segunda-feira, 5 de março de 2012

Revisão do capítulo 1: A política colonizadora

Desafio de História

Primeira Série

A política colonizadora

1. (UFMG) Leia este trecho do documento:

Eu el-rei faço saber a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu

quanto serviço de Deus e meu é conservar e enobrecer as capitanias e

povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que melhor e

seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé

e proveito de meus reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de

mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e povoação grande e forte em

um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações

e se ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços

e aos negócios de minha fazenda e a bem das partes [...]

É CORRETO afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência

A) à criação do Governo Geral, com sede na Bahia.

B) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro.

C) à implementação da Capitania-sede em São Vicente.

D) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no nordeste.


resposta: [A]



2. (UFC – 2008) Leia o texto que segue:

Conversava, como se fosse para uma feira. (...) dirigi-lhe mais uma vez a palavra, pois os maracajás eram amigos dos portugueses (...) Ao que retrucou ele que sabia bem, nós não comíamos carne humana. Depois lhe disse que devia ter ânimo, pois comeriam apenas a sua carne; seu espírito iria a uma outra região, para onde vai também o espírito da nossa gente e lá há muita alegria. Perguntou ele se isto eraverdade. Referi que sim e respondeu-me que nunca havia visto Deus. Concluí dizendo que veria Deus na outra vida e deixei-o quando terminou a conversa.

(STADEN, Hans. Duas viagens ao Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: USP, 1974, p. 112-113).

No trecho acima, o explorador alemão Hans Staden narra o seu diálogo com um índio maracajá, prisioneiro, como ele, dos tupinambás, nos meados do século XVI. Analisando esse relato, infere-se que:

A) o narrador sugere o papel civilizador do cristianismo frente à barbárie dos nativos.

B) Hans Staden procura convencer o companheiro de sina da sacralidade do canibalismo.

C) a separação entre carne e espírito, aludida pelo explorador, sinaliza sua adesão a crenças pagãs.

D) o maracajá se mostra desconsolado com o destino, visto que não havia maior desonra a um indígena que ser devorado pelo inimigo.

E) a prática do canibalismo foi inexistente, e sua invenção deve-se aos colonizadores, sequiosos por legitimar o desígnio da conquista.

resposta: [A]

3. (UFBA. 2009) As eleições no Brasil não constituem uma experiência recente. O exercício do voto nas terras do Brasil remonta ao Período Colonial, desde a implantação do sistema de Capitanias Hereditárias, com a criação das Câmaras Municipais, nas vilas oficialmente estabelecidas por Ordens Régias;

As Câmaras Municipais [...] eram órgãos encarregados dos assuntos de natureza administrativa, política ou judiciária, cuja organização se da por membros eleitos pela comunidade.

(CACERES, 1993. P.39)

De acordo com o texto e com base nos conhecimentos sobre eleições no Brasil desde 1532 – quando foi instalada a Câmara/Casa da Câmara em São Vicente – até os dias atuais, pode-se afirmar:

a) As eleições par composição das Câmaras Municipais no Brasil Colonial, ao privilegiar o direito de voto e de eleição aos senhores de terras, aprofundavam as diferenças sociais entre senhores, brancos pobres, negros e índios.

b) A divulgação das eleições no Brasil Colonial, que ocorria nos centros urbanos do litoral, ficava sob a responsabiidade dos órgãos da imprensa, controlados pelas Igreja.

c) As eleições, no Brasil Monárquico, eram consideradas censitárias e indiretas, porque se baseavam no censo que classificava os votantes, eleitores e elegíveis a partir de critérios de renda econômica e situação civil.

d) O cargo de Primeiro Ministro, no Brasil Monárquico, à semelhança do parlamentarismo inglês, era preenchido por eleições diretas, na qual apenas os escravos eram excluídos do processo eleitoral.

resposta: [A]



4. (UFBA – 2009) A FUNAI divulgou um conjunto de fotos impressionantes que correram mundo. As imagens, feitas de um avião, mostram um grupo de índios semi-nus ao lado de suas malocas. Com o corpo pintado de vermelho e negro, eles apontam suas flechas na direção da aeronave. Segundo o órgão, trata-se de uma tribo de etnia desconhecida que vive isolada da civilização no Acre. A FUNAI sabia da existência do grupo, mas nunca havia conseguido fotografá-lo. Especialistas estimam que nos nove estados que compõem a Amazônia Legal existam ainda hoje quase setenta tribos de índios isolados — ou seja, que rejeitaram ou não tiveram nenhum contato com não-índios. A política da FUNAI em relação a esses grupos é de não-interferência. Não foi sempre assim.

(CARNEIRO, 2008, p. 72).


Com base na análise do texto e nos conhecimentos sobre a situação dos povos indígenas ao longo da história do Brasil até os dias atuais, pode-se afirmar:

a) A convivência dos povos indígenas com os europeus no litoral das terras do Brasil, nos séculos XVI e XVII, foi marcada pela cordialidade e pela mútua compreensão das diferenças que os distanciavam, resultando na manutenção integral das estruturas culturais indígenas pré-existentes.

b) O escambo e a escravidão foram formas de exploração do trabalho indígena pelos portugueses nas terras do Brasil, durante os três séculos de colonização, variando a sua aplicação a depender das necessidades de cada região e dos acontecimentos que marcaram o relacionamento entre os dois povos.

c) O extermínio das nações indígenas das áreas litorâneas e interioranas do país, ao longo de sua história, resultou da incapacidade de aqueles povos se adequarem às formas superiores e civilizadas da sociedade que se constituiu no Brasil.

d) A política de “não interferência”, a que o texto se refere, foi iniciada pelos portugueses durante o Período Colonial, por orientação das leis metropolitanas, e continua mantida pela FUNAI, até os dias atuais.

resposta: [B]




5. (UFBA)

[...] O poder político na colônia estava descentralizado, situado nas unidades produtoras que iam surgindo. Toda a máquina governamental – muito precária, por sinal – aqui implantada visava aos interesses da classe proprietária de terras e de escravos, a classe dominante colonial.

Essa classe estava voltada para as suas fazendas, que muitas vezes se estendiam por mais de um município – a divisão políticoadministrativa das capitanias. Seu poder e prestígio aparecia nas câmaras dos “homens bons”, isto é, donos de terras, milícia, clero. O mundo da cruz, que impunha com a espada sua civilização.

(ALENCAR, 1996, p. 26).

Com base na análise do texto e nos conhecimentos sobre a relação público-privada na história do Brasil, pode-se afirmar:

01. A máquina administrativa do poder público no Brasil Colonial, rigidamente organizada a partir da metrópole, controlava cargos e funções públicas, mantendo sob controle a sociedade que então se formava.

02. O poder privado, no Período Colonial, esteve representado pelas sesmarias, enquanto o poder público, a partir da segunda metade do século XVIII, esteve representado pelas Capitanias Gerais e Capitanias Subalternas.

04. As câmaras dos “homens bons” expressavam o entrelaçamento entre os interesses privados e o poder público no Brasil Colonial, fenômeno que, com algumas modificações, transferiu-se para o Brasil Monárquico.

08. As oligarquias estaduais, na República Velha, a partir do controle do poder econômico e da posse de propriedades, garantiam a dominação do poder político, fundamentada no sistema eleitoral do voto aberto.

16. A consolidação do poder do Estado Novo dependeu, dentre outros fatores, do apoio de empresários industriais paulistas, estabelecendo uma relação de dependência entre o poder econômico e o Estado.

32. A Constituição de 1988, representativa da redemocratização brasileira pós-governos militares, garantiu cotas de participação do alto empresariado do Sudeste em órgãos do Governo Federal.

64. As câmaras municipais da atualidade, à semelhança daquelas da Época Colonial, não assumem funções legislativas, limitando-se a executar as decisões emanadas do Executivo Estadual.

Resposta: 30 (02 + 04 + 08 + 16)

01. Falso. O texto afirma que “o poder político na colônia estava descentralizado”, o que já torna essa proposição falsa. Além disso, o sistema de governo-geral não conseguiu efetivamente exercer o poder como se esperava, abrindo espaço para a existência das Câmaras Municipais.

02. Verdadeiro. As sesmarias repre esentavam o poder privado na época colonial.

04. Verdadeiro. As Câmaras Municipais tiveram grande autonomia e poder local na época do Brasil Colônia, e esse poder foi mantido, com algumas alterações, no período do Brasil monárquico.

08. Verdadeiro. Além do sistema eleitoral do voto aberto, existia o voto de cabresto, controlado pelos coronéis e seus jagunços. Isso foi decisivo para garantir a alternância de poder entre as oligarquias de São Paulo e Minas ao longo da República Velha.

16. Verdadeiro. Vargas deu o golpe de 37 com apoio da burguesia, que via na ditadura a forma mais segura de impedir a ascensão dos comunistas.

32. Falso. A Constituição de 88 não garantiu cotas de participação para o empresariado do Sudeste, o que, por si, já seria inconstitucional.

64. Falso. As Câmaras Municipais da época colonial e da época atual assumem funções prioritariamente legislativas.


6. (UESPI) Ocupar as terras era fundamental para garantia dos domínios portugueses depois do descobrimento do Brasil. Por exemplo, a expedição de Martim Afonso de Souza:

a) fundou a rica capitania de Pernambuco.

b) introduziu a lavoura da cana-de-açúcar.

c) facilitou a ocupação da região amazônica.

d) distribuiu sesmarias onde hoje se encontra o Piauí.

e) lançou o cultivo do algodão na região sudeste.


resposta: [B]


7. (UDESC SC) A Companhia de Jesus foi importante instrumento da Igreja Católica e da Corte Portuguesa no processo de colonização, a partir do século XVI.

Sobre sua atuação no período colonial, em território brasileiro, é incorreto afirmar:

a) Os jesuítas vieram para o território, hoje brasileiro, junto com o primeiro governadorgeral e, a partir de então, exerceram forte influência na vida colonial.

b) Os jesuítas foram responsáveis pela fundação de inúmeros colégios no Brasil colonial; seus métodos e forma de organizar os cursos permaneceram como herança importante na história da educação.

c) Pode-se aferir que os jesuítas também foram responsáveis pela exploração do trabalho indígena, considerando que as missões foram organizadas de modo a se tornarem unidades produtoras de bens comercializados pelos padres.

d) Ao organizar os indígenas em missões ou reduções e catequizá-los, os jesuítas defenderam o universo cultural desses indígenas e os protegeram da escravização e do processo português de expansão e colonização.

e) A catequização dos indígenas gerou sérios conflitos entre os colonos e os jesuítas, pois os colonos viam nos jesuítas um entrave à utilização da força do trabalho indígena.

resposta: [D]


8. (UFMG - 2007) Observe esta imagem:

Reprodução

Adoração dos Magos, atribuída a Vasco Fernandes e a Jorge Afonso, pintada na Sé de Viseu, em Portugal, entre 1501 e 1505.

Com base nas informações dessa imagem e em outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que a descoberta do Novo Mundo e, particularmente, do Brasil levou os portugueses a representar

A) a América e sua população, novidade com que se defrontavam, inserindo-as em quadros mentais antigos.

B) a América, sua natureza e sua população, reconhecendo-as na sua alteridade em relação ao mundo europeu.

C) os povos da América em conformidade com as crenças – sobretudo as cristãs – em voga, então, no Continente Europeu.

D) um dos Reis Magos como um índio da América, fazendo-o substituir aquele que é, usualmente, representado como negro.


resposta: [B]

9. (UESPI - 2010) Oeiras, antiga capital do Piauí, tem área aproximada de 2.719.536 km2. Como tantas outras cidades brasileiras ela teve origem em uma fazenda, no caso, a Cabrobó, de grandes dimensões territoriais. A organização fundiária no Brasil, estruturada na grande propriedade, é um legado colonial instituído pelo sistema de

a) Sesmarias.

b) Capitanias Hereditárias.

c) Colonato.

d) Subvenções.

e) Donatárias.

resposta: [A]



10. (UFPA - 2010) Com a Lei de 25 de março de 1570, a Coroa portuguesa procurou regulamentar a escravidão indígena, determinando duas situações em que tal prática seria considerada legítima: “Guerra Justa” e “tropas de resgate”. No entanto, colonos e missionários deveriam provar diante das autoridades coloniais a legitimidade do cativeiro, a fim de evitar abusos. Sobre esse contexto, é correto afirmar:

(A) Contrários à escravidão indígena, os missionários fiscalizavam rigorosamente as ações dos colonos; apenas eram aprisionados índios em situação de guerra justa ou tropa de resgate.

(B) Sabendo que a ação fiscalizadora da Coroa portuguesa era rigorosa, os colonos respeitavam a lei, apenas escravizando índios na situação legalmente determinada como legítima.

(C) Após a verificação da legitimidade dos cativeiros, os índios eram separados por etnia e assim enviados às missões, formadas exclusivamente por índios que falavam a mesma língua.

(D) Muitos índios aprisionados eram ameaçados e declaravam falsamente que haviam sido resgatados dos rituais de antropofagia, o que gerava fraude na lei que regulamentava o cativeiro indígena.

(E) Graças à verificação da legitimidade do cativeiro, a escravidão indígena no Brasil foi insignificante, razão pela qual a mão-de-obra indígena foi substituída pela do africano.


resposta: [A]



11. (FFFCMPA RS)

Observe a charge abaixo.

NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. História do Brasil para principiantes. São Paulo. Editora Ática, 2005.

A charge acima satiriza a exploração do território brasileiro pelos portugueses durante o Período Pré-Colonial. São características econômicas desse período:

a) latifúndios – escravidão – monocultura – exportação.

b) servidão coletiva – policultura – subsistência – sesmarias.

c) escravidão – policultura – mercado externo – minifúndios.

d) extrativismo – escambo – mercado externo – monopólio.

e) monocultura – mercado externo – mercantilismo – escravidão.


resposta: [D]


12. (UNESP)

Observe a figura e leia o texto.


(Reprodução da tela Primeira Missa no Brasil. Vítor Meireles, 1861.)

Chantada a Cruz, com as Armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiramente lhe pregaram, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre Frei Henrique (...). Ali estiveram conosco (...) cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelhos, assim como nós. (...) [Na terra], até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal (...) Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.

(Pero Vaz de Caminha. Carta do Achamento do Brasil, 10.05.1500.)

A respeito da tela e do texto, é correto afirmar que

a) Demonstram a submissão da monarquia portuguesa à contra-reforma católica.

b) Expressam o encantamento dos europeus com a exuberância natural da terra.

c) Atestam, como documentos históricos, o caráter conflituoso dos primeiros contatos entre brancos e índios.

d) Representam o índio sem idealização, reservando-lhe lugar de destaque no quadro, o que era pouco comum.

e) Apresentam uma leitura do passado na qual os portugueses figuram como portadores da civilização.

resposta: [E]

13. (UFOP MG) Sobre o papel das Câmaras Municipais, no Brasil Colonial, não podemos afirmar:

a) Eram responsáveis pela administração pública e pelo exercício da justiça nas vilas e cidades.

b) Eram compostas pelos chamados homens bons que constituíam a sociedade colonial.

c) Exerciam controle sobre o comércio de abastecimento dos aglomerados urbanos.

d) Foram responsáveis pelo processo de centralização política que ocorreu na colônia.



resposta:[D]



14. (UEPA)

“Nessa terra, até agora, não pudemos saber se existe ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro. Porém, a terra em si é de bons ares, assim frios e temperados. As águas são muitas, infinitas. A terra é tão grandiosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem”.

Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha. Adaptado por Adriana Torres e André Pereira. Ao Livro Técnico, Rio de Janeiro: 1994.

O relato de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal evidencia aspectos naturais da terra recém- descoberta e revela:

a) A política econômica do Estado português interessado em transformar a nova Colônia em grande potência agrícola.

b) A descoberta de metais preciosos, encontrados na costa Atlântica, pelos tripulantes da expedição cabralina.

c) A decisão dos portugueses em ficar na terra e desenvolver o projeto da Igreja, que era o de catequizar os índios.

d) O caráter explorador da conquista portuguesa interessada principalmente em descobrir na nova terra metais preciosos.

e) A necessidade de o rei português enviar uma expedição de exploração para descobrir ouro e prata no solo brasileiro.

resposta: [D]

15. (UFRGS)

Observe o Cartum abaixo:



(Fonte: "Primeira Missa" de Sampaio. ln: "Humores nunca dantes navegados: o Descobrimento segundo os cartunistas do sul do Brasil". Porto Alegre: SEC-RS, 2000.)

Considerando a situação histórica e os significados expressos no cartum acima, analise as seguintes afirmações.

I - O cartum retrata o momento inicial da conquista portuguesa, demonstrando aspectos do "choque cultura" ocorrido entre os conquistadores e os indígenas.

II - A dominação portuguesa do Brasil não se deu unicamente com base na exploração dos recursos naturais e do trabalho indígena, mas também apresentou aspectos nitidamente ideológicos, como a imposição da religião católica aos autóctones.

III - O cartum apresenta o momento inicial do contato interétnico como sendo de tensão e conflito armado e econômico, visto que os nativos reagiram às tentativas de vigilância impostas pelos conquistadores.



Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas I e II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.


resposta: [B]


16. (ENEM 2011) Em geral,os nossos tupinambás ficaram bem admirados ao ver os franceses e os outros dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”

LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.

O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557, com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade europeia e a indígena no sentido

A) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.

B) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.

C) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.

D) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.

E) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.

resposta:[A]


17. (UFPI – 2008) Quando da chegada dos europeus, em 1500, e durante as três primeiras décadas do domínio português sobre o Brasil, as relações com os nativos indígenas foram relativamente estáveis e amistosas, o que permitiu a constituição do chamado "escambo vegetal", através do qual, em troca de produtos tais como espelhos, aguardente e miçangas, os índios colaboravam com os europeus na exploração do pau-brasil. A substituição desse trabalho indígena pelo do escravo africano, na economia colonial, a partir do século XVII, decorreu:

a) Do fato de serem os índios preguiçosos e naturalmente indispostos para o trabalho, o que diminuía a produtividade e, por conseqüência, depreciava os lucros coloniais.

b) Da indisposição dos ingleses com o trabalho escravo indígena. Em razão de sua formação marcadamente cristã, os ingleses horrorizavam-se com a escravização dos índios.

c) Da docilidade dos africanos, que se adaptavam facilmente ao cativeiro e ao trabalho nos engenhos, diferentemente dos índios que, estimulados pelos jesuítas, protagonizavam constantes fugas.

d) De uma reação coordenada dos senhores de engenho, que se sentiam prejudicados com a baixa produtividade do trabalho indígena.

e) De vários aspectos conjugados, entre os quais se ressalta o caráter mercantil da exploração colonial, a diminuição do número de índios e a reação da Igreja Católica à escravização destes.

resposta:[E]


18. (UFPI – 2008) Algumas décadas depois da chegada de Cabral à América, os portugueses viram-se na necessidade de efetivar a ocupação das suas descobertas territoriais. Sobre o processo de colonização implementado pelos lusitanos na América, podemos afirmar que:

a) Foi viabilizado pela descoberta de ouro e diamantes no interior, particularmente, em terras hoje pertencentes aos Estados de Minas Gerais e Goiás.

b) Teve, no cultivo da cana para a fabricação de açúcar a ser comercializado no mercado europeu e na utilização do trabalho escravo, fatores centrais.

c) Teve, na exploração do pau-brasil, na utilização da mão-de-obra africana e na criação de um sistema colonial centrado na vida urbana, elementos vitais para o sucesso inicial do empreendimento colonial.

d) Teve, na Coroa Espanhola e nos mercadores da Nova Lusitânia, parceiros vitais para o êxito do empreendimento.

e) Só foi efetivamente viabilizado com a unificação da Península Ibérica em 1580.

resposta:[B]


19. (UFPI - 2008) O período da nossa história conhecido como Pré-colonizador pode ser caracterizado pelos seguintes pontos: I. A descoberta de metais preciosos, particularmente, prata e diamantes na região amazônica. II. A montagem de estabelecimentos provisórios, conhecidos como feitorias, onde eram feitas trocas comerciais entre os navegantes portugueses e os povos indígenas do Brasil. III. A criação das cidades de São Vicente e Desterro no litoral da América Portuguesa. IV. A utilização da mão-de-obra indígena para a exploração de madeira, particularmente, do pau-brasil. Dentre as afirmativas anteriores estão corretas apenas:

a) I e II

b) II e III

c) II e IV

d) III e IV

e) I e IV






resposta:[C]


20. (UNESP – 2007) Observe o mapa e responda.

a) O meridiano de Tordesilhas, enquanto esteve em vigor, obstruiu a efetiva ocupação do interior do território brasileiro.

b) As riquezas do Vice-Reinado do Rio da Prata atraíram muitos aventureiros em busca de fortuna fácil e que acabaram por se fixar na região sul do Brasil.

c) A busca por pau-brasil e terras férteis para a cana-de-açúcar impulsionou a derrubada da mata atlântica e a fixação do colonizador no sertão nordestino.

d) Apesar do aspecto extensivo da atividade, a pecuária desempenhou importante papel no processo de interiorização da ocupação.

e) O intenso povoamento da região norte causou sérios problemas para a Metrópole, que não dispunha de meios para abastecer a área.



resposta: [D]


21. (UFBA)

Sobre o sistema administrativo do Brasil colonial, é possível afirmar:

(01) O sistema administrativo representado no organograma foi montado por D. João III, com o duplo objetivo de ocupar a terra e valorizá-la economicamente.

(02) Com a instalação das capitanias hereditárias, o Estado português assumia financeiramente o empreendimento, concedendo aos donatários a posse das terras e repartindo com eles as rendas decorrentes da exploração do subsolo.

(04) Com a implantação das capitanias hereditárias, a metrópole passou da fase de circulação de mercadorias para a de produção de gêneros agrícolas, destinados ao mercado externo.

(08) Como as capitanias hereditárias não cumpriram os objetivos esperados por Portugal, D. João III decidiu extingui-las, instalando o governo-geral.

(16) Com a instalação dos governos-gerais, a metrópole conseguiu efetivar a centralização administrativa na colônia, contando com o apoio da elite local, a quem cabia indicar os ocupantes dos cargos mais representativos.

(32) Com a finalidade de sediar o governo-geral, a metrópole ordenou que a Capitania da Bahia de Todos os Santos fosse transformada em capitania real e que aí fosse fundada a cidade do Salvador.

(64) As câmaras municipais eram órgãos integrados por representantes dos vários segmentos sociais, eleitos pelo sufrágio universal.

Soma ( )


resposta:01 + 04 +32 = 37



22. (Unifesp) Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:

a) a nobreza portuguesa, ao contrário da espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.

b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.

c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.

d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.

e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.

resposta:[E]



23. (UNESP) O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma série de linhas paralelas ao equador que iam do litoral ao meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entregues (...) [a] um grupo diversificado, no qual havia gente da pequena nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum suas ligações com a Coroa.

(B. Fausto, "História do Brasil".)


No texto, o historiador refere-se às

a) câmaras setoriais.

b) sesmarias.

c) colônias de povoamento.

d) capitanias hereditárias.

e) controladorias.

resposta:[D]


24. (UFPE) As feitorias portuguesas no Novo Mundo foram formas de assegurar, aos conquistadores, as terras descobertas. Sobre essas feitorias, é correto afirmar que:

a) a feitoria foi uma forma de colonização, empregada por portugueses na África, na Ásia e no Brasil, com pleno êxito para a atividade agrícola.

b) as feitorias substituíram as capitanias hereditárias durante o Governo Geral de Mem de Sá, como proposta mais moderna de administração colonial.

c) as feitorias foram estabelecimentos fundados por portugueses no litoral das terras conquistadas e serviam para armazenamento de produtos da terra, que deveriam seguir para o mercado europeu.

d) tanto as feitorias portuguesas fundadas ao longo do litoral brasileiro quanto as fundadas nas Índias tinham idêntico caráter: a presença do Estado português e a ausência de interesses de particulares.

e) o êxito das feitorias afastou a presença de corsários franceses e estimulou a criação das capitanias hereditárias.

resposta:[C]


25. (UFLA) Leia o texto abaixo.

"Ao decretar a instauração do Governo Geral, a Coroa pretendia garantir a defesa da terra, a cobrança de impostos e a aplicação da justiça."

(BUENO, E. A Coroa, a Cruz e a Espada, pag. 63)


Apresenta-se no texto as principais áreas de atuação administrativa definida pela Coroa portuguesa na Colônia. Indique, entre as alternativas abaixo, a que contêm os agentes responsáveis na hierarquia de comando do Governo-Geral.


(A) Vice-rei, ayuntamento e chapetone.

(B) Defensor público, tesoureiro e auditor.

(C) Capitão-mor, provedor-mor e ouvidor-mor.

(D) Homens bons, cabildo e conselheiro-mor.



resposta: [C]




Saiba mais sobre a crise do feudalismo

Confira o resumo do capítulo sobre a crise do Feudalismo e a ascensão dos Estados Modernos



Teste seus conhecimentos sobre as características da economia no Brasil Imperial





Desafio de História

A economia no Brasil Imperial

_______________________________________



1. (PITÁGORAS) Analise a tabela referente às exportações brasileiras ao longo do Período Imperial.


Os dados apresentados desmentem uma ideia corrente no período imperial, a qual afirmava que

(A) a abolição da escravidão comprometeu, de imediato, as exportações de café e açúcar brasileiros, em razão da desestruturação do sistema produtivo.

(B) a decretação da Lei Euzébio de Queirós ampliou as exportações de café e fumo, tradicionalmente ligadas ao modelo escravista.

(C) a entrada de imigrantes para a lavoura cafeeira apenas manteve o ritmo tendencial das exportações cafeeiras.

(D) o café, ao ocupar o primeiro lugar nas exportações brasileiras, facilitou o crescimento de outras lavouras destinadas ao mercado externo.

(E) o Período Regencial, apesar de sua instabilidade interna, apresentou índices elevados de exportação para os principais produtos brasileiros.



Resposta da questão 1:


[A]




2. (PITÁGORAS) A chamada “Era Mauá”, que marcou o Segundo Império Brasileiro, foi marcada por inúmeras iniciativas modernizantes como a construção de ferrovias e de companhias de comércio, a instalação do telégrafo e a disseminação de bancos na capital imperial e em grandes cidades da época.

Esse surto de desenvolvimento interno resultou

(A) da aprovação das Tarifas Alves Branco, cujas diretrizes substituíram o livre-cambismo até então existente no país.

(B) da crise cafeeira, que obrigou o empresariado a buscar novas fontes de lucro em atividades até então desconhecidas no país.

(C) da disponibilidade de capitais advindos da extinção do tráfico negreiro, os quais atraíram alguns proprietários e comerciantes brasileiros no sentido de expandir seus negócios.

(D) do esforço britânico em desenvolver a industrialização tradicional no Brasil de forma a torná-lo subsidiário de seus produtos e equipamentos menos avançados.

(E) do vital apoio do governo imperial às iniciativas modernizadoras de Mauá por meio de uma rígida política protecionista em relação ao café.



Resposta da questão 2:


[C]




3. (PITÁGORAS) Analise o pronunciamento de Lacerda Werneck, herdeiro de fazendeiros de café e membro da comissão governamental encarregada de definir a política imigratória brasileira em meados do século XIX.

“Nós constituímos um povo, uma nacionalidade, cujo futuro dependerá das raças que lhe serão incorporadas, da natureza da civilização que o influenciará.”

Citado em FREIRE, Américo, Org. História em curso – O Brasil e suas relações com o mundo ocidental. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p.208

O posicionamento do autor a respeito da vinda de imigrantes para o Brasil revela uma atitude

(A) negativa, por admitir a necessidade de estrangeiros para que o Brasil possa desenvolver-se.

(B) otimista, na medida em que acredita no imigrante como implementador do futuro do país.

(C) pragmática, pois reconhece a necessidade da mestiçagem na formação cultural brasileira.

(D) preconceituosa, já que vincula o futuro da nacionalidade brasileira ao critério racial.

(E) ufanista, ao exaltar a superioridade brasileira sobre as demais raças e nacionalidades.




Resposta da questão 3:


[D]




4. (PITÁGORAS) Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá, é apontado como um dos principais responsáveis pela modernização vivenciada no Segundo Reinado. No trecho a seguir ele menciona alguns de seus planos a D. Pedro II.

"... esta estrada de ferro, que se abre hoje ao trânsito público, é apenas o primeiro passo de um pensamento grandioso. Esta estrada, Senhor (D. Pedro II), não deve parar e, se puder contar com a proteção de Vossa Majestade, seguramente não parará senão quando tiver assentado a mais espaçosa de suas estações na margem esquerda do rio das Velhas."

Barão de Mauá, quando da inauguração da estrada de ferro Rio-Petrópolis, em 1854.

A) Cite três realizações de Mauá que explicitem o papel modernizador a ele atribuído.

B) Discuta as relações entre as iniciativas de Mauá e o governo imperial.



Resposta da questão 4:

A) O aluno poderá citar a criação de um estaleiro para a construção de navios, a abertura de diversos bancos e instituições financeiras, o financiamento de serviços como iluminação pública, além da construção de ferrovias, mencionada no trecho.

B) O governo imperial pouco incentivou as iniciativas de Mauá, estando preocupado somente com a implementação da cafeicultura, uma das razões da falência dos negócios do Barão.




5. (FATEC) "Gradativamente, a produção [de café] concentrada no Vale do Paraíba entrou em decadência. Antes da Proclamação da República, o chamado Oeste Paulista superava a região do vale como grande centro produtor".

(BORIS FAUSTO, Pequenos Ensaios de História da República - 1889/1945)

O deslocamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba para o Oeste Paulista deveu-se, entre outros fatores:

a) ao desenvolvimento pouco adequado do sistema de transportes.

b) à excepcional expansão do mercado interno no Oeste Paulista.

c) à presença da pequena propriedade como célula básica da agroexportação.

d) à inexistência de mão-de-obra escrava no Oeste Paulista.

e) às condições geográficas do Oeste Paulista, superiores às do Vale do Paraíba.



resposta da questão 5:


[E]




6. (Aman 2011) "A Tarifa Alves Branco (decreto de 12 de Agosto de 1844), criada por Manuel Alves Branco (2° Visconde de Caravelas), Ministro da Fazenda do gabinete liberal que assumiu em 2 de fevereiro de 1844".

(KOSHIBA; PEREIRA, 2003)

Este decreto

A) reduzia os direitos alfandegários das mercadorias inglesas para 15% ad valorem.

B) barateava os custos para a importação de mercadorias estrangeiras.

C) extinguia as tarifas que favoreciam a Inglaterra e que prejudicavam o crescimento do setor industrial brasileiro.

D) facilitava a exportação dos derivados da cana-de-açúcar, por deixá-los mais baratos no mercado internacional.

E) pouco afetava a arrecadação do País, tendo em vista a pequena participação das tarifas alfandegárias na composição da receita governamental.



Resposta da questão 6:


[C]

Resolução:

A tarifa Alves Branco extinguia os privilégios ingleses nas aduanas brasileiras.



7. (FGV) Os empreendimentos industriais do barão de Mauá redundaram em inúmeras falências, após um relativo sucesso, entre outros fatores devido a (à):

a) suas posições nacionalistas contrárias aos investimentos estrangeiros

b) reformulação da tarifa Alves Branco em favor da tarifa Silva Ferraz

c) falta de cobertura financeira (bancária) baseada em seus próprios recursos

d) carência de mão-de-obra especializada

e) oposição direta que lhe moviam os grandes propriedades rurais.



Resposta da questão 7:


[B]



8. (UFRGS) A economia brasileira, na primeira metade do século XIX, teve como aspecto marcante.

a) Oferecer grandes estímulos às atividades comerciais e, especialmente, às indústrias urbanas.

b) Dar continuidade a uma estrutura colonial agora dependente do comércio externo da Inglaterra.

c) Centralizar sua produção em torno da grande indústria.

d) Esforçar-se no sentido de eliminar a importação de produtos agrícolas.

e) Tornar-se independente do domínio do mercantilismo inglês, conforme ocorrera no período colonial.



Resposta da questão 8:


[B]





9. (OSEC-SP) "Dentre os acontecimentos importantes à explicação da sociedade brasileira, durante o século XIX, destacavam-se o intercâmbio econômico com a Inglaterra e, internamente, a organização escravocrata do trabalho produtivo. No plano internacional, o Brasil é fornecedor de café, açúcar, fumo, couro, peles, de cujo comércio obtém os recursos para a manutenção da administração pública, a criação de novos serviços, o estímulo à iniciativa privada etc. No plano interno, a produção e a sociedade estão organizadas com base na escravatura..."

(Otávio Ianni).

De acordo com o texto acima, a sociedade brasileira no século XIX apoiava-se.

a) Nas relações comerciais com a Inglaterra e numa economia baseada na indústria.

b) No trabalho escravocrata para abastecimento do mercado interno.

c) Numa economia baseada na utilização do trabalho escravo e voltada para o mercado externo.

d) Numa administração pública organizada nos moldes da Inglaterra.

e) Na administração pública, no estímulo à iniciativa privada e no trabalho de parceria.



Resposta da questão 9:


[C]





10. (UNESP) Na primeira metade do século XIX, a economia brasileira apresentou como uma de suas características.

a) Um sensível superávit na balança comercial.

b) Uma grande dependência em relação à Inglaterra, que era a potência economicamente dominante.

c) Uma demanda maior de nossas exportações, especialmente de produtos manufaturados.

d) Uma maior dependência da estrutura colonial existente até 1822.

e) Um controle absoluto da dívida flutuante, em virtude da liquidação de empréstimos externos.



Resposta da questão 10:


[B]



11. (UFES) Os anos 70 do século XIX marcaram a aceleração no processo de desagregação do regime monárquico no Brasil. As modificações sociais e econômicas que se avolumaram a partir do ano de 1850, com a abolição do tráfico negreiro, se fizeram sentir de maneira acentuada na vida política nacional. Vários fatores acabaram por criar condições para mudanças nesse sistema político, tais como:

I - A itinerância do café, deixando o vale do Paraíba e buscando o oeste paulista.

II - A imigração européia, especialmente a alemã e a italiana.

III - O processo crescente de urbanização.

IV - O crescimento das estradas de ferro.

V - Novas ideias surgidas no seio do exército.

Assinale:

a) se apenas a alternativa V estiver correta.

b) se apenas a alternativa II estiver correta.

c) se apenas a alternativa IV estiver correta.

d) se apenas as alternativas III e IV estiverem corretas.

e) se todas as alternativas estiverem corretas.



Resposta da questão 11:


[E]



12. (UFU) "Os reflexos da lei do tráfico negreiro (1850) são transcendentes para a vida econômica do país, modificando, em parte, sua fisionomia. O país dispunha de poucos capitais que se investiam, até então, principalmente no tráfico negreiro. Proibido esse comércio, o capital que se mantém no Brasil fica sem aplicação. É certo que esse capital pode ser conservado no comércio interno de escravos, mas a maior parte tem que tomar outro rumo. O espírito empresarial pode encaminhá-lo, então, para empreendimentos novos e úteis; abrem-se fábricas, constroem-se estradas de ferro, criam-se bancos e companhias de todo tipo."

O texto acima afirma que, com a abolição do tráfico negreiro:

a) Abrem-se possibilidades para o comércio interno de escravos.

b) Desenvolve-se o interesse dos empresários estrangeiros pelo país.

c) Inicia-se um surto de novos empreendimentos industriais e comercias.

d) Começa um vigoroso movimento de capitais estrangeiros para dentro do país.

e) Instaura-se a economia baseada no trabalho livre.



Resposta da questão 12:


[C]



13. (FUVEST) Entre as condições que favoreceram a incipiente atividade industrial no Segundo Reinado, podemos citar.

a) A disponibilidade de capitais decorrente da extinção do tráfico de escravos.

b) A retomada da tradição manufatureira portuguesa.

c) A extinção da política de proteção alfandegária.

d) A concessão de incentivos diretos à exportação de produtos industrializados.

e) A exploração da siderurgia e das fontes de energia hidrelétrica.



Resposta da questão 13:


[C]



14. (UCSAL) O Vale do Paraíba, no século XIX, passa a ter importância decisiva no Brasil porque.

a) A pecuária se desenvolve ao longo de seu curso, penetrando no norte de São Paulo.

b) As cidades da região - Valença, Vassouras, entre outras - iniciam a revolução industrial no Brasil.

c) O escoamento das riquezas do centro-oeste brasileiro se faz através de seus portos, como Parati, Ubatuba e São Sebastião.

d) O cultivo do café se torna o estabilizador da economia do Império.

e) O sistema de dominação dos senhores rurais é anulado graças ao trabalho pioneiro de introdução de imigrantes europeus na região.



Resposta da questão 14:

[D]


15. (UCSAL) A partir de 1880, o quadro da economia brasileira começa a sofrer algumas modificações, destacando-se, entre outras,

a) a liquidação da dívida externa brasileira, que provoca uma grande instabilidade financeira e afetava sua estrutura.

b) a perda do caráter monocultural que constituía sua principal tendência, desde a introdução da cana-de-açúcar no século XVI.

c) a superação do caráter agroexportador de nossa economia, que, assim, se libertava da influência da Inglaterra.

d) o declínio da economia cafeeira, afetada em suas raízes pelas sucessivas leis que visavam a anular e, finalmente, a suprimir a escravidão.

e) a emergência do oeste paulista na cultura cafeeira, com a transição do trabalho escravo para o trabalho livre através da imigração.



Resposta da questão 15:


[E]



16. (UFMG)

1. FATORES EXTERNOS (EUROPA): Inovações tecnológicas; transformação na agricultura; êxodo rural.

2. FATORES INTERNOS: Expansão da lavoura cafeeira; aceleração do processo abolicionista.

A conjugação desses fatores externos e internos permitiu ao Brasil no período 1850-1888:

a) mecanizar a lavoura cafeeira e dispensar a utilização de mão-de-obra numerosa.

b) realizar a transição do trabalho escravo para o trabalho livre, utilizando mão-de-obra européia.

c) substituir o escravo pelo imigrante europeu como mão-de-obra de cafeicultura.

d) iniciar a expansão da cafeicultura no oeste paulista independentemente da mão-de-obra escrava.

e) acelerar a cafeicultura no Vale do Paraíba com a introdução de mão-de-obra do imigrante europeu.



Resposta da questão 16:


[B]



17. (UFU) Os dados a seguir indicam a expressão econômica dos principais gêneros de exportação no Brasil, na primeira metade do século XIX.


1821/1830

1831/1840

1841/1850

Açúcar

30,1%

24,9%

26,7%

Algodão

20,6%

10,8%

7,5%

Café

18,4%

43,8%

41,5%

Couro e peles

13,6%

7,9%

8,5%

(Dados retirados da obra de Sodré, Nelson, Werneck, História da Burguesia Brasileira, Ed. Civilização Brasilieira, 1964, p. 78.)

(Dados retirados da obra de Sodré, Nelson, Werneck, História da Burguesia Brasileira, Ed. Civilização Brasilieira, 1964, p. 78.)


Em relação à análise desses dados é incorreto afirmar.

a) A partir da terceira década do século XIX, o processo de produção do café era irreversível.

b) A perspectiva da economia algodoeira foi a de manter-se insatisfatória face à concorrência norte-americana.

c) O período Regencial é caracterizado por uma significativa alta na produção do café.

d) A passagem do Brasil-Colônia para um Estado livre alterou profundamente a estrutura econômica vigente que se baseava principalmente na monocultura, surgindo daí uma diversificação de produtos agrícolas.

e) Comparando a produção do Primeiro Reinado com a do Segundo Reinado, nota-se uma ascensão da produção do café em detrimento dos demais gêneros agrícolas de exportação.



Resposta da questão 17:


[D]



18. (FUVEST 2012)
Examine a seguinte tabela:


A tabela apresenta dados que podem ser explicados

a) pela lei de 1831, que reduziu os impostos sobre os escravos importados da África para o Brasil.

b) pelo descontentamento dos grandes proprietários de terras em meio ao auge da campanha abolicionista no Brasil.

c) pela renovação, em 1844, do Tratado de 1826 com a Inglaterra, que abriu nova rota de tráfico de escravos entre Brasil e Moçambique.

d) pelo aumento da demanda por escravos no Brasil, em função da expansão cafeeira, a despeito da promulgação

da Lei Aberdeen, em 1845.

e) pela aplicação da Lei Eusébio de Queirós, que ampliou a entrada de escravos no Brasil e tributou o tráfico interno.




Resposta da questão 18:


[D]


Resolução

A tabela mostra um grande aumento da entrada de escravos no Brasil, nos três anos subsequentes à decretação do Bill Aberdeen. É claro que a expansão da cafeicultura nesse período, embora significativa, nem de longe acompanhou o crescimento da importação de escravos. Seria mais correto, portanto, dizer que o aumento do tráfico deveu-se ao receio de que sua extinção ocasionasse uma dramática falta de mão de obra, levando os fazendeiros a formar um estoque de escravos.


19. (PITÁGORAS) Considerando os dados sobre a expansão das ferrovias entre 1854 e 1906, resposta:



a) Em que medida a economia cafeeira se vinculou à expansão do transporte ferroviário?


b) Compare a expansão ferroviária no Brasil com a expansão cafeeira antes e depois da Proclamação da República.




Resposta da questão 19:


a) Entre meados do século XIX e início do século XX, a economia cafeeira passa por diversas transformações como a substituição da mão de obra escrava por imigrantes e, sobretudo, pela ocupação de novas áreas no Oeste paulista. A vinculação com a expansão do transporte ferroviário também é forte, correspondendo quase ao total da malha ferroviária do restante do Brasil. A ligação entre as áreas produtoras (fazendas) e os portos de escoamento (exportação) se fazem por meio das ferrovias.


b) Antes da Proclamação da República (1889), a malha ferroviária está estritamente ligada à economia cafeeira em fins do século XIX e o traçado das ferrovias começa a se diferenciar com a abertura de novos circuitos econômicos e o crescimento industrial do país.

20. (PITÁGORAS-ENEM VIRTUAL) Analise a tabela e assinale a alternativa que faz um balanço correto acerca da economia agrário-exportadora brasileira durante o período em questão.



a) A exploração do pau-brasil, primeira atividade econômica empreendida por portugueses, contribuiu de forma significativa na pauta das exportações brasileiras durante os períodos colonial e imperial.

b) Mesmo em tempos de exportação do ouro, o açúcar continuou a ser importante produto na pauta do total das exportações brasileiras, sendo superado apenas pelo café durante o Brasil Império.

c) Ao contrário do que ocorrera com a produção do açúcar entre 1650 e 1700, e a do café, entre 1850 e1900, a economia mineradora não conheceu diminuição da sua participação na pauta das exportações durante o século XVIII.

d) Entre 1850 e 1990, o café não conseguiu se tornar o principal produto das exportações brasileiras devido à força da tradicional e imbatível produção açucareira.

e) A partir do início do século XX, a borracha figuraria como produto principal na pauta das exportações brasileiras, desbancando os gêneros agrícolas tradicionais.


Resposta da questão 20:


[B]