sociedade rigidamente dividida, concentração do poder político nas mãos do rei.
b) Luis XIV, o rei sol, foi o principal representante do absolutismo, personificou o poder político ao eternizar a expressão “o Estado sou Eu”, empreendeu uma agressiva política militarista com o objetivo de transformar a França na principal potência da Europa e construiu o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris,  onde hospedou a corte francesa.

27. (UFRS) Conflito complexo, com motivações que percorreram o campo do religioso, do político e do econômico, a Guerra dos Trinta Anos, travada entre 1618 e 1648, começou na Boêmia e logo se estendeu pelo continente europeu. Os resultados finais da contenda foram fundamentais para a redefinição geopolítica da Europa. Entre estes, é correto citar
a) o fracasso das ambições dos Habsburgos e o fortalecimento político da França e da Suécia.
b) o fim da hegemonia da Rússia na Europa Central e o colapso da política expansionista prussiana.
c) a vitória espanhola, com o crescimento do seu império para as terras centrais da Europa.
d) a conquista das margens do mar Báltico pela Dinamarca, garantindo o controle sobre o comércio marítimo da região.
e) a consolidação do poder hegemônico da Inglaterra sobre o continente e a livre extensão dos mercados a seus produtos.


resposta:[A]

28. (Ufscar) Sobre a "Guerra dos Trinta Anos" (1618-1648), é correto afirmar que
a) foi um conflito entre católicos e protestantes dentro do Sacro Império Germânico.
b) Espanha e Portugal se aliaram para combater o protestantismo holandês.
c) Portugal negociou tratados de abastecimento de alimentos com a Inglaterra, para sobreviver aos ataques holandeses.
d) Portugal expandiu sua conquista na Ásia, pelo fato de o continente estar fora dos interesses dos negociantes flamengos.
e) o Brasil permaneceu sob o controle português, garantindo os lucros açucareiros para a Coroa lusa.


resposta:[A]

29. (UFRS) Observe a figura a seguir, que representa a construção da imagem do Rei-Sol.


Luís XIV assumiu o poder monárquico francês em 1661 e, em pouco tempo, impôs à França e à Europa a imagem pública de um Rei-Sol todo poderoso. Toda uma máquina de propaganda foi colocada a serviço do rei francês. Escritores, historiadores, escultores e pintores foram convocados ao exercício da sua glorificação. O mito de Luís XIV foi criado em meio a mudanças socioeconômicas e políticas na França do século XVII. A esse respeito, considere as seguintes afirmações.
I - Luís XIV, rei por direito divino, suscitou a admiração de seus pares europeus, Versalhes foi copiada por toda a Europa, o francês consolidou-se como língua falada pela elite européia. Porém, sombras viriam a ofuscar o Rei-Sol, visto que a oposição exilada começou a denunciar a autocracia do monarca francês.
II - Para restabelecer a paz no reino, após a rebelião da Fronda e a Guerra dos Trinta Anos, e dedicar-se à consolidação da cultura francesa como universal, Luís XIV devolveu o poder das províncias às grandes famílias aristocráticas.
III - A fim de criar uma imagem pública positiva e democrática, Luís XIV organizou a partilha do poder de Estado com o Parlamento e com o Judiciário, dando início à divisão dos três poderes, cara a Montesquieu e fundamental para os novos rumos da política européia.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e III.
e) Apenas II e III.

resposta:[A]

30. (FGV) A chamada Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) foi considerada como a última grande guerra de religião da Época Moderna. A seu respeito é correto afirmar:
a) O conflito levou ao enfraquecimento do império Habsburgo e ao estabelecimento de uma nova situação internacional com o fortalecimento do reino francês.
b) O conflito iniciou-se com a proclamação da independência das Províncias Unidas, que se separavam, assim, dos domínios do império Habsburgo.
c) O conflito marcou a vitória definitiva dos huguenotes sobre os católicos na França, apoiados pelo monarca Henrique de Bourbon, desde o final do século XVI.
d) O conflito estimulou a reação dos Estados Ibéricos que, em aliança com o papado, desencadearam a chamada Contra-Reforma Católica.
e) O conflito caracterizou-se pelas intervenções inglesas no continente europeu, através de tropas formadas por grupos populares enviadas por Oliver Cromwell.


resposta:[A]

31. (Mackenzie) Sobre as Guerras de Religião ocorridas na França durante o século XVI, é correto afirmar que:
a) decretaram o fim da Dinastia dos Bourbons, através do Edito de Nantes, proclamado na "Noite de São Bartolomeu".
b) aceleraram o processo de consolidação do Estado Absolutista, permitindo a chegada ao poder de reis protestantes aliados à burguesia mercantil católica.
c) motivaram a aliança do Partido Huguenote com a Rainha Catarina de Médicis, provocando, na célebre "Noite de São Bartolomeu", o massacre dos membros da Santa Liga aliada da nobreza calvinista.
d) expressaram o confronto político-religioso entre a nobreza católica, liderada pelos Guises e os Huguenotes ligados aos Bourbons, ocasionando crises no processo de consolidação do absolutismo.
e) provocaram o confronto entre os Huguenotes, membros do Partido Papista e os Calvinistas integrantes da Santa Liga, fortalecendo o absolutismo.


resposta:[D]

32. (UFRS) Pelo Edito de Nantes, em 1598, Henrique IV da França
a) reprimiu violentamente os protestantes em Paris, no acontecimento conhecido como "A Noite de São Bartolomeu".
b) instituiu a cobrança de impostos territoriais somente para os protestantes franceses.
c) estabeleceu a igualdade política entre os diferentes credos.
d) diminuiu o poder dos católicos franceses, assegurando a supremacia política aos huguenotes.
e) concentrou todo o poder nas suas mãos, implantando o absolutismo na França.


resposta:[C]

33. (Puc-pr) As Guerras Civis Religiosas do século XVI na França favoreceram o fortalecimento do poder absoluto dos monarcas da dinastia Bourbon, que reinaram do século XVI ao XVIII e parte do XIX. Assinale a única alternativa errada no que se refere ao absolutismo real na França:
a) Luís XIII, filho de Henrique IV e Maria de Médicis, teve longo reinado, sendo muito ajudado pela hábil política do Cardeal Richelieu.
b) Luís XIV marcou o auge do absolutismo real, mandou construir o suntuoso Palácio de Versalhes e continuou, através de Colbert, a aplicar o mercantilismo no plano econômico.
c) Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), sob o rei Luís XV, a França vitoriosa tomou aos ingleses partes da Índia e, na América, a enorme região da Louisiana.
d) Na Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713), França e Espanha lutaram contra uma coligação européia. Os tratados de Utrecht e Rastadt definiram a paz. A França perdeu para a Inglaterra a Terra Nova e Acádia e a Espanha perdeu Gibraltar, ainda em poder daquela potência insular.
e) Henrique IV fundou a dinastia de Bourbon e pacificou a França, tendo os protestantes (huguenotes) alcançado liberdade de culto e o domínio sobre várias cidades fortificadas, nos termos do Edito de Nantes (1598).


resposta:[C]

34. (Mackenzie) "...herdara uma nação dividida pelos conflitos religiosos, sociais (Frondas) e externos (Guerra dos Trinta Anos). Seu reinado submeteu a nobreza, recolhendo-a ao seu grandioso Palácio, onde se desenvolveram paralelamente o Barroco e o Classicismo..." (Cláudio Vicentino - adaptado) O fragmento de texto relaciona-se:
a) ao despotismo esclarecido da Czarina Catarina, a Grande da Rússia.
b) ao absolutismo monárquico do rei francês Luís XIV.
c) ao Imperialismo de Napoleão Bonaparte.
d) à monarquia feudal francesa do rei Felipe, o Belo.
e) à Inglaterra, durante a reforma religiosa do rei Henrique VIII.


resposta:[B]

35. (FGV) Os Tratados de Westfália (Münster e Osnabruch), que puseram fim à Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), tiveram ampla repercussão, tendo em vista que
a) consagraram os princípios de uma ideologia católica, absolutista e autoritária, que foram impostos pela França.
b) romperam com o estatuto que definia a estabilidade política e religiosa das nações européias.
c) atraíram a participação da Inglaterra para a solução dos problemas continentais advindos da evolução econômica.
d) acabaram com a política de hegemonia dos Habsburgos e impediram, provisoriamente, a idéia de uma unidade imperial da Europa.
e) permitiram à Espanha, então governada por Filipe IV, obter bases marítimas nos Países Baixos e nas Províncias Unidas.


resposta:[D]

36. (UFMG) Leia o texto.
"Por enquanto, ainda el-rei está a preparar-se para a noite. Despiram-no os camaristas, vestiram-no com o trajo da função e do estilo, passadas as roupas de mão em mão tão reverentemente como relíquias santas, e isto se passa na presença de outros criados e pagens, este que abre o gavetão, aquele que afasta a cortina, um que levanta a luz, outro que lhe modera o brilho, dois que não se movem, dois que imitam estes, mais uns tantos que não se sabe o que fazem nem porque estão. Enfim, de tanto se esforçarem todos ficou preparado el-rei, um dos fidalgos retifica a prega final, outro ajusta o cabeção bordado."
(SARAMAGO, José. MEMORIAL DO CONVENTO.)

Nesse texto Saramago descreve o cotidiano na corte no período de consolidação do Estado Moderno. Todas as alternativas referem-se ao Absolutismo Monárquico, EXCETO:
a) A classe dominante, durante toda a época moderna, não era mais a mesma do período feudal tanto política quanto economicamente.
b) A história do Absolutismo Monárquico é a história da lenta reconversão da nobreza a um papel parasitário, o que lhe permitiu regalias.
c) A nobreza passou por profundas transformações no período monárquico de centralização, mas nunca foi desalojada do poder político.
d) O Absolutismo era um rearranjo do aparelho de dominação, destinado a sujeitar as massas camponesas, que sublevadas questionavam o papel tradicional da nobreza.
e) O Estado Absolutista era uma nova carapaça política de uma nobreza atemorizada, que passou a ocupar um lugar junto ao Rei, se tornando cortesã.


resposta:[C]

37. (Cesgranrio) A política econômica do Estado Absolutista, o Mercantilismo, reuniu práticas e doutrinas que, em suas diversas modalidades entre os séculos XVI e XVIII, caracterizou-se por um (a):
a) liberalismo econômico como forma de manutenção da aliança política do Rei com os segmentos burgueses.
b) protecionismo alfandegário através de proibições das exportações que visava ao equilíbrio da balança comercial do Estado.
c) intervencionismo estatal nas atividades comerciais lucrativas que proibiu a concessão de monopólios a grupos privados.
d) expansão do poderio naval como garantia das comunicações marítimas entre as metrópoles e seus impérios coloniais.
e) restrição dos privilégios senhoriais relacionados à participação da nobreza no comércio ultramarino e nas companhias comerciais do Estado, tais como a Companhia das Índias Orientais e das Índias Ocidentais.

resposta:[D]

38. (Fuvest) A política econômica do Estado Moderno Absolutista, conhecida por Mercantilismo, atingiu seu pleno apogeu no século XVII. Aponte e explique duas de suas características.


resposta: 
Protecionismo alfandegário e o monopólio comercial.
O protecionismo limitava as importações e estimulava a produção interna para exportações. Já o monopólio fornecia produtos a baixo preço e mantinha um mercado para absorver a produção metropolitana, propiciando elevada lucratividade, que favorecia a balança comercial real.

39. (Unesp) "A monarquia absoluta foi uma forma de monarquia feudal diferente da monarquia dos Estados medievais que a precedeu; mas a classe dominante permaneceu a mesma, tal como uma república, uma monarquia constitucional e uma ditadura fascista podem ser todas [elas] formas de dominação burguesa."
(Christopher Hill,"Um comentário", citado por Perry Anderson em LINHAGENS DO ESTADO ABSOLUTISTA.)

O texto apoia a seguinte afirmação:
a) os Estados medievais precederam a monarquia.
b) a expressão "monarquia feudal" não é aplicável aos Estados medievais.
c) os Estados medievais podem ser considerados Estados de transição.
d) o absolutismo foi uma forma de dominação feudal.
e) o absolutismo foi politicamente neutro do ponto de vista social.


resposta:[D]

40. (Unesp) Não há a menor dúvida de que as guerras cada vez mais dispendiosas contribuíram para o desenvolvimento do mercantilismo. Com a ampliação da artilharia, dos arsenais, das marinhas de guerra, dos exércitos permanentes e das fortificações, as despesas dos Estados modernos dão um salto. Guerras pressupõem dinheiro e mais dinheiro, e assim a posse de dinheiro, a acumulação de metais nobres, torna-se uma mania e domina, como última conclusão de toda sabedoria, o pensamento e o juízo.
(F. Braudel, citado em R. Kurz, "O colapso da modernização".)

A política econômica predominante na época do Absolutismo ficou conhecida com o nome de mercantilismo, cujo maior expoente foi Colbert, ministro de Luís XIV, rei da França.
a) Além da política econômica que era estimulada por guerras, como demonstra o texto de Fernand Braudel, quais as características principais da economia mercantilista?
b) Em oposição às teorias mercantilistas, surgiram as teorias dos Fisiocratas e dos Liberais. Explique as idéias principais de cada uma dessas teorias econômicas.

resposta:
a) O mercantilismo, política econômica dos Estados absolutistas europeus da Era Moderna, caracterizou-se pelo esforço do Estado-nação em acumular metais preciosos via comércio e através de taxas alfandegárias protecionistas, que estimulassem as exportações e inibissem as importações; caracterizou-se ainda pela instauração de colônias de exploração fora da Europa, reguladas pelo regime de monopólio.
b) Oriunda da tradição iluminista, a escola de pensamento econômico fisiocrata, que teve em Quesnay, Gournay e Turgot seus principais representantes, criticou o mercantilismo e pregou a adoção de uma "economia natural" — ou seja, que a atividade econômica se desvinculasse do controle estatal e que tivesse ênfase a agricultura. Na mesma tradição ilustrada, o liberalismo clássico, inaugurado por Adam Smith, condenava igualmente a intervenção estatal na economia; defendia a liberdade econômica, com ênfase na racionalização da produção (Divisão do trabalho) e no livre comércio.

sábado, 4 de agosto de 2012

Saiba mais sobre o Absolutismo durante a Idade Moderna



Roteiro de estudo: 
O Absolutismo e a sociedade de corte

1. (Fuvest) Explique duas das condições que contribuíram para a centralização política e a adoção do absolutismo na Idade Moderna.


resposta:
Por um lado, o surgimento de novas técnicas militares contribuiu para tornar obsoletas antigas armas medievais de combates. Além disso, o advento do capitalismo comercial permitiu a ascensão de novos grupos sociais, interessados na centralização política.
2. Leia o a seqüência de texto abaixo e responda as questões:
“É somente na minha pessoa que reside o poder soberano [...], é somente de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude desta autoridade, que eles não exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso nunca pode ser contra mim voltado; é unicamente a mim que pertence o poder legislativo, sem dependência e sem partilha; é somente por minha autoridade que os funcionários dos meus tribunais procedem, não à formação, mas ao registro, à publicação, à executação da lei, e que lhes é permitido advertir-me o que é o dever de todos os úteis conselheiros; toda a ordem pública emana de mim e os direitos e interesses da Nação, de que se pretende ousar fazer um corpo separado do monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam inteiramente nas minha mãos.”

 Resposta do Rei Luís XIV ao Parlamento de Paris, na sua sessão de 3 de Março de 1766

a)   Defina o que caracteriza um governo absolutista.
b)  Comente o processo de formação do absolutismo na França da Idade Moderna.
c) O rei absolutista pode ser comparado a um tirano, usurpador do poder? Por quê? Havia Limites ao poder do rei na sociedade absolutista? Quais?

resposta:
a) Um governo em que o poder político está concentrado na figura do monarca. Nesse sentido, tudo pertence à pessoa e ao seu patrimônio. O rei é a fonte de todos os outros poderes. Com base no poder real, o Estado pode intervir em todos os campos da atividade humana.
b) A concentração do poder político na França foi o resultado de um longo processo ocorrido entre o fim da Idade Média e o início dos tempos modernos. Para isso, entre outras coisas, concorreram a crescente debilidade de setores da nobreza, a ascensão de grupos burgueses e a centralização de poderes militar e fiscal da monarquia. Entre os séculos XVII e XVIII, com a maior população da Europa, a França se constituía na mais poderosa monarquia da região. 
c) Num primeiro momento, a sociedade do Antigo Regime não era vista como uma ditadura ou tirania. A própria crença para a cura de algumas doenças pelo toque real demonstra que o poder divino dos reis era uma realidade para boa parte da população, portanto o absolutismo monárquico não era arbitrário, pois o monarca não podia transgredir certas leis e costumes fundamentais do reino. 

3. Leia o a seqüência de texto abaixo e responda as questões:
“O rei sábio deve governar harmonicamente o seu reino, entremeando suavemente os nobres e os plebeus, os ricos e os pobres, com tal discrição, no entanto, que os nobres tenham alguma vantagem sobre os plebeus, pois é bem razoável que o gentil homem, tão excelente nas armas e nas leis quanto o plebeu, seja preferido nos estados (empregos) da judicatura ou da guerra; e que rico em igualdade das demais condições seja preferido ao pobre nos estados que têm mais honra que lucro; e que ao pobre caibam os ofícios que dão mais lucros do que honra; assim todos ficaram contentes (....).
Nada havendo de maior sobre a Terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos como seus representantes para governarem os outros homens é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de respeitar-lhes e reverenciar-lhes a majestade com toda obediência, a fim de sentir e falar deles com toda honra, pois quem despreza seu príncipe soberano despreza a Deus, de quem ele é a imagem na terra.”
BODIN, Jean. Seis Livros sobre a República.

a)   Como se dava a hierarquização social no Período Absolutista?
b) Que funções desempenhavam os diversos estamentos que compunham a sociedade da Europa Absolutista?


resposta:
a) Teoricamente, como resquício da época feudal, a sociedade estava dividida em três estados: o clero, a nobreza e o Terceiro Estado. Na prática, no entanto, havia muitas outras divisões. Entre o alto e o baixo clero, a alta e a pequena nobreza e a grande burguesia e as camadas populares existiam muitas diferenças.
b) De modo geral, o clero exercia a função sacerdotal; a nobreza, funções de natureza burocrática e milita; e o Terceiro Estado, principalmente funções econômicas, relacionadas à produção da vida material.

4. Leia o a seqüência de texto abaixo e responda as questões:
"Após ter conseguido retirar da nobreza o poder político que ela detinha enquanto ordem, os soberanos a atraíram para a corte e lhe atribuíram funções políticas e diplomáticas".

Esta frase, extraída da obra de Max Weber, "POLÍTICA COMO VOCAÇÃO".

a)  Como se deu a formação das sociedades de corte na Idade Moderna?
b) O que tornava a sociedade de corte absolutista uma configuração social diferenciada?
c) Que ligação se pode fazer entre as sociedades de corte e o comportamento social chamado de “civilizado”?

resposta:
a)  Por meio da domesticação da nobreza, o rei atraía para sua órbita de influência e mantinha sob controle o grupo ao qual pertencia e que, ao mesmo tempo, lhe dava sustentação.
b) Novas funções ligadas à construção de imagem real e um novo código de conduta, que, a partir daquele momento, iria exercer uma grande influência sobre toda a sociedade.
c) A fim de demarcar posições sociais e construir uma imagem nobre sobre sobre o rei, surgiram novos padrões de comportamento, regras de boas maneiras e modos de agir, viver e se portar. Isso contribuiu para construção da nova civilidade.

5. (Ufjf) Na citação abaixo, notamos uma série de elementos relacionados à política econômica dos Estados Modernos,  durante o Antigo Regime.
“O Estado absolutista centralizou crescentemente o poder político e esforçou-se por criar sistemas jurídicos mais  uniformes (...) Aboliu um grande número de barreiras internas ao comércio e patrocinou tarifas externas contra os  concorrentes estrangeiros. (...) Patrocinou empreendimentos coloniais e companhias de comércio. (...) Em outras
palavras, cumpriu certas funções parciais na acumulação primitiva necessária ao triunfo posterior do próprio modo  capitalista de produção”. 
(Perry Anderson. Linhagens do Estado Absolutista. 3. ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1995.p.39-40.)
Utilizando seus conhecimentos e a citação, responde:
a) Qual o termo utilizado para designar essa política econômica?


b) Explique os princípios centrais dessa política econômica.

resposta:
a)  Mercantilismo
b) Deve-se explicar a intervenção do estado na economia; a importância do sistema colonial; a questão do metalismo; a constituição de uma balança comercial favorável através de práticas protecionistas.


6. (Unesp/ adaptada) Leia o texto a seguir e faça o que se pede.
Não há a menor dúvida de que as guerras cada vez mais dispendiosas contribuíram para o desenvolvimento do mercantilismo. Com a ampliação da artilharia, dos arsenais, das marinhas de guerra, dos exércitos permanentes e das fortificações, as despesas dos Estados modernos dão um salto. Guerras pressupõem dinheiro e mais dinheiro, e assim a posse de dinheiro, a acumulação de metais nobres, torna-se uma mania e domina, como última conclusão de toda sabedoria, o pensamento e o juízo.
        (F. Braudel, citado em R. Kurz, "O colapso da modernização".)

A política econômica predominante na época do Absolutismo ficou conhecida com o nome de mercantilismo, cujo maior expoente foi Colbert, ministro de Luís XIV, rei da França.
a) Além da política econômica que era estimulada por guerras, como demonstra o texto de Fernand Braudel, quais as características principais da economia mercantilista?
b) Em oposição às teorias mercantilistas, surgiram as teorias dos Fisiocratas e dos Liberais. Explique as idéias principais de cada uma dessas teorias econômicas.
c) Com base na citação acima, comente o significado das guerras para os recém-formados Estados da Idade Moderna.
resposta:
 
a) O mercantilismo, política econômica dos Estados absolutistas europeus da Era Moderna, caracterizou-se pelo esforço do Estado-nação em acumular metais preciosos via comércio e através de taxas alfandegárias protecionistas, que estimulassem as exportações e inibissem as importações; caracterizou-se ainda pela instauração de colônias de exploração fora da Europa, reguladas pelo regime de monopólio.
b) Oriunda da tradição iluminista, a escola de pensamento econômico fisiocrata, que teve em Quesnay, Gournay e Turgot seus principais representantes, criticou o mercantilismo e pregou a adoção de uma "economia natural", ou seja, que a atividade econômica se desvinculasse do controle estatal e que tivesse ênfase a agricultura. Na mesma tradição ilustrada, o liberalismo clássico, inaugurado por Adam Smith, condenava igualmente a intervenção estatal na economia; defendia a liberdade econômica, com ênfase na racionalização da produção (Divisão do trabalho) e no livre comércio.
c) Além de suas características militares de defesa, a guerra tinha, muitas vezes, uma função econômica. Assim, ao lado do comércio, representava um elemento central na política mercantilista. Nesse sentido, muitas batalhas foram travadas pelo controle de rotas comerciais e fontes de metais preciosos e pelo domínio de regiões produtoras nas colônias.

7. (UFPR) Em seu livro O processo civilizador, Norbert Elias traz exemplos de manuais e códigos de comportamento, de diferentes contextos. Em um deles, de 1672, destacam-se orientações sobre hábitos à mesa, como as que seguem:
Se todos estão se servindo do mesmo prato, evite pôr nele a mão antes que o tenham feito as pessoas de mais alta categoria, e trate de tirar o alimento apenas da parte do prato que está à sua frente. Ainda menos deve pegar as melhores porções, mesmo que aconteça você ser o último a se servir. Cabe observar ainda que você sempre deve limpar a colher quando, depois de usá-la, quiser tirar alguma coisa de outro prato,havendo pessoas tão delicadas que não querem tomar a sopa na qual mergulhou a colher depois de a ter levado à boca.
(COURTIN, Antoine de, p. 102. Grifos do autor original.)

Comentando especificamente a obra de De Courtin, Elias esclarece que esse autor “fala a partir de uma sociedade de corte que é a mais plenamente consolidada – a da corte de Luís XIV. E se dirige principalmente a pessoas de categoria, pessoas que não vivem diretamente na corte, mas que desejam conhecer bem as maneiras e costumes que nela têm curso”.
(ELIAS, Norbert. O processo civilizador. 1994, vol. 1, p. 109.)

Considerando essa sociedade, explique quem seriam essas “pessoas de categoria”, e por que o domínio de “bons hábitos”, como os citados no exemplo, seria importante para elas, no âmbito social.

resposta:
Sobretudo, elementos provenientes da burguesia e da nobreza rural, que também buscavam meios de afirmação social. Eles precisavam, acima de tudo, ser reconhecidos em suas relações com o poder central, em uma sociedade que desenvolvia um novo padrão de conduta. Os hábitos de civilidade se tornariam uma exigência para a convivência social, especialmente, nos altos escalões.

8. (ENEM) O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar.
(Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações)).

Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de

a) aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao 3.° Estado.
b) destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrário dos demais trabalhadores manuais.
c) indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado.
d) distinguir, dentro do 3.° Estado, as condições em que viviam os “criados de libré” e os camponeses.
e) comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.



Resposta:[C]

Habilidade: Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.

Comentários: Este é uma típica questão na qual o candidato precisa eliminar as absurdas, no caso a B e a E; e assinalar aquela que é mais correta, no caso a C.

9. (UNIFESP)
O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e
o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a conseqüência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza.
(Thomas Hobbes (1588-1679). Leviatã. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.)

O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades (...). O príncipe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se necessário.
(Nicolau Maquiavel (1469-1527). O Príncipe. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1986.)

Os dois fragmentos ilustram visões diferentes do Estado moderno. É possível afirmar que
a) ambos defendem o absolutismo, mas Hobbes vê o Estado como uma forma de proteger os homens de sua própria periculosidade, e Maquiavel se preocupa em orientar o governante sobre a forma adequada de usar seu poder.
b) Hobbes defende o absolutismo, por tomá-lo como a melhor forma de assegurar a paz, e Maquiavel o recusa, por não aceitar que um governante deva se comportar apenas para realizar o bem da sociedade.
c) ambos rejeitam o absolutismo, por considerarem que ele impede o bem público e a democracia, valores que jamais podem ser sacrificados e que fundamentam a vida em sociedade.
d) Maquiavel defende o absolutismo, por acreditar que os fins positivos das ações dos governantes justificam seus meios violentos, e Hobbes o recusa, por acreditar que o Estado impede os homens de viverem de maneira harmoniosa.
e) ambos defendem o absolutismo, mas Maquiavel acredita que o poder deve se concentrar nas mãos de uma só pessoa, e Hobbes insiste na necessidade da sociedade participar diretamente das decisões do soberano.

resposta:[A]
 Hobbes especifica uma teoria de contrato segundo a qual os homens, para evitar a mútua destruição, renunciam à sua própria liberdade em favor do príncipe.
Já Maquiavel estava mais preocupado com as condições de manutenção do poder do príncipe.



10. “O estado sou eu.” Esta frase do rei francês Luís XIV indica a organização do Estado Moderno, sob a forma do Absolutismo.
Dê duas características deste Estado e explique-as.
resposta:
O rei tem poderes absolutos e incontestáveis. Dessa forma, uma das características do regime absolutista é a  ausência da divisão dos poderes. O poder absoluto do rei era justificado pela “Teoria do Direito Divino”.
O rei recebeu o seu poder de Deus e só a ele deve prestar conta dos seus atos.


11. Entre os séculos XVI e XVII multiplicaram-se autores e doutrinas para justificar e legitimar o Estado autoritário e o
Absolutismo modernos. Maquiavel, um dos teóricos da origem do Estado moderno, apontava:
a) em o Príncipe: “Um profundo desprezo pela lei moral que limitava a autoridade do governante”;
b) em o Príncipe: “Necessidade de um pacto político e social que garantisse a soberania popular”;
c) em o Contrato Social: “A impossibilidade de haver poder público sem a vontade de Deus”;
d) em O Espírito das Leis: “A soberania limitada dos reis e a difusão das instituições parlamentares”;
e) No Leviatã: “A necessidade de renúncia de todos os  direitos dos governados em favor do monarca de
autoridade ilimitada”. 

resposta:[A]
 
12. O Absolutismo Real surgiu na Europa em meio à transição da sociedade feudal para a ordem capitalista, a partir do século XV. Sobre o Absolutismo, pode-se afirmar que:
a) Acarretou a perda completa do poder da nobreza, agora destituída dos privilégios que detinha, diante de outros grupos.
b) Em sua versão francesa, revelou-se mais permeável à representação política, dada a grande importância do Parlamento, especialmente sob Luis XIV.
c) O estabelecimento de impostos regulares, para financiar o exército e a administração reais, colabora para a efetivação deste absolutismo.
d) Enfraqueceu-se a autoridade da Igreja com a afirmação do poder real, tal como se verifica em Portugal e Espanha, onde se promoveu uma rígida separação entre Igreja e Estado, na administração civil.
e) A burguesia tornou-se a classe politicamente dirigente, instituindo-se, desta forma, uma ordem econômica baseada no livre comércio.

resposta:[C]

13. Não pode ser considerado como fator gerador do Renascimento comercial, ocorrido na Europa a partir do século XI:
a) a crise do modo de produção feudal, provocada pela superexploração da mão-de-obra através das relações servis de produção.
b) a disponibilidade de mão-de-obra provocada, entre outros fatores, pelo crescimento demográfico a partir do século X.
c) a predominância cultural e ideológica da Igreja, com a valorização da vida extraterrena, a condenação à usura e sua posição em relação ao “justo preço” das mercadorias.
d) a aquisição das “cartas de franquias”, que fortalecia e libertava a nascente burguesia das obrigações tributárias para com os senhores feudais.
e) o movimento cruzadista que, retratando a estrutura mental e religiosa do homem medieval, estendeu-se entre os séculos XI e XIII.

resposta:[C]



14. A crise do sistema feudal agravou-se no século XIV com o início da Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra (1337-1453). Eduardo III, rei dos ingleses, invadiu a França, declarando-se rei. A respeito desse período, é correto afirmar que: 
a) eclodiram, na França, revoltas de camponeses, famintos e insatisfeitos com a superexploração, conhecidas pelo nome de “jacqueries”, em alusão a Jacques Bonhomme, expressão que os nobres usavam para designar o homem do campo.
b) a vitória dos ingleses sobre os exércitos de Joana D’Arc, filha de humildes camponeses, nas batalhas de Orleans, Reims, Paris, Toulouse e Compiègne, acabou por definir a sorte da guerra a seu favor, apesar da mítica religiosidade católica dos franceses.
c) após a vitória, a França mergulhou em um novo conflito, a Guerra das Duas Rosas, uma disputa pelo trono motivada pelos interesses monárquicos da família Lancaster, que acabou sendo derrotada por Luís IX, em Toulouse.
d) as transformações no modo de exploração feudal acabaram por beneficiar a nobreza francesa, que permaneceu neutra durante o conflito, enquanto o rei era obrigado a se aliar à burguesia para conseguir recursos para armar seu exército.
e) ocorreu a morte de inúmeros camponeses ingleses em virtude da brutal retaliação dos franceses, que, depois de expulsarem os ingleses de suas terras, passaram a ocupar e explorar os territórios dos anglo-saxões.

resposta:[A]

15. (UFPR) O texto a seguir é referência para as próximas questões.
“Sendo, portanto, um príncipe obrigado a bem servir-se da natureza da besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão,pois este não tem defesa alguma contra os laços, e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa para conhecer os laços eleão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não serão bem sucedidos. Por isso um príncipe prudentenão pode nem deve guardar a palavra dada quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessemde existir. Se os homens todos fossem bons, este preceito seria mau. Mas dado que são pérfidos e que não a observariam a teurespeito, também não és obrigado a cumpri-la para com eles.”
(Maquiavel, O Príncipe. In Os Pensadores, Ed. Abril, São Paulo, 1973, p. 80.



a) Por que, segundo a passagem acima, um príncipe deve cultivar as qualidades do leão e da raposa?
b) Por que é prudente para um príncipe não manter sua palavra? Em que condições e por que ele pode fazer isso?
 
16. (Puc-pr) Um dos teóricos defensores do Absolutismo real escreveu: "...Já o disse, sois deuses, isto é, tendes em vossa autoridade, trazeis em vossa fronte, um caráter divino... Entretanto, ó deuses de carne e sangue, ó deuses de lodo e pó, morreis como homens... A grandeza separa os homens por breve tempo; uma queda comum, no fim, a todos iguala...". O texto acima consta da obra:
a) "Sobre o Direito da Guerra e da Paz", de Hugo Grotius.
b) "Os Seis Livros da República", de Jean Bodin.
c) "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel.
d) "O Leviatã", de Thomas Hobbes.
e) "Política Resultante da Sagrada Escritura", de Jacques Bossuet.


resposta:[E]

17. (UFRS) O sistema monárquico absolutista, que atingiu seu apogeu sob o reinado de Luís XIV, apresenta-se como o modelo de gestão política característico do período histórico moderno. Sobre esse sistema, é correto afirmar que ele
a) não era arbitrário, pois o monarca não podia transgredir certas leis e costumes fundamentais do reino.
b) foi responsável pelo desenvolvimento do conceito de cidadania, ao afirmar as liberdades individuais em contraposição ao sistema político medieval.
c) apresentava, entre seus princípios teóricos, a noção de que a potência soberana do Estado emana do povo.
d) foi enaltecido pelos iluministas, notadamente pelo filósofo Montesquieu, admirador da tripartição do poder político adotada pelo absolutismo.
e) não foi bem-sucedido como forma de governo, pois desprezava a racionalização burocrática da máquina estatal.


resposta:[A]

18. (Puc-sp) O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela miséria condição de guerra que é a conseqüência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza (...)
(Hobbes, T. "Das causas, geração e definição de um Estado". In: Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 2. ed.,1979, p. 103.)

Considerando o fragmento anterior, podemos dizer que Thomas Hobbes, pensador inglês do séc.XVII, defende a noção de que
a) apenas um Estado democrático, surgido de um ato de liberdade dos cidadãos, teria legitimidade para criar leis e zelar pela segurança e demais necessidades sociais.
b) certos indivíduos, extraordinariamente, quando apaixonados, amam dominar os outros e é preciso forçá-los, através do castigo, a manter o respeito; essa seria a função do Estado.
c) o Estado resulta do desejo dos indivíduos de garantir a propriedade privada, para deixar de ter uma condição mísera e participar ativamente do pacto social.
d) o homem é naturalmente bom, mas a vida social o corrompe, fazendo com que passe a querer dominar a liberdade dos outros; o nascimento do Estado é diretamente responsável por essa corrupção.
e) os homens são naturalmente inaptos para a vida social, a menos que constituam uma autoridade à qual entreguem sua liberdade em troca de segurança.


resposta:[E]

19. (UnB) Leia o texto que se segue, trecho da resposta do Rei Luís XV ao Parlamento de Paris, em 1766. "É exclusivamente na minha pessoa que reside o poder soberano (...) é só de mim que os meus tribunais recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude dessa autoridade, que eles não exercem se não em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso não pode ser voltado contra mim e a mim unicamente que pertence o poder legislativo sem dependência e sem partilha (...) a ordem pública inteira emana de mim, e os direitos e interesses da Nação, de que se ousa fazer um corpo separado do Monarca, estão necessariamente unidos com os meus e repousam unicamente nas minhas mãos".
(Gustavo de Freitas, 900 TEXTOS E DOCUMENTOS DE HISTÓRIA.) Com o auxílio das informações contidas no texto, julgue os itens adiante, relativos ao Estado nacional moderno. (0) Formado na crise do sistema feudal, o Estado moderno opôs-se tanto aos particularismos urbanos, feudais e regionais quanto ao universalismo da Igreja e ao antigo ideal romano-germânico de império.

(1) Em "O Príncipe", Maquiavel defende a existência de um Estado unificado, com um poder político forte, centralizado e laico.
(2) A expressão "maquiavelismo" pode ser entendida a partir da concepção, presente em "O Príncipe", de que não há limite ético ou moral às ações do soberano que, visando à manutenção da vida e do Estado, está livre para o emprego de quaisquer meios.
(3) A doutrina do direito divino dos reis, elaborada por Thomas Hobbes, em seu livro "Leviatã", constituiu o único caminho de justificação teórica e de legitimação ideológica do absolutismo.


resposta:V V V F

20. (Puccamp) Leia o texto de um clássico da teoria política. "Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ser ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas." No texto estão explícitas algumas idéias presentes no período de formação do Estado Moderno. O autor escreve numa região convulsionada por crises políticas, ameaças externas e ausência de unidade nacional. O autor, a obra, o país e o tipo de Estado, que o mesmo defendia, são, respectivamente:
a) Jacques Bossuet, POLÍTICA, França e o Estado Liberal.
b) Thomas Hobbes, LEVIATÃ, Inglaterra e o Estado Mercantil.
c) Tomás Morus, A Utopia, Alemanha e o Estado Socialista.
d) Nicolau Maquiavel, O PRÍNCIPE, Itália e o Estado Absolutista.
e) Jean Bodin, A REPÚBLICA, Bélgica e o Estado Democrático.


resposta:[D]


21. (FGV) "O fim último, causa final de desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a conseqüência necessária (...) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis da natureza (...)."
(HOBBES, Thomas. "Leviatã")

A partir do texto acima podemos afirmar que:
a) o fim último dos homens é a vida em liberdade e a guerra social;
b) para terem uma vida mais satisfeita e cuidarem de sua conservação, os homens têm que dominar uns aos outros;
c) por amar a liberdade, o homem tem que sair da condição de guerra, consolidando leis de forma democrática;
d) para se conservarem, os homens restringem a própria liberdade;
e) a democracia, como forma de governo. é a única garantia da conservação dos homens frente ao estado de guerra total.


resposta:[D]

22. (ENEM)
I. Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada. Dentre outras tendências que dialogam com as idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto a seguir.
II. Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor.
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N. PASQUINO, G. "Dicionário de Política". 5 ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.

Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se afirmar que
a) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
b) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor absoluto.
c) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra.
d) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo.
e) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização.


resposta:[B]

23. (Puc-rs) Entre os séculos XV e XVII, a intelectualidade européia cria novas concepções teóricas sobre o poder do Estado e seu exercício legítimo. Uma das mais célebres dessas concepções buscava estabelecer uma explicação racional para o poder absoluto do soberano a partir do conceito de Estado de Natureza, no qual os indivíduos, egoístas e absolutamente livres, viveriam em constante e violento conflito, resultando daí a necessidade de que tais indivíduos cedessem, por contrato, todos os seus direitos ao Estado, abdicando da liberdade para garantir a segurança e a paz social. Trata-se das ideias de
a) Thomas Hobbes.
b) Jean Bodin.
c) Nicolau Maquiavel.
d) Hugo Grotius.
e) Jacques Bossuet.


resposta:[A]