quarta-feira, 6 de junho de 2012

Saiba mais sobre a crise do Segundo Reinado


Teste seus conhecimentos sobre a crise do Segundo Reinado


1. (UFPR) Quais foram as principais questões que contribuíram para a desagregação da ordem imperial e consequente proclamação da República no Brasil?

 resposta: 
A desagregação da ordem imperial no Brasil foi fruto do descontentamento da elite agrária com a abolição da escravatura, de membros da Igreja com a intervenção do Imperador nos assuntos religiosos e dos militares, a maioria republicana e abolicionista.

2. (G1) Sobre a crise do Império, explique:
a) A questão religiosa.
b) A questão militar.
c) A questão da abolição.


resposta:
a) Questão religiosa: perda de prestígio do governo imperial junto ao clero.
b) Questão militar: confronto entre a Monarquia e o Exército que culminou no apoio deste último à causa republicana.
c)  Questão abolicionista: insatisfação dos setores escravocratas com o governo monárquico após a Lei Áurea.

3. (Mackenzie) Sobre o contexto histórico responsável pela proclamação da República NÃO se inclui:
a) a insatisfação dos setores escravocratas com o governo monárquico após a Lei Áurea.
b) a ascensão do exército após a Guerra do Paraguai, passando a exigir um papel na vida política do país.
c) a perda de prestígio do governo imperial junto ao clero, após a questão religiosa.
d) a oposição de grupos médios urbanos e fazendeiros do oeste paulista, defensores de maior autonomia administrativa.
e) o alto grau de consciência e participação das massas urbanas em todo o processo da proclamação da República.


resposta:[E]


4. (Ufscar) A questão religiosa iniciada em 1872, considerada um dos fatores da proclamação da República, opôs os bispos de Olinda e do Pará à monarquia de Pedro II. Confrontando à determinação do Estado brasileiro, o bispo Dom Vital manteve-se intransigente, afirmando que o governo imperial, em lugar de "conformar-se com o juízo do Vigário de Jesus Cristo, como cumpria ao governo de um país católico, pretende que, rejeitando este juízo irrefragável, eu reconheça o dele, nesta questão religiosa, e o considere acima do juízo infalível do Romano Pontífice..."
(Citado por Brasil Gerson, "O regalismo brasileiro". RJ: Cátedra, 1978, p. 196.)

Esta posição do bispo de Olinda, D. Vital Maria de Oliveira, exprime
a) a concepção de que o poder temporal emana de Deus e de que deve ser absoluto.
b) o dogma da infalibilidade do papa e o esforço de romanização do clero brasileiro.
c) a proibição papal de participação dos católicos nas questões políticas e sociais.
d) a noção de que o poder da Igreja é político e de que o papa deve ser obedecido.
e) o dogma segundo o qual a salvação depende dos decretos infalíveis do papa.


resposta:[B]

5. (Pucpr) Na conjuntura do II Reinado Brasileiro, têm destaque, no quadro da Proclamação da República:
I- Interferência Inglesa na Política Imperial.
II- Abolição da Escravatura
III- Questão Militar
IV- Questão Religiosa
V- Pressão do Setor Industrial Urbano

Estão corretas:
a) apenas I e IV.
b) apenas I e III.
c) apenas II, III e IV.
d) apenas III, IV e V.
e) apenas I, III e V.


resposta:[C]

6. (Pucpr) Dentre as causas da proclamação da República em 15-11-1889, NÃO é correto afirmar:
a) Ocorria descontentamento nos quartéis, em decorrência da Questão Militar.
b) Ocorria indiferença da Igreja Católica ante a sorte da monarquia, originária da Questão Religiosa e prisão anterior dos Bispos de Olinda e de Belém do Pará.
c) Os fazendeiros ou cafeicultores da Província do Rio de Janeiro estavam irritados, pois perderam todos os seus escravos em decorrência da Lei Áurea.
d) A influência da filosofia positivista estava presente, principalmente entre a jovem oficialidade do exército.
e) A oficialidade da marinha de guerra era tão republicana quanto à do exército, visto ter a mesma origem social popular e até humilde.


resposta:[E]

7. (UFMG) Observe a charge de Bordalo Pinheiro, publicada em "O Mosquito", em setembro de 1875. Ela expressa:

a) a punição exemplar do Papa Pio IX ao Regente do Trono, que, desrespeitando as determinações do Vaticano, decretou plena liberdade de culto no Brasil.
b) o ressentimento do clero católico contra o imperador, que resolveu pôr fim à união Igreja-Estado, assegurada pela Constituição outorgada, em 1824, por D. Pedro I.
c) a atitude de fraqueza de D. Pedro II perante o representante máximo da Igreja Católica, que o obrigou a renunciar definitivamente ao direito de exercer o Padroado.
d) o impasse político criado pela Questão Religiosa, que abalou a relação entre Igreja-Estado, apesar da anistia concedida pelo Imperador D.Pedro II aos bispos rebeldes.

resposta:[D]

8. (UFRS) Observe a gravura a seguir.
A charge faz referência à chamada "Questão Religiosa", ocorrida durante o Segundo Reinado. Essa disputa entre o Estado Imperial e a Igreja Católica aconteceu devido à
a) rejeição, pelo governo, dos dispositivos da bula Syllabus , baixada pelo papa Pio IX, que proibia a permanência de membros da maçonaria dentro dos quadros da Igreja.
b) adesão do governo de Dom Pedro I aos tratados de livre comércio de escravos, o que era condenado pela Santa Sé, com base em argumentos de cunho moral.
c) rejeição da encíclica Rerum Novarum , baixada pelo papa Leão XIII, que defendia a coexistência harmoniosa do capital e do trabalho, no sentido de evitar a luta de classes.
d) adesão do governo imperial aos ditames do Tratado de Latrão, que limitava os poderes da Igreja expressos na instituição do Padroado.
e) recusa do governo de Dom Pedro II em aceitar as manobras parlamentares dos deputados católicos, visando à extinção do direito do Padroado.

resposta:[A]

9. (Cftce) Foi fator para a Crise do Império no Brasil:
a) a modernização política do país, com a adoção do Parlamentarismo segundo o modelo inglês
b) a Questão Religiosa
c) a reforma constitucional através do Ato Adicional de 1834
d) a crise econômica no final do 2¡. Reinado denominada de encilhamento
e) o desentendimento diplomático com a Inglaterra


resposta:[B]

10. (Unesp) No processo histórico brasileiro, de uma maneira ou de outra, os militares atuaram nos momentos de crise política. Entre 1870 e 1889, a monarquia passou por um processo de crescente instabilidade política, até sua queda definitiva. Esclareça o que foi a Questão Militar no período mencionado.


resposta:
 
A Questão Militar foi uma sucessão de conflitos entre 1884 e 1887, suscitados pelos embates entre oficiais do Exército Brasileiro e a monarquia, conduzindo a uma grave crise política que culminou com o fortalecimento da campanha republicana. Foi uma das questões que assinalaram a crise do regime imperial no Brasil, conduzindo à proclamação da República em 1889.

11. (Fuvest) O descontentamento do Exército, que culminou na Questão Militar no final do Império, pode ser atribuído:
a) às pressões exercidas pela Igreja junto aos militares para abolir a monarquia.
b) à propaganda do militarismo sul-americano na imprensa brasileira.
c) às tendências ultrademocráticas das forças armadas, que desejavam conceder maior participação política aos analfabetos.
d) à ambição de iniciar um programa de expansão imperialista na América Latina.
e) à predominância do poder civil que não prestigiava os militares e lhes proibia o debate político pela imprensa.


resposta:[E]


12. (Fuvest) Quintino Bocaiúva, pouco antes da proclamação da República, disse: "Sem a força armada ao nosso lado, qualquer agitação de rua seria não só um ato de loucura... mas principalmente uma derrota de rua antecipada." A propósito da participação dos militares na Proclamação da República, pode-se afirmar que:
a) o Republicanismo era um movimento uniforme, articulado em torno de proposições como a de uma aliança sólida e permanente com os militares.
b) Silva Jardim e Benjamim Constant eram partidários de uma revolução popular, apoiada pelos militares, visando universalizar a cidadania.
c) a pluralidade de propostas políticas e sociais existente se traduzia em divergências variadas, como o papel dos militares na eclosão do movimento.
d) revela o desinteresse de todas as lideranças do exército com relação à questão da cidadania, da adesão popular e da participação democrática.
e) o Republicanismo brasileiro foi inspirado pelos EUA, onde os militares desempenharam um papel preponderante na criação do Regime Republicano.


resposta:[C]

13. (Mackenzie) Sobre a participação dos militares na Proclamação da República é correto a que:
a) o Partido Republicano foi influenciado pelos imigrantes anarquistas a desenvolver a consciência política no seio do exército.
b) a proibição de debates políticos e militares pela imprensa, a influência das idéias de Augusto Comte e o descaso do Imperador para com o exército favoreceram a derrubada do Império.
c) o descaso de membros do Partido Republicano, como Sena Madureira e Cunha Matos, em relação ao exército, expresso através da imprensa, levou os "casacas" a proclamar a República.
d) o Gabinete do Visconde de Ouro Preto formalizou uma aliança pró-republicana com os militares positivistas no Baile da Ilha Fiscal.
e) a aliança dos militares com a lgreja acirrou as divergências entre militares e republicanos, culminando na Questão Militar.


resposta:[B]

14. (Puccamp) Pode-se considerar o Exército como força política influente no movimento Republicano porque
a) seus integrantes, tendo origens, predominantemente na classe média, o indispunham à vigência de um Estado monárquico identificado com as camadas populares da sociedade.
b) seus oficiais, quase todos pertencentes à Maçonaria, solidarizaram-se com os bispos envolvidos na chamada Questão Religiosa, agudizando a crise política deflagrada contra o Imperador.
c) o declínio do prestígio dos militares após a Guerra do Paraguai, tornava seus oficiais críticos inexpressivos dos privilégios concedidos à Guarda Nacional.
d) seus oficiais mostraram-se descontentes com a recusa do Imperador em incorporá-los ao processo de repressão organizada contra a rebeldia negra.
e) a influência do Positivismo entre os jovens oficiais imprimiu o ideal de uma República militar como base do progresso nacional, em oposição ao governo corrupto dos "casacas".


resposta:[E]


15. (Unicamp) Após a proclamação da República, uma nova bandeira nacional foi criada para substituir a antiga bandeira do Império. O lema da nova bandeira era Ordem e Progresso.
a) Por que o governo republicano determinou que se substituísse a antiga bandeira?
b) Explique por que, naquele momento, era importante para o governo republicano demonstrar sua preocupação com a ordem pública e seu compromisso com o progresso.


resposta:
a) Para simbolizar um novo regime.
b) Para mostrar sua preocupação com a ordem e o progresso do país, demonstrando as vantagens do nosso regime e garantir á todos de que houve mudança.


16. (Mackenzie) O povo assistiu aquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada. Aristides Lobo O texto refere-se à Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Podemos, então, concluir que:
a) o movimento contou com sólido apoio popular, luta armada e resistência violenta dos monarquistas.
b) a proclamação vitoriosa resultou da conjugação de parte do exército, fazendeiros do oeste paulista e classes médias urbanas.
c) a Guerra do Paraguai não teve relação com o crescimento das idéias republicanas e positivistas, fundamentais para o advento da república.
d) o Terceiro Reinado era visto de forma positiva e otimista pela população, já que a Princesa Isabel tinha uma liderança expressiva, apesar dos valores patriarcais da época.
e) as críticas à centralização monárquica e o surgimento de novos segmentos sociais não tiveram influência no sucesso do movimento republicano.


resposta:[B]

17. (Uff) A segunda metade do século XIX foi marcada pelo apogeu do cientificismo no mundo ocidental. A Ciência transformava-se na panacéia para todos os males, capaz de indicar soluções para tudo, inclusive prever, controlar e disciplinar os homens e seus comportamentos. Desde o evolucionismo de Darwin até o positivismo de Augusto Comte, a idéia de progresso servia como "bússola" no caminho da modernidade. À luz dessas informações, indique a opção que define o contexto de introdução das idéias positivistas no Brasil.
a) O Positivismo ganhou destaque no Brasil ao penetrar na Escola Militar do Rio de Janeiro, que preparava jovens oficiais com vistas à abolição da escravidão e à implantação do regime republicano.
b) O Positivismo penetrou no Brasil através da visita de uma missão militar inglesa ao país, atingindo seu apogeu com a proclamação da República por Deodoro da Fonseca, um de seus principais líderes.
c) A idéia de progresso contida no Positivismo baseava-se na crença em um estágio superior da evolução humana a ser atingido, no caso do Brasil, quando toda a população do país fosse alfabetizada e gozasse de cidadania política.
d) O Positivismo difundiu-se no Brasil, sobretudo através da juventude militar formada pela Escola da Praia Vermelha, que valorizava o mérito individual e acreditava na Ciência Positiva como religião da humanidade, em oposição ao catolicismo.
e) A difusão do Positivismo no Brasil deveu-se à sua penetração no Exército, envolvendo tanto a juventude militar, quanto suas lideranças formadas pelos oficiais de alta patente, dentre eles, Deodoro da Fonseca e Caxias.


resposta:[D]


18. (Uerj) Um dos documentos mais curiosos para a história da grande data de 15 de novembro consiste, a nosso ver, no aspecto inalterável da rua do Ouvidor, nos dias 15, 16 e 17, onde, a não ser a passagem das forças e a maior animação das pessoas, dir-se-ia nada ter acontecido. Tão preparado estava o nosso país para a República, tão geral foi o consenso do povo a essa reforma, tão unânimes as adesões que ela obteve, que a rua do Ouvidor, onde toda a nossa vida, todas as nossas perturbações se refletem com intensidade, não perdeu absolutamente o seu caráter de ponto de reunião da moda. (Adaptado de THOME,J. "Crônica do chic". 1889. Apud PRIORE,M.D.et alli. Documentos de História do Brasil de Cabral aos anos 90. São Paulo: Scipione, 1997.) "Em frase que se tornou famosa, Aristides Lobo, o propagandista da República, manifestou seu desapontamento com a maneira pela qual foi proclamado o novo regime. Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver uma parada militar."
(CARVALHO, J.M. "Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.)

Nos textos apresentados, encontram-se as opiniões de dois observadores do fim do século XIX - José Thome e Aristides Lobo - a respeito da Proclamação da República. A divergência entre as posições dos autores sobre o evento refere-se ao seguinte aspecto:
a) ideário republicano
b) reação da população
c) caráter elitista do movimento
d) caracterização política do regime


resposta:[B]


19.(UFRS) Leia o seguinte texto. "É um engano supor que o golpe de Estado de 15/11/1889 foi a materialização de um projeto de utopia, lentamente amadurecido por duas décadas de ação republicana. Talvez seja mais prudente supor que a relevância da propaganda republicana se deve, apenas, ao fato de que se proclamou uma república, que lhe reivindicou como memória".
(Fonte: Lessa, Renato. "A invenção republicana". 1 988, p. 38.)

Levando em consideração o texto acima, analise as seguintes afirmativas sobre as motivações e os desdobramentos da proclamação da República no Brasil (15.11.1889).
I - Uma das principais causas do golpe foi a insatisfação de diversos segmentos da oficialidade militar, notadamente de alguns veteranos da Guerra do Paraguai e da "mocidade militar" da Escola Militar da Praia Vermelha.
II - Após o golpe, o governo de Deodoro foi extremamente pacífico, apesar das disputas entre as diversas correntes republicanas (liberais, conservadores e girondinos).
III - Ao contrário da proclamação da Independência em 1822, a proclamação da República foi um movimento que, apesar de liderado pelos militares, teve ampla e expressiva participação de setores populares, que formaram milícias nas principais cidades brasileiras.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.


resposta:[A]


20. (UFPE) Sobre o papel dos militares no cenário que antecedeu a Proclamação da República no Brasil, analise as afirmações abaixo.
1) Mudanças na estrutura social do exército, ao longo do século XIX, deixaram a liderança dessa instituição e a elite aristocrática brasileira afastadas. Dessa forma, faltou à monarquia o apoio do exército.
2) Os baixos salários, as péssimas condições em que atuavam os militares brasileiros, nas guerras que o Império promoveu, e questões ideológicas relativas à escravidão levaram os militares a apoiar os ideais republicanos.
3) Militares do Exército fundaram o Clube Militar, que era uma associação corporativista permanente, para defender a abolição, o fim da Guerra do Paraguai e a República.
4) Os militares liderados por Caxias, o mais bem sucedido dos generais brasileiros, organizaram um ataque, pela imprensa, às instituições monárquicas, com vistas à proclamação da República.
5) As crises entre os militares e o governo brasileiro, a partir de 1883, foram conseqüência de uma insatisfação geral, em relação à participação daqueles militares na vida social e política do Brasil: os militares estavam proibidos de se pronunciarem através da imprensa e eram transferidos de uma região para outra, por questões políticas.

Estão corretas apenas:
a) 3, 4 e 5
b) 1, 2 e 5
c) 1, 2, 4 e 5
d) 1, 3 e 5
e) 2, 3 e 4


resposta:[B]

21. (Uerj)

(Caricatura de Angelo Agostini (1888). In: NABUCO, Joaquim. Um estadista do Império. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.)

A caricatura acima procura demonstrar o clima político existente no final do império do Brasil, quando da abolição da escravatura em 1888. A melhor interpretação da conjuntura política, que levou à deposição do imperador Pedro II, é:
a) existência de conflitos entre republicanos e militares, que possuíam uma posição antiabolicionista
b) tensões nos setores pobres e excluídos da população urbana, que temiam o retorno da escravidão com a República
c) perda de apoio de parte das elites proprietárias de escravos e terras, que se sentiu traída pela abolição da escravatura
d) críticas da imprensa abolicionista e republicana, que responsabilizava os proprietários de terras pela manutenção da escravidão

 
resposta:[C]

 
22. (PITÁGORAS) 
 Ficheiro:Figueiredo-baile-MHN.jpg
 
Baile da Ilha Fiscal (óleo sobre tela, Francisco Figueiredo, Museu Histórico Nacional)
Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Baile_da_Ilha_Fiscal. Acesso em novembro de 2009.

No sábado, dia 09 de novembro de 1889, os salões do Palácio da Ilha Fiscal, na entrada da Baía de Guanabara foram palco do baile mais extraordinário promovido pelo Império. Foi também o último, o apagar das luzes da monarquia no Brasil, realizado apenas seis dias antes que as forças republicanas instaurassem no país a nova ordem.

D. Pedro II quando entrava pelo tapete vermelho tropeçou. Amparado por dois jornalistas, não chegou a cair. Espirituoso, teria dito: “Como vêem, a Monarquia escorregou, mas não caiu”.
VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Editora Objetiva,2002      
O Baile da Ilha Fiscal ficou conhecido como o símbolo do final da Monarquia. A crise da Monarquia é decorrente, dentro outros fatores:
a) da pressão da maioria da população brasileira para que se rompessem os entraves ao progresso e fossem garantidas as liberdades individuais.
b) do conflito político entre os Partidos Liberal e Conservador, sobretudo em relação ao excesso de impostos cobrados pelo governo imperial.
c) do  descontentamento da elite agrária com a abolição da escravatura, de membros da Igreja com a intervenção do Imperador nos assuntos religiosos e dos militares, a maioria republicana e abolicionista.
d) da visão negativa que o povo mantinha do Imperador, responsabilizando-o pelas revoltas constantes que ameaçavam a integridade do território nacional.


resposta:[C]
 
23. (Uern 2011) Observe a figura apresentada:

 
EL REY, NOSSO SENHOR E AMO, DORME O SONNO DA... INDIFERENÇA.  OS JORNAIS, QUE DIARIAMENTE TRAZEM OS DESMANDOS DESTA  SITUAÇÃO, PARECEM PRODUZIR EM S.M. O EFEITO DE UM  NARCÓTICO. BEM AVENTURADO SENHOR! PARA VÓS O REINO DO  CÉO E PARA O NOSSO POVO... O DO INFERNO!                                    
(Ângelo Agostini. 1887. El Rey – Nosso Senhor e Amo. Jpg)

A Proclamação da República no Brasil, em 1889, está ligada a uma série de transformações  econômicas, sociais e políticas ocorridas a partir de 1870. Sobre os últimos anos do Império, pode-se  afirmar:
a) Em 1870, a criação do Partido Republicano significou o fim dos Partidos Liberal e Conservador. A partir de então, a propaganda republicana passou a veicular livremente nos jornais, criticando as atitudes do imperador.
b) A charge de Ângelo Agostini coloca a figura de D. Pedro II cansado e distanciado do mundo político e, por isso, considerado extremamente conservador e lento nas decisões que trariam a eliminação do tráfico de escravos.
c) Os conflitos entre a Igreja e o Estado, envolvendo o Regime do Padroado e a questão da maçonaria tiveram um resultado satisfatório com o decreto do Imperador criando o Estado laico.
d) O fim da Guerra do Paraguai trouxe o fortalecimento do Exército que, com a influência das ideias positivistas, passou a defender a instauração de um governo republicano.


resposta :[D]

Saiba mais sobre o Segundo Reinado

Saiba mais sobre as características do Segundo Reinado (1840-1889)



Confira as principais características do reinado de D. Pedro II no Brasil.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Saiba mais sobre a história e cultura afro-brasileira


Saiba mais sobre a História da África pré-colonial





 
 
Teste seus conhecimentos sobre a História da África

1. Explique a seguinte frase: “Apesar dos aspectos comuns suscetíveis de serem encontrados em muitos dos reinos africanos, é difícil afirmar que exista uma África, mas sim várias Áfricas”.

Resposta: Devido à sua grande extensão , o continente africano é formado por uma variedade de regiões, climas, vegetações, hidrografia, sociedades, economias, culturas e línguas diferentes. Essa complexidade e variedade fazem que entendamos que existem diferentes Áfricas, com distintas características, e não apenas uma África, única e com características iguais.

2. Um grande número de reinos africanos da costa ocidental e central do continente possuía uma concepção de organização político-espacial semelhante. Suas economias, antes da presença européia, estabeleciam-se em função de uma relação complementar com os espaços do hinterland através de comércio a longa distância. Desse modo, o poder centralizador desses reinos situava-se não no litoral mas no interior, com o fim de melhor controlar as rotas comerciais. Normalmente o litoral constituía-se como espaço de produção de sal, peixe seco ou outros produtos necessários ao interior.
(SERRANO, Carlos. Ginga, a rainha quilombola de Matamba e Angola. Revista USP, nº 28, Dossiê “Povo negro – 300 anos”. Dez/jan/fev de 1995-1996, p. 137-145.Disponível em:< http://www.mnoticias.8m.com/zinga_cserrano.htm>. Acesso em 05 de junho de 2012.)

Utilizando seus conhecimentos e o texto acima, explique como os reinos africanos se interligavam.

 Resposta:
O primeiro contato entre os povos africanos se deu através dos rios e lagoas. Com o tempo, grupos fundaram aldeias e cidades, sobretudo na costa ocidental da África. Nesta região, iniciou-se um centro comercial, com feiras, mercados, espaços e poderes públicos e uma área rural nos entornos, para a agricultura e pastagem, Esse desenvolvimento comercial possibilitou a ligação entre as grandes “cidades”, “Estados”, “reinos” e “impérios” que foram criados na região.

3. (ENEM) A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).

A) referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque a legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.
B) divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.
C) reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.
D) garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.
E) impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnicoracial do país.

resposta:[E]


4. (ENEM) A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes
pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a
África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos.
K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade
negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e
experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37.
Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que
A) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente.
B) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente.
C) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil.
D) a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna.
E) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa.

O texto discorre sobre a [processo de] ocupação, a colonização e a exploração do continente africano pelos portugueses processo que abriu caminho ao domínio das populações negras por outros povos europeus. Foi no decorrer dele que se formou a referida identidade cultural negra.
Resposta:[D]

5. (Fuvest) "A palavra [escravidão] carrega (...) a história dolorosíssima de vários milênios, durante os quais, em quase todos os cantos do mundo, o mais cruel e desumanizador sistema de recrutar e controlar trabalho predominou sobre todos os demais. Tão ampla foi sua vigência no espaço e no tempo que hoje todos, na Europa, na Ásia, na África e nas Américas, fora de grupos como os pigmeus ou os bosquímanos, somos descendentes de escravos e de senhores e mercadores de escravos".
(Alberto da Costa e Silva, "A manilha e o libambo".)

Partindo da afirmação do autor, destaque as particularidades da escravidão na Antigüidade e na Época Moderna, indicando suas semelhanças e diferenças.


resposta: Resolução: A escravidão praticada na Antiguidade, período de vigência do chamado Modo de Produção Escravista, vinculou-se fundamentalmente a dinâmica das guerras e conquistas e da conseguinte subjulgação dos povos vencidos pelos vencedores. Durante a Idade Moderna, o Escravismo inseriu-se no contexto do Mercantilismo, sendo o escravo consIderado,   além de   força  de   trabalho,   "produto"  do Capitalismo Comercial. A desumanidade e crueldade, porém, são traços comuns do escravismo em ambos os períodos.

6. (FGV 2008) "Quando Diogo Cão chegou em 1483, era um reino relativamente forte e estruturado, cuja formação data possivelmente do final do século XIV. Povoado por grupos bantos, abrangia grande extensão da África Centro-Ocidental e compunha-se de diversas províncias. Algumas delas eram administradas por membros de linhagens que detinham os cargos de chefia há muitas gerações. Outras províncias eram governadas por chefes escolhidos pelo rei dentre a nobreza. Os chefes locais eram os encarregados de coletar os impostos devidos ao rei, além de recolherem para si parte do excedente da produção. A existência de um excedente agrícola era possível graças à apropriação do trabalho escravo."
(Marina de Mello e Souza. Adaptado)

O texto faz referência
a) ao Egito.
b) ao Daomé.
c) ao Congo.
d) à Cabo Verde.
e) à Moçambique.


resposta:[C]

7. (Unicamp) Os primeiros escravos negros chegaram ao Novo Mundo bem no início do século XVI. Por três séculos e meio as principais potências marítimas competiram entre si em torno do lucrativo tráfico de escravos, que levou aproximadamente dez milhões de africanos para as Américas.
(Adaptado de David Brion Davis, "O problema da escravidão na cultura ocidental". Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001, p. 24.)
a) Cite uma das principais potências européias que traficava escravos nos séculos XVII e XVIII.
b) Caracterize o comércio triangular entre Europa, África e América neste período.
c) Quais as conseqüências, para a África, do tráfico negreiro?



resposta:
a) Inglaterra, Portugal, França e Holanda eram as principais potências européias que traficavam escravos da África para as Américas nos séculos XVII e XVIII, tanto em termos do volume de escravos transportados quanto dos capitais investido por seus comerciantes e companhias privilegiadas. Nesta questão, esperava-se que o candidato nomeasse apenas uma destas potências, o que valia 1 ponto.
b) Neste item, esperava-se que o candidato caracterizasse as trocas comerciais entre os três continentes durante os séculos XVII e XVIII. Neste período, as nações européias exportavam artigos manufaturados para suas colônias nas Américas.
Na África, vários produtos europeus (armas, pólvora, tecidos e quinquilharias) eram trocados por escravos. Estes, por sua vez eram levados para serem vendidos nas Américas, onde eram empregados para produzir gêneros tropicais
(açúcar, tabaco, algodão, índigo) ou extrair metais preciosos enviados à Europa. Subsidiariamente, várias regiões nas Américas produziam também tabaco e aguardente que eram trocados por escravos na África. Além disso, algumas nações européias especializaram-se em fornecer escravos para colônias americanas, como mostram as disputas entre portugueses e ingleses pelo contrato de fornecimento de escravos para as colônias espanholas.
c) A pergunta, aqui, estimulava o candidato a refletir sobre a história africana.  O tráfico atlântico de escravos implicou um grande desequilíbrio demográfico no continente africano, com conseqüentes alterações sociais e econômicas. Provocou ainda um aumento das rivalidades entre povos africanos, fortalecendo reinos ou grupos sociais ligados aos traficantes. A resistência de grupos organizados e as condições climáticas adversas impediram, muitas vezes, que os europeus penetrassem no continente africano. Ocupando sobretudo as regiões litorâneas, eles estabeleceram acordos comerciais com reinos africanos para as diversas atividades que sustentavam o tráfico atlântico.


8. (Unicamp 2005) Um dos maiores problemas nos estudos históricos no Brasil acerca da escravidão é seu relativo desconhecimento da história e da cultura africanas. Aí, a história do Congo tem muitas lições a dar, quer para os interessados no estudo da África, quer para os estudiosos da escravidão e da cultura negra na diáspora colonial. Afinal, a região do Congo-Angola foi daquelas que mais forneceram africanos para o Brasil, especialmente para o Sudeste, posição assumida no século XVII e consolidada na virada do século XVIII para o XIX.
(Adaptado de Ronaldo Vainfas e Marina de Mello e Sousa, "Catolização e poder no tempo do tráfico: o reino do Congo da conversão coroada ao movimento Antoniano, séculos XV-XVIII", Tempo. n. 6, 1998, p. 95-6).
a) O que foi a diáspora colonial citada no texto acima?
b) Identifique duas influências africanas no Brasil atual.
c) Nomeie e explique, no Brasil atual, uma decorrência da prática da escravidão negra.


resposta:

a) Define o deslocamento, normalmente forçado ou incentivado, de grandes massas populacionais originárias de uma zona determinada para várias áreas de acolhimento distintas.No caso, da dispersão da cultura africana nos domínios coloniais europeus.
b) No samba e no candomblé.
c) Preconceito racial.

9. (Fuvest) Ao longo do século 17, vegetais americanos como a batata-doce, o milho, a mandioca, o ananás e o caju penetraram no continente africano. Isso deve ser entendido como:

a) parte do aumento do tráfico negreiro, que estreitou as relações entre a América Portuguesa e a África e fez do sistema sul-atlântico o mais importante do
Império Português.
b) indício do alinhamento crescente de Portugal com a Inglaterra, que pressupunha a consolidação da penetração comercial no interior da África.
c) fruto de uma política sistemática de Portugal no sentido de anular a influência asiática e consolidar a americana no interior de seu império.
d) imposição da diplomacia adotada pela dinastia dos Braganças, que desejava ampliar a influência portuguesa no interior da África, região controlada por comerciantes espanhóis.
e) alternativa encontrada pelo comércio português, já que os franceses controlavam as antigas possessões portuguesas no Oriente e no estuário do Prata.

Resolução
No século 17 todas as terras do litoral africano estavam sob domínio português e tinham grande importância no fornecimento de escravos, transportados principalmente para o Brasil. No processo inverso, vários produtos oriundos da América penetraram em território africano.
Resposta:[A]

10. (UNESP 2009) Leia os seguintes trechos do poema Vozes d’África, escrito por Castro Alves em 1868, e assinale a alternativa que os interpreta corretamente.

Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes? (...)
Há dois mil anos te mandei meu grito, Que embalde desde então corre o infinito...
(...) Hoje em meu sangue a América se nutre
– Condor que transformara-se em abutre, Ave da escravidão (...)
Basta, Senhor! De teu potente braço
Role através dos astros e do espaço
Perdão p’ra os crimes meus! ...
Há dois mil anos... eu soluço um grito...(...)

a) O poeta procura convencer a Igreja católica e os cristãos brasileiros dos malefícios econômicos da escravidão.
b) Castro Alves defendeu os postulados da filosofia positivista e da literatura realista, justificando a escravidão.
c) O continente americano figura no poema como a pátria da liberdade e da felicidade do povo africano.
d) Abolicionista, Castro Alves leu em praça pública do Rio de Janeiro o poema Vozes d’ África para come morar a Lei Áurea.
e) Castro Alves incorpora no poema o mito bíblico da danação do povo africano, cumprido através de milênios pela maldição da escravidão.

Resposta:[E]

11. (Fuvest 2012) Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 5 e 6.

Os africanos não escravizavam africanos, nem se reconheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. (...) Quando um chefe (...) entregava a um navio europeu um grupo de cativos, não estava vendendo africanos nem negros, mas (...) uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escravizada.(...) O comércio transatlântico (...) fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra cativa.

(Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008. Adaptado.)

Ao caracterizar a escravidão na África e a venda de escravos por africanos para europeus nos séculos XVI a XIX, o texto
(A) reconhece que a escravidão era uma instituição presente em todo o planeta e que a diferenciação entre homens livres e homens escravos era definida pelas características raciais dos indivíduos. (B) critica a interferência europeia nas disputas internas do continente africano e demonstra a rejeição do comércio escravagista pelos líderes dos reinos e aldeias então existentes na África. 
(C) diferencia a escravidão que havia na África da que existia na Europa ou nas colônias americanas, a partir da constatação da heterogeneidade do continente africano e dos povos que lá viviam. 
(D) afirma que a presença europeia na África e na América provocou profundas mudanças nas relações entre os povos nativos desses continentes e permitiu maior integração e colaboração interna. 
(E) considera que os únicos responsáveis pela escravização de africanos foram os próprios africanos, que aproveitaram as disputas tribais para obter ganhos financeiros.




resposta:[C]


12. (Unicamp 2012)  A longa presença de povos árabes no norte da África, mesmo antes de Maomé, possibilitou uma interação cultural, um conhecimento das línguas e costumes, o que facilitou posteriormente a expansão do islamismo. Por outro lado, deve-se considerar a superioridade bélica de alguns povos africanos, como os sudaneses, que efetivaram a conversão e a conquista de vários grupos na região da Núbia, promovendo uma expansão do Islã que não se apoia na presença árabe.
(Adaptado de Luiz Arnaut e Ana Mônica Lopes, História da África: uma introdução. Belo Horizonte: Crisálida, 2005, p. 29-30.)

Sobre a presença islâmica na África é correto afirmar que:
a) O princípio religioso do esforço de conversão, a jihad, foi marcado pela violência no norte da África e pela aceitação do islamismo em todo o continente africano.
b) Os processos de interação cultural entre árabes e africanos, como os propiciados pelas relações comerciais, são anteriores ao surgimento do islamismo.
c) A expansão do islamismo na África ocorreu pela ação dos árabes, suprimindo as crenças religiosas tradicionais do continente.
d) O islamismo é a principal religião dos povos africanos e sua expansão ocorreu durante a corrida imperialista do século XIX.

Resposta: B
Resolução: A questão pode ser respondida a partir da leitura do texto e de conhecimentos gerais sobre a expansão islâmica e não é necessário o conhecimento específico sobre os povos africanos e seu processo de islamização.
Por conta de interesses comerciais, grupos árabes estabeleceram contato e se misturavam a povos africanos, num processo de interação cultural que, mais tarde, contribuiu para a difusão da religião. Esses grupos mercantis eram minoritários e existiram em diversas regiões da África, mesmo sob domínio de outros povos. O texto destaca que alguns grupos africanos – e não árabes – foram, posteriormente, responsáveis pela expansão do islamismo para diversas partes do interior do continente.
Saiba mais sobre a expansão muçulmana.


13. A Lei 10.639/03 que torna obrigatório o ensino  sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas,  infelizmente não está sendo cumprida na maior parte das unidades escolares brasileiras. Alega-se falta  de  material didático, investimento na formação de professores e até mesmo, de cursos de especialização  sobre a história da África. Nas escolas, quais disciplinas  em especial deverão tratar deste tema?
a) Educação artística, Filosofia e Literatura brasileira. 
b) Geografia, História e Sociologia.
c) Literatura brasileira, Sociologia e História. 
d) Educação artística, Literatura e História brasileira.
e) Educação artística, Geografia e História.

Resposta:[E]

14. (Ifsul) “Predomina na consciência coletiva ocidental-eurocentrista um estereótipo da África como  continente escuro, abrigando tribos primitivas, imóveis no tempo e no espaço, com suas culturas  arcaicas e estáticas. Segundo essa imagem, não haveria comunicação e troca de idéias entre várias  etnias africanas, e muito menos entre elas e o restante do mundo.”
(NASCIMENTO, Eliza Larkin. As civilizações Africanas no Mundo Antigo. In: Thoth: Escriba dos Deuses. Brasília, Gabinete do  Sen. Abdias do Nascimento, 1997, p.229.)

Com base no texto acima, assinale, de cima para baixo, F para  afirmativas falsas e  V para  verdadeiras.
Sobre a História da África, é correto afirmar-se que
(   ) o continente africano possui os primeiros registros de fósseis antropoides nas proximidades do  Lago Vitória e é considerado o berço da humanidade.
(   ) a África não  atraía o interesse das nações europeias até meados do século XIX, pela falta de  riquezas naturais, ouro e pedras preciosas.
(    ) a escravidão negro-africana, explorada por Portugal, era uma forma distorcida e agravada da  escravidão já existente em boa parte do continente.
(    ) a maioria dos Estados africanos, como os conhecemos hoje, foi formada a partir do processo de  descolonização pós-1945.
A ordem correta para responder a esta questão é
a) V – F – V – F.
b) V – F – V – V.
c) F – V – F – F.
d) F – V – V – V.

resposta:[B]

15. (Cesgranrio) “Poder casar com várias mulheres era sinal de prestígio: quanto mais poderoso um chefe, mais  mulheres ele tinha. E isso valia tanto para as regiões  islamizadas como para as que mantinham as tradições  locais”. 
MELLO E SOUZA, Marina de. África e Brasil Africano. São Paulo:  Ática, 2007, p. 31.

A cultura europeia se diferenciava da africana e, quando os europeus passaram a se relacionar com as comunidades africanas, foram construídas  teses  que  atribuíam à poligamia características de
(A) prática social associada a formas de viver atrasadas e combatidas pela religião católica.
(B) diferença cultural, considerada  de  relacionamento  produtivo demograficamente.
(C) prática doentia associada à transgressão da  sexualidade. 
(D) nova relação de parentesco, muito utilizada entre  os europeus.
(E) disseminação das religiões pagãs entre os africanos, que eram promíscuas e desordenadas.

Resposta:[A]

16. (FGV 2008) Durante a Antigüidade e a  Idade  Média,  a África permaneceu relativamente isolada do resto do mundo. Em 1415, os portugueses conquistaram Ceuta, no norte do continente, dando início à exploração de sua costa ocidental.
José Jobson de A. Arruda e Nelson Piletti, Toda a História

Acerca da África, na época da chegada dos portugueses em Ceuta, é correto afirmar que:
a) nesse continente havia a presença de alguns Estados organizados, como o reino do Congo, e a exploração de escravos, mas não existia uma sociedade escravista.
b) assim como em parte da Europa, praticava-se a exploração do trabalho servil que, com a presença européia, transformou-se em trabalho escravo.
c) a população se concentrava no litoral e o continente não conhecia formas mais elaboradas de organização política, daí a denominação de povos primitivos.
d) os  poucos   Estados ,   organizados   pelos   bantos , encontravam-se no Norte e economicamente viviam da exploração dos escravos muçulmanos.
e) a  escravidão   e   outras  modalidades   de   trabalho compulsório eram desconhecidas na África e foram introduzidas apenas no século XVI, pelos portugueses
e espanhóis.

Resolução:
Ao adentrarem o território africano, a partir do século XIV, os europeus encontraram sociedades bastante distintas umas das outras, desde aquelas com organizações tribais simples até os grandes impérios, como o reino do Congo. Nestas variadas sociedades, era conhecida a prática da escravidão por guerras;os escravos eram utilizados no âmbito doméstico ou então eram comercializados. Contudo, a escravidão não constituía a base da mão-de-obra nem uma atividade econômica fundamental nestas sociedades, como ocorreu na América, após a organização sistema colonial


17. (Fuvest) “(...) e em lugar de ouro, de prata e de outros bens que servem de moeda em outras regiões, aqui a moeda é feita de pessoas, que não são nem ouro, nem tecidos, mas sim criaturas. E a nós a vergonha e a de nossos predecessores, de termos, em nossa
simplicidade, aberto a porta a tantos males (...)”
Garcia II, rei do Congo, século XVII

Comente os acontecimentos a que se refere o rei africano e como estão relacionados à colônia brasileira.


Resolução:
O rei africano Garcia II refere-se, em seu texto, à utilização do instituto de escravismo tradicional africano pelas metrópoles européias como justificativa moral para o empreendimento escravista levado a cabo, em grande escala, durante o desenvolvimento do capitalismo comercial. A partir das facilidades encontradas por comerciantes europeus de escravos, diante das lutas tribais africanas, que os abasteciam com os prisioneiros de suas guerras, o novo mundo tornou-se mercado consumidor da força de trabalho africana. No Brasil a introdução da mão-de-obra africana na lavoura canavieira foi parte de mais esse projeto comercial europeu.


(PITÁGORAS) As questões 18 e 19 se referem ao texto a seguir.

“Antes mesmo dos europeus chegarem à África Ocidental já existiam variadas formas de escravidão, que alias, estenderam-se até o século XX. Predominavam os trabalhos domésticos e artesanais, porém houve importantes empreendimentos escravistas agrícolas e mineratórios, muitos similares ao do Novo Mundo. (...) O comércio de escravos na África é bem anterior ao tráfico negreiro praticado por europeus. Estes últimos aproveitaram a organização comercial já existente para consolidar seu novo negócio internacional.”
(LIBBY & PAIVA, p. 14)

18. Identifique, no texto, uma característica econômica presente em alguns impérios e reinos africanos.

resposta:
A utilização de escravos na lavoura e na mineração; a prática de comércio de escravos.

19. Apresente uma diferença entre a escravidão existente na África antes da chegada dos europeus e a escravidão na América Portuguesa.

resposta:
Na África, o escravo não era visto como uma propriedade de outra pessoa. Já no Brasil, o cativo tornava-se uma mercadoria que podia ser comprada e vendida.
A condição de escravo na América Portuguesa era permanente. Na África, a escravidão era temporária.
Na África, filhos de escravos nasciam livres, o que não ocorria no Brasil.

20. (Fuvest) "Angola, Congo, Benguela Monjolo, Cabinda, Mina Quiloa, Rebolo" (Jorge Ben, África/Brasil-Zumbi)

O texto refere-se a.
a) colônias holandesas de exploração na África do século XVI ao século XVIII.
b) grupos africanos escravizados e trazidos para o Brasil durante a colonização.
c) reinos africanos que se rebelaram contra a colonização portuguesa na época da independência do Brasil.
d) comunidades livres formadas por escravos fugitivos.
e) países africanos atuais que mantêm estreitos vínculos com a cultura brasileira.


resposta:[B]

 


21. (PITÁGORAS) Com base nessa imagem, PRODUZA um pequeno texto sobre o tema: Áfricas. Compare as características dos povos retratados, apresente suas diferenças étnicas e culturais. Dê um título para seu texto e lembre-se que além do conteúdo, a ortografia e organização de ideias também são importantes para que o leitor entenda a mensagem que você quer comunicar.

Resposta:

Professor verifique se o aluno rompeu com a visão de que os africanos têm a mesma cultura e pertencem a mesma etnia e descreveu esses povos identificando os aspectos culturais que os diferenciam, como o  tipo de corte de cabelos, a barba e os apetrechos usados .



22. (PITÁGORAS) “(...) cabe lembrar que é quase impossível falar da África no singular, de ‘uma’ só África no Brasil: são muitas as origens, as trajetórias, as culturas. A própria noção de ‘africano’ não existia entre os escravos até o século XIX. A identidade de cada povo, que o mundo escravocrata dissolvia, ainda assim prevalecia sobre a ideia da identidade africana, da África como terra de todos. Esta só se desenvolveria na própria África nos séculos XIX e XX, a partir das lutas de independência [no século XX].”
LIMA, Mônica. A África na sala de aula. In: Nossa história. Ano 1, nº 4, fev. 2004. p. 85.

Segundo a autora,
a) a África é uma região marcada pela miséria, doenças e conflitos.
b) a África é um continente marcado pela diversidade histórica e étnica.
c) os africanos têm o mesmo passado e a mesma etnia.
d) os africanos, desde a antiguidade, se reconheciam como africanos.

resposta:[B]


 
(PITÁGORAS) As questões 23 e 24 se referem à imagem e ao texto a seguir.


PRIORE, Mary Del; VENÂNCIO, Renato P. Ancestrais: uma introdução à história da África Atlântica. Rio de Janeiro, Elsevier, 2004.p154

Muito antes de europeus colocarem o pé no continente africano, havia escravos no Reino do Congo. A estratificação social do reino, por sinal, era de uma nitidez absoluta. Havia a aristocracia, um segmento intermediário de homens livres e a massa escrava. A aristocracia formava uma casta, desde que seus membros eram impedidos de se casar com plebeus. A parte pesada dos trabalhos agrícolas recaía, evidentemente, sobre os escravos.
RISÉRIO, Antonio. Escravos de escravos. In: Nossa história. Ano 1, nº 4, fev. 2004. p. 63.


23. (PITÁGORAS) A imagem confirma as informações do texto na medida em que mostra

a) indivíduos em posições sociais diferentes: o nobre e o cativo.
b) um escravo exercendo trabalho pesado.
c) pessoas se oferecendo como escravos para obter recursos necessários à sua subsistência.
d) um tumbeiro adquirindo escravo através da prática do sequestro.

resposta:[A]

24. (PITÁGORAS) Quem se tornava um escravo na África, antes da chegada dos europeus neste continente?
a) Pessoas de pele escura considerada inferior pelos outros elementos da sociedade.
b) Pessoas prisioneiras de guerra, devedores e excluídos.
c) Pessoas que se iludiam por falsas promessas e acabavam se transformando em propriedade de outra.
d) Pessoas que demonstravam certa habilidade para o trabalho agrícola.

resposta:[B]

 
25. (PITÁGORAS) De acordo com esse esquema, podemos dizer que o tráfico de escravos era um negócio complexo que envolvia a participação de
a) africanos, brasileiros e europeus.
b) agentes africanos e brasileiros.
c) brasileiros. Europeus e asiáticos.
d) agentes africanos e europeus

resposta:[A]




26. (Ufscar 2007)  Nem todos os brancos que chegavam do mar eram portugueses, e os povos que viviam nas cercanias do litoral logo aprenderam a distingui-los. (...) Se os surpreendiam, os portugueses os atacavam, queimavam e punham a pique. Mas às vezes, ocorria o oposto. (...)
Os portugueses insistiam com os reis e notáveis do litoral para que não transacionassem com os outros europeus, por eles qualificados de piratas. E recomendavam que lhes dessem combate. (...)
Por volta de 1560, os portugueses começaram a usar galés para patrulhar as costas próximas ao forte da Mina. (...)
Os entrepostos nas mãos de portugueses fiéis à Coroa eram poucos e quase sempre dependentes da boa vontade dos chefes nativos, até para seus alimentos.
            (Alberto da Costa e Silva. "A manilha e o libambo", 2002.)

O texto descreve a conquista portuguesa
a) no Brasil.  
b) nas Guianas.  
c) nas Índias Orientais.  
d) no Japão.  
e) na África.  


resposta:[E]